Notas iniciais
Olá, amores.
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Capitulo tem bastante da Alícia espero que não se importem, no proximo tem mais Jeke e Nessie.
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Espero que gostem, boa leitura. =)

Port Angeles.

Jacob já entrou sorrindo no bar aberto, havia muitas pessoas, mas eram muitas mesmos e estavam afoitas pela entrada dos rapazes no palco. O moreno sorriu radiante, haviam holofotes e refletores no palco, estava impressionado com o avanço da banda. Desde que saíra não havia visto um show deles de fato, apenas contemplado fotos e alguns vídeos que Rachel lhe mostrava, porém estar ali de plateia era magnífico para Jacob.

Foi se esgueirando entre as pessoas afim de chegar mais perto do palco, podia reconhecer a velha bateria de guerra do Seth montada no palco assim como os outros instrumentos incluindo o violão que tanto tocou em sua vida. Jacob sentiu os olhos lacrimejarem, sua vontade de subir ali era imensa, seu coração rompia batidas, ele sentia que ali era realmente seu lugar.

Jake não quis sentar nas numerosas mesas com cadeiras que estavam espalhadas até o limite do bar, e não se incomodou de algumas fansocas estarem histéricas ao seu lado aguardando os meninos. Jacob franziu o cenho curioso e se perguntando: Desde quando aqueles caras tinham fãs tão assíduas? Jake sorriu outra vez, se sentia confortável naquele ambiente vendo o progresso dos amigos.

Logo não mais podia se ver as mesas e pessoas sentadas ao redor delas, apenas ouvia-se a gritaria e palmas de alguns quando as luzes apagaram-se permanecendo apenas as luzes fluorescentes e os fortes refletores do palco, então os meninos entraram e todos ficaram extasiados, sem duvidas havia umas cem pessoas ali. Eles deram as mãos e curvaram-se para a plateia antes de Sam fazer a saudação oficial.

O rapazes demoraram uma música para repararem em Jacob parado diante do palco com um sorriso jubilosos nos lábios. Jacob a cada acorde que ouvia sentia suas mãos formigarem, elas estavam tremulas de vontade de tocar em uma guitarra ou um violão, até sua boca não manteve-se fechada assim que ele ouviu as aclamadas e antigas músicas. Jacob achou fascinante que a maioria das músicas tocadas e conhecidas eram de sua época e muitas compostas por ele.

Jake não cansou-se um só minuto de acompanhá-los ou até mesmo vibrar pelo sucesso que estavam fazendo. O meninos em cima do palco estavam radiantes pela grande e simpática plateia, mas em especial porque Jacob estava ali os aplaudindo juntamente, definitivamente aquela banda só estaria completa com Jacob naquele palco.

Ao final antes da saideira, um silêncio formou-se. Costumeiramente os rapazes tocariam a famosa música que Jacob compôs, era bastante pedida pelos fãs, ao decorrer dos shows pela redondeza de Forks os rapazes conseguiram um público fiel que lhe davam injeções a cada show e a impressão deles é que o número aumentava a cada apresentação. Porém naquela noite Sam, Seth, Paul e Quil se entreolharem e tiveram o mesmo pensamento, comunicando-se com apenas olhares cúmplices e sorrisos enigmáticos.

Quil que ainda estava ao centro do palco, pois acabara de fazer o solo de uma música pronunciou-se:

- Então, eu sei o que vocês estavam esperando, mas hoje faremos diferente. — A plateia permaneceu atenta ao moreno de jaqueta de couro preta. — Apesar de muito de vocês não saberem essa banda já foi composta por cinco, sim havia mais um nessa alcateia. — Quil afirmou com um simples sorriso. — E ele faz falta até hoje. Acreditem, isso aqui... — Quil apontou para os amigos e ele mesmo. — Pode ficar muito melhor e ficará, porque o Jacob faz toda a diferença nessa banda e nas nossas vidas. — Quil então fitou Jacob que estava sereno e com os olhos mareados diante do palco.

