Os Acordes Do Amor

21 Uma nova Canção


Notas iniciais
Olá babies. - Capitulo fresquinho pra vcs. - Como foram de festas de fim de ano, espero que otimos! Um feliz 2014 pra vocês. - Capitulo betado pela Raquel Duarte, obrigada pelo apoio, flor! - Boa leitura.

Jacob batia suas pestanas fortemente. Estava ainda incrédulo e atônito pela informação que havia recebido do cunhado.

Um contrato.

Como isso era possível? Era a pergunta que retumbava na mente de Jacob.

– Como Paul? — Indagou-o boquiaberto.

– Sabe o homem que nos deixou tocar domingo no Coffe Roaster ? — Paul indagou e Jake apenas anuiu. – Ele me ligou e disse que havia outro promotor lá e esse cara é dono de uma casa de show bem conceituada de Seattle, fica bem ao centro e ele nos adorou. — O moreno contou orgulhosamente.

Jacob alargou seu sorriso jubiloso ao máximo que podia, mostrando todos os seus dentes. Seus olhos estavam brilhando em contentamento pela noticia.

– Mas como assim? Como isso nos leva a um contrato? Como aconteceu? – Jacob o interrogava afoito.

Paul ria da ansiedade do seu cunhado e prontamente o interceptou levantando a mão.

– Ele nos quer como uma banda fixa e pagará por noite. — Informou e os olhos de Jake esbugalharam cintilando ainda mais. — Eu não sei como faremos, mas não podemos desperdiçar essa chance. — Paul assinalou.

Jacob passou cerca de um minuto processando tudo enquanto sua face mantinha-se serena e logo inquiriu com suas sobrancelhas unidas:

– Como será isso?

Paul também tornou sua expressão séria e curvou-se apoiando os cotovelos nas coxas, ficou pensativo e seu cunhado em seguida copiou seus movimentos.

– Temos trabalho, não podermos mudar de cidade de uma hora para outra. -Jacob observou preocupado.

– Isso é o que quero conversar com vocês e com George. No momento vou manter o contato pelo telefone e assim que puder vou até lá. — Paul contestou erguendo-se e respirando fundo sentindo uma tensão pairada no ar.

– Se você quiser eu vou porque ainda estou de férias, pelo menos por essa semana posso resolver alguma coisa. — Jacob sugeriu finalmente relaxado voltando sua atenção para a Tv.

– Por essa semana eu manterei contato pelo telefone, eu não sei exatamente como será, mas prefiro pensar positivo. — Paul declarou e um sorriso jocoso brincava em seus lábios.

– É, bem que a Rach falou que logo conseguiríamos algo do tipo. — Paul disse alargando seu sorriso.

– Falando nisso temos que ligar para ela. — Jacob falou levantando-se e em seguida buscou seu telefone sem fio em uma mesa ao canto.

– E avisar aos outros também. — Paul já entusiasmado outra vez disse pegando o telefone das mãos do cunhado.

– Eu tenho boas expectativas Paul. — Jacob declarou observando o amigo discar os números no aparelho.

Não demorou e todos já sabiam da novidade incluindo Rachel, Emily e Leah. Portanto marcaram todos de se verem e comemorar em um bar perto da casa de Sam

incluindo as mulheres.

A proposta era tentadora. Uma casa de show frequentemente cheia, com bebidas e petiscos. Famosa até. Era uma proposta tão surpreendente como bem-vinda.

À medida que semanas decorriam Paul entrou em contato com George – O homem que os ajudou a tocar no Café – consequentemente conseguindo mais informações.

Chovia forte aquela tarde em Forks, não era novidade. Um domingo chuvoso e tranquilo enredava todos os companheiros na casa de Seth que também era casa de sua mãe.

Todos estavam relaxados na sala que por mais simples e pequena que fosse acomodava a eles confortavelmente. Jake, Josh, Sean — filho de Sam — e Seth alienaram-se em um jogo de cartas infantis no tapete. Já as mulheres ocupavam-se de preparar doces apara complementar o fim de semana agradável na companhia dos amigos.

Os rapazes restantes discutiam sentados ao redor da brincadeira no tapete. Cada um com sua heineken à mão.

– Ele quer ver como o público irá reagir a nossa banda antes de um contrato formal, mas ele nos pagará por essa apresentação, isso ele me garantiu. — Paul relatou fitando seus amigos um a um.

– Caso haja realmente um contrato nosso compromisso é por todos os sábados tocar enquanto a casa estiver aberta. — acrescentou o tecladista da banda e esse logo considerou. -, minha opinião: não é de todo ruim. Seattle fica há duas horas no máximo daqui e vale a pena. Pelo que George disse a grana será boa.

– Por mim está tranquilo tudo faço é durante a semana. — Seth manifestou-se se referindo a seu curso pela manhã e o trabalho à tarde em uma lanchonete.

– Tô dentro. — Quil com seu sorriso jovial pronunciou-se e deu um sorvo em sua bebida.

