Os Cosmos
6 O Que os olhos veem o coração sente
Ao sair da nave, Fernando já viu toda a esquisitice e maravilhas do planeta Pantena.
A placa era grandissimamente grande e avermelhadamente avermelhada que Fernando começou a se perguntar porque Marte era chamado de Planeta vermelho
–Nossa, porque marte é chamado de planeta vermelho? Todo esse vermelho está me cegando — Disse Fernando
–Na verdade Marte é o planeta azul aqui!
–Meu Deus, eu realmente tenho que aprender as coisas diferentes do seu mundo para o meu.
–Mundo não, universos diferentes
–Ok, desculpe, universos diferentes
Seguiram até atrás daquela placa tão absurdamente grande que parecia olhar dentro de sua alma.
Fernando ao ver o que havia ali atrás não se sentiu com a liberdade de ficar pasmo, seu dia estava tão impossível que coisas impossíveis não parecia tão impossíveis assim , a verdade é que havia casas enormes, mansões e muitas pessoas, muitas coisas que não se sabe se podem ser chamadas de pessoa, apenas, muitas coisas.
Haviam pessoas aparentemente humanoides, mas existiam outras com duas cabeças, barrigas absurdamente grandes e seu tom de pele era verde, quatro braços, e três olhos, e antenas, mas aparentavam ter uma cara emburrada. Para falar a verdade era assim que a maioria dos Pantenienses se pareciam.
–A Verdade é que acabou o combustível da Nave- Disse Cormet sem motivo aparente.
–Como você chegou a esta conclusão?
–É Simples, antes de liga-la eu tinha visto uma seta encostada em um quadrado vermelho pensei que não fosse nada e resolvi ignorar!
–Muito Bom, e agora estamos presos em um planeta que eu não faço a mínima ideia de quem são seus habitantes e , provavelmente não encontraremos nenhuma gasolina por aqui!
–Este planeta é Pantena, eu já disse, e por acaso é um dos maiores centros comerciais do Universo, trate-o com respeito, apesar deles não te tratar assim-Fez uma pausa para respirar um pouco — E Bem, a Nave não é movida a gasolina, e sim a poeira cósmica, que apesar do nome não se arranja em qualquer lugar.
–Bom, então a onde vamos conseguir isto?
–Não sei, talvez naquela loja- e apontou para um edifício com um faixada que possuía os dizeres “Poeira cósmica consiga aqui e já"
Caminharam até lá, Fernando tentou não ficar olhando para os seres esquisitos que vez ou outra esbarravam em seu ombro.
Entraram na loja que não era nada atrativa, era um cubículo, não muito grande, mas não tão pequeno, que possuía um ar rude de cores, uns pretos misturados com uns brancos todos desorganizados e sem harmonia nenhuma.
Só de entrar no lugar Fernando sentia leves enjoos, e refluxos que subia até a sua boca, mas engolia-os logo em seguida.
Mas algo fez teus olhos brilharem, em meio àquela desarmonia toda, havia algo harmônico, harmônico até demais. Curvas perfeitas, boca que abria um sorriso brilhante de tão branco, olhos pequenos e castanhos como a lua de Pantena, que era marrom, mas Fernando não teve tempo de aprecia-la, pois estava apreciando outra coisa, Seu cabelos cheios e cacheados, até suas duas antenas o seduzia.
"Espera ai, Antenas?", Pensou ele.
"Como será nossos filhos?".
–Será que terão antenas?- Fernando sussurrou para si
–O que disse meu filho?
–Nada não, só estou, admirando a paisagem
–Que paisagem? esse é um dos lugares mais feios que já conheci, e olha que conheci muitos!
–Não este tipo de paisagem- E sem querer deixou seus olhos desviarem para a linda panteniense que estava no balcão.
–A entendi-disse Cormet-Bela escolha, eu também gosto muito de livros de mecânica, quem sabe assim você possa trocar o óleo da nave-achou que estava falando do livro que estava na estante do lado da moça.
–Hum-respondeu Fernando, mas tudo que entendeu foi: "Bela, olha, quem sabe”.
Cormet olhou para cara de Fernando, e por sua cara de abobado já havia entendido o que estava acontecendo.
–Hey, psiu, HEY, Tira os olhos desse Panteniano
–Que?-Disse Fernando meio abobado com aquela beleza-Acho que o senhor está meio cego, aquela é o ser mais lindo que já vi
–Mas é claro que é, esta imagem foi tirada do seu subconsciente, os Pantenienses são muito rudes, tinham que ter alguma forma de atrair as pessoas, além do mais não me chame de senhor!
–Pera ai, como assim do meu subconsciente? Por acaso eles tem algum aparelho que infiltra minhas emoções e cria uma ilusão de ótica através do ser perfeitos em minha mente?
–Na verdade sim.
–Nossa, eu tenho certeza que o meu subconsciente nunca idealizaria antenas como perfeitas
–A, As antenas eles não conseguem esconder, é uma falha no aplicativo.
Fernando ficou sem palavras diante daquilo, Cormet olhou para ele, suspirou fundo, como se já tivesse caído neste truque, e disse:
–Agora que o seu cérebro já sabe como funciona tal aplicativo você tem o poder de ver como realmente é este ser “maravilhoso”, olhe para “ela” novamente, se concentrando em saber que aquilo é uma ilusão, mas pode ser decepcionante.
Fernando olhou para figura, se concentrou tanto que sua visão começou a ficar meio embaçada, e borrou a imagem da linda moça.
Depois de um tempo de borrão foi que ele viu o que realmente era aquela linda moça.
No olhar angelical agora havia um rosto sem simetria nenhuma, três olhos, no lugar da boca carnuda havia um risco na horizontal, horrível.
O Corpo escultural se transformou em um barril, e as pernas se transformaram em tentáculos gosmentos
–Eca-Disse Fernando
–É essa palavra que eles utilizam para denominar o aparelho. Não escolheram tais palavras porque gostam, e sim porque quando as pessoas os viam pronunciavam tais palavras, não sabem o que significa estas palavras até hoje.
Quando terminou de dizer isto Cormet ouviu um estrondo. Era Fernando desmaiando.
–E Isso é o que acontece depois que eles veem a verdadeira beleza, sem o dispositivo Eca.
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