Os Dois Anjinhos
8 Capítulo 7 – Tudo parou de funcionar
Notas iniciais
Quem gostou da capa nova? õ/' Eu amei, porque foi a primeira que eu fiz e ficou muito bonita, na minha opnião, é claro.
Eu amei os comentários do último capítulo.
E, como eu não tenho mais nada para falar, vamos ao capítulo...
Boa leitura e obrigada por acompanharem. =D
“Você não pode controlar suas emoções… Apenas suas ações.”Cameron – Série House
Parecia brincadeira, mas lá estava ele, pensando naquela garota novamente. Não deveria, contudo, não era ele que mandava nos pensamentos e, infelizmente, no coração também. Uma parte de sua mente alertava que isso era errado enquanto a outra queria vê-la novamente e, se vacilar, beijá-la. Fazia muito tempo que não tocava seu rosto, seu cabelo, sua pele... Seus lábios.
Balançou a cabeça e quase caiu da cadeira. Aquela cadeira de rodinhas odiava-o, mesmo sendo impossível. Toda vez que ele pensava na Ino, o objeto parecia querer o fazer cair. Cair na real só se for, ironizou e revirou os olhos, ajeitando-se e tentando se concentrar no trabalho. O que Gaara não sabia era que a mesma mulher que ele pensava saia da sala do seu namorado chorando.
A loira queria prender o choro, todavia, assim que saiu da sala, as lágrimas rolaram involuntariamente. Andou até a sala de espera e agradeceu mentalmente por aquela loira de farmácia não estar ali. Ainda bem, senão, além de ver aquele sorriso sínico, não saberia se conteria seus atos e sua raiva.
Caminhou até as portas de metal e apertou o único botão que via, chamando o elevador. Encostou-se à parede e olhou para o teto, esperando que ali tivesse alguma resposta para o seu sofrimento. Por que?, perguntava-se e sentia mais lágrimas rolarem por sua bochecha. Por que tive que me apaixonar por você, Naruto-kun? Ela sabia que, como todo casal, eles tinham suas discursões, porém ela sentia seu coração doer por ter essas malditas discursões.
Ouviu as portas se abrirem e entrou, apertando qualquer botão. Ficou com a cabeça encostada na parede fria e sentia que aquilo ajudava de um jeito estranho, fazendo-a fechar os olhos e esperar o fim de todo o percurso. Não demorou muito e as portas que mal haviam se fechado, acabaram de abrir. Graças a Kami-sama, pensou aliviada e saindo. Foi mais rápido do que eu esperava.
Foi só quando as portas se fecharam novamente ela notou um pequeno detalhe, entretanto, com excesso de importância: aquele não era o andar certo. Não era vazio decorado ricamente e detalhadamente, além de ter um balcão diante o logotipo da empresa. Não tinha nada daquilo. Em vez disso, havia vários mini escritórios separados perfeitamente por... Paredes de plástico? Ino não sabia o que era, mas não dava para ver do outro lado, só se esticasse a cabeça. O estranho? Não tinha ninguém naquele andar.
Fungou e voltou a apertar o botão do elevador, contudo, notou que o elevador estava descendo e demoraria a subir. Bufou e olhou em volta mais uma vez. Percebeu que tinha duas salas naquele andar e que apenas uma tinha gente. Andou lentamente até a porta e, quando iria ver quem estava ali dentro, esta foi aberta violentamente. Tanto ela quanto o rapaz ficaram assustados por um segundo apenas até perceberem quem era a pessoa que encaravam.
— Ino?
— Gaara?
— O que está fazendo aqui? — perguntaram em uníssono e encaravam-se de olhos estreitos.
— Eu estou trabalhando, já que este é o andar que trabalho. — dizia o ruivo e levantou uma sobrancelha — E você, o que faz aqui?
— Eu... Estava meio perdida. — murmurou e abaixou a cabeça — Gomen por te incomodar. Não era a minha intenção.
