Os Dois Anjinhos

16 Capítulo 13 – Nee-san, quanto tempo!


Notas iniciais
OMG! Gente, muito obrigada por todos os comentários. Nossa, passamos do review 200 - quase 220, mas...
Ai, muitissímo obrigada a todos. Haha, eu sabia que o Naruto inteligente faria sucesso, AUHSIUAISHIUA'
Indo ao capítulo...

“Eu vejo o futuro repetir o passado (...); o tempo não para; não para, não.”Cazuza (música O Tempo Não Para)

Oito semanas depois

Já passara da hora de fechar o setor, porém ela não conseguia. Estava perdida em seus pensamentos lembrando-se dos últimos dois meses que havia passado. Sentada na cadeira de seu chefe, Ino parecia viajar enquanto deitava-se sobre a mesa e passava os dedos sobre esta lentamente, em um ato carinhoso. “Estou sendo carinhosa com uma mesa?” Perguntou-se e revirou os olhos, contudo, continuou a‘acariciar’ o objeto.

Como tudo havia mudado! A pouco mais que dois meses, estava apaixonada por seu namorado que tinha lá seus momentos de frieza e outros de gentileza. Agora, não está tão apaixonada quanto antigamente; descobriu que o que sentia por Naruto era nada mais nada menos que afeto de irmãos e que o loiro podia ser uma pessoa maravilhosa, divertida – lembrando-a como ele era quando menor, apenas uma criança que amava a melhor amiga...

Pensando na melhor amiga, Sakura veio a sua mente com um sorriso bobo e um olhar brilhando de amor; era assim que a rosada era vista recentemente. Sempre que podem, ela e Sasuke passeavam por toda Tóquio e conversavam. Um dia desses, Ino perguntou o que tanto ‘conversavam’ já que, para ela, a Haruno parecia está escondendo alguma coisa, todavia, a resposta foi:

— Sobre tudo! Estamos tirando o atraso desses longos anos...

“Claro que ela não responderia outra coisa...”Pensou a loira e sorriu. A amiga estava mais focada naquela alegria que, agora, vivia ao seu lado. Além do mais, contaria se as coisas com o moreno haviam passado dos beijos... Não é? A Yamanaka tinha o direito de ficar um pouco receosa, ainda mais depois daquela ‘discussão’ que tiveram desde que contou sobre um ruivo.

Gaara... Só de pensar, o coração afundava dentro do peito. Fazia dois meses que também não o via e, desta vez, era culpa dela. “Não fui eu quem pediu isso?” Perguntou uma pequena Ino dentro de sua cabeça e soube que era seu orgulho que diminuía cada vez que se lembrava do Sabaku. E, acredite, era com bastante frequência.

Flash Back On

A loira, mais uma vez, estava indo visitar o namorado no seu horário de almoço; a diferença era que não estava pensando que estava com saudade de Naruto e sim no que a rosada havia dito. “Só quero que me prometa que irá terminar com o Naruto antes de beijar o Gaara novamente... Por que eu iria traí-lo de novo se eu já me arrependo?”Perguntava-se enquanto entrava na sala da Shion, sua ‘maravilhosa amiga’.

— Oh, Ino-chan, que surpresa agradável vê-la por aqui — falou a secretária e deu destaque a palavra ‘agradável’.

— Igualmente querida! — exclamou e sorriu largamente. — Naruto está?

— Não, Uzumaki-sama saiu faz quase quatro horas e não voltou mais. Creio que só voltará amanhã.

A Yamanaka franziu o cenho e estranhou a atitude do Uzumaki, afinal, ele podia ter o horário que quisesse, entretanto, trabalhava até ter certeza que nada estava errado, isto é, até duas e pouca da tarde. “Depois, eu pergunto para ele.” Assentiu e deu as costas para logo sair e deixar Shion um pouco revoltada, pois esperava uma reação mais explosiva da namorada de seu chefe.

Voltou a chamar o elevador e, para sua surpresa, ele logo subiu. Entrou e apertou o botão para o primeiro andar, percebendo logo que havia uma chamada no elevador em um andar mais baixo. Estava tão distraída que só notou que alguém estava ao seu lado quando esse alguém murmurou.

