Notas iniciais
Bom, eu tive inspiração para essa historia depois que vi um filme que eu acho lindo. Então levei bastante tempo para começar a escrever para valer e postar. Espero que vocês gostem mesmo, porque eu me dediquei muito para escrevê-la, e me perdoem qualquer erro ortográfico, rs. boa leitura =D

Seattle, Hoje

Os ventos que balançavam os galhos das árvores a quilometros do prédio em que cediava o orfanato, faziam ruídos leves, a chuva fina batia no vidro da janela, mas não haviam trovões. Naquela mesma janela embaçada, do terceiro andar do prédio, Alicia suspirava no ritimo do assobio dos ventos e das batidas dos pingos de água no vidro, que estavam sincronizados. Alicia estava naquele orfanato desde que nasceu, há 8 anos, nunca foi adotada e nunca fez questão também. Sempre teve a esperança de um dia encontrar seus pais. Sim ela sempre esperou por eles. Seu olhar doce ficavam negros e intensos perante aquela chuva na janela, seu coração sempre acelerava com o som do vento. Alicia tinha um brilho unico no olhar, era tão intensos que ao sol pareciam ser cor de mel e a noite eram negros como o céu naquela chuva. Sua pele era de um branco supreendente se comparado ao seus cabelos longos e lisos, porém negros, tão negros como seus olhos a noite.


Alicia fechou os olhos e aconchegou-se em sua cama mais uma vez, sentindo os murmúrios naturais externos, e acabou sorrindo pela miléssima vez do dia imaginando como seria dançar naquela chuva junto aos seus pais, como já havia visto em cenas de filmes. A sensação lhe enchia de alegria, seu sorriso largo mostravam seus dentes brancos perfeitos, mas seus devaneios foram interrompidos pela voz apressada de sua amiga Sarah que adentrou o quarto.


– Aly, vem jantar, vamos ficar sem lugar. — Sarah disse já puxando a amiga da cama.


Alicia não descutiu e desceu, ambas já trajavam a comum camisola de algodão rosa chá. Até que enfim conseguiram sentar à mesa sem ser nas pontas, que era horrivel para se acomodar. Após o jantar teve a sobremessa e logo as meninas estavam indo a ala feminina quando Alicia parou no corredor.


Da sala do piano saía um som, Alicia não se importou com as meninas que estavam atrás ou com as reclamações, bloqueou a passagem e passou a observar uma das meninas mais velhas que tocava desajeitadamente, fazendo um som irregular, imperceptivel para quem não sabia de música, mas aquilo lhe chamou atenção. Ao ouvir protestos Alicia entrou na sala, dando passagem para quem vinha atrás e a menina da sala parou de tocar.


– Oi Aly. — a garota teria uns 15 anos, começava a aprender, mas parou para dar atenção a criança que entrou e especulava o movimento de suas mãos com os olhos.


– Oi Michele, você sabe tocar? — Alicia perguntou anciosa.


– Estou aprendendo no curso da igreja, porque você gosta? — A menina loira perguntou.


Alicia apenas balançou a cabeça afirmando.

– Eu nunca toquei. — Alicia acrescentou agitada.


Michele riu e cedeu um espaço na sua cadeira.


– Quer tentar? — Ela perguntou para Alicia, essa sorriu em excitação e afirmou já indo sentar-se em frnete ao grande piano.


Michele ajudou Alicia a posicionar-se e conduziu o primeiro toque.


– Aqui é Dó, ré, mi, fa, sol, lá, si, dó — Michele apertou cada uma produzindo sons diferentes.


Alicia imitou seus movimentos apertando com o indicador todas elas.


– Essa é a primeira oitava, tenta aprender a sequencia da primeira e repete nas outras, as teclas petras são as mesmas notas, porém o som sai um pouco diferente, olha. — Michele mostrou a Alicia como os sons eram distintos.


– Entendeu?


Alicia assentiu.


– Agora põe as mãos assim. — Michele espalmou suas mãos, e Alicia imitou — Cada dedo é uma nota. — Mmichele demonstrou e logo a menina tentou.


Alicia começou devagar conhecendo as notas e seus sons, logo sentiu-se livre sobre as teclas e fez um som alto e regular, seguindo apenas a sua intuição de seguir as notas. Michele arregalou seus olhos não conseguiu seguir uma composição sem errar as teclas desde que começou e Alicia na primeira tentiva criou um acorde espontaneo sem errar.


– Nossa, Alicia tem certeza que nunca tocou? — Michele indagou assustada.