– E seu trabalho? Achei que trabalhasse fim de semana? — Sam inquiriu reprovador agitando sua garrafa.

– Eu faço um extra, posso abdicar. — explicou o mais magro entediado. — Eu já não estava afim mesmo. — Quil balançou o ombro despreocupado virando novamente sua garrafa à boca.

– Eu não trabalho aos fins de semana. Então para mim não haverá problemas. — Jacob disse virando-se brevemente para trás e em seguida voltou a sua atenção às crianças.

– Sam? — Paul sondou o amigo cautelosamente assim como o fitava.

Sam trabalhava em todos os sábados e isso causaria um impasse para eles. Todos se voltaram para o mais velho sentado ao centro do sofá verde musgo, Sam sustentava seu olhar preocupado para todos os amigos.

– Eu não sei se eu vou conseguir uma dispensa. — Conjecturou pesaroso e manteve-se brando e pensativo.

Um silêncio esmagador instaurou-se e todos por segundos abaixaram o olhar com a esperança de clarear a mente e arrumar uma solução.

– Mas posso tentar trocar com alguém ou pagar pela folga. Conversarei com meu chefe. — Ele demarcou sorrindo debilmente.

Levou uns minutos para que as feições de todos suavizassem. Apesar de promissora a proposta, havia riscos e obstáculos e os rapazes não poderiam ignorá-los simplesmente. Entretanto após conversarem eles resolveram que naquele fim de semana já iriam fazer uma apresentação decente.

Eles mesmos queriam testar se eram capazes de enfrentar tal responsabilidade, salvo as boas expectativas, os rapazes não conseguiam uma grande segurança no talento que tinham.

Mesmo com elogios e agradando a um grande publico, o nervosismo e insegurança estavam sempre lá. Talvez mesmo com a confirmação do merecimento do êxito com a música os cinco amigos ainda sentiriam um frio na espinha antes de subir ou entrar em um palco.

Combinado que só os rapazes iriam ao próximo fim de semana, aproveitaram o resto da fria e adorável tarde com esposas, amigos e filhos. Risos, piadas brincadeiras e doces regaram o restante de domingo naquela humilde casa no limite de Forks.

*****

O som do piano acariciava os ouvidos de Claire que com uma sonoplastia em sua garganta acompanhava a sua amiga distraída na própria canção. Renesmee aproveitava para treinar com afinco sua nova composição.

– Está lindo, Nessie. — Claire balbuciou, sua voz estava sufocada por um bolo na garganta. — Estou a fim de chorar. — a morena chiou novamente tirando a concentração da amiga.

– Oh querida, não chore. — Renesmee disse carinhosa juntando-se a amiga em seu sofá, aninhando-a em seus braços.

Ela separou-se um pouco da amiga e mirou os olhos claros de Claire e esses realmente estavam brilhando por lágrimas contidas.

– Claire, você não é sensível assim. — Nessie disse amavelmente.

– Mas Nessie está belíssima a canção, tocou minha alma. — choramingou a morena dos olhos cobaltos. – Sabe, eu me senti nostálgica com a canção. — acrescentou.

O tom de Claire era ainda choroso apesar de não haver lágrimas em sua face. Entretanto seus orbes azuis cintilavam. Ela estava embevecida por ouvir a canção entoada com tanto sentimento.

Renesmee sorriu complacente e relaxou deixando suas costas baterem suavemente no respaldo do sofá.

– Quando a compus eu só pensava nos momentos que não tive com a minha filha e aqueles momentos que sinto falta, que me fazem falta. — confessou baixo focando seu olhar na janela onde a fina chuva da manhã de segunda batia.

Ela se lembrava dos momentos com o seu moreno em baixo da chuva em Forks. Isso lhe trazia um regozijo, pois Renesmee era capaz de sentir ainda os lábios de Jake sobre os seus juntamente a água fria e confortável que os molhavam.

Da mesma forma aquela chuva lhe fazia reviver o frio desconfortável que sentiu quando uma semana após o nascimento — e forjada morte — de sua filha aconteceu. Era uma fina chuva como aquela, mas parecia-lhe gelar o corpo como se fosse neve ao invés de gotículas. Um gelo decorria desde o seu coração o qual palpitava fraco e sem vontade com aquelas fatídicas lembranças.

Um baque de sentimentos opostos acontecia em seu interior.

O bálsamo de molhar-se com a chuva em companhia do homem que amava e a dor de resfriar o corpo com a falta de momentos calorosos com seu pequeno coração; Sua filha.

– Os momentos com o Jake. — Claire deduziu em sua voz branda e um pouco mais firme trazendo de volta o olhar e atenção de Renesmee para ela.

Um pouco desligada de seus sentimentos reversos, Renesmee sorriu ao contemplar o olhar da amiga que adquiriu um brilho a mais e logo continuou:

– Lembrei-me da minha família. – comentou Claire com um débil sorriso.

Há anos Claire vivia sozinha, apenas contando com suas primas, amigos e tendo um forte laço com Renesmee. Havia perdido os pais ainda na adolescência e desde então foi amavelmente cuidada por sua tia.

