Notas iniciais
Olá amores. - Demorei, eu sei. Mas foi falta de tempo, além do calor infernal e insuportavel que está fazendo. Fica insuportável aguentar ficar com o pc quente quando o tempo está assim e além do mais tem faltado luz aqui enfim... Faltou tempo de arrumar o capitulo legal pra vocês por que ele está bem grande, mesmo ele estando todo escrito estava no bruto, entendem? - Bem, me perdoem mais uma vez com a demora e sobre o capitulo passado como já expliquei para algumas leitoras foi uma "introdução" aos acontecimentos posteriores e a partir desse capítulo coisas importantes acontecerão =) - Bem eu falarei sobre a fic lá em baixo, agora bora ao capitulo. Ah e se tiver problemas com a formatação me perdoem, mas eu definitivamente não consigo me entender com essa caixa de texto do Nyah, rs. - beijos, boa leitura.

Mas à medida que o moreno aproximava-se de seu carro perdia a melodia que estava gravada em sua mente, pois outro soneto tocava. Notas leves, porém muito bem combinadas formavam o acorde perfeito. De tão majestoso fez Jake sorrir largamente e virar-se na direção de onde vinha o som.

O coração de Jacob acelerou quase que ruidosamente e seus pés deram dois passo naquela direção sem ao menos ele perceber e então o moreno parou intempestivamente.

O que está fazendo? Ele se perguntou.

Olhou novamente para onde provinha o som e observou que um grande aglomerado de gente estava à frente do canteiro de flores. Com olhos estreitos e forçando sua visão, Jacob tentava ver o artista, mas não conseguia ver nada além das pessoas que lá estavam.

Foi então que a música parou.

Algumas pessoas se dispersaram e umas poucas permaneceram. Jacob sorriu e balançou a cabeça negativamente a fim de dissipar o devaneio e logo fez menção de voltar a seu caminho, entretanto mais notas soaram e como se houvesse sido puxado por um imã Jake virou-se novamente.

Seus lábios estiraram em um sorriso genuíno e devoto, aproximou-se em passos mínimos, seu coração trotava conforme sua visão ficava mais abrangente. O grande parque cingia o canteiro verde e florido e sobre a borda de cimento uma pequena artista tocava o violão rosa totalmente alheia às pessoas que iam e vinham ao seu redor.

O moreno parou há uma distancia significativa, observou a cena com encanto e meticulosidade, suas pernas comicharam para que avançasse mais em direção à origem do som que ouvia.

Podia acompanhar a música conhecida com uma sonoplastia da garganta. Era country, porém alegre. Inclusive as pontas dos dedos de Jacob formigavam e ele não se conteve em estala-los no ritmo da canção.

Pessoas que por ali passavam já não prestavam tanta atenção, afinal a menina tocava mais para si mesma, porém era exatamente essa graciosidade que chamava a atenção de Jacob.

A distração e a envoltura da menina com a música o fascinava. Ficou claro que ela já não tinha ciência das pessoas ao redor.

Alicia subiu seu olhar quando finalmente percebeu sua plateia ausente. Todavia, avistou há uns vinte passos, um homem alto e moreno. Ele a fitava com curiosidade. O olhar estreito e fixo do homem, mesmo de longe, acarretou uma instância na menina.

Aly estava sentada à beira do canteiro, foi um pouco custoso para ela subir lá devido a sua estatura, no entanto já havia se acostumado. A capa de seu violão ficava ao chão e o instrumento no seu colo. Instrumento esse que Alícia não largava por nada e foram as suas próprias notas que roubaram sua atenção outra vez.

Ela permanecia envolvida demais em sua música, distraída cantarolou alguns versos, porém o olhar — indiscreto e interessado — do moreno não saía de sua mente, aliás, toda aquela feição curiosa e de certa forma maravilhada não deixava os pensamentos de Alícia.

Então a pequena voltou a mirar o homem a sua frente. Aly o analisou rapidamente. Ele levava um violão com capa nas mãos, o que fez a menina cogitar a hipótese de Jacob ser músico e sentiu-se gloriosa por isso, ter alguém daquele tipo a observando com tanta admiração.

Jacob depositou sua total vigilância ali, mesmo com algumas pessoas passeando entre ele a menina sua visão não se iludia. Podia vê-la, tão graciosa com suas pequenas mãos ao violão e seus longos cabelos escuros formando uma cortina ao redor de sua face.

Encontrava-se longe ainda, não conseguia vê-la e ouvi-la com a perfeição que gostaria. Sendo assim Jacob prosseguiu e estancou assim que passou a ouvir nitidamente pequenos versos suaves saírem da boca pequena. Seu tom era macio, calmo e inspirador.

O moreno deixou seus dentes aparecerem em um sorriso ébrio. Seu coração disparou absurdamente, ele jazia embevecido com o desempenho da pequena garota. Uma canção tão pura, tão solene e cantada com tanta paixão e destreza.

A moreninha alardeava um sorriso simples à medida que tocava e cantava absorta em seu mundo e em seus pensamentos, contudo a imagem do homem não abandonava sua mente.

Para Jacob o som proferido e tocado pela menina parecia cobrir todo o ambiente e abafar qualquer outro som que não fosse a voz macia de Alicia ou suas notas perfeitas.

O homem até então enlevado e com o desenho de sua boca demonstrando o deslumbramento pela imagem vista, quitou do bolso umas moedas e poucas cédulas, acercou-se uns dois passos e jogou o dinheiro em seguida na capa ao chão.

Alicia assim que percebeu uma sombra aproximar-se sentiu o peito apertar e arregalou um pouco os olhos. O som das pratas chegando ao chão uma sobre a outra foi o estopim para seu alarme e prontamente a menina parou a canção limitando-se apenas observar o dinheiro que acabara de cair.

– Geralmente não faço isso, mas você merece. — Jacob justificou-se com seu tom suave e amável. Ele mesmo achou graça da sua voz raramente usada e nunca utilizada com desconhecidos.

Alícia sentiu o peito relaxar e suas batidas acalmarem com o tom de voz terno de Jacob, embora estivesse curiosa com a conduta do moreno. Sendo assim ela imediatamente o olhou interrogativa.

Jacob arfou e prendeu o ar em seguida. Seu coração perdeu uma batida e sua face esquentou à proporção que suas pernas foram perdendo as forças.

O olhar de Alícia assim de perto era terrivelmente envolvente. O sorriso da face do homem dissipou-se assim como o brilho de seu olhar. Seus orbes foram encobertos por uma névoa, Jacob sentiu-se tonto por fitar aqueles olhos tão expressivos da menina.

Os olhinhos da pequena estavam sustentando uma dúvida.

Por que Jacob estava visivelmente tão encantado por ela? Era uma simples canção, ela pensava.

Além de questionador seu olhar era reluzente e amendoado parecendo ter a cor do mel estando sob o sol que até esse tempo clareava o céu.

Brilho esse, dos pequenos olhos, não deixava Jacob raciocinar. Era tão nítido. Intenso. Familiar. Sim, era familiar Jacob literalmente afundou-se naqueles olhos cor de chocolate, podia ver seu reflexo nele. O moreno engoliu em seco após o susto passar.