– Tenho. — Alicia respondeu tranquila sem entender o assombro de Michele.


Mesmo com o susto Michele terminou de tocar com Alicia, essa dirigiu-se para seu dormitório animada e com o coração acelerado.


– Aly que houve? Você entrou naquela sala como louca, o que foi fazer lá? — Sarah a indagou, enquanto deitavam cada uma em sua cama.


– Miichele me deixou tocar o piano. — Alicia jazia em felicidade, com um sorriso largo e brilhannte.


– Como? Você nunca tocou Alicia. — Sarah também estava alarmarda.


– Mas toquei. — Alicia confirmou com orgulho e deitou-se — E bem, sabe Sah parecia que já sabia tocar, como se eu nascesse sabendo.


Sarah riu


– Aly, você é estranha as vezes, mas eu gosto de você. Boa noite. — E Sarah deixou a amiga sozinha em seus pensamentos.


Alicia estava feliz, adorava qualquer som que produzisse musica em seus ouvidos e descobrir seu dom para tocar teclas tão privilegiadas e fazer uma trilha sonora tão extraordinária a fez ver como poderia ser capaz de qualquer coisa principalmente achar o que procura: seus pais.


[...]

Naquela noite o céu estava escuro em Nova Iorque, o vento gelado e a falta das estrelas denunciavam a chuva que viria.
No interior do Hospital Lenox Hill, Bella ouvia as batidas do scarpin de sua filha vindo pelo corredor silencioso e claro do hospital.

Com a blusa flamê preta e a calaça jeans escura, Renesmee aproximou-se de sua mãe que estava sentada com os olhos anciosos por sua chegada.

– Nessie querida. — Bella levantou e abraçou a filha. — Deve está cansada. Achei que não viria. — ela comentou ao reparar nos olhos cansados de Renesmee.

– Estou sim, as coisas no escritório foram mais agitadas hoje que de costume, mas eu estou preocupada com ele. — Nessie foi dizendo em seu tom cansado enquanto sentava em uma cadeira sendo seguida por sua mãe. — Como ele está? — ela perguntou preocupada.

A expresão de Bella se tornou deprimida, fitou Renesmee com o olhar caído.

– Aparentemente está bem, mas o médico disse que seu organismo está muito debilitado... — Bella manteve um fio de voz. — Tenho medo que ele não suporte o tratamento. — Ela disse chorosa.

– Meu pai é forte, tenho certeza que ficará bem. — Renesmee abraçou a mão para reconfortá-la.

– Ele pediu para você vir hoje, disse que precisava falar com você. — Bella explicou.

– Sim, eu vou vê-lo, aproveite para descansar, vá a cantina, coma alguma coisa. — Renesmee disse preocupada com sua mãe.

– Tudo bem, vou ver se como alguma coisa, vá falar com ele, acabei de sair do quarto, ele está acordado. — Bella concluiu e levantou-se. Renesmee ficou para observar sua mãe sumindo ao corredor, com o andar cansado e ombros caídos, havia dias que Bella não dormia por mais de 3 horas a noite.

Então Renesmee entrou no quarto particular onde seu pai estava internado a quase 3 meses. Edward teve um serio caso de pneumonia que se agravou, foi internado com tuberculose, por ser fumante o seu quadro era bastante delicado.

Renesmee forçou um sorriso fraco ao ver seu pai tão abatido. A pele clara estava mais pálida e opaca, seus olhos azuis estavam mais claros ainda, seu rosto magro assim como seu corpo.

– Você veio. — Edward sorriu ao ver a filha de aproximar.

– Claro, venho todos os dias, mas as vezes você está dormindo. — Nessie falou sentando-se a beira da cama e depositando um beijo na testa de seu pai. — Como você está?

– Morrendo. — Edward sorriu fraco para a filha.

– Não repita isso pai, você está fazendo um tratamento com um médico excelente, você vai ficar bom. — Renesmee ralhou com o pai.

– Me chamando de pai, isso é bom, não me odeia mais. — Edward disse com sua voz baixa e fraca, mantendo um sorriso torto nos lábios.

– Pai eu não te odeio, tenho magoa sim, mas não te odeio. — Renesmee sorriu acariciando a mão do pai. — Fiquei com raiva mas passou, você é meu pai, e não vou te odiar. — ela dizia tranquila.

Edward sorriu amargo.


– Não tenho tanta certeza. — disse ele desgostoso.

