Notas iniciais
Desculpem-me pela demora ao lançar este capítulo, estive ocupado, espero que gostem.

Quando acordei, estava deitado em uma cama, no canto de uma sala, com curativos em meus ferimentos, a maioria já estavam curados, exceto pelos meus olhos.

Após levantar, andei para fora da sala, de primeira, não consegui ver nada, estava muito claro comparado à pequena sala onde estava, fui me acostumando com a iluminação e analisei a situação. Eu estava em um lugar magnífico, com colunas e prédios de algum material diferente, o próprio ar era diferente, leve, era tudo muito claro e as estruturas refletiam a luz que vinha dos céus, eu podia ver alguns movimento ao longe, mas não identifiquei aonde eu estava.

Foi quando um homem grande começou a se aproximar de mim, era o homem que tinha me salvado, ele era alto, com uma aparência forte, mas usava um capuz então não pude ver seu rosto. Sua armadura era reluzente, feita de um material bonito e leve. Quando se aproximou disse:

– Olá Sariel.

– Quem é você?

– Meu nome é Euturiel, eu sou o Arcanjo da Força de Vontade aqui no Paraíso Celeste.

Foi então que me dei conta de onde estava, o que tinha acontecido comigo e porque ele estava me tratando.

– O que você quer comigo anjo?

– Apenas a sua ajuda.

Neste momento eu fiquei de um certo jeito, enfurecido, os anjos nunca vieram ajudar Marks quando precisamos e agora apelam para a minha ajuda.

– Que a minha ajuda o que? Vocês estavam lá para nos ajudar? Olha o que aconteceu! – Eu apontei pros meus olhos. – Meu melhor amigo morreu, eu estou quase cego, e metade de Marks cedeu a corrupção, e onde vocês estavam?!

– Você poderia prestar atenção?! – ele disse num tom que impunha respeito. Este anjo tinha um porte diferente, eu me acalmei e disse:

– Que tipo de ajuda?

– Uma que só você pode oferecer.

– Continue.

– Há cerca de 160 anos atrás, duas nações estavam em guerra...

– É eu conheço essa história...

– Quando de repente, no auge dessa guerra um enorme portal vermelho surgiu no alto, dentro dele apenas três seres, você, Leinad...

– E Brak.

– Esses três guerreiros estabeleceram a paz durante 150 anos, foi quando Brak traiu a todos e está destruindo toda a felicidade.

– Porque está me fazendo lembrar isso?

– Porque você é o único que pode parar ele.

– Mas como?! Nem mesmo vocês anjos conseguiriam, nunca havia visto tamanha magia negra.

– Você consegue, apenas precisa de mais treinamento.

Foi então que eu percebi a proposta dele.

–... O que quer que eu faça?

– Você? Apenas quero que aprenda. Eu lhe ensinarei a lutar melhor, irei melhorá-lo. No inferno com os seus mestres, Hurinins, apenas aprenderam um pouco comparado ao paraíso celeste, aprenderam a lutar, sim. Mas não aprenderam as técnicas daqui, são estas que nos forneceram a vantagem na Guerra Eterna por mais de milênios.

– E por onde começamos?

– Primeiro pegue sua arma.

– Para ganhar de um oponente, ainda mais um grande como Brak você deve ser rápido e ágil, usando sua própria força contra ele. – Disse Euturiel

– E como eu faria isso?

– Ao invés de você tentar defender, tente desviar o ataque dele, o estilo de luta que Brak escolheu é algo bruto e mais lento, porém se te acertar você não teria chance alguma.

Eu apenas fiquei de pé, prestando atenção.

– Para um ataque bem forte ele teria que depositar o próprio peso em sua espada, caso ele erre ou você desvie o ataque dele, ele demoraria a carregar outro ataque. Entendeu?

– Sim.

– Então tente fazer isso comigo.

Eu ergui minha lança e me preparei. Euturiel desembainhou sua espada, que era muito bonita e extraordinária, deu um forte ataque em mim, e por reflexo desviei.

– É para fazer o que eu te disse.

– Desculpe.

Ele se preparou para dar outro golpe e quando o deu, peguei minha lança e tirei a direção do ataque dele.

– Muito bem.

Eu acenei com a cabeça.

– Agora é pra valer. – Ele disse.

Euturiel começou a me atacar rapidamente com sua espada e eu apenas fazia o que ele tinha me dito.

Passamos dias treinando isso até quando eu finalmente tinha feito correto: Euturiel correu na minha direção com sua espada levantada, eu desviei seu ataque, mas logo já estava recebendo outro, fui desviando e desviando seus ataques quando uma vez, com seu desequilíbrio, o derrubei.

– Muito bem Sariel. – Disse ele.

Eu, bufando, respondi:

– Obrigado Euturiel.

– Sariel você passou da sua primeira parte do treinamento. Agora irei te ensinar a lutar com uma arma de uma mão, se você souber lutar com armas de uma mão, você conseguirá lutar bem com machados, espadas e maças também.

– Porém eu já sei lutar com minha lança.

Questionei, não via razão em precisar aprender alguma outra coisa.

– Mas pode ser que nem sempre estará com a sua lança, imagine se Brak te desarmar e você não souber lutar com mais nada...

– Certo, entendi.

E assim foi, Euturiel me treinou o suficiente para eu saber me defender com outras armas.