Alícia ainda encarava-o especulativa, mas Jacob não conseguia pensar, passou suas vistas ao redor do rosto confuso da menina. As sobrancelhas tão escuras quanto os seus cabelos estavam suavemente unidas, o formato de seus olhos os tornavam tão cativantes que fizeram Jacob imergir novamentenos pequenos orbes acesos e indiscretos.

– Oi. ––– Aly tentou tirar o homem do transe e em seguida esboçou um sorriso simpático apenas elevando a comissura dos seus lábios levemente.

Mostrou-se ansiosa com seu olhar. Seus olhos ainda prendiam Jacob em um vínculo singular. Nem mesmo Jake sabia por que estava preso a olhos tão pequenos. Pequenos e deslumbrantes, isso Jacob não podia negar que eram.

Mas a voz harmoniosa da menina o despertou após um segundo. Jacob embeveceu-se naquela voz simpática e doce. Ele então acompanhou a interrogativa de seu olhar transformar-se em ansiedade.

Por que ela estaria ansiosa?––– Jacob perguntou-se.

O riso da menina por mais simples que fosse roubou a atenção do homem. Singelo, primoroso e belo. Foi impossível Jacob não sorrir como ela também ao contemplar aqueles delicados e pequenos lábios curvados em simpatia.

– Posso? ––– Jacob perguntou referindo-se ao espaço ao lado e Aly assentiu.

Jacob sentou-se antes que suas pernas fraquejassem de vez. Seus músculos estavam inexplicavelmente tensos. Assim como Alícia mantinha-se na mesma posição, contudo ela não tardou a virar-se para o homem a seu lado.

– Você toca? ––– Ela questionou e seus olhinhos apreensivos pairaram no violão encapado nas mãos de Jacob.

O homem levou uns segundos para processar a resposta. A cada movimento mínimo feito pelos lábios da menina ou brilho distinto no olhar era como se já a conhecesse há muito tempo. As bochechas rosadas que se elevavam quando Aly sorria até mesmo seus cabelos esvoaçantes com a leve brisa causava em Jake um confuso deja vú.

– Sim, eu sou músico. ––– Respondeu um tanto absorto.

Alicia curvou seus lábios largamente formando um sorriso abrasador e contagiante. Fazendo mais uma vez Jacob involuntariamente seguir seus movimentos. O moreno sorriu igualmente a menina e Aly teve a impressão de ver seu sorriso refletido ali.

Era possível ver sua própria expressão em outra pessoa? Ela perguntou-se.

Era uma pergunta que uma criança de sua idade não podia explicar. Até Jacob não sabia como aquela pequena criatura lhe arrebatava tanto parecendo ser parte dele mesmo.

– De verdade? ––– Indagou-o com entusiasmo e Jacob dissipou suas paranoias.

O moreno gargalhou.

– Sim, eu tenho uma banda. ––– Informou jubiloso. Admirando o fascínio notável da menininha.

E novamente os olhinhos flamejavam excitação.

– Que máximo. ––– Bradou ––– Você toca o violão? – inquiriu (agora) espichando os olhos para o instrumento nas mãos de Jacob.

– O violão, a guitarra e sou o vocalista. ––– Contestou sorrindo jocoso e animado.

Em seguida Jacob desencapou o instrumento revelando uma fabulosa peça de madeira escura e brilhante que encheu outra vez os olhos de Alícia.

A morena jazia de felicidade. Estava diante de um músico, um cantor. Seu peito inflou de júbilo por estar diante de alguém tão honroso para ela, afinal, a menina sonhava em poder tocar, cantar e transmitir essa paixão para as pessoas, e encontrava-se lisonjeada por estar naquele momento com alguém que fazia exatamente isso.

– Deve ser o máximo, né? Como é? ––– Ela interrogava eufórica.

Jacob já não sabia se sorria por causa do entusiasmo da menina ou do bem estar que aquela risada inocente e expansiva lhe provocava.

No entanto o homem resolveu deixar seus devaneios por hora e prestar atenção na conversa que incrivelmente era conduzida pela criança. O carisma e doçura de Alícia estavam o deixando entorpecido, contudo ele esforçou-se para focar-se nas respostas que a menina aguardava inquieta e alerta.

– Eu adoro tocar, estar com meus amigos e, além disso, é maravilhoso está no palco.

– Eu amo tocar. ––– Alícia comentou. ––– Mais do que de comida. ––– Ela completou e Jacob liberou mais uma gargalhada ruidosa.

– Você é um amor, sabia. ––– Jacob soltou sem nem perceber, estava enlevado pela ternura, simpatiae beleza pura da menina.

– Obrigada, você é lindo. ––– Ela elogiou-o prontamente e Jacob arregalou levemente seus olhos e suspirou.

Quanto encanto.––– Ele pensou.

– Sou o Jacob. --– Ele apresentou-se oferecendo a ela um sorriso amistoso.

– Sou Alícia, mas meus amigos me chamam de Aly pode me chamar assim também. --– Respondeu também curvando seus lábios em uma forma amigável.

O moreno permaneceu observando os fios rebeldes do cabelo da menina dançarem no vento, mas Alícia logo os colocou no lugar sob o olhar divertido de Jake.

– Você toca muito bem, onde aprendeu? — Jacob sondou á medida que as madeixas de Alícia aos poucos tornavam a balançar.

– Hum... ––– Alícia pareceu pensar primeiro.

E realmente ela fazia isso, tentava ordenar os fatos para contar ao homem.

– A primeira vez que toquei foi com a Michelle, o piano do orfanato e então entrei nas aulas de musica e comecei a tocar violão também. — A menina tagarelava deixando Jacob cativo de sua meiguice. ––– Mas eu fui para casa dos Volture. — A menina disse com um muxoxo.

Jacob manteve-se sério, Aly rolou seu olhar pela praça. O clima estava fresco e poucas pessoas passavam diante de seus olhos.

Ela suspirou e virou-se para Jacob que ainda a encarava. O moreno por sua vez analisava outra vez cada traço da garota e o olhar cintilante da menina dar lugar a uma leve melancolia.

– Morava em um orfanato? ––– Jacob indagou com um estranho aperto no peito. Sua voz, no entanto era serena e suave e seu olhar reflexivo.

– Sim. ––– Respondeu casual e emendou diante de um olhar ambíguo de Jacob. ––– Mas eu fui adotada.

Não havia animo em sua voz e seu sorriso fraco não era tão espontâneo.

Jacob franziu o cenho.

– Isso te deixa triste anjinho? ––– O homem perguntou, seu interesse era absurdo naquele momento.

– Não são meus pais de verdade. ––– Aly esclareceu em tom suave e jogou os ombros.

– Mas são legais? ––– Inquiriu no intuito de animá-la.

– Sim. ––– respondeu com um grande sorriso e prosseguiu. ––– Todos são agradáveis comigo, mesmo a Jane sendo chata às vezes. ––– Ela fez uma careta engraçada que levou Jacob ao riso ––– E eu tenho o Alec, ele é como um irmão, nos divertimos todos os dias. Ele me ajudou a ir para a escola de arte.

Jacob reparou como toda a expressão da face dela estava mais contente, entretanto não quis comentar.

– Ah por isso toca tão bem — Concluiu Jake e Alicia corou envergonhada.

– Como?

– A escola. --– O moreno esclareceu. --– Aprendeu muito lá.

– Sim, mas eu quero mais, sabe? Eu quero ter o máximo da música. ––– Alícia contava deslumbrada com seus sonhos.

