Notas iniciais
Resolvi adiantar o capítulo, pois está demorando muito para o dia 4 e não quero fazer vocês esperarem tanto.

Diante o ataque de dois God-20, William e Aghata resolveram separar a guilda. Era certo que a cidade estava sob ataque e precisaríamos cuidar de tudo.

Alguns de nós começaram a vagar pelas ruas sozinhos, outros em duplas. Eu estava sozinho e com um pouquinho de medo. Não sabia o que encontrar pela frente. Quem encontrar pela frente, na verdade.

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Lari e Jessy, as duas novatas, resolveram caminhar juntas. Como era tudo novo para as duas, elas estavam um pouco intimidadas com a situação:

— Eu não imaginava me tornar uma caçadora em um momento como esse. Realmente eu sou azarada! – lamentou Jessy, andando no centro da cidade, olhando para aquelas lojas de roupa e tudo mais.

Toda elegante e descolada, Lari continuou caminhando, discordando de Jessy:

— Eu não acho isso uma verdade. Momentos difíceis sempre existiram em uma guilda como os caçadores. Esse momento é um desses.

Jessy interrompeu a caminhada e pegou as suas duas espadas (espadas grandes e bem afiadas):

— Tem alguém se aproximando. Merda! Alguém com um poder mágico muito grande.

Lari respirou fundo e também sentiu. Um pouco receosa, perguntou:

— Devemos chamar alguém?

— Lógico que não! Todos da guilda se espalharam. William deixou bem claro que se encontrássemos algum inimigo não poderíamos correr e sim tomar conta da situação. Somos duas! Essa pessoa está sozinha!

O chão daquele centro começou a escurecer misteriosamente. As flores contidas entre as praças dali morreram repentinamente. Era Epos, o Deus da Morte. Ele estava se aproximando cada vez mais das duas e quando viu elas ele parou de caminhar. Fechou o seu livro, até então não sabíamos de um mago com um livro exceto eu, e reclamou:

— Que bosta. Duas meninas. Que tédio. Vou embora.

Quando ele se virou, Jessy se aproximou com tudo com suas duas espadas. As pontas delas começaram a jorrar Chi e ela tentou um corte em “X” nas costas de Epos. Tão forte o golpe que os cortes de Chi acertaram várias lojas, criando uma explosão azul que deixou uma enorme nuvem de fumaça.

— Caramba! – comentou Lari. – Essa magia... que elegante!

Jessy guardou as espadas, achando que a luta estava ganha, mas Epos apareceu bem atrás dela, com o livro aberto e emitindo uma luz vermelha:

— Não há como um Deus da Morte morrer. Suas espadas são ruins. Típicos de uma menina. Frágil.

Jessy não pode se mexer. A magia de Epos, do nada, cresceu exponencialmente, como se fosse outra pessoa bem mais forte ali. Jessy estava imóvel diante tanto poder mágico. Suas espadas caíram e Epos pegou uma delas. Quando ele tentou acertar o pescoço de Jessy, Lari congelou a espada e a mesma quebrou quando atingiu Jessy as costas, fazendo-a desmaiar:

— Você fez sua amiga cair. – reparou Epos, estranhando aquela magia.

— Eu não fiz por mal. Ou era desmaiar por causa de uma camada de gelo quebrada em suas costas ou era morrer pelo corte de sua própria espada. Isso não é nada elegante.

— Esse papo de elegância. Meninas são tão... – Epos foi interrompido pelo fato de Lari criar uma imensa espada de gelo, com um corpo bem extenso. Tão grande a espada de gelo que ela estava bem longe de Epos, mas conseguia tocar a ponta afiada daquela espada de gelo no pescoço de Epos.

— Você vai ter uma morte elegante.

— Você disse morte? – perguntou Epos, desaparecendo e reaparecendo atrás de Lari. Uma cotovelada lançou ela longe. Quando ela atingiu a parede e em seguida caiu no chão, seus olhos ficaram esbranquiçados e o local começou a nevar. Apenas ali, naquele pequeno raio.

