Notas iniciais
Oi babies,prontas para mais um capitulo.
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Espero que apreciem.
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Bem como já falei em algumas respostas estou trabalhando no reencontro de Jake e Rneesmee porém há algumas coisas para acontecerem antes desse encontro, como já disse. Perdoem-me a espera, mas peço paciência, estou colocando muito tempo para fazer capitulos legais para vocês.
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Eu falo mais com vocês lá embaixo.
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Boa leitura.

Alícia manteve-se diante da jovem durante duas músicas devidamente tocadas, pessoas chegavam e saíam. A menina reparou que alguns deixavam cédulas e pratas dentro de uma boina verde virada para cima no assento em que a garota apoiava os pés uma vez que mantinha-se nas costas altas do banco de ferro. Alícia estava com seus olhos brilhando e cativos pela faceta daquela jovem que agora sorria ao tocar animadamente.

Assim que terminou o espetáculo as pessoas foram se dissipando até que a jovem dos cabelos loiros repicados desceu de onde estava e descansou seu violão no banco, deparando-se com os olhos ansiosos e encantados de Alícia presos em cima dela.

- Olá. — Cora disse amavelmente sentando-se e fitando a menina que lhe encarava com admiração e um sorriso afável.

- Oi. — A voz meiga de Aly amaciou os ouvidos de Cora. — Você toca muito bem, parabéns. — acrescentou baixo indo sorrateiramente sentar-se ao lado de Cora.

- Obrigada, você é linda. — A jovem sorriu embevecida pela beleza e simpatia da menina. -Você sabe tocar também? — Sondou observando o violão nas costas de Alícia.

- Sim mas não como você, adorei te ouvir. — Alícia respondeu fitando-a.

- Tenho certeza que adoraria de ouvir também. — Cora comentou retirando o dinheiro de sua boina e pondo-o no bolso do casaco de lã antes de ajeitar a boina em sua cabeça. — Eu sou a Cora, e qual seu nome?

- Alícia. — A voz de sinos da morena respondeu prontamente.

E sob as vistas curiosas da menina, Cora arrumava suas coisas para sair dali.

- Eu gostaria de te ouvir tocar. — A loira proferiu sorrindo para Alícia.

- Eu posso? — A menina animou-se e seus olhos foram cobertos pelo entusiasmo com as palavras de Cora que preencheram seus ouvidos como uma música revigorante.

- Claro, senta aí. — Cora chegou mais para o lado e deu espaço para que a menina se ajeitasse. Alícia curvou os lábios com júbilo mostrando o quão branco e contagiante era seu sorriso, logo nervosamente tirou seu violão das costas e arrumou-o em seu colo.

Sob o olhar ansioso e estimulante de Cora, Alícia passou a tocar timidamente e fitou a loira que sorria deslumbrada com a habilidade de Alícia de segurar o instrumento e vibrar suas cordas com destreza reproduzindo a música que ela mesma havia criado ao ouvir o ranger dos móveis certo dia na casa dos Volturi.

Aly tocava absorta ao parque em seu redor, estava imersa em sua música e o bem estar que ela lhe proporcionava, mas quando viu umas poucas pessoas olhando-a com admiração e contentamento, despertou-se e sentiu-se encabular parando lentamente de tocar logo desviando o olhar para suas mãos que apertavam o violão fazendo a ponta de seus dedos ficarem brancos.

- Qual o problema? — Cora juntou as sobrancelhas estranhando a pausa da menina. — Continua. — Incentivou-a.

Alicia enfim fitou-a embaraçada e com sua face ruborizada pela timidez. Cora então sorriu indulgente para ela.

-Eu sei que não deve está acostumada com o público, mas estava indo tão bem. — A jovem passou a mãos pelos cabelos de Alícia acarinhando suavemente. — Tente outra vez. — Incitou.

Um pouco receosa e acanhada Alícia retomou sua posição e tornou a tocar nas cordas de cedro. No primeiro momento fechou os olhos e sorriu com o ritmo sincronizado de seu coração a música, sorria tão abertamente que Cora alargou ainda mais seu sorriso maravihado com a forma extasiante que Alícia tocava.

Ao erguer as pálbebras vislumbrou outra vez pessoas com sorriso satisfeito e apreço no olhar, sentiu as bochechas corarem e a face esquentar mas não deixou-se intimidar. Quando finalizou a canção que tocava ouviu assobios e palmas, sorriu abertamente sentindo que o rosto ainda estava quente pela timidez, mesmo assim não acovardou-se. Manteve seu olhar brilhante e seu sorriso arrebatador agradecendo as pessoas que ali estavam.

