Os Filhos Proibidos

15 Capítulo 15 - Nice


Notas iniciais
Oi pessoal!

Desculpem pela demora a postar. Estive muito ocupada e passei por um período de "férias da inspiração" se assim posso dizer.

Mas vou estar postando toda semana nessa fic, por isso, aproveitem ;)

Espero que gostem do capítulo!

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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 15)

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BOA LEITURA!!!

Antes de Nice ser salva, a garota estava enfrentando sérios problemas na casa do Rancho Triplo G.

Claro, o que ela imaginava? Que enquanto Geríon assava um belo churrasco a garota e os colegas ficariam soltos? Era evidente que haveriam cordas prendendo-os ali.

Nice reparava no avental que o monstro usava. Em cada corpo, havia um avental com uma palavra. Assim, no final formavam: BEIJE O CHEF.

Nice tinha uma mordaça, como os amigos. Os seus pulsos e os seus calcanhares estavam amarrados juntos, enquanto uma corda amarrava seu corpo contra o dos seus colegas.

Ela torcia para que Ana tivesse entendido o recado. Converse com a náiade. Claro que ela teria entendido. Ana não era burra. Tudo bem, a garota era lerda (muito lerda) mas não era burra.

Nice pensava na única coisa que poderia salvá-los: Fogo. Se ela conseguisse queimar as cordas...

Nice sentiu um formigamento nas mãos e uma faísca começou a crescer, de pouco em pouco, queimando as cordas. Provavelmente, o cheiro seria disfarçado pelo de carne assada.

A varanda estava preparada para uma festa. Serpentina e balões enfeitavam a grade. Geríon estava virando hambúrgueres num grande fogo de churrasco feito em um tambor de óleo. Eurítion descansava numa mesa de piquenique, cortando as unhas com uma faca. O cachorro de duas cabeças farejava as costelas e hambúrgueres que estavam fritando na grelha. Nenhum deles pareceu notar que Nice estava queimando as cordas.

Então, passos surgiram. Ana e Percy apareceram, ofegantes. Nice ficou feliz ao vê-los e saber que estavam bem, no final das contas. Palmas para Ana, que não era burra como Nice pensava.

– Solte-os! – gritou Percy, ainda sem fôlego por subir correndo os degraus. – Nós limpamos os estábulos!

Ana concordou e puxou seu anel da mão direita. Provavelmente, ela já se preparava para lutar. Nice continuou queimando as cordas e sentiu um leve choque na mão direita. Josh estava agindo também.

– Limparam, agora? Como conseguiram? — perguntou Geríon, evidentemente surpreso.

Nice entendeu parte da história que Ana e Percy contaram: que ambos encontraram uma náiade e que ela explicou como limpar os estábulos.

Nice finalmente cortou a última corda, que caiu no chão.

– Muito engenhoso. Seria melhor se você tivesse envenenado aquela náiade maldita, mas tudo bem.

– Solte meus amigos – disse Ana, lentamente. – Tínhamos um acordo.

– Ah, eu estive pensando sobre isso. O problema é, se eu os soltar, não serei pago.

– Você prometeu! — exclamou Ana, irritada.

Geríon fez tsc, tsc.

– Mas vocês me fizeram jurar pelo rio Estige? Não, não fizeram. Então não é obrigatório. Quando se trata de negócios, crianças, vocês devem sempre fazer um juramento que vincule.

Ana transformou seu anel em uma longa espada de bronze celestial, enquanto Percy destampava sua caneta e Contracorrente surgia. Ortro rugiu. Uma das cabeças se abaixou até perto da orelha de Grover e pôs os dentes à mostra.

– Eurítion – falou Geríon, – eles estão começando a me irritar. Mate-os.

Eurítion estudou Geríon. Nice aproveitou a chance para se livrar da mordaça e das cordas dos calcanhares e pulsos. Josh se livrou das suas cordas. Ortro latiu.

– Mate-os você mesmo – Eurítion falou, mal dando importância para Ortro.

Geríon ergueu as sobrancelhas.

– Como é?

– Você me ouviu – Eurítion resmungou. – Você fica me mandando fazer o seu trabalho sujo. Você se mete em brigas sem motivo, e estou ficando cansado de morrer por você. Você quer lutar com o garoto, faça você mesmo.

Era a coisa mais anti-Ares que Nice já ouvira um filho de Ares dizer. Mas tudo bem, existe louco pra tudo.

Geríon largou sua espátula.

– Você ousa me desafiar? Eu devia despedi-lo agora mesmo!

– E quem cuidaria do seu rebanho? Ortro, junto.

O cachorro parou imediatamente de latir para Josh e Nice, e foi se sentar aos pés do vaqueiro.

