Os Filhos Proibidos
4 Capítulo 4 - Ana
Notas iniciais
Bom, esse capítulo é para vocês se situarem e tirarem suas próprias conclusões sobre os pais dos nossos Três Filhos Proibidos.
Ah, eu também estou mudando várias coisas da saga original PJO, nessa fic. Mas não se preocupem, que as missões continuam a mesma.
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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 04)
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BOA LEITURA!!!
Depois de Ana provocar uma onda e sentir cada partícula de seu corpo fraquejar, ela ainda teve que saltar de uma janela do quarto andar, no internato St.Metropolitan Haven.
O gramado onde caíra — graças aos poderes estranhos de Josh — era macio e Ana ficou feliz por notar que ainda estava inteira depois da queda.
Entretanto, seus amigos não estavam tão bem assim. Josh parecia realmente mal e Nice, parecia prestes a desmaiar. Ana duvidava que seu estado fosse melhor fisicamente.
Ela mal conseguia se levantar, imagine lutar novamente. Felizmente, Ana duvidava que aquelas líderes de torcida malucas e os jogadores de futebol que se transformaram em dragões — fêmeas por sinal, o que foi muito estranho — retornariam novamente.
Ana ouviu passos. Seus olhos pesavam de sono e ela se sentia realmente mal. Será que eram monstros ou o zelador do internato, ralhando com eles por estarem no gramado muito bem cortado?
Ana conseguiu fechar os olhos, sem adormecer. Se fossem monstros, poderia fingir que estava morta, certo?
– São eles? — perguntou uma voz feminina.
– São. — respondeu outra voz feminina.
– Eu não deveria ter vindo. — disse uma voz masculina, que emanava preocupação e raiva.
– Foi uma sorte termos encontrado você. — disse outra voz masculina, em tom calmo. — Vamos levá-los para o acampamento. Quiron disse que encontrá-los seria muito importante, mas eu não entendi o porque.
– Você é lento, Cabeça de Alga. — disse a primeira voz, femina.
Ana contou quatro pessoas. Pareciam ser adolescentes. Será que eram confiáveis? Ana não sabia responder. Apenas pensava em seus amigos, que não deviam estar nada bem.
Ana então, acabou se rendendo ao sono, mas sem antes sentir braços fortes a puxando do chão e a carregando.
(...)
Ana abriu os olhos. Olhou ao redor e viu que estava em uma varanda. Sim, uma varanda no meio de um...acampamento de verão? Era o que parecia.
Ana conseguiu focar uma pessoa à sua frente. Um garoto de jaqueta de couro, calça jeans e tênis All Star. Seus cabelos eram escuros como seus olhos. Ana tinha de admitir, que ele era bonito.
– Que bom que acordou. — o garoto disse, com o que poderia ser um sorriso.
Ana se arrumou na poltrona que estava e encarou o garoto.
– Quem é você? — perguntou, feliz por sua voz ter saído.
– Nico. Nico Di Angello. — ele estendeu a mão e Ana apertou-a, sorrindo de um modo que não costumava fazer.
– Ana Salvatore. — disse Ana, embora tivesse uma leve suspeita de que Nico sabia quem ela era.
– Sei quem você é. — disse Nico, com as mãos nos bolsos, encostado na grade da varanda, de frente para Ana. — Bom, eu não sei se sou a pessoa certa para explicar o que está acontecendo. Acho melhor chamar Quiron para que ele faça isso.
Nico fez menção de sair, mas Ana se levantou.
– Espere. — disse, rapidamente. Afastou uma franja do rosto e cruzou os braços. — Como estão meus amigos? Josh e Nice?
– Eles estão bem. — Nico suspirou, como se soubesse de algo extremamente ruim. — Olha, tenho que ir agora. Já fiquei tempo de mais por aqui.
Ana não entendeu, mas não impediu que Nico saisse dali.
Se sentou na poltrona que estava e viu, com grande alívio, Josh e Nice caminhando em sua direção.
– Hey marrentinha. — disse Nice, com um grande sorriso no rosto, como quem mal se lembrasse de que enfrentara vários monstros no dia anterior.
– Como vocês estão? — perguntou Ana, em tom preocupado.
Josh e Nice se entreolharam e riram.
– Ótimos. — respondeu Josh.
– Fala sério, valeu a pena tudo aquilo que aconteceu ontem. Viemos para esse acampamento incrível! — Nice não parecia nem um pouco preocupada com o porque daqueles monstros estarem atrás deles e como eles tinham derrotado aquelas criaturas.
– Vocês tem sérios problemas. — disse Ana, revirando os olhos, mas sorrindo.
– Nós? — perguntou Nice, ofendida.
– Qual foi sua primeira pista? — perguntou Josh, rindo.
Ana riu, mas suas preocupações ainda não haviam sumido.
– Então, onde estamos exatamente? — perguntou Ana, observando jovens com camiseta laranja, jogarem volêi no campo.
– Acampamento Meio-Sangue. — respondeu Nice, ficando séria.
Um vento começou a bater e os três se apoiaram na grade da varanda.
– Meio-Sangue? — perguntou Ana, curiosa.
– Ouvimos o tal Nico conversando com outros campistas e falando o nome desse lugar. — disse Josh e deu de ombros. — Nós só sabemos isso também.
– Ótimo. — murmurou Ana. — E então, eles são legais?