- Não é justo você permanecer aí embaixo Jake, seu lugar é aqui irmão. — Quil disse quase em um sussurro pelo bolo que formou-se em sua garganta. Então ele simplesmente afastou-se do microfone sem tirar o olhar de cima do amigo.

Jacob permaneceu atônito por um minuto fitando os amigos o encarando ansiosos. A plateia permanecia em um silêncio calmante, então de súbito, Jacob deu a volta e subiu ao palco. O público vibrou intensamente assim que avistou o moreno de jeans e uma camisa preta no palco, assim como os rapazes o abraçaram fortemente.

- Bem vindo de volta. — Disse Seth antes de voltar para o seu lugar.

- Isso aqui é seu. — Disse Sam buscando o violão que estava escorado em um suporte no palco e oferecendo-o a Jacob.

Jacob fitou o violão e seu peito inflou de alegria e seu coração disparou, seu peito subia e descia rapidamente e suas mãos formigavam. Foi em um automático que as mãos de Jacob tocaram o instrumento e sua boca curvou em um sorriu aberto mostrando todos os seus dentes. Jake colocou o violão na posição certa enquanto toda a plateia ovacionava ansiosa pela canção que viria.

O moreno sentou-se no banco que antes estava com Quil e ajeitando o microfone sentiu seu coração perder as batidas ao fitar toda aquela gente afoita por lhe ouvir. Jacob fechou os olhos sentindo uma calma lhe invadir de repente, suas mãos apertaram o violão. Ele subiu as pálpebras e torceu para não ter perdido o jeito de tocar. Entretanto bastou as duas primeiras notas sem combinação saírem uniformemente para ele perceber que não importava o tempo que levasse a música sempre estaria dentro dele, não importava o quanto ele tentasse fugir daquele destino.


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=svzC6cBdIlY

Jacob sorriu agora para seus companheiros que esperavam sua escolha e logo voltou para a plateia e passou a tocar como se nunca tivesse parado.

Desejando a uma estrela cadente

Mas os sonhos sozinhos não levarão você longe

Não se pode mais negar seus sentimentos

O mundo está esperando lá fora da sua porta

O que você está esperando?

Vá, aqui está sua chance

Não deixe ela escorregar entre suas mãos

Você está preparado para a virada da sua vida?

Seus sonhos estão passeando pelo vento

Basta estender a mão e puxá-los pra dentro de você

E fique preparado para a virada da sua vida

A virada da sua vida


Jacob respirou fundo, inalando o ar com violência e o soltando da mesma forma, tocar e cantar nunca o fizeram tão forte.

Em seu coração, você sabe o que deve fazer

Você só tem a si mesmo para responder

Não deixe o medo de cair prender você

Seu espírito está voando alto, acima das nuvens

Você é o limite da glória.

[...]

Seattle.

Claire e Renesmee haviam acabado de chegar em casa naquele fim de tarde, deixaram as sacolas com os alimentos na cozinha e aproveitaram para ouvirem os recados da caixa de mensagem.

Um bip:

Olá, boa tarde. Estamos ligando do Instituto de Arte de University Palce, gostaríamos de falar com Claire Young e Renesmee Cullen. Se ainda estiverem neste telefone e receberem esse recado por favor nos retorne.

Você está no seu caminho, não olhe para trás

Não há nenhum futuro vivendo no passado

Você está finalmente livre, sim

Após a finalização da mensagem Renesmee encontrava-se sentada ao sofá amarelo apenas descansando e Claire logo jogou-se ao seu lado.

- Estranha essa ligação. — Renesmee comentou tirando as botas despreocupadamente. -Você vai ligar para o Instituto? Pelo que percebi eles não sabem que já me mudei daqui há anos.

Vá, aqui está sua chance

Não deixe ela escorregar entre suas mãos

Você está preparado para a virada da sua vida?

- Sim ligarei agora, mas tenho a impressão que eles também estavam atrás de você, não? — Claire respondeu animada.