— Vejo que recebeu minhas flores...

Olhou para o dono da voz e engoliu seco. Era ele. Gaara não parecia diferente e deu um sorriso quase imperceptível assim que percebeu que a loira estava incomodada. Tentando ignorar o coração que batia rápido só por vê-lo novamente, ela voltou o olhar para o chão.

— O que você quer, Gaara?

— Quero me desculpar... —murmurou e ela levantou o olhar surpresa.

— Nani? Desculpar? Pelo que?

— Eu... — respirou fundo e olhou para frente, fugindo dos olhos dela — Eu não queria fazer você trair seu namorado e...

— Olha, Gaara, eu sei que está arrependido. — ela sorriu triste — Eu também estou e pretendo não trair Naruto novamente. Então, me faça um favor? Não me procure.

Ele assustou-se com as palavras da moça. Sim, ele estava arrependido e seu objetivo era se desculpar com ela, além de esclarecer algumas coisas, porém não era queria se afastar; não poderia. Ino, mesmo que ele não falasse, era a mulher que ele havia escolhido para estar ao seu lado e, mais uma vez não admitindo, estava tenta reconquistá-la... “Mas por quê?” Pensou e mal percebeu que havia pensado em voz alta.

— Porque, se eu continuar perto de você, não conseguirei cumprir essa promessa — confessou sem olhá-lo e sentindo as bochechas esquentarem — Entenda, eu quero que se afaste também porque não posso te perdoar... Não posso.

Foi nesse minuto que viu que o ruivo havia entendido; ela ainda não havia o perdoado de anos atrás. Ela não podia ou deveria perdoá-lo, no entanto, ela queria e queria muito. Enquanto ela estava perdida em seus pensamentos, um sentimento desconhecido veio em seu coração quando viu a expressão do rapaz mudar. De algo que ela poderia considerar carinhoso foi se tornando inexpressivo.

— Você nunca vai me perdoar, não é? — falou o Sabaku cortante e aquilo doeu — Nunca vai entender que aquilo que você viu foi um mal entendido?

— Gaara... Eu quero, quero muito te perdoar. Tanto minha mente quanto meu coração querem isso, mas não posso... Não posso simplesmente ignorar esse peso que vive no meu coração. Como você quer eu faça: esqueça tudo e corra para seus braços? Eu não terei a mesma confiança que tinha; não conseguirei me despedir de você e deixar de pensar que está com outra. E eu vou sofrer mais. Não posso simplesmente ignorar o fato que você beijou outra ou que ela te beijou ou qualquer coisa! — apertando a mão contra o peito, ela continuou — Como posso voltar pra você pensando que o que aconteceu no passado poder voltar a acontecer? Não quero sofrer aquilo tudo de novo... Não quero...

A Yamanaka sentiu um peso a menos nas costas e quase suspirou de alivio. Era bom tirar tudo aquilo que estava entalando a garganta desde o dia que haviam se beijado. Reprimindo um sorriso, levantou o olhar para encarar os olhos verdes do homem e a dor em seu coração voltou com mais força; desta vez por causa do olhar que ele a mandava: como se nenhuma palavra que falou havia chegado a seu coração.

— Creio que esse é o seu andar. — respondeu frio e então ela notou que estava no primeiro andar.

Um pouco receosa, Ino deu alguns passos para fora do elevador e virou-se para encarar Gaara mais uma vez. Ainda inexpressivo, ele sentiu o olhar dela sobre si e retribuiu de uma maneira fria. Minutos depois, a porta do elevador foi se fechando e o sentimento de perda pairou sobre ambos. “Será melhor assim...” Pensou ela enquanto afastava do prédio, lutando, pela segunda vez no dia, contra as lágrimas.

Flash Back Off

Naquele momento, ele se perguntava se fora certo que haviam feito. “Claro, você é um baka apaixonado; tem que ficar se remoendo mesmo”, pensou acusador e bufou. Durante esses dias sem vê-la, o ruivo notou o quanto precisava da loira – sim, ele não admitiria (o que não é novidade), contudo, sempre que a moça vinha visitar o namorado, ele dava um jeito de aparecer para ver como ela estava; também notou que a cada dia uma esperança nascia só em pensar que ela poderia aparecer, o que não acontecia.

