Os Acordes Do Amor

2 Uma Noite Especial


Notas iniciais
Oi gente!
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Demorei a postar o capitulo porque EU muito idiota com a capitulo pronto para ser postado APAGUEI sem querer =/
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Tive que reescrever, estou com raiva até agora pq não ficou como tava antes =(. Mas escrevi com muita dedicação cada linha, viu?
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AAAH consegui fazer um "trailer" para a fic rsrs
http://www.youtube.com/watch?v=jQjY8poEAaU
deem uma conferida lá ;)
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lá baixo agente se fala, vamos ao mais importante.
Boa leitura.

University Place, 8 anos antes

– Pai eu estou bem, de verdade não se preocupe. — A jovem Renesmee tentava tranquilizar seu pai que insistia em lhe acalmar, quando era visível que o único nervoso ali, era ele.

– Sei querida, mas não fique nervosa, vai dar tudo certo. — O pai super carinhoso disse nervoso, acariciando os braços da filha com suas mãos gélidas.

– Pai não estou nervosa, mas vou acabar ficando se você continuar assim, olhe eu estou bem vá para o auditório e fique com a mamãe, eu logo vou entrar. — Renesmee disse com um sorriso tranquilo e beijou-lhe a bochecha dando-lhe um abraço em seguida.

Ele lhe deu um sorriso torto, e acariciou sua face.

– Está bem, e a propósito, você está linda. — Ele fitou-a com admiração e beijou o topo da sua cabeça, logo a deixando com os outros alunos, e indo sentar-se ao lado da esposa no grande auditório da escola ordenado em meia lua com cadeiras beges acochoadas de frente para o grande palco onde haveria as apresentações da noite.

[...]

Renesmee esperava já nervosa átras do palco. Ela estudava no Instituto de Arte University Place e era sua apresentação de conclusão de curso. Renesmee tinha o sonho de se tornar uma grande pianista. Edward Cullen, seu pai, não era músico, era by CouponDropDown\">empresário bem sucedido, um grande negociador na verdade, mas era um bom pianista em by CouponDropDown\">horas by CouponDropDown\">vagas e as melhores notas e formas de tocar em um piano que Renesmee aprendeu, foi com ele. Desde quando tinha cinco anos de idade a pequena Cullen era fascinada pela música e tocava nas teclas com delicadeza até saírem sons agradáveis e tranquilizadores.

Não foi by CouponDropDown\">fácil convencer Edward deixá-la by CouponDropDown\">estudar longe de casa em uma cidade estranha. Renesmee precisou pedir muita ajuda a sua mãe, afinal tinha 17 anos quando foi morar em University Place. Mas Edward tinha seus conceitos já que Renesmee era filha única. Apesar de não ser muito mimada, seu pai sempre lhe dava o que ele achava que seria bom pra ela, apesar da ideia de ter sua filha conhecida como uma grande artista fosse satisfatória e de sua maior idade, Edward tinha medo dos perigos que o mundo poderia oferecer a sua "pequena" Renesmee e toda a opinião da sociedade. Então criava-se uma pequena guerra em sua casa até Renesme conseguir o que queria.

Renesmee morava a poucas quadras do instituto em um apartamento pequeno que dividia com sua melhor amiga e a primeira que fez desde que cheguou na cidade a trê anos átras: Claire; Ela tinha um ar de menina doce, porém era espivitada e descarada, definitivamente ela e Renesmee se completavam. As duas estudavam no instituto e aguardavam a hora de se apresentarem junto a alguns outros amigos.

– Amiga, você realmente ficou linda, e prepare-se sua hora está chegando. — Claire encorajou a amiga que lhe retribuiu com um abraço.

– Você acha que eu estou bem? — Renesmee perguntou insegura frente ao espelho analisando pela última vez o seu figurino.

