Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
12 Capítulo 12 – Aquele que sobreviveu à Guerra Santa
Notas iniciais
A história dentro da História – Parte 3
[Jamiel, 1735]
Um homem usando trajes comuns era visto de fora de um Palácio. Ele parecia enfrentar um cavaleiro de armadura laranja, o capacete do cavaleiro lembrava a cabeça de uma cobra, possuía uma capa feita do pelo de algum animal. Seu rosto era coberto por uma máscara, não era possível ver seu cabelo.
– Punho da Serpente de Gelo!– gritava o homem misterioso enquanto a imagem de uma serpente surgia atrás dele. Essa imagem passa a aparecer quando o homem lança gelo com os punhos.
– Cabelos Dourados da Morte!– grita uma voz vinda de cima da torre, fazendo com que vários fios surgissem e se prendessem nos braços e pernas do cavaleiro misterioso.
– Esses fios... — dizia o homem já de certa idade que olha para cima do palácio. Ele vê o rapaz de cabelos loiros e espetados pra cima. O rapaz tinha um rosto delicado e suave que parecia uma mulher no entanto. Vestia uma armadura em tons de prata e verde – É você, não é... Berenge de Coma Berenice?
– Hakurei – diz Berenge – Deixe que eu cuido desse verme.
– Co-Como é? — diz o cavaleiro misterioso.
– Você é o guerreiro deus Midgard, certo? — diz Berenge – Atena nos encarregou de impedir a você e o deus Loki, a quem segue!
– E como acham que farão isso?! — diz Midgard.
– Não se preocupe, essa luta já está acabada. — Berenge queima seu cosmo que começa a passar pelos cabelos ligados aos seus dedos – O meu cosmo logo atingirá o seu corpo, quando ele o fizer, seu corpo começará a queimar como se fosse corroído por ácido. — Dito e feito, o cosmo segue em direção a Midgard, o atingindo. Logo, o corpo de Midgard começa a se desfazer junto com sua armadura. Em seguida, Berenge salta e pára em pé ao lado de Hakurei.
– Sr.Hakurei, o senhor está bem? — pergunta Berenge.
– Sim, graças a vocês.
De dentro do palácio saem duas pessoas de cabelos loiros. Um possuía o cabelo curto porém cheio e o outro longo e cheio. O de cabelo curto trajava uma armadura de bronze com detalhes cinzas e pretos. O de cabelo curto parecia um tanto que machucado e estava apoiado nos ombros do de cabelos longos que o ajudava a andar.
– Atlas, você está bem? — perguntava o cavaleiro ao de cabelo curto.
– Berenge... Sim, estou. — ele responde ainda apoiado no de cabelos longos – Se não fosse pelo tremendo poder do Shion aqui eu estaria em grandes apuros.
Hakurei se aproxima do pequeno Shion e bagunça seu cabelo.
– Shion será o próximo cavaleiro de ouro de Áries, tenho certeza disso!
Após algum tempo, os dois cavaleiros estão descansados e Atlas tem sua armadura reparada.
– Acredito que vocês agora possam seguir adiante. — diz Hakurei.
– Sim, obrigado Sr.Hakurei. — diz Atlas – Tenho certeza que com minha armadura reparada e mais forte serei capaz de impedir os planos de Loki e ajudar Balder e os guerreiros Deuses que permanecem ao lado da justiça.
– Atlas, vamos. — diz Berenge – Jaô já deve ter ido para Asgard.
– Certo!
Os dois partem do Palácio da Restauração e seguem rumo a Asgard deixando Harukei e Shion sozinhos lá. Os dois entram novamente na torre e Shion se mostra curioso com algo.
– Mestre, posso lhe perguntar uma coisa? — indaga Shion.
– Sim, o que foi Shion?
– Mestre, me diga... Porque o senhor não derrotou aquele guerreiro Deus? O senhor poderia facilmente.
– Eu sei disso, mas aqui na torre está algo muito precioso que precisa de minha proteção.
– E o que é, mestre? — questiona o jovem garoto de 10 anos.
Harukei se aproxima de uma mesa e puxa uma gaveta retirando uma caixa de porte médio com o símbolo de um vento.
– Isso aqui... — Ele se aproxima de Shion e a abre. O conteúdo não é mostrado mas notava-se que brilhava bastante – Shion, meu discípulo, você em breve se tornará o cavaleiro de ouro de Áries e um dia herdará o título de Grande Mestre, eu tenho certeza disso. Por isso, há uma coisa que preciso lhe contar...