- É eu também acho. Ligue aí para sabermos. — Incentivou-a relaxando, pondo os pés para cima do sofá.

Então a morena pegou o telefone sem fio de sua base e tornou a sentar ao lado de Renesmee.

Nessie ficou durante toda a ligação com uma ruga na testa e olhos ambíguos, Claire apenas respondia "sim", "não", "uhum", "sim", etc... Renesmee já estva nervosa quando sua amiga com um imenso sorriso nos lábios desligou o telefone e a fitou afoita.

- Claire, o que foi? — Indagou.

- A verdade é que eles queriam falar com nós duas. Eles farão um grande evento e gostariam de contar com nossa presença, pois somos excelentes ex-alunas e o evento é justamente para isso reunir antigos aprendizes do Instituto. — Explicou ela. — Eles retonarão para saber a resposta a confraternização será em alguns meses aqui mesmo em Seattle. — completou.

- Você quer participar? — Nessie perguntou em um tom baixo.

- Sim. — CLaire respondeu jovial. — E você também. — Afirmou e Nessie arregalou os olhos para ela.

Seus sonhos estão passeando pelo vento

Basta estender a mão e puxá-los pra dentro de você

E fique preparado para a virada da sua vida

- Você vai, né?. — Claire a fitou ansiosamente.

- Eu não sei, preciso pensar. — Disse Nessie serena sem expressão em sua face.

Claire então sorriu e levantou-se.

- Você sabe minha opinião, mas faça o que achar melhor. — Disse sorrindo. — Vou tomar banho agora e te ajudo com o jantar. — informou e se dirigiu ao banheiro.

Renesmee levantou-se afim de preparar algo para comerem, porém uma coisa não saía de sua cabeça, havia uma nova oportunidade de voltar a tocar pois há anos não tocava em um piano. E de fato sentia falta, a última vez ainda carregava sua filha em seu ventre.

Um acorde começou em seu coração que levou-a a uma conclusão. Quando tocava sentia que a música ia de seu interior até Jacob, ela acreditava nisso então porque seria diferente agora, já que sua vida estava em um rumo novo? Pensou ela.

Apoiou-se na pia da cozinha como se buscasse força, olhou para cima buscando o céu.

- Seria esse o caminho? — murmurou para si mesma.

Mais uma batida se exaltou em seu coração e Renesmee sentiu que estava no caminho certo.

[...]

Nahuel mirou o relógio da perde pela quinta vez, tirou o celular do bolso para confirmar. Eram duas horas da tarde e estava no hall do orfanato esperando uma das voluntárias virem com Alícia, mais vinte minutos e ele avistou ao longe a menina cabisbaixa fitando os pés cobertos por sapatos brancos, estava com um vestido amarelo de flores roxas que voavam levemente enquanto Alícia forçava os pés a acompanharem a voluntária que lhe dava uma mão e a outra sua mala. Assim que a menina chegou a sua frente, carregando o violão rosa em uma das mãos Nahuel sorriu e agradeceu a menina de cabelos cacheados que lhe fez o favor de levar Alícia até ali.

Nahuel agachou-se fazendo Alícia o fitar, a morena estava carrancuda e mesmo assim o assistente achou graça. Alícia cruzou os braços, estava decidia a ficar aborrecida com Nahuel por sua adoção, então manteve a birra mesmo quando Nahuel ajeitou a fita amarela que enfeitava seus cabelos negros, estando entre os fios perfeitamente lisos e sua franja alinhada.

- Alícia. — O assistente a chamou mas a menina deu dois passos em direção a porta e virou-se parcialmente para trás. — Você não vem? — a voz doce da menina em uma arrogância forçada fez Nahuel ficar um pouco extasiado. Como podia ser tão cativante até mesmo fazendo birra? — Pensou ele.

Ele sem dizer nada pegou sua mala em uma mão e seu violão em outra e juntos caminharam para a saída.

