Os Condenados
1 Percebendo
Notas iniciais
Vejo quem quer que goste, e esteja lendo, lá em baixo, nas notas finais, e também nos comentários, se tiver algum, lógico.
Bjossss.
TalithaMalfoy.
Introdução
Minha vida virara de cabeça para baixo, nunca pensei em viver algo desse tipo, pois para mim há algumas semanas esse mundo em que eu vivia agora não existia, e, no entanto, agora essa era a minha realidade, a minha inegável, imutável e irrevogável realidade, mas ao contrario do que muitos iriam querer fazer se estivessem no meu lugar, eu não queria fugir, eu só queria que acabasse logo para eu pudesse terminar de viver o resto do tempo que eu ainda tivesse junto com o amor da minha vida.
Keyce:
"Eu estava mais uma vez indo para aquela maldita escola onde teria as mesmas aulas chatas de sempre, veria as mesmas pessoas de sempre e veria ele, o garoto por quem eu sou apaixonada desde que ele se mudou para a minha pequena cidade faz 1 ano, mas Lian nem deve fazer ideia que eu existo já que tem todas aos seus pés, mas o engraçado era que ele parecia não ligar para nenhuma delas, por mais bonitas e atraentes que fossem, e eu sou só uma garota comun, não sou a mais inteligênte , não sou a mais popular e tão pouco a mais bonita da escola, o que me deixa praticamente invisivel a ele, mas posso jurar que a uma semana atrás eu o surpeendi me fitando da sua mesa no final do refeitório e mais uma vez ele estava sozinho aliás como sempre ficava. Nunca o vi com alguma garota ou goroto nessa escola desde que se mudou para cá. Apesar de tudo eu também não gostava de ficar com muitas pessoas em volta de mim, mas nunca mais consegui me livrar de Carly e Tessie, minhas duas melhores amigas, que não me deixaram ficar sozinha um minuto desde que, num fatídico dia me pegaram distraída olhando o "Garoto Mistério" como elas gostavam de intitula-lo graças a sua "isolação" do resto da escola e contei a elas sobre minha paixão por Lian. E isso estava me deixando louca, tudo bem elas queriam saber os detalhes, mas precisavam ficar na minha cola durante todo o período letivo e fora dele? Aquilo já estava ficando extremamente insuportável! E eu me sentia em um reallity show, elas não paravam de me fazer perguntas e ficar observando cada reação que eu tinha ao longo de cada minuto do dia que se passava, era extremamente irritante!
- Keyce, Keyce, KEYCE! — Carly já estava gritando comigo quando percebi que estava na escola — Em que mundo você estava? — Ela me perguntou no seu tom já normalizado de voz — Estou te chamando já faz mais de cinco miutos! Você não ouviu nada do nós estavamos dizendo não é?
— Mas é claro que eu ouvi tudo o que vocês estavam falando! — me fiz de ofendida por terem duvidado de pudesse as estar ignorando, mas se bem que na verdade Carly tinha toda a razão, eu não ouvira uma palavra sequer do que elas conversavam animadamente no caminho para a escola, apenas estava atenta para caso pedissem minha opnião para que eu pudesse concordar plenamente com o que estavam dizendo, essa tinha virado minha rotina desde o ano passado, quando uma certa pessoa se mudou para a nossa pacata e desanimada cidadezinha, não que eu não gostasse de conversar com as minhas amigas, muito pelo contrario, elas sempre estavam ali quando eu precisava e eu as amava do fundo do meu coração, mas a algumas semanas eu realmente parei para analisar nossa relação de amizade, antes nós apenas falávamos de coisas fúteis, como a roupa de alguém ou alguma fofoca nova sobre algum casal novo pela escola, agora elas ainda mantinham a mesma rotina, mas eu não podia acreditar que a menos de 1 ano e meio esses assuntos me prendiam e exerciam tal fascinação sobre mim que as vezes até esquecia das outras coisas a minha volta, tão presa em minha própria vida, em meu próprio mundo de coisas cor-de-rosa onde a minha maior preocupação era a roupa que eu iria usar no dia seguinte para poder vir a aula, depois que ele se mudou para a cidade, sua perspectiva mudou radicalmente e, num passe de mágica tudo o que antes lhe era fascinante perdera toda a graça, todo o brilho, todo o fascínio. Resolveu responder logo a Carly, pois se não sabia que seria muito pior, conhecia muito bem a amiga e sabia que se ela não obtesse logo uma resposta bem convincente de si faria um belo escândalo no meio do pátio da escola e chamaria toda a atenção dos presentes no local, escândalo, antes até achava graça dos ataques de histeria que a amiga tinha e até os apoiava de vez em quando, mas agora não sabia onde se esconderia caso ela resolvesse que faria uma gritaria em um local público ao lado dela e muito menos se fosse por ela, é era melhor responder de uma vez. — Tudo bem Carly, você está absolutamente certa, eu não ouvi nadinha, nenhuma palavra do que estavam dizendo OK? Não estou com muita cabeça pra isso agora, só quero ir pra aula, por favor. — era melhor dizer a verdade de uma vez por todas, eu bem sabia que minhas respostas deslavadas não iriam convencer nenhuma delas, ou seja, não adiantava mentir se eu ia ter que falar a verdade depois, seria perda de tempo e não estava afim de prolongar por mais nem um minuto aquela conversa desagradável, então pela primeira vez na vida parei para analisar minhas duas melhores amigas.
