Os Acordes Do Amor
15 Um novo caminho
Notas iniciais
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Tive uma semana complicada =/, e uns acontecimentos chatos, mas enfim, cá estou.
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Quero agradecer aos lindos comentários e dar boas vindas as leitoras novas! Responderei todos em breve.
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Sem demora, nos falamos lá em baixo.
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Boa leitura! =)
Seattle
O vasto campo verde do orfanato contrastava sob os leves raios solares e estava repleto de meninas que brincavam despreocupadamente. Umas brincavam com a tradicional corda a pulando aleatoriamente, outras dançavam ao som de um pequeno rádio, havia algumas fazendo rodas e girando, entre as diversas brincadeiras as meninas se revezavam e sob a sombra de uma imensa e afastada árvore estava Alicia e Sarah brincando com a criatividade.
Dias haviam se passado desde queAlicia descobriu seu tom com a música, até violão já estava tocando também. Quis frequentar as aulas de música, que eram apenas para meninas mais velhas, mas a deixaram assistir afinal Alicia era um prodígio, era só ver ou ouvir que logo conseguia reproduzir qualquer tipo de som como uma profissional.
Sarah mesmo que fora de tom cantarolava uma de suas canções favoritas enquanto a amiga a acompanhava em uma guitarra imaginária. Alicia estava tão entretida imaginando tocar o instrumento com tanta vivacidade, como tinha visto uma menina fazer com uma guitarra de verdade na aula de musica mais cedo, que não viu que alguém se aproximava.
– Bravo! De novo, de novo. — O homem alto e engravatado batia palmas animado e sorridente ainda fora da sombra da árvore mas próximo o suficiente para ver e ouvir as meninas perfeitamente.
– Tio Nahuel. — Alícia prontamente correu até ele que de um abraço caloroso a suspendeu no ar momentaneamente.
Alícia ainda sorria enquanto se equilibrava novamente ao chão quando Sarah recebeu o mesmo abraço aconchegante por parte de Nahuel.
Ele era um piscicólogo e assistente social que frequentava o orfanato, tinha um afeto especial pela pequena morena cativante, desde pequena Alícia lhe despertava um carinho sem igual. Claro que Nahuel amava cada uma daquelas crianças como se fosse dele, mas Alícia tinha algo especial no olhar.
– Achei que não viria hoje. — Sarah comentou sorridentes tentando conter as madeixas loiras atrás do orelha que o vento bagunçava.
– A Senhora Campbell me chamou. — Explicou Nahuel simpático amarrando delicadamente os cabelos da menina em um coque desajeitado.
Sarah riu do jeito que seu cabelo havia ficado, mas agradeceu a Nahuel.
– Por que ela te chamou tio? — Alícia perguntou séria pela primeira vez desde que começou o dia.
Nahuel então suspirou e olhou com pesar para a menina.Alícia diante do olhar intenso e claro de Nahuel recuou dos passos e arfou.
– Eles vão me levar? — A menina indagou com um traço de desapontamento em sua voz.
Nahuel apenas relaxou e abaixou-se na altura da menina. Alícia fechou os olhos e tentou se acalmar inspirando e soltando o ar lentamente.
Havia uma semana em que um casal bem peculiar havia ido conhecê-la. Sulpicia e Aro Volturi, aparentemente eram boas pessoas de condições financeiras aceitaveis, porém Alicia não queria um lar qualquer, ela queria ficar ali entre amigos até seus pais encontrá-las, esse era o desejo de seu coração.
Nahuel havia prometido a Alicia que faria de tudo para que ela não fosse adotada, até por que ele mesmo achava estranho um casal que já tinha filhos querer uma menina já grande. mas o casal era perpicaz convenceram que era apenas por uma missão de boa obra, como profissional Nahuel não podia ir contra a crença de ninguém, mas no fundo de seu coração sentia que junto aos Volturi não era o ligar de Alícia.
– Alicia se eu tiver que te entregar você entenderá, sim? — Nahuel questionou-a cautelosamente e a morena com a cabeça baixa nada lhe respondeu. — Eu lhe disse princessa, se eu não entregar o relatório correto para a Senhora Campell posso perder o emprego e não mais te ver, eu não gostaria que fosse mas as vezes você pode gostar. — Ele continuou.
– Eu não quero que perca o emprego. — Alicia murmurou mirando os pés que tinham um belo par de sapatos azuis como seu vestido jeans.
–Eu vou conversar com a diretora e venho te contar. — Ele disse erguendo-se — Tenho presente para vocês. — Nahuel revelou sorrindo, encarando as duas meninas. — Deixei no dormitório. — Disse brejeiro afastando-se delas e seguindo para dentro do orfanatao.
