Os Caçadores: A Última Guerra
31 Briga
Notas iniciais
Em Leonor já era noite e eu estava muito cansado. Eu e os outros onze caçadores saímos para treinar e depois fomos para um restaurante. Quando chegamos no nosso prédio, ele estava todo em chamas.
Tikin, o misterioso palhaço mascarado, estendeu suas mãos além do manto preto e fez com que o fogo fosse apagado. Uma onda sonora silenciosa dissipou todo aquele fogaréu:
— Pronto. – comentou Tikin. – O fogo foi apagado.
William e Aghata, na frente de todos, estavam assustados e indignados:
— Quem foi que fez isso? – perguntou Aghata, planejando uma severa punição.
— Eu posso dar um jeito nisso. – William executou seu finale, imaginou o prédio como estava momentos antes dos caçadores saírem e fez essa imaginação se tornar realidade. O prédio ficou novinho em folha, mas mesmo assim ele estava intrigado, nervoso e assustado. Assim como todos os doze caçadores ali presentes.
Uma enorme rajada de fogo, vindo do chão para o céu, apareceu na frente de todos. Aquela coluna de fogo consistente emitia um grande poder mágico, sufocando alguns dos nossos:
— O que fizeram com meu fogo?! – perguntou Eliztopher, revelando que foi ele quem incendiou o prédio.
Tikin, não ligando para o sufocante poder mágico de Eliztopher, respondeu:
— Foi eu quem apagou o fogo. Com certeza você é um God-20. Thaylor nos disse sobre todos vocês e suas aparências. Fiquei ansioso para lutar contra você.
Eliztopher encarou aquela máscara de palhaço e olhou o corpo de Tikin de cima para baixo:
— Sagan?
Furioso, Tikin conjurou ondas sonoras em suas duas mãos e arremessou contra Eliztopher, jogando o longe suficiente para ele cair fora da cidade.
Fernanda olhou para Tikin e juntou o quebra-cabeça:
— Sagan? Então por isso que... eu senti que era você.
Tikin tirou sua máscara e seu manto negro, revelando-se:
— Eu sou Sagan, sim, Fernanda. Conversaremos mais tarde, mas como pessoas civilizadas. Eu posso adiantar uma coisa: eu sinto muito.
Sagan começou a voar com a ajuda de ondas sonoras flutuantes ao redor de seu corpo. Ele foi atrás de Eliztopher. Fernanda, ao mesmo tempo que ficou puta da vida por ter um antigo Yambakka em sua guilda, e pior, o Yambakka que a levou a perder um de seus olhos.
***
Eliztopher caiu em um gramado um pouco alto, o que amorteceu sua queda. Ainda vivo, ele se levantou e viu que Sagan estava chegando:
— Sagan! Quanto tempo!
— O que vocês estão fazendo aqui? O que querem nessa cidade? Estão procurando por mais magos? – perguntou Sagan, relaxando.
— Não! Encontramos todos os magos necessários. A God-20 está completa. Digo, estava. Thaylor se juntou aos caçadores e pelo visto você também.
— Eu recusei o convite de Blue para ser um God-20. Eu tenho meus próprios planos. Ser um caçador é um deles e agora eu o consegui.
Eliztopher começou a dar risada. Seu corpo começou a cuspir fogo direto da pele:
— Pena que você não vai sair vivo daqui, Sagan.
O mago flamejante começou a cuspir fogo contra o mago de som. Sagan foi atingido em cheio por aquelas chamas irregulares que sairam da boca de Eliztopher. Não sendo o suficiente para derrubar Sagan, Eliztopher ergueu as mãos e conjurou enormes bolas de fogo. Arremessou-as contra Sagan, criando uma enorme cratera dentro de um incendiado gramado. Eliztopher se aproximou, cantando vitória, mas Sagan o chutou longe. Um chute que acertou em cheio o estômago de Eliztopher, fazendo-o cuspir sangue.
Com a mão na boca para conter a hemorragia de seu estômago danificado que saia por ela, Eliztopher abaixou sua guarda e Sagan, com sua flauta, emitiu um leve som que entrou pela orelha de Eliztopher e percorreu todo o seu corpo:
— Pronto. Venci.
Eliztopher, sem perceber o que tinha acontecido, perguntou:
— Venceu? Não diga iss... – foi interrompido por um vômito de sangue crônico. Sagan, controlando a onda sonora que estava dentro do corpo dele, conseguiu explodir alguns órgãos.
Ele se aproximou do deus derrotado e se abaixou, encarando ele bem próximo de seu rosto:
— Esse é o poder de um deus? Está explicado por que eu não quis ser um de vocês. Eu sou Sagan Parker, o Deus do Som, mais forte do que todos vocês.
O corpo de Eliztopher começou a vibrar muito. Vibrou tanto que explodiu bem na cara de Sagan. Manchado de sangue, Sagan reclamou:
— Bosta! Vou ter que tomar um banho e depois voltar para Leonor. Não quero ver minha prima assim.
Prima? Quem era prima de Sagan? Espera. Sagan tinha sobrenome Parker. Então ele era primo de Fernanda, o que explica ele ter poupado sua vida. Estava tudo respondido. Sagan tinha se infiltrado na guilda para ficar próximo de sua prima. Usou um codinome e visual falso. Tikin na verdade era Sagan, primo de Fernanda.
***
Dentro da sala de reunião no prédio dos caçadores em Leonor, estávamos discutindo sobre Sagan e Fernanda explicou sua falha luta contra ele em Most City e seu grau de parentesco. Por alguma razão ela disse ter o perdoado e que perder um de seus olhos lhe concedeu um poder maior ainda, de escutar uma voz e garantir o uso de seu poder. Foi votado por unanimidade a permanência de Sagan na guilda.
Também foi designado para Lilly (Lilian), Jessy, Malena e Lari perambular pelas ruas de Leonor na defesa de novos ataques. O restante iria proteger o prédio de Leonor. Thaylor já estava saltando de prédio em prédio, telhado em telhado, terraço em terraço, na procura de inimigos. Ainda não tinha aperfeiçoado sua magia de localização a longa distância, mas sentia a presença de perigosos inimigos ao redor da cidade.
Sem perceber, Malena se aproxima de Trista, o Deus da Dissipação, aquele sem camisa e de cabelo verde. Ao chegar perto dele, perto de uma esquina, Malena sente seu corpo fraco e uma sensação de desproteção aterrorizou sua mente. Fraca, ela encarou o olhar daquele garoto aparentemente frágil, com uma aparência juvenil:
— Oi. – cumprimentou ele, colocando a mão na cabeça de Malena, que estava de joelhos diante tal magia. – Acabei de dissipar sua magia. Enquanto estiver perto de mim, você é apenas uma humana. E odeio humanos. — Com apenas um movimento circular com a mão, Trista quebra o pescoço de Malena, deixando ela cair lentamente naquele asfalto gelado, morta.
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