– Oh amiga, sinto muito deixá-la triste. — Rneesmee voltou a abraçá-la.

– Não Nessie, foi uma saudade feliz. Plena. Talvez seja assim que se sinta quando pensa em viver com sua filha ou recorda-se o que viveu com Jacob. — Claire especulou docemente.

– Bem, quando penso nos momentos que posso viver com o meu bebê ou da felicidade que sentia com o Jake me sinto absurdamente plena. — Renesmee contestou veemente agitando suas mãos espalmadas ao vento causando risos em Claire.

– Porém quando penso no tempo que perdi com a minha filha e o quanto sinto falta do Jacob há uma dor que me corrói, um frio que me atinge... Claire eu só penso em bater em algo a fim de aplacar minha dor. — finalizou em um fio de voz aninhando suas mãos entrelaçadas em seu colo encolhido.

– Então você castiga o piano tocando alto e com vigor demonstrando a vivacidade de sua dor. — concluiu Claire em tom suave.

Renesmee aturdida a encarou e esboçou um fraco sorriso.

– Exatamente assim. — concordou ela com um tom glacial.

Sem demoras Claire tratou de intimar Renesmee a ajudá-la em preparar um chessecake na cozinha. Claire estava em sua folga e sentia uma falta absurda de sua melhor amiga.

– Então que horas encontrará o Nahuel? — Claire perguntou misturando os ingredientes enquanto Renesmee permanecia sentada à mesa pequena e redonda esperando a massa que estava no forno.

– Às duas. Ele disse que o dia está estranhamente tranquilo. — Renesmee respondeu sorrindo ao lembrar-se do entusiasmo do assistente ao contá-la de sua agenda surpreendentemente vaga na semana.

– Nenhuma pista? — Claire sondou.

– Inúmeras fichas e não vejo nenhuma como minha filha. — Retrucou. — Só agradeço a Deus por não ter achado nada na lista dos adotados. — Renesmee sorriu débil. — Mas ele disse que tem boa esperança hoje. — ela abriu mais seu sorriso e emendou. — Ele me pareceu de ótimo humor essa manhã.

– Nessie pelo que me diz esse Nahuel nunca está de mal humor. – Replicou a morena, indo verificar a massa no forno.

Renesmee pensou nas palavras de Claire e sorriu.

– É verdade amiga, Nahuel está sempre bem disposto e sorrindo. – mencionou. –

Prezo a autoestima dele, me contagia às vezes. – completou.

Claire e Renesmee prepararam o chessecake e o consumiram em meio as risadas e conversas bobas. Por fim Claire mostrou a música que havia preparado para o recital. Apesar de usar a música como um hobby, Claire exigia o máximo de si mesma quando interpretava uma canção. Renesmee reconheceu esse primor da amiga e a admirou por isso.

*****

A chuva já havia dado um tempo e já era hora de Renesmee ir até Nahuel. Estava decretado que Claire passaria o resto de sua folga no apartamento da amiga, sendo assim Renesmee a deixou praticar sua música por poucas horas.

E há algumas quadras de seu singelo apartamento, Renesmee caminhava com um casaco sobre sua roupa e um guarda chuvas a mão, não queria encarar uma revolta da chuva (agora) quase imperceptível.

Assim que Nessie chegou ao Starbucks avistou o assistente em seus trajes de sempre – terno e gravata — e eles imediatamente dividiam uma mesa e pediram um café.

– Renesmee já pensou em ver uma dessas meninas? — Inquiriu Nahuel direcionando seu olhar para uma pilha de documentos posta entre eles.

– Eu não sei não... Nunca pensei nisso de fato. — retrucou Renesmee distraidamente dedilhando a primeira pasta. — Mas eu tenho certeza que nenhuma delas é. — Fitou o homem com firmeza o fazendo ri.

– Como pode ter tanta certeza? – Perguntou ele graciosamente sorvendo de sua bebida em seguida.

– Eu só sei. — Renesmee limitou-se a responder com sua voz suave.

Nahuel anuiu observando-a bebericar o café quente.

– Eu queria ajudar mais. – reclamou o homem de terno cinza e gravata roxa encolhendo-se na cadeira.

Renesmee o fitou com olhos arregalados e ceticismo em sua face.

– Como assim Nahuel? — Exasperou. — Sem você eu não teria chegado aqui, nem sabia como encontrá-la e, além disso, você me renova as esperanças todos os dias. Não diga isso. — Renesmee argumentou taxativa.

– Querida, eu penso que a decepciono, nunca lhe trago a menina certa. — Replicou ele em lamento.

– Nahuel. — Nessie inclinou-se mais sobre a mesa a fim de chegar mais perto do assistente. — Você faz até mais do que deveria, o que faz é arriscado e se não a encontramos ainda não foi sua culpa. Devemos continuar a procurar e só conseguirei se continuar comigo, nunca chegaria a tantos documentos sem você. — Rebateu calma fitando-o nos olhos.

