Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
13 Capítulo 13 – A caminho do resgate!
Notas iniciais
A história dentro da História – Parte 4
[Santuário de Atena – 1480]
Um homem trajando a armadura de Áries subia as escadas do Santuário próximas à primeira casa zodiacal. Era um homem alto de pele morena, olhos castanhos claro e exuberantes cabelos brancos crespos, sendo que seu penteado consistia de duas vastas mechas divididas em sua testa cujo os cachos batiam em seu peito enquanto o resto de seu cabelo pendia sobre suas costas até a cintura. Via-se que estava machucado próximo de sua boca e sob o supercílio. Hakurei, ainda jovem nessa época, surge diante dele, preocupado.
– Avenir!!! — dizia Hakurei se aproximando correndo dele. O cavaleiro trajava sua armadura – Você está bem?!
– Estou, não se preocupe... — diz o cavaleiro de ouro – O mais importante é que eu quero que guarde isso. — Avenir entrega uma caixa com um símbolo de vento nela.
– O que é isso?
– Nessa caixa está guardada a alma do deus dos ventos.
– A alma de Eolos?! — diz Hakurei – Então vocês conseguiram derrotar o último aliado de Poseidon?!
– Ele foi incrível, meu irmão! — dizia um jovem vindo logo atrás, ele era idêntico a Hakurei.
– Sage! — diz o cavaleiro de prata se virando para ele – Meu irmão. Onde está Isósceles?
– Bem, ele... — Os dois cavaleiros de outro se olham tristes e então Sage apenas balança a cabeça em negação.
Sage fica triste e fecha os olhos e cerra os punhos. Avenir toca o ombro do rapaz.
– Ele era um Cavaleiro de Atena, morreu bravamente. Tenho certeza que ele ficaria feliz se sentíssemos orgulho ao invés de lamentar sua perda.
– É verdade, irmão. — concordava Sage – ele deu sua vida junto com sua armadura, se não fosse por ele, jamais teríamos selado o deus Eolos e seus ventos protetores.
– Vocês tem razão... — diz Sage – E falando nos outros ventos, onde eles estão?
– Isósceles deixou parte de seu cosmo no que sobrou da armadura de Triângulo. — comenta Sage – ela está em uma torre que construímos para manter os filhos de Eolos.
– Sage, Hakurei. — interrompe Avenir – Estou certo de que um dia vocês se tornarão o pilar deste Santuário, eu tenho certeza disso! Deixo com vocês a missão de proteger o caixão de Eolos.
Os dois olham para Avenir e então assentem com a cabeça.
A história dentro da História – Fim
Shion se via envolto por aquela névoa vermelha e ia percebendo que seus sentidos iam se enfraquecendo cada vez mais. Ele tossia cada vez mais.
– O quê... O que está fazendo... Alrisha?
– Calma, calma... — dizia o cavaleiro de Peixes se aproximando de Shion — Em breve você se encontrará com meu novo mestre.
– No-Novo mestre?! — diz Shion que olha em seguida para a caixa em sua mão – N-Não me diga que...?!
Alrisha aproxima sua boca ao ouvido de Shion.
– Descanse em paz... Shion. — Antes que perdesse seus sentidos Shion recolhe o máximo de cosmo que conseguia.
– Extinção Estelar!
Shion acumula seu cosmo que é liberado na forma de choques múltiplos e brilhantes, parecendo uma espécie de galáxia. Alrisha é atingido pelo ataque, engolido pela luz e então desaparece. O ex-cavaleiro de ouro cai no chão desmaiado em seguida. No mesmo instante, alguém se teleporta, apenas seus pés são mostrados, estavam cobertos por uma armadura brilhante feita de pedra preciosa na cor avermelhada. Esse alguém toca em Shion e os dois desaparecem juntamente com a caixa que estava na mão do Grande Mestre.
Algum tempo depois, Acubens se encontrava de joelhos no Salão do Grande Mestre dando socos e mais socos no chão. Notava-se as lágrimas escorrendo pelas laterais de sua máscara. Nesse momento, Ian, Kraisto, Altair e Maya adentram o salão.
– Mestra Acubens! — dizia Ian surpreso.
– Vejam, ali! — diz Altair.
– Mestre Aldebaran... — diz Kraisto – E Mestre Gêmeos também!
– A senhora está bem, Mestra Acubens? — pergunta Maya se aproximando da amazona, mas a mesma não consegue responder nada – E o Grande Mestre?
– Ele, ele... — Acubens olha para as próprias mãos, sentido-se impotente – Infelizmente não conseguimos salvá-lo.
– Como é?! — diz Ian se aproximando também – Mas, então o Grande Mestre...
– N-Não... — diz Atla se levantando com dificuldades – E-Ele ainda vive.
