Notas iniciais
Então, eu só voltei a escrever pq eu REALMENTE estava sentindo falta da sensação. E eu decidi postar os capítulos pq havia algumas pessoas que acompanhavam a história, tipo 1 ou 2 :p Mas, essa não é a questão. Vou logo avisando que as postagens vão ser inconstantes, tipo vou postar vários capítulos em um mês e depois ficar vários meses sem postar nada. Na verdade, não sei como vai ser. Enfim, espero que, quem quer que esteja lendo, aproveite a leitura e faça um comentário, não precisa ser pra me bajular ou me detonar, apenas expresse sua opinião sobre a história, o que vc acha que poderia ser melhor, uma crítica construtiva :) See u down there

Julie estava amando seu celular novo, muito provavelmente porque não era novo ou último da linha, mas por causa de quem tinha lhe dado. Ela tinha que admitir que era muito sortuda de ter conhecido um cara atencioso, legal e bonito nos primeiros dia em que cegou a Charlotte. Harry era esse cara e há uma semana, desde que as aulas começaram, eles não desgrudavam um segundo. Sempre que podiam, nos intervalos entre uma aula e outra, Julie e ele ficavam conversando sobre qualquer coisa desde os assuntos da faculdade a programas de televisão.

Não só ficavam juntos dentro da faculdade, mas também quando iam embora: Harry fazia questão de acompanhá-la até o mais perto de casa possível. Em uma dessas caminhadas, ele falou:

– Nesse final de semana, vai ter uma festa na casa do Nicholas às 9. Você devia ir. – complementou, sem jeito. Depois percebeu que sua fala tinha parecido meio forçada e ajeitou: — Quer dizer, eu posso te pegar nesse horário se você quiser.

Ela sorriu disfarçadamente com o convite.

– Claro, eu adoraria ir.

Harry tentou esconder o sorriso de alegria e ansiedade.

– Tudo bem, então, combinado.

Eles se despediram e Julie, num momento de excitação, deu um beijo na bochecha dele e depois foi embora sem dizer mais nada, porém, se ela se atrevesse a olhar para trás, poderia ver o sorriso estampado no rosto dele.

Chegando em casa, Julie encontrou Art na sala fazendo o que parecia ser um trabalho da escola. Assim que ele percebeu sua presença, disse:

– Oi, Julie! Como foi seu dia?

– Foi legal, apesar de que tenho bastante assunto para estudar. – respondeu, tentando fazê-lo entender que não estava afim dos seus intermináveis bate-papos.

– Nossa, que coincidência! Eu também tenho muuiito assunto para estudar! – comentou Art fazendo uma cara de preocupado.

Ela riu.

– O que um menino do seu tamanho tem de matéria para estudar? – indagou, brincando.

– Bom, a minha professora passou um exercício para a gente criar uma história e eu, simplesmente, não consigo pensar num fim para a minha história. – desabafou.

Por um momento entretida com aquele breve explicação de Art, Julie se deixou levar e ficou curiosa a respeito da história que ele estava criando.

– E ela fala sobre o quê?

– Não! – exclamou – Se eu contar para você agora, não vai ser mais surpresa quando estiver pronta! – justificou.

– Mas você não quer minha ajuda? – perguntou ela.

– Tudo bem, deixa para lá. Eu me viro sozinho. – disse e logo em seguida voltou a se concentrar na história.

Julie ficou examinando-o por mais alguns segundos. Se tinha uma coisa que aquele menino possuía, era determinação. Lembrando-se de que ainda havia muitos assuntos da faculdade para estudar, ela andou em direção ao seu quarto para acabar de uma vez com essa obrigação.

Quatro horas havia se passado e ela não aguentava mais a fome que chegara há mais ou menos uma hora. Julie saiu do quarto e foi à procura da Sra. White para preparar um lanche, mas não a achou. Colado na geladeira, um pedaço de papel explicava que ela tinha ido à feira para reabastecer a casa com legumes e frutas. Sendo assim, Julie abriu a geladeira e ficou pensando no que iria preparar. Foi então que percebeu um bule de chá que acabara de apitar no fogão. Logo em seguida, Henry entrou na cozinha sem perceber a presença de Julie, pegou o bule com água fervendo e se virou em direção à pia, onde a garota se encontrava.

Aconteceu muito rápido. No momento em que Henry viu Julie, seus olhos se arregalaram e, por breves segundos, ela pôde ver sua íris castanha-esverdeada numa intensidade que só um susto proporcionaria. Infelizmente, por causa do susto, seus braços vacilaram e a água ferventada atingiu a mão de Julie. O grito foi instantâneo. Ele largou o bule de qualquer jeito em cima da pia e começou a se desculpar.