- Viu como é bom? É só esquecer a galera e se envolver na música. — Cora comentou sorrindo enlevada pela graça de Alícia.

- Obrigada. — A voz de Alícia saiu fraca e doce.

- Estou aqui todos os dias, se quiser tocar comigo será um prazer tê-la aqui. — Cora afirmou por fim levantando-se.

Alícia assentiu e levou uns minutos sorrindo ali ainda sentindo o coração trepidar e logo em passos largos e alegres voltou para o lado de Alec que discutia com sua irmã.

- Graças a Deus essa menina voltou. — Jane suspirou aliviada ao contemplar o rosto sonso de Alícia assim que a mesma chegou ao lado de seu irmão.

- Se ela sumisse Alec, o papai comeria os nossos fígado, seu irresponsável. — Esbravejou a loira com o irmão que deu um breve sorriso para Alícia. — Deixar essa pestinha solta por aí, o que tem na cabeça? — Ralhou.

- Aly não disse para ficar nas minhas vistas? — Alec a repreendeu com um tom ainda suave ignorando a censura de Jane.

A menina abaixou o olhar e logo o ergueu pedinte:

- Perdão Alec, é que me distraí. — Desculpou-se e o loiro sorriu complacente.

- Tudo bem, o importante é que está aqui. — Disse Alec dando a mão a menina e seguindo para fora do parque sendo seguido por uma Jane reclamona .

-Vê se da próxima vez obedece pirralha. — Advertiu ao passar por Alícia e caminha agora a frente dos dois.

Seguiram para casa e em poucos minutos lavaram-se e prepararam-se para o jantar.

[...]

Poucos dias passaram e em uma tarde nublada onde o vento passeava em alta velocidade, Alicia observava bem as árvores que balançavam com a ferocidade da brisa, enquanto ouvia o som produzido pelo movimento dos galhos.

Ela cerrou os olhos e desejou poder tocar aqueles ramos que originavam ruídos tão agradáveis a seus ouvidos. Parecia uma música prestes a tocar animadamente, Alícia tamborilava os dedos na janela fechada com o intuito de acompanhar a passagem do vento entre as ramificações das árvores.

Em um rompante Alícia levantou-se e pegou seu violão que estava em cima da cama e sentada na mesma tentou imitar o som frutivo do vento batendo nos galhos. Nas duas primeiras tentativas a menina não obteve sucesso, o ritmo lá fora era oscilante demais. Sendo assim foi tentando até conseguir algo agradável e semelhante ao som que a aparazia. Aumentou seu sorriso embevecido e então pensou na garota do parque, ela tocava tão bem e havia lhe elogiando tão veemente que Alícia confortou-se somente com a lembrança de Cora e os demais que lhe aplaudiram encantadoramente satisfeitos com sua música.

Eram cinco horas da tarde, Alícia verificou no relógio rosa da cabeceira. Aquela era a hora que encontraria Cora no parque. Sem pensar muito a respeito a menina colocou apenas um suéter vermelho e saiu enérgica caminhando em direção ao parque.

Chegando lá logo avistou Cora exatamente como o outro dia.

- Olá Alícia. — Cora comprimentou-a sorridente.

- Oi Cora, está muito bonita hoje. — Alícia simpática logo sentou ao lado da jovem.

- Obrigada, você também está. Não sente frio? — Indagou fitando a menina de vestido e suéter.

- Um pouco, mas gosto de chuva e brisa. — Aly respondeu recebendo um sorriso amigável de Cora.

- Você me deixa tocar? — Alícia sondou com um sorriso sapeca.

- Sim, claro. — Cora respondeu sem pestanejar. Logo cedeu seu lugar a Alícia e ainda mais pessoas se juntaram ao pequeno público e outras que apenas passavam depositavam umas moedas para Alícia no gorro coral virado que pertencia a Cora que até o momento estava vazio.

- Assim você acaba com minha renda Alícia. — Brincou Cora quando a menina acabou de tocar.

- Ah, pode ficar. — Alícia ofereceu-lhe um sorriso condescendente.

- Não, esse dinheiro é seu, você mereceu. — Cora sem titubear rebateu e colocou as poucas moedas e duas cédulas nas mãos de Alícia.

A garota um pouco receosa aceitou e sorriu agradecida.