– Mestre Aldebaran! — diz Kraisto o segurando e servindo de apoio.
– Nós pr-precisamos ir atrás dele...
– O senhor não pode! — insiste Kraisto – Mal consegue ficar de pé.
– Afinal de contas, o que está havendo aqui? Quem são esses Safiras e o que eles querem? — pergunta Altair.
– São os guerreiros de Eolos. — diz um homem que acabara de adentrar o Salão. Ele trajava vestes parecidas com a do Grande Mestre, porém, ao invés de brancas, eram azuis com detalhes dourados e faixas vermelhas. O homem trajava um elmo semelhante ao do papa, porém de cor vermelha, no topo, havia a imagem de um dragão de mesma cor. O rosto era coberto com uma máscara escura, os olhos da máscara eram revestidos com fibra de vidro em uma cor escarlate. Podia-se notar pelos cachos de cabelos que saíam do elmo que ele eram cabelos negros, muito negros.
– M-Mestre Suplente!!! — diz Maya surpreso.
– Mestre... — diz Ian se ajoelhando diante dele, a única exceção era Kraisto que se mantinha de pé ainda servindo de apoio para Atla – O senhor disse Eolos? Esse é o nome do...
– Exatamente, o deus dos ventos. — concluía o Mestre Suplente. — Antes que eu explique o que está havendo, vamos esperar que os outros cavaleiros de ouro cheguem aqui, eu já os convoquei. Enquanto isso, vamos cuidar dos ferimentos desses três bravos cavaleiros.
Ele se aproxima de Acubens e estende sua mão gerando pequenas ondas e fazendo com que os machucados se amenizassem. Ele faz o mesmo com Atla e por fim com Castor que quando desperta olha ainda meio desnorteado para o salão. Os outros 10 cavaleiros de ouro se encontravam parados um de frente para o outro. Ele se levanta e pára de frente para o misterioso Sagitário. Do lado de fora, os guerreiros de prata esperavam, alguns já impacientes.
– Eu não entendo... — dizia Kraisto andando de um lado para o outro – Porque não podemos participar dessa reunião?!
– Tenha calma. — dizia Maya que estava escorado em uma das pilastras, de olhos fechados.
– Calma?! Estamos correndo contra o tempo aqui e ninguém nos informa de nada! — Kraisto então dá um soco em uma pilastra e, quando se preparava para outro, é segurado por Ian.
– Maya está certo. — diz o cavaleiro de escudo – Ficar irritado desse jeito não vai nos levar a lugar algum. O jeito é esperar.
Altair, que se sentia um tanto de fora do grupo, não dizia nada, apenas vira seu rosto para porta imaginando o que estaria acontecendo lá dentro.
– O que está dizendo?! — diz um rapaz de cabelos loiros e cheios. Ele trajava a armadura de Escorpião – O deus dos ventos estava aprisionado no Santuário todos esses anos?!
– Ei, acalme-se Shaula! — diz um rapaz de cabelos todos espetados e negros. Ele trajava a armadura de Capricórnio. O rapaz se aproxima de Shaula com uma pequena cesta – Aqui, tome esse doce!
– Doces?! — dizia Shaula indignado – Quem quer saber de doces numa hora como essas?! — O cavaleiro de Escorpião começa a esbravejar enquanto se contorcia pra cima do cavaleiro de Capricórnio.
Acubens puxa Shaula pelos ombros e o encara.
– Ficar brigando com os outros agora não adianta nada. Deneb está apenas querendo que você acalme os ânimos.
– E como você quer que eu acalme os ânimos ao saber que o Grande Mestre foi sequestrado?!
– E você acha que eu não sei? Eu estive aqui, eu enfrentei o inimigo e eu te garanto, ele é tão forte quanto nós, cavaleiros de ouro. — dizia a Amazona.
– Vocês querem parar de discutir e ouvir o Mestre Suplente? — diz um outro rapaz mais afastado. Ele tinha o cabelo curto e castanho, trajava a armadura de leão. — Mestre, o senhor dizia que durante a guerra contra Poseidon, a alma de Eolos, o deus dos ventos que se aliaria ao deus dos Mares fora aprisionada em uma safira?
– Exatamente, Zosma. — confirmava o mestre – antigamente acreditava-se que as safiras estavam relacionadas às almas dos seres, uma ligação tão forte que poderiam até mesmo aprisionar almas. Durante a guerra contra Poseidon, Avenir, nosso antigo cavaleiro de Aries confirmou isso trancando o exercito de Éolos e o próprio deus em safiras. Mas agora, ao que parece, os filhos de Éolos conseguiram escapar de suas prisões.
– Ao que pudemos comprovar... — dizia Sadal de Aquário – Durante as lutas nas casas, foi possível ver que os soldados podem evoluir e alcançar um poder quase que equivalente ao nosso.
