A jovem janota havia entrado no havia entrado no avião. Olhava pelas janelas, quando alguém sentou à seu lado. Ela devia saber que isso iria acontecer, afinal, estava sozinha num voo para Paris.

– Eu te conheço? — perguntou um rapaz bonito com olhos de gelo. Sua testa estava franzida, como se tentasse lembrar. — Tenho quase certeza que sim... Eu nunca esqueço um rosto. Sou Jhonatan. Jhonatan Cooper.

– Mirela Adaline DiDios — disse vagamente, sem nem olhar direto para o rapaz. O acidente havia a deixado fria. — Não me lembro.

– Conhece alguma Martina Adaline? — perguntou surpreso. Seus olhos estavam arregalados.

– Talvez... Martina é um nome comum. Adaline, não — respondeu vagamente. — você é algum tipo de assassino do Machado ou psicopata? Por que tantas perguntas? Tem zilhões de Martins aqui.

– Err. Nada. Só estou procurando minha prima. — engasgou com as palavras, como se doesse dizer isso. — Minha mãe queria que eu lhe entregasse algo.

– Eu sou uma dessas Martinas. Era, na verdade.

– Como assim?

– Não sei explicar. Meu passado é um borrão.

– Mas você é ou não?

– Mirela? Já disse que sou. É surdo?

– Martina.

– Não sei, também já te disse. Realmente surdo.