Os Dois Anjinhos
11 Capítulo 8 – Elo entre pai e filho (Parte Final)
Notas iniciais
Eu realmente deveria manter minha promessa, não? --'
Enfim, tá ai mais um capítulo.
Muito obrigada a todos os comentários, pois já chegamos ao 100º' E bem vindos leitores novos. :D'
Indo ao capítulo...
“Pais e filhos não foram feitos para ser amigos. Foram feitos para ser pais e filhos.” Millôr Fernandes
— Melhor, impossível. — ouviu-se responder com um sorriso falso.
Ino estava com a mente dividida em duas. Uma parte pensava na briga que teve com o loiro no dia anterior enquanto a outra tentava digerir a sua suposição. Tentou pensar em uma de cada vez; Naruto estava na sua frente, com um sorriso sem graça, o que mostrava que ele estava um pouco sem jeito com a situação, obviamente; Naruto era o pai de Sora e Kouji, os filhos de Hinata; ela, no dia anterior, acabou beijando Gaara por causa de seus sentimentos, ainda sendo namorada de Naruto. “Mas nós tínhamos brigado!”, pensava, tentando amenizar a situação sem sucesso algum.
Naquele momento, a loira não sabia qual sentimento predominava: o de traição ou o de culpa. Traição, porque se sentia traída pela sua amiga, afinal, não contou para ela que o Uzumaki era o pai das crianças. “Bem, ele pode não ser...” Tentou amenizar novamente desta vez com sucesso. Culpa, porque se sentia mal por ter feito o que fez com ele; estava confusa com o que estava sentido pelos os dois rapazes, contudo, ninguém merecia ser traído... “Ninguém mesmo”. Pensou tristemente em seu caso com o Gaara.
— Er... Ino — murmurou o Naruto, chamando novamente sua atenção — Eu... Eu... — limpou a garganta e continuou — Eu quero me desculpar com você.
A surpresa para a loira foi geral. Até ontem, enquanto discutiam, o loiro parecia um homem hipócrita que defendia todas, menos a própria namorada. Agora, estava ali, na sua frente, pedindo desculpas por ter discutido com ela? “Que mudança mais estranha...”.
— Eu também queria te chamar pra jantar no OAZO* comigo. Eu até reservei os melhores lugares para nós, perto da janela com vista privilegiada.
“Comer no Marunouchi OAZO com Uzumaki Naruto?”, espantou-se e ficou ainda mais desconfiada. “Agora, sim, eu tenho certeza que está rolando alguma coisa”.
— Naruto, deixa só eu fazer uma pergunta: — viu-o assenti — o que houve com você? Está passando mal, com dor de cabeça? Com febre?
— Não, Ino-chan, eu estou perfeitamente bem — ele arqueou uma sobrancelha — Por que a pergunta?
— Bem, você nunca foi um cara muito romântico. E também nunca foi de pedir desculpas. Só queria saber se não tem nada de errado acontecendo...
Uzumaki teve que concordar: nunca fora romântico e não sabia ser. “E aquele jantar era algo que deveria considerar romântico?”, pensou. Sim, deveria ser considerado romântico, porque o restaurante era um dos mais caros de Tóquio e o que a sua namorada iria pensar? “Que é um encontro romântico”. Sorriu e coçou a nuca.
— Acho que tudo tem sua primeira vez. — riu para descontrair e ficou satisfeito ao vê-la sorrir. — Mas eu também quero muito que você me perdoe.
— Por quê? — Ino já estava tirando com sua cara, ele sabia, porém iria continuar com o seu plano — Por que está achando que eu vou te desculpar?
— Porque eu fui um idiota e você é minha namorada e minha amiga. Não posso deixar um problema de trabalho afetar o meu relacionamento.
Ele viu a surpresa passar pelos olhos da loira, entretanto, ela não cedeu.
— Mas não foi por causa da empresa que brigamos, se você não lembra.
— Eu sei, mas eu estava com a cabeça quente por causa da empresa, senão não teríamos brigado. — ele suspirou e pegou a mão da namorada — Escuta, Ino, sei que não sou o melhor namorado do mundo e sei também que essa briga que sempre temos por causa da Shion — ele sentiu a apertar sua mão ao falar o nome da secretária — é um pouco sem noção, porque eu só vejo ela como uma amiga e, por mais que ela dê ou não em cima de mim, nunca notei de verdade. Além do mais, eu nunca iria conseguir te trair. — “Só com uma morena”. Completou inconscientemente por pensamento — Minha mãe, por mais que você não goste dela, sempre me falou que mulher merece respeito e eu sempre respeitei, Ino. Então, onegai, eu só lhe peço que me desculpe e que me dê outra chance.