Sarah e Alicia agora sorridentes entre olharam-se com cumplicidade e sorrateiramente seguiram Nahuel e adentraram o orfanatao, assim como o assintestente fez, elas seguiram por um largo e longo hall de piso de madeira que a esquerda havia um recúo, ao qual tinha uma unica porta grande de madeira massiça que Nahuel bateu e sem verificar as meninas a espreita na esquina, entrou na grande sala da direção.
[....]
– Nahuel, devo crer que o relatório que me enviou está correto? — Perguntou a Senhora diretora que com os seus 52 anos tinha osolhos arrogantes e cansados que caíam sobre Nahuel e mantinha uma postura segura e serena sentado a cadeira frente a diretora.
– Sim, coloquei tudo que achei plausível ao meu ver. — Explicou.
Campbell estreitou os olhos envoltos por uma pesada maquiagem, seu olhar faíscava incredulidade pelas palavras de Nahuel.
[....]
– A Alicia é muito especial, não pode ser adotada por qualquer pessoa. — O assistente social ainda agumentava com a diretora do orfanato, mas a mesma parecia irredutivel.
Estavam a meia hora já tentando chegar a alguma decisão parcial.
Nahuel queria adiar a entrega de Alicia a familia adotiva e a Senhora Campbell queria agilizar o processo afim de não decpcionar um de seus fiadores, Aro Volturi.
– Senhor Jankis, Aro Volturi não é qualquer pessoa, ele tem nome, posses, dará uma boa vida a Alicia, eu reonheço que a menina tem um talento incrivel e que é um anjo, mas ela merece uma lar, uma familia. — A diretora colocava sua opinião em pauta pela décima vez, mas o jovem parecia lutar para que a adoção não fosse aceita.
– Mas Alicia tem família em algum lugar, ela não quer ser adotada por.... alguém, ela quer os pais verdadeiros e sabemos que se ela sair daqui vai ser difícil os pais encontrá-la. — Nahuel respirou pesadamente,e sentia-se tentado a acreditar nas palavras da menina quando ela dizia que esperava por seus pais biológicos.
– Nahuel, por Deus, Alícia acreditar que os pais virá buscá-la é até bonito de se ver, ela é um criança. — A diretora disse azeda frizando a palavra "criança" — Mas você é um adulto e sabe muito bem que as crianças colocadas aqui foram abandonadas por seus pais e temos autorização de cada um para tê-las aqui dentro, então não venha com esse ultraje, se não esquecerei o apreço que vocês tem um para com o outro e deixarei outro assistente cuidar desse assunto. — Campbell deliberou deixando Nahuel possesso, porém o rapaz controlou-se, não podia deixar Alicia sozinha.
– Supondo que eu libere o relatório e os Volturi consiga a tutela da Aly — Nahuel mostrou-se indigesto com sua propria suposição. — Como poderei acompanhá-los? — perguntou sem um verdadeiro interesse.
– Supondo que você esteja mesmo interesado no caso. — A senhora ironizou carrancuda — Você seguirá o procedimento, visitas, questionários e monitoração, julgará honestamente os resultados e dará sua opinião parcial, fui clara Senhor Jenkis? — Ela instruiu prepotente e Nahuel assentiu. — Quando a guarda for concedida, você fará visitas periódicas. — Campbell completou impaciente. — É serio Nahuel? Não sabe mesmo qual o seu trabalho.? — indagou com escárnio totalmente sem paciência com o rapaz.
– Eu sei o que fazer senhora Campbell. — Nahuel afirmou sério. — Só não concordo com essa adoção, mas eu sou só um assistente não cabe a mim decidir se permito o ato ou não, desculpe-me. — Nahuel retrucou desgsotoso.
– Pois então acho melhor outro assistente fazer em seu lugar. — A senhra cogitou propositalmente.
– Não, eu irei, não vou deixar a Aly sozinha. — Nahuel concluiu por carinho a menina. Mesmo que a entregasse, o que ele sabia que era o correto, Nahuel queria acompanhar sempre Alicia de perto e manter contato. Reconhecia que o perfil dos Volturi era impecável, não seria uma má familia, mas conhecia a menina o suficiente para saber que nenhuma família seria suficiente para ela senão a sua verdadeira.
A diretora então sorriu admirada com a decissão de Nahuel, ele era um otimo profissional e tinha uma grande afeição por Alicia, não abandonaria as coisas assim.
– É bonito a amizade de vocês, Nahuel aproveite isso para contar a Alicia sobre o andamento do processo. — A diretora pronunciou táticamente tirando o assistente de seus devaneios que pairavam na possível reação de Alícia.