A loira virou-se e foi quando o Sabaku notou que ela chorava. Instantaneamente, ele pegou o braço da garota, todavia, não com força e sim com carinho, deixando tanto ele mesmo quanto ela surpreendidos. A Yamanaka olhou para aqueles olhos verdes por um momento e sentiu todo o seu corpo esquentar. Naqueles olhos, Ino percebeu, havia preocupação e aquilo a deixou presa, sem conseguir escapar daquela onda que a puxava cada vez mais para fundo.
O que foi apenas alguns segundos pareceu passar como longas e arrastadas horas. Ambos encarando-se profundamente e fixamente. Ambos sem se importarem com o que acontecia em volta. Naqueles poucos segundos, o resto do mundo deixou de existir e só tinha aqueles dois seres que não conseguiram desviar o olhar por nada. Os olhos azuis contra os verdes; os cabelos loiros contra os ruivos; Ino contra Gaara.
A única coisa que impediu os dois foi o som de um telefone qualquer que tocou de algum canto do andar, despertando os dois de suas crises internas. Ino, corada e ainda fungando enquanto Gaara também corado, mas de uma maneira menos chamativa ou visível. Ficaram sem jeito até ele quebrar o silêncio.
— Estava chorando? — perguntou e encarou aqueles olhos mais uma vez.
— Não, você está viajando? — murmurou ela, sorrindo fracamente — Por que acha isso?
— Porque você está com o rosto molhado e, nos seus olhos, posso ver sofrimento.
Ino congelou. Como assim, “posso ver sofrimento”? Logo ele, o cara que uma vez quebrou seu coração em mil pedacinhos? Bom, ela não poderia negar: Gaara a conhecia tão bem quanto Sakura e sabia de todos os seus antigos segredos – como o dinheiro que havia “roubado”de seu pai ou o sonho de ser cantora –, porém a loira achava que ele não se importava com ela há muito tempo, mais precisamente desde o termino do namoro.
— Bem... Acho que você está delirando. Deveria ir ao mé... — ela tentou-se desviar novamente, mas ele a interrompeu.
— Vamos, Ino. Você não consegue esconder nada de mim, porque eu te conheço. Bem demais, para ser sincero. — o duplo sentido naquela última parte ficou bem explícito, fazendo-o dar um sorriso malicioso.
Será que eu deveria? Pensou cheia de dúvida. Afinal, Gaara não tem nada haver comigo e minha relação com Naruto. Mas porque sinto que deveria contá-lo? Se eu contar, talvez ele me ajude a entender o que Naruto-kun quer, de verdade, comigo? Mas será que eu quero saber a verdade? Será que estou pronta?
Milhares de pensamentos passavam na mente da Yamanaka, deixando o tempo se estender mais um pouco. O Sabaku já estava aflito. Afinal, ela contaria ou não para ele? Suas perguntas sumiram quando a ouviu murmurar:
— Está bem, mas conversaremos na sua sala. Não quero que me vejam com você.
A loira queria que ele bufasse ou fizesse qualquer outra coisa, menos a reação a seguir. O ruivo olhou-a nos olhos e sorriu. Ele sorriu. Um sorriso lindo e que sempre afetava muito seus pensamentos e seu pobre coração que naquele exato momento batia disparadamente. Foi certa a sua decisão? Não sabia, entretanto, não poderia voltar atrás.
(...)
Naquele restaurante cheio de pessoas que não paravam de falar, um casal encarava-se em um silêncio estranho. Sasuke queria falar qualquer coisa, ensaiara tantas vezes o que falaria com Sakura no dia que a encontra-se novamente, contudo, nada passava por sua cabeça. Nenhuma palavra, nenhum assunto; nada. Aquilo estava incomodando-o mais do que deveria e ela notou isso, pois falou, ainda que corando um pouco:
— Então, Sasuke, quando voltou dos EUA?