Ela estava vestida formalmente, seu vestido era simples e lhe cobria os pés. Longo na cor creme de cetim brilhoso na frente, o tecido nude nas costas lhe dava a imprenssão de costas nuas e o singelo decote na frente do vestido lhe fazia ficar mais elegante. As mechas da frente do cabelo castanho estavam presas, deixando o resto de seus longos cachos caidos em seus ombros e a maquiagem estava bem natural.

by CouponDropDown\">Claro sua boba, você é a melhor e vai tocar na melhor orquestra Sinfonica desse país. — Claire disse com tanto entusiasmo que Renessme riu.

– Você também conseguirá uma ótima by CouponDropDown\">oportunidade, Claire, tenho certeza. — Renesmee disse com carinho.

Claire estudava canto e tinha uma belissíma voz e também iria apresentar seu trbalho, ao contrário do vestido da amiga, o seu era um azul turquesa e curto, com bordas em renda, seu cabelo solto e sua maquiagem marcando os olhos, lhe davam um ar sensual, bem o estilo da Claire esse visual: chamando a atenção.

[...]

Meia hora mais tarde já não havia o crepusculo lá fora apenas o céu escuro e finalmente Renesmee é chamada para apresentar seu trabalho.

P.o.v. Renesmee
Senti o estômago embrulhar quando chamaram meu nome. Gelei por dentro olhei para Claire que me deu um sorriso encorajador, e para Mike que chegou logo átras dela, ele era mais um amigo que eu considerava muito, e me desejou boa sorte. Me virei para a pequena escada que dava acesso ao palco, fechei os olhos, respirei fundo, apertei as mãos em punho, abri meus olhos em seguida e subi o primeiro degrau, abri minhas mãos e respirei novamente. Tudo isso em segundos, na metade da escada olhei para trás e meus amigos, Mike e Claire, ainda sorriam para mim, sorri também e calmamente apareci no palco.Nunca havia visto tanta gente junta e me encarando, geralmente meus concertos eram realizados no auditório menor, mas dessa vez era o evento anual de formandos, havia o dobro de gente que eu estava acostumada.

Busquei os olhos dos meus pais, os encontrando na primeira fila como prometido, me olhavam orgulhosos, foi nesses olhares que me fixei e busquei o restante de coragem para caminhar até o enorme piano no centro do palco, respirei fundo e desviei meu olhar da plateia, sentei-me à frente do piano e concentrei-me na composição escrita à frente, feita por mim. Delicadamente pus minhas mãos tremulas sobre as teclas, esperei breves segundos até os tremores cessarem. Apertei uma tecla, depois outras produzindo notas suaves e serenas, meu coração até então acelerado passou a bater no ritmo do piano, calmo e sem presa.

A medida que tocava o ritmo aumentava, mas sem perder a serenidade de seu som, e sem deixar de transmitir paz a mim e eu esperava que isso também acontecesse a quem ouvia, mas em especial toda aquela melodia me deixava calma e mais confiante.

Eu me inspirava bastante em Debusy para compor, ter uma melodia doce e suave era meu objetivo ali, por que eu estava feliz. Não sei dizer se era a ansiedade de conseguir uma universidade, já que haviam reitores ali, ou ter a satisfação de poder me expressar através da música ou talvez impressionar meus pais. Eu sentia uma paz, até fechei os olhos para me levar pelo doce som que saia do piano que eu mesma tocava, eu já tinha guardado a composição na memória. Meu coração perdeu uma batida antes de bater com furor no ápice da música, o som era alto e veloz, eu senti meus olhos marearem, perdi o foco do olhar e um frenesi me invadiu. Era como se a música não estivesse sendo tocada só para o mim, como se mais alguém a ouvisse no interior assim como eu ouvia, como se fosse possível alguém sentir o mesmo que eu exatamente nesse momento.

Meu coração bombeava o sangue em meu corpo sincronizado com a canção, nunca me senti assim antes, envolvida com a musica. Mais uma vez dei uma olhada para a platéia, todos atentos, meus pais com olhos brilhando, eu sorri abertamente, sentindo uma alegria se explodir dentro de mim.

