Os Dois Anjinhos
10 Capítulo 8 – Elo entre pai e filho (Parte II)
Notas iniciais
Yo, mina! ><' Desculpa ter demorado. Mas simplesmente fiquei sem tempo pra posta e escrever. Mals pessoal.
Enfim...
Obrigada pelos comentários.
Esse capítulo, só lembrando, é para Mandinha_Chris. =D
E eu mudei uma coisinha. O pensamento eu colocava em itálico, agora eu coloco entre aspas tipo "pensamento". Sacaram?
E mudei a capa novamente, --' Sou muito chata, né, KKKK'
Chega de blábláblá e vamos ao capítulo.
“A pior perca de um homem e a quebra de seu maior espelho, a morte de seu pai.”Tiago Augusto
Ela correu. O mais rápido que pode ou apenas ao seu limite. Não que estivesse velha, contudo, estava cansada; tudo por causa da noite mal dormida causada pela expectativa de conseguir esse bendito emprego. E, se não conseguisse, como voltaria para casa já que seus filhos estavam apostando nela? “Calma, Hinata!” Pensou e virou uma esquina, murmurando‘gomen’ sempre que esbarrava em uma pessoa desconhecida. “Agora, você está exagerando.”
Entrou num restaurante qualquer para perguntar como chegava a tal rua. Já tinha andando – leia-se: corrido pra cacete – por umas duas quadras inteiras e não sabia nem o nome da rua onde estava. Quando o atendente falou que estava no logradouro correto quase pulou de felicidade e/ou pulou encima do homem para dar-lhe um beijo. Bom, ela estava feliz. Afinal, em meia hora, conseguiu arranjar alguém de confiança para ficar com os filhos, mesmo não tendo sido exatamente ela quem arranjou; e, faltando dez minutos, estava na rua da empresa.
Voltou para a rua e um vento frio pegou-a desprevenida, deixando-a arrepiada. Será que choveria esse fim de tarde? Ignorou isso e seguiu pela rua, procurando o número escrito no papel. Sua letra maravilhosa estava toda borrada, pois tinha reescrito enquanto saia de casa há pouco mais de quinze minutos, porém era melhor ver sua caligrafia do que ver num celular que estava com a bateria quase no fim. “Maldito celular para acabar a bateira logo hoje”, pensou e bufou. Na verdade, maldita ansiedade que a deixou tão ativa que se esqueceu de verificar a bateria.Prendeu a segunda bufada e chegou a frente ao local do número.
1012. A rua era realmente grande e continua. Só não tão grande quanto ao prédio que estava diante de si. Tinha quantos andares? Dez, quinze, vinte? Não sabia ao certo, só que deveria ser uns dos prédios mais altos de Tóquio. O problema foi antes de chegar ao topo, mesmo tendo a leve impressão que não conseguiria ver muita coisa por causa do tempo nublado. Na fachada do lugar, bem na sua frente, apenas alguns metros acima de sua cabeça estava uma coisa que realmente não esperava.
“Como fui idiota? Como não pude notar está porcaria? Como?” Perguntava-se, sentido as pernas ficarem bambas. Não poderia ser certo. Não poderia ser o número certo! Pegou seu celular no bolso da calça e abriu o lugar onde tinha anotado o endereço. Saiu tão apressada que também não trouxe uma bolsa se quer! Viu o número no visor e voltou para o número na enorme entrada. 1012. Não era possível. Não era possível! Não era possível que, diante sua cabeça, estava imenso logotipo escrito:
Empresa Uzumaki!
(...)
Sentados no banco do refeitório do hospital estavam Sakura, Kouji e Sora. Ino tinha ido comprar comida para as crianças que já estavam, segundo elas mesmas, famintas. Como Sakura tinha previsto. Não fazia nem cinco dias que morava com aqueles anjinhos e parecia que já os conhecia há anos-luz. “Também os dois são misturas de Hinata com Naruto. Se eu não os conhecesse...” Riu baixo e olhou para os dois que a encaravam com expressões confusas.
— Por que está rindo, oba-san? — perguntou Kouji que estava ao seu lado, chegando mais perto da rosada.
— Nada demais, Kouji. — sorriu e viu o garoto sorrir — Eu tenho essa mania de rir do nada.
— Isso lembra a nossa okaa-san. — comentou Sora, também ao lado de Sakura – ela estava entre os dois — Ela também faz isso de vem em quando.