– Eu pensava assim, anjinho. --– Jacob comentou.

– Você tem uma banda, eu também quero uma. ––– Declarou contente.

Por nenhum momento o sorriso devoto abandonou os lábios de Jacob.

– Sim, mas primeiro você deve ver a música como uma opção, entende? --– O moreno inquiriu.

Alícia negou com a cabeça e o homem a explicou calmamente:

– Tocar e cantar não são uma obrigação ou um dom qualquer. Você foi abençoada com um dom especial. ––– Ele depositou seu indicador carinhosamente na ponta do nariz de Alícia. ––– Use-o a qualquer momento, não há hora nem lugar nem tempo para praticar a música, ela está sempre com você.

A menina esbugalhou os olhinhos.

– Isso que eu sinto. --– Bradou. ––– A música está comigo sempre, mesmo quando estou triste, eu sinto as notas. – Alícia disse baixando o olhar.

– Quando estamos tristes principalmente, a música nos ajuda, pode parecer que não, mas se tocar se sentirá sempre melhor. --– Jacob finalizou mergulhado em suas sensações e como se sentia ao tocar quando estava submerso na dor e em como a melodia o aliviava.

A menina assentiu e gravou aquelas palavras em sua cabeça, lembrou-se mentalmente de não esquecê-la jamais.

– Posso? ––– Aly perguntou com os olhos brilhando fitando o violão tão atrativo de Jake.

Ele lhe ofereceu um sorriso encorajador enquanto colocava o próprio violão nas pequeninas mãos da menina.

Timidamente Alícia colocou seus dedos posicionados no instrumento (maior que o seu) e antes de tocar em alguma corda olhou para Jacob buscando incentivo. O moreno mesmo perdido nos olhos fulgentes da moreninha a estimulou com um aceno de cabeça e deixou-se levar pelas primeiras notas.

Como se reconhecesse o instrumento Aly foi devagar, primeiro formando um Sol maior e em seguida uma Ré maior repetidas vezes sem perder o ritmo e logo um Lá maior. Seguindo um compasso impecável e fascinante Alícia emendou em uma sétima sem perder o equilíbrio.

Jacob sorria ébrio pela facilidade com que Alícia montava seu próprio acorde e não se perdia nas notas, os formava com destreza absoluta.

O moreno então ajeitou o violão rosa em suas mãos, apesar de menor e mais delicado Jacob adotou as notas impostas por Alícia tornando o som ainda maior.

A garota elevou as comissuras dos lábios, admirada por Jake a acompanhar tão rápido. Encontrava-se envolvida no agradável dueto, prontamente seguiu um ritmo acelerado e contínuo, sempre tendo Jacob em sua companhia.

Ele deixou a menina guiar, e isso ela fazia bem. Alícia nem por um momento permitiu a diferença de tamanho do instrumento a atrapalhar, nem ao menos percebeu quando passou a diminuir o ritmo e armar um acorde final, apenas o fez e olhou maravilhada para Jacob que havia a acompanhado nessa jornada.

Jacob permaneceu extasiado, nunca havia visto ninguém naquela idade tocar com tanta maestria. Ele mesmo levou anos para se aperfeiçoar e aquela menina tocava há meses. Jacob diria a qualquer um que isso seria impossível se ele mesmo não tivesse visto toda a habilidade de Alícia bem diante de seus olhos.

Por outro lado, Alícia ainda era um enigma para ele. Não só seu desempenho com a música, mas a cada respirar dado pela criança, Jacob sentia o peito inflar e reclamar por algo, que com toda a sinceridade, ele não sabia descrever e tão pouco explicar o porquê.

– Que tal um sorvete? ––– Jacob sugeriu fitando-a com carinho.

Alicia abriu mais seus olhinhos resplandecentes denotando ali seu entusiasmo com a proposta.

Sem protelar a menina desceu e olhou para o moreno que permanecia sentado a observando com afeição extrema. Então Jacob a imitou e ofereceu uma mão à menina, ela apertou aquela pele acalorada que segurou a sua com imensa delicadeza.

No peito de Jacob seu coração retumbava a todo instante. O moreno sorriu por todo o trajeto até a sorveteria, quase ao lado do bar em que esteve há minutos ensaiando com a banda.

Ele entrou e permitiu que a menina passasse por ele. Aly já exibiaseu caloroso e cativante sorriso ao passo que ia junto com Jacob pelo interior do recinto.

Poucas pessoas olharam divertidas para o homem igualmente a menina a seu lado com um violão nas costas e um risinho ansioso nos lábios. Risadas assustadoramente iguais.

Sentaram-se em uma mesa ao canto, um de frente para o outro.

– O que vão querer? ––– Perguntou uma simpática garçonete de cabelos ruivos.

Jacob esperou um pedido de Alícia, mas esse não veio. Ela encarava-o esperançosa.

– Aqui o cardápio, qualquer coisa só chamar. ––– A ruiva os deixou com dois catálogos e dirigiu-se a duas mesas atrás.

A moreninha esperava que o homem a sua frente fizesse os pedidos e que eles fossem novose ainda mais saborosos.

Ora Alicia estava acostumada a tomar sorvete com Alec ou Cora em uma barraca no parque, a menina não tinha a noção de sabores diversos de sorvetes ou que esses poderiam ser misturados em uma tigela, em sumo Alícia nunca esteve em uma sorveteria. Contudo, ela esperava de Jacob algo novo para ela.

Diante do silencio ambíguo de Alícia e seu singelo levantar dos lábios, Jacob particularizou:

– Pode pedir o que quiser Aly, o sabor que mais gosta.

– Eu gosto mais do de morango.

Jacob estreitou os olhos e os varreu ligeiramente pelo cardápio.

– Morangos com pedaços de chocolates e amendoim? --– Indagou cadenciado fitando-a com diversão em seus olhos.

– Nunca tomei esse, tio. Na verdade é sempre só o morango. ––– Respondeu despretensiosa, porém ao mesmo tempo amável.

Jacob distendeu os lábios de forma torpe, ninguém além de Josh o chamava de “tio” e o rótulo vindo de Alícia causava um estranho reboliço em seu interior, era confortável o carinho, mas ao mesmo tempo bizarro. Coisa que levou Jacob a rir internamente antes de prosseguir.

– Bem, morangos com chocolate e amendoim é meu favorito que tal experimentar? ––– Sugeriu.

A menina soltou um risinho em júbilo e aceitou o palpite com um balançar veemente de sua cabeça.

Jacob fez sinal para a garçonete que sem demora encostou-se a mesa.

– Dois de Morangos com chocolate e amendoim, por favor. – Pediu.

Alicia encarava o homem a sua frente com grande curiosidade enquanto ele fazia os pedidos. Nada a fazia compreender o seu bem-estar causado por Jacob, era bem maior do que o proporcionado por Alec e até mesmo por Nahuel. Quando a garçonete se foi, Aly ocupou-se com a música ambiente, sacolejando os braços e Jacob inclinou levemente a cabeça para o lado.

Alicia era peculiar e apaixonante. Aproveitando que a menina varria a pequena sorveteria com os olhinhos brilhantes e jogava os ombros seguindo o ritmo da música animada, Jacob analisou toda a situação.