– Pai para com isso, tá tudo bem. — Renesmee franziu o cenho, começou a se assustar com Edward.

– Não está tudo bem, eu te fiz muito mal, te fiz infeliz, me perdoa eu só queria o seu bem. — Edward sorriu triste para Renesmee.

– Pai, esquece, nada vai mudar o pssado. — Renesmee suspirou e passou as mãos no cabelo em sinal de nervoso, aquele assunto lhe causava dor. — Olha, se é sobre o Jacob, esquece, já passou eu não vou te crucificar o resto da vida por isso, eu já aprendi a sobreviver.

– Não é só isso que me atormenta. — Edward disse serio forçando mais uma vez sua voz.

– Pai não fala nada, vai te piorar, descansa, eu volto de... — Renesmee já ia levantar, mas Edward a interrompeu.

– Não Renesmee, fica, eu não sei se vou está aqui amanhã e não posso levar isso comigo, já lhe fiz sofrer demais. — Edward disse com pesar.

– Pai... — Renesmee tentou impedi-lo.

– Você era muito jovem Renesmee e eu era obssessivo na sua vida, eu esqueci que a vida era sua e que o importante era você ser feliz. — Edward disparou as palavras.

– Pai, por favor esquece esse assunto. — Renesmee falou com dentes trincados, a ferida em seu peito ainda doía.

– Não Nessie, não posso esquecer. — Edward tentou elevar a voz, mas seu peito doía por qualquer esforço. Renesmee estava em agonia por seu pai estar tão nervoso. — Não posso esquecer que te fiz tão mal, que a culpa de você chorar por anos sem seu bebê é minha, a culpa de te ver sorrir triste sempre que vê uma familia completa reunida, essa culpa está me consumindo, está dificil viver com isso, eu te amo minha filha, eu achei que estava fazendo certo, mas... não. Me perdoe. — A voz de Edward estava por um fio, seus olhos mareados e seus musculos tremendo.

– Pai a culpa não foi sua, essas coisas acontecem. — Renesmee disse chorosa desviando seu olhar melancólico de seu pai.

– Você era tão jovem, tão cheia de vida e eu tinha planos pra você, não podia me conformar em te ver gravida de um qualquer que nem mesmo sabíamos onde estava. — Edward respirava com dificuldade. — Eu fui idiota achei que estava fazendo certo, mas foi a pior decisão que tomei na vida, primeiro o Jacob e depois a sua filha, me perdoa Nessie não me orgulho do que fiz. — Edward olhos suplicante para a filha que olhava sem foco a janela do quarto processando o que ele havia dito.

Eu fui idiota achei que estava fazendo certo, mas foi a pior decisão que tomei na vida, primeiro o Jacob e depois a sua filha, me perdoa Nessie não me orgulho do que fiz.

– O que você fez? Edward. — O tom rispído da voz de Renesmee era a mais familiar para Edward, ela lhe tratou assim por anos, devido a magoa que estava imperando em seu coração.

Após um longo suspiro de lamento Edward respondeu desconsolado:

– Dei a menina para a adoção. — Edward aproveitou o silêncio deixado por Renesmee para expor seus sentimentos de culpa. — Me arrependi no minuto seguinte, eu tentei procurála uns messes depois, mas não encontrei acabei desistindo, e me cortava o coração saber que chorava todos os dias. — havia suplica em sua voz.

Renesmee atônita, mantinha seu olhar longe dos olhos abatidos de Edward, sua postura era dura, sua expressão antes melancólica agora estava fria.
Passou por sua mente cada noite que passou chorando pela filha que acreditava ter nascido morta, passou anos imaginando como seria, lamentando a paerda da unica coisa que restara de Jacob com ela.

– Onde ela está? — Renesmee manteve seu tom rude enquanto fitava com frieza Edward nos olhos.

– Não sei, eu entreguei a autorização no hospital de Seattle, e depois procurei um assistente social para saber se ela estava bem, mas não achei, eu só... — Edward explicava com a esperança que Renesmee entendesse.

– Cala a boca. — Renesmee vociferou com o pai que inclinou a cabeça. — Você não tem noção do que me fez, você destruiu minha vida, você é um monstro Edward Cullen, você faz tudo pensando em si mesmo. — Renesmee exasperou, andando pelo quarto deixando as lágrimas rolarem com rapidez.

– Eu fiz tudo pelo seu bem, foi horrível, não me orgulho, mas eu pensei... — A voz de Edward já não saía tão audível.