A surpresa foi tão grande que o queixo da Yamanaka caiu. Viu Naruto respirar e a olhar, esperando uma resposta. O que deveria responder? Sim, ele já tinha sido perdoado desde o segundo que falou que tudo tinha sua primeira vez, todavia, quando ele falou que nunca conseguiria trai-la, sentiu um peso no coração que quase a deixou sem ar. Outra vez, a culpa tomou conta de seus pensamentos e coração. Não que se arrependesse do que fizera com Gaara... Sentia-se culpada, só que o gosto do ruivo ainda estava em sua boca. “Ai!”, gemeu Ino, confusa. “É tão complicado gostar de duas pessoas ao mesmo tempo”.
— Está bem, Naruto, eu te perdoo — sorriu Ino, disfarçando perfeitamente o que pensava —, mas me promete que nunca mais iremos brigar pela sua secretária “santa”?
Revirando os olhos, o loiro sorriu:
— Claro, se é o que quer. Não vou falar nem o nome dela na sua frente. — enlaçou a cintura da loira — Eu prometo.
Ino sorriu e, quando iria beijar o namorado, lembrou-se das crianças que eram filhos daquele homem. Afastou-se e, vendo a cara confusa do rapaz, deu um sorriso inocente e beijou sua bochecha. Ainda vendo sua a expressão, riu e sussurrou no seu ouvido:
— Não na frente das crianças.
Ah, sim, as crianças. Seu olhar caiu sobre duas figuras que o encaravam curiosidade. Sentiu seu rosto arder levemente ao perceber que havia falado aquilo tudo diante deles e coçou novamente a nuca, sorrindo sem graça. Deixou-se examiná-los também e notou os olhos parecidos e o cabelo também. “Devem ser gêmeos”. Cabelos escuros e olhos azuis... “Que mistura familiar”.
— Quem são? — murmurou para a namorada.
Ino sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo e não soube porque. Hinata escondeu os anjinhos de Naruto, ela percebeu naquele segundo quando lembrou na noite que a amiga chegara, quando perguntou pelos dois. Sakura tampara sua boca bem no momento que falaria ‘filhos da Hina’.
Mini Flash Back On
— Eles? — perguntou Naruto, curioso. — Quem são eles?
— Ah, são os f... — graças a Kami-sama, Sakura tampou a boca da loira a tempo, fazendo Hinata soltar, mentalmente, um suspiro aliviado.
Mini Flash Back Off
— São filhos de uma amiga — disse, por fim, sorrindo — Ela é Sora e ele é Kouji.
— Yo — acenaram as crianças envergonhadas e viram o homem se agachar, fazendo estas se esconderem atrás de Ino — Qual é o seu nome, moço?
— Naruto. — respondeu o loiro, sorrindo docemente.
Ino não acreditava no que via: Uzumaki Naruto sendo gentil com crianças desconhecidas. Ela sabia que ele não era muito fã de ‘pirralhos’, pois era assim que chamavam qualquer pessoa com menos de dez anos. Ela sabia que, por ter sofrido muito na sua infância, odiava essa idade. Contudo, lá estava ele, sendo doce com as crianças. Claro que ficou ainda mais desconfiada. Será que o Uzumaki sabia que era pai? Perguntava-se e, infelizmente, não havia resposta.
— Ino — chamou o namorado, balançando diante o rosto dela —, você está viajando muito hoje, viu.
— Gomen, mas por que chamou, meu bem? — sentiu o rosto queimar.
— Aquele senhor está te chamando. — apontou com o queixo e ela virou — Acho que é o seu supervisor...
E era. Engoliu seco e mexeu-se desconfortável. O homem de cabelos grisalhos penteados de um jeito engraçado, olhos cor-de-mel, acenando desesperadamente. Aquele senhor era uma pessoa muito legal, menos quando o assunto era muito sério; ai, ele virava a pessoa mais nervosa do mundo. E esse era o seu defeito. Sorriu sem graça e, quando iria se aproximar:
— Ino! Emergência! — exclamava o homem — Cor Laranja!