- Você deveria estudar música, é muito boa. — Disse Cora voltando ao seu lugar mas ainda fitando Alícia que estava agarrada ao violão com uma mão e segurando com dificuldade o dinheiro em outra. — Conheço umas escolas, se tiver interessada. — Completou.

Alícia somente ficou presa em seus pensamentos, se estudasse seria ainda melhor, poderia chegar a ser uma profissional. Aquele lampejo em sua mente acelerou seu coração, suas mãos formigaram e uma ansiedade percorreu em seu corpo, sua paixão pela música era tão solene que a ideia de participar de algo grande não a alarmava pelo contrário incitava-a procurar por saber mais daquela arte que lhe arrebatava.

Por fim Aly prestou atenção em Cora, ela já se ajeitava para partir.

- Já está indo? — Alícia sondou com consternação.

- Sim, já vai chover. Vê o céu? Está escuro. — Cora fitou o céu e Alícia a seguiu.

O céu estava acinzentado e o vento mais forte que inclinava grandes galhos denunciava a chuva iminente.

- Vá também Alícia, amanhã nos vemos. — Cora aconselhou deixando um beijo no topo da cabeça da menina antes de tomar seu caminho.

[...]

Quando já era visível a casa dos Volturi pingos grossos de chuva passaram a cair. Alícia não se importou com o gotejar gélido em sua face trazendo um frio afável junto e continuou a caminhar em seu ritmo ameno.

- Aly, fujona, ficamos preocupados, onde estava? — Alec ralhou, a verdade é que seus pais ainda não haviam chegado e Jane não sentia falta de Alícia, então ele somente falava por ele mesmo.

- Fui ao parque, perdoe-me. — Pediu ela já adentrando a casa com Alec em seus calcanhares.

A semana foi prazerosa para Alícia sobre tudo. Todos os dias Alec a levava ao parque, ele conversava com amigos e amigas enquanto Alícia dava a volta no parque, tocava e conversava com Cora para depois, por volta das dezoito horas, encontrar-se com Alec no lugar combinado. Definitivamente Alec assim como Cora havia se tornado seu amigo. Para Alícia isso era tão importante quanto necessário, pois desde que saíra do orfanato não tinha mais as amigas de sua idade tampouco via Nahuel com a frequência que gostaria, os amigos que tinha na escola nem se comparava a amizade estimada que tinha com Cora e Alec.

As tardes com a loira simpática e alegre lhe rendiam ótimas lembranças e sorrisos quando sozinha assim como as noites vendo filmes na companhia de Alec na grande sala deixavam seu coração apertado por saber que ali não era seu devido lugar e que a qualquer hora estaria em seu verdadeiro lar.

Alícia aguardava Cora finalizar mais uma canção enquanto perdia-se nos seus devaneios. Havia um pai que brincava com uma menina de 3 anos na relva úmida pela chuva da manhã. O sorriso da menina era tão contente quanto o de seu pai, Aly sentiu os olhos marearem pela cena. A menina corria para os braços do homem que tão prontamente a suspendia no ar para deixá-la novamente no chão e a menina acelerar os passos com as perninhas mais uma vez. Alícia assistia o quadro com devoção e desejo de compartilhar um momento simples como aquele. Era consciente de que com sua idade e tamanho uma brincadeira daquele gênero não seria viável, por outro lado ver a interação pai e filha ali, as semelhanças e felicidade a deixava com o coração apertado e choroso. A morena com as costas das mãos limpou rudemente uma lágrima grossa que desceu de seu olho embaçando sua visão para a cena tão graciosa de se ver.

- Aly, o que foi? — Cora indagou preocupada ao perceber a menina que chorava ao seu lado.

- Nada. — Aly murmurou controlando por fim suas lágrimas.

Cora seguiu o olhar da menina encontrando o mesmo pai com a garotinha de cabelos esvoassantes na corcunda andando graciosamente em círculos arrancando gargalhadas sonoras da filha.

A loira então olhou transigente para Alícia que sustentava um sorriso forjado na face enquanto ajeitava o violão no colo. Cora sabia que Alícia estava com a guarda provisória com uma família mas que acreditava fervorosamente que seus pais estavam em algum lugar e que no momento certo estaria com eles.

- Aly não fique assim, um dia você também estará com o seu e se divertirá tanto quanto ela, aguarde. — Disse Cora.

Alícia limitou-se a suspirar e começar a tocar uma canção serena e lenta. Sua alma doía.