– São. — respondeu Nice, assentindo. — São legais sim.
– Pelo menos não são monstros. — disse Josh, lógicamente.
– Novos campistas? — uma voz perguntou, aparentemente surpresa ou muito exaltada.
Ana, Josh e Nice se viraram e notaram que a voz vinha de uma sala, mais ao fundo do corredor.
– Não seria muito... — Ana começou, ouvindo as engrenagens na cabeça de Nice, mas a garota pareceu não ouvir a amiga e seguiu para a porta ao final do corredor. — ...bisbilhoteiro? — completou, revirando os olhos. Nice não parecia ser o tipo de garota que se importava com a questão de ser bisbilhoteira ou não.
– Vamos. — disse Josh, animado.
Ana resolveu ir também e os três, ficaram próximos a porta de onde surgiam as vozes.
– ...Sim, Juníper. — a voz feminina que Ana ouvira no dia anterior, confirmou o que a tal Juníper, perguntara minutos antes.
– Então, quais são as suas suspeitas, Quiron? — perguntou outra voz.
– Thalia, se for o que estou pensando, esses campistas mudarão tudo o que estamos pensando que aconteça. — disse Quiron, em tom pensativo.
– Como assim?
– Ainda não posso dizer o que penso, Percy. Não tenho certeza se é isso que irá acontecer. — disse Quiron. — Mas se as Parcas escolherem o destino que acho que elas escolheram, esses campistas serão muito importantes.
– Quiron...
– Não Annabeth. Não vou lhe dizer o que sei. Agora, acho melhor nos apresentarmos para os campistas novos e explicar sobre tudo. — disse Quiron.
Nice puxou os amigos, rapidamente. Os três voltaram para o canto no qual estavam e não disseram nada. Ana ainda não entendia muita coisa.
Logo, as pessoas sairam da sala que Ana, Josh e Nice estavam "espionando". Um garoto de cabelos pretos e olhos verde-mar, uma garota loira com olhos cinza, uma garota punk e — Ana estreitou os olhos para ter certeza de que não estava vendo coisas — um centauro.
Os quatro seguiram na direção onde Ana estava com seus amigos.
– Ora, fico feliz de ver que estão bem. — o centauro, parou à frente dos três, com um sorriso no rosto. — Sou Quiron, diretor de atividades do acampamento. Este — ele indicou o garoto de cabelos pretos e olhos verde-mar — é Percy Jackson. Esta — ele indicou a garota loira — é Annabeth Chase e esta — Quiron indicou a garota punk — é Thalia Grace.
– Olá. — Ana cumprimentou, sorrindo, embora não soubesse bem o porque e o que estava acontecendo.
Percy, Annabeth e Thalia, murmuraram cumprimentos educadamente. Quiron encarou Ana e depois Josh. Por último, fitou Nice.
– Então — Quiron suspirou — tenho que explicar algumas coisas importantes para vocês. Percy, Annabeth, podem acompanhar Thalia para o chalé de Ártemis?
Os dois concordaram e junto com Thalia, sairam para os campos.
– Vamos. — Quiron colocou Ana, Josh e Nice em suas costas. — Vamos para um passeio.
(...)
Ana observou que aquele acampamento era grande, muito grande. Chalés, Anfiteatro, Parede de Escalada com Lava — a qual Nice pareceu gostar muito -, Campos de Morangos e outros tantos lugares que ela achou incríveis, nos minímos detalhes.
Aquele lugar com certeza era mágico. Cavalos alados não eram muito comuns em Nova York.
– Por que fizemos aquelas coisas estranhas acontecerem? — perguntou Ana, depois de tirar os olhos de todas aquelas coisas no acampamento. — O que enfrentamos ontem eram monstros?
– Creio que vocês já ouviram falar dos deuses olimpianos, não? — perguntou Quiron.
– Ah, Afrodite, Hera, Zeus, Poseidon... — disse Josh.
– Sim, sim. — assentiu Quiron, pacientemente. — Eles são reais, como os monstros mitológicos e os deuses menores. Ah, sem contar nos lugares mágicos, como esse acampamento e o Olimpo.
Ana sentiu sua cabeça doer um pouco, após ouvir tudo aquilo. Entretanto, Nice não pareceu pensar que aquilo tudo fosse mentira.
– Então, os deuses olimpianos existem, como o próprio Olimpo? — perguntou Nice animada.
– Sim. — Quiron pareceu se divertir com a animação de Nice. — De tempos em tempos, os deuses descem ao mundo dos mortais e tem relações com eles. Assim, nascem os filhos dos deuses, que são metade humanos, metade deuses.
– Então...nós somos semideuses? — perguntou Josh, parecendo entender mais rápido que Ana.
– Sim. — concordou Quiron, parando de galopar perto do lago.
Ana, Josh e Nice desceram do centauro e o encararam.
– O acampamento Meio-Sangue, abriga os semideuses que conseguem chegar vivos aqui. Que conseguem fugir dos monstros. — Quiron suspirou, sombriamente. — Vocês podem ficar se quiserem. Aqui serão treinados, participarão de missões e farão amigos.
Ana estava curiosa sobre a parte em que ela, Josh e Nice eram importantes de alguma forma. Mas Quiron não falou mais nada.
– Vamos ficar. — disse Ana, e os amigos sorriram concordando.
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