Sentiu o sangue congelar e respirou fundo para se acalmar. Essa coisa das cores era bem estranha, porém não para ela que era da clínica de emergência. Eram apenas cinco cores: azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Azul e verde eram cirurgias mais simples; amarelo era um nível preocupante; laranja e vermelho eram mais... Temidas. Essas eram as cirurgias mais sérias e complexas. Teria que ir...
“E os filhos da Hinata?” Pensando, levantou o olhar e deu de cara com Naruto, que a olhava sem entender.
— Laranja? — ele perguntou baixo, ainda confuso.
— Depois te explico. — prometeu — Tem como ficar de olho neles? Eu vou demorar, mas daqui a pouco Sakura está passando aqui para levá-los para casa. Obrigada, beijos, amo vocês!
Então, Ino não estava mais na sua frente. Naruto olhou as duas crianças e rezou para que fossem quietas e comportadas. Procurou pela namorada e só viu quando estava virando o primeiro corredor à esquerda. Suspirou e olhou para as duas figurinhas que o encaravam com curiosidade. “No que eu fui me meter...”.
(...)
Enquanto saia, o vento forte causou-lhe o arrepio. Respirou fundo e olhou para os lados. A rua estava vazia e ninguém aparecia, o que a trouxe uma lembrança não das melhores. Balançou a cabeça e, diferente de como havia feito em sua memória, Hinata escondeu-se sob o teto da empresa Uzumaki até que aquele dilúvio passasse.
“Espero que Sora e Kouji estejam bem”.
(...)
Já haviam se passado uns dez minutos e as criaturinhas estavam realmente quietos. Provavelmente estavam envergonhadas por causa dele. Conversavam entre si e, algumas vezes, olhavam para o homem sentado uma cadeira de distancia. Com os olhos fechados e pensando em dois alguéns, que uma delas, por ironia do destino, era mãe daqueles dois anjinhos.
Como odiavam ficar em silêncio – o loiro também odiava, mas o que poderia falar com duas crianças? –, levantaram-se e andaram hesitantes até cada um sentar ao lado do homem.
— Então, Naruto-kun — murmurou Sora, ainda um pouco hesitante —, quantos anos você tem?
— Bem, tenho vinte e sete. — respondeu, mantendo os olhos fechados.
— E vai fazer vinte e oito quando? — indagou Kouji.
— Daqui a dois meses. Dia dez de outubro. — respondeu novamente sem olhá-los.
— Ai, você vai pedir a Ino-chan em casamento? — a menina perguntou, fazendo, finalmente, Naruto abrir os olhos em um sobressalto.
— Nani? — engasgou com a própria saliva e bateu no peito, tentando respirar — Como assim... Pedi-la em casamento?
— Hai! — exclamou o menino, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Você não a ama?
Aquela pergunta o pegara de surpresa. Sua mente falava que sim, que era óbvio já que havia pedido a loira em namoro, e seu coração também concordaria com tal argumento há alguns dias atrás; entretanto, naquele momento, não era bem assim. O que havia de acontecido para isso acontecer isso? Nem demorou muito para descobrir: a mulher que fez tudo dentro dele entrar em uma algazarra. Hyuuga Hinata. Só que não responderia isso para aquelas crianças; duas desconhecidas crianças que tinham alguma ligação com Ino, sua atual namorada. E, por sua sorte, nem precisou...
— Uzumaki? — alguém chamou, fazendo os três procurarem pela dona – sim, era uma mulher — Uzumaki Naruto?
Olhou para o lado certo e surpreendesse de ver uma velha conhecida; realmente, uma velha, se dá para entender. A mulher que sempre tinha uma expressão séria no rosto, olhos castanhos, cabelos loiros claros e seios voluminosos. Como poderia esquecer a hime de seu padrinho? Um sorriso largo e cheio de saudade foi repuxado em seus lábios e levantou-se, indo até a mulher que estava em frente ao elevador.
— Baa-san! — falou de modo infantil e levantando os braços, em um ato de felicidade; todavia... — AII... Essa doeu!
— Já te falei para não me chamar assim! — irritou-se, com uma veia saltando da testa — Faz dois anos que não nos vemos e essa mesma mania? Meu Kami-sama!