Houve muitas despedidas. O pedido de adoção havia sido concedido, entretanto Nahuel não descansou enquanto seu pedido de adaptação não foi aceito. Agora teria dois meses para conseguir pelo menos voltar com Alícia para o orfanato, ou quem sabe fazer Alícia aceitar a nova família.

A despedida mais longa foi com Sarah, ambas choraram e trocaram presentes. Alícia deu a amiga um belo desenho colorido junto aos CDs que Sarah mais gostava, já Sarah deixou com Alícia uma linda boneca de pano com vestido rosa e os cabelos negros como os de Alícia. A morena foi acompanhada pela amiga até o carro de Nahuel que colocou a bagagem da menina no porta malas enquanto ela e a amiga faziam uma última despedida.

- Sentirei sua falta Aly. — Sarah choramingou agarrando-se ao corpo da amiga que recebeu seu abraço a envolvendo de forma aconchegante.

- Eu também Sarinha, espero te ver logo. — Alícia também falou entre as lágrimas e ficou abraçada a amiga até que Nahuel pigarreou:

- Vamos Aly? — Perguntou e logo abriu a porta do carona.

Alícia e Sarah se soltaram e emburrada com o rosto vermelho Alícia entrou no carro agarrando forte a boneca dada por sua amiga. Alícia deixou as lágrimas descerem livremente assim que ouviu o fechar das portas. Nahuel deu um breve beijo na testa de Sarah antes de entrar no carro e sem delongas prosseguir pela estrada.

Quando Nahuel sentiu os soluços de Alícia muito altos para suportar parou o carro ainda na estrada que o levaria para o centro da cidade, estavam em um acostamento de alta estrada.

- Aly não fique assim. — Ele pediu passando as mãos pelos cabelos dela a sentindo tremer embaixo sem controlar o choro.

- Eu não quero ir tio, eu quero ficar, quero os meus pais, não esses de mentira, você prometeu que me ajudaria. — Alícia disse em meio as lágrimas fitando Nahuel com angústia.

- Oh pequena, eu vou te ajudar. — Disse soltando o cinto de ambos e a abraçando. — Consegui um tempo com o juiz, você terá que ficar dois meses com os Volturi. — explicou e Alícia fez uma careta desgostosa. — Para ver se irão se adaptar enquanto isso farei periódicas visitas e entrevistas, dependendo do resultado a doação pode ser suspensa, pelo menos por um tempo. — Continuou ele a explicar enquanto Alícia limpava as lágrimas com as costas das mãos processando as palavras do assistente.

- Então depois de dois meses ficarei livre daquela gente? — Aly perguntou com um sorriso esperançoso.

- Bom, se fizer o que eu disser talvez você consiga. — Nahuel respondeu piscando um dos olhos e em seguida arrancando um riso de Alícia.

- Então qual o plano chefe? — perguntou Alícia zombeteira mostrando os alinhados dentes brancos em um sorriso largo.

- Você terá que ser o oposto do que você é somente. — Nahuel disse simplesmente voltando os cintos de segurança dos dois aos lugares devidos e ligando o carro.

- Como assim tio? — Indagou a menina confusa enquanto seguiam pela estrada retilínea.

- Você é um doce por natureza Aly, sempre foi. Tente ser menos. ... — Nahuel buscou palavras sem tirar os olhos da estrada sendo observado pelo olhar ansioso de Alícia. — Seja menos dócil e encantadora, o que estou dizendo é horrível mas você está entendendo, não está?

- Sim, estou entendendo, você quer que eu vire uma peste. — Concluiu faceira deixando uma gargalhada ruidosa e contagiante ecoar no veículo.

- Aly não disse isso. — Nahuel retrucou rindo ouvindo outra gargalhada sapeca de Alícia.

- Seja menos agradável mas não insuportável, por Deus Alícia se mostrar ser um monstro irão desconfiar, não exagere por favor. — Orientou ele e Alícia ainda sorrindo assentiu, sabia exatamente o que fazer.