– Me desculpe! Eu não tinha te visto! – tentando ajuda-la, ele guiou sua mão até a pia e jogou água gelada por cima.

Julie estava começando a chorar de dor quando Natalie chegou à cozinha com uma cara de espanto acompanhada de Art.

– O que foi que... Quem gritou?! – ela se aproximou da pia e deduziu o que aconteceu.

– Julie, você está bem? – Art perguntou, preocupado quando viu o estado de sua mão.

Ela ia fazer que “sim” com a cabeça, mas as lágrimas começaram a descer mais ainda.

– Vou pegar a minha caixa de primeiros-socorros. – disse Sra. Adams enquanto se retirava da cozinha.

Henry ainda estava segurando o braço de Julie debaixo da torneira. Quando percebeu, soltou-o imediatamente. Também não conseguia encará-la.

– Está tudo bem, Julie. – Art tentou tranquiliza-la – Minha mãe é enfermeira e vai cuidar de você. – disse enquanto segurava sua outra mão.

Ela respondeu com um sorriso rápido. Logo depois, Henry se retirou da cozinha e ouviu-se passos pesados subindo as escadas.

– Pronto. – disse Natalie assim que retornou. – Agora, deixe-me ver. — Sua mão esquerda estava vermelha, quente e com uma bolha crescendo. – Bom, pela extensão da queimadura, não vai precisar ir para o hospital. – falou dando um sorriso tranquilizador para Julie. – Vou passar uma pomada para diminuir a dor e enfaixar. Art, querido, me passe aquela pomada azul, por favor? – pediu, apontando para a pomada certa.

Parecia que a Sra. Adams tinha mãos de fadas, pois Julie quase não sentiu a pressão sobre o machucado. Quando terminado o curativo, ela já se sentia mais calma e anestesiada da queimadura.

– Muito obrigada. – ela agradeceu.

– Por nada, querida. Agora, vá descansar um pouco e nada de utilizar essa mão. – ressaltou.

Julie apenas concordou e foi em direção ao seu quarto. Estando Art e sua mãe sozinhos, esta última perguntou:

– Não podia ter me avisado antes?

– Não. – disse, ressentido. – Infelizmente, era preciso.

Como previsto, ao invés de ir direto para o quarto, Julie foi até o quarto de Henry com o intuito de dizer que estava tudo bem e que ela o tinha perdoado, até porque foi um acidente. Porém, quando chegou lá, a porta estava fechada. Ela bateu levemente, mas não houve resposta. Foi então que encostou o ouvido na porta para tentar escutar algo, se tinha alguém dentro do quarto.

– O que você está fazendo? – perguntou uma voz atrás dela.

Dessa vez, foi Julie que se assustou. Henry estava atrás dela com as sobrancelhas franzidas e usando, novamente, seus óculos escuros. Inconscientemente, ficou decepcionada, pois esperava ter mais algum contato visual com ele. Ela sorriu de nervosismo.

– Ahn, Natalie fez um curativo e não foi nada demais. – falou. – É sério. Está tudo bem.

Henry abaixou um pouco a cabeça, como se demonstrasse vergonha pelo o que aconteceu. Ele não tinha mais nada a dizer, então abriu a porta e entrou no quarto, deixando Julie sozinha no corredor. Ela respirou fundo, soltando o ar de vez dos pulmões. Seguiu o rumo até o seu quarto e ficou deitada na cama, pensando.

– Bom, agora não vai dá pra ir à festa com Harry, não com essa mão enfaixada. – falou consigo mesma. – Melhor ligar para ele.

Pegou seu celular novo e digitou o número dele. Tum, tum, tum, tum. Ninguém atendera. Tentou ligar para a casa. Uma voz feminina atendeu.

– Alô?

– Oi, aqui é uma amiga de Harry. Será que você podia passar para ele?

– Me desculpe, mas deve ser engano. Aqui não tem nenhum Harry.

– Ah, desculpe por incomodar. – e desligou.

“Como assim não havia nenhum Harry?”, questionou Julie.

Notas finais
Heya, e ai??? Quem não leu tudo das notas lá de cima [sem problemas (as vezes nem eu leio)] eu pedi pra quem quiser (pq nós estamos num país livre) fazer um comentário construtivo sobre o capítulo e se quiser ir além, sobre a história, tipo falar sobre o que acha dos personagens e até mesmo o que VC gostaria que acontecesse. Só pra deixar claro, eu não vou roubar suas ideias, tá? É que eu gosto de ver a imaginação das pessoas XD