Sua irmã, Temari, começou a mostrar preocupação no primeiro mês e, todas as noites, dava um jeito de surgir no seu quarto para conversarem. Ela não perguntava o que estava acontecendo e aquilo era bom para ele, entretanto, a loira dava algumas indiretas. Uma noite, Gaara quase contou o que acontecia e só não o fez quando pensou: “E o que eu vou contar para ela? Que eu continuo apaixonado pela Ino?” Assim, ficou óbvio que não contaria.

“É, Gaara, já está na hora de trocar de disco.” Sorriu franco com o pensamento e suspirou. “Trocar de disco? Tá de brincadeira!” Revirou os olhos e percebeu o quão velho aquilo soava. Bem, ele não estava tão ‘idoso’ assim. Enquanto se distraia em um raro momento que não pensava em certa mulher chamada Yamanaka Ino, não sentia que sua ‘preciosa’ cadeira inclinou-se para trás e, mais uma vez, caiu com a cadeira.

— Mas eu não estava pensando na Ino! — exclamou e bufou, tentando levantar-se — Eu realmente preciso comprar outra cadeira.

(...)

— Como foi o seu dia, okaa-san? — perguntaram Sora e Kouji enquanto se afastavam do abraço.

Hinata sorriu e beijou a testa de ambos. Ela havia conseguido o emprego na empresa Uzumaki e estava bem feliz. Fazia dois meses que trabalhava e, por incrível que pareça, estava ganhando um belo destaque – já havia criado dois projetos para materiais impressos e desenhado um prédio para uma filial no exterior. Seus desenhos estavam se tornando um sucesso!

— Bem, graças a Kami. — respondeu — E o de você?

— Foi legal! — exclamou o menino — Kaa-san, você tinha que me ver jogando baseball na educação física. Fui o batedor e fiz três home run. Depois, o sensei me chamou para fazer parte do time infantil de baseball e...

— Ele só tá feliz porque Yue falou que ele joga bem e deveria entrar no time. — a irmã entregou e gargalhou quando o rosto de irmão ficou extremamente vermelho.

— Ah, então esse é o nome da menina? — sorriu e seu filho ficou mais vermelho se possível.

Certo, era apenas um garotinho e fazia dois meses que morava em Tóquio, todavia, foi quase inevitável ele não gostar dela. Era inteligente e era amiga de sua irmã. Estava sempre do seu lado, tentando fazê-lo andar no caminho certo. “Isso quer dizer que ela se importa comigo!”Alegrava-se e dava até vontade de suspirar, só não o fez por estar na presença da mãe.

— Tá, tá! Podemos mudar de assunto? — ele cruzou os braços e desviou o olhar.

A Hyuuga mais velha riu baixo e achou tão fofo seu filho estar gostando de alguém. Então, voltou-se para a menina e esperou-a falar.

— Bem, eu estava vendo com Yue o que poderemos ser quando crescer! Acabou que nenhuma das duas decidiu nada. — riu a garotinha.

— Hum, então vejo que se divertiram bastante...

Hinata finalmente se levantou e pegou as mãos dos filhos. Naquela sexta, eles ficariam em casa enquanto Sakura teria mais um encontro com Sasuke e Ino logo estaria em casa. Começaram a andar e conversar mais um pouco. A vida deles ficou bem agitada desde que a mãe começou a trabalhar e era raro quando ela vinha buscá-los – ou era Ino ou era Sakura.

A morena estava contente por ter ido buscá-los e queria poder fazer isso mais vezes, no entanto, não dava por causa do horário do trabalho. Quando começou com o novo trabalho, teve que passá-los para o horário integral – eles iam à escola bem cedo e saíam no fim da tarde.“É o mais certo.” Reprimiu um suspiro e tentou esquecer o peso no coração. Sim, ela sentia-se uma péssima mãe por ter os colocado por muito tempo num colégio.