A menina tinha um talento extraordinário, sem dúvida. Havia uma amabilidade nela imensurável e sua beleza..., Bem essa deixava Jacob desnorteado. Ao mesmo tempo em que o enlevava o assombrava, era como se Alícia fosse alguém conhecido, aliás, toda a facilidade de interagir com a menina deixava-o espantado.

– O que foi tio? ––– Perguntou Alícia flagrando Jacob a estudando.

– Nada não, anjinho. Só estou pensando.

A menina somente elevou os lábios, compreensiva e tornou a balançar os ombros.

– Me diga. O que faz no dia além de tocar? Você estuda certo? ––– O moreno inquiriu curioso. ––– Como está na escola? — Jacob disparou as perguntas.

Precisava saber mais dela, ouvir mais de sua voz, estar mais próximo.

– A nova escola é legal, mas sinto falta dos amigos antigos, por exemplo, a Sarah, mas eu sempre tiro boas notas e a tarde eu passeio no parque com o Alec, eu ficava lá com a Cora, mas como ela ficou doente... –––- Alícia palavreava sem pausa.

– Quem é Cora? ––– Jacob perguntou confuso.

– Uma amiga que conheci, ela tocava em uma praçaperto da minha casa. ––– A menina explicava e Jacob mudou sua expressão para compreensiva, no entanto Alicia emendou. ––– Ela mora aqui perto, mas está doente.

– Sinto muito por sua amiga. ––– Disse terno.

Alícia lhe ofereceu um sorriso amigo.

– Me fale de seus pais. ––– Jacob pediu e notou um arrepio passar em sua espinha.

Algo adventício e incomodo instalou-se em seu ser tanto que nem mesmo ouviu quando a menina começou a falar.

Seu coração batia com um pouco mais de força e Jacob imaginou ser porque não eram os verdadeiros pais de Aly, eram adotivos e isso significava que a menina era órfã. Uma infelicidade que lhe doía tomar ciência, mesmo Alícia sendo uma estranha e encobrindo com bastante empenhosua frustração. Ainda sim, era uma frágil menina que foi abandonada? Doada? Perdida?

Seja lá o motivo que havia levado Alícia ao orfanato não mudava a sua situação.

Portanto Jacob nomeou o sentimento de consternaçãoque sentia por ter conhecimento da estória da menina: Compaixão; humanidade. Foi assim que ele denominou a sensação de querer colocar Alícia em seus braços e niná-la até convencê-la de que nada no mundo a fará mal, que ela estará segura.

–... E eu gosto muito dos Volture, a Jane é mal humorada, mas também é boa e o Aro se preocupa muito comigo, todo dia quando sai do trabalho passa na casa da Cora para me buscar. — Alícia relatava alheia a expressão meditativa do moreno.

Jacob liberou um riso complacente e assim Alícia voltou a tagarelar sobre as novas amigas de escola e as antigas do orfanato. O homem (agora) realmente estava dando atenção às estórias contadas, fossem elas exageradas ou não.

Assim que chegaram os doces, espontaneamente Jacob e Aly se entreolham com os orbes escuros cintilantes transparecendo a vontade de devorar o conteúdo das tigelas.

– Ah sim e lá conheci o David, a Gaby e o Mark ––– Alícia contava sobre a escola de artes entre uma colherada e outra em seu sorvete. --– O Mark é o meu professor de violino ele diz que sou muito boa e tenho ótimas chances em um instituto. Terá um recital no instituto em que trabalha, sabe aquele prédio coral que vemos daqui? – Ela sondou fitando a janela do outro lado e Jake anuiu, ele sabia exatamente onde era por ser um instituto famoso naquela região.

– Mark disse que poderei tocar se quiser. — Alícia acrescentou.

– Eu não conheço esse Mark e nem a ouvi tocar violino, mas eu acredito que consiga impressionar a qualquer um, você toca em um violão melhor que muito profissional. — Jacob comentou e passou a sussurrar. ––– Cá entre nós você está melhor que alguns da minha banda. ––– Gracejou.

Aly jogou a cabeça para trás soltando uma deliciosa gargalhada incitando Jacob a fazer o mesmo.

– Querem mais alguma coisa? ––– A simpática garçonete tornou a interrompê-los.

Tanto Jacob tanto Alícia fitaram a moça com um sorriso travessoe divertido assim como o olhar cúmplice que tinham.

– Já comeu banana Split, Aly? ––– Jacob sondou desviando seu olhar da garçonete direcionando-o para a menina que negou com um sacolejo de cabeça.

Alícia assim como Jake ignoraram o olhar admirado da garçonete, embora fosse lisonjeadorera um bocado constrangedor.

– Pode trazer duas bananas Split, por favor? — Jacob pediu fitando a menina a sua frente que ostentava os perfeitos dentes em contentamento.

– Claro. Quer pedacinhos de chocolates por cima também? – A ruiva perguntou oferecendo amistosa. ––– É um opcional.

– Ah eu quero! ––– Alícia exclamou entre risos e a garçonete assim como Jacob maravilhou-se com o brilho intenso dos olhos escuros da menina.

– O senhor tem uma filha muito linda. — A garçonete comentou suavemente totalmente virada para Jacob.

O moreno guardou o sorriso e encarou a jovem com os olhos um pouco confusos.

– Obrigado, mas não é minha filha. — Ele replicou meio sem jeito.

A garçonete ficou um pouco surpresa e preparou para desculpar-se, mas Alícia a interrompeu com uma singela risada.

– Ele não é meu pai. — A menina disse divertidamente.

A moça assentiu e passou os olhos de Alicia para Jacob. O moreno não conseguiu disfarçar e manteve-se por segundos fitando a menininha, intrigado e com certo desconforto. Jacob definitivamente estava louco para que a garçonete se apartasse.

– Desculpe-me, mas vocês são parecidos... — Explicou-se encabulada.

Jacob anuiu e sorriu amigavelmente.

– Tudo bem.

Alícia ainda ria da moça e simultaneamente Jacob observava a mesma rodear o balcão e sumir pela porta que ele presumiu levar a cozinha.

– Eu queria que meu pai fosse bonitão como você. ––– Alícia comentou despretensiosa.

Jacob estendeu os lábios, embevecido.

– Se eu tivesse uma filha gostaria que fosse um anjo como você. ––– Respondeu de forma compassada e as bochechas de Alicia enrubesceram. ––– E eu agradeço por seu desejo. – Jacob completou.

– Obrigada. ––– A menina murmurou

Em seguida Jacob percebeu Alicia rodear a borda da tigela de vidro com a ponta dos dedos. O esforço da menina era grande, por conta disso, suas duas sobrancelhas estavam unidas.

– Só funciona em taças de água, anjinho. — Jacob noticiou suspeitando do que Alícia tentava fazer.

– Ah... — Alícia soltou um muxoxo relaxando na cadeira.

– Tio, eu posso ver sua banda tocar? – A moreninha perguntou de repente.

– Claro minha linda, se quiser eu falo com seus... Guardiões? ––– Jacob achou estranha a palavra em sua voz.

– Acho que sim. — Alicia respondeu jogando os ombros.

No mesmo instante as bananas chegaram.

A garçonete por um momento manteve-se muda, no entanto vislumbrou Jacob e Alícia sorrirem da mesma forma diante do doce, sendo assim a jovem não se conteve.

– Ela é a sua cara e é um encanto. — Ela particularizou em um tom baixo, mas dirigindo-se a Jacob que a encarava sereno, porém compreensivo e isso o assombrava.

