Os Cosmos
13 Perdidos, de ponta cabeça.
Notas iniciais
Breck abria os olhos, sentia que não podia se mexer nem falar.
Sua visão ainda estava um pouco embaralhada, mas podia ver que tinha um ponto azul a sua frente.
– Escute bem, responda as nossas perguntas sem nenhuma gracinha ou estouro seus miolos entendeu? – Disse Azulu num tom autoritário, mas a tremedeira de seu corpo mostrou o contrario.
Breck fez que sim com a cabeça
– Ótimo
– Há alguma maneira de sairmos daqui sem sermos notados? – Perguntou Cormet
Breack balançou a cabeça em sinal positivo
– E suponho que você não vai nos explicar.
Breck fez sinal positivo com a cabeça.
–Vai? – Perguntou Cormet entusiasmado
Breack apontou para as mordaças.
– Retire aquilo dele Azulu. — Ordenou Cormet.
– É melhor acharmos sozinhos a saída — Comentou Azulu
– Demoraria muito e estamos sem tempo.
– Tudo bem então
Azulu foi até Breack e dessamarou meigamente a sua mordaça.
Breack em um movimento rápido mordeu o seu braço.
– Ai — gritou Azulu tirando o seu braço do alcance de Breack. Seu sangue era azul como a sua pele.
– Os prisioneiros estão fugindo, os prisioneiros estão figin... — Breack foi interrompido por Fernando que levava sua mão a boca dele.
– O que você fez com ela? — Perguntou Fernando
Azulu estava com a uma das mãos tampando o ferimento que agora estava inchado.
– Responda!
Cormet ficou estagnado mas deu a palavra.
– Ele é um dos últimos Largatos siberianos que existe, significa que ele injetou nela um veneno, lento, porém forte.
– E não tem cura?
– Não — respondeu Breack
– Tem sim o que você precisa é...
– Ter a saliva de quem injetou o veneno nela.- interrompeu o capitão da nave.
Cormet não gostou nadinha disso, era a segunda vez que o interrompiam, ele odeia ser interrompido.
– Se alguém me interromper de novo eu juro que...
– Que o que?
Cormet virou-se e viu aquele ser enorme, o mesmo que assaltara o Bar com Breack.
– Nada senhor. -Disse Cormet reucuo.
Todos estavam com cara de medo.
–Hum...- Disse o capitão da nave com cara de mal e seu charuto na boca olhando para Cormet. — E você Breack, dê logo o antídoto a ela, de quebne serve uma sangue azul, literalmente, morta?
– Massss ssssenhorr sse oss paiss dela ssouberem que ela esssta morrendo, além de pagarrr por ela, eles pagam pelo antídoto também.
– Boa sorte, meus pais não ligam para mim, se não eu não eles mandavam alguém atrás de mim. — Comentou Azulu, mas Breack e o capitão não lhe deram atenção.
– Grande ideia Breack
Azulu se lembrou de que estava com a arma na mão.
– Capitão você é grande, mas não pode com uma arma.
O capitão olhou para o rosto dela e puxou as quatros armas que estavam em suas enormes costas, com suas quatros mãos.
– E você não pode com quatro. — capitão disse isso franzindo a sobrancelha, como se dissenpra Azulu " Eai, o que vai fazer agora?"
Azulu continuou com sua arma na mão apontada para o capitão.
– Abaixe essa arma ou vemos quem atira primeiro. — Disse o quase gigante.
Um barulho veio atras dele.
– Quem está ai?- Perguntou capitão se virando.
– Cuidado Reck. — Breack tentou avisar.
– O que? — E tudo o que viu foi Azulu dando uma coronhada nele, caiu no chão e desmaiou
Nisso passou-se um rato que Cormet presumiu ser o causador daquele barulho.
– Obrigado seu rato — Disse Cormet.
O rato fez um squick que parecia ser de compreensão.
– Deu certo? — perguntou Azulu.
– Parece que sim — Respondeu Fernando.
–Nãoo! O que vocêssss fizeram com o meu irmão? – Disse Breack
–Seu irmão? – Perguntou Cormet levantando uma das sobrancelhas.
– É Claro, ssomosss Breack e Reck, os piratas maisss famosossss da região.
– Nunca ouvi falar. – Disse Fernando.
Breack o censurou com um olhar frio e triste.
– Desculpe, não sou daqui. – Completou Fernando.
– Pelo visto ele herdou a força do pai e você, bem você herdou o sotaque. – Disse Cormet.
–Ssssomos Filhosss de mãesss Diferentess, A minha foi uma Largata Siberiana, a dele foi uma Baleia de Mondreal, Pirata, uma das melhoresss.
–Ta, enfim, deixe de papo furado e de logo a cura para Azulu. Assim podemos ir embora e tudo ficará bem. – Disse Cormet.
– Não, agora que vocêsss mataram o meu irmão, eu matarei sssua amiga.
–Deixa de ser tão babaca, não o matamos, ele só desmaiou. E é melhor você dar o antidoto logo, antes que ele acorde, porque se ele acorda e você não ter resolvido esse problema... Eu não quero estar na sua pele, ou melhor, escamas.