Por um pouco mais de uma hora Nahuel dirigiu, mesmo quando o crepúsculo veio, ele ainda mantinha os olhos na estrada e desviava vez ou outra sua atenção para a menina que dormia tranquilamente no banco ao seu lado.

E não demorou a chegarem na residência dos Volturi. O bairro não era dos mais ricos, mas a casa em si era bem vista. Dois andares, de cores rusticas por fora e por dentro, Nahuel já conhecia a residência. Chamou por Alícia duas vezes para anunciar que haviam chegado.

Alícia contrariada bocejou pelo sono enquanto saía do carro e fez uma careta engraçada e desgostosa ao fitar a casa aparentemente um mausoleu, já que era das cores mogno e marfim, e possuía grades nas janelas e nenhum jardim. A menina reparou a grande porta de vidro espelhado atrás das grades do portão. Por que aquele povo gostava de ficar enjaulado? — Perguntou-se.

Ela achou aquilo era um exagero e compartilhou sua opnião através de seu olhar para Nahuel que sorriu e balançou a cabeça concordando. Não demorou muito após Nahuel tocar a campanhia e um homem loiro e magro com a sua altura e um uniforme abrir o portão.

- Sou o Senhor Jenkis trouxe a menina para o Senhor Aro. — Nahuel explicou calmamente e o loiro sorriu dando passagem para eles e logo passando a frente para abrir a porta de vidro.

Alícia observou tudo com muita minuciosidade, achou a decoração rústica até que agradável, lhe dava o conforto e sensação de casa, mas apesar de ser agradável ela não queria está ali. Então assim que avistou Sulpícia, uma mlher de aproximadamente 45 anos que tinha um sorriso terno nos lábio, se aproximar logo começou o seu teatro.

A menina colocou nos lábios o sorriso mais forçado que sabia fazer. Sulpícia ignorou o sorriso forjado e foi abraçá-la. Alícia ficou em dúvida se a abraçava ou não porém por cima dos ombros da mulher que lhe envolvia com os braços viu Nahuel fazendo que sim com acabeça então retribuiu o carinho.

- Você está mais encantadora que da primeira vez. — Sulpicia disse simpática. — Aro já vem e nossos filhos também. — a mulher avisou para Alícia e Nahuel. — Queiram sentar, por favor. — ela mostrou o grande sofá rústico de madeira maciça com assentos e almofadas em couro legítimo que tinha uma estampa floral.

Nahuel e Alícia sentaram lado a lado e em momento alguem Alícia deixou de reparar na decoração da casa.

Tudo muito retrô e escuro, como se eles ainda preservassem a moda de decoração do século passado, Alícia até não achou de todo ruim, parecia aquecer a casa de certo modo, mas não esboçou nenhum contentamento em estar ali, sem contar o aroma forte de lavanda que estava em todo cômodo.

- Então querida, gostou da casa? — Perguntou Sulpicia esperando um sorriso doce.

- Não, é tudo muito escuro e velho, porque tem grades na janelas? — Alícia respondeu franca, fitando os olhos verdes e esbugalhados de Sulpicia. A mulher estava assombrada com a sinceridade instantânea da menina.

Alícia sustentou seu olhar altivo em cima da mulher que respirou fundo e permaneceu sorrindo enquanto respondia:

- Bem, nós gostamos do estilo antiquado, perceberá que toda casa é assim, perdoe se ficou assustada, eu compreendo.

Alícia balançou os ombros levemente e assentiu logo ouvindo passos e ergueu o olhar ao corredor que levava ao restante da casa.

Ela conhecia aquele homem. Era mais alto que Nahuel, tinha os cabelos lisos bem pretos, assim como toda a sua roupa. Aro trazia um largo sorriso na face e não hesitou em aproximar-se da menina.

- Querida Alícia, que prazer em recebê-la. — Assim como sua esposa ele também a abraçou e ela logo retribuiu de bom agrado. — Estavamos anciosos. — completou assim soltando-a e a comtemplando.