— Tem coisas que são realmente inesquecíveis. — brincou e esfregou na cabeça, o local atingido, colocando a língua para fora, a careta que fazia quando levava uma pancada de Tsunade.
A loira não podia negar que sentiu saudade daquele moleque que cismava de chamá-la de avó. Por dois anos, ficou muito focada em coordenar a escola que havia comprado com suas economias e acabou pedindo afastamento do hospital; agora, já tinha três meses naquele hospital e, por pura coincidência, encontrou Sakura e Ino trabalhando naquele lugar e acabou virando a superior da rosada.
Sorriu e olhou o loiro de cima a baixo, contudo, parou quando notou duas figuras atrás de Naruto. Reconheceu que eram duas crianças e muito familiares...
— Yo, Tsunade-san! — sorriram ambos e foram abraçar a mulher. Uzumaki, um pouco perdido, levantou uma sobrancelha quando viu aquilo.
— Vejo que já se conhecem...
— Yo, Sora-sama, Kouji-sama. — levantou o olhar e percebeu de cara os olhos parecidos — Seus filhos, Naruto?
Era a segunda vez que engasgava com a própria saliva em menos de dez segundos. Filhos? Como assim? Ele sempre fora prevenido quando mais jovem – não fazia um transa sem camisinha. Ou será que não? Naquele momento, sentiu um arrepio percorrer dos dedos dos pés até o último fio de cabelo. Será que tinha engravidado alguma garota? E se tivesse, o que faria? “Espera um pouco, Narutinho, não vamos nos predestinar a algo tão sério!” Tentou se acalmar e olhou assustado para a mulher.
— Não. Definitivamente, não são meus filhos.
— Então, o que está fazendo com eles aqui? Onde está a okaa-san deles? — indagou a loira.
— Eu vim aqui falar com a Ino e ela teve que ir para a emergência, por isso, estou cuidando deles. E eu não sei quem é a okaa-san dessas crianças.
Kouji mordeu a própria língua para não responder, pois odiava não ser chamado por seu nome. Só não falou nada porque Sora sabia disso e estava o encarando de um modo que alertasse: se ele abrisse a boca, ela contaria para a sua mãe. Fechou a cara e cruzou os braços, recebendo um olhar satisfeito da irmã.
Os dois adultos começaram a conversar sobre diversas coisas e os queridos filhos da Hyuuga estavam começando a ficar entediados. Brincaram de ficar fazendo careta um para o outro, de ficar procurando objetos. Porém ficaram sem nada para fazer. Foi quando o olhar da menina caiu em uma porta aberta no corredor, onde uma mulher entrava enquanto secava as lágrimas. Sentindo um peso no coração, ficou com vontade de ir para lá e olhou para os seus responsáveis, notando que eles não sentiriam a sua falta e voltando a seguir para a porta discretamente. O irmão, que não era bobo, seguiu esta da mesma maneira.
— Tenho que ir, Naruto. — lamentou Tsunade, levantando o relógio do punho — Já acabou a hora do meu intervalo.
— Hai, baa-san! Gomen por ter tomado seu tempo... — sorriu e levou uma tapa na nuca — AI! Dá pra para?
— Não... Até você parar de me chamar assim! — bufou a loira e olhou para baixo, só que não achou as crianças — Ué, cadê eles?
— Hã? — voltou o olhar para o chão e sentiu o sangue gelar — Devem estar no banheiro.
— Tem razão. Ja né, Uzumaki. Manda um beijos para os dois, ouviu?
— Hai, hai. Ja né — esperou a mulher sumir do campo de vista para começar a se desesperar — Ai, meu Kami! Por que eu tô com a sensação que eles não foram ao banheiro?
(...)
Como qualquer outro hospital, as salas de repouso tinham as paredes e pisos brancos e limpos; a pequena diferença era que, já que estavam na ala pediátrica, as paredes eram cobertas de papeis de paredes infantis. As camas com cobertores brancos eram separadas por cortinas de desenhos, como sol, estrelas, animais.
Após reparar em tudo, seu olhar caiu naquela mulher que entrou chorando e estava agora sentada em uma cadeira próxima a uma cama que tinha sobre esta uma criança de cabelos castanhos claros longos e rosto branco. Respirava por meio de aparelhos e deveria ter mais ou menos a sua idade. Em passos hesitantes, foi até a moça e aproximou-se lentamente.