Olhou para o pequeno Hyuuga e viu-o concordar. Aqueles dois, sempre se apoiando; parecia que se conheciam melhor do que qualquer outra pessoa. Pois é, não só parecia como era realidade. Nunca soube como eles se tornaram assim, tão ligados e ainda tão diferentes. Deveria ser por estarem sempre juntos – desde a barriga da mãe até os dias atuais. Lembrou-se de como era ela e Naruto; quase a mesma coisa só que de pais distintos. “Tão ligados e ainda tão diferentes”, concluiu mentalmente.
— Ai, oba-san Ino está demorando! — reclamou Kouji e bufou — Posso ir procurá-la?
— Hai, ela deve estar no corredor conversando com alguém. — apontou para a porta que havia entrado a poucos minutos — Se não achá-la, volte para cá imediatamente, ouviu?
— Hai, hai. Ja ne.
Observando o irmão sair, Sora pensou se poderia conversar com sua “tia” sobre seu pai. Afinal, sua mãe não lhe falaria nada e, talvez, Sakura soubesse alguma coisa sobre ele. E se ela soubesse? Como a garotinha reagiria? Só de imaginar, ela sentia o coração disparar de... De... De que mesmo? Curiosidade? Felicidade? Ansiedade? Ou, quem sabe, os três juntos? Tentou tirar isso de sua cabeça e, quando deu conta no que estava fazendo, já era tarde.
— Oba-san, você conhece meu otou-san?
A pequena Hyuuga quase tampou a própria boca. Quase. Apenas não o fez, pois percebeu que a rosada ficou tensa e demorou alguns minutos a olhá-la. Assim que seus olhos se encontraram, a menina viu no olhar verde de Sakura um brilho alterado, algo que a fez deduzir apenas uma coisa: Haruno Sakura conhecia seu pai e aquilo a deixou um pouco inquieta.
— Po-por que essa pergunta? — perguntou sua tia, gaguejando.
Deu um longo suspiro e ajeitou-se na cadeira, incomodada com a situação. O que poderia responder? “Bem, oba-san, eu tenho medo de nunca conhecer meu otou-san, então, queria saber se ele está vivo para ficar um pouco mais calma”. Ironizou em sua mente e balançou a cabeça, procurando uma resposta menor do que essa. Mas nunca tinha dito a palavra‘otou-san’ para alguém além de sua mãe e seu irmão e falá-la lhe deu uma boa sensação. Ela queria conhecer seu pai. Queria ver como era seu rosto. Queria saber sobre suas manias. Queria brincar com ele. Sempre quis, mais do que Kouji, isso ela podia confirmar.
— Ele nos abandonou! — dizia Kouji, sempre que perguntava como achava que era o papai — Ojii-chan fala que, quando se abandona uma pessoa, é pra nunca mais saber sobre ela. Então, eu também não quero mais saber sobre ele!
Ela sabia que era fingimento. Sabia que ele só mostrava-se duro, confiante na sua frente. Porque era ela que chorava com saudade do pai que nunca conheceu, era ela que se perguntava como ele pode abandoná-los. Era ela que sonhava que um dia, num futuro não muito distante, seu querido pai voltaria para sua família. Pediria desculpas e beijaria a sua testa e a de seu irmão. E daria um beijo nos lábios de sua mãe... Ok, a partir daí ela parou de imaginar.
— Eu... Eu quero conhecê-lo um dia, meu otou-san, entende. — sorriu triste e olhou para algum ponto como se o mundo dependesse dele — Sei que se perguntar para minha okaa-san, ela nunca irá me responder e sei também que Kouji fingi não gostar dele, porque eu sofro muito por causa dele, uma pessoa que eu não conheço. Mas eu quero conhecer; é o meu maior e único sonho, oba-san. Então, eu só queria saber se você o conhece, porque seria mais fácil de procurá-lo quando eu estiver mais velha.
A rosada ficou estática. Sentia-se mal por ter ouvido aquilo, pois parecia que a menina Sora estava escrevendo um diário, contando sobre os seus mais íntimos pensamentos. Ela queria conhecer o pai; seu único sonho. “Então, deve ser por isso que Hina-chan não quer que falemos o nome do Naruto perto deles”, entendeu e mexeu-se na cadeira. Mas o que eu posso falar pra sair dessa? Limpou a garganta e começou:
— Sora-chan, eu...
— Sakura! — gritou alguém e foi quando as duas notaram a movimentação do corredor — Emergência!
Quando notou que era Tsunade, ficou em alerta e levantou-se da cadeira. Olhou para Sora e voltou para sua supervisora, ficando aliviada assim que seus olhos bateram em duas pessoas atrás desta. Correu para porta e, antes de sair, olhou para Sora que encarava Tsunade um pouco surpresa. Graças a Kami-sama, havia escapado de uma longa conversa.
