Capitulo 11


A luta foi mais facil que eu pensei: eu e Toni atacávamos a todos e também quem vinha apunhalar Ana e Pedro pelas costas, e eles simplesmente acabavam com todos, foi incrivel. Teve um momento que parecia que tinha uns duzentos gnomos e acabamos encurralados todos de costas um para o outro, mas nosso pensamento, ou pelo menos o meu, estava em querer sair dali e isso foi mais forte do que eu, eu desejei apenas que estivesse sem o arco e ele rapidamente sumiu, enquanto isso, peguei minha caneta/espada e destampei. Uma espada de um metro com o punho em couro apareceu em minha mão e eu me vi atacando quem estava em minha frente. Eu girava e cortava, espetava e por aí ia, não sei da onde eu tirei aquelas forças, mas os outros fizeram o mesmo. Rapidamente eles estavam em uma pilha de pó acinzentado e saímos correndo. Acabei pisando sem querer outra vez em falso e caí, mas felizmente em vez de cair eu fui para cima. A sensação foi estranha, eu senti cair mas fui para cima. Vai entender.

—Podem pisar onde eu pisei – gritei na esperança deles ouvirem, e por sorte eles ouviram e estavam todos ao meu lado novamente.

Depois saimos correndo novamente, e só paramos quanto eu tive certeza que já estavamos longe, até porque eu já não aguentava mais.

—Gente – eu disse apoiando em uma arvore – não aguento mais correr – falei quase em um sussurro.

Eles pararam, aleluia, e nós sentamos em baixo a arvore e é onde estamos agora, apenas conversando.

—Gente, cade nossas mochilas? — Toni perguntou.

—Porque Toni?- Ana disse – é mesmo, cade?

Eu ri.

—Acho que vocês só não perdem a cabeça porque está grudada no pescoço, serio – falei em meio as risadas.

Eles olharam para mim como se eu fosse louca.

—O.k. porque tá parecendo que eu sou sempre o centro das atenções? — perguntei um pouco irritada. Sim, eu me irrito facil e do nada.

—Porque nós somos “irmãos” e já nos conhecemos e sabemos da nossa cabeça tanto como a dos outros e também porque foi você que disse isso. — Pedro falou e os outros concordaram.

—Ta, as bolsas estão aqui – tirei quatro coisas parecidas com sementes de girassol e entreguei a cada um – é só pingar um pouco de agua e vira as mochilas – dei de ombros – e para diminuir é só colocar fogo ou esquentar uma parada que Aria me deu e eu instalei na bolsa.

—Como você sabe disso? — Pedro

—Simples, Fogs transformou antes de vi para cá e explicou para todos nós isso, ou vocês não prestaram atenção? — falei com uma cara seria.

—Não prestamos atenção então – Toni disse e coçou a nuca.

—O.k., eu to falando muito o.k., argh – fiz uma cara engraçada e eles riram – vamos fazer o acampamento aqui ou vamos andar mais um pouco, porque sabe, tá escurecendo de um jeito estranho, porque nessa floresta ou seja lá o que for não parece escurecer nunca.

—Vamos fazer aqui mesmo, to cansado pra caramba e não vou ficar de guarda no primeiro turno, me acordei depois – Pedro disse e se jogou na grama.

“Preguiçoso”, pensei.

—Vamos meu povo e minha povoa, ainda temos que montar o acampamento. Duas Barracas servem né? E ah, temos que fazer a fogueira, então, vamos fazer o seguinte: Ana e Toni, vocês vão procurar por aí galhos secos e você Ana – apontei para ela- vai botar fogo, enquanto eu e Pedro vamos montar as barracas, e isso vai começar em 3, 2 , 1 . GO GO GO ! — falei e comecei a rir enquanto Ana e Toni levantavam e iam meio que correndo para procurar os galhos. — vem Pedro, molhe duas das sementes, anda – falei dando ordem.

—Ta, não precisa me matar mentalmente -riu e pegou duas sementes, colocou nas mãos e fechou, depois abriu rapidamente e lá estavam duas mochilas caindo no chao. — Preciso de mais pratica – ele disse dando um sorriso de galã.

Fizemos duas barracas – mentira, eu apenas apertei um botão, eu equipei (ou melhor, os Elementos) para tornar mais facil e pronto.

Ana e Toni voltaram com muitos galhos.

—Bem, eu faço a primeira vigia então, comam logo e vão colocar essas bundas gordas na barraca para descansar. — ri com meu próprio comentário.

Logo todos estavam alimentamos e dormindo, e assim começou uma longa noite.


Notas finais
Até a proxima .
JLerman xx