Nahuel arregalou seus olhos, já previa o protesto de Alicia, era de seu total conhecimento a sua aversão áquele pedido de adoção.
Assim que saiu da sala da diretora escorou-se na parede fria do predio frente para a janela onde entrava os risos e gritos das crianças que recreavam no pátio. Nahuel retirou o paletó cor caqui e segurou nos braços enquanto pensava em uma forma de convencer Alícia da realidade dos fatos. Foi então que ouviu passos e viro-se para o hall, Alicia caminhava lentamente com lágrimas grossas que desciam de seus olhos, Nahuel também reparou que Sarah zangada esperava ainda no hall. Ele abaixou-se ficando de joelhos enquanto Alícia corria até ele.
– Tio, não deixe que me levem. — A menina pediu chorosa.
– Alícia. — Nahuel murmurou aflito, afagando os cabelos negros de Alicia.
– Tio não posso sair daqui, eles virão me buscar. — Alícia choramingou no peito de Nahuel que a abraçava.
– Alícia eu te prometo que mesmo que vá morar com os Volturi, seus pais te encontraram. — Disse fitando o rosto molhado e levemente vermelho da morena, Nahuel não tinha muita certeza do que iria acontecer e tão pouco se cumpriria sua promessa, mas naquele momento seu coração decidiu que a peomessa seria a forma mais certa de acalmar Alicia que chorava copiosamente a sua frente.
E seu coração estava certo, Alicia fungou e esboçou um sorriso.
– Promete tio? — murmurou.
Nahuel sorriu e assentiu a abraçando novamente.
– É quase certo te levarem Alícia, tentei te ajudar com um relatório incerto, mas eu tenho certeza que o juíz permitirá uma guarda provisória. — Ele explicou e a liberou do abraço, Alícia o fitava atenta e curiosa. — Vou fazer um pedido de adptação, para ganharmos tempo está bem? — Nahuel disse afável e sorrindo.
Alicia sorriu concordando.
– Terá que ficar com ele por uns tempos, se não se adaptarem você volta, não é o fim do mundo é só um tempinho, tudo bem? — Nahuel acariciava seus cabelos enquanto justificava.
Alicia o abraçou sorrindo largamente, contagiante e reluzente, Nahuel afastou-se e fitou-a admirado.
– Tem um lindo sorriso Alícia. — Ele a elogiou e a menina ruborizada fitou os pés.
– Obrigada, será que é da minha mãe? — Alicia agora serena indagou.
– O quê? — Nahuel perguntou confuso.
– O sorriso. — ela respondeu risonha secando com as palmas das mãos o rosto molhado, ela já não chorava.
– Pode ser, ou os seus olhos lindos, sabia que eles são mais brilhosos de dia e intensos a noite? — Nahuel comentou erguentodo-se e pegando na mão de Alicia caminhando até Sarah.
– Já me disseram, são bonitos né? — Comentou faceira.
– Está ficando convencida Aly, os meus olhos são mais bonitos por que são azuis. — Sarah retrucou antes de mosrrar a língua para a amiga.
Nahuel gargalhou e logo respondeu:
– Concordo com a Sarah, Aly você está ficando metida. — seu tom de brincadeira fez Alicia sorrir ainda mais. — E seus olhos são igualmente lindos, Sarah. — Nahuel então sorriu abertamente para a menina loira que agarrou sua outra mão.
Os três caminharam para os dormitórios com uma breve conversa de trivialidades.
Assim que Sarah e Aly adentraram o cômodo, avistaram suas camas com embrulhos destintos. Na de Sarah que era a de baixo uma grande caixa com o embrulho colorido e fluorescente com uma fita amarela, a loira logo correu para desempacotar.
Alícia estancou no lugar, via-se ao longe o violão rosa com uma fita lilás que estava sobre sua cama.
Nahuel sorria divertido ainda na soleira da porta.
– Não vai ver seu presente Alicia? — Especulou ele percebendo a perplexidade da menina.
Alicia estava abismada e em um rompante correu até sua cama arremesando o laço ao longe indo até o meio do quarto com seu violão na correta posição em sua mão.
Enquanto Aly corria eufórica para abraçar Nahuel, Sarah fitava maravilhada a boneca que acabara de tirar da caixa e agarrar em suas mãos.
– Tio a boneca da televisão, como sabia que eu a queria? — Sarah perguntou com uma enorme boneca de cabelos cacheados, longos e loiros em suas mãos. Caminhou até Nahuel com dificuldade pois a boneca tinha cinco centímetros a menos do seu tamanho.
Nahuel abaixou-se a altura das meninas.
– Ah, era lançamento na loja, pensei que gostaria, acertei? — perguntou ele a loira e a menina apenas balançou a cabeça em afirmativa.