(...)
Hinata não soube como foi parar dentro daquele prédio. Só lembrou que sua mente gritava para correr dali enquanto seus pés andavam para dentro e, com um sorriso cativante, perguntou a secretária onde seria a entrevista de emprego. Quando deu por si, já estava dentro de um elevador, encostada no fundo deste e pensando em como havia parado ali. Não deveria estar ali... Ou deveria?
Balançou a cabeça e as portas do elevador se abriram. Olhou para o andar que estava e não soube se aperta o botão para descer até o primeiro andar novamente. Esticou os dedos, entretanto, quando se lembrou de seus filhos, recolheu-os de volta. Teria que continuar mesmo que enfrentasse o desafio de, a qualquer momento, poder ver o Uzumaki. Faria isso por seus filhos. “Como sempre fez.”
Saiu do elevador e deparou-se com um corredor largo e iluminado com várias portas, todas fechadas e com pequenas placas informando o nome de uma pessoa e o que fazia naquela empresa. Uma porta em especial chamou sua atenção, pois não tinha nenhuma plaquinha. Seguiu até o fim do corredor e leu: Ito Nobuhiko, diretor geral – produção. Era aquele homem mesmo que a secretária tinha falado. Engolindo seco, bateu na porta e ouviu um‘entre’ abafado. Abriu a porta e, por educação, pediu licença.
— Não precisa pedir licença, Hyuuga-chan. —ouviu assim que fez o pedido.
Quando entrou, seu queixo quase caiu. A sala era linda. Espaçosa e muito bem decorada. Uma mesa de vidro com um computador de tela LCD e alguns porta-retratos. Atrás da mesa, havia uma cadeira de veludo azul-marinho e, nesta, tinha um homem tipicamente japonês, com os olhos puxados castanhos e os cabelos lisos curtos negros. O homem sorria amplamente e apontou para a poltrona diante a mesa, a sua frente. Hinata deu um sorriso tímido e se sentou.
— Arigatou por ter me dado essa chance, Ito-sama. — agradeceu e o homem sorriu ainda mais.
— Não precisa me chamar assim, Hyuuga-chan. Apenas Nobuhi, está bem?
— Hai. — sorriu e ajeitou-se na confortável cadeira.
— Que tal começarmos? — sugeriu Nobuhi e pegou uma folha, a qual Hina supôs que era seu currículo. “É, vamos começar de uma vez.”
(...)
No terceiro andar do prédio era a ala pediatra. A correria do lugar era imensa e Ino já sabia o porquê: um incêndio em um acampamento de verão. Como era uma cabana fechada, a fumaça se espalhou rapidamente e algumas poucas crianças não puderam sair. “Ainda bem que foram poucas”, pensou a loira e suspirou. Sakura só poderia sair quando acabasse e o plano das duas já tinha ido água a baixo.
Com um longo suspiro, sentou-se – leia-se: jogou-se – em uns dos bancos da sala de espera. Sora e Kouji sentaram ao seu lado, ambos brincando de alguma coisa que a loira não soube, exatamente, o que era. Teria que esperar por Sakura e temia que tivesse uma cirurgia de emergência. “Se tiver, estou ferrada.” Fechou os olhos e acariciou as têmporas.
— Oba-san! — chamou Sora com um lindo sorriso— Vamos brincar de Jo-ken-po*?
— Vocês tão jogando Jo-ken-po com duas pessoas? Não dá muito certo, sabem? — opinou a Yamanaka, sem conter um sorriso; aquelas crianças tinham sorrisos cativantes.
— Não, estávamos pensando no que jogar. —confessou Kouji — Então, quer jogar conosco?
Como poderia dizer não para os dois? Com aquele sorriso de criança cheio de dentes de leite e com aqueles olhos tão hipnotizantes... E muito familiares. Olhando de perto, notou que já tinha visto aqueles olhos várias vezes, assim como o olhar infantil cheio de adoração e determinação. Enquanto jogava com as crianças, tentava pensar em qual pessoa poderia ser. Quem teria aquele olhar? Em parte, a adoração lembrava Hinata, todavia, a determinação não era dela. Não que sua amiga não fosse determinada, isso nunca. “Mas esse olhar...”.
— Ganhei de novo! — comemorou o garotinho, com um sorriso vitorioso.
“Esse sorriso cheio de triunfo...”.
— Ah, não vale! Você fica roubando! — disparou a menina, fazendo um bico e cruzando os braços — Roubando, qualquer um ganha.
