Notas iniciais
Essa é a primeira vez que postamos dois em um dia só, u.u, esse foi um dos melhores capítulos que fizemos, espero que gostem!
P.S: Yas e Dé, muito obrigado pelo seu comentário.

_Logo compreenderá, contar-lhe-ei uma história...

Gabrielly ficou em silêncio, assim consentindo para que o Mago continuasse:

_Uns três milênios atrás, nasceu dois irmãos, gêmeos, a mãe logo morreu no parto fazendo com que o rei, seu esposo, ficasse desolado, porém dedicando-se ao extremo aos seus dois filhos, que a mãe havia deixado no mundo. Esses filhos, de acordo com as leis que regem a vida cresceram, recebendo a mais fina educação, se preparando para assumirem o trono, porém a questão era quem assumiria o reino? O pai, estava em dúvida, entre Laurence e Clarence, afinal deveria analisar por suas personalidades, o rei sabia que sua vida estava prestes a se findar. Quem escolher? Laurence? Se escolhesse Laurence, sabia que ele visaria apenas o crescimento do reino, e se desse o trono a Clarence? Clarence era mais dócil e humano, porém era péssimo para administrar as riquezas. E entre a riqueza e o bem-estar do povo, o velho pai sábio optou pelo bem-estar dos súditos, concedendo a Clarence o trono.

“Na beira de sua morte, caído em seu leito, seus dois filhos se encontravam ali, perto dele, consolando-o. Ele sabia que cada um achava que seria o escolhido, os olhos de rubi... a quem ele daria? A Laurence ou a Clarence?.

_Pai! Não morra!- choramingava Clarence enquanto seu pai falecia lentamente.

_Eu concedo os olhos...

Laurence arregalou os olhos... então, quem seria o escolhido?

_Eu concedo...- o pai se esforçava para terminar a frase que concederia os olhos de rubi e o reino a um de seus herdeiros.

_Eu concedo... Clarence, você é o escolhido!- murmurou o pai, logo sendo sugada a sua última gota de vida.

_E os olhos pai?- perguntou Laurence alterado.

O velho não conseguia falar, apenas apontou para Clarence e ali se passou seu último instante.

O enterro ocorreu duas horas depois.

_Olha aqui! O que aquele velho pensava! Me deixou sem nada!- gritava Laurence, quando se encontrava a sós com seu irmão.

_Você me deve respeito, sou o rei... e você o súdito!- diz Clarence num tom de arrogância, será que o velho havia se enganado?

_Eu não obedecerei suas ordens...- Laurence estava revoltado.

_Então lute! Lute por esse privilégio!- gritou Clarence desafiador.

Ali se travou uma luta, a pior existente, entre dois irmãos se travara uma luta!

Na luta, ao mesmo instante, cego de orgulho e no intuito de matar seu próprio irmão, Clarence desenvolveu os Olhos de rubi no último estágio, aqueles olhos que seu pai havia lhe dado.

No final, Clarence havia derrubado seu irmão ao chão e encostado a ponta de sua espada em seu pescoço, porém não teve coragem de matá-lo, pelo mesmo um pouco de bondade restara em seu endurecido, amargo e sofrido coração.

_Eu o deixarei ir!- murmurou Clarence com suas vestes brancas voando ao vento.

_Eu juro por minha vida! Eu juro que voltarei e terei a chance de matá-lo! Você verá formarei um reino poderoso e matarei todos aqueles que se meterem em meu caminho.

Não se tardou para cumprir sua promessa, Laurence formando o erro dos mosquitos e achando a bola de gude, mandou Clarence para as profundezas do inferno, de onde saiu vivo, pois nem o demônio consegue deter o tamanho poder dos olhos de rubi...”- disse encerrando sua narração o velho.

_Mas o que essa história tem a ver com os olhos de rubi?- perguntou Gabrielly.

O grande mestre com lágrimas nos olhos, disse:

_Eu sou Clarence!

Notas finais
Comentem!!!