— Moça, por que está chorando? — perguntou num jeito doce e inocente.
A mulher de cabelos pretos fungou e secou as lágrimas, voltando para a pessoa que havia feito àquela pergunta tão óbvia. Surpreendeu-se ao ver duas crianças que a encaravam cheios de curiosidade e tentou sorrir um pouco que fosse.
— N-nada de-demais, queridinha. — conseguiu sorrir entre as lágrimas — Apenas p-problemas.
— Ei, moça — sorriu o garotinho, colocando as mãos atrás da cabeça —, nossa okaa-san diz que todos os problemas têm solução. É só esperar.
— Ah, crianças — fungou e olhou para sua filha —, eu já perdi todas as esperanças.
— Não perca; — incentivou Sora sorrindo — dizem que a esperança é última que morre. Está criança — olha para a garota deitada na cama — não gostaria de vê-la chorando.
— Acredite; nós odiamos ver nossa okaa-san chorando. — concordou Kouji.
Nesse momento, Naruto viu os dois conversando com uma mulher com os olhos vermelhos de tanto chorar. Quis se aproximar, no entanto, não conseguiu. Encostou-se na porta e ficou ouvindo a distancia. Não sabia o que estava acontecendo, só queria ouvir o que falavam.
— E nossa okaa-san é muito forte para não chorar na nossa frente. — continuou o garoto, levando uma tapa da irmã e fazendo a moça rir. — AI!
— O que estamos tentando dizer... — a menina dizia ainda olhando o irmão de um jeito mortal — É que não adianta chorar, pois nenhuma lágrima vai trazer alguém de volta.
— Então, moça, não chore. — completou o Hyuuga, esfregando na área atingida — Mas o que sua filha tem, moça?
— Kouji! — repreendeu a anjinha, tampando o rosto vermelho de vergonha.
— Nani? Eu sou um pouquinho curioso, você sabe, né?
— Hai, hai. ‘Pouquinho’ curioso e ‘pouquinho’ mal educado também. — ironizou Sora.
E a senhora ria fracamente. Nos dois dias que sua filha estava ali, nunca mais tinha rido e era tão bom ter essa sensação. O loiro que assistia aquela cena deu um sorriso de canto; sabia que Kouji não havia feito por mal. Também sabia que a intensão do garoto era fazer que a mulher se distraísse, pois teria feito à mesma coisa. Vendo aquilo, não pode deixar de sentir o corpo todo encher-se de orgulho... Só não sabia de que, exatamente.
(...)
Saiu da sala e trancou a porta. Finalmente, estava tudo bem e não tinha mais nenhuma emergência. Suspirou e andou lentamente até o elevador. Queria ir logo para casa, todavia, teria que procurar Ino. “Seria bem mais fácil se ela estivesse nesse andar...”, pensou e prestou atenção por onde andava.
— AI! — ouviu alguém reclamar e reconheceu a voz de Kouji — Para de me bater!
— Para de me envergonhar! — rebateu outra pessoa e soube que era Sora.
Seguiu as vozes e acabou parando na porta de um quarto de repouso. Sentiu o sangue gelar quando viu quem estava na sua frente e engoliu seco. O que Naruto estava fazendo ali – naquela porta, onde também se encontravam seus filhos? Observando-os? Sim, notou que o loiro prestava atenção nos dois com um sorriso satisfeito brincando em seu rosto. “Mas satisfeito com o que?” Indagou em pensamentos.
— Oba-san! — saiu dos devaneios assim que sentiu ser abraçada por Sora e Kouji — Como está?
— Yo, anjinhos. — sorriu e retribuiu o abraço — Estou bem... Mas o que estão fazendo aqui? Sabiam que é proibido incomodar os pacientes?
— É? — perguntou o Hyuuga, com um ar inocente.
— Gomenasai, Asako-san — murmurou a garotinha, completamente envergonhada e fazendo uma longa veemência e sendo seguida pelo irmão — Nós não sabíamos...
— Não foi nada, Sora-sama, Kouji-sama! — a mulher sorriu largamente — Eu que quero agradecer por tudo. Fazia uns bons dias que eu não ria. — confessou.