E ela também se culpava demais por ter falado com o Naruto sobre seus filhos. Engoliu seco e não conseguiu ignorar a sensação de incômodo. É, agora, não poderia voltar atrás; já havia contado e entregado uma foto deles para ele. Tinham se passado dois longos meses desde daquele dia e fazia de tudo para não encontrá-lo. “Mas no aniversário da Ino foi quase inevitável... Como também na empresa. Ai, a situação não é a das melhores”.

Enquanto lamentava-se, sentiu Sora puxar sua mão para chamar sua atenção e consegui-a. Viu a filha sorrir abertamente e apontar com o queixo para algo a sua frente. Estranhando, levantou o olhar e este caíram sobre uma mulher encostada a um carro Mitsubishi i-MiEV vermelho. Piscou e reparou nos cabelos castanhos escuros da mulher como também notou os olhos claros; só de ver o sorriso determinado, reconheceu quem era. Congelou estática e sentiu quando a menina saiu de seu aperto e foi correndo até a moça, logo depois, Kouji fez o mesmo, gritando:

— Oba-san!

A morena ainda estava paralisada assim que os filhos pularam encima de Hanabi. Estava tão mudada. Não parecia aquela garota de dezoito anos que tomou a mesma decisão que ela. “A diferença é que a vida dela deu certo enquanto a minha saiu dos trilhos.” Riu com o pensamento e sorriu, caminhando lentamente até a irmã mais nova que tentava segurar seus filhos ao mesmo tempo.

— Não os acha um pouco pesados não? — perguntou quando chegou perto.

— Nee-chan! — ela exclamou e sorriu largamente para a irmã. — Senti saudade de vocês!

— Sentimos mais — protestou Sora e desceu do colo da tia.

— Sem dúvida. — concordou o irmão e assentiu de olhos fechados — Ojii-chan não brincava muito conosco.

A Hyuuga mais nova riu e aproximou-se da irmã mais velha, abraçando-a. Sabia o quanto havia sido difícil para a morena tudo o que aconteceu: quando voltou grávida, o parto com alguns riscos, a perda da guarda dos filhos, a expulsão de casa. Para sua tristeza, poderia até ser contra o pai, porém nada iria acontecer. Lembrava-se que a irmã não fazia nada e, quando foi perguntar o porquê, ela sorriu dizendo:

— Hanabi-chan, eu não tenho condições de mantê-los. Olhe para mim, sou uma estagiária de uma empresa tão pequena que não consigo nem alugar um apartamento com o salário que recebo e continuo a ser um estorvo para Neji e Tenten. Quero o bem deles e, por enquanto, esse bem está ao lado de meu otou-san.

Então, prometeu a si mesma que ajudaria a Hinata; tomaria conta dos filhos dela e seria a melhor tia que aquelas crianças já tiveram. Contudo, a morena acabou convencendo a mais nova de ir para Tóquio e continuar sua vida. “Porque eu não quero ser um peso na sua vida também, Hanabi”, relembrou da frase da irmã e separou-se da mesma. Já fazia quantos anos? Três, quase quatro.

— Poxa, vocês mudaram! — exclamou e bagunçou o cabelo do garoto. — Você tá um homenzinho e você — acariciou a cabeça da menina — está uma bela dama.

— Eles não foram os únicos — murmurou a Hyuuga mais velha e sorriu — Você não parece àquela adolescente histérica de quando veio para cá...

— NANI? — ela fechou a expressão e cruzou os braços, fazendo bico e seus sobrinhos rirem — Ah é, seus ingratos? Vão ficar rindo!?

— Tudo bem, eu retiro o que eu disse. — suspirou e abraçou novamente a irmã — Senti muito a falta da minha imouto. — confessou e beijou a bochecha desta.

— Ai, nee-san! Você poderia ter ligado! Sabe o quanto eu fiquei preocupada com vocês?

— Hum... Na verdade, não. — sorriu envergonhada e sentiu as bochechas corarem — Eu também não liguei pro otou-san. Vamos ligar quando chegarmos a casa, está bem? — avisou aos filhos que deram de ombro e voltaram a pegar suas mãos.

— Mas, oba-san, o que faz aqui? — perguntou Kouji, como sempre curioso.

— Bem, eu vim porque eu queria ver como estavam e, quem sabe, irei levá-los para casa...

