Os Caçadores De Mosquitos
4 Olhos de Rubi - Part. 3
Notas iniciais
Enquanto isso, em seu “majestoso” palácio, a soberana dos mosquitos esperava a tão ansiosa chegada de Gabrielly.
_ Tragam-me aquele porco, preciso esquentar os meus lindos pezinhos encaveirados. – Diz ela inclinando levemente a cabeça para trás e dando uma risada maquiavélica.
_ Sim vossa mosquiteza. – Diz o escravo indo em direção ao chiqueiro.
A rainha Mosquitita se senta bruscamente em seu trono esperando a chegada de seu porco, ela era diferente de todos os mosquitos já existentes, por isso ela assumira o mais alto cargo de sua sociedade.
----------------------------
Nesse mesmo momento um velho de olhos flamejantes observava Gabrielly que estava deitada em uma cama imersa em seus sonhos.
_ Ora, ora Gabrielly, tome isso, far-lhe-á bem. – Disse o velho estendendo-lhe um líquido viscoso. Gabrielly abre lentamente os seus olhos e olha assustada ao seu redor.
_ O que acabou de acontecer comigo? Eu estou sonhando? – Pergunta ela deixando transparecer o seu medo em sua voz.
_ Beba isso, e então irei te explicar tudo. – Diz o velho estendendo novamente o frasco.
_ O que é isso? – Pergunta Gabrielly cheirando o líquido e franzindo o nariz, aquilo tinha um cheiro horrível.
_ Apenas beba. – repete o velho. – Irá te fazer bem.
Sem mais nenhuma pergunta, Gabrielly sorve rapidamente toda aquela bebida nojenta e asquerosa.
_ Eca, isso tem gosto de barata! – Exclama-a.
O ancião levanta as sobrancelhas e pergunta:
_ Como você sabe o gosto que possui uma barata?
_ Eu já comi uma quando era criança – Responde Gabrielly com um tom de indiferença.
O mago arregalou os olhos, que do vermelho vinho passou para um azul intenso, então na mesma rapidez com que o fenômeno se iniciara, o velho começou a apertar a garganta.
Até que alguns segundos mais tardes seus olhos assumem a mesma cor de antes.
_Você está bem?-pergunta Gabrielly gaguejando.
_Sim... sim... eu só quis te mostrar, porém estou velho pra essas coisa e me custou caro, muito caro...- disse o mago entre tosses, por ter apertado demais sua garganta.
_Olha, eu não sei direito seu nome...
_Meu nome é Faducuso, para muitos sou o Mestre Faducuso, pode me chamar de... ah, você escolhe, não ligo muito pra essas coisas!- diz o Mestre, mexendo o seu caldeirão, tirando uma poção da mesma cor de seus olhos.
_O meu é Gabrielly, Gabi para íntimos.
_Ora, uma garota muito esperta. Olha aprendiz, eu estava tentando lhe mostrar o fenômeno dos olhos de rubi, estava vendo a cor dos meus olhos? Vermelho vinho, não?- pergunta Faducuso a encarando.
_Sim, eu acho um pouco estranho...
_É, entendo, foi difícil acostumar. Porém isso não vem ao caso, voltemos ao assunto. Você possui, assim como eu, os olhos de rubi, embora os meus olhos de rubi não sejam legítimos que nem os seus... eu os conquistei através de uma poção, que deu essa cor aos meus olhos, eles eram azuis... Eu consegui desenvolve-los ao mais elevado nível, sozinho! A tarefa foi árdua, porém com muito esforço consegui! Quando se possui os olhos de rubi, no estágio final, no mais alto nível em que você chega, a cor de seus olhos se transforma e ficarão iguais ao meus...- conclui o Mestre distante.
_É... mas pra quê eles servem?- perguntou Gabrielly com inocência, fazendo o mestre sorrir.
_Ora, você pode utilizá-los de várias formas, como... vejamos... você pode usá-los para ler o pensamentos de outras pessoas, apesar disso ser uma tremenda falta de educação e ser invasão de privacidade, mas não foi para isso que eles foram inventados, eles foram feitos acima de tudo para derrotar os encaveirados...
_Não compreendo- disse Gabrielly com a cabeça dando voltas com todas aquelas informações novas.
_Logo compreenderá, contar-lhe-ei uma história...
Fale com o autor