No olhar celeste e claro de Nahuel mesclavam-se lamúria e admiração. Ele lamentava que a cada dia as chances fossem se esgotando e não chegavam perto, a admiração era por toda a força de Renesmee. Nahuel nunca vira uma mulher tão perseverante.

– Você é tão corajosa. — Declarou ele sem quebra o contato com os olhos cintilantes de Renesmee. Seu tom era macio, brando e acalentador.

A moça por outro lado sentiu a face queimar com a afirmação do assistente. Ostentando um tímido sorriso nos lábios, Renesmee concertou-se em sua cadeira e prosseguiu seus argumentos:

– Eu só tenho fé que irei encontrar minha filha, eu preciso crer nisso e eu necessito, pode ser a ultima coisa que eu faça Nahuel, mas encontrarei minha filha. — Assinalou em tom categórico, levando os lábios gentis de Nahuel elevarem-se mais uma vez em um sorriso afetuoso e um olhar devoto para ela.

– Eu aprecio muito essa sua determinação Renesmee, isso é... Revigorante. — Ele sorriu mais aberto e ruidoso fazendo Renesmee o acompanhar com uma risada afável.

– Bom, desde que embarquei nesta jornada tento ver todos os lados. Disse-me que às vezes há erro nas datas de aniversário. — Lembrou-o. — Isso pode ter acontecido com a minha filha? — Indagou.

Nahuel suspirou.

– Bom eu não mentirei. Isso é pouco provável. – Respondeu ameno e continuou explicando. — Ela foi retirada de um hospital já com autorização de doação e tudo mais, dificilmente tenha dados errados, porém sempre há controvérsias e quem sabe seus documentos possam estar catalogados em outra data. — Nahuel esclarecia calmamente e prosseguiu mais animado. — Também há documentos que eu não tenho acessos de forma alguma. Como já havia lhe dito, crianças já adotadas há muito tempo, levadas para outro lugar, depois da adoção não resta nada que apenas um nome da lista e com sorte uma foto, sabe disso não é?

– Sim, já vi algumas fotos de meninas adotadas e nenhuma é minha filha. — Respondeu enfadonha, entretanto um fraco sorriso estava nítido em seus lábios.

– Você a encontrará. — Nahuel afirmou pondo uma de suas mãos sobre a mão delicada de Renesmee que estava apoiada sobre a mesa.

Renesmee ficou um pouco rígida com o ato, Nahuel nunca se aproximou assim, mas o sorriso cativante e meigo que o homem tinha nos lábios a deixava calma e relaxada.

– E eu espero realmente poder ajudar, eu quero muito vê-la realizada. Feliz. — O assistente demandou fitando-a com afinco empenhando-se para passar segurança à moça a sua frente.

Renesmee sorriu simples e graciosamente, logo contestando:

– Mas está ajudando e muito, você está sendo um amigo e tanto, um grande apoio para mim.

Automaticamente Renesmee repousou sua outra mão sobre a de Nahuel fazendo-o pela primeira vez desde o primeiro contato ali, fitar as mãos sobre a mesa.

– Não Quero que se menospreze mais Nahuel, agradeço a Deus todos os dias por tê-lo colocado em meu caminho. – Disse Renesmee.

E era verdade. Nessie todos os dias pedia a Deus que trouxesse sua filha para junto dela e agradecia por todos que a apoiavam e tentavam ajudar de alguma forma. Sua mãe, Claire e Nahuel.

Por outro lado havia um pedido que seu coração fazia e esse Renesmee insistia em guardar para ela: Um único encontro com Jacob. Só mais um pelo menos. Era um grande pedido feito em oculto e com veemência.

Entretanto qualquer um que observasse bem Renesmee ou olhasse bem em seus olhos veria o quanto são chorosos por algo fora de alcance. Algo adormecido. Não era sua filha, pois o sentimento por ela e a vontade de encontra-la exalava de seus poros, estava explícito em suas palavras, voz, sorrisos e olhares desejosos.

Mas a saudade de Jacob e o amor por ele, Renesmee só sentia em seu peito dolorido e mantido em sua mente nebulosa. Apesar de um lampejo passional mostrar-se em seus olhos a cada vez que pensava ou falava de Jacob, Renesmee fazia questão de ofuscá-lo e sufocar o sentimento latente que rugia em seu peito simultaneamente.

Ela sabia que se deixasse aquela enxurrada de memórias virem acarretando o sentimento letargo lhe causaria convulsão e ficaria absorta de sua longa jornada.

Então por hora Nessie preferia afugentar a amargura ou com sorte ignorá-la. Não havia mais a dor pela perda de sua filha – quando pensava que estava morta -, não poderia usá-la para encobrir o vazio de seu peito formado pela ausência de Jake. No entanto Renesmee tinha a esplendorosa esperança de reencontrar sua filha e isso a energizava a resfrear as dores e se agarrar ao pouco de fé restante.

– Obrigada Renesmee. — Nahuel limitou-se a responder ainda sorrindo prazeroso para ela.