A jovem deteve o seu riso afável e seu olhar encantado para ele por uns segundos antes de se retirar.

Jacob pensou em dizer outra vez: "Ela não é minha filha", entretanto travou e fitou Alicia, alheia ao que acontecia. Ela consumia as bananas com deleite. Jacob permitiu um riso escapar ao contemplar a satisfação da menina com o doce.

Contudo, ele acompanhou como Alícia colocava a colher na banana e levava uma porção à boca, da mesma forma analisou a maneira como a menina segurava o talher. Jacob engoliu em seco e seus olhos arregalaram-se ainda mais.

Olhou para sua própria mão e essas seguravam a colher da mesma forma, o anelar e o indicador sobre o polegar.

Alícia fitou o homem a sua frente e ficou um pouco encabulada. Estava tão entretida em devorar o doce a sua frente que ao menos deu atenção ao moreno.

– Não vai comer tio? ––– Perguntou com sua voz suave e delicada.

Jacob apenas anuiu sorrindo ainda admirando todo o jeito inocente da garota. Após alguns minutos Jacob voltou a si, sacudiu a cabeça espantando os pensamentos estranhos e se juntou a Alícia na banana Split. Sem demora Alícia desatou a perguntar sobre a banda.

– Os outros são tão legais como você? — Aly indagou faceira, após engolir a ultima parte de seu doce.

Jacob balançou a cabeça negativamente conforme mastigava e após engolir esclareceu:

– São legais, mas não me superam. ––– Gabou-se.

Alícia outra vez soltou a gargalhada ruidosa tombando sua cabeça para trás. Jacob não se conteve em fazer o mesmo.

– Aly, eu acho melhor te levar para casa. ––– Jacob disse fitando o relógio em seu pulso. ––– Está ficando tarde, veja. — Ele apontou a vidraça da sorveteria do lado oposto a eles.

A menina sem nenhuma vontade encarou o céu arroxeado visível através do vidro. A movimentação havia diminuído e era notável a brisa lá fora uma vez que os galhos balançavam levemente.

Alícia suspirou e assentiu. Jacob tinha o peito apertado, mas não podia ficar ali com ela para sempre, tão pouco levá-la para casa. Todavia a opção de carregar a moreninha com ele era tentadora. Os olhos de Aly eram expressivos e transbordavam carinho e êxtase. Sua feição apesar de alegre escondia uma falha de sua vida.

Jacob pediu a conta e bufou internamente ao ver a mesma garçonete novamente à proporção que puxava o ar fortemente com sutileza.

– Obrigada, moça. — Aly agradeceu descendo da cadeira e pegando o violão ao passo que Jacob fazia o mesmo.

– Obrigada. — Jacob disse a jovem que contava o dinheiro.

Ele não sorriu apenas pegou seu instrumento e colocou mais umas cédulas na mão da garota.

– Sua gorjeta. ––– Esclareceu.

– Obrigada senhor... ––– Ela timidamente agradeceu. — E me perdoe pela indelicadeza, mas ela... –––- A garota outra vez fitou os dois clientes lado a lado –––, ela é a sua cara e é adorável. ––– Disse devagar e prontamente ofereceu um olhar encabulado a Jacob.

– Agradeço e compreendo, mas de verdade não sou pai dela. ––– Jacob forçou as palavras e torceu para que não saíssem rudes.

– Tudo bem ––– A garçonete deu-se por vencida. –––, Perdoe-me outra vez e voltem sempre.

Jacob e Alícia saíram da sorveteria sob o olhar reflexivo da garota. Ela balançou a cabeça, mas nem isso lhe tirou da ideia de que aquela garota era filha do homem, as semelhanças eram gritantes, mas por fim ela suspirou e foi atender outra mesa. Afinal, se ele insistia que não era pai da menina, talvez por uma minúscula possibilidade ele não fosse, porém aquela garçonete duvidava dessa mínima hipótese.

Já do lado de fora Jacob encaminhava-se novamente para seu carro com Alícia deliciosamente papeando ao seu lado e então ambos viraram-se ao ouvirem uma voz briguenta surgir atrás deles.

– Jacob você não ia ao supermerca... ––– Rachel perdeu as palavras quando seus olhos caíram em cima de Alicia.

– Eu ia, mas ouvi a Aly e perdi a noção do tempo. –-- Retrucou ––– Rachel precisa ouvi-la é incrível... — Jacob noticiava sorridente alheio ao olhar alarmado e especulativo que sua irmã pregava sobre a menina.

– Olá. ––– Alícia cumprimentou a morena.

A mesma sensação de quando falou com Jacob pela primeira vez. Rachel lhe parecia agradável, confiável, além de muito bonita, era cativante e sem delongas Alícia alargou mais a curvatura de seus lábios formando seu sorriso mais deslumbrante.

Rachel resfolegou, seus olhos castanhos se pudessem sairiam de sua face. O sorriso daquela menina era um reflexo do seu irmão. Rachel sem esconder seu assombro varreu toda a pequena estrutura de Alícia. O sorriso era de Jake, os cabelos negros, as bochechas levemente arredondadas, a forma que segurava o violão e as... Mãos.

Céus, as mãos são idênticas.– ela pensou.

– Rachel, está bem? — Jacob indagou à medida que se aproximava de sua irmã.

Seu tom era preocupado e seu sorriso não estava mais lá, mas sua face ainda estava tranquila.

Assim como Aly que ao invés do riso extenso, tinha seus olhos confusos espichados sobre a figura da mulher a sua frente.

– Jacob, onde arrumou essa menina? — Especulou com o tom baixo e cadenciado.

O olhar de Rachel agora estava no chão da calçada, tentava processar como aquela menina era parecida com Jake.

– Rach. ––– Jacob ralhou levemente brincalhão, deixou um risinho oscilar em seus lábios. ––– Acabei de lhe contar, a ouvi tocando na praça, é encantadora, a levei para tomar sorvete e perdi a hora. –-- Informou outra vez como se fosse óbvio e novamente o olhar de Rachel pairava sobre a menina.

Analisava a menina sem pudor, tanto que Aly sentiu-se corar e retraiu-se um pouco a fim de esconder-se atrás de Jacob.

– Jacob, ela é a sua cara. — Citou categórica sem ao menos tirar os olhos de cima de Alícia que suavizou a expressão de receio, mas só um pouco.

No mesmo instante Jacob virou-se para Aly atrás de si. A menina lançou lhe um olhar pedinte e um meio sorriso e as palavras da garçonete lhe vieram à mente.

“Ela é a sua cara e é adorável.”

– Talvez o sorriso. ––– Jacob murmurou tentando ignorar o aperto no peito que sentia a cada vez que encarava os olhos expressivos e brilhantes de Alícia.

O homem estava se esforçando para demonstrar indiferença diante de um fato inusitado.

– Jacob, o sorriso é igual o seu. ––– Rachel proferiu de dentes cerrados e evitou abrir muito a boca, não queria assustar (mais) a menina.

Jacob fitou a irmã com repreensão.

– Quer que eu acredite ser coincidência? ––– Rachel inquiriu arrogante cruzando os braços.

– Porque não seria? ––– Jacob imitou minuciosamente os trejeitos de sua irmã.