- Sabe, se você crê tão cegamente e sente a verdade de seus sentimentos, deve ter fé. Deus não faria seu coração bater por algo que não existe, só tenha paciência, meu anjo. — Cora disse suavemente enquanto afagava os cabelos negros de Alícia.

A menina abruptamente parou de tocar deixando o violão de lado e logo abraçando Cora que a correspondeu imediatamente e sentiu-a molhar sua camisa com lágrimas constante e silenciosas. Alícia só queria desabafar o desalento e ansiedade que sentia naquele momento.

[...]

Já arrumada com um vestido azul simples e um casaco preto, levando um óculos escuros sobre a cabeça adornando seus cabelos ainda úmidos. Nessie tomava café na cozinha bem decorada e beliscava umas boachas. Aquele dia ela estava decidida a conseguir um apartamento, não fazia sentido alugar tanto Claire assim, mesmo que sua amiga insistisse para que ficasse, Renesmee queria estar em um lugar só dela, não queria ter aquela sensação de estar incomodando, memso quando Claire dizia e sentia ao contrário.

Renesmee estava entretida nos anúncios de aluguel no jornal sobre a mesa e ouvindo o rádio sobre a pia da cozinha que demorou a perceber que o telefone tocava.

Olá Renesmee, sou eu de novo o Nahuel, bem consegui os dados de umas crianças disponíveis aqui, gostaria que visse, me ligue quando puder.

Foi impossível Renesmee conter o sorriso caloroso, seu coração encheu-se de júbilo, seus olhos cintilavam de apreensão pelas novidades, largou absolutamente tudo o que fazia e sentiu o coração trotar enquanto levantava-se tentando coordernar mentalmente suas ações. A possibilidade de que aquele dia seria o dia em que encontraria finalmente sua filhinha deixava-a desnorteada.

Renesmee tão cedo foi tirada de seus devaneios quando observou Claire se aproximar. A morena estava pronta para o trabalho com um vestido solto branco e um sobretudo marrom, ela tinha as sobrancelhas erguidas e sua face expressava perplexidade.

- O que foi Claire? — Perguntou Renesmee curiosa a observando.

- A voz desse cara é muito sexy. — Disse ela com tom malicioso mordendo os lábios em seguida.

Nessie deu um risinho em resposta pegando sua xícara vazia e colocando-a na pia.

- Quando você for encontrá-lo, me leva? — Claire pediu ansiosa. — Ele é bonito? — seus olhos brilhavam pelo interesse.

- Claire! — Renesmee a repreendeu entre risos. — Vou ligar pra ele sim, estou ansiosa e você pode vir se quiser. — Respondeu casual partindo para a sala a fim de buscar o telefone e entrar em contato com Nahuel.

De soslaio Renesmee viu Claire sentar-se no sofá e observá-la pegar o telefone em sua base.

- O que foi Claire? — Renesmee indagou incomodada, sabia que Claire pensava algo por causa da ruga de procupação em sua testa além de sua face serena.

- Não sei Nessie, é que eu acho.... — Começou fitando as mãos. — Ah, deixa pra lá. — Disse Claire agora forçando-se a dar um sorriso para Renesmee esperando que a amiga encerrasse o assunto.

Porém não funcionou a tentativa de Claire em fazer Renesmee esquecer que ela estava ali. Nessie colocou o telefone novamente em sua base, colocou as mãos na cintura e estreitou os olhos enquanto fitava Claire com ceticismo.

- Ai Nessie eu acho que você deve ir até o Jacob, só isso. — Claire desatou as palavras de uma vez. — Quero dizer, ele tem todo o diereito de saber que tem uma filha, que você procura por ela, já pensou o quanto isso pode ser importante para ele? — Perguntou com eloquência.

Renesmee suspirou e sentou-se ao lado de Claire fitando-a e dizendo calmamente:

- Eu penso nisso todos os dias Claire, porém.... — Ela retomou o folêgo. — Eu não sei quem é o Jacob agora, eu não sei se lembra de mim, se quer saber de mim, eu não sei o que esperar quando me encontrar com ele. — Desabafou. — Não é como se fosse há oito anos atrás que eu tinha certeza do que esperar, agora eu tenho medo de encontrá-lo, é um medo bobo mas ele existe em mim e não posso ignorá-lo. — Renesmee curvou-se apoiando seus antebraços em suas pernas e sua cabeça repousou em suas mãos estendidas.

