Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
10 Capítulo 10 – A misteriosa armadura é a lendária armadura de bronze!
Notas iniciais
Maya chega à casa de Sagitário para protegê-la, isso faz ele lembrar de seu passado e de como chegou ao Santuário de Athena. Shee finalmente retorna ao salão principal da casa de câncer e se encontra com sua mestra, Acubens de Câncer. Porém, Jacinto, a brisa oeste do cíumes aproveita a chance para atacar a amazona de ouro desprevenida. Isso faz com que Shee eleve seu cosmo de uma forma impressionante.
– Você... — Shee se enche de fúria e se levanta olhando pro inimigo – Vai me pagar por isso!!!!
O cosmo de Shee começa a transbordar de seu corpo. Diversas esferas espirituais começam a sair do chão e se concentrar nas mãos do garoto que as movimentam fazendo um círculo à sua frente.
– Turbilhão de Espíritos!!!!
Um enorme feixe de luz sai da casa de câncer, podendo ser visto de longe. Jacinto é coberto por um poderoso turbilhão espiritual que o engole por completo. Dentro do turbilhão, o safira pode ver diversos espíritos passando por seu corpo, o que o fazia sentir uma grande dor.
– Sei que você está aí dentro, Safira. — dizia Shee ainda com lágrimas escorrendo de seus olhos – Nesse momento você deve estar sentindo toda a dor dos guerreiros derrotados na casa de Câncer. Essa dor nem se compara à dor que estou sentindo agora.
– M-Mas isso é impossível! — dizia o Safira impressionado – Como conseguiu um poder tão terrível? Um cosmo tão grande assim?!
– Isso é o que acontece quando você fere alguém querido por um cavaleiro de Athena e desperta sua fúria!!! Queime... Queime meu cosmo!!!! AHHHHHH!!!!
Shee queima seu cosmo ainda mais, de uma forma tão intensa que faz o turbilhão aumentar ainda mais. Enquanto isso, Atla, o atual cavaleiro de Touro, adentrava a casa de Gêmeos.
– A Casa de Gêmeos... — dizia Atla – Quanto mais eu percorro ela, mais pareço longe de chegar ao fim. Pelo visto a história de que ouvi falar é realmente verdadeira. O Cavaleiro de Gêmeos é um dos cavaleiros de ouro com uma grande capacidade de criar ilusões. É um cavaleiro realmente admirável...
Alguns Safiras se encontravam no salão principal da sala de gêmeos. Eles se viam perdidos.
– Droga... — dizia um dos soldados – Onde diabos fica a saída dessa casa?!
– Desse jeito jamais alcançaremos nosso objetivo.
– O mestre não ficará contente com isso. — dizia um terceiro.
– Shh! Tem alguém vindo aí...
Passos eram escutados por todo o salão. Diante dos Safiras surge o cavaleiro de ouro de gêmeos com seu rosto sendo encoberto pelo elmo.
– Não perguntarei o motivo de invadirem a casa de gêmeos... — dizia o cavaleiro – Quero saber apenas uma coisa... Vocês querem tanto assim morrer?
– Como é?! — dizia um dos safiras.
– O único que morrerá aqui é aquele que ficar em nosso caminho!!! — dizia um outro que corria em direção ao cavaleiro logo em seguida.
O cavaleiro de ouro segura o soco do Safira com seu dedo indicador e em seguida desfere um pequeno raio de cosmo dourado lançando o safira para longe contra uma pilastra, o fazendo cair morto no chão.
– Acham mesmo que podem me derrotar com um cosmo tão minúsculo assim?! — dizia Gêmeos.
– Não subestime as Brisas de Eolos!!! — dizia um dos safiras. Em seguida, ele e os outros Safiras disparam contra o cavaleiro todos de uma vez.
– Muito bem... — dizia Gemeos – Se é assim que querem... — o cavaleiro queima o seu cosmo criando um poderoso arco dourado à sua volta – Arco Geminga! – Gêmeos lança o arco contra os adversários que são presos todos juntos. Eles resistem mas parecia não haver efeito algum – É inútil.. — dizia o cavaleiro – Esse é um arco magnetizado e concentrado. Aos poucos, suas células serão destruídas, esse é o destino que vocês merecem.
Atla continuava a correr pelo labirinto da casa de gêmeos até que vê um rapaz de cabelos curtos e em tom violeta como os dele e trajando uma roupa da época. O cavaleiro de Touro então para por um instante e o encara.
– Então você também invadiu a casa de gêmeos, Aldebaran? — dizia o rapaz.
– Você é o protetor desta casa... Castor de Gêmeos, não é? Preciso que me deixe passar.
– Como é? — dizia Castor – Se pensa que só porque é um cavaleiro de ouro eu deixarei que invada minha casa está muito enganado!
– Você não entende! — dizia Atla desesperado – Eu preciso chegar ao salão do Grande Mestre. Não há tempo para começarmos uma Guerra de Mil dias.
– Quando me tornei um cavaleiro, eu jurei proteger essa casa contra tudo e contra todos em nome do Mestre e de Athena.
– É justamente em nome do Mestre que preciso chegar até seu salão o quanto antes. Castor, eu sei o que eles querem aqui. O Mestre corre perigo.
– Como é? — dizia Castor preocupado.