– Por que... ––– Rachel estudava a menina para obter uma resposta coerente. ––– Ela é linda. ––– A morena suspirou e Alícia deixou sua insegurança passar em seus olhos. –––, eu conheço esse olhar é tão... Inocente e receoso. ––– A mulher dizia mais para si, entretanto não impediu que Jacob ouvisse suas reflexões.

– O olhar dela me assusta às vezes. ––– Jacob desabafou sem pretensão.

Alícia encolheu-se e olhou ao redor procurando uma fuga. Os dois irmãos a encaravam como se ela fosse de outro planeta. Aquilo estava afugentando-a. O medo rondava seus olhos, a confusão sua face.

Colocou o violão corretamente nas costas e passou a apertar as mãos, uma a outra enquanto decidia a melhor opção. Sair correndo? Ficar parada ali? Gritar? Chorar?

A garota estava apavorada.

– A gente deve está assustando ela. ––– Rachel concluiu ao vislumbrar o pavor cobrir a face angelical de Alícia.

Jacob ergueu uma das sobrancelhas arrogantemente. Rachel havia começado as especulações — sem disfarçar — e ele estava a assustando? O moreno pensou em reclamar, mas aquela não era hora e nem o lugar para discutirem. Assim, preferiu cuidar de Alícia.

– Desculpa se te assustei. — Rachel disse docemente para a menina abaixando-se a altura dela. ––– Sou Rachel, irmã do Jake. ––– Ela apresentou-se sorrindo amigavelmente oferecendo sua mão para a menina.

Aly permanecia confusa. Encarou a mão da morena estendida, o rosto suave da mulher, os olhos tão amistosos como o sorriso. Fitou Jacob com seu sorriso incentivador, seu olhar cativante e sentiu-se minimamente melhor. Suspirou e aceitou a mão de Rachel, mas ainda não sorriu.

– Como se chama? — Rachel indagou.

– Alícia.

Rachel consentiu uma risada suave e alegre sair ao ouvir a voz tão harmoniosa e sublime de Aly.

– Te assustei?

Aly mirou os pés e mordeu levemente os lábios por indecisão, por fim encarou Rachel. A mulher por sua vez segurou-se, novamente foi surpreendida. Aquele olhar receoso não era particular de Alícia.

– Um pouco. — Murmurou a criança.

– Desculpe a Rach, ela é descontrolada. — Jacob interveio de forma engraçada que fez Aly soltar um riso.

Jacob colocava o seu violão nas costas sob o olhar divertido de Aly. E novamente a menina tinha as comissuras dos lábios elevadas.

– É me perdoe, mas você é linda. Adorei conhecê-la. — Rachel disse acariciando levemente os cabelos da menina.

Alícia sentiu um conforto com o carinho cálido, assim como os minutos com o moreno haviam sido formidáveis.

– Também gostei de você, tia. — A menina declarou pegando na mão de Rachel a acariciando.

Rachel de inicio ficou surpreendida, mas logo mostrou um sorriso sem dentes e beijou a testa da menina. A morena fitou a mão que Aly segurava. Ela tinha razão. A mão era como a de Jake, menor e mais fina, porém era o mesmo desenho. Sem dúvida.

Controlando-se e sem desmanchar o sorriso Rachel soltou as mãos e levantou-se logo sussurrando apenas para Jacob:

– A mão é igual a sua. --– O moreno continuou sereno. ––– Jacob ela é sua filha. ––– Rachel assinalou em um fio de voz.

Jacob estremeceu com a afirmação, um frio percorreu seu corpo em espiral e ele fitou novamente a menina a sua frente. Foi impossível não reparar verdadeiramente nas palmas e nos dedos os quais ela levava entrelaçados à frente do corpo.

Mesmo sabendo de que Rachel tinha razão, a garçonete tinha razão e até sua consciência estava certa. Não podia ser coincidência. Seria estapafúrdio, alguém ter uma filha tão semelhante a ele sem ter algum parentesco.

Jacob tinha certeza que ela não era sua filha. Saberia se tivesse uma filha não?

O homem por fim acertou sua postura e sorriu para a menina abaixando-se a altura dela.

– Anjinho, acho que é hora de ir. ––– Comentou olhando os orbes agora mais densos e significativos de Alícia.

Aly soltou um muxoxo e concordou com um aceno de cabeça enquanto mirava os pés.

– Prometo te levar a um show da banda. ––– Jacob prometeu colocando seus dedos no queixo da morena e erguendo o rostinho antes amuado e agora ligeiramente animado.

– De verdade? ––– Inquiriu saltitante.

– Sim, vamos. Eu vou te levar e falo com seus responsáveis. — Jacob demarcou erguendo-se e pegando na mão pequena de Aly.

– Jacob eu não sei se é uma boa ideia... ––– Rachel disse receosa.

Ela não queria acabar com a diversão de ambos, por outro lado não tinha uma boa sensação.

Intuição feminina? Talvez, mas Rachel ainda não enfrentava a existência de Alícia como algo acidental ou coincidente. Havia algo oculto ali, algo desconhecido. Poderia ser bom ou ruim. Entretanto Rachel não poderia decodificar seus sentimentos e muito menos as lacunas apresentadas a ela.

– Rachel relaxa não há nada demais em levá-la ao show. ––– Replicou. ––– Josh e Sean sempre vão ao show, qual seria o problema? ––– O moreno argumentou eloquente e Rachel soltou o ar; derrotada.

Jacob caminhou com Alicia a seu lado e Rachel a seu alcance até seu carro. Por menos de duas quadras chegaram ao prédio o qual Alícia informou ser o que Cora morava.

– Aro não chegou. ––– Alícia comentou assim que saiu do carro.

Ela notou a ausência do sedan de seu guardião e suspirou.

– Tudo bem Aly, nos veremos outros dias, sim? Passarei na praça. ––– Jacob assinalou tranquilamente.

Alícia esboçou um sorriso indulgente.

Jacob a abraçou de súbito, envolvendo seus braços fortemente ao seu redor. Alícia por sua vez correspondeu a seu abraço em mesma intensidade. Nenhum dos dois gostaria de se soltar. Jacob por que tinha a esquisita sensação de estar perdendo algo. Alícia o deixava mais vivo e sensível algo que ele já não sentia há muito tempo.

E com a criança em seus braços não era diferente, o pequeno coração de Alícia trepidava e palpitava forte por ter que deixar Jacob partir.

– A gente se ver. ––– A menina disse ainda com seus bracinhos ao redor do pescoço de Jacob.

O homem hesitou por uns instantes soltá-la, mas por fim esforçou-se e conseguiu libertá-la.

– Tchau, princesinha. ––– Rachel abraçou a menina que logo enlaçou sua cintura com os braços. ––– Vejo você em breve.

Rachel e Jacob ficaram na porta do prédio até Alícia entrar e para no topo da escada e acenar um “adeus” para em seguida sumir de suas vistas.

– Jacob... ––– Rachel começou em tom brando.

– Eu sei Rach, eu sei. Ela se parece comigo, seu sorriso é igual, as mãos e até o jeito de comer, eu sei. ––– O moreno exasperou pondo as mãos na cintura.

– E o que irá fazer? — Rachel perguntou e sondou-o com o olhar.

– Como assim? O que irei fazer? ––– Retrucou Jacob severo e em seguida enervado passou as mãos pelos cabelos.

