Notas iniciais
Estou d volta amigos, com um capitulo bem quentinho para vcs [= P.S.: Zansher, obg pelo review, vc me fez ter coragem d tirar a Fic do fundo do baú, então aproveite.

Já se passou uma semana desde o começo das aulas, e faz uma semana que continuo a observar Violleta. Ela sempre se sentava no mesmo lugar e de vez em quando nossos olhares se cruzavam. Sempre que as aulas acabavam, eu a seguia até a rua deserta sem que ninguém visse e observava com a maior cautela possível ela entrar naquele "buraco negro", mas hoje foi diferente. Enquanto ela caminhava pela rua, fiquei escondido atrás de vários pedaços de madeira jogados numa calçada.

Quando ela chegou na esquina, eu fui me afastando devagar dos pedaços de madeira e vi ela entrando na "coisa", mas quando Violleta tinha colocado apenas um braço e uma perna, eu sai totalmente do meu esconderijo e sem querer, pisei num pedaço fino de madeira, que logo se quebrou, fazendo um baque ecoar pela rua. Meu coração parou quando percebi que ela se virou e olhou diretamente nos meus olhos. Nesse momento, apenas me virei e corri o mais rápido possível, e quando cheguei na outra esquina e olhei para trás, o buraco havia desaparecido, e em pé no fim da rua estavam dois homens altos, cada um usando um terno preto. Um era careca e o outro tinha cabelos castanhos e uma barba mal feita.

Após alguns segundos de troca de olhares, os dois homens sorriram de um modo sombrio ao mesmo tempo, e começaram a caminhar em minha direção. Parecia que o tempo tinha ficado mais lento, mas na verdade, eram os homens que andavam bem devagar, sem presa nenhuma, como se tivessem todo o tempo do mundo. Não pude fazer nada senão correr.

Quando cheguei na porta da minha casa, eles estavam no fim da rua, algo muito estranho, pois eu corri como se não houvesse amanhã e eles apenas caminharam. Entrei feito um louco em casa, tranquei o portão e atravessei o jardim, entrando na minha casa nova. Por fora ela é branca, mas por dentro é azul claro. Passei pela sala de estar e entrei na cozinha a procura de um copo de água, e quase enfarto quando vejo meu "novo pai". A essa hora ele costuma estar trabalhando. Seu nome é Oliver Turner, tem uns trinta anos, alto, olhos azuis e é dono de uma clínica de psiquiatria famosa na cidade, e muitas vezes fica trabalhando até tarde, por isso só costumo vê-lo de manhã.

– Kurt, como foi o colégio? Aprendeu algo de bom?

– Foi tudo normal, aproposito, tirei 9,5 em inglês.

– Muito bem, foi uma nota boa. Por acaso aconteceu algo de estranho hoje?

Será que ele sabe de alguma coisa? Será que ele é amigo daqueles caras?

– N-não, foi tudo normal, porque?

– Por nada, ora. Mas parece que viu um fantasma ou algo do tipo, por que está todo branco...

– N-não, eu to bem. — tomei um gole de água que desceu pela minha garganta queimando.

Jonh então ficou calado por um tempo, me observando, então se aproximou de mim, colocou a mão no meu ombro e se aproximou do meu ovido.

– Kurt, eu sou seu amigo, pode me falar qualquer coisa. Sabe, eu conheci seu avô e trabalhamos juntos por muito tempo, e ele me pediu para ser um cara legal com você. Ok?

– Tudo bem.

Ficamos parados ali por um tempo, e então ele se afastou de mim, passou amão no meu cabelo e foi saindo.

– Tenho que voltar agora. O dever me chama.

– Tchau.

Ele então foi saindo, e eu fui olhar se havia algo de bom na geladeira. O que quer dizer " ser um cara legal comigo"? Quer dizer que ele não é legal de verdade? E se ele trabalhou com meu avô, porque eu nunca soube nada sobre ele?

– Ei Kurt, tem visita pra você. — ele gritou, e então o portão se fechou.

Me viro e vejo os dois homens em pé na soleira, ainda com o sorriso sombrio estampado no rosto. Meus músculos estavam travados, mesmo que não havia lugar para fugir.

– Sr. Kurt, venha conosco, nosso chefe quer lhe ver. — falou o careca, que estendeu a mão. — Se não vier, teremos que obriga-lo, e você com certeza não quer ir a força, não quer?

Não tive muito tempo para pensar, logo depois de falar e ficar sem resposta, o homem careca foi se aproximando, e então me rendi.

– Tudo bem.

– Ótimo. Por favor, queira nos acompanhar.

Saímos de casa, e lá fora, uma limousine estava a nossa espera. Entrei primeiro, e logo depois, os dois homens. Ficamos lá dentro por uns dez minutos sem falar nada, até que paramos.

– Por favor, sr. Kurt, venha conosco.

Quando saí do carro, e quando minha visão ficou normal pois o sol havia a ofuscado, vi um enorme portão de ferro que levava para um imenso jardim com diversos tipos de árvores e flores, e lá no fundo, uma grande mansão branca me tirou a atenção.

– Siga-me, por favor. — o cara da barba mal feita abriu o portão e saiu caminhando na mina frente, enquanto o careca ficou no portão, como um segurança.

Passamos pelo fabuloso jardim e chegamos na frete da mansão. Ela era maior do que parecia ser e tinha enfeites rústico, além de diversas trepadeiras. Quando entramos na mansão, chegamos a uma pomposa sala de estar com um piso tão limpo que podia ver meu próprio reflexo preenchida com vários móveis e outras coisas. No fim da sala, uma enorme escada que se dividia em duas elevava para o andar de cima. Num sofá vermelho próximo a mim estava um homem de cabelo ruivo, barba feita, terno e com diversos anéis nos dedos a ler um jornal, que quando percebeu que eu estava ali, se levantou.

– Ora ora, sente-se por favor, sr...

– Kurt, só Kurt. — me sentei em outro sofá vermelho que estava na frente do outro.

– Kurt. Aceita um chá?

– Não, não, obrigado.

O homem ruivo se virou para o cara da barba mal feita e o observou por alguns instantes.

– Fred, pode nos deixar a sós? E por favor, faça a barba.

– Com licença. — ele então se virou e saiu.

– Bem Kurt, creio que temos assuntos a conversar. Segredos talvez?

Notas finais
Terminamos por hoje, se gostou, comente; se não gostou, comente; se tem algum palpite, comente; se não tem nada pra fazer, comente, eu agradeço.