– Obrigada tio. — Disse Sarah ainda comtemplando com admiração sua nova boneca.
Nahuel sempre lhe prensenteava com umaboneca, ou sapatos ou ursos assim como sempre dava a Alicia cd's, dvd's e revistas para colorir. Ele gostava de agradar as crianças órfas principalmente a elas.
– Tio, é lindo,eu amei obrigada. — Alícia agradeceu endireitando-se para tocar.
– Assim que o vi te imaginei tocando nele, quero que se divirta muito com ele. — Nahuel disse contente com a satisfação das meninas.
Logo Alícia tocou uma música que acabara de aprender na aula da manhã, ainda estava imperfeita e incompleta, mas Nahuel e Sarah adoraram vê-la sorrir tão espontaneamente e tocar com graciosidade.
[...]
Naquele dia haviam tantos formulários que Renesmee levou horas para preenchê-los. A noite já podia ser contemplada através das janelas e o leve vento que entrava por elas aproveitado por Nessie que estava sozinha no apartamento de Claire, já que a amiga estava com trabalhos acumulados. Renesmee ressentiu-se por estar atrapalhando mas Claire a convenceu que ficaria muito chateada se Renesmee não a deixasse participar dessa etada importante na vida dela.
Quando Claire chegou em casa, Renesmee estava no telefone sentada à mesa pequena de vidro na sala. A morena apenas sorriu enquanto encaminhava-se para o quarto. Renesmee já estava a meia hora com Bella no telefone, contou sobre o pequeno progresso na busca de sua filha e Bella deixou escapar sua ideia de ir até lá também para ajudá-la, mas precisaria esperar Edward melhorar para sair de perto dele.
– Ele não precisa de compania mãe, sabe se virar sozinho já é bem grande e egoísta não acha?– Renesmee disse ríspida com uma das dezenas folhas que acabara de preencher sobre a mesa de jantar.
– Nessie, sei que Edward não merece considerações, mas sou sua esposa e é minha obrigação com ele, apesar de tudo é meu marido e está em uma situação delicada. — Bella explicou com pesar.
– Está pior?- Renesmee quis saber.
– Um pouco, desde aquele dia parace que não tem respondido aos remédios muito bem, acho que vão trocá-los, o estado é grave eu acho que ele não vai... — Bella respondeu em um tom baixo e desanimado.
– Espero que se recupere, ele tem que me ver feliz antes de morrer e saber que fracassou. – Renesmee proferiu amargurada e Bella suspirou.
– Eu espero que seja feliz amor, você merece. — Bella sorriu do outro lado da linha. — Me mantenha informada, vou descansar um pouco agora e depois vou ao hospital. — Acrescentou.
– Sim, te ligarei amanhã, bom descanso mãe, e eu estou com saudades. — Renesmee comentou com um meio sorriso nos lábios.
– Eu também, se cuida e que Deus te ajude.
– Você também, obrigada, beijos mãe.
– Beijos.
– Como estão as coisas? — Claire apareceu nas vistas de Renesmee trajando um hobby de seda coral e sandálias de mesma cor enquanto caminhava para a cozinha.
Renesmee desligava o telefone quando viu a amiga e a seguiu.
– Edward está pior e mamãe quer vir para cá, ela está anciosa. — Renesmee respondeu tranquila sentando-se no balcão da cozinha.
Claire pegava uma jarra de água na geladeira e servia dois copos.
– Até eu estou anciosa Nessie. — Claire comentou sorrindo lhe oferecendo um copo com agua. — Mas ela também deve está preocupada com o seu pai né, digo o Senhor Cullen é marido dela afinal....
– Claire, mamãe o ama e tem sim preocupação com ele, não posso obrigá-la a odiá-lo. — Respondeu logo bebendo a água e continuou. — Mas eu tento não pensar muito nele em cima da cama de um hospital, sei lá, é indiferente para mim. — Disse ela balançando os ombros.
– Ele te fez tanto mal, né amiga. — Comentou Claire piedosa, fitando a amiga com carinho.
Renesmee então lhe ofereceu um esboçou de um fraco sorriso.
– Ele não me interessa mais Claire, não foi só a mim que ele fez mal, tem a minha filha, a mamãe, e quem sabe até o Jake, eu espero que todos nós fiquemos bem. — completou e Claire limitou-se a sorrir compreensiva.
[...]
Na manhã seguinte Renesmee estava pronta e determinada a resolver tudo que estava pendente.
Já Nahuel estava coma cabeça cheia, havia acabado de receber a notícia de que teria que levar Alícia para os Volturi assim que possível, sem de longas, e isso o estava deixando esgotado, arrastou-se até o conselho pois também tinha suas responsabilidades por lá.