– Jake, precisa saber se ela é sua filha. ––– Rachel insistiu. ––– Embora eu já tenha certeza. ––– A morena cruzou os braços de forma petulante fitando seu irmão visivelmente irrequieto.

– Que droga, Rachel! ––– Esbravejou. ––– Ela não é minha filha. ––– Reafirmou pausado e taxativo.

– Tem certeza? ––– Rachel perguntou fitando-o impertinente.

– Claro que tenho. ––– Jacob contestou rude pondo-se a caminhar para o carro.

Rachel o seguiu e adentrou o veículo após seu irmão ter feito o mesmo. E em seguida ela tentou ponderar:

– Mas Jacob de repente...

– RACHEL JÁ CHEGA! ––– Cortou-a. ––– Que merda! Se eu tivesse uma filha saberia, você acha mesmo que eu engravidaria alguém e largaria assim sem saber de mais nada? ––– Jacob gritava impaciente.

Rachel já tinha seus olhos esbugalhados por seu espanto pelo jeito aborrecido de seu irmão, no entanto sobressaltou-se dando um breve grito quando Jacob bateu com as palmas no volante.

– Podemos esquecer esse assunto? ––– Ele perguntou em tom gutural fitando severamente as mãos apertadas ao volante.

Rachel respirou fundo, fechou os olhos ligeiramente logo os abrindo e respondeu:

– Às vezes foi uma aventura, coisa de uma noite, Jacob tem muitas possibilidades. — Sua voz era baixa, porém as palavras saíam apressadas.

Contudo seu argumento só contribuiu para aumentar a irritação de seu irmão.

– Rachel eu não quero ouvir mais nada. Não quero saber de possibilidades e nem nada do tipo, por favor, me entenda. ––– Ele pediu choroso com seus olhos lacrimejados.

Seu coração trotava; cada fibra de seu corpo tremia. Jacob seu estado era de pânico. Aflito. E ele nem mesmo sabia explicar. Na verdade ele sabia, mas não queria admitir.

– Esse assunto está acabado. – Deliberou deixando os nós de seus dedos brancos presos ao volante. ––– Ela não é minha filha. ––– Demarcou enérgico.

Sua face estava dura e seu corpo trêmulo, mas Jacob não queria demonstrar, já estava superando uma grande magoa de sua vida, tentando preencher um vazio e não queria esse martírio agora.

Ele virava a chave na ignição quando Rachel fitando a estrada através do vidro frontal suavemente indagou:

– Do que tem medo?

Jacob abaixou o olhar e lentamente olhou sua irmã que se virou para ele. Rachel sentiu pena de Jacob, ele parecia destroçado.

Conforme ela pensava, Jacob estava atormentado com as possibilidades, mesmo ele tentando ignorar ou encobrir, as possíveis chances da criança ser biologicamente sua estavam ali. Ele não podia simplesmente ser indiferente e isso o apavorava.

– Rach. ––– A voz de Jacob saiu grogue. ––– Pensar que ela pode ser minha filha me deixa desesperado. ––– Desabafou. ––– Essa menina cresceu em um orfanato, ela está sendo cuidada por possíveis pais adotivos ––– Ele demonstrou sua aversão à palavra –––, ela sonha com seus pais de verdade e isso a deixa triste. –––- Conforme Jacob colocava seus pensamentos para fora, perdia o foco de seu olhar. –––- Ela é só uma menina não merecia ter passado por isso. ––– Lamentou.

– Jake eu te entendo... ––– A morena afagou as bochechas do irmão.

– Não Rachel você não entende. ––– Retrucou. ––– Acha que não sei que possibilidades existem e que ela pode ser minha filha? Eu sei, acidentes acontecem e eu não vivo em celibato, mas Rachel me desmonta o fato de vê-la tão frágil e desprotegida e saber que a culpa é minha.

– Jacob a culpa não é sua, você nem mesmo saberia da existência dela se não a visse aqui hoje. ––– Rachel comentou com o intuito de amenizar o olhar sofrido de seu irmão.

– Claro que é Rach, se ela não tem um pai significa que eu não estava lá quando ela nasceu e se eu não estava é porque fui insensível o suficiente por deixar a mãe dela em algum lugar. ––– Ele reclamou cruzando os braços e olhando a estrada com sua expressão aborrecida.

– Jake. ––– Sua irmã lhe chamou tão carinhosamente que o fez sorrir. ––– Está se ouvindo? ––– Ela rebateu e balançou a cabeça negativamente. ––– Você não é insensível e nem culpado, talvez a mãe dela fosse tão leviana que não soubesse quem era o pai ou talvez fosse uma pobre incapaz que não tinha condições de criá-la e muito menos ir atrás de você, alguém que ela viu uma vez na vida. — Rachel especulava com calma.

Jacob meditou e soltou o ar com brusquidão.

– Eu prefiro não saber a verdade, eu tenho medo do quanto tenho culpa por isso e o quanto perdi da minha vida e da vida dela. ––– Confessou. ––– Nunca me perdoarei por ter sido tão covarde. ––– Finalizou.

– Você não é assim Jacob, você não é e não será o ultimo homem do mundo a conhecer um filho após anos do nascimento do mesmo. — Rachel o confortou. Ou pelo menos tentou.

Jacob estava inconsolável naquele momento.

– Esfria a cabeça e depois vá atrás da verdade, se houver tempo perdido terá tempo o suficiente para recuperá-lo, eu tenho certeza.

Jacob distendeu seus lábios em um gesto de agradecimento para sua irmã. Pensou um pouco nas palavras de Rachel e nas suposições e tomou sua decisão. Faria exatamente isso. Sendo culpado ou não, ele não deixaria mais aquela menina desprotegida. Ela poderia não ser sua filha, mas conquistou seu coração.

E se ela fosse, bem, ele determinou enquanto dirigia que recomeçaria e faria dos anos tristes e perdidos apenas resquícios de cinzas em meio a tornados de felicidades.

*****

– Aly onde esteve? ––– Cora perguntou levantando-se do sofá e indo até a menina sorridente.

Cora tornou a sentar-se e Alícia repousou ao lado da amiga, colocando o violão ao seu lado e contou absolutamente tudo o que havia acontecido, cada detalhe das horas que passou com Jacob.

– Querida, não pode sair com estranhos assim, é perigoso. ––– A loira repreendeu, porém em tom suave e não rude.

– Eu sei Cora, mas agora o tio Jake não é mais estranho e eu quero muito ver o show da banda dele. — Aly disse saltitante, porém ainda sentada.

Cora sorriu diante do entusiasmo da menina.

– Tenho certeza que pedindo com carinho, Aro e Nahuel deixarão. ––– Cora comentou acariciando os cabelos da menina.

– Creio que depois de tanto sorvete não comerá o bolo, não é? ––– Cora deduziu.

Alícia gargalhou e a encarou com seu rostinho de sapeca e apenas confirmou a suspeita de Cora; o bolo então ficou para viagem.

Não demorou e logo Aro buscou Alícia. E a menina foi tagarelando até em casa sobre Jacob, banda, sorvete e até sobre a Rachel ela conversava.

Aro comoveu-se com a meiguice e persistência de Alícia por insistir sobre acompanhar Jacob no próximo show. Ele logo prometeu deixá-la ver o show assim que conhecesse o tal Jacob "maravilhoso" o qual Aly pintara.

Uma semana depois.