- Nessie, me perdoe eu não quero pressioná-la ou forçá-la a fazer algo, até por que não tem como isso acontecer mas eu estou de fora e vendo tudo com mais clareza, sei que tem medo e te dou razão nisso, mas não é só sobre você, há uma vida pequena, aquela menina precisa de pai e mãe Renesmee. Assim como, seja lá o que o Jake pense de você, ele tem uma filha e saber disso é direito dele. — Claire replicou suave e serena afagando as costas da amiga com a mão.

- Claire. — Renesmee ergueu-se e fitou a amiga que ainda acarinhava suas costas.

Claire devolveu o olhar com carinho e compreeensão lhe oferecendo um sorriso amigo e encorajador.

- Eu o amo. — Renesmee confessou com seus olhos flamejando de um sentimento perene e vivido. — E pensar que as coisas não estão como antes me dói o coração, tenho medo de não suportar. — Choramingou sentindo um bolo amargo vir de dentro de seu peito e pairar em sua garganta sufocando sua voz.

Claire abraçou a amiga passando-lhe o conforto e o apoio que Renesmee precisava.

- Oh Nessie, eu te entendo. — Disse ainda envolvendo-a em seus braços. — Mas pensa com carinho no assunto, Jacob e sua filha não valem o risco? — especulou fitando-a.

- Claro. — Respondeu sem pestanejar. — Eu sei que estou sendo egoísta, mas eu ainda não me sinto preparada, é como se a coragem que tive um dia tivesse se esvaído. — Lamentou-se com consternação fitando as mãos que entrelaçara sobre os joelhos.

- Não, sua coragem está aí dentro de você, está movendo céus e mundos para encontrar sua filha, que você nem tem ideia de onde esteja, mostra o quanto tem coragem para prosseguir e isso é admirável. — Claire contrapôs segurando em suas mãos a fazendo encará-la. — Vou te apoiar em qualquer decisão, mas pensa sobre isso. Se tudo estiver mudado ainda terá a mim e a sua filhinha. — Confortou-a com palavras e seu olhar cativante.

- Obrigada, Claire. — Nessie a abraçou brevemente. — Prometo pensar melhor sobre isso. — disse sorrindo.

- Eu espero que sim. — Claire levantou-se. — Bom, vou trabalhar, nos vemos a noite e não se preocupe com apartamento algum, você já morou aqui uma vez lembra? — Virou-se para Nessie e usou um tom afável. — Eu adoro dividir o apê com você amiga, não encana. — Piscou para Nessie que sorriu para ela, deu-lhe um beijo em sua bochecha e logo saiu.

Renesmee então respirou fundo. As várias possibilidades tortuosas e decepcionante faziam seu corpo tremer, seu coração contraía e relaxava angustiosamente lenta, sua cabeça girava e a tontura lhe atingia por pensar que a hipótese de ter Jacob jamais. Era querendo dissipar as ideias fervilhantes balançou freneticamente a cabeça e saiu do sofá buscando outra vez o telefone.

Nahuel estava partindo para fazer uma entrevista com um casal que estava querendo adotar uma criança, ele estava em seu carro e quando estava em um sinal, o celular de Nahuel tocou irritantemente e ele não tardou a atender:

- Senhor Jenkis? - A voz melodiosa e receosa indagou.

- Disse que poderia me chamar de Nahuel, Senhorita Cullen. — Respondeu sorrindo.

- Sim, Nahuel, então me chame de Renesmee também por favor. - Retrucou sorrindo.

- Prometo, mas me diga está tudo bem? - Nahuel prestava atenção no sinal que mudava.

- Sim, claro eu só liguei para agradecer seu empenho e saber quando poderemos ver esses dados que você disse que tinha para me mostar. - Renesmee despejou tudo, estava nervosa e esperançosa.

Nahuel sorriu diante da ansiedade da mulher, partindo com seu carro pela estrada.

- Faremos assim, se puder então, mais tarde nos encontaremos em meu escritório eu posso aguardá-la, ou se preferir encontre-me amanhã pela manhã, a Senhorita decide. — Disse.

Renesmee pensou por um minuto e logo rebateu.

- Quero ver isso o quanto antes. — deliberou.

Nahuel sorriu.

- Sim, pode me encontrar no conselho às 18:30?

- Está perfeito.

- Até mais tarde então Renesmee.

- Até.

