Capitulo 10

Eu estava com a cabeça doendo e meus olhos estavam fechados. Eu ouvia vozes. Vozes longes. Mas perto. Era como se estivessem discutindo o que fazer conosco. Eu não sabia quem ou oque eram. Eu não ousava me mexer, não queria que soubessem que eu estava consciente, seja lá quem fossem. Eu queria gritar, sair correndo ou simplesmente pegar minha espada ou meu arco e atirar ou golpear o ser que estava ali na minha frente, mas eu não poderia fazer isso. Eu sentia que estava com as mãos e os pés presos. Minhas mãos para cima, e estavam doendo. Não só as mãos como meu braços também, o meu corpo inteiro doía e eu me sentia desconfortável e suja, e tinha a sensação que algo rastejava em mim, e tinha medo por isso, eu não estava mais aguentando, mas não tinha forças para nada. Queria saber se meus primos já tinham acordado. Sim, eu acho que nessas poucas horas de convivência começamos a ter um pouco de intimidade, ou apenas nos entendemos mesmo. Eu decidi mandar uma mensagem via pensamento pra Ana, quer dizer, tentar, porque eu nunca fiz isso.

“Ana, você tá acordada? Por favor, se estiver, tente derreter as correntes que te prendem, sei que você pode criar fogo com a força da mente. Por favor, faz isso, e ah, se conseguir, por favor, acabe com eles e nos tire daqui”

Tentei mandar mas não sei se foi. A cada momento achei que não teria escapatória. Mas acho que estava errada.

De repente ouço um barulho de ferro se derretendo e segundos depois gritos roucos e graves, decidi abrir os olhos. A cena foi a melhor da minha vida: Ana atacando os gnomos com fogo e eles correndo, outros se debatendo e outros simplesmente desmaiados. Sorri ao ver aquilo.

Ana se virou para mim com um sorriso e depois veio em minha direção. Senti algo quente perto dos meus pés e minhas mãos.

—Como você está? — Ela perguntou

—Estou bem. Obrigada por me soltar – sorri para ela

—De nada – ela sorriu e foi soltar os outros.

Olhei para mim. A sensação de desconforto continuava, porém eu não estava suja, estava como antes, e o que quer que seja que estava rastejando em mim se foi. Acho que vou pedir pro Pedro jogar um pouco de agua em mim, porque né. Okay, eu estava brincando.

—Como vocês estão? — perguntei ao ver Toni e Pedro soltos.

—Bem, mas eu estou com dor no meu corpo inteiro – Pedro disse e deu um leve sorriso.

—E você Toni? — Ana perguntou

—To bem, eu acho – ele disse estralando o pescoço.

Dei uma risada.

—O.k. gente, peguem suas armas e vamos procurar a saída – Falei puxando meu cordão.

Minha aljava apareceu, e depois apertei o minusculo botao do anel, e nele veio um arco. Ana já estava com sua adaga em punho, Pedro com sua espada e Toni com seu arco e flechas também.

Saímos atentos, e onde passávamos, os gnomos nos olhavam assustados e atacavam. Eu atirei em um e ele simplesmente se transformou em pó, logo eu estava com outro flecha em mão.

Muitos se aproximavam. O local era sombrio, cheio de neblina e névoa, mal iluminado e parecia sem saida. Eles simplesmente apareciam, pois não parecia que tinha porta ali. A única coisa que veio em minha cabeça foi:

—Atacam e matem quantos forem preciso – eu basicamente gritei.

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LEIAM AS NOTAS FINAIS

Notas finais
Oi povo lindo do coração, sei que tem poucos leitores mas reviews não matam né.
Enfim, vamos ao meu recado:
Sei que demorei pacas para postar, por isso estou postando dois capitulos hoje, e o motivo, bem, meus pais.
Eles acabaram de se separar e ta dificil para mim ter uma ideia para escrever, porque tudo que me vem a cabeça sao todas as brigas deles, desde pequena até hoje, entao, é estranho ficar sem isso, sem criatividade. Bem, espero que compreendam e que me perdoem pelo super atraso.
JLerman xx.
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Deixar review não mata okay?