Assim que Nahuel chegou ao concelho deparou-se com uma pequena discussão. Norah estava visivelmente irritada com uma cliente que falava alto o suficiente para que pessoas ao redor a olhassem curiosamente. Mas não, Nahuel não a ouvia porém entendia algumas palavras a medida que se aproximava dos cabelos castanhos levemente acobreados que balançaram enquanto a dona proferia palavras firmes e de indignação:
– Eu não acredito, você agora tá me dizendo que preciso de aprovação? Você não disse isso quando estive aqui. — Renesmee grunhiu debruçando-se no balcão do atendimento.
Norah por mais uma vez engoliu em seco e respirou fundo antes de responder:
– Senhora é o protocolo. — Disse com tom tedioso mas já não fitava uma Renesmee furiosa a sua frente e sim um Nahuel curioso que se encontrava atrás dessa.
– MAS QUE PORRA! VOCÊ NÂO PODE SER TÃO INCOMPETENTE ASSIM, VOCÊ NÃO QUER FAZER SEU TRABALHO. — Renesmee gritava enraivecida e se não houvesse uma mesa entre ela e Norah com certeza ela avançaria na morena.
– O que acontece aqui? — Perguntou Nahuel com sua voz grave e séria.
– Essa senhora não compreende o protocolo que temos. — Norah respondeu impaciente.
Nahuel franziu o cenho pois as coisas ainda não estavam claras para ele. Renesmee manteve-se com a cabeça baixa ainda mirava inconformada os formulários que entregou a Norah, que estavam sobre a mesa.
– Quais protocolos? — Nahuel especulou agora também fitando os tais papéis. — Quer adotar uma criança? — Indagou agora fitando Renesmee com uma sobrancelha erguida e um tanto cético, a estudou e a mulher a sua frente não parecia em condições de adotar uma criança.
– Não, quero saber onde minha filha está. — Renesmee respondeu firmemente mantendo seu olhar sobre os olhos calmos e azuis de Nahuel.
Nahuel então deu um sorriso torto e irônico.
– Deu sua filha para adoção e se arrependeu? — Indagou sarcásticamente com sua sobrancelha ainda erguida e ostentando una postura altiva.
– Não, não sabia que estava....- Renesmee tentou explicar mas acabou desistindo diante dos olhares acusatóriso de Norah e Nahuel, ela então expirou aborrecida e tediosa fitou a parede atrás de Norah.
Enquanto Norah recolhia os formulários, Nahuel analisava a mulher a sua frente, apesar da postura elegante e educada, ela parecia transtornada e amarga, estreitou um pouco os olhos, Renesmee lhe parecia familiar, logo nahuel se endireitou e disse a ela:
– Sou Nahuel Jenkins — ele ofereceu lhe a mão — Gostaria de ajudá-la. — Disse com uma voz tranquila e afável.
Renesmee esboçou um sorriso e apertou sua mão .
– O senhor tem filhos, senhor Jenkis? — Renesmee perguntou cautelosa.
Nahuel pensou então no garotinho de dois anos que lhe esperava em casa.
— Sim. — respondeu franzindo a testa
– Imagine o desespero que você ficaria se ele não estivesse com você? — Ela especulou cruzando os braços e fitando os olhos azuis do alto homem a sua frente que a fitava com afinco.
– Ficaria louco com certeza, mas porque sentiu isso agora? Porque não pensou nessa falta quando seu filho estava com você? — Nahuel retrucou.
– Eu nem sabia que ela vivia, a tiraram de mim. — Disse Renesmee de forma sufocante, deixando a angustia de sua alma tranparecer em seus olhos.
Nahuel que ainda observava cada traço de Renesmee, traços esses que lhe atraíram principalmente os olhos chocolates e brilhantes que agora estavam encobertos por uma tristeza que a deixava débil demais.
Passaram-se alguns minuto, Norah ignorando Nahuel e Rneesmee ocupando o seu lado do atendimento enquanto os dois estavam perdidos em devaneios.
Nessie desistiu de esperar uma piedade do homem a sua frente e agora aconchegada em seu proprio corpo observava o movimento de entrada e saída das pessoas do conselho. Algumas como Nahuel estavam sociais e sumiam no longícuo corredor outras também muito arrumadas saíam contentes enquanto outras nem tanto, haviam também pessoas como ela visivelmente perdidas e desoladas.
Nahuel também olhando ao redor como Rnesmee estava confinado em seus pensamentos, como tantos outros Renesmee parecia precisar de ajuda, não parecia mentir em seu desespero, mas ao contrário das outras pessoas havia algo nela que o fazia está parado ainda ali e cogitando a ideia de fazer algo por ela.