O clamor, eu sentia que não era decorrente dos olhos alheios compenetrados em mim. Eu sentia que vinha da música, como se ela se estende-se além de mim. Sentia-me passando as emoções do meu coração para outro.

Os aplausos fizeram meu coração bater mais rápido, e minhas pernas ficaram moles, contei até 10 para levantar e agradecer o público.
P.o.v. Renesmee off

[...]

Logo Renesmee estava em um corredor de saída da sala onde sua mãe e seus amigos lhe esperavam.

– Meu amor você foi fantástica. — Bella elogiou a filha ao abraçá-la forte.

– Obrigada mãe, mas eu morri de medo de não conseguir. — Renesme respondeu sorrindo ainda com o corpo um pouco trêmulo de nervoso.

– Amiga você foi divina, fabulosa, nossa eu quase chorei. — Claire dramatizou lhe dando um abraço tão forte que Renesmee quase caiu no chão. — Ah amiga, você precisa tocar no meu casamento. — Claire dramatizou mais uma vez.

– Como é? -Renesmee arqueou a sombrancelha cética, até sua mãe ficou boquiaberta.

Claire casar? Ela mal namorava, dormia uma noite com alguem e descartava, recusava-se a repetir. Segundo ela homem só prestava para dar prazer, fazer filhos, e fazer as mulheres chorarem, por isso ela os usava e jogava fora e no dia que quissesse filhos escolheria um homem rico, inteligente e lindo para fazer a criança com ela. É essa era a Claire e sua filosofia.

– Ok, não vou me casar, pode ser no meu aniversário então. — Ela disse divertida lhe dando dessa vez um abraço mais calmo.

Bella só ria das graças de Claire que para ela era uma segunda filha.

Renesmee sentiu falta do seu pai, estranhou ele não ser o primeiro a falar com ela.

– Renesmee, eu trouxe pra você- Mike veio comprimentá-la com uma flor matizada lilás e branca — você merece, linda.

Pegando a flor, agradeceu e lhe deu um beijo na bochecha o sentindo ficar vermelho. Todos ali presentes sabiam que ele queria muito mais que amizade de Renesmee, mas para ela, por hora o que Mike teria era uma grande amizade.

Renesmee sentiu alguem se aproximar a suas costas.

– Você merece isso. — Seu pai lhe estendeu um lindo boquê de rosas vermelhas, eram suas favoritas. Renesmee pegou o buquê e o cheirou, tão delicioso– pensou e logo abraçou seu pai.

Edward se impolgou tanto que como Claire só faltou lhe desmontar.

– Você foi incrível princesa, foi maravilhosa, estou muito orgulhoso de você. — Edward disse olhando em seus olhos, sua filha fitando seus olhos azuis, sentiu sua face queimar e o abraçou novamente.

Uns minutos depois Claire se apresentou, Mike também e seus outros amigos, e a coordenadora do evento deu uma grande notícia a Renesmee:

Uma grande universidade especializada em artes se interessou por seu trabalho e lhe convidou a cursar lá. Teria uma enorme chande de tocar na Filarmônica de NY, caso aceitasse a vaga. Era longe, já que morava em Los Angeles na Califórnia, e a universidade ficava em Nova Iorque, mas ela sonhava em ter justamente essa chance de ser uma grande profissional.

– Querida é a sua chance, você precisa aceitar essa vaga. — Ela lhe dizia a encorajando, enquanto Renesmee digeria tudo.
– Não perca essa chance, eu disse que com certeza você aceitaria, eles ligarão para você essa e mandarão uma carta para sua residência, não deixe essa chance escapar.

– Obrigada Senhora Monsem, prometo aproveitar.- Deu-lhe um forte abraço na jovem senhora a sua frente e foi festejar a novidade com seus pais que lhe aguardavam frente ao carro no estacionamento.