Carly era exatamente o que se podia chamar de patricinha e filinha da mamãe e do papai, sempre teve tudo o que queria, era popular na escola, seus pais eram engenheiros e se mudaram para a cidade 5 anos atrás por causa de um grade sítio de obras onde seria construído o mais novo condomínio de luxo da cidade, que segundo o prefeito precisava de mais moradia para atrair mais pessoas e com isso o progresso chegaria a cidade, lugar onde atualmente morava já que seus pais haviam recebido um apartamento novinho em folha assim que o prédio ficou pronto, era muito bonita, tinha que admitir, tinha cabelos lisos e negros cortados na altura dos ombros, olhos castanhos esverdeados, pele branca, um corpo curvilíneo e 1,65 de altura, queria ser modelo e talvez tivesse sucesso nessa carreira, afinal faria mais uso de sua beleza do que de seu cérebro, já que as notas dela não eram lá essas coisas, mas não estava dizendo que as modelos eram burras, mas sim que essa era a melhor opção para a garota em sua frente, gostava de usar roupas justas e chamativas, que ela dizia "valorizarem o seu corpo", era espalhafatosa e adorava ser o centro das atenções de todos a sua volta, descreve-la em duas palavras era fácil, fútil e egôcentrica, mas mesmo assim era sua amiga.
Tessie, por outro lado era exatamente o oposto da amiga morena, tinha cabelos loiros e muito cacheados pela metade das costas, olhos de azul turquesa estonteante, 1,60 de altura, era a mais baixa entre as três, muito bonita na sua opnião, mas era bem discreta e não gostava nem um pouco de ser o centro das atenções em que quer que fosse, não sabia como ela e Carly podiam ser amigas sendo tão diferentes, morava na cidade desde que nascera, seu pai tinha morrido quando tinha 10 anos e sua mãe era enfermeira no Hospital Municipal, geralmente se mantinha calada nas conversas que ela e Carly tinham, mas desde que ficou mais distante, ela começou a receber mais atenção do que queria da outra, mas tentava desviar-se de todas as investidas dadas por Carly e na maioria tinha sucesso, mas algumas vezes tinha que escutar o que a amiga morena tinha a dizer, mesmo que a contra gosto, não gostava de fofocas.
Sentiu-se extremamente bem quando o sinal tocou anunciando que as aulas começariam agora, não estava exatamente animada para ter dois tempos de Trigônometria com a Sra. Daves, mas era melhor do que ouvir todas as reclamações de Carly, pelo menos na aula poderia prestar atenção em outra coisa que não fosse seu tédio descomunal que estava sentindo naquela fria manhã de Segunda Feira, tudo que queria era que as aulas daquele dia passassem o mais rápido o possível para poder voltar logo pra casa e dormir para poder compensar o sono perdido na noite passada, fora dormir tarde por causa da mãe, que inventara, depois de beber umas taças a mais de vinho no jantar, que não estava dando atenção o suficiente para a filha e que estava com um peso na concsiência por isso, bem que tentou desconversar e dizer a mãe que estava bem, que não precisava se preocupar com ela, mas foi completamente ignorada pela mesma, teve que ficar durante duas horas e meia conversando com a mãe, passou por todos os campos de assuntos, desde coisas como, "Como vai a escola?" a coisas como, "Você ainda é virgem querida?", respondeu tudo o mais evasivamente que conseguiu, pois mesmo estando alta por causa da bebida enganar a Sra. Clarkson nunca fora fácil, parecia que ela tinha um tipo de sensor que começava a apitar, sempre que ouvia algo que tinha fundações duvidosas, mas dessa vez teve a sorte de a mãe estar um pouco alcoolizada, o que lhe deu uma boa ajuda nas questões que achava que não era muito confortável dizer o que realmente estava acontecendo como quando ela lhe perguntara como ia a sua vida amorosa e se estava gostando de alguém, não queria responder que estava perdidamente apaixonada por um garoto que parecia nem saber que ela existia, então achou melhor simplesmente responder que, como dizia sua amiga Tessie sempre que lhe faziam está mesma pergunta, seu coração estava fechado para balanço e que não tinha nada de interessante pela cidade ultimamente, apesar de que achava que se a mãe não estivesse muito sóbria não a teria convencido com essa mentira deslavada, fora que sua cara a