Nessie elevou a comissura de seus lábios em um fraco sorriso, mexeu em sua xícara constatando que o café restava já estava frio e acabou colocando suas mãos sobre o colo sem desmanchar o sorriso aprazível.

– Quer mais alguma coisa? – Nahuel perguntou atencioso.

– Não, estou confortável. – Respondeu ela também balançando a cabeça.

Nahuel assentiu e passou a folhear os documentos fitando-os abstraído. Ele não esperava vislumbrar uma novidade, porém havia uma fagulha dentro dele que inocentemente esperava algum milagre.

O nome de Renesmee. Uma informação mais precisa. Um detalhe qualquer já serviria.

Renesmee por sua vez apenas observou com a mesma fagulha ardendo em seu interior. Algo poderia mudar de uma hora para outra não? — Ela pensou.

– E o Daniel? — Inquiriu Renesmee despretensiosa para quebrar o silêncio.

– Ótimo. — Nahuel respondeu com um largo sorriso. — Ontem tirou meus livros da estante para fazê-los de chapéus. — Ele contou empolgado.

– Isso não chega a ser uma arte, Nahuel. — Renesmee replicou risonha.

Ela gostava quando Nahuel falava algo sobre o filho, ela fascinava-se com o amor distinto nos olhos dele. Porém o assistente fechou o sorriso e dissimulou um olhar desafiador.

– Se você considerar que ele havia fugido do banho, se escondido no escritório e molhado os livros ao ponto de rasgar algumas páginas, por conta dos cabelos pingando agua, então sim é uma arte. – Argumentou eloquente.

Renesmee gargalhou.

– Como descobriu?

– Eu não estava em casa quando cheguei, Rosa me disse com toda cautela, ela tinha medo que eu brigasse com o Daniel. No entanto não consegui ficar bravo com ele. Seus olhinhos suplicavam desculpas, não tinha como eu me zangar. — Nahuel disse sorrindo de lado e saudoso.

Renesmee ainda ria de mais algumas peripécias de Daniel relatadas pelo próprio pai quando o celular de Nahuel começou a tocar.

– Com licença. – Disse ele pegando o aparelho e Nessie anuiu.

Renesmee apenas ouvia sem atenção a conversa, pois seus olhos varriam o recinto. Mas sua atenção foi chamada por uma risada ruidosa e feliz do amigo.

– Daqui uns quarenta minutos já estou aí. — Ele emendou ainda sorridente.

Renesmee reprimiu um riso detendo-se apenas em um sorriso singelo voltando o olhar para as pessoas, contudo estava curiosa com a conversa de Nahuel ao telefone.

– Sabe o compromisso que eu disse? — Inquiriu ele assim que desligou o celular. Renesmee assentiu.

– Pois é eles estão ansiosos. — Prosseguiu Nahuel e um sorriso brincava em seus lábios.

– Casal querendo adotar? — Renesmee especulou cruzando suas mãos sobre a mesa.

– Não é uma menina a quem tenho muito apreço, se eu pudesse a adotava. — Nahuel disse com um carinho imenso no olhar e uma amabilidade em seus lábios.

– Você a ama. — Renesmee comentou embevecida pelo carinho de Nahuel para com a criança.

– Sim, sou louco por ela. Alícia tem um encanto natural que não sei explicar. – Nahuel dizia extasiado por suas lembranças do jeito da menina. – Gostaria de ter uma filha como ela. – completou.

– Bom você é jovem ainda, tem tempo para isso. – Nessie disse-lhe risonha.

Como Nahuel não podia adiar mais sua ida à casa dos Volturi e nem queria fazer isso de fato, logo deixou Renesmee frente ao seu prédio e seguiu seu caminho.

Ao entrar em seu apartamento Renesmee logo reparou Claire deitada em seu sofá concentrada em um filme romântico na Tv.

– Olá. – Disse Nessie forçando um espaço ao lado da amiga.

Claire percebendo a presença de Renesmee prontamente sentou-se a fim de deixar sua amiga mais confortável.

– Amada, como foi lá? – Quis saber.

– Ah Claire, o mesmo de sempre. Não encontramos nada. – Renesmee respondeu tirando as botas e depois pondo os pés no estofado.

–Amiga, não peca a fé, um dia você terá novidades. – Claire a animou conseguindo um sorriso débil de sua amiga. – Mas como pode ter certeza que não deixou sua filha passar por aqueles papéis já vistos? – Sondou.

Renesmee riu sem humor.

– Nahuel me fez a mesma pergunta. – Claire a encarou com olhos ansiosos. – Eu só sinto, eu sinto em meu coração nada mudou. Sei que quando for a minha filha ele vai desenfrear tanto e eu serei capaz de desmaiar. – Esclareceu simplória e fascinada com a possibilidade desse dia chegar.

Claire elevou a comissura de seus lábios amavelmente, sentindo jubilo pela tenacidade de sua amiga.