— Onegai — sorriu e fez a garota sentir o coração ir a mil por segundo —, me chame de Sasuke-kun, como sempre me chamou.
— Hai, Sasuke-kun. — sorriu a rosada e apoiou os cotovelos na mesa, descansando a cabeça sobre as mãos.
— Voltei a duas semanas, mais ou menos. Deveria ter voltado antes, mas tive que adiar mais alguns dias que viraram semanas.
— E qual seria o motivo dessa volta tão repentina?
— Bem, é complicado de explicar.
— Ah vai, me conta. Onegai, Sasuke-kun — pediu a Haruno, fazendo um bico involuntariamente.
Ela não havia notado o que tinha feito ou como aquilo afetara o Uchiha. Este, que não estava preparado para aquilo, sentiu o coração acelerar e a garganta secar. Tentou engolir seco e acabou piorando a situação. Uchiha Sasuke sendo dominado por sensações tão demudadas, só por te visto uma garota fazer um simples bico. Quem diria? Era realmente inacreditável.
— Er... Bem... Ok, eu falo — rendeu-se com a voz falhando — Minha... Minha okaa-san faleceu faz pouco tempo e... — odiou o que fez, mas era inevitável e mentiu para Sakura — Vim para cá, pois eu não suportei a dor de viver no lugar onde todos da minha família morreram.
— Sinto muito, Sasuke-kun. Eu não queria que se lembrasse disso. — a rosada parecia realmente arrependida. — Também passei por isso: meus pais morreram há três anos, mas até hoje eu sofro muito por isso.
— Sinto muito também e imagino a sua dor. Mas foi melhor assim, sabe. Minha okaa-san estava sofrendo demais desde a morte de meu otou-san e meu oni-san, então prefiro que ela descanse em paz junto com eles. — não conseguiu segurar o sorriso triste e teve que desviar o olhar da mulher na sua frente.
A Haruno não soube o que aconteceu com seu corpo e, quando deu por si, já tinha esticado uma mão e colocado sobre a mão do rapaz. Sentiu as bochechas queimarem e levantou o olhar da mão, olhando para o rosto de Sasuke que estava um pouco surpreso no começo, todavia, deu um singelo sorriso, mostrando o quanto estava agradecido pelo simples ato de sentir a pele macia dela encostando-se à dele. Era tão reconfortante que acabou não sentindo o pequeno choque que passou por todo seu corpo quando suas mãos se tocaram.
— Eu estarei aqui, Sasuke-kun. — sorriu Sakura.— Quando precisar pode contar comigo.
O que você faria se eu dissesse que preciso sempre da sua presença? Quis falar, mas conteve-se em sorrir e murmurar “obrigado, Sakura-chan”.
(...)
— Chegamos. — sorriu o taxista, um senhor de mais ou menos cinquenta e poucos anos, olhos castanhos e cabelos grisalhos.
Kouji e Sora, quando ouviram isso, pularam para fora do carro e ficaram quicando no meio da rua, ansiosos para verem o novo colégio. Entretanto, só ficaram quicando porque Hinata, como já conhecia seus filhos, falou um “esperem a okaa-san”, senão os dois já teriam corrido para frente do colégio antes mesmo dela estender o dinheiro para o senhor.
— Essas crianças... — murmurou a Hyuuga, entregando o dinheiro ao senhor — Deixaram meus cabelos brancos!
— Que isso, minha filha. — respondeu o senhor — É normal. Eu já passei por isso, mas meus cabelos brancos só chegaram depois que meus filhos ficaram adolescentes.
— Ai, nem imagino o futuro que me aguarda. — brincou e riu, saindo do carro — Arigatou, senhor.
— Arigatou, jovenzinha.
Que senhor simpático. Pensou a mulher, vendo o carro se afastar, e agarrou as mãos de seus filhos, como sempre faziam quando estavam na rua. Os dois, como sempre, começaram a puxar a mãe no mesmo momento. Ela apenas foi guiada por eles, já sabendo que eles se lembravam de bem do nome. Keimei Gakuen.