entregava, nunca fora boa em contar mentiras, muito diferente de Carly, que mentia com uma naturalidade incrível, na maior cara-de-pau mesmo, mais uma diferença entre elas, precisava urgentemente pensar em seus motivos para ter virado amiga de Carly, pelo que me lembro, só me torneia amiga dela por que ela perecia ser legal e também por que Tessie, que era minha melhor amiga desde o jardim da infância disse que devíamos tentar enturmar a aluna nova para que ela não sofresse com a mudança de escola e cidade por qual estava passando, no final acabei me tornando tão amiga de Carly que deixei Tory um pouco de lado, mas apesar disso ela nunca disse ou reclamou de nada, mas agora eu não conseguia acreditar que havia deixado minha melhor amiga de lado por uma garota que olhando bem, não tinha nada em comum comigo, ou talvez tivesse, talvez eu fosse parecida com ela antes, por isso nos aproximamos tanto, ams gora não vejo nada de parecido entre nós duas, seria possivel eu ter mudado tanto em tão pouco tempo desde a chegada de um certo garoto a cidade? È, mesmo que ele não fisesse nem ideia de que eu existia, ele tinha uma grande influência sobre mim, agora era descobrir como ele exercera tal poder sobre uma garota como eu, apesar de que eu quisesse ter um grande amor na minha vida, não era o tipo de garota que sonhava que o seu princípe encantado viesse montado em um cavalo branco e me levasse para o seu castelo, onde formariamos a família perfeita e viveriamos felizes para sempre, apesar de tudo, eu tinha meus pés bem plantados no chão, sabia muito bem que o mundo e a vida nele não eram um conto de fadas e também sabia muito bem, que muito menos eu era uma princesa para sonhar com tal coisa, mas mesmo assim, olha-lo, mesmo que de longe me deixava tão tonta que por vezes cheguei a achar que estava babando, ele era meu princípe, viveriamos felizes para sempre, agora eu só precisava contar a ele, mas poderia fazer isso mais tarde.
— Turma, hoje faremos um pequeno teste surpresa — um gemido coletivo se ergueu da sala de aula — Mas antes que comessem a reclamar, vou arruma-los em duplas para que possam ter um desenpenho melhor do que o individual, espero eu. — disse a Srta. Bones elevando suas sobrancelhas negras perfeitas, enquanto observava o clima tenso que estava presente na sala, quase palpável, se dissolver enquanto um burburinho de animação se erguia com a mesma intensidade que a pouco todos demonstraram em protestar contra o "pequeno teste surpresa" que a professora anunciara, mas mesmo assim, a apreenção ainda estava presente no ambiente da sala, embora o teste fosse ser em dupla, todos conheciam os famosos testes supresas da Srta. Bones, geralmente mais dificeis do que os marcados, pois como ela dizia com sua famosa frase: "Na vida, ninguém vai avisa-los quando for haver qualquer teste, vocês tem que se acostumar com esse tipo de coisa".
As vezes eu parava para observar a Srta. Bones, ela parecia jovem demais para dar aulas para adolecêntes quando, se não se vestisse como uma executiva com seus terninhos italianos, poderia talvez se misturar com eles, ela não deveria ter mais que 25 anos, com cabelos negros lisos sempre presos em um rabo de cavalo baixo, um corpo esbelto, um rosto fino sempre marcado por uma expressão séria, e sempre equilibrada em cima dos saltos finos de seus scarpins, combinação que deixava uma legião de garotos babando pelos cantos da escola, nas suas aulas principalmente, mas muitas meninas juravam que ela tinha um caso com o treinador Marshow, mas acho que eram apenas boatos, ela não se daria a esse tipo de situação, tinha dignidade.
Ela lecionava História há dois anos, substituira o antigo professor o Sr. Louis, nunca tive aula com ele, mas sempre disseram ser um ótimo professor.
Já tinha cruzado com ele nos corredores algumas vezes durante o tempo em que dava aulas aqui. Era baixinho, de cabelos quase totalmente tingidos de branco pelo tempo, usava óculos de aros quadrados e estava sempre vestindo o seu inseparável casacão de inverno cor-de-areia, ouve até um boato de que ele não podia tira-lo porque estava colado em seu corpo, mas lógico que isso não era verdade e sim um pretesto para quem gosta de chamar atenção fazer um bom show para a sua plateia completamente sem cérebro.