*****

Havia três dias desde a ultima visita de Nahuel sem novidades e no fim da tarde de segunda ele finalmente levou a notícia:

Alicia finalmente podia ir a Cornish College¹.

O juiz até concederia a guarda definitiva, todavia não era uma decisão a qual a influência e persuasão de Nahuel não pudessem driblar.

Aro e sua esposa murcharam um pouco diante da informação (manipulada) pelo assistente, contudo Aly sentiu um grande alívio por saber que seus desejos não se tornaram contraditório.

Continuaria na agradável companhia dos Volturi enquanto deleitava-se em aprender a tocar mais.

Partindo da aprovação do assistente, no dia seguinte Aro e sua família acompanharam Alícia até a escola.

Alicia estava encantada com toda a escola. Como Cora tinha dito era ampla e aconchegante. Aly ficou maravilhada ao ver as paredes claras e límpidas que eram intercaladas com as cores: amarelo, azul celeste e rosa.

Por toda parte havia quadros de pintores renomeados e não renomeado, em uma só parede adornavam os retratos de grandes músicos de diversos gêneros. Alicia estava extasiada enquanto percorria distraidamente o corredor da escola em direção à diretoria.

A menina estava ladeada por um Alec sorridente e uma Cora entusiasmada que tagarelava e cumprimentava algumas pessoas que ali passavam. Aro e Sulpicia estavam atrás deles bem satisfeitos, esquadrinhando com seus olhares o local. E um pouco afastada Jane, ela não sorria no entanto reparava as coloridas paredes com agrado.

– Cora?

Uma voz soou aos ouvidos de todos.

– Cora! — O homem agora bradou passando sequencialmente por Jane, Sulpicia e chegando a frente da jovem visivelmente surpresa.

Por outro lado Cora formou um sorriso abrangente em seus lábios ao contemplar o homem de meia idade a sua frente.

– Mark! — A loira por fim encurtou a distância entre ela e o homem de cabelos grisalhos.

Eles deram um breve abraço. Um abraço apertado e saudoso.

– Quanto tempo querida. Você está ótima, belíssima como sempre. – Comentou Mark a observando segurando em suas mãos. Seu olhar brilhava de contentamento.

– Sim, há muito tempo e você como vai? — Perguntou Cora e logo emendou. — O que faz por aqui?

– Eu leciono. — O homem alto vestindo um suéter respondeu simpático contemplando a jovem. – Violino. — Acrescentou ele.

– Ah sim, eu me lembro de que tocava às vezes em frente ao Crowne Plaza². Fico feliz que esteja trabalhando aqui. — Cora comentou sorridente e prontamente virou-se para os demais que ouviam a conversa, um pouco aturdidos.

– Esse é o Mark. – Ela apontou para o Senhor a seu lado. — O conheci quando ainda morava no orfanato, ele quis me adotar uma vez, mas o juiz não permitiu. – Cora explicou e Mark de imediato tratou de justificar.

– Eu não tinha uma renda e residência fixa.

Aro sorriu gentilmente e sem demora ofereceu a mão para Mark.

– Ah entendo. Prazer Aro. — o cumprimentou com um sorriso simpático. — E essa é minha esposa Sulpicia. – disse apontando para a esposa e em seguida para seus filhos. — E meus filhos: Jane e Alec e a Aly, nos esperamos uma permissão da guarda permanente. — Esclareceu enquanto Mark direcionava seu olhar amistoso para a garota que sorria animada.

O olhar do homem brilhou e curiosidade.

– Olá. — A voz melodiosa e harmoniosa da menina acalentou os ouvidos de Mark.

– Olá criança. Gosta de música? – Sondou amigável colocando-se da altura dela.

– Sim. Eu adoro. — Respondeu Alícia saltitante em um tom mais alto.

– Hum, deixe me adivinhar... -Mark dissimulou um suspense. — Violão? – Inquiriu divertido.

– Hum, sou louca por eles, mas eu me sinto ótima quando toco um piano. – Contestou a menina. — Foi o primeiro instrumento que toquei. — Alicia relatou com graciosidade arrancando suspiros de todos.

– Bem eu sou professor de violino, se quiser visitar a classe teremos um ensaio em uma hora e poderá conhecer meus filhos, Corey prática violino e Cassie piano. — Mark sugeriu e Aly mostrou-se entusiasmada.

O homem então se ergueu e virou-se para Aro e sua esposa.

– Eu levei anos para conseguir uma adoção e há um ano Corey e Cassie são meus filhos oficialmente, são gêmeos de dez anos. – Mencionou e Aro o fitou atento ouvindo-o prosseguir. — Minha esposa e eu não queríamos bebês pois já tínhamos nosso próprio filho, mas desejávamos adolescente ou crianças de baixa probabilidade de adoção. Tentamos e tentamos e enfim conseguimos. – Mark sorriu alegre recebendo de Sulpicia e seu esposo um sorriso e olhar benevolentes.

– Cora foi nossa primeira tentativa, mas infelizmente não conseguimos uma aprovação do juizado antes de sua emancipação. – O homem de cabelos grisalhos contou e Aro sorriu complacente para ele.