– Por favor Senhorita... — Nahuel disse sereno tirando Renesmee de sua distração.
– Cullen, Renesmee Cullen.
– Me acompanhe por favor. — Disse ele virando-se para ir ao corredor que Nessie havia visto muitas pessoas passar por ele.
Norah no mesmo minuto percebendo as intebnções de Nahuel arregalou os olhos e o freou.
– Nahuel não pode fazer isso é contra as normas. — Ela o advertiu ranziza.
– Norah cuide de seu trabalho que eu sei fazer o meu. — Nahuel a contetstou de forma calma que aplacou sua rispidez com a morena que em uma careta voltou ao trabalho.
Assim que Renesmee adentrou em uma sala relativamente pequena a qual continha o nome de Nahuel em um adesivo na porta, ela percebeu diversas fotos de crianças nas paredes, muitos arquivos atrás da mesa e um grande mapa em outra parede.
– Por favor sente-se. — Disse ele simpático enquanto tirava o paletó grafite e sentava-se atrás da mesa e de frente para Nessie.
–Obrigada. — Disse ela sentando-se.
– Bom, Senhorita o que estou prestes a fazer é totalmente contra protocolos e regras, posso perder meu emprego aqui se descobrirem, então peço-lhe que me dê um bom motivo para correr o risco de perder meu emprego. — Nahuel explicou com o mesmo tom ameno e confortável que usara a minutos atrás. Renesmee sorriu, a tranquilidade de Nahuel lhe transmitia uma calma bem vinda e inexplicável.
Por longos minutos Renesmee contou sua história, Nahuel nem por um minuto deixou de prestar atenção, ao final suspirou e sorriu compreenssivo para Nessie.
– Eu sinto muito por tudo que sofreu. Eu gostaria de ajudá-la. — Nahuel a confortou sem deixar de fitar seus olhos, neles haviam um brilho resplandescente que lhe cativava.
– Bom, quais os dados que você tem aí? Idade, sexo, local de nascimento, sabe o nome e dia que saiu do hospital? — Ele perguntou buscando algo no computador.
– Só sei a idade, e o local do nascimento eu não sei dizer quando ela saiu de lá,por que eu nem sabia que ela estava lá. — Nessie respondeu e Nahuel apenas filtrava os dados que Renesmee lhe passava.
– Bom assim é complicado é muitas meninas com essa idade disponíveis pra adoção aqui. — Disse ele averiguando a tela do computador a sua frente ao qual continha uma imensa listagem. — Sua filha pode ter sido adotada também. — Nahuel informou com pesar.
– Se isso aconteceu, posso recuperá-la? — Perguntou aflita.
– Bom, isso o juíz irá dizer. — Respondeu Nahuel cruzando as mãos sobre a mesa. — Mas com sorte a encontraremos em um orfanato, só preciso de uns dias para recolher uns dados, clandestinamente claro, como te faei o que estou fazendo é contra regras. — Explicou ele amável imprimindo algumas páginas.
– Então posso ter esperanças? — Renesmee perguntou com um sorriso esperançoso e atraente que fez Nahuel ter um ligeiro devaneio de já ter visto alguém sorrir assim, tão ecantadoramente.
– Bom, precisarei de uns dias para averiguar tudo como te falei, mas te deixarei meu cartão e lhe pedirei um telefone para mantermos contato, eu lhe garanto me dedicar ao seu caso assim que puder, não se preocupe tanto. — Disse-lhe oferendo um cartão que Renesmee logo aceitou e escreveu em uma folha dada por Nahuel o seu telefone.
– Eu te agradeço muito Senhor Jenkis, me deu um grande alívio poder contar com o senhor. — Agradeceu Renesmee levantando-se.
Nahuel ainda estava um pouco atordoado, o jeito por completo de Renesmee lhe era familiar, de repente conhecesse mesmo a filha daquela determinada mulher, pensou ele.
– Fico feliz em ajudar e pode me chamar de Nahuel, pelo que percebi manteremos contato por um bom tempo então, dispensarei formalidades. — Disse ele ainda profissional porém sorridente.
Renesmee assentiu e logo deixou aquele ambiente com um novo ar, ar de esperança e felicidade, sentia o coração tamborilar por acreditar veemente em Nahhuel.
[...]
Em Port Angeles o sol fraco ainda se firmava pela manhã, Jacob caminhava despreocupadamente com um singelo sorriso observando as ruas e o ligeiro balanço das árvores então olhou de relance para uma cafeteria nova, passou a ouvir uma melodia oriunda de um piano bem afinado que provinha da tal cafeteria. Jacob então entrou sentindo o peito inflar e o coração perder o ritmo das batidas, avistou um murmúrio em conjunto a um aglomerado de gente, Jacob seguiu até lá sentindo a melodia aumentar.