– Você pensava só em me controlar e controlar a vida dos outros. — Renesmee parou de frente para ele enquanto o contestava. — Você sabe o que fez aquela menina? Ela pode está sofrendo, ela pode está na rua, ela pode nem está — Renesmee hesitou. — viva.

Edward olhou suplicante para ela, já que sua voz não saía.

– Como fez isso? Como foi capaz? — Nessie abaixou o tom de voz e desviouu seu olhar confuso, não queria acreditar.

– Falsifiquei sua assinatura — Edward sibilou — Estava desesperado e louco. Me perdoa, eu sinto muito. — Ele disse com pesar.

– Eu te odeio, você é um monstro. — Renesmee elevou a voz. — TE ODEIO — ela gritou.

– O que estáhavendo? — Bella perguntou confusa, ouvia-se os gritos do corredor, dois enfermeiros apareceram atras de Bella.

– Esse homem é desprezível. — Renesmee disse para sua mãe apontando para Edward. — Eu espero — ela olhou para o homem móbido na cama — nunca mais te ver, não quero saber de você, você acabou comigo e com a minha felicidade. — Renesmee dizia dura com ele.

– Renesmee o que há? seu pai está passando mal. — Bella ralhou com a filha olhando seu marido com a respiração irregular e tremulo, sendo assistido pelos enfermeiros.

– Aguardem lá fora, porfavor o paciente precisa de sossego — um enfermeiro pediu.

Renesmee já estava na porta para saí mas ouviu o ultimo pedido de perdão na voz doente de seu pai. Bella sem entender acompanhou a filha para fora do quarto.

– Renesmee o que foi aquilo? — Bella estava carrancuda.

– Ele é um monstro mão, ele... ele — Renesmee soluçava, seu rosto estava vermelho e completamente molhado pelas lagrimas. — Deu a minha filha para adoção em Seattle.

Bella congelou apenas piscava, estava incrédula.

– O quê? Renesmee seu pai está louco ele acha que vai morrer e acha que é culpado por você está solitária, não é verdade. — Bella disse cética, sentando-se em uma cadeira.

– Não mãe, ele me disse com todas as palavras, disse muitas coisas, e eu sei que ele é capaz de fazer qualquer coisa se algo não estiver do jeito que ele quer. Lembra o que ele fez comigo e o Jacob? — Renesmee retrucou e Bella apenas assentiu. — Seu marido é louco. — Renesmee concluiu colérica.

– Nessie, seu pai é compulsivo e era obsessivo com você, não quero defendê-lo isso foi monstruoso, mas ele é seu pai Renesmee, não endureça seu coração. — Bella tentou amenizar e Renesmee olhou cética para ela.

– Mãe, eu não acredito que é tanto amor que você tem por ele que não enxerga o quão insensível ele é. E eu não tenho mais pai, o que eu tinha me traiu e eu não o perdoo mais. — Nessie retrucou com voz rude.

– Querida você sabe o quanto briguei com seu...- Bella hesitou palavras perante a careta lastimável de sua filha — Edward, briguei muito com ele por suas atitudes insensatas, eu quero sua feliciade e ele queria a filha perfeita e é teimoso, eu sinto muito por tudo querida, você merece desabafar, tem o direito de ficar com raiva, mas não se torne uma pessoa má, porque você não é, é minha filha querida e tem ainda uma vida longa pra ser feliz. — Bella abraçou a filha tentando acalmá-la já que chorava copiosamente.

– Com lincença. — um dos enfermeirou deixou o quarto de Edward. Bella o olhou — O paciente está estavel, esta sedado eu peço que seja evitado situações que o coloque nervoso. — O enfermeiro disse serio olhando de Bella para Renesmee e voltou-se para Bella de novo que assentiu.

– Eu só queria a minha familia e poder tocar meu piano, ser feliz, não queria nada disso, um emprego com grande salário, ter que enfrentar a ganancia das pessoas todos os dias. — Renesmee desabafou languida controlando as lágrimas — Só quero ter a minha filha junto comigo — Nessie suspirou e Bella acariciou-lhe os cabelos lisos. — Eu queria o Jacob também, mas acho impossivel agora. — Renesmee agora sorriu amrgo por acreditar que para Jacob e ela, é tarde demais.

– Querida nunca é tarde para o amor. — Bella disse firme. — E o que vai fazer agora?

– Vou procurá-la. — Renesmee respondeu levantando-se.

– Como filha? Sabe onde ela está?- Bella a imitou.