Jacinto continuava a sentir a dor dos espíritos mortos na quarta casa zodiacal.
– Desgraçado... E-Eu não posso morrer aqui! Não para um mero aspirante a cavaleiro!!!
O Safira explode o seu cosmo desfazendo a técnica de Shee e em seguida desferindo a sua — Chama Circular!
Jacinto concentra chamas em suas mãos e as giram formando um círculo de fogo que lança contra Shee que cruza os braços para se proteger. Em seguida, o safira desfere o seu “Vendaval de Discos”, que faz com que o rapaz seja empurrado pra trás.
– Como é garoto, vai desistir de uma vez? Você realmente despertou seu cosmo, me impressionou, mas um cosmo como esse não é capaz de me impedir.
– Jamais... Jamais deixarei que você saia daqui, nem que isso custe a minha vida!
– Hahahahaha e o que você acha que pode fazer? Um poder desses não chega nem aos pés de um Cavaleiro de Prata, esses me deram muito mais trabalho que você!
– Eu vingarei a Mestra Acubens! A Mestra, ela... Ela me criou, sempre acreditou em mim. — dizia ele olhando para a Amazona que estava caída – Ela jamais me perdoaria se eu desistisse. Lutarei até a morte.
– Se esse é o seu desejo... ME DEIXE REALIZÁ-LO! VÁ DE ENCONTRO À SUA MESTRA!!! Chama Circular!
Shee é atingido pelo golpe cujas chamas o parecem engolir. Jacinto se aproxima do garoto que estava caído e aparentemente desmaiado.
– Tenho que admitir garoto, você foi durão. Espero de verdade que encontre sua Mestra.
– Obrigado. — diz Shee abrindo os olhos em seguida e o prendendo com suas pernas – Mas nem eu e nem minha Mestra precisamos nos preocupar com isso agora, não é mesmo... Mestra Acubens?
– Isso mesmo, Shee! — diz a Amazona se levantando – Omertá, o Ataúde do Silêncio!
Um caixão aparece diante do Safira que tentava se mover, no entanto, ele não consegue devido a técnica de Shee.
– O que diabos é esse caixão?
– O Omertá é um presente dado aos Cavaleiros de Câncer desde os tempos mitológicos. — explicava Acubens – No entanto, não é algo muito utilizado e adorado pelos demais, já a mim? Bom, é uma das coisas que mais gosto! Eu te farei uma pergunta e caso não responda, você será sugado pelo Ataúde.
– Como é?! Isso é sadismo! Me solte, garoto! Vamos!
– Ninguém pode escapar da minha armadilha! — dizia Shee.
– Vocês dois são loucos!!! Eu pensei que os cavaleiros de Athena fossem mais justos! — dizia o Safira desesperado.
– Hm... — Acubens e Shee se olham – Não!!! Hahahahahhaa Muito bem, me diga, qual o seu objetivo aqui? Porque invadem o Santuário de Athena? — questiona Acubens.
– Isso foram duas perguntas! Não responderei! Não deixarei que impeçam o plano do meu senhor!!!
– Que peninha... — dizia Acubens de forma irônica.
O caixão se abre e então começa a sugar Jacinto e Shee que o larga e escapa, o inimigo cai no chão e tenta se agarrar a ele sendo puxado cada vez mais.
– Não!!! Não!!! Eu não posso perder assim!!! AHHHHHHHHHHHHHH!!!!
Jacinto é sugado pelo caixão que se fecha e desaparece. Shee respira aliviado e então corre para Acubens que o abraça como uma mãe abraçando seu filho.
– Mestra! A senhora me assustou! Como foi bom sentir o seu cosmo naquele momento.
– Shee, você foi formidável. Que cosmo incrível que despertou.
– A senhora acha, Mestra?
– Sim, agora eu preciso explicar pra você sobre essa armadura de bronze.
– Armadura de bronze? Está dizendo que o corpo de Mi, o espírito que sempre me guiou é uma armadura de Athena?!
– Exatamente. Na primeira Guerra santa, nos tempos mitológicos, foram-se perdidas muitas armaduras e por isso nunca mais se viu um cavaleiro trajando elas. Esta é a armadura de bronze de Câncer Menor, a armadura protegida pelos cavaleiros de Câncer. Foi uma das armaduras a lutar ao lado da armadura dourada de Leão na primeira Guerra Santa.
– Então essa armadura foi tão importante assim, Mestra?
– Sim. O Cavaleiro de Câncer Menor se sacrificou para romper a barreira contra a Guerra Santa de Ares, o deus da guerra e permitir que o cavaleiro de Leão pudesse derrotá-lo nos tempos mitológicos. Shee, eu acredito que você foi escolhido pela armadura por ser a reencarnação desse cavaleiro.
– A reencarnação do Lendário Cavaleiro de Câncer Menor? — dizia Shee surpreso.
– Exatamente. Shee, honre esta armadura mais uma vez e quem sabe um dia, você se torne um cavaleiro de ouro como sempre quis.
– Mestra... — Shee abre um sorriso e então olha pra sua mestra com determinação – Sim, eu prometo.
– Então eu já te considero um cavaleiro de Athena. Agora vamos, precisamos ver se o Grande Mestre está bem!
– Certo!
Continua...
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