– Não darei o que vocêsss querem ssó porque me assustaram. Terão que fazer bem mais que isso.
–Tudo bem, foi você quem pediu, eu não queria fazer isso, mas você me obrigou.
–Essspera, o que você vai fazerrrr?
– Você vai ver! Ou melhor, ouvir.
Cormet tirou do bolso de sua jaqueta o que parecia ser o menor CD que o Fernando já havia visto. Apesar deste pequeno fato, Fernando pode ler as inscrições do CD que reluziam em seu olho, era algo com “As melhores canções de Greogorian o depreciativo.”
Logo atrás do CD tirou algo que parecia uma mine caixa de som com um mine leitor de CD.
–Meu Deus, como cabe tudo isso em seus bolsos? — Perguntou Fernando indignado e assustado com tamanha loucura.
– É Maior por dentro!
– O que?
Cormet pigarreou duas vezes como se estivesse dito algo que não podia – Hum, nada, esqueça.
–Mas é maior por dentro? –Perguntou Azulu
– Mas é claro que não! – Disse Cormet, nada convicto. –Enfim, vamos acabar logo com isso.
Cormet pegou o CDzinho e colocou na caixinha de musica. De principio nada aconteceu, Fernando pensou que estava quebrado.
– Ah é, esqueci-me de aumentar o volume. Onde é que fica mesmo? – Cormet começou a passar sua mão envolta a caixa. – Isso que da perder o controle remoto, mas também pudera um controle do tamanho de uma azeitona. Achei! –Gritou Cormet.
E de repente num barulho estrondoso de ensurdecer qualquer um num raio de 10 km, começou a tocar a musica de Gregorian “Nada esta tão ruim que não possa piorar”.
Essa musica era tão depressiva que se escutada no tom e no volume certo poderia fazer qualquer homem ou ser do sexo masculino ou qualquer coisa que se denomina Forte chorar. E se escutada por muito tempo as pessoas ficavam tão depressivas que se matava.
–Muito alto! – Gritou Cormet
–O que? – Perguntou Fernando Seguido de Azulu e Breack
– Nada já abaixei.
Depois de dizer estas palavras todos começaram a chorar, não sabiam o motivo aparente, só choravam.
– A minha vida é um Tedio total! Quer dizer, Piratasss? Quem quer ssserrr Pirata? Asss criançasss querrrem ser bombeirosss ou defensoresss da galaxiasss e não piratasss. – Disse Breack aos choros.
– O que esta acontecendo? –Perguntou Fernando com a suas lagrimas escorrendo
– É a musica ela faz isso com as pessoas. – Respondeu Cormert.
Todos choravam e muito.
–DE repente eu não gosto da vida de novo. – Chorou Azulu – Logo agora que meus ânimos haviam mudado, eu estava ficando feliz. Por que fez isto Cormet?
–O Capitão é esperto, ele disse... Que... –Cormet estava soluçando de tanto chorar. – a saliva... Te salvaria... Ele esta certo... Mas... As lagrimas também podem... Te salvar.
–Grande ideia Cormet, por que eu não penso assim? – Disse Azulu depreciando-se.
– Vamos acabar logo com isso, não temos muito tempo. Fernando pegue uma lagrima de Breck e coloque neste pote. –Cormet tirou um potinho de seu bolso.
–Não vou me perguntar como cabe tanta coisa ai.
Fernando foi até Breack se arrastando e chorando, assim como todos. E tentou tirar uma lagrima que estava escorrendo de seu rosto. Breack resistiu no começo, mas depois sucumbiu e disse algo como “Minha vida não vale nada mesmo”.
–Pronto.
– Graças a Deus, podemos acabar com isso.
Cormet desligou a musica e o choro parou quase que instantaneamente.
–Otimo, agora Fernando despeje a lagrima que você pegou no braço de Azulu.
– É pra já.
–Cormet!
– Diga querida
–Vai doer?
–Mas é claro que não...
–Ai que ótimo
Fernando despejou a gota de lagrima no ferimento de Azulu que começou a gritar e pular de dor.
–Você disse que não ia doer.
–Você não deixou eu terminar minha frase. Eu ia dizer – Pigarreou para dar um momento dramático- Mas é claro que não vai deixar de doer, isto vai tirar todo o veneno de seu sangue, então vai doer pra caramba.
–Idiota. –Mencionou Azulu.
–Argh – Reck se mexeu.
– Acho que alguém esta acordando. Rápido procurem algumas correntes ou algo do tipo para podemos amarrar ele.
Fernando, Cormet e Azulu forma para caminhos diferentes em busca de uma corrente.
Quem voltou com a corrente, claro, for Cormet.
– Eu encontrei isso, amarrado a nave. Não estava servindo pra nada, então eu a tirei.
A nave tremeu e parecia estar saindo do lugar, Fernando e Cormet se apressaram para amarrar Reck.
Depois disso todos se encontravam no teto da nave que agora estava de ponta cabeça.
–Agora eu sei pra que servia aquela corrente.
Logo depois Reck acordou e olhou para eles.
– Seus malditos me tirem daqui.
– Olá bela adormecida, como esta a cabeça? – Provocou Cormet — Antes de qualquer coisa, como se pilota esta nave?
Fale com o autor