Alícia sorriu com vontade dessa vez, Aro era bem mais agradável que sua esposa que era um tanto arrogante, mas Aly reconhecia o esforço da mulher de tentar lhe agradar e a paciência que ela estava tendo, virtude essa que Alícia estava disposta a esgotar.

Aro e Sulpicia sentaram-se no sofá menor que era conjunto com o sofá que Alícia e Nahuel estavam, logo dois jovens de aproximadamente 17 anos desceram pela escada de ferro. Eram de fato parecidos, porém a menina que era loira assim como Sulpicia, era bem mais baixa e o rapaz tinha seus cabelos um pouco mais escuros, ambos perfeitamente lisos.

- Alícia querida, esses são Jane e Alec, nossos gêmeos e seus novos irmãos. — Sulpicia apresentou e Jane tão contrariada quanto Alícia aproximou-se assim como seu irmão.

- Ela não é minha irmã. — A loira resmungou exclusivamente para mãe que a repreendeu com o olhar.

- Seja bem vinda. — Alec a cumprimentou em um tom trivial somente.

Alícia não fez questão de abrir a boca apenas esboçou um sorriso e aceitou a mão que Alec lhe ofereceu e logo Jane imitou o irmão tendo a mesma resposta curta de Alícia.

Os seis permaneceram naquela sala escura por quase uma hora, Sulpicia havia pedido a cozinheira que servisse um café com biscoitos e uma grande xícara de chocolate quente para Alícia que negou veementemente dizendo que não ingeria quele tipo de alimento. Nahuel segurou o riso balançandoleve e negativamente a cabeça, Alícia amava chocolate mas entendeu que a menina estava louca para sair dali.

[...]

Não levou muito tempo e já era noite e então Sulpicia e Aro levaram Alícia para o quarto que se tudo desse certo seria dela.

Alícia no primeiro momento sorriu abertamente para logo fazer um bico forçado. Ela havia adorado o quarto rosa e creme, havia ursos na cama de madeira que estava arrumada com uma colcha creme que trazia bordados rosas. Aly achou a janela uma graça, era persian,a e todo o quarto estava claro e jovialmente decorado, era totalmente diferente da casa, todavia Alícia estava decidida a fazer o que fosse para sair dali e esperar por seus sonhos.

- Esse é o seu quarto, o que achou? — Sulpicia indagou com olhos ansiosos sendo acompanhada por Aro que também mantinha seu olhar fascinado em Alícia.

- Não, tem muito rosa, blé. — Alícia forçou um tom repulsivo e convincente que fez Aro e Sulpicia desmancharem o sorriso e ostentarem uma face preocupada.

- Achei que gostasse da cor, podemos trocar então. — Sulpicia tentou mais uma vez com a voz baixa e logo rodeou o quarto com seu olhar não compreendendo a insatisfação de Alícia.

A menina por sua vez suspirou derrotada e assentiu com um singelo sorriso verdadeiro o que fez Sulpicia soltar o ar de alívio.

[...]

De volta a grande sala, após uns minutos de conversa Aro e Sulpicia acompanharam Nahuel até a porta e o assistente se foi.

— Aro essa menina é insupurtável. — Disse Sulpicia a seu marido ainda na porta principal da casa

- Querida ela deve está assustada, viveu a vida com muitos amigos em um orfanato que creio que a tratavam bem por lá, e de repente está em uma casa com estranhos, tenha paciência ela irá ficar bem, você mesma havia concordado que ela é encantadora, cativante, dê um tempo a menina, sim? — Aro contestou calmo adentrando a casa e subindo até seu quarto sendo seguido por sua esposa.

EnquantoAlícia estava em seu novo quarto, a menina desfazia a mala lentamente, não chorou mas seu coração estava em frangalhos e seus pés lutavam para sair correndo, porém não o fez.

Após arrumar tudo no armário de madeira pintado de branco, tomou um banho e desceu. Houve o jantar ao qual Alícia limitava-se a responder essencialmente o que lhe perguntavam. Somente Aro e sua esposa perguntavam, Alec somente sorria enquanto Jane, insatisfeita com a adoção de Alícia, comia em seu quarto.