– Eu diria que algo entre a patente de Prata e a de Ouro. — complementava Atla.
– Pior ainda, isso quer dizer que os filhos de Éolos são ainda mais poderosos. — comenta Castor com tom de lamento.
– Castor está certo. — afirma Acubens – o poder daquele Safira... Era igual ao de um cavaleiro de ouro, talvez até mais forte.
– Então o que devemos fazer está claro. — diz Shaula – Temos que enfrentar esses tais ventos.
– Não... — diz Atla – é arriscado demais. Se sairmos do Santuário, o inimigo pode acabar se aproveitando disso.
– Então o que sugere que façamos?! — indaga o Escorpião – Que deixamos isso nas mãos dos cavaleiros de prata?!
– Exatamente. — diz Atla.
– Como é?! Você é louco?! — dizia Shaula descrente – E o que te faz achar que eles não irão morrer lá?!
– Fé... — respondia Acubens – é a fé nos companheiros que fazem de nós, guerreiros de Atena, tão fortes.
– Acubens tem razão. — concordava o Mestre Suplente – Durante a guerra contra Hades, pude presenciar o poder da fé de nossos guerreiros. Uma fé no próximo tão grande que foi capaz de fazer o Cavaleiro de Pégasus elevar seu cosmo ao infinito e derrotar o deus do mundo dos mortos, não se esqueçam disso.
– Mas... — protestava Shaula.
– Está decidido... Informem os cavaleiros na outra sala de sua missão. Recuperar o Grande Mestre e impedir os planos desses guerreiros Safiras e seus ventos.
– Mestre,- diz Acubens – tem mais uma coisa que gostaria de pedir.
– Hm? E o que é, Acubens?
– Meu assistente, Shee. Quero ele nessa batalha.
– Amazona, isso é alguma brincadeira?! — se manifestava o cavaleiro de Áries – Primeiro enviar os cavaleiros de Prata, isso já é muito arriscado, agora quer que um simples assistente vá também?!
– Hamal de Áries, certo? — dizia Acubens – meu assistente despertou o cosmo durante as batalhas contra os Safiras e se não fosse por ele, eu não estaria viva, tudo porque baixei a guarda tolamente. Sei o potencial que ele tem.
– Acubens... — interrompe o Mestre Suplente – Entendo seu ponto, mas nesse caso devo concordar com Hamal. Nem mesmo um cavaleiro ele é.
– Mestre, tem mais uma coisa. Shee sempre foi capaz de falar com os espíritos. Um desses espíritos o guiou até os fundos da casa de Câncer. Enfim, nesse exato momento ele está em Jamiel, restaurando a armadura de Câncer Menor.
– Ainda assim, ele nunca recebeu um treinamento sequer! — dizia Hamal.
Uma grande comoção era ouvida do lado de fora pelos cavaleiros de prata que começavam a se preocupar.
– Mas... Que discussão toda é essa? — indaga Altair.
– Estou falando! — interrompe Kraisto – Chega! Eu vou invadir esse salão! Preciso saber o que está havendo!
Kraisto caminha em direção à enorme porta de ferro preparando para abri-la no chute se fosse preciso quando, naquele instante, Atla aparece a abrindo.
– Cavaleiros de Prata, entrem.
Eles o fazem e caminham até os degraus do altar onde localizava-se o trono papal. Em seguida os 4 se ajoelham.
– Ian de Escudo, Maya de Sagita, Kraisto do Cruzeiro do Sul e Altair de Águia... Por sua bravura e coragem diante dos recentes acontecimentos, deixo incumbido a vocês a missão de resgatarem o Grande Mestre. Vão à Torre dos Ventos e tragam de volta meu irmão. Essa é a missão de vocês.
– Mestre... — dizia Maya – Em nome de todos aqui, eu lhe garanto, voltaremos com o Grande Mestre e impediremos os planos do inimigo.
– Eu confio em vocês, agora vão... Vão Cavaleiros de Atena!
Maya, Ian, Kraisto e Altair se levantam e partem rumo a uma nova batalha. Eles sabiam que não seria fácil, talvez a pior batalha que já tivessem travado até ali, mas um cavaleiro com uma missão deve cumpri-la, não importa o que. Enquanto isso, em Jamiel...
– Ossu! — dizia Shee colocando a Pandora Box restaurada em suas costas – Obrigado por tudo, Sr.Caeli.
– Espero que consiga atingir seu objetivo, garoto. — diz Caeli com um sorriso no rosto.
– Eu irei, eu irei. — diz Shee confiante.
O garoto se vira e parte dali rumo ao novo caminho, o caminho de um cavaleiro.
Fim da 1ª fase
Continua...
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