– Certo! – Geríon rosnou. – Cuido de você mais tarde, depois que os pirralhos estiverem mortos!

Ele pegou duas facas entalhadas e as jogou em Percy e Ana. Percy desviou uma com sua espada. A outra, Ana desviou com um giro de cento e oitenta graus.

Ambos foram ao ataque. Geríon defendeu o primeiro ataque de Percy com um par de pinças vermelhas e quentes e investiu o rosto de Ana com um garfo de churrasco. Percy entrou em sua segunda investida e o apunhalou direto no peito do meio.

– Aghhh! – Geríon caiu de joelhos.

Nice sabia que não seria tão fácil assim. Geríon não era como os outros monstros.

– Bela tentativa filho – ele disse. – O negócio é, eu tenho três corações. O perfeito sistema de escape.

Nice fez chamas irromperem por seu corpo. Josh fez raios deslizarem para suas mãos. Geríon pareceu ter notado pela primeira vez, que os dois tinham se soltado. Eurítion não deu a mínima ligança. Ortro farejava hambúrgueres.

– Você está me traindo! — gritou Geríon, apontando para Nice. — Garota, você está brincando com fogo.

– Cala a boca, Geríon. Você é um monstro ridículo que não serve para nada! — Nice puxou sua chave de fenda, que se transformou em sua Espada Prateada.

Geríon pegou três facas e atirou em Ana, Percy e Nice. A morena viu a faca e desviou com sua espada, enquanto Josh soltava os outros.

Nice avançou para Geríon, que pegou duas espadas. Nice sabia onde acertar a espada, não iria errar...

Então, Josh entrou na frente de Nice e por uma fração de segundo, a garota teve que parar para não acertar um golpe de espada no colega.

E no segundo seguinte, Josh estava eletrocutando Geríon, que caiu para trás. Nice encarava Josh, perplexa. O garoto a salvou?

– De nada — disse Josh, com seu famoso sorriso de "Está tudo bem" ou "Eu sou demais".

Nice ainda o encarava, mas desviou os pensamentos para outra coisa.
Percy surgiu correndo, com um arco e uma aljava de flechas. Ele encaixou a flecha.

Geríon riu.

– Seu imbecil! Uma flecha não é melhor do que uma espada.

Ele ergueu suas espadas e atacou. Percy mergulhou para o lado. Antes que ele pudesse se virar, Percy disparou uma flecha no lado de seu peito direito. Nice ouviu um THUMP, THUMP, THUMP, conforme a flecha passava diretamente por cada um dos seus troncos e saia voando do outro lado, cravando-se na cabeça do urso pardo.

Geríon largou suas espadas. Ele se virou e encarou-os.

– Você não pode atirar. Eles me disseram que você não podia...

Seu rosto tornou-se uma sombra verde e doentia. Ele caiu de joelhos e começou a desintegrar-se em areia, até que tudo o que sobrou foram três aventais de cozinha e um par de botas de vaqueiro.

(...)

Nice estava com sérios problemas. Primeiro, Ana estava gravemente ferida, com um corte no ombro. Segundo, Josh estava agindo de forma muito estranha e, terceiro, Nice recebeu um olhar de Annabeth que significava claramente "Você está encrencada".

Mas aquilo não era o pior de tudo. Nice tinha um grande peso na consciência, que praticamente a atormentava.

"Você está destinada a isso", dissera a mulher. "Você nasceu para trair os dois mundos".

Nice tentava tirar aquilo da mente. Tentava esquecer que era uma garota destinada a cumprir uma tarefa. Tentava esquecer que sua vida dependia daquilo. Tentava esquecer, que ela estava criando fortes laços de afinidade com Ana e Josh, e que aquilo só atrapalharia muito mais o seu futuro.

Antes que desse conta, Nice seguia com os amigos até os jardins, para Nico chamar uma morta por meio de coca-cola e hambúrguer jogados em um buraco. Pelo que Nice entendera, Nico iria convocar Bianca Di Angello, sua falecida irmã mais velha. Aquilo era tão bizarro, que por um momento, Nice esqueceu todas as suas preocupações.

– Há um buraco cavado para um tanque séptico. Nós podemos usá-lo. Garoto ciclope, pegue minha caixa de gelo na cozinha. Espero que a morta goste de cerveja. — disse Eurítion e Tyson obedeceu.

Ok, a morta gostaria muito de cerveja: se quisesse ficar doidona. Pelo menos, Nice estava livre de perguntas acusatórias. Mas isso duraria pouco, se Bianca realmente gostasse de cerveja.

Notas finais
Mandem reviews, pessoal. Assim eu posto com mais frequência e ainda sei o que estão achando da fic ;)

Até o próximo capítulo.

Beijos da autora, Livia Dias.