Os Contos Secretos de Hogwarts
1 Prólogo
Na Estação de King's Cross, parado em frente do Expresso de Hogwarts, estava Oliver prestes a embarcar. O garoto de cabelos curtos e negros, olhos azuis-prateados e pele morena; características que atraíra a atenção de várias garotas — sendo também o motivo de ter recebido o apelido de Príncipe Corvo -. Enquanto entrava e caminhava até encontrar um bom lugar para se sentar, se distraia com as inúmeras recordações que esse momento lhe trazia. Como o seu primeiro ano em que entrou em Hogwarts, lembrava que assim que pôs seu pé direito dentro do Expresso, sentiu suas pernas ficarem tremulas por conta do medo de deixar seus pais; ele não se orgulha de ter sido um covarde naquele momento, mas solta um leve sorriso toda vez que se recorda desse ocorrido. Lembrava também que ao ser escolhido para fazer parte da casa de Corvinal não se sentiu animado com a ideia, pois apaixonou-se por Hermione Granger desde que a viu pela primeira vez e gostaria de ter ficado em Grifinória para poder se aproximar mais dela, mas depois percebeu que essa era a melhor casa para ele. Ao ter andado um ou dois vagões, Oliver encontra Luna Lovegood sentada sozinha.
– Oi, Luna. Você se importaria se eu me sentasse com você?
– Ah, não. Fique à vontade, Príncipe Corvo!
– Você sabe que eu não gosto que me chame assim.
– É, eu sei. Mas eu acho que é um bom apelido.
Sabendo que Luna não iria parar de chamá-lo assim, por mais que ele implicasse com ela, ele não deu muita importância. Oliver não é um garoto muito sociável, embora não se importasse com algumas manias de Luna que ele as considerava um tanto peculiares, não fazia amigos; sendo Luna uma das poucas pessoas que realmente gostava. Então, ele se acomodou no banco vazio e encostou-se a janela, arrumou suas coisas e depois de ter trocados algumas palavras com Luna, olhava para fora com a cabeça encostada na janela e voltara a recordar suas lembranças.
Algumas delas, por mais que não queira, sempre envolvia Hermione. Ele não podia evitar, era algo que estava além de seu controle, mas nunca contou isso a ninguém ou se quer demostrou. Esse sentimento crescia ao passar dos anos e foi responsável por fazer Oliver ter um pouco de rejeição por Harry Potter e Rony Weasley. Porém, Hermione não era a única coisa em que ele pensava. Oliver tentava recordar tudo o que já havia aprendido, principalmente de suas matérias preferidas: Duelos e Defesa contra as Artes das Trevas, pois tinha como o objetivo de se tornar um dos maiores bruxos. Entretanto, Oliver se distanciou de seus pensamentos e, assim como todos dentro daquela locomotiva perceberam, algo de estranho estava acontecendo.
A temperatura começa a abaixar, com o frio os vidros das janelas se embaçam e por um momento, era como se a felicidade não existia. Oliver sabia o que estava ali, mas não podia acreditar e em um impulso sem mesmo saber o porque, ele diz com afirmação:
– Dementadores!
Nesse mesmo momento, uma daquelas criaturas sombrias para em sua frente e se aproxima de Oliver, o deixando um tanto apavorado. O medo tomou conta do garoto, mas ele consegue se acalmar, fecha seus olhos e em sua mente, busca uma das maiores lembranças que o deixava feliz. Então, assim que conseguiu pegar sua varinha que estava manga de seu uniforme, disse com um estrondo em sua voz:
– Expecto Patronum!
Uma forte luz de energia ilumina todo aquele lugar, fazendo o Dementador se afastar rapidamente. Minutos depois, todos se acalmam e por alguma razão, pelo o medo talvez, não se perguntaram sobre o que acabara de acontecer.
– Você sabe conjurar o Patrono? – Perguntou Luna com surpresa sobre o que acaba de ter testemunhado. – Quem lhe ensinou?
– Meu pai.
Luna, por alguns segundos, não diz nada, mas logo volta a se pronunciar:
– Ele poderia me ensinar também?
Oliver dá um pequeno sorriso.
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