— Okaa-san, é aqui? — perguntou Kouji.
— Porque tem o mesmo nome que você falou: Keimei Gakuen. — completou Sora.
Hinata levantou o olhar e achou a fachada do colégio muito linda. O muro era grades de ferro e o portão também era de ferro, só que sobre o portão tinha o brasão da escola – um K escrito numa caligrafia perfeita. O que deixava tudo ainda mais bonito eram as cerejeiras bem cuidadas que deixavam suas folhas rosa descerem rodopiarem até o chão diante do metal.
— Creio que é aqui mesmo, meus anjinhos.
As crianças puxaram a mãe mais uma vez e, quando pararam, estavam diante o portão de ferro. Sora puxou a blusa da mãe e, assim que esta se virou para ela, apontou para o pequeno ponto que estava grudado no portão. Estreitou os olhos e esticou a mão, tocando a campainha. Não demorou muito para aparecer uma mulher de cabelo preto batendo na altura do ombro e com uma franja, além de olhos escuros.
— Deve ser Hyuuga-chan, certo? — perguntou com um lindo sorriso e fez uma pequena reverência quando Hina murmurou um “hai” — Então, seja bem vinda a Keimei Gakuen School. Sou Katoo Shizune, assistente da diretora. Como ela está ausente, teria problema se eu mostrasse a escola para você?
— Problema nenhum. — sorriu a morena — Sou Hyuuga Hinata, e esses são meus filhos...
— Hyuuga Sora. — falou a menina.
— E Hyuuga Kouji. — completou o menino. Os dois sorriram e acenaram timidamente para Shizune que os achou umas graças.
— É um prazer conhecê-los. Então, vamos ao colégio?
— Hai — confirmaram Hinata, Sora e Kouji juntos e riram todos.
Entraram e começaram a andar por todos os lados, conhecendo todos os lugares. Como ainda a última semana de férias, todos os cômodos estavam vazios. Bastantes portas, bastantes corredores. Tudo deixava a morena jubilosa, pois seus filhos iriam adorar estudar em uma escola enorme. Enquanto andavam, Shizune contava sobre o colégio. Contou que era uma das poucas escolas internacionais de Tóquio, ou seja, eles também abrigavam estudantes estrangeiros. Outra vantagem era que a escola ia do pré-estudantil até o terceiro ano do ensino médio.
Os dois anjinhos estavam tão animados e curiosos. Ela sabia que eles pensavam em como seria estudar ali desde pequenos até o último ano na escola e, depois, passando para a universidade. Claro, chegou à conclusão que seria naquela escola que seus filhos estudariam, tanto visto que seus filhos mostravam-se daquele jeito quanto por parecer uma boa escola.
(...)
— Então, foi isso Gaara. — fungou Ino e secou uma lágrima que caia — Naruto-kun e eu discutimos novamente por causa daquela vadia.
Os dois estavam na sala dele, como tinham planejado. A sala era bem menor comparada a de Naruto, contudo, era de um tamanho razoável e acaba sendo confortante também. Tinha uma mesa cheia de papéis e um computador ligado com a tela em descanso. Uma cadeira de rodinhas de couro vermelho escuro estava ao lado do divã do mesmo revestimento da cadeira. Havia várias fotos na parede: dele com a família ou apenas com a irmã ou ele sozinho.
Gaara estava com uma expressão vazia, olhando para o chão. Ele estava sentado na cadeira enquanto Ino estava sentada no divã, olhando do céu para o rapaz. O ruivo sabia que ela esperava por alguma resposta, todavia, o que responderia? Ah, Ino, você deveria ver se é isso que você quer... Não! Ele não daria esse conselho para ela; se desse seria algo como: Então, Ino, você deveria largar o loiro para ficar comigo.