Sakura sentiu menos um peso na consciência ao saber daquilo. Hinata tinha realmente sorte, pois seus filhos haviam puxado muito ela; a gentileza, a inocência, a compreensão, o amor. Sabia que também pareciam demais com o Naruto; a persistência, a amizade, a diversão, a curiosidade. Foi uma mistura com as medidas perfeitas.
— E você, Naruto-kun? O que faz aqui? — perguntou ao lembrar-se da presença deste.
— Estou olhando as criaturinhas ai — ele respondeu, apontando com queixo para as crianças — Ino-chan pediu para tomar conta até você aparecer...
— Hai, arigatou! — agradeceu e voltou-se para os Hyuuga (Namikaze) — Que tal apertarem o botão do elevador? Eu quero dar uma palavrinha com Asako-san.
— Hai — sorriu Kouji e virou-se para a irmã — Vamos apostar... — ele nem disse a palavra corrida e a menina já estava correndo — EI, ROUBAR NÃO VALE!
A rosada suspirou pesadamente e olhava as crianças discutirem. Virou para a porta e, passando pelo Uzumaki, entrou na sala. Ficou em frente a mulher de cabelos pretos e não pode deixar de pensar em Sasuke... Balançou a cabeça e piscou, ignorando seus pensamentos.
— Asako-san, perdoe Sora e Kouji — sorriu fracamente —; são apenas crianças que não gostam de ver ninguém triste.
— Doutora, não precisa pedir desculpas — insistiu a moça — Aquelas crianças são anjos que me trouxeram esperança novamente. Eu só lhe peço uma coisa... — murmurou a mulher e pegou a mão da Haruno, olhando-a nos olhos — Diga a okaa-san deles que ela tem duas crianças maravilhosas como filhos e para nunca desistir deles.
— Hai, Asako-san! — “Eu garanto que Hinata nunca os abandonará.” Completou mentalmente.
(...)
Já era sete e meia quando entrou em casa. Suspirou cansada e sorriu. Não era todos os dias que tinha uma entrevista de emprego em uma empresa disputada. Estava seguindo para a sala quando sentiu suas pernas sendo abraçadas por trás e, olhando sobre o ombro, viu seus filhos apertando-a. Virou-se e agachou, abraçando-os de volta.
— Okaa-san! — um sorriso cresceu em seus lábios, escondendo por completo o cansaço — Que saudade! — diziam os dois, apertando-a ainda mais.
— Yo, meus anjinhos, eu também morri de saudades. — separou-se deles e beijou a testa de cada um — Gostaram do hospital?
— Hai... — começou Sora.
— Na medida do possível, né, okaa-san? — terminou Kouji e deu um sorriso triste — Lá continua sendo um lugar bem triste.
— Mas também é feliz, Kouji-baka — a irmã revirou os olhos.
— Hai, um pouco de ambos — murmurou Sakura vendo a cena da porta da cozinha — Então, Hina-chan, como foi a entrevista?
— Foi boa, eu acho — levantou-se e pegou a mão dos filhos, vendo nos olhos azuis sonolência — Depois eu conto; agora, vou colocar esses dois para dormir!
— Nani? — tentaram exclamar e acabaram bocejando — Não estamos com sono.
— Aham, acredito. — disse Hinata, guiando-os para cima.
Desceu cinco minutos após, fazendo Sakura rir. Então, começaram a contar tudo o que aconteceu. A rosada ficou de queixo caído quando a amiga falou sobre as empresas Uzumaki enquanto a morena arregalou os olhos e quase caiu assim que a amiga falou que era Naruto que tomava conta das crianças; e ficou vermelha quando falou da senhora que amou seus filhos. A conversa estava ótima até...
Ouviram o barulho de a porta ser aberta e esticaram os pescoços para ver quem era, sorrindo ao ver que era Ino. Elas iriam falar “Yo, Ino-chan”, no entanto, foram impedidas pela mesma que foi direta:
— Hinata, me diga a verdade: Sora e Kouji são filhos de Naruto, não são?
Notas finais
Mas eu queria perguntar uma coisa para vocês. É que no próximo capítulo, pretendo mostrar a história da faculdade, mas, para isso, tenho que fazer um hentai. E queria que vocês comentassem falando se são contras ou a favor, já que eu não falei que teria hentai. ><'
Please, respondam no comentário. =D
Bjs e até o próximo...
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