Os Guerreiros Infernais
2 Nada é Eterno
Morriam dezenas e dezenas todos os dias em Cadhern pelo menos, eu, Leinad e Brak parecíamos não ser afetados pela doença, tentamos ajudar as pessoas, mas não conseguiamos descorir uma cura ou a fonte dessa doença, menos Brak, alguns anos antes dessa doença, ele parecia mais destraído, dentro de seus próprios planos ou própria vida, ele nunca foi de compartilhar ideias e sentimentos... Um tempo passou e parecia que tinha ficado muito feliz, mas logo muito abalado.
Por algum motivo, alguns dias ou semanas depois, Brak partiu, e quando voltou a doença se dissipou, porém parecia que não era o mesmo que partira,por motivos que eu sinceramente não compreendia, elecedeu aos poderes das trevas, e algum tipo de corrupção vil, traiu todos os humanos de Marks, Brak sempre os julgou fracos, incapazes de defender a si mesmos, mas não achava que seria capaz de algo nessa magnitude e então usou Magia Negra para destruir toda a felicidade existente e escravizar os homens.
Como protetores deles, eu e Leinad tentamos ao máximo impedir Brak, lutamos com muita resistência contra os lacaios que ele havia tirado do fundo do inferno ardente, mas números podem sobrepujar.
Os anjos, supostos protetores da humanidade e com o conflito eterno com os demônios, nem cogitaram entrar nessa batalha, nos ajudar. Estávamos por nossa conta.
Invadimos a fortaleza de Brak, que outrora fora a bela cidade de Cadhern, espelhada nas magnificências das construções divinas no paraíso angelical.
Derrubamos suas defesas, demônios são astutos mas muitas vezes mal treinados, com equipamentos rústicos e sem técnicas de luta. Avançamos na escuridão que a cidade estava, um por um, seus lacaios iam caindo, até alcançarmos O Palácio, lar dos senhores de Cadhern. Brak estava sentado em seu trono, cujo estava maior e com entalhes de um cristal trazido das veias do inferno chamado Kaloum.
Lutamos contra Brak, porém ele tinha aprendido a controlar a Magia Negra de um jeito extraordinário e horrendo ao mesmo tempo, nós nunca tínhamos sido treinados para lutar contra essa bruxaria.
Brak estava depositando uma fúria incomum em cima de Leinad, era difícil, um mago, aguentar um bárbaro investindo contra ele. Chegou uma hora que começamos a cair, Leinad, meu melhor amigo, e aparentemente o único que já tive, sucumbiu ao male de Brak, até hoje tenho a imagem na cabeça de quando ele estava de joelhos no chão, exausto, sem nenhuma energia restante pois havia sido drenada dele por completo, foi um momento cruel, Brak simplesmente foi atrás dele, pegou sua espada e, sem nenhuma dó ou piedade a cravou em suas costas, eu cai em meio a dor, medo e desespero.
Depois de ver a morte de Leinad, fiquei revoltado, usei essa ira contra Brak, mas já estava cansado, ferido e drenado como Leinad, Brak deu um forte soco na minha cabeça e eu desmaiei, ele achou que eu havia morrido e foi embora rindo maléficamente.
Pouco tempo depois eu acordei, não conseguia enxergar direito, percebi que estava tudo estranho, tudo embaçado e meio dourado, parecia também que tudo estava pegando fogo, coloquei as mãos nos olhos, mas não os senti, no lugar havia apenas uma pele machucada, como se houvesse camada corrompida por cima dos meus olhos. Incrivelmente, depois de um pequeno tempo, me acostumei com isso, percebi que estava vendo a energia das coisas, dos objetos, de seres vivos e mortos, eu estava cego, mas podia enxergar tão bem quanto um homem normal. Olhei em volta e vi que Brak não estava mais lá, mas o corpo de Leinad sim, eu o peguei e quis chorar, mas não consegui, eu levantei o corpo e gritei de ódio.
Depois disso me toquei que tinha atraído alguns guardas, peguei minha lança e corri, como o covarde que fui.
Com todos os ferimentos que eu estava não cheguei muito longe, consegui sair de Cadhern e desmaiei novamente, mas antes de apagar vi apenas uma imagem ofuscada de um grande homem, com uma armadura reluzente e um brilho que o acompanhava, ele estava vindo na minha direção mas quando chegou perto, minha visão foi coberta por uma mancha preta e eu perdi a minha consciência.
Mesmo apagado, eu temia saber quem era esse homem, poderia ser Brak novamente, mas não tinha nada que eu pudesse fazer, estava sem controle de meu corpo e mente.
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