A história dentro da História – Fim
Atla de Touro, adentra a casa de Gêmeos que foi invadida pelos soldados Safiras. Atla dá de cara com Castor de Gêmeos e explica os planos dos Safiras e que o Grande Mestre corria perigo. Após a luta na casa de Câncer, Shee parte para o salão do Grande Mestre com sua mestra, porém, a mesma decide que era melhor o rapaz ir ao Palácio da Restauração em Jamiel para que sua armadura fosse reparada. Horas passadas, Atla e Castor chegam ao Salão do Grande Mestre mas não o encontram, ao invés disso derrotam alguns Soldados Safiras, mas acabam se deparando com Zéfiro, o Vento Oeste.
[Jamiel, 1843]
Shee chega finalmente a Jamiel, ele termina de escalar a enorme montanha onde localizava-se o Palácio da Restauração. Em suas costas estava a caixa de Pandora da Constelação de Câncer Menor.
– Ufa... achei que jamais chegaria aqui... Como é alto! — dizia Shee arfando – Não posso perder tempo, Mestra Acubens conta comigo!
Shee vê mais adiante uma ponte. Ele começa a se aproximar dela quando começa a ter a sensação de ser observado. Ele para, olha pros lados mas não vê nada. De repente ele percebe um movimento muito rápido e desvia.
– Mas, o quê...?!
Shee fica espantado, sem poder acreditar no que seus olhos viam. Ele se pergunta se estaria ficando louco ou algo parecido, diante dele apareciam 4 golens de pedra.
– Droga, mas o que diabos está acontecendo aqui?! Como isso é possível?! — Diz ele sem entender nada.
Shee então queima o seu cosmo e começa a enfrentar os Golens que passam a surgir cada vez mais.
– São muitos! — dizia ele se vendo cercado por vários golens de pedra – Desse jeito eu não vou chegar nunca ao palácio! — ele desvia de um soco – E minha armadura não vai suportar tantos Golens assim... Droga, o jeito vai ser lutar sem ela!
O garoto desprende a caixa de suas costas a fazendo cair no chão e então corre na direção de um dos Golens.
– Vamos lá!!! Ahhhh!!!
Os golens partem pra cima do cavaleiro desprotegido que queimava seu cosmo cada vez mais e mais para desviar dos ataques, porém um dos golens consegue atingir a boca do estômago do rapaz que é lançado pra trás contra uma pedra.
– Desse jeito eu é que não vou aguentar... — Shee fecha os olhos e se concentra. Ele queima o seu cosmo enquanto os golens partiam todos pra cima do rapaz – Vamos lá... Vamos lá... Queime! Queime até o infinito! — diz o rapaz se concentrando ainda mais – QUEIME COSMO!!!!
Várias energias espirituais começam a sair do abismo embaixo da ponte logo adiante. Elas voam em direção a Shee e o começam a circular, formando uma barreira de proteção.
– Posso não poder usar minha armadura, mas isso não quer dizer que estou desprotegido... E aí, Golens? Gostaram da casca do Câncer Menor?! Então vocês vão gostar ainda mais do meu Turbilhão de Espíritos!
Shee utiliza sua barreira espiritual e lança ela contra os Golens ali formando um enorme turbilhão que faz com que os monstros se desfaçam. Ele escuta palmas logo em seguida e, quando a poeira causada pelos destroços dos Golens abaixa vê um homem de cabelos compridos penteados pra trás, um pouco espetados pro lado e de um azul claro. No lugar de sobrancelhas, ele possuía dois pontos negros em sua testa. Ele usava uma capa branca nas costas com fundo vermelho. Ele usava vestes comuns do povo de Jamiel.
– Meus parabéns, você conseguiu derrotar meus Golens.
– Então você é o responsável por esses monstros?!
– Peço desculpas por isso. Como guardião do Palácio da Restauração eu precisava me certificar de que você não era um Soldado Safira.
– Guardião do Palácio? — diz Shee – Então você é...
– Isso mesmo! — interrompe o homem – eu sou Caeli de Cinzel.
[Salão do Grande Mestre, 1843...]
As mãos de Castor se movem sem que ele queira e então começam a enforcá-lo. O cavaleiro olha para Atla como se pedisse desculpas. Atla sem poder se mexer o olha desesperado.
– Ca-Castor... — diz ele com dificuldades.
Castor começa a perder um pouco dos sentidos e a enfraquecer. Aos poucos ele cai no chão quase que desmaiando. Naquele mesmo instante, Acubens aparece atacando Zefiro que desaparece da frente dela e reaparece atrás dando um soco na amazona. O impacto no corpo dela é tão grande que a faz cair sentada.