Enfim, era melhor ficar na dele.
— Vamos, Sabaku, fale alguma coisa. — murmurou a loira, mordendo o lábio inferior.
Ino estava começando a se arrepender de ter se abrido com Gaara – no bom sentido, é claro. Ela lembrava como era ele na escola: bem quieto, sempre na dele, manifestando-se apenas quando necessário. Agora, crescido ele continuava a mesma coisa. Mal sabia ela o que ele pensava. Mal sabia ela o que ele queria falar com ela, ou melhor, fazer com ela. A loira suspirou e fungou logo em seguida, para cair novamente em choro. Só que dessa vez por outro cara.
O ruivo ainda estava perdido em pensamentos quando ouvi Ino chorar de novo. Sem medir seus atos e futuras consequências, sentou-se ao lado da garota e abraçou-a forte. Ino, que chorava com as mãos nos olhos, abraçou a cintura de Gaara e apertou-o contra si, aninhando-se no peito dele e sentindo o cheiro da colônia masculina que ele usava. Desde sempre. O rapaz não resistiu e apoiou o queixo no cabelo liso e sedoso de sua amada, sentindo aquele cheiro que só ela tinha.
Naquele instante, aquele casal separado por um mal entendido, aproveitava o momento perto de quem sempre lhe fez bem, mesmo que por pouco tempo. Ele, ficando mais viciado nela, já que, em sua mente, a outra parte que alertava que aquilo era errado, estava desaparecendo. Enquanto, ela pensava se, mesmo com Naruto, não conseguiu e não conseguiria realmente esquecer Gaara. Afinal, ele foi seu primeiro namorado.
— Gaara-kun — sussurrou Ino, com a voz embargada e rouca —, porque você me traiu?
O ruivo paralisou por um segundo, pensando se deveria ou não contar a verdade para a loira. Ele queria contar, entretanto, lembrava-se da reação dela. Os olhos vermelhos e perdidos, como se alguma coisa de extrema importância tivesse sido arrancado dela. Será que se repetisse aquela história, ela sofreria mais? Ela choraria mais? Ele não queria que ela chorasse mais por causa dele. Mesmo que isso doesse.
Sem dizer nenhuma palavra, tomado pelo impulso de fazê-la parar de chorar, Gaara afastou a cabeça da mulher do seu peito e, segurando seu rosto entre as mãos como se fosse a coisa mais frágil do mundo, inclinou-se e juntou seus lábios com os dela. Foi apenas um selinho, pois queria que se distraísse um pouco. Que ela parasse de sofrer por Naruto e, ele não sabia, mas por ele também.
No começo, ela não sabia o que fazer. Arregalou os olhos e suas mãos foram para o peito do Sabaku, com objetivo de fazê-lo parar. Sua mente estava confusa: uma parte gritava que ela tinha namorado já outra clamava por aquele beijo como se fosse tão necessário quanto respirar. Foi nesse momento em que o rapaz acariciou seu rosto com o polegar e, então, ela cedeu e aprofundou o beijo.
O mundo ao seu redor pareceu parar de existir, junto com o sofrimento, o medo e as lágrimas. Junto também com um loiro, que até um segundo era muito importante, porém também acabou virando parte do resto. Tudo parou de funcionar, enquanto aqueles dois se beijavam com saudade.
(...)
Ela riu novamente e seu coração bateu mais rápido.
Parecia que cada coisa que ela fazia, qualquer coisa que ela fazia, o deixava hipnotizado e encantado. Não sabia se isso era uma coisa boa. Sempre que ela sorria, seu corpo esquentava; sempre que ela o olhava, seu estômago ficava agitado; sempre que ela ria... Bem, isso já se sabe, o coração acelera. Sasuke sentia-se como um adolescente apaixonado que, quando qualquer coisa que a garota fizesse, sua vontade era de dar um suspiro.