Logo que desligou Nahuel sorriu involuntariamente estava se sentindo terrivelmente confortável e contente de estar ajudando Renesmee, decidiu que faria o possível e o impossivel para achar sua filha. Era mais que ser condescendente com as pessoas, naquele caso Renesmee o cativava inexplicavelmente.

Renesmee então aproveitou o dia para visitar alguns imóveis, pequenos, médios e simples, agradou-se em um tamanho médio no centro da cidade. O apartamento pertencia a um prédio de 4 andares, era bem localizado o condomíio e um preço razoável, mas Nessie optou por não fechar negócios aquela tarde, preferiu aguardar para ver mais alguns.

Quando terminou ainda faltava alguns minutos para o encontro com Nahuel, então aproveitou para ir a uma cafeteria perto do conselho. Sentou-se proxima a janela e suspirou, não querendo trazer de volta os pensamentos dolorosos que teve pela manhã resolveu buscar o telefone em sua bolsa e ligar para sua mãe.

Edward estava melhorando lentamente e eperguntando por ela todos os dias, informou Bella ao telefone. Renesmee preferiu demonstrar indiferença com as notícias de Edward, só de ouvir aquele nome a ferida em seu peito sangrava violentamente. Bella ficou embevecida ao saber a quantas andava a busca por sua neta e ficou entusiasmada em ir morar com Rneesmee e poder participar verdadeiramente daquela etapa ardua da vida de sua filha.

Após quase uma hora com sua mãe no telefone foi a vez de falar com Claire. Essa ligação foi um pouco mais rápida e agitada. A amiga reclamou com Nessie por não poder comparecer ao encontro com Nahuel e controlou-se nas objeções ao saber que Renesmee já tinha um alvo para fazer de residência.

Quando constatou 18:00 no relogio de parede a sua frente Renesmee deixou uma nota na mesa para pagar o café e completou o seu caminho chegando ao Conselho.

Nahuel que lia uns emails em sua sala logo recebeu uma ligação.

- Pois não Grace ? — Atendeu ele a secretária.

- Senhorita Cullen está aqui, posso mandá-la entrar?

- Ah sim. — Respondeu sorrindo e levantando-se. — Que entre imediatamente, obrigada.

Não levou um minuto para que Renesmee adentrasse na sala de Nahuel.

- Renesmee. — Nahuel a comprimentou estendendo-lhe a mão que logo foi aceita.

Nessie sorriu para Nahuel que em seguida mostrou-lhe a cadeira a sua frente para que ela sentasse.

Assim feito, Renesmee logo pairou seu olhar na pilha de pastas e documentações na mesa de Nahuel. O assistente recolheu-as e colocou novas pastas a frente de Renesmee que inspirou fundo o ar abastecendo os pulmões expirando lentamente enquanto Nahuel explicava:

- Vou ser sincero Renesmee, não vi sua assinatura em nenhum desses documentos, alguns não estão com o documento de autorização devida, mas quem sabe você possa reconhecer alguma menina ou queira montar um pesquisa em cima de algumas para comprovar. — Nahuel folheava os documentos enquanto Renesmee o fitava com olhos impacientes. — Chamei-a para que tenha uma base, também tem o orfanato de cada uma, algumas estão no mesmo lugar, fique a vontade para vê-los e traçaremos um plano. — Completou oferecendo a Renesmee total acesso aos documentos.

Renesmee balançou sua cabeça uma unica vez em agradecimento e colocou suas mãos no papel, sem se importar com os olhos especulativos de Nahuel sobre si. Logo o assistente recobrou o pensamento coerente deixando de estudar a mulher que analisava meticulosamente os papeis.

- Quer alguma coisa, Senhorita? Posso pedir um suco, biscoitos, café ou água. — Ofereceu cortês.

- Agradeço a gentileza, mas não tenho sede ou fome. — Respondeu fitando-o ligeiramente antes de voltar sua atenção aos papeis.

Renesmee rolava os olhos por eles, fotos de meninas lindas, mas nenhuma dela chamava-lhe a atenção de fato. Murchou ao chegar na ultima pasta e ter a convicção que em nenhuma delas estava a sua menina.

- Sinto muito. — Nahuel comentou solidário ao desânimo de Nessie.

Em todo tempo ele esteve passando os olhos pelos documentos recém analisados por Renesmee e aflingia-o a falta de novidades.

- Posso buscar por mais desses, não perca a fé. — Nahuel assegurou-lhe lançando a ela um sorriso singelo porém acalentador que Renesmee recebeu como um abraço que não teve.

