Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira

9 Capítulo 9 – Maya, o pupilo de Sagitário


Notas iniciais
- Teba é o local onde os Cavaleiros de Sagitta costumam ser mandados para treinar; - Ra's Al Hague é o nome da estrela alfa da constelação de Ophiucus; - Polis é uma das estrelas da constelação de Sagitário; - Sositeu é o nome de um escritor de tragédias. O mesmo fala sobre a mitologia de Sagitário

Shee finalmente retorna ao salão principal da casa de câncer e se encontra com sua mestra, Acubens de Câncer. Porém, Jacinto, a brisa oeste do cíumes aproveita a chance para atacar a amazona de ouro desprevinida. Isso faz com que Shee eleve seu cosmo de uma forma impressionante. Os cavaleiros de prata saíam da casa de Escorpião rumo à de Sagitário, o primeiro deles a chegar é Maya de Sagita.

– Mestre Sagitário... — diz Altair olhando pra casa no topo da escadaria.

Maya chega ao topo das escadarias e segue adentrando a casa. Enquanto caminhava pela casa zodiacal, Maya se lembrava do passado.

[Teba, Egito... 15 anos atrás...]

Uma jovem de cabelos escuros como a noite e olhos azulados carregava uma criança de colo. Ela passeava por uma feira em meio às areias do Egito. A criança, que ainda não tinha idade para falar apenas chorava.

– Calma, Maya... — dizia a garota – Eu vou conseguir algo para que você coma.

A garota se via perdida, ela sabia que não tinha dinheiro. Ela encara uma banca de frutas e, ao ver o vendedor distraído, coloca o bebê em segurança e se aproxima da banca com cuidado. Ela então rouba uma fruta e tenta correr, no entanto, o feirante a segura e a levanta.

– O que pensa que está fazendo, garota?! — diz o feirante – Se quer comer de minha fruta tem que pagar!!!

– M-Mas eu não tenho dinheiro! Olha senhor... Por favor, me deixe ficar com essa fruta, apenas essa fruta!

– Sem mais nem menos! Guardas!!!

Diversos soldados se aproximam da confusão formada e pegam a garota pelo braço.

– Me soltem! O meu irmãozinho, ele... Maya!!! Maya!!! — dizia a garota sendo arrastada enquanto via o bebe chorando sem parar. Os guardas param ao ver um homem de cabelos grisalhos com uma aparência e trajes árabes.

– Por que estão levando essa garota? — pergunta o homem.

– Ela estava roubando frutas! Deve ser castigada! — respondia um dos guardas.

– E por que ela estava roubando? — diz o homem com uma caixa prateada nas costas – Chegaram a questionar?

– Não há o que questionar! Os motivos não importam, saia da nossa frente!

O guarda se aproxima do homem para empurrá-lo, mas o mesmo segura o braço do guarda e dá um mata leão. O outro parte para cima do homem que joga o guarda em suas mãos contra o outro e corre pegando a menina pelas mãos.

– Venha comigo, garota! — diz o homem.

Algum tempo depois, o homem entrega um pedaço de pão para a garota que divide com o bebê.

– Obrigada. — agradece ela ao homem que coloca a caixa prateada no chão e se senta ao lado dela comendo também – Você é um cavaleiro de Atena, né? — pergunta ela.

– Hm? — diz o homem comendo – Oh! Sim, sim! Você sabe sobre nós então, né?

– Sim, somente um cavaleiro de Atena é visto com uma caixa de metal dessas nas costas.

– Eu me chamo Ra's Al Hague.

– Essa é a estrela da Constelação de Ophiucus, não é?

– Sim, eu nasci sob essa constelação, ela quem me protege. — diz ele batendo em cima da caixa – Me diga, você gostaria de vir ao santuário comigo?

– Ir ao Santuário? Mas, o meu irmão... Ele é só um bebê.

– Eu entendo. Uma pena, poderia te deixar mais forte, para protegê-lo.

– Ficar mais forte para protegê-lo? Hm... — diz a garotinha levando a mão à boca e pensativa.

[Santuário de Atena, Grécia]

– Flechas luminosas!!! – Maya desfere sua técnica contra alguns Safiras que caem mortos no chão. Ele adentra um jardim – Mestre Polis... Foi nesse jardim que você me treinou. — Maya se vê cercado de Safiras à sua volta – E agora esse jardim que é tão sagrado pra mim está sendo profanado por essa escória...

– Como é?! — dizia um dos soldados – Vai pagar por essa ofensa!!!

Os soldados partem pra cima de Maya que tentava desviar dos golpes.

[Santuário de Atena, Grécia, 10 anos atrás...]

Os soldados do Santuário corriam atrás de Maya que acabara de invadí-lo.

– Invasor! Peguem o invasor! — gritava um dos soldados

– Hahahaha! Vocês são molengas demais! — dizia o garoto – Desse jeito não vão dar nem para o cheiro!

Maya esbarra em um homem que o agarra. Esse homem leva Maya consigo até a casa de Sagitário. Em um dos quartos estava Ra's Al Hague que tossia sem parar.