– Oh sim, lembro me de Dayse. — Cora bradou. — Como ela está?

– Bem, ela está em Ohio a negócios com nosso filho mais velho. – Respondeu.

– Entendo. Diga a ela que mando um abraço. – Cora pediu e Mark anuiu.

No segundo seguinte uma senhora esguia de meia idade aproximou se.

– Sr. Volturi? – Ela indagou por cima dos óculos observando Aro.

– Sim. – O homem mais alto respondeu aproximando-se mais da senhora que sorria de forma cortês.

– A recepcionista disse que vieram a fim de conhecer a escola. — Comentou cordial e ele sorriu assentindo.

– Para quem seriam as aulas? – Especulou a mulher sem alterar o tom profissional.

– Para mim. — Aly informou sorridente.

– Sim e qual o seu interesse? Temos uma lista bem grande de cursos. – Margaret perguntou a ela e dessa vez o seu tom era mais ameno e amável.

– Gostaria de todos. — Ovacionou a menina com seu excepcional sorriso largo e todos riram.

– Isso não é possível, querida. – Declarou a senhora com o tom macio achando graça da menina.

Então Alicia soltou um breve muxoxo, porém sem tirar a satisfação de seu olhar por estar ali.

– Podemos dar um jeito nisso. – Pronunciou-se Mark.

– Como? — Margaret inquiriu com curiosidade e traços de arrogância em seu olhar direcionado ao professor.

– Poderia fazer um intensivo. — Sugeriu.

– Isso não é Julliard³ , senhor Thompson. Não temos cursos intensivos. – Replicou a mulher com uma ligeira aspereza em sua voz.

– Poderia deixá-la experimentar alguns instrumentos e por fim escolher o que mais se sente apta. – Mark tornou a ponderar e a senhora pareceu refletir suavizando sua face.

Por outro lado Aly e Alec se entreolham. A menina partilhava de idênticas aptidões para o violão e o teclado, por que não com outros instrumentos?

Alicia achou fascinante a ideia, todavia Alec segurou um riso por achar que aquele procedimento não ajudasse muito. Conhecia a amiga o suficiente e suspeitava que Aly fosse um prodígio, mas ele não podia afirmar nada. Ainda.

Alec desconfiava que se Alícia conhecesse vários instrumentos se sentiria bem com todos e, além disso, impressionaria por excelência em todos eles, isso ele pensou já sorrindo.

– É uma ótima ideia senhor Thompson. – Margaret sem protelar decidiu.

*****

Matriculada e regozijada por isso Alicia possuía agora a rotina de passar as tardes na proveitosa Cornish College. Contudo suas tardes alegres junto a sua amiga estavam adiadas, no entanto elas ainda podiam se ver no fim de semana e tocar despreocupadamente – agora- no jardim dos Volturi.

Seguindo o estilo antiquado de toda a casa os fundos também eram opacos e sem coloridos.

Porém apesar de arcaica, as flores, plantas e o ar do jardim natural eram agradáveis. Aly e Cora ficavam no gazebo ornamental – cercado por arbustos e margaridas ao centro do jardim -, elas sentavam em um banco de madeira e branco que havia ao centro e Alec tão embevecido acompanhava cada canção entoada por elas.

E por mais algumas semanas Alícia agarrou-se ao hábito de tocar em uma Praça com Cora — próxima ao apartamento da amiga-, o que lhe trazia imensa felicidade. A menina olhava minuciosamente cada um que se aproximava ou que a avistava de longe. A fé em reconhecer seus pais nunca saíra de seu coração.

Seu âmago doía quando via crianças de sua idade acompanhada dos pais, rindo ou não. Seria uma dádiva para ela porque Alícia sentia no peito uma centelha de esperança de encontrar os seus.

Entoava canções com seu violão e às vezes com o violino – que ganhara de seu professor-. Alícia realmente fizera um reboliço na escola e conseguiu três cursos: violino, piano e violão. Apesar de se interessar por outros instrumentos como sax e a guitarra, Margaret só a deixou com três e Aly era grata por isso.

Dois meses depois.

Alicia entrou animada no pequeno apartamento de Cora e logo varreu o olhar pela residência procurando pela amiga.

– Aly aqui... – Cora esforçou-se em dizer, mas uma falta de ar lhe atingiu.

Alícia foi até o pequeno quarto decorado com flores e pinturas na parede.

– Achei que estivesse melhor. – a menina balbuciou observando a jovem sentada na cama.

– Acredite eu estou, fui ao hospital e já estou em casa isso significa que melhorei, não é? – Cora disse sorrindo para ela.

Cora havia passado dois dias em observação no hospital por uma crise anêmica – coisa que outrora lhe era costumeira -. Finalmente estava em casa e Alícia estava eufórica por poder outra vez sair com a amiga.

– Não, você ainda está de cama. – reclamou Alícia em seguida deixando um muxoxo no ar.

– Mas me sinto muito melhor, é só repousar. – a loira esclareceu.