Assim que avistou a artista arfou, ela estava sentada de lado para ele e os longos cabelos acobreados adornado por cachos arrumados lhe impediam de ver o rosto do anjo que tocava. Seu vestido impecávelmente branco reluzia na multidão, ao seu redor um clarão. Para Jacob estava claro que não era real mas ele chegava mais perto a medida que ficava surdo com o som alto que a artista produzia no piano.
Com o coração tamborilando, as mãos tremendo e a respiração irregular, Jacob teve um choque por todo o quando a artista virou-se e sorriu para ele. Era Renesmee, sua doce e encantadora Renesmee. Jake pôs a mão no peito, pois estava doendo, o tom da música diminuía e Renesmee não tirava seus olhos intensos e chocolates de cima dos de Jacob que cintilavam em adoração.
– Olá Jake. — Disse ela ao levantar.
Então ao sentir Renesmee tocar seu rosto com as mãos macias e suaves ele teve a impressão que ninguém mais existia ali, o lugar era só dele e de sua amada que sorria para ele, Jacob aproximou-se mais dela e podia sentir seu hálito fresco, a garota ofegava e fechava os olhos esperando um beijo seu.
Um toque irritante e alto passou a tocar no ouvido do moreno que tentou ignorar, mas quando tinha os lábios de Nessie no seu o ruído tornou-se mais vivo o despertando completamente.
Jaocb era capaz de ouvir sua propria respiração pesada, era sempre assim sonhos com Renesmee que aproximavam-se a realidade.
Fazia mais que uma semana que Jacob estava assim, sonhando com Renesmee, ouvindo sua voz em sonhos, a ouvindo tocar e até sonhando que ele mesmo estava tocando Jacob sonhava, aquilo o estava enlouquecendo e lhe fazendo ter pensamentos que antes o assustava.
[...]
O moreno cogitava realemente voltar a tocar agora, talvez fosse isso que o agonizava. Por saber que seus amigos estavam tão perto e ele ali preso em uma roupa social em um dia quente, sentado em um escritório diante de pilhas e mais pilhas de notas e contas, Jacob refletiu sobre aquilo, fitando a mesa lastrada de serviço, a foto de Renesmee em seu computador e por ultimo as mãos que ele apertou repetidas vezes que tanto setiam falta de um violão velho e pesado.
[...]
Era fim de tarde e Jake ainda estava no trabalho, mantinha-se concentrado em umas contas quando ouviu a ponta de um salto agulha bater no chão e logo o outro, Jake não moveu-se esperou a dona dos sapatos se pronunciar.
– Jacob, como está? — Jessica perguntou casual indo até Jacob e sentando despreocupadamente em sua mesa.
O moreno então largou o lápis e fitou a loira seriamente. Jéssica vestia uma blusa social caramelo e uma saia tergal preta que ia até o joelho. A loira cruzou propositalmente as pernas roçando-as na perna de Jacob.
– Jéssica, não estou legal, achei que você tivesse entendido isso. — Disse sério a repreendendo com o olhar.
– Ah, Jake eu sei que você tá tristinho,eu só quero te animar. — Cantarolava ela enquanto brincava com a gravata azul marinho de Jacob que ele mesmo havia acabado de afrouxá-la.
Jacob bufou ligeiramente ainda a fitando rudemente com sua face tensa assim como seus musculos. Na verdade ele não entendia porque Jéssica insistia em tentar lhe seduzir, mas ele além de não querer mais magoá-la não queria ceder a ela logo ali em pleno espediente.
–Jéssica, não faz isso, estou trabalhando. — Jacob disse tremulo quando a loira inclinou-se para beijar seu pescoço.
– Porquê? Você gosta, eu sei. — Retrucou ela rindo, roçando os lábios na pele sensível de Jacob.
– Jéssica acabou, não estou com cabeça. — Jacob tentou mais uma vez segurando na cintura dela.
Antes de qualquer coisa Jéssica sorriu, podia sentir o calor que emanava das mãos de Jacob em sua pele.
– Relaxa Jake. — Miou ela no ouvido dele logo mordendo sua orelha.
Jacob suspirou profundamente, sentindo o corpo lhe trair. Jéssica o sentiu oscilar e aproveitou para acariciar o abdomem do moreno com uma de suas mãos.
– Jacob? — A voz grossa do homem na porta recobrou a razão de Jake que o fitou com lamúria.
Imediatamente Jacob tratou de tirar sem cuidado as mãos de Jéssica de cima de seu corpo. Jacob mirava o chefe que o encarava alarmado e acusatório.