Foi nesse instante que todos de viraram para Hinata e ficaram com expressões pidonas. Revirou os olhos e suspirou. “Por que será que me olham como se eu fosse acabar com a graça deles?” Perguntava-se e sorriu, confirmando. Em menos de um minuto, todos já estavam dentro do carro de Hanabi e esta mandou que todos apertassem os cintos.

— Mas por que, oba-san? — indagou Sora, confusa, e colocou o cinto de segurança.

— Porque sua oba-san adora velocidade!

(...)

A rosada estava exultante e queria que momentos como aquele nunca acabassem. Ela e Sasuke estavam em mais um de seus encontros e eles estavam no shopping. Ele estava abraçando os ombros dela enquanto esta abraçava-o pela cintura; pareciam um casal comum, todavia, não eram namorados. Claro, aquilo a deixava um pouco desanimada, entretanto, quando estava com ele, esquecia daquilo.

— Sakura — chamou o moreno e ela piscou, voltando-se para ele — Tudo bem?

— Hai — ela sorriu largamente e, mesmo assim, não conseguiu disfarçar a uma pequena tristeza presente no seu olhar — Por quê?

— Nada... — voltaram a ficar em silêncio.

O Uchiha já tinha uma ideia de como a pediria em namoro e planejava fazer naquele dia; o problema principal era que algo na sua garganta o impedia de falar. Será que era o nervosismo? Ou o medo de ser rejeitado? Ele não sabia e queria que aquela sensação fosse embora.

— Ai meu Kami-sama! — exclamou a moça e soltou-se do abraço, correndo até a vitrine — Olha que lindo, Sasuke-kun!

Andando lentamente, chegou ao lado da Haruno e percebeu que estavam diante a uma joalheria. Olhou para o objeto que apontava e viu um lindo cordão de ouro branco. Abaixo deste, estava escrito o preço e era realmente surpreendente uma simples corrente ser tão cara. Voltou o olhar para a moça e seu o coração bater mais rápido assim que notou o brilho naqueles olhos que lembravam esmeraldas. Observando a rosada, tomou uma decisão e deu um sorriso de canto quando viu que daria certo.

— Sakura, vamos comer?

(...)

“Ai, meu Kami! Ai, meu Kami! Ai, meu Kami!” Essas eram as únicas palavras que passavam na mente da morena que se segurava no apoio lateral do carro enquanto seus filhos gritavam de excitação. Hanabi apenas ria da expressão de medo da irmã e revirou os olhos quando recebeu um olhar que mandava uma mensagem parecida com essa: Diminua isso! Assim, a velocidade foi diminuindo até estarem em algo mais ‘normal’.

— Ah, poxa! — bufaram os gêmeos e cruzaram os braços — Tava legal.

— É a kaa-san de vocês que é medrosa. — respondeu a tia e foi fuzilada por Hinata — Nani? Não é verdade?

— Então... Pode colocar música? — perguntou Kouji, aparecendo no vão entre os bancos e olhando para dona do carro que assentiu e sorriu.

— Nee-san, você é nossa DJ. Procura uma rádio que preste por ai.

Revirando os olhos, a Hyuuga mais velha ligou o rádio e, na primeira rádio, estava tocando a música Baby, do Justin Bieber. Olhou as caretas da irmã e dos filhos e riu, passando para a próxima. Segunda rádio: The One That Got Away, Katy Perry – Sora aprovou. Terceira rádio: Under The Bridge, Red Hot Chili Peppers – Kouji aprovou. Quarta rádio: Rolling in The Deep, Adele – Hinata aprovou. Quinta rádio: Marry me, Train – Hanabi aprovou, o que foi um espanto para todos.

— Espera ai um minutinho. — murmurou a garotinha e encostou a mão na testa da tia — Oba-san, você está com febre?

— Claro que não! Por que eu estaria?

— Bem, você sempre prefere ouvir algo mais rock. — entregou a morena. — Kouji até gosta de rock por sua causa.

— É, Red Hot, Guns, U2... — o menino contou nos dedos e deu um largo sorriso — São minhas banda prediletas.