Aly após a refeição finalmente podia relaxar, colocou um pijama azul bebê e agarrou-se a boneca de pano que Sarah havia lhe dado e cantarolou sua própria canção de ninar até o sono vir.

[....]

Renesmee ainda estava sonolenta e com um blusão de algodão que usara para dormir, quando chegou ao banheiro para tomar um banho e sse arrumar. Estava disposta a procurar um apartamento naquele bairro mesmo, não queria ficar longe de Claire. Então qnquanto escovava os dentes ouviu o telefone tocar e logo a igação caiu na caixa de mensagem:

Oi senhorita Cullen sou eu o Nahuel, bom gostaria de avisar que acabei de apanhar seus formulários, precisarei deles para então recolher alguns dados, a verdade é que ainda não comecei a busca porque estou com um processo delicado aqui, mas em breve te trarei notícias, fique a vontade se quiser saber algo só me ligar, até mais.

Renesmee sorriu estava confiante que Nahuel conseguiria lhe ajudar.

[...]

Um mês e Alícia não aguentava mais o martírio de ver aquela família todos os dias. Despertou as oito daquela manhã, agradeceu por ser sábado e não ter que ir a nova escola a qual já frequentava a duas semanas. Ela gostava de estudar o problema era os tipos de pessoas. Alícia não gostava de toda futilidade daquelas crianças, sentia falta das humildes amigas do orfanato e as simples brincadeiras. Aly soltou um muxo ao encontrar-se ainda na cama de algodão e lençóis egípcios como Sulpicia tinha o costume de lembrá-la sempre. "Isso é egípcio", "Isso é italiano", "Aquilo foi muito caro cuidado", "Aquilo é exclusivo" e outras coisas que só de lembrar a menina bufou entediada.

Levantou-se por fim e foi ao banheiro, a casa aparentemente estava vazia, Alícia agradeceu outra vez. A verdade é que ela queria que tudo aquilo se danasse, as belas cortinas, as peças de leilão, os tecidos de marca, nada lhe ludibriava, não a convecia que ali era onde tinha que ficar. A morena preferia muito mais o quarto pequeno de orfanato que compartilhava com a melhor amiga do que aquelas coisas que não lhe pertenciam, por mais que os Volturi se esforçassem Alícia era irredutível, tinha uma família de verdade, sentia isso e não cederia até encontrá- los.

[...]

As duas da tarde após o silencioso almoço Alícia estava na bela varanda sentada em um banco de maderia tocando seu violão distraída e encantadoramente quando Sulpicia sentou-se ao seu lado e muito simpática disse-lhe:

- Você toca muito bem. — Elogiou-a.

Alícia involuntariamente sorriu agradecendo sem deixar de trepidar as cordas do violão. Sulpicia ficou mais uns minutos ouvindo a morena tocar uma música infantil, aproveitou uma pausa da menina e pronunciou-se novamente:

- Jane e Alec farão um passeio, gostaria de ir?

Alícia hesitou um pouco e ficou oensativa. Estava querendo ver gente diferente, lugares diferentes além de que também nunca havia feito um grande passeio.

- Irei atrapalhar. — Disse baixo fitando Sulpicia. Realmente Alícia também pensou nisso afinal sabia que Jane não a queria naquela casa.

- Imagina, será bom para se conhecerem. — Assegurou. — E se for por Jane, já falei com ela e não se incomodará de levá-la para passear. — Sulpicia mantinha um sorriso afável nos lábios, gostaria de ajudar a Alícia a se adaptar a família.

Aly decidiu então dar-se uma trégua e sorriu genuinamente balançando a cabeça. Sulpicia sorriu encantada, percebeu pelo jeito receoso e acanhado da menina que Aro tinha razão, Alícia era cativante ao extremo e era bem provável que estivesse somente assustada.