Renesmee estava sentada no sofá, confortavelmente com seu conjunto de algodão e assistindo a um programa na TV. Era sábado à tarde, a chuva permanecia fina e agradável depois de dias no mormaço.

Bella e Claire entraram rindo após um passeio no centro. Nessie imediatamente virou-se para a porta assim que ouviu as risadas.

– Ué você não ia sair? ––– Indagou Claire soltando duas sacolas de compra no chão e indo sentar-se ao lado de Renesmee.

– Acho que não vou. — Respondeu desanimada voltando à atenção ao programa.

– Mas você gosta tanto do Daniel, deveria ir, pois até presente comprou para ele. ––– Bella argumentou livrando-se das chaves depositando-se junto a seu casaco sobre um aparato ao lado da porta.

– Eu sei, mas fico pensando de ter muitas crianças lá e eu me sentir mal por isso. ––– Ponderou olhando sua mãe.

– Achei que já estivesse bem com isso. ––– Bella comentou sentando ao lado da filha.

– Não é só isso. ––– Renesmee replicou. ––– Nahuel também está estranho. ––– Esclareceu.

– Estranho como? ––– Claire inquiriu imensamente curiosa.

– Não retorna minhas ligações, ou me dá evasivas quando pergunto sobre a minha filha. – Renesmee reclamou aborrecida fitando sem atenção a janela.

– Ele pode está cheio de trabalho ou ocupado com a festinha do filho. ––– Claire cogitou pensativa.

– Não. Ele já está assim há um bom tempo desde que as coisas com a Sophie não deram certo. – Retrucou com um muxoxo voltando o olhar à Claire.

– Filha, é mais um motivo para ir. ––– Bella disse acariciando seus braços. –––Converse com ele, Nahuel não me parece ser do tipo temperamental. ––– Argumentou.

Bella havia simpatizado com Nahuel desde o dia que chegou.

A tarde era chuvosa e até relampeava. Nessie ajudava Bella a arrumar suas coisas no armário quando Nahuel ligou dizendo que deixaria umas pastas com ela. Por chover muito àquele fim de tarde o assistente preferiu ir até o apartamento de Renesmee ao invés de tirá-la de casa.

Bella quando pôs os olhos em Nahuel — ainda parado na porta — encantou-se com o rapaz. Bem-apessoado, bem vestido e gentil. Quando sua filha falava do amigo ela não imaginava que ele fosse tão agradável.

Renesmee e Nahuel se reuniram na sala e Bella serviu chocolate quente a todos enquanto sua filha olhava os documentos junto ao assistente. Bella só observava a forma profissional e afetuosa que Nahuel levava a conversa.

Decidido que a filha de Renesmee não havia sido adotada e tão pouco entregue ao orfanato em agosto, dessa vez procuravam em data de aniversário diferentes. Por fim Nahuel resolveu pesquisar em qualquer menina nascida naquele mês.

Renesmee demorou um pouco mais em algumas meninas e então concordou em ver uma em um orfanato próximo a Tacoma.

Sua mãe a todo tempo manteve-se deslumbrada com as gentilezas de Nahuel. O assistente levou Renesmee pra conhecer a Sophie, porém assim que Nessie bateu os olhos na moreninha sentiu o peito esfriar e a ansiedade gradativamente diminuir. Não era ela.

Nahuel tentou argumentar persuadindo-a a dar uma chance, esperar uma confirmação, porém só foi preciso uma pesquisa a mais e pronto! Sophie era filha de uma senhorita chamada Janice.

– Eu sei, mas ultimamente eu também passei a me sentir impaciente, posso tê-lo magoado não sei... ––– Renesmee desabafava.

– Não seria ansiedade pelo recital? ––– Claire a interrompeu.

Nessie pensou por uns segundos.

– É talvez. ... ––– Refletiu sem ter certeza. Mas não sentiu o coração desacelerar.

A aflição ainda enredava seu corpo, todos seus temores permaneciam ali e a esperança ela sentia que estava no limite e prestes a se esvair. Sabia que algo estava acontecendo.

– Filha é só uma festinha de aniversário, tudo ficará bem. Vá se arrumar e diga a Nahuel que mandei lembranças. ––– Bella encorajou com as palavras e com o sorriso.

Sem vontade Renesmee começou a arrumar-se optando por um vestido florido de cetim. Iria por consideração a Nahuel e Daniel e também tinha o mesmo objetivo de Bella e Claire ao incentivá-la: Distração. Renesmee andava bem desanimada, todo o gás que tinha parecia dissipar a cada vez que Nahuel dizia não ser sua filha. E visitar duas meninas e ter certeza que essas não eram a sua menina causaram um vendaval em seu amago.

Todavia ela não desistiu e nem desistiria, nem Nahuel, Bella ou Claire deixaria isso acontecer caso Renesmee retrocedesse.

– Bella não quer mesmo que eu lhe faça companhia? ––– Claire indagou uma última vez.

A morena sairia junto com Renesmee, entretanto encontraria uns amigos. Por diversas vezes Claire tentou arrastar a amiga consigo, porém a amiga era irredutível então ela acabou desistindo, no entanto ainda a estimulava esfriar a cabeça uma vez e outra.

– Tudo bem querida. ––– Assegurou. ––– Assistirei a um filme e tenho certeza que Renesmee não irá demorar. ––– Bella respondeu já deitada no sofá aninhada a um cobertor de lã.

No momento em que Claire abriu a boca para contestar o celular de Bella começou a tocar estridente no bolso do casaco ainda sobre o aparador.

– Pega para mim Claire? Por favor. –––- Bella pediu sem tirar os olhos da TV.

A morena buscou o aparelho e parou quando visualizou a chamada.

– Bella. ––– A morena sussurrou.

A mulher então se virou com o rosto retorcido em confusão. Não entendeu por que do sussurro ou da chamada, no entanto ela tão cedo entenderia.

– É o Edward. ––– Claire disse ainda com a voz baixa aproximando-se de Bella e entregando o telefone.

Bella imediatamente pegou o aparelho nas mãos e o analisou por uns instantes. Renesmee não gostava nem que falassem o nome Edward perto dela, muito menos em sua casa e pior ainda seria se pegasse Bella papeando com ele ao telefone. Sendo assim, por respeito a toda magoa – compreensível – de sua filha Bella rejeitou a chamado e abandonou o celular até cair em seu colo.

No momento em que Renesmee chegou à sala, Bella e Claire olhavam-se estranhamente com cumplicidade, mas ela nem reparou apenas depositou um rápido beijo na bochecha de sua mãe.

– Deus te abençoe querida e se divirta. ––– Bella disse ao abraçar a filha. ––– E você também Claire, tome juízo. ––– Ela alertou sorridente à morena que também deixou um beijo em sua face.

Assim que as duas saíram pela porta o celular da mulher tornou a tocar. Ela respirou fundo e relaxou o corpo no sofá quente e macio, prontamente atendeu a chamada que se tornaria uma longa e desgastante conversa.

Notas finais
Babies, o que acharam?? - Bem a partir de agora perceberam que as coisas mudarão, certo? - Pra quem está ansioso para Renesmee descobrir quem é sua filha: Capitulo que vem. - Quem está ansioso para o encontro Jake e Nessie finalmente no 24 o/ - Espero que tenham gostado. - Beijinhuuus e até o próximo.