No Castelo de Hogwarts, todos já haviam organizado suas coisas e a cerimônia de boas vindas também já tinha sido realizado. Nesse momento, os alunos se preparavam para seguirem em suas respectivas salas e começar suas primeiras aulas, inclusive o nosso protagonista. Porém, uma voz grave de um homem que soava por trás um pouco distante, chamava por Oliver e o impedia de continuar o seu caminho.

– Sr. Parker! Sr. Parker! – Dizia a misteriosa voz em uma tentativa que Oliver o ouvisse.

Oliver, curioso, se vira e enfim pôde ver quem o chamara. Um homem alto, de pele pálida, cabelos curtos e castanhos claros com mechas grisalhas, bigode e barba mal feita; se aproximava de Oliver e, segundos depois de recuperar um pouco o fôlego, diz:

– Sr. Parker, enfim conseguir encontrá-lo. Sou Remo Lupin, o novo Professor de...

– Defesa contra as Artes das Trevas! – Interrompeu Oliver. – Lembro do seu rosto na cerimônia de boas vindas.

– Bem... Enfim. – Disse Remo um pouco retraído. – Dumbledore pediu para que você o encontrasse em sua sala, Sr. Parker.

– Ele disse o porque?

– Não, mas receio que seja pelo o ocorrido de algumas horas atrás.

Oliver não disse nada, mas não conseguiu esconder a sua surpresa, sendo denunciado pela a expressão que estampara em seu rosto.

– O que? Achou que deixaríamos algo como isso passar despercebido, Sr. Parker? Um garoto de sua idade que consegue conjurar um Patrono perfeitamente desperta a curiosidade de muitos!

Oliver abriu sua boca, mas nada sairia dela, pois o que lhe passava em sua cabeça não o deixava refletir direito; deixando apenas um "A" travado soar de sua garganta. Pensava que tal ato o poderia ter lhe causado um problema além do que ele poderia resolver.

– Mas não precisa ter medo, Sr. Parker, isso não deve trazê-lo algo de grave. – Disse Remo em uma tentativa de acalmar o garoto, ao perceber que suas palavras o deixaram nervoso. – Agora vá, não queremos deixar Dumbedore esperando.

Em um gesto positivo para o Professor, Oliver acenou com sua cabeça e com um sorriso amarelo entre os lábios, se dirigiu ao encontro de Alvo Dumbledore. Mas por uma segunda vez, Remo pausou seus passos dizendo algo que acabara de vir em sua mente:

– Ah, mais uma coisa, Sr. Parker! Ouvi que o senhor é um aluno exemplar, não vejo a hora de vê-lo em minhas aulas!

Oliver deu um leve sorriso, se virou e seguiu seu caminho.

O jovem bruxo já se encontrava nas velhas escadas de mármore e a cada degrau que subia, mais preocupado ficava pois ainda temia que suas ações lhe trouxesse problemas, porém mesmo assim mantinha normalmente sua face. Finalmente, depois de subir inúmeros degraus daquela imensa escada, chegou até a porta da sala onde se encontrava a quem o chamava. Oliver ficou parado ali por breves instantes. Olhava para a porta em sua frente, não pensava em nada, apenas olhava para ela. Uma porta feita de madeira, podia se notar que o tempo a tinha desgastado, mas continuava muito bem conservada. Sem demora, esticou sua mão direita até a maçaneta de ferro, a girou e sutilmente, empurrou a porta. Ao abri-la, avistou aquele homem de longos cabelos e barba comprida totalmente brancos, sentado sobre uma cadeira olhando atentamente para os papéis em cima de uma grande mesa, estava ali Alvo Dumbledore.

Com o som irritante da porta ringindo, Dumbledore desviou sua atenção das folhas com palavras escritas com algum tipo de tinta preta e direcionou seus olhos para o garoto que estava prestes a entrar.

– Por favor, entre, meu jovem rapaz! – Disse ele gentilmente.

Oliver, obedecendo, se aproximou. E falou com um pouco de receio:

– Me chamou, Professor?

– Sim! Sim! – Falava enquanto se levantava da cadeira. – Diga-me, Oliver. Como um garoto tão jovem quanto a você pôde aprender a conjurar o Feitiço do Patrono?

– Meu pai me ensinou, Professor!

– E posso saber o motivo por qual ele lhe ensinaria uma magia tão poderosa? Mesmo sabendo que você poderia aprendê-lo mais tarde?

– Eu pedi a ele, Professor. – Disse Oliver nervoso. – Eu só queria aprender um feitiço novo! – Mentiu Oliver.

– Muito bem! – Exclamou Dumbledore sabendo que essa não era a verdade, mas decidiu que era melhor não interrogá-lo mais. – Só me prometa que não irá conjurar feitiços poderosos por toda Hogwarts. Sabe, meu jovem, você é um garoto que atrai atenção, mas é preciso ter cuidado. Lembre-se, nem todo o tipo de atenção pode ser boa!

O garoto concordou com um sorriso.

– Pode me tirar uma dúvida, Oliver? Qual era o animal?

– Um corvo, Professor!

– Como o de sua mãe!

Ao ouvir Dumbledor citar sua mãe, Oliver ficou com uma expressão triste estampada em seu rosto. Sempre ficava assim ao ouvir de sua mãe, ele nem percebia, a saudade o entristecia por alguns instantes.

– Oliver, posso confiar em você?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.