Com neve caindo sobre um chão de flores mortas e destroços, Epos abriu o seu livro, tocou em uma das páginas e depois o fechou:

— Eu escolhi um bem fraco. Não posso usar minha força total contra uma garotinha.

Se recompondo do golpe, Lari o criticou:

— Você esnoba tanto garotas assim? E que diabos de livro é esse?

— Eu odeio meninas. E respondendo sua outra pergunta, eu sou o Deus da Morte. Neste livro contém magos mortos. Cada página corresponde a um mago que eu mesmo matei ou encontrei o corpo. Quando eu toco na página de um mago, eu obtenho sua magia.

— Então você está por trás dos corpos desaparecidos?

— Sim! Precisei fazer isso para construir um novo livro. Esse é o meu terceiro. – mostrou o livro para ela, que o congelou no mesmo instante. – Você congelou meu melhor livro! Como você consegue congelar as coisas tão facilmente e de uma distância tão grande? Depois que eu matar você, te colocarei em uma página minha. Infelizmente de um livro antigo, já que você congelou esse.

Lari, irritada, gritou:

— Chega de falatório! Eu vou acabar com você!

Inúmeras bolas de neves revestidas por grossas camadas de gelo caíram do céu em direção à Epos, que desviava acrobaticamente de todas. Ele era tão rápido que mesmo desviando de todas conseguiu se aproximar de Lari, sem ela perceber, e golpeá-la com um soco em seu rosto. Lari foi capotando ladrilho a baixo, se ralando inteira. No fim da descida, tinha um caminhão. Ele obstruiu aquela queda que parecia não ter fim. Lari tentou se levantar, mas estava toda machucada e quase sem forças:

— Por isso eu não gosto de meninas. Todas frágeis.

Uma risada bem atrás de Epos chamou sua atenção. Jessy estava no meio de uma gigante cortina de Chi (poder mágico puro e visível, semelhante a chamas azuis – tipo chakra):

— O que dizer de um machista ser derrotado por uma menina?

— Mas já acordou?

Com um sorriso bem falso, ela respondeu:

— Finale: Blade Castle!

Um castelo de vinte metros de altura surgiu atrás de Jessy. Um castelo bem medieval. As espadas dela ficaram cobertas de um Chi branco, e seu corpo inteiro ficou coberto de tribais brancos:

— Que poder é esse? – perguntou Epos, sentindo a intensidade da magia mais forte de Jessy.

Ela, sem querer esconder nada, respondeu:

— A minha magia se chama Cut Script. Eu sou especialista em lâminas e cortes usando Chi. Com meu finale, eu posso ter mais liberdade dessa magia.

Epos sorriu:

— Que bom. A sua magia também é impressionante. Eu vou colocar você também no meu livro. – ele levantou o braço e mostrou o livro. Jessy deu uma leve mexida em suas espadas e o braço esquerdo de Epos foi arrancado de seu corpo. – V-Você! Como? Ai!!

Uma grande quantidade de sangue saiu de Epos, mas ele não se desesperou. Jessy apontou suas espadas para céu e depois abaixou as duas, criando um arco de Chi. Esse arco foi lançado contra Epos, que na metade do trajeto se tornou um milhão de lâminas. Todas acertaram o corpo do Deus da Morte, mas ele continuou em pé.

Lá de baixo, Lari assistia tudo e se perguntava:

— Por que ele não morre? Quem é esse cara? Essa magia de Jessy! Uma magia tão ofensiva não consegue tombar um mero mago?

O corpo de Epos, por conta das milhões de lâminas, se despedaçou em milhões de pedaços. Uma chuva de sangue caiu sobre o seu livro, aberto, que após isso começou a se transformar em uma pessoa – alta, com asas negras, um enorme vestido branco, um par de chifres e cabelo branco, bem ondulado, chegando até o pé:

— Esse é a verdadeira aparência do Deus da Morte! Finale: Reposer En Paix.

Notas finais
Como eu não respeito muito cronogramas, próximo capítulo já já está aí.