O Sr. Louis deu a noticia de que se aposentaria na minha formatura do Ensino Fundamental, confesso que eu fiquei bastante desapontada, finalmente eu ia saber como era ter uma aula de História verdadeiramente boa, já que minha outra professora que me da dava aula no Fundamental, a Sra. Dood's, nunca nos deu uma aula que relmente prestasse para alguma coisa futura, tive que aprender por mim mesma o conteudo de Históriia por três anos para não ser reprovada nas provas de fim de ano, mas para a minha sorte eu sempre fui muito boa nessa matéria, ou eu teria me dado muito mal, o talvez não, já que todas as antas que estudavam comigo, que hoje são intitulados "Os Populares", que eu carinhosamente chamo de "Os Retardados", passaram de ano, mas eu aposto que os pais deles subornaram a professora para que ela lhes desse boas notas nas porcarias que eles chamavam de provas, mas isso não vem mais ao caso já que esse ano eu tenho certeza de que todos eles vão se ferrar, já que eu tenho certeza de que a Srta. Bones não ia aceitar suborno de pai nem mãe de ninguém, o que já deixava 45% da turma reprovada só nessa matéria, imagina só nas outras. A voz da Srta. Bones me tirou da minha pequena viajem até o passado quando ela chamou meu nome.
— Keyce, por favor, poderia se sentar junto com a Srta. Valentine? — eu me levantei instantâneamente e me pûs a caminhar para o fundo da sala onde minha "parceira" se sentava, parecia que ela ao menos tinha notado que a professora havia chamado se nome. Eu me sentei ao seu lado o que me pareceu chamar sua atenção a fazendo olhar para mim de uma maneira curiosa, bom pelo menos eu não iria ser ignorada, já era um começo. Katrina Valentine era uma garota ruiva que se mudara para a cidade haviam quatro anos, tinha vindo de New York, adorava Rock e Caveiras de todos os tipos e modelos, sua paixão era visível de longe, sempre estampada nas roupas que usava, mas ela não era aquele tipo de pessoa que se veste com roupas rasgadas e corentes por todos os lados, as estampas de suas roupas eram legais e modernas, eu gostava delas, as achava legais, criativas. Katrina geralmente ficava mais afastada das pessoas da nossa sala, costumava ficar com dois garotos mais velhos cujos nomes eu não sabia, mas eles se formaram no ano passado o que a deixara aparentemente sem amigo algum na escola, mas não parecia realmente se importar com isso, já depois que seus amigos foram embora ela ao menos tentou fazer novas amizades para compensar as antigas que tinha perdido. Katrina olhou para mim e surpreendentemente sorriu, eu me senti na obrigação de devolver o sorriso, ela estava sendo gentil, não me custava nada retribuir, custava?
— Você é a Keyce certo? – seus olhos amendoados pareciam vasculhar minha alma – Sou Katrina, muito prazer. – ela me estendeu a mão para me cumprimentar.
— Eu sei quem você é. – apertei sua mão estendida sobre a carteira – Sim. Sou Keyce e o prazer é todo meu. – não era bem isso que eu queria dizer, mas era o que me parecia mais adequado.
— Sei que não nos conhecemos muito bem, mas acho que seremos boas companheiras, até sinto que já somos! – eu nunca havia notado como Katrina era animada, lógico que eu nunca tinha trocado mais do que um “bom dia” com ela nesses anos, — Sempre quis conversar melhor com você, mas estava sempre acompanhada daquela sua amiga morena... Carly, certo? Ela não parece gostar muito de mim, por isso mantive distância, instinto de auto — preservação entende?
— Carly é muito seletiva com seu grupo de amigos, mas isso não quer dizer que ela não goste de você... ela só não se dá muito bem com pessoas “de fora” se é que me entende. – eu tinha certa noção do que ela queria dizer com “instinto de auto – preservação”, Carly não era uma pessoa muito fácil de se agradar.
— Não se preocupe com isso, já estou acostumada a esse tipo de reação que as pessoas tem, as vezes acho que é até melhor desse jeito, não me importo. – o jeito como falava, parecia não haver segredo algum por trás de seus cabelos ruivos, um livro aberto, livro este que eu podia explorar todas as paginas sem delimitações.
— Boa sorte senhoritas, sei que se saíram muito bem – a voz da Srta. Bones me trouxe de volta a realidade, ela postara a nossa frente o tão temido teste.
Notas finais
Bjossss.
TalithaMalfoy.
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