— Ah é? Então tá! — bufou quando percebeu que estavam presos no engarrafamento — Sora, por que você gosta que ouvir Katy Perry?

— Hum... Porque a voz dela é bonita e ela também se parece muito comigo.

— Nee-san, por que você queria ouvir Rolling in The Deep?

— Hã... Acho porque eu gosto de mulheres com voz forte; tipo, Adele, Beyoncé.

— Pois bem, eu gosto de ouvir aquela música, pois foi com ela que fui pedida em casamento, oras!

Foi nesse instante que os outros três lembraram-se: a morena iria se casar no próximo ano, depois de sua formatura. Um sorriso bobo cresceu nos lábios desta e perguntaram-se quem seria o homem que a havia pedido em casamento. Sorrindo de um jeito cativante, os três olharam para a Hyuuga que levantou uma sobrancelha como quem diz: O que foi?

— Quando vamos conhecer seu futuro marido? — perguntaram em uníssono.

— Nossa! — riu e colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha — Bem, eu posso levá-los para conhecê-lo agora.

— Nani? — exclamaram os gêmeos lá atrás — É claro que vamos.

— Mas, imouto, não é um pouco repentino demais? E se ele estiver ocupado?

— Duvido muito! Deve está escrevendo músicas. Realmente não sei como vai ser engenheiro, já que sua paixão pela música é maior.

— Um engenheiro se casando com uma advogada — sorriu Hinata — Parece até um casal perfeito.

— Haha, parou a palhaçada.

(...)

Quando entrou na joalheria, várias vendedoras fizeram questão de ajudar na escolha do presente da futura namorada.Até certo ponto, era engraçado ver uma ou outra derreter-se só por causa do meio sorriso que ele dava, afinal, ele era Uchiha Sasuke. Então, uma senhora dispensou todas e fez uma rápida reverência.

— Gomenasai, senhor. — murmurou a senhora de aparência cansada e um sorriso sem mostrar os dentes — Em que posso ajudá-lo?

— Eu queria... Aquele colar ali. — indicou para o qual Sakura havia se encantado.

— Oh, essa é uma corrente Grumet diamantada fina. Se não me engano, é um modelo único — contou a vendedora assim que o pegou nas mãos e ajeitou os pequenos óculos. — Vejo que você gosta da menina rosada, hein?

Nesse momento, ele corou e a velha mulher riu baixo enquanto seguia para trás do balcão.

— Ela é... Muito especial para mim — confessou e seguiu a moça, sentindo uma quentura estranha em sua face.

— Eu imagino. Afinal, eu vi o quanto você ficou hipnotizado pelo sorriso dela.

Enquanto senhora falava, ele a via embrulhar em uma caixinha e dar um simples laço sobre esta. Quando saiu de lá, quase que correu para o carro e torcia para que a Haruno não ficasse revoltada com sua demora. É, apenas torcia, porque, naquele exato momento, a rosada apoiou-se sobre a mesa com uma expressão aflita. Não estava com raiva e, sim, preocupada.

Depois que se apaixonou pelo colar, eles foram para a praça de alimentação e o Uchiha falou que iria ao banheiro e voltaria me instantes. Pois bem, havia se passado quase vinte minutos e nada. Parecia exagero dela, no entanto, ele era homem e não demoraria tanto assim para fazer suas necessidades. Claro que ele deveria ter saído do banheiro... Após alguns longos mais longos minutos, o viu aproximando-se e suspirou aliviada. Agora, sim, poderiam comer em paz.

(...)

Eram sete quinze da noite quando o carro do noivo de Hanabi, Konohamaru, foi parado na frente da casa de Hinata. As crianças logo saíram e a mãe foi atrás; antes de sair completamente, se virou para a irmã e deu um sorriso encantador. Estava orgulhosa dela, pois tinha um bom emprego, uma boa faculdade e um homem que a amava muito – era isso que estava escrito na testa do casal.

— Arigatou pela carona.

— Que isso, nee-san, não foi nada demais. — sorriu a morena e acenou para os sobrinhos que acenaram de volta — Comportem-se, ouviram?