- Nunca perderei a fé, não se preocupe. Se precisar de mim para algo avise-me, eu gostaria de ajudar não é justo que faça sozinho. — Renesmee contestou agitada e fitando-o apoquentada.

Nahuel estava encarcerado pelo jeito modesto e aflito de Renesmee, enredava-o seu esforço e fragilidade em conjunto. Estava claro que Renesmee buscava forças que não tinha para lutar por algo que lhe foi tirado, fitava-a com afinco e encantamento o que causou um breve desconforto em Renesmee. Por outro lado Nahuel estava alheio ao incomodo dela, em sua mente borbulhavam pensamentos e curiosidades que ele não estava preparado e tampouco era o momento para esclarecê-los.

Por fim Nahuel sorriu agradecendo a preocupação e disse:

- Não é incomodo ajudá-la, Renesmee. Faço por que gosto de fazê-lo, esse é meu trabalho e prezo por ele. O que faço é com prazer, não esquente sua cabeça com isso. — Ele relaxou na cadeira e apoiou os antebraços sobre a mesa entrelaçando suas mãos.

- Agradeço mais uma vez. — Renesmee fitou o homem a sua frente, era tão agradável e gentil que podia desconfiar que ele mentia.

Porém o que Renesmee via nos olhos oceânicos a sua frente era uma veracidade e conforto indubitáveis.

O homem pensava e pensava, não reparou que Renesmee por um instante estudava-lhe. Tinha seus olhos vidrados na garota a sua frente. Tão jovem, tão sofrida, tão determinada e tão frágil. — Ele pensou. Por um momento Nahuel desejou poder oferecer um pouco mais que seu trabalho, olhando no fundo dos olhos cintilantes de Renesmee podia contemplar um vazio, uma lacuna que Nahuel estava muito interessado em saber o que era e mais tentado estava em preenchê-la.

Nahuel estreitou brevemente os olhos a fim de desvendar o que estava oculto naquela face alva e perturbada, porém a mulher levantou-se o deixando mais intrigado.

- Senhorita Cullen? — Perguntou repentinamente e Nessie estranhou a forma que a chamou, porém não comentou apenas prestou a atenção no homem que se colocava de pé a sua frente. — Digo, Renesmee. — Nahuel sorriu ao corrigir-se. — Perdoe-me por está sendo indiscreto, mas é que já acabei por aqui e estava com algumas dúvidas, caso não se importe em me esclarecer, gostaria que me acompanhasse até a lanchonete aqui perto. — Disse calmo e cautelosamente.

Um relâmpago de surpresa passou pelo rosto de Renesmee, um assombro tão breve que Nahuel não percebeu, mas esse sim notou a demora de quase um minuto para que Renesmee o respondesse:

- Bem, se não for demorar e se as perguntas forem fáceis de responder, não ligo. — Seu tom era baixo e um tanto sufocado pela incerteza, achou estranho o convite de Nahuel, mas o examinou enquanto a chamava cautelosamente, entretanto a mesma benevolência estava exposta no olhar tranquilo e azul.

Sendo assim Renesmee resolveu parar de pensar em adjacências e sorriu amigavelmente para Nahuel que disfarçadamente suspirou aliviado e satisfeito,por um momento sentiu que Renesmee o analisava com receio e por consequência recusasse seu convite.

- Aguarde-me um minuto apenas para fechar a sala , sim? — Nahuel disse rapidamente e Nessie limitou-se a assentir.

Esperou então por Nahuel sentada no banco ao lado de sua sala, usando seus pensamentos redundantes para distrair-se. Renesmee apoiou a lateral de sua cabeça no banco de madeira e voltou a raciocinar sobre aquilo que vinha serpenteando sua mente há dias: Deveria procurar Jacob? Deveria voltar a tocar? Deveria realmente fazer uma réplica do passado?

[...]

O tempo havia passado lento para uns e rápido para outros. Para Jacob que estava de volta a adrenalina de está com a banda, um mês não lhe parecia correto. Só deu-se conta que haviam se passado quatro agitadas semanas quando seu chefe o liberou para as benditas férias que ele mesmo havia pedido.

Agora finalmente poderia viajar com os amigos sem preocupar-se com as notas ou relatórios que era de sua inteira responsabilidade além de livrar-se das investidas insolentes de Jessica em levá-lo para a cama quase todos os dias.