– O que está havendo aqui?! — dizia ele que agora mal tinha cabelo e parecia bastante doente.

– Se-Senhor Ra's, esse garoto invadiu o santuário dizendo que precisava falar com o senhor.

– Hm?

Depois de deixar o garoto entrar em seu quarto e começar a ouvi-lo, Ra's entrega um copo de água para ele.

– Então você era aquele bebezinho que não parava de chorar hein? — dizia Ra's – Como você cresceu! Hehehehe “cof” “cof”

– O senhor está bem?

– Oh, isso? Não se preocupe! É apenas a idade, meu filho. Eu estou impressionado, você se tornou um garoto forte, conseguiu escapar dos soldados com muita facilidade.

– Eu sei que fazem 4 anos desde que o senhor trouxe minha irmã. Eu só queria ver ela, ouço tanto falar dela. Eu nem mesmo me lembro do nome dela.

– Não me surpreende, você devia ter apenas 3 anos quando ela aceitou vir comigo treinar.

– Senhor Ra's, por favor, será que eu poderia vê-la? — dizia Maya.

O velho nega com a cabeça e faz cara de pesar.

– Infelizmente ela não está aqui. Eu a treinei o máximo que pude mas hoje já não consigo mais, não tenho forças. Sinto muito.

Naquele momento, aparece o cavaleiro de sagitário trajando sua armadura que escondia seu rosto e todo seu corpo.

– Oh! Polis, chegou em boa hora! — dizia o velho pedindo para que o cavaleiro se aproximasse – Este é Maya, veio procurando a irmã.

Polis não responde nada, apenas para de frente pro rapaz e o abraça forte.

– O-O que foi? — diz Maya – por que ele tá me abraçando assim?

Ra's olha um tanto constrangido, sem saber o que dizer, ele então pigarreia e diz:

– Polis, você treinaria Maya para ser um Cavaleiro?

– Hã?!!! — Maya fica assustado e surpreso – Eu?! Um Cavaleiro de Atena?!

– Você demonstrou um grande poder, sinto um cosmo muito forte em você, rapaz. Ser treinado por um cavaleiro de ouro é algo de grande honra e você poderia ficar aqui para ver sua irmã quando ela voltasse.

Polis então toca o ombro de Maya e o olha como se esperasse uma resposta.

– Eu aceito.

Os anos vão se passando. Maya vai treinando arduamente. Até que finalmente chega o dia do seu teste para ser um Cavaleiro de Atena. Ele estava no jardim da casa de Sagitário onde ele estava deitado de olhos abertos.

– Hm? Oh, é você Sositeu? — diz Maya ao ver o homem que um dia o levou àquela casa – O que houve?

– Mestre Polis esta a sua procura. Você já vai ser chamado para lutar.

– É... Mestre Ra's adorava esse jardim, às vezes sinto falta dele.

– É verdade, é uma pena ele ter partido.

Maya se levanta e repara num rapaz de cabelos castanhos com roupas de treinamento.

– Quem é esse? — perguntava Maya.

– Meu nome é Altair! Irei lutar pela armadura de Águia!

– Ele tem treinado com Mestre Polis também.

– Oh, entendo. — diz Maya tirando o sorriso do rosto.

– Soube que você também veio pro Santuário atrás da sua irmã. Pelo visto temos algo em comum.

– Hm... — Maya o olha sério e com certo desdém – Certo. Com licença, preciso ir até o coliseu.

Maya sobe ao Coliseu e fica de frente para seu adversário. Os dois então começam a trocar socos e chutes enquanto eram assistidos por Shion com a roupa de grande mestre e um outro homem do lado com roupas parecidas. Do alto do coliseu estava Polis de Sagitário e Altair observando tudo.

[Santuário de Atena, Grécia]

– Aquele foi um dia muito importante para mim...– pensava Maya enquanto se lembrava disso tudo – Foi ali que comecei a me sentir mais próximo de minha irmã. Sei que um dia eu ainda vou revê-la! É o que me impulsiona pra frente! Mestre Polis, você sempre acreditou em mim, terá orgulho de mim também! É isso o que me faz querer ser um Cavaleiro de Atena: minha irmã e meu mestre!– Maya explode seu cosmo desferindo seu golpe mais uma vez contra os soldados que continuavam a cercá-lo — Flechas luminosas!!!

As flechas passam pelos soldados de Safira que caem todos mortos ali também. Maya olha para o jardim que agora estava sujo de sangue.

– Mestre Ra's, me perdoe, não consegui evitar que seu jardim fosse manchado de sangue.

Maya pressente uma presença e olha para trás, ele vê Polis se aproximando dele.

– M-Mestre Polis, voltou finalmente.

Polis apenas concorda com a cabeça e toca a de seu pupilo o olhando com os olhos cheios de lágrimas. O Cavaleiro de Sagitário o abraça forte e Maya então entende que aquelas lágrimas eram as lágrimas de orgulho que um mestre sentia por seu pupilo.

Continua...

Notas finais
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