— Ah, quanto a Yue, Kouji — falou Konohamaru enquanto o menino se aproximava da janela com as bochechas avermelhadas —, seja amigo dela. Talvez, essa amizade, no futuro, pode se tornar um romance. — piscou para o garoto que sorriu e assentiu.

— Ai meu Kami-sama! Não acredito que minha melhor amiga será minha cunhada — desesperou-se Sora e todos riram.

— Venham nos visitar um dia desses. — convidou — Sabe o quanto adoramos a sua presença, imouto.

— Veremos, veremos. — sorriu a Hyuuga mais nova e acenou mais uma vez — Sayonará.

— Sayonará, oba-san — gritaram os gêmeos e o carro deu partida.

Assim, partiu sua irmã com seu noivo. Entraram em casa e foram recebidos por Ino com um largo sorriso. A morena se direcionou para a cozinha e avisou que iria fazer rámen, recebendo os gritos animados dos filhos e ouvindo a risada da amiga que cuidava destes. Riu e começou a cozinhar, pensando em como o dia havia sido diferente. “Encontrei minha imouto, conheci seu noivo e meu filhinho está gostando de uma menina; que kawaii.”

(...)

— Que lua mais linda! — exclamou Sakura.

Mais uma vez, Sasuke resolveu fazer uma surpresa. Estavam em algum lugar deserto e alto, com uma vista fantástica da baia de Tóquio e da lua crescente. Ele a convidou para sair do carro e ficar sobre o capo deste. Naquele momento, ela estava sentada com as mãos apoiadas atrás do corpo enquanto ele estava deitado com as mãos atrás da cabeça. Quando a rosada falou, o Uchiha ajeitou-se para ficar ao seu lado, desta vez, sentado.

— Hai, é linda, mas eu prefiro a lua cheia — confessou e recebeu o olhar dela, com uma sobrancelha levantada.

— Eu pensava que você falaria que eu sou tão bonita quanto à lua...

— Bem, eu não falei porque isso nem tem comparação. — sorriu de canto e olhou dentro dos olhos verdes — Você é muito mais bela do que lua, Sakura.

Ela sorriu envergonhada e ele levou uma mão ao seu rosto, acariciando-o. Esta fechou os olhos e apreciou o carinho. Era tão bom está com ele, tão certo, que parecia que até o tempo passava devagar. Sentiu quando este parou com a carícia e foi ao encontro de seus lábios. Um beijo inocente e cheio de sentimentos que logo terminou. Levantando os olhos, deu de cara com duas pedras ônix a observando.

— Sakura... Eu quero te dar uma coisa.

Então, o moreno lhe deu outro beijo rápido e saiu de cima do carro, correndo até o banco de trás. Ela continuou olhando, um pouco curiosa e confusa com que estava acontecendo. Ele voltou com uma pequena caixa na mão e entregou-a. Ficou estudando-a por alguns segundos até que, com a mão trêmula, puxou a fita e abriu. Dentro, estava a corrente que tinha visto no shopping com um lindo pingente.

— Sasuke-kun, não precisava...

— Claro que sim! Achou mesmo que eu iria me esquecer do nosso aniversário de namoro?

Encarou-o por alguns segundos, confusa. Eles não estavam namorando... Né? Pegando o colar, viu o pingente de coração rodar e viu que este poderia se aberto. Quando o fez, seu coração se acelerou e tampou a boca com a outra mão. Em uma parte, tinha uma foto deles tirada a pouco mais que três semanas e, na outra, estava escrita com a letra do rapaz a frase que tanto sonhou ouvir.

— Quer ser minha namorada? — perguntou em voz alta e recebeu um olhar contente da moça, com os olhos marejados.

— Hai, hai! Quero muito — sorriu largamente e abraçou-o pelo pescoço com força.

Então, quando se afastou, recebeu um beijo amoroso. E lá estavam os dois, em mais em um de seus momentos inesquecíveis.

Notas finais
Fãs do Justin Bieber, não me matem ou matem meus personagens. Eles não gostam porque não são fãs de modinha que nem a autora. u.u'
O que acharam? Kouji gostando de uma garotinha e a Hanabi apareceu, UHUUUUUUUUUUL!
O próximo vai ter a aparição do personagem que faltava: Naruto õ/
Comentem. ;D