“Esse espirito competitivo...”.
Tudo estava se encaixando. Eram coisas do pai deles, o tal desconhecido. Estava tão fascinada pelos dois que acabara se esquecendo de perguntar sobre o pai. Ou será que Hina escondia alguma coisa dela? A morena sempre contava tudo para ela e Sakura, contudo, não informara quem era o pai de Sora e Kouji. “Mas, afinal, por que é tudo tão familiar se são filhos de um desconhecido?”
— Ino. — chamou alguém e balançou a cabeça, voltando à realidade — Está tudo bem?
Levantou o olhar e encontrou dois olhos azuis penetrantes e determinados. Naquele segundo, esqueceu como se respirava.“Então, é daí que vem a determinação?”, concluiu e ficou de pé, ficando cara a cara com Naruto.
Certo, estava arrependido. Tinha errado feio com sua namorada ao defender Shion, porém, ela era sua amiga. Desde a escola até os dias atuais, a loira sempre estava lhe dando apoio que odiava quando falavam que ela gostava dele ou que dava encima dele. “Se desse, eu notaria... Ou não?”, pensava enquanto estacionava o carro em uma vaga do estacionamento do hospital onde Ino trabalhava.
No dia anterior, o Uzumaki estava com a cabeça quente. Não tinha nem saído para almoçar – havia pedido a secretária para mandarem seu almoço na sala; e aquele problema com as motos, deixara sua mente de cabeça para baixo. Depois da discursão com a loira, tudo ficou pior; em sua cabeça só rondava estava tão confusa que estava difícil de lembrar o próprio nome. Acabou que o problema com a empresa já havia sido resolvido, só que ainda estava perdido.
Foi quando lembrou-se da conversa com Sasuke, da noite anterior.
Flash Back On
Sasuke chegou poucos minutos após de fazer o seu pedido. Saquê. Iria acalmar seus nervos e aquilo seria bom, bom demais. O Uchiha sentou-se com um sorriso e, mesmo vendo que seu melhor amigo não estava com um bom-humor, o sorriso continuava ali; como se nada no mundo pudesse tirá-lo de seu rosto. Naruto notou também que o moreno parecia radiante e aquilo o deixou incomodado.
— É impressão minha ou você está brilhando? —zombou o loiro, com um sorriso sacana nos lábios.
— Impressão sua, só estou feliz. — rebateu Sasuke ainda sorrindo. — Hoje foi um ótimo dia.
— Sorte a sua, porque o meu foi péssimo e tem tendência a piorar.
— O que houve? Dizem que desabafar ajuda.
“Sasuke, dando conselhos?”, pensou surpreso.“É, tem alguma coisa errada”. Entretanto, acabou contando sobre tudo o que passava em sua cabeça: Hinata, empresa, Hinata, Ino, Hinata. Era verdade: a Hyuuga não saiu de sua cabeça desde o reencontro e não sabia o que fazer. Queria tirá-la de lá e tudo o que conseguia era ficar pensando mais nela por mais tempo. E também tinha a loira... Estava confuso e não tinha escapatória. Será que teria que escolher entre as duas? E, se tivesse, quem escolheria? Enquanto o loiro falava tudo, o moreno ouvia prestando atenção em cada palavra e o pedido de Naruto acabou chegando.
— Então, deixa ver seu eu entendi. — começou o Uchiha — Você brigou com a Ino, sua namorada, e não para de se xingar. — o loiro assentiu — Mas você também não para de pensar na Hinata, a garota que mexeu contigo na faculdade. E elas são amigas. Você vai pedir desculpas pra Ino e vai esquecer a Hinata.
— Hai, eu pretendo esquecê-la e continuar com a loirinha. — sorriu e bebeu outro gole de saquê.
— Dobe, sinto te informar, mas, se você não esqueceu a Hinata com a distância, duvido que vá esquecer enquanto namora a Ino e ainda vai fazer sofrer, não só ela, mas você também.
— Tanto ela quanto eu? — franziu o cenho — Mas por quê?
— Porque você irá se arrepender pelo resto da vida por não ter corrido atrás do seu amor verdadeiro — sorriu tristonho — Vai por mim, eu quase fiz essa borrada. Se não fosse minha mãe, eu seria um idiota.
— É, mas eu não posso chegar à Ino e falar: foi mal, Ino-chan, eu tô afim da sua amiga que acabou de chegar de viagem. Além do mais, eu não sei o que eu sinto pela Hinata e ela não é o amor da minha vida; só uma atração.