– Desculpe senhor O'Donnel, pois não? — Jacob disse levantando-se mas permanecendo atrás da mesa.
– Eu vim buscar os relatórios, Maria me disse que já havia terminado. — O senhor respondeu serenamente fitando diretamente Jacob ignorando a presença de Jéssica que ajeitava a saia amassada.
– Com linçensa, senhores. — Jessica logo saiu de cabeça baixa e O'Donnel a seguiu com o olhar rígido enquanto Jacob ainda fitava o chefe ignorando a moça que passara por ele.
– Estão aqui. — Jacob logo tratou de pegar uma pasta de cima de sua mesa.
– Obrigada. — Disse o senhor olhando ligeiramente as folhas. — Jacob? — ele o chamou fitando moreno.
– Sim?
– É o meu melhor contador não me faça puni-lo por banalidades. — O'Donnel o advertiu e Jake sabia o porque.
– Me desculpe senhor, não vai se repetir. — Desculpou-se Jacob abaixando a cabeça diante de seu chefe.
– Compreendo, mas só te dei um aviso, não leve como uma advertência grave. — O'Donnel esboçou um sorriso frio e logo deixou Jacob sozinho.
Assim que Jacob se viu livre em sua sala pensou por um minuto, inspirou uma lufada de ar e foi até o paletó na cadeira logo tirando seu celular do bolso.
Três toques foram o suficiente até seu cunhado atender.
– Fala aí Jake. — Paul o cumprimentou animado.
Jacob sorriu podia ouvir risos de Seth e Quil treinando com a guitarra, ele não podia negar que sentia falta de seus irmãos de coração e que a todo instante gostaria de estar com eles, como naquele momento.
– Onde vocês estão? – Perguntou o moreno.
– Aqui no bar ensaiando e você ainda no trabalho? — Paul respondeu sentando-se a beira do palco que tocariam dali a algumas horas.
– Sim vou sair daqui uns 20 minutos. Estive pensando. ... — Jacob começou e hesitou respirando fundo novamente antes de continuar. — Ainda precisam de um vocalista? — Soltou as palavras junto com o ar que havia prendido.
Paul alargou o sorriso e sentiu uma verdadeira alegria em pensar em tê-lo outra vez no" bando", levantou-se afoito tirando atenção dos outros integrantes da banda.
– Claro, Quil ainda nos mata com seus agudos. — Brincou ele, recebendo o dedo do meio do moreno que arrumava cordas.
– É só uma ideia, estive pensando em tentar me acalmar e talvez tocando eu consigo e além do mais sinto falta de um violão, de vocês, de cantar, sinto falta da minha antiga vida, Paul. — Desabafou Jake relaxando em sua cadeira.
– Seu lugar estará sempre aqui Jake, também sentimos sua falta. Você sempre soube que poderia voltar quando quisesse, minha opinião é que você deveria fazer o que seu coração manda, se achou melhor parar deve ter sido bom pra você de alguma forma e se agora você quer voltar volte, quem sabe não é uma decisão que mude o rumo da sua vida.
–É você tem razão, vou encontrar vocês mais tarde tudo bem? — perguntou.
– Sim, depois podemos tomar uma cerveja e nos divertimos como nos velhos tempos o que acha? — Paul disse empolgado.
– Rachel por acaso está em casa, Paul? — Jacob perguntou faceiro estreitando os olhos com desconfiança.
Paul gargalhou e afirmou:
– Sim, não vamos levar mais que dois dias, não tinha necessidade de incomodá-la e tirar o Josh das aulas e se você quer saber ela está ciente de nossa comemoração após o show, sou um excelente marido, Black. — Paul respondeu convencido.
– Acredito, claro. — Jacob ironizou rindo. — Diz a todos que nos vemos mais tarde.
– Claro, até mais.– Paul despediu-se antes de desligar e dar a notícia a todos que receberam com largos sorrisos a notícia.
– Tudo bem pra você Sam? — Seth perguntou cauteloso.
– Claro o Jake é meu amigo e sinto falta dele apesar de tudo. — Disse ele com um meio sorriso, apesar de seus desentendimentos com Jacob ele gostava do amigo.
Já Jacob sorriu até o momento de ir embora, seu coração batia alegremente e suas mãos agora formigavam por tocar um violão.
Notas finais
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Gostaram??
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A partir de agora a Alicia aparecerá bastante.
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O que acharam do Nahuel?
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Beeem pra quem tá ancioso para o encontro Jake e Nessie eu não sei ao certo quantos capitulos adiante, podem ser de 3 a 5 eu não sei ao certo, mas nos proximas capitulos terão SURPRESAS.
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Beijoooos.
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