– Não, mas vou para Seattle, tenho que dar um jeito. — Renesmee disse acreditando que conseguiria.

Bella sorriu encorajando a filha:

– Quando vai?

– Amanhã pela manhã, com esse tempo não conseguirei passagem. — Renesmee lamentou.

– Amor, tomara que consiga. — Bella a abraçou. — Me ligue assim que comprar a passagem e me mantenha informada. — ela pediu.

– Claro, vou te avisar qualquer coisa e mãe obrigada por está ao meu lado. — Renesmee disse sorrindo fraco para a mãe que a abraçou forte.

Renesmee e Bella se despediram. Nessie foi para casa ainda tonta com a mudança de seus planos para os proximos dias e Bella resolveu ficar no hospital, esperar Edward acordar e conversar sobre o ocorrido.

[...]

As nuvens acinzentadas da manhã já mostravam-se a vontade no céu de Nova Iorque tornando o clima úmido e nublado, os arranha-céus do bairro residencial tinham seus terraços superiormente decorados, encobertos pelas nuvens assim como o sol que em nada esquentava.

Além de todo frio úmido que habitava no apartamento de luxo naquele bairro nublado, o ambiente estava escuro e melancólico. A bolsa prada jogada na nooite passada ainda permanecia no sofá, as luzes nem foram ligadas, e os sapatos ainda estavam sobre o tapete felpudo de cor havana em contraste com os movéis de carvalho prata que adornavam a residência.

Renesmee não havia conseguindo dormir por mais de meia hora seguida àquela noite, seus olhos ainda estavam ardendo devido as grossas e incessantes lágrimas que caíram durante a torbulenta noite que passou. Renesmee havia chegado do Hospital completamente desnorteada, sua mente às 06:10 da manhã ainda processavam toda informação que recebera de seu pai à horas atrass. Ainda com a roupa da noite anterior Renesmee se encontrava inconsolada joagada sobre a cama, ao fitar o céu atravez da pequena brecha da janela que a cortina permitia, a moça levantou-se sem energia alguma mas era necessário. Ao constatar a claridade do ambiente exterior Renesmee buscou o relógio na cabeceira da cama, ao confirmar a hora, engoliu um bolo salivar amargo e arrastou-se ao banheiro da suíte.

Levou alguns minutos até adentrar no chuveiro frio, onde sentiu mais uma vez a tão conhecida e já esperada enchurrada de lágrimas descer-lhe a face misturando-se a água, assim que recordou novamente o motivo que fazia cada centímetro de seu corpo doer, e cada célula reclamar pela dor, suas extremidades tornarem-se entorpecidas, não sabia o que lhe doía mais a dor da perda de sua filha ou a traição. Além disso a enxaqueca lhe apossou desde a ultima madorna e após o breve banho ainda enrrolada em sua toalha macia branca, Renesmee buscou um analgésico. A todo tempo deslizando sem vontade pelo chão liso do apartamento,vestiu-se. De blusa social em cetim e marfim e uma calça de mesmo estilo preta, Renesmee se encontrava posta ante sua cama enquanto preenchia uma pequena mala com o necessário, assim que terminou tomou nas mãos uma bolsa Dolce&Gabana preta, assim como os óculos escuros, calçando sapatos de salto pretos. A moça não hesitou em fechar toda sua residência e em chamar por um táxi que a levasse ao Aeroporto mais proximo, onde sem titubear adquiriu uma passagem para uma hora com destino a Seattle, onde Renesmee tinha uma busca a fazer. Buscar o desconhecido, causador de sua aflição e encontrar no mesmo motivo de angústia, o alivio para suas dores, lágrimas e talvez um resquício de solidão que há muito havia se instalado em seu corção.

Pra se achar o que procura não é preciso chegar ao outro lado do mundo, basta ouvir o som do coração. — Alicia.

Notas finais
E ai gente? Como deu pra ver eu comecei a fic pelos dramas rsrs Edward fez uma "M" bem grande né? Será que a Nessie perdoa? E a Alicia? Será que a Renesmee vai encontrá-la? Bom no proximo capitulo será uma volta ao passado para vocês poderem entender as atitudes do Edward e a historia do Jacob e da Nessie e tambem fugir desse clima de tristezas, rs. Bem eu lutei muito mesmo pra conseguir escrever a historia e estou com muitas ideias. Então, porfavor me digam oq acharam, sim. Se querem que eu continue, o que acharam, ou se querem que eu pare, enfim... Comentem, please! Beijooos e abraços