– Sariel, agora irei mostrar os poderes sagrados dos anjos que pode ser usado a fins defensivos ou ofensivos. Nós acreditamos na Luz, ela garante magias de cura ou dano a seres malignos, basta você acreditar e canaliza-la através do seu corpo. Em uma magia de cura, você se sente dentro de um quente cobertor enrolado em sua alma, em uma magia ofensiva, você sente uma onda de imenso calor pronta para purificar o mundo, neste caso, destruindo todo o mal, e lembre-se a Luz filtra tudo e é um poder muito avançado, portanto para controla-la é necessária concentração.

– Okay, irei tentar.

Eu me concentrei, pensei em coisas felizes tais como meu tempo junto de Leinad, quando de repente senti um imenso calor cobrindo minhas mãos, vi algo dourado e brilhante como o ouro, mas não era algo físico, tinha um movimento suave e não parecia estar pesando na minha mão.

– Muito bem, muito melhor que vários novatos aqui.

– Obrigado

– Agora preste atenção Sariel, a sua língua original, o Ancião, pode ser usada com a Luz, que seria Alka, para gerar poderes em maiores escalas.

– Alka!!! – Eu gritei.

Nesse momento grandes ondas de Luz foram evocadas e espalhadas pela área.

– Uau!

– Você também pode usar a Luz quando quiser para evocar asas em suas costas, estas são extremamente rápidas e não quebram.

Nisso, nasceu das costas de Euturiel grandes asas, magníficas, com uma cor dourada e branca, um tanto translúcida, emanavam uma energia e brilhava ao redor. Era similar a uma asa de penas, porém não eram físicas, você podia atravessar-lhas e sentir sua magia.

– Legal...

– Sariel... Você está pronto...

Euturiel começou a me levar pelos corredores do paraíso, a cada curva que fazíamos, algo me surpreendia, desde anjos treinando até os mais pequenos insetos que habitavam os salões. Nós chegamos a uma parte que era aberta, com uma cúpula de vidro no topo, algumas salas aos lados, e um grande salão no fundo.

Passamos no caminho por uma árvore grande no centro da instalação, rodeada de runas e marcas angelicais, eu estava abismado e distraído quando Euturiel me levou até uma pequena sala no canto esquerdo do grande salão. Nesta sala, além de desenhos históricos nas paredes, havia encostado no centro do local, uma fonte muito bem detalhada, nela, correndo um líquido, suave como a água, porém com uma aparência mais sagrada.

– Esta e a fonte de Tauriel.

Eu parei e comecei a prestar mais atenção.

– Tauriel foi o primeiro Anjo, criado pelo Deus Estelar. Sua história é magnifica, apesar de ninguém ter realmente o visto sem sua armadura, só podemos retrata-lo como está nas paredes.

Eu olhava para as gravações, não aparentavam velhas por causa dos ótimos artificies angelicais, porém eu sabia que continha anos e anos de história entalhados à minha visão. Eu analisava cada desenho em sua ordem, tentando formar sua história. Deduzi que era mais compreensível para os anjos, pois não pude entender.

–Antes de morrer, Tauriel se cortou e derramou seu próprio sangue nessa fonte, contendo os poderes ancestrais de sua época, ela revela o passado o presente e o futuro.

Eu, curioso, ousei perguntar:

–Você conheceu Tauriel?

–Sim, ele me criou, e me fez quem hoje sou.

–Mas isso não vem ao caso. — Disse ele, parecendo não apreciar o assunto. — Quero que de uma olhada nisso.

Euturiel passou sua mão no sangue de Tauriel, que não era vermelho como os dos humanos, era dourado transparente e reluzia, lembrava um tanto a Luz.

Após o ato de Euturiel, uma imagem começou a se formar na fonte, era uma vila, havia homens, mulheres, tristeza e... Lacaios do inferno.

Euturiel passou a mão de novo e tudo o que apareceu foi uma vila toda queimada.

– Esse lugar é onde ficava aquela vila que eu te mostrei anteriormente, mas esse lugar só se tornará real se você falhar.

– Então não falharei.

Eu disse, decididamente... Não podia falhar.

– Vamos para os portais.

Quando estávamos indo ouvimos um estrondo e um Anjo ainda maior que Euturiel, com uma armadura bélica e as asas gigantescas chegou voando. Euturiel murmurou:

– Anael...

O Anjo pousou com um grande impacto, rachando o chão, na frente de Euturiel, começou a gritar:

– Euturiel, como ousou trazer um mortal para cá na minha ausência?!

– Ele não é um simples mortal, ele é a diferença entre a dor e a alegria, entre a paz e a guerra, ele é o escolhido.

– Não me importa você com as suas profecias! Violou muitas de nossas regras sagradas, o trouxe aqui, treinou-o, ensinou nossos poderes e mostrou a fonte de Tauriel.

– Eu não ligo! Você sabe o que acontecerá se formos impedir isso tarde demais, se adiarmos ainda mais essa situação! Se eu for optar pelo destino do Universo ou você Anael, eu escolho o Universo!

– Então Euturiel, você está banido do Paraíso Celeste, para sempre !!!

Anael tirou uma insígnia do cinto de Euturiel e o levantou pelo pescoço. Ele desembainhou sua espada e a jogou em minha direção que se fincou no chão.

– Pegue... Agora!

Eu peguei sua espada e me joguei no portal, a viagem foi rápida, tenho certeza de que quando entrei no portal ouvi um ‘’desculpe’’. Temo o pior.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.