Um hora depois estavam os três prrontos e bem casuais. Alícia estava com uma calça jeans, uma blusa, suéter rosa por cima, já que apesar do sol agradável havia um leve vento frio. A menina insistiu também para levar seu violão, Alec haia deixado escapar que iriam a um parque que era comum alguém tocar violão, assim como pique nique e fazer leitura sob as arvores.

Alec dava a mão a Aly caminhando pela cidade enquanto Jane ia na frente no celular com uma amiga. Alícia nem ligou muito para a ranhetice de Alec que tagarelava coisas diversas e as vezes confusas para Aly, ela até gostava da conversa corriqueira. Porém ela se concentrava ao máximo a contemplar a relva verde que representava o parque vasto que já estava visível a metros de distância.

Assimq ue finalmente chegaram ao parque, Jane encontrou um grupo de amigas e ficaram em um banco sob a sombra de uma árvore, na árvore ao lado Alec apreciava a canção que Alícia tocava empolgada.

- Quer sorvete? — Alec indagou ao reparar Alícia parar de tocar e deitar-se completamente na grama e passar a observar pessoas e animais que iam e vinham no seu campo de visão.

- Não, Alec obrigada. — Ela virou-se para ele. — Eu queria andar um pouco por aí, pode ser? — Perguntou.

- Claro, tem uns brinquedos mais ali na frente, posso te levar lá se quiser. — Alec disse levantando-se e ajudando Alícia a levantar-se também.

- Não precisa Alec. — Respondeu simpática e sorrindo pondo o violão nas costas. — Eu queria caminhar sozinha mesmo pode ser? — Perguntou tirando vestígios de grama de sua rousa.

- Tudo bem, só não saía de minha visão, vou ficar por aqui. — Avisou Alec e Alícia não se deu ao trabalho de falar com Jane, logo saiu divagando observando a natureza, passáros, cachorros, crianças menores que ela que brincavam com homens e mulheres que Alícia julgou serem seus pais.

Sentiu um aperto no peito, como gostaria de poder fazer isso com os seus. Alícia sorriu com esse pensamento, quando encontrasse seus pais e ela tinha certeza que encontraria teria tantas coisas para fazerem juntos que ela era incapaz de calcular o tempo que levaria para compensar o tempo que perdeu com eles.

O parque era extenso, após alguns minutos andando Alícia ainda podia ver Jane e Alec distantes porém no extremo do parque, ela antão parou e deitou-se novamente na grama, não havia sombramas o sol também já não era tão forte. Aly ficou ali sentindo a brisa suava e os raios aquecedores do sol, podia ouvir murmurios e risadas conjugadas ao seu redor, também ouvia-se gritos de diversas origens porém todos de contentamento, só então Alícia percebeu o quanto havia gente espalhada naquele terreno.

Alícia somente abriu os olhos quando uma melodia harmoniosa e animada chegou ao seus ouvidos, primeiramente pensou estar imaginando, porém ficou mais atenta e realmente alguém tocava um violão ao longe. A menina ergueu-se e procurou, não encontrando a origem do som, então levantou-se e caminhou mais um espaço vendo um meio circulo em um extremo do parque. Naquele momento Alicia não pensou que sairia das vistas de Alec ou que não sabia para onde estava indo, apenas seguiu o som agradável. Ela ia sorridente e logo estava infiltrada entre as dezenas pessoas que apreciavam a jovem tocar com graciosidade. A garota que tocav anão passava dos 18, estava sentada no encosto de um banco e aparentemente alheia ao público que lhe ouvia. Alícia ficou encantada, pensou se conseguiria um dia tocar assim de forma tranquila e fascinante diante de tantas pessoas como aquela jovem tocava.

continua...

Notas finais
Amores por hoje é só, no próximo terá mais sobre a volta do Jake na banda e a Najuda do Nahuel. Jake e Nessie em breve se reencontrarão.
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Gostaram do capitulo? O q acharam?
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Beijooos, até o proximo.