Os Cosmos
12 A Reviravolta dos presos
Notas iniciais
Após carregar todos com muita dificuldade ao calabouço da Nave, Breck respirou findou aliviado.
– Vocêsssss, vão ficarrr, presosss até sssegunda ordem.
Os três murmuraram alguma coisa que não era entendida por causa das mordaças
Breck saiu, trancou a grade e se sentou em uma cadeira a frente do calabouço.
Segurando uma arma a laser apontada para os três.
–Qualquerrr movimento e eu mato vocêsssss. Entenderam?
Murmuraram e fizeram que sim com a cabeça.
Após algumas horas em completo silencio Cormet percebeu que os olhos vermelhos do lagarto haviam se fechados e arma já não estava tão firme em sua mão.
Tentou avisar os outros murmurando algo com “ele esta dormindo tirem as minhas mordaças”
Ninguém entendeu de primeira, fizeram cara de quem não entende algo, mas depois de algumas tentativas eles perceberam.
Cormet pulou as mãos que estava nas costas e as passou para frente, os dois fizeram o mesmo.
Depois disso se ajudaram desamarrando a mordaça um do outro e as cordas que prendiam as sua mãos.
– Princesa? Por que não me disse que era uma princesa?- Questionou Fernando.
–Se meus pais não me consideravam uma, porque falar?
–Como assim?
–Não é momento de discutir isso! – Disse Cormet. – E vocês estão falando muito alto, querem acordar o nosso amigo lagarto ali?- sussurrou
– É verdade, precisamos achar uma maneira de sair daqui – Sussurrou Fernando.
–Eu já tenho uma ideia. –Disse Cormet.
–E Qual é? –Perguntou Azulu
– Simples, com este super imã. –Disse Cormet tirando um pedaço relativamente médio do que parecia ser pedra de seu bolso com dois botões, um escrito liga outro desliga.
Todos olharam abobados para Cormet.
– Você guarda um imã no seu bolso? – Perguntou Fernando
–Mas é claro que sim, para situações como essa.
– E para que estes botões? – Perguntou Azulu.
– O que você acha de um super imã sugando tudo o que há de metal a todo o momento, eu acho que não daria muito certo, por isso existem estes botões. Quando ele esta desligado é apenas uma pedra.
–E o que pretende fazer com ele?- Indagou Fernando
–Ah, que bom que perguntou. É simples, esta vendo aquele molho de chaves que ele usou para fechar a nossa fechadura? Então ela provavelmente é de metal.
–Grande ideia – Resaltou Azulu.
–Sim, mas eu tenho que mirar perfeitamente na chave porque vou poder liga-lo por um só segundo, e a Nave toda é de metal, se eu ligar por mais de um segundo, bum nave, adeus Cormet, adeus Fernando, adeus Azulu e adeus universo?
–Como assim? –Perguntou Azulu
–Ah minha cara, este imã é muito poderoso, muito mesmo, capaz de destruir naves.
–Não era sobre isso que tinha perguntado, eu quis dizer, como assim fim do Universo?
–Longa historia, não da tempo de explicar agora.
– Tudo bem, mas você fica me devendo esta explicação.
–OK, mas é melhor pararmos de falar não queremos acordar o escamoso ali né? Bom é hora de agir. Vou me esticar para poder mirar melhor, só temos uma chance.
Cormet passou cada uma de suas mãos entre dois espaços da cela e fez uma cara engraçada que Fernando e Azulu julgaram ser a sua cara de concentrado.
Depois de alguns segundos entre as risadinhas de Azulu e Fernando, Cormet decidiu falar.
–Pronto, acho que achei o ângulo e a posição perfeita para pegar aquela chave, é só pegar e... — pausa dramática — agora.
Cormet apertou ligeiramente o botão de ligar e logo em seguida, antes de se passar um segundo sequer, pressionou o desligar.
A nave tangeu e estremeceu, os poucos amassados se transformaram em muitos e todos caíram no chão, mas nada de Breck acordar.
– Acho que não aconteceu como planejávamos- disse Cormet.
Os dois concordaram com a cabeça.
A porta da cela que é feita de ferro agora vinha em direção aos três que estavam jogados no chão por causa do impacto que o imã havia causado.
Cormet desviou parava esquerda Fernando para direita e Azulu também ficando em cima de Fernando.
A porta caiu em meio aos dois causando um estrondo enorme, mas não machucara ninguém.
Azulu sem jeito levantou rápido e deu um sorriso sem graça, Fernando jurava que ela tinha corado um pouco, apesar de o corar dela ser da cor verde Fernando achou bonitinho, agora quem estava corado era ele.
Azulu sem jeito levantou rapido e deu um sorriso sem graça, Fernando jurava que ela tinha corado um pouco, apesar de o corar dela ser da cor verde Fernando achou bonitinho, os dois trocaram olhares, agora quem estava corado era ele.
– Se vocês acabaram acho melhor irmos logo antes que... — Cormet foi interrompido
–Antesssss que me acorrrdem
Disse Breck que estava logo a frente de Cormet com uma arma apontada em sua cabeça.
– Abaixe esssse imã agora, antesss que eu exploda a sua cabeça.
– Estou abaixando, com calma — Cormet disse isso lentamente ao mesmo passo que se abaixava.
–Isso, muito bom — Disse Breack quando Cormet acabara de colocar o imã no chão. – Agorrrra levante devagarrr.
– Com prazer- Disse Cormet.
Ele levantou tão rápido que bateu sua cabeça na de Breack que caiu desmaiado no chão.
Cormet soltou um grito de dor.
Fernando abriu a boca para falar algo.
– Nada de comentários – Disse Cormet sentado passado rapidamente sua mão em sua cabeça.
–Eu não ia falar nada – Replicou Fernando.
–Que bom. — Disse Cormet ainda esfregando a sua cabeça. – Rápido peguem a arma dele e o prendam naquele pilar, antes que ele acorde de novo.
Cormet disse esta ultima frase o mais rápido possível, com medo de que ele acordasse e terminasse sua fala de novo, ele odeia quando terminam suas frases.
Azulu pegou a arma, enquanto Fernando amarrava e amordaçava Breack.
–Ai, isso realmente doeu. –Disse Cormet
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