Alícia observou todo o quarto feminino e perfumado. A cama onde Cora se encontrava ficava ao canto e estava com a luz do sol sobre ela. De fato, Cora estava com a aparência boa, porém débil, seus olhos estavam ligeiramente caídos.

A menina então deixou o violão rosa que trazia nas mãos sobre uma pequena cadeira em frente à cama e sua mochila ela deixou no canto oposto, ao chão. Aproximou-se e deitou ao lado de Cora, essa abraçou a menina de imediato aconchegando-a em seu colo e sentindo-se acalentada pelos pequenos braços macios de Alícia que a envolvia.

Não levou muito tempo e elas estavam sentadas na cama cantando e rindo, o sol já não era tão forte, passavam das 15h30min da tarde. Cora resolveu então fazer um bolo na companhia da menina.

– Aly, Aro em breve vira te buscar. – Mencionou a loira pondo o bolo no forno finalmente.

Alícia retorceu os lábios em descontentamento. Gostava de ficar com Alec, a casa dos Volturi era legal, mas também se sentia bem estando com Cora.

A moreninha era uma criança, gostaria de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, além do mais, Aly tinha certa carência, um vazio em seu pequeno coração, e ela estava apegada aos amigos que tinha.

Cora achou graça do bico desgostoso de Alícia e acariciou os cabelos adornados por uma fita.

Era rotina Aro passar por volta das 17:00 para buscar Alícia no apartamento de Cora.

– Mas nem tocamos. – resmungou a menina passando os dedos na borda da taça que havia pegado a pouco no armário, produzindo um som agudo.

Alícia tinha o costume de fazer isso desde a primeira vez em um jantar na casa dos Volturi que descobriu o som das taças meio cheias com água.

– Pode ir lá enquanto o bolo assa. – Cora informou tentando animá-la sentando-se a seu lado.

A menina largou a taça e fitou a amiga.

– Mas você não vai. – reclamou. – Não quero ir sem você. – determinou cruzando os braços.

Cora riu e respondeu:

– Vá por mim então, Aly. Ficarei melhor se for e tocar para as pessoas como sei que gosta de fazer.

Alícia olhou de soslaio para Cora e não desfez o bico.

– Você vai ficar? – perguntou ranzinza.

– Não posso sair muito menos ao sol. – contestou suave.

Alícia relaxou os ombros e suspirou.

– Eu quero tocar para as pessoas. – murmurou.

– Então vá e quando terminar venha comer bolo comigo, não se preocupe ficarei bem. – Cora disse animando-a sacudindo levemente seu braço.

Alícia não resistiu e deixou os braços se descruzarem com os sacolejos provocados por Cora e esboçou um sorriso.

– Promete que ficará bem? – Indagou a menina descendo da cadeira e pondo as mãos no rosto de Cora.

– Sim ficarei agora vá. – Demandou a loira.

– Não demoro. – Alícia avisou indo buscar o violão no quarto e em segundos aparecendo outra vez na cozinha.

A menina estalou um beijo na bochecha de Cora e se foi tão contente que não parecia a Alícia que fazia careta há um minuto.

*****

No primeiro sábado só os rapazes foram para Seattle à tarde com as canções a todo vapor na mente e nos dedo. E com o sucesso tornou-se um evento esperado pelos clientes da casa que Paul, Jake, Seth, Sam e Quil tocassem durante toda a noite.

Por esse motivo Rachel e Emily estavam na cidade com seus filhos, os rapazes cogitavam uma mudança de residência, mas ainda não era uma decisão. Muita coisa estava em jogo, tudo dependeria do progresso da banda, no entanto a pequena casa no meio da extensa relva era certa para passarem os fins de semana. Dois meses já haviam sido assim.

Jacob estava saindo do ensaio, ficou encarregado de passar no supermercado e caminhava até o carro com a nova canção na cabeça. Era agitada e animada. Realmente Seth estava pegando o jeito, seria um ótimo compositor.

Mas à medida que o moreno aproximava-se de seu carro perdia a melodia que estava gravada em sua mente, pois outro soneto tocava. Notas leves, porém muito bem combinadas formavam o acorde perfeito. De tão majestoso fez Jake sorrir largamente e virar-se na direção de onde vinha o som.

O coração de Jacob acelerou quase que ruidosamente e seus pés deram dois passo naquela direção sem ao menos ele perceber e então o moreno parou tempestivamente.

O que está fazendo? Ele se perguntou.

¹ Cornish College– Escola de arte em Seattle.

² Crowne Plaza. – Hotel localizado no centro de Seattle, há uma praça em frente.

³ Julliard – Famoso Instituto de Arte, localizada em NY.

Notas finais
Amores é isso em breve mais. - Não preciso dizer que são os reviews que me motivam, né? - Saber que temos leitores é bom, mas saber sua opinião sincera é melhor ainda, dá mais gás e vcs sabem disso. ;) - Os capitulos agora serão revisados pela lindissima Raquel Duarte =) - Até breve.