— Hm... Eu esqueci que você não acredita em alma gêmea desde o fora que levou da Sakura. — lembrou-se o moreno, fazendo o loiro bufar, todavia, sem contrariá-lo — Então, faça o seguinte: continue com a Ino...
— Mas e a Hinata? — perguntou com um pouco de desespero na voz, coisa que o melhor amigo notou.
— Deixa-me terminar, dobe! Continue com a Ino e veja o que sente de verdade por ela; veja que você a quer ao seu lado ou se apenas quer o seu bem.
— Qual é a diferença entre esses sentimentos?
Sasuke respirou profundamente e pensou em alguma resposta palpável. Já que seu melhor amigo não acreditava em alma gêmea, seria ainda mais complicado. Pensou e sorriu quando poucas lembranças vieram a sua cabeça; as poucas lembranças que faziam-no querer apenas uma pessoa ao seu lado.
— Você vai saber...
— AH, Sasuke, pare de fazer mistério, porra!
— Se você sentir algo parecido com o que você sentia pela Sakura quando mais novo, é amor; se você sentir algo parecido com o que você sente pela Shion, é amizade. — deu de ombro e Naruto pareceu pensar, logo concordando. — Se você sentir a segunda opção, é melhor terminar com a Ino.
— Eu... — sussurrou o loiro depois de alguns segundos pensando — Eu não sei, exatamente, o que sinto pela Ino.
— Então, espere alguns meses e descubra.
— E se a Hinata for embora? Eu não achei uma vez e, provavelmente, não devo achá-la.
— Dois meses.
— O que? — perguntou receoso.
— Tente descobrir o que sente pela Ino em dois meses. Ou melhor, até o seu aniversário. Já que estamos no começo de agosto, seu aniversário é daqui a dois meses.
— Fechado. — um sorriso largo cresceu em seus lábios, só que logo sumiu — Espera, eu ainda estou brigado com a Ino.
— Ai ai, você quando começa a ficar bêbado, dobe, fica muito lesado. — Talvez, seja melhor você ir falar com ela; talvez, com uma caixa de bombom ou até mesmo um buquê. Talvez, ela te perdoe.
Flash Back Off
— Sasuke e seus talvez. — reclamou enquanto andava apressadamente para a porta. Estava começando a chuviscar e não era lá um bom sinal.
Passou pela porta e o ar gelado deixou sua roupa um pouco molhada extremamente fria a ponto de se arrepiar todo. Não trouxera nada como que Sasuke falou, porque sabia que a loira odiava coisas clichês. Resolveu, então, improvisar. Estava quase indo até a recepcionista para perguntar onde a Yamanaka trabalhava, contudo, para sua sorte ou seu azar, viu esta sentada ao lado de duas crianças que pareciam discutir. “É agora...”
Andou lentamente até o encontro dela e notou que a mesma tinha o olhar perdido e vazio. Pensando que era por sua causa, sentiu-se mal e aproximou-se. “Eu deveria ser um bom namorado, não um filho da puta”, bufou e ficou com vontade de se bater. “Cacete, eu ainda coloco a minha mãe no meio disso. Eu acho que eu deveria falar pra minha mãe que ela é a mãe de um puto”.
— Ino. — a viu balançar a cabeça e piscar algumas vezes — Está tudo bem?
Quando olhou para ele, parecia que estava vendo um fantasma. Sem brincadeira. Com os olhos arregalados, cheios de certezas, e a boca mexendo-se em um ‘Ai, meu Kami!’, ele se sentiu como se não deveria estar ali ou como se fosse à pessoa que nunca imaginou encontrar. “E é culpa do Sasuke...”, pensou. “Se eu não tivesse o escutado, não me sentiria tão mal”. Assim que terminou de pensar isso, a loira se levantou e ficaram se encarando. Depois, ele sorriu sem graça.
— Está tudo bem, Ino? — repetiu a pergunta. Ela o olhou de cima a baixo e deu um meio sorriso.
— Melhor, impossível.
Notas finais
*Jo-ken-po = pedra, papel e tesoura.
Enfim, Ino descobriu... Tenso. Conversa entre Naruto e Sasuke foi tensa também. Só pra deixar claro, Sasuke ainda não contou pro Narutinho que ele vai sair com a Sakura.
Bem, o próximo capítulo é a parte final. E, bem, obviamente, terá encontro entre Naruto e os filhos. Finalmente, hein?
Quando eu postar a próxima vez, será meu niver. =D'
O melhor presente que vocês poderiam me dar é escrevendo reviews. ;D
Love ya, people. ;*
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