– Outra idiota que tenta intervir no caminho de um semi-deus? — diz Zefiro – Tola humana, porque não desiste? Essa luta sem sentindo não os levará a lugar algum.
– Droga... – pensava Acubens – se eu não tivesse sido acertada tantas vezes por aquele Safira na Casa de Câncer, preocupada com Shee, não teria sido derrubada tão facilmente agora. E-Eu preciso de mais forças....
Acubens começa a sentir um cosmo quente, ela então olha na direção de Atla.
– Acubens, – pensava Atla enquanto olhava para a amazona – Eu te darei um pouco do meu cosmo.
– E-Eu também... – pensava Castor – antes que eu perca meus sentidos, fique com o que resta do meu cosmo.
Os dois cavaleiros de ouro queimam seus cosmos fazendo com que eles se espalhem e se fundam ao da Amazona que se levanta.
– Hm? — surpreende-se Zefiro – Amazona de ouro, você ainda tem forças? Estou admirado, porém, triste. Não gostaria de tirar sua vida.
– Não diga bobagens, eu não vou perder pra quem quer que invada o Santuário! Sinta o poder de 3 Cavaleiros de Ouro, semi-deus! Chamas Demoníacas!
Acubens incinera seu cosmo junto com os dos dois cavaleiros de ouro e as lançam contra o semi-deus que é atingido em cheio e começa a pegar fogo. Acubens arfava.
– Arf... Arf... Consegui...
De repente um movimento é visto e o fogo se dissipa no ar.
– Amazona de Ouro – dizia o semi-deus cuja armadura não parecia haver danos – Você é mesmo herdeira daquele que ousou desafiar um semi-deus. Não se preocupe, eu não esquecerei do que um cavaleiro de Atena é capaz!
Zefiro começa a desaparecer como uma brisa no vento, dizendo algumas últimas palavras.
– Porém, suas tentativas foram inúteis, neste exato momento, alguém já cuidou de conseguir o que queríamos! Hahahahhaha
– Como é?! — diz Acubens caindo de joelhos no chão – quer dizer que todo nosso esforço foi inútil?! — diz ela socando o chão e chorando.
Algum tempo mais cedo, o Grande Mestre estava nos fundos do salão, acompanhado.
– Mestre, o que fazemos aqui? — dizia Alrisha – O senhor está correndo perigo, não vê?
– Sim, apenas vim pegar o que os invasores querem. — respondia o Grande Mestre se virando para Alrisha e mostrando uma caixa de porte médio em suas mãos.
Alrisha olha atentamente para a caixa e percebe que ela possuía o símbolo de um vento. Curioso, o Cavaleiro de Peixes pergunta:
– E o que diabos é isso?
– Algo de extrema importância guardado por muito tempo, missão que meu mestre Hakurei me incubiu...
[Jamiel, 1735]
– Há uma coisa que preciso lhe contar... — dizia Harukei a Shion ainda pequeno.
– Uma coisa pra me contar, mestre?
– Isso mesmo. — responde Harukei – Há muito tempo atrás, existia um Deus que vivia em sua própria Ilha, mas esta ilha não era uma ilha comum como qualquer outra, era uma ilha flutuante. O Deus que a habitava se chamava Eolo e sua ilha, Eólia. Por possuir laços familiares com Poseidon, o deus dos Mares, Eolo se aliou ao deus em uma guerra contra Atena nos tempos mitológicos. — explicava Harukei ao discípulo – Com a vitória de Atena sob Poseidon, os aliados do deus foram aprisionados. Como Eolos era muito perigoso com sua ilha, ele teve seu espírito aprisionado em uma Safira assim como seus filhos e sua ilha, Eólia, fora exilada desse mundo com o corpo do deus nela.
– Uau... — dizia o pequeno Shion impressionado – Então nessa caixa está...
– Exatamente, meu pupilo.
[Salão do Grande Mestre, 1843]
– ... A alma de Eolos! — diz o Grande Mestre.
– Então era aí que estava esse tempo todo. — diz Alrisha.
– Como assim, “Era aí que estava esse tempo todo”? Que quer dizer com isso?
– Que meu novo mestre ficará muito contente! — responde o cavaleiro.
– Novo mestre? Allas, não me diga que... — Shion pressente um ataque — Muralha de--!
– Névoa de Sangue!– diz Alrisha antes que Shion pudesse se defender. Ele faz com que todo o local ali fosse infestado com uma névoa vermelha, fazendo com que Shion começasse a tossir e cair fraco no chão, desmaiando em seguida – Calma, calma... Em breve você se encontrará com meu novo mestre.
Continua...
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