Tirando a parte do adolescente, todo o resto era, para sua surpresa, verdade.
— Sasuke-kun — falou Sakura — Arigatou por me acompanhar até o trabalho. Eu devo estar alguns minutos atrasada, mas minha chefa não vai me matar.
— Gomen por fazer você se atrasar, Sakura-chan. — desculpou-se novamente e olhou para a fachada do hospital — Vejo que realizou seu sonho de ser médica, não é?
— Hai, me formar em medicina foi a melhor coisa que me aconteceu. Mas, agora, eu tenho que ir. Então, sayonara Sasuke-kun.
— Sayonara. — acenou.
Não soube o que aconteceu – para variar –,contudo, quando a rosada se virou, sentiu um peso no coração. Não queria se afastar dela. Queria vê-la novamente, o mais rápido possível. Mal ele sabia, mas a garota estava pensando a mesma coisa, só que, como Ino diz: a iniciativa tem que vir do homem. Se ela virasse naquele momento e o convidasse para sair, mostraria que ela estava interessada demais. Da última vez que ela tomou a iniciativa, acabou sofrendo com a mudança dele.
— Sakura — Sasuke chamou, tirando-a dos pensamentos e fazendo-a virar para encará-lo —, será que você aceitaria sair comigo nessa sexta?
O coração de ambos acelerou mais uma vez. Ele conseguiu convidá-la, todavia, ela aceitaria? Ela, obviamente, aceitaria. Só que ainda tinha o seu trabalho e seus compromissos... Ah, quer saber, fodam-se! Pensou antes de sorrir largamente.
— Claro que aceito, Sasuke-kun.
(...)
Quando a voz da Beyoncé foi ouvida cantando Best Thing I Never Had, Hinata quase cavou um buraco para se esconder de tanta vergonha que sentia. Até porque estava na frente da diretora da futura escola de seus filhos, Senju Tsunade. Conversavam um pouco sobre o ensino do colégio e, quando iam falar o preço, Beyoncécanta. Sorriu envergonhada e virou-se para a mulher.
— Gomen, Tsunade-sama, tenho que atender. Sabe, estou procurando um emprego e...
— Não precisa se explicar, Hinata. Pode atender enquanto eu cuido de seus filhos.
Acenou com a cabeça e saiu de perto. A Senju parecia ser uma pessoa maravilhosa. Dona de um cabelo loiro, Tsunade tinha olhos castanhos e tinha um lindo corpo – e seios enormes. Falava com simplicidade e não sorria com falsidade. Uma boa pessoa e, provavelmente, uma boa diretora.
Pegou o celular e atendeu rapidamente.
— Alô?
— Hyuuga Hinata? — perguntou um homem.
— Hai, sou eu mesma. — sorriu a morena, mesmo sabendo que o homem não via.
— Hyuuga-sama, nós, da empresa Uzuki motocicletas, estamos interessados no seu currículo. Nossa empresa está necessitando de pessoas formadas em arquitetura, porque estamos querendo renovar a identidade visual da empresa e dos produtos. Aceitaria marcar para amanhã uma entrevista, às cinco e meia da tarde?
— Claro, claro. Será um prazer, o senhor poderia apenas me dar o endereço?
Hinata estava tão animada com a chamada que não tinha percebi o único detalhe que faria as coisas virarem de cabeça para baixo. Gravou o endereço e, logo depois, anotou no celular para não esquecer. E, como seus filhos sempre fazem, foi quicando ao encontro da Tsunade.
Notas finais
Pois é, eu sei que foi sacanagem com o Naruto, mas ele tem que ter um motivo pra terminar com a Ino, não acham?
E o Sasuke sem saber lidar com as sensações "novas", hein? Lindinho. Torcendo pelo encontro dele?
Gente, o que será que a Hinata não notou, hein gente? Eu quero ver quem vai acertar...
Comentem falando suas opniões, viram?
Bjs, karollsp.
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