- Vamos fazer uma turnê em Seattle. — Brincou Quil tamborilando os dedos no painel do carro de Jacob.

- Um dia será uma turnê por certo, acredite nisso. — Disse Jacob que dirigia seu carro com Quil no carona. Josh, Paul e Rachel estavam atrás.

Paul com seus inusitados conhecimentos havia conseguido uma pequena casa para passarem a semana já que fariam dois shows em Seattle, estavam animados pela semana divertida e extraordinária que teriam. Sam tinha Seth como compania em seu carro onde estava todo o equipamento que pertencia a banda. Sua esposa Emily não conseguia trégua do trabalho uma só vez para viajar com eles, possibilitando assim o costume de Sam a peregrinar sem sua esposa durante alguns dias.

Estavam cruzando a fronteira da cidade não demorando muito a chegarem sob o céu estrelado e escuro a uma pequena casa porém bem cuidada rodeada por um muro de roseira e arames trabalhados. Os dois carros foram estacionados à lateral da casa simples. Ela possuía uma larga varanda com uma rede, suas paredes externas eram de um verde erva quase confundido com branco diante da fraca luz da lua cheia que era ostentada no céu anil.

Paul foi o primeiro a passar pela relva seca estendida por todo o terreno, o moreno chegou a porta e quitou de seu bolso um molhe de chaves na qual ele buscou a menor de cor azul encaixando-a perfeitamente na fechadura da porta de ciprestre¹.

Logo que Paul abriu a casa chegou em suas narinas o cheiro forte da madeira em conjunto a essencia floral de algum produto passado pelos móveis. Enfim adentrou a casa sendo seguida pelos outros.

A decoração era simples na larga sala eram poucos móveis, o essêncial estava ali. Dois sofás de couro branco, uma estante que sustentava uma televisão, uma lareira e um tapete ultrapassado porém llimpo e em bom estado. A casa era um quadrado a esquerda da sala um batente que separava os dois ambiente tendo a cozinha minuscúla do outro lado. A direita três portas, um banheiro e dois quartos.

Os quartos eram igualmente grandes, em ambos haviam duas camas de solteiro e uma comoda de 6 gavetas, além de um ventilador de teto e uma luminária de pé também tinha um colchão extra de tamanho médio em cada quarto.

- Eu quero uma cama. — Seth adiantou-se colocando sua mochila sobre a cama esquerda do primeiro quarto.

- Eu quero essa. — Josh logo correu e pulou na segunda cama.

- Nem pensar você fica com a gente. — Rachel replicou indo até o filho e tirando-o de lá.

Josh representou um bico nos lábios mas não contestou a mãe.

- Eu posso ficar no sofá, ou no colchão. — Disse Jacob casual olhando o quarto em toda sua extensão pairando seu olhar sobre Sam e Quil que consequentemente teriam que se decidir pela cama.

- Eu quero a cama. — Avisou Quil com seu típico sorriso sacana enquanto jogava-se na cama que por seu decreto agora era sua.

Sam revirou os olhos e desceu a mochila que levava em um ombro apenas. Logo todos se acomodaram e arrumaram as coisas como puderam nas cômodas, claro que algumas coisas permaneceram nas mochilas e na mala, mas nada que tirasse a diversão ou o conforto deles de estarem ali.

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¹ Cipreste: Tipo de madeira durável, vem de uma árvore de tronco grosso e possui odor semelhante ao limão.

Notas finais
Então amores, o que me dizem?
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Sim antes de qualquer coisa quero perguntar: Alguém aí tem disponibilidade e interesse para betar? É que estou reescrevendo uma fic e gostaria muito de uma beta para me ajudar revisando e atualizando a fic. Sei que aqui no Nyah tem a Liga dos Betas mas não encontrei ninguem por lá. E eu também prefiro alguem que j´´a me conheça, ne. Se alguem puder me ajudar só me mandar um MP que explico tudo.
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Eu agradeço a atenção de vocês, sim/
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E ah pra quem lê e não comenta venho rebeldemente avisar que da mesma forma que meus dedos não caem por escrever o capítulo, os dedos de vocês também não cairão se comentarem. Me perdoem quem não merece essa mensagem pois eu sei quem comenta e marca presença,agradeço muito por isso, mas vocês sabem que número de leitoras e comentários são sempre incoerentes, então as vezes agente se chateia ne =/
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Enfim é só isso amroes, quem quiser e puder ajudar eu fico feliz.
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Beijos e até o proximo.