[...]

– Renesmee isso é otimo — Bella disse contente com a noticia. — Não queria que fosse morar longe de nós, mas estou feliz por ser tão boa no que faz. — ela afagou os cabelos da filha. — Tenho certeza que chegará onde quer. — Bella assegurou.

– Querida, você prometeu que assim que voltassemos faria incrições para Dartmouth e Yale, cursar direito, esqueceu? — Edward disse calmo e casual, não queria tirar o largo sorriso da face de Renesmee que ela mantinha desde que contou sobre o convite, mas precisava deixar claro suas opiniões, não queria que Renesmee se entregasse totalmente a música.

– Edward, de repente ela queira fazer algo relacionado a música, ela adora tocar, você mesmo disse que ela é otima e adora vê-la tocando — Bella era a favor de qualquer decissão de Renesmee — Além do mais talvez ela queira descansar um pouco — Bella disse calma e compreensiva.

– Amor, ela não irá largar o piano, só irá ter um doutorado e uma profissão de respeito, e será bom pra ela, imagine quanta gente importante ela conhecerá na faculdade, nos estágios... — Edward tagarelava animadamente tentando fazer Bella mudar de ideia, claro que ele conseguiria.

Renesmee que há segundos átras estava afoita com a notícia, deu um muxoxo e passou a observar a conversa de seus pais um tanto cansada daquela situação. Antes de fazer qualquer coisa por sua própia decisão precisava presenciar uma discussão medonha entre seus pais. Aquilo a estava deixando esmorecida para realizar seus própios anseios por menores que fossem, já que sabia o discurso depresiativo que seu pai faria e o grande esforço que sua mãe teria para aplacar o clima tenso que se formaria entre ela e seu pai.

– Eu vou a faculdade fazer o que você quer, eu prometi não é verdade? — Renesmee pronunciou-se ríspida enquanto fitava com olhar duro para Edward que apenas assentiu contrariado pelo tom de sua filha.
– Então deixe-me decidir a qual irei, e quando irei, estou pensando na possibilidade de aceitar o convite. — Renesmee proferiu as palavras calma e Edward foi ficando mais inquieto.

– Renesmee você não pode tomar suas decisões atraves de caprichos, você já estudou música o suficiente, já é uma grande artista, está na hora de trabalhar de verdade. — Edward contestou rude com ela.

– Edward. — Bella o Repreendeu. — Tocar não é um capricho para Nessie, ela gosta de verdade, entenda. — Bella mostrou-se chateada pela falta de compreensão de seu marido.

Dessa vez Renesmee apenas se calou e ficou prostada, encostada no capô do McLaren de seu pai, alheia ao resto da conversa enquanto olhava sem atenção as pessoas que transitavam a sua fente.

– Han Han. — Claire pigarreou atrás deles acabando com a conversa do casal, Renesmee já sabia o que ela falaria, contaria para ela sobre a universidade mais tarde.
Renesmee Cullen não era imaculada em tempo integral, ela sabia que seu pai era conservador demais, por isso mentia muitas vezes por poucas coisas. Aquela noite não seria diferente, ela e Claire armaram uma situação para Edward não sabotar sua saída dessa vez.

– Como vai Claire?. — Edward disse cordialmente,virando-se para ela.

Claire sorriu e o cumprimentou logo virando-se para Renesmee.

– As minhas primas de Forks chegaram hoje e vão dá uma festa, vão ficar até o fim de semana, gostaria que fosse comigo amiga, você sabe que fico um pouco deslocada lá, você poderia me fazer compania? — Claire comentou com Renesmee como se Edward e Bella não estivessem do outro lado do automóvel ouvindo a conversa.

– Hum, eu não sei Claire, até o fim de semana? — Renesmee indagou com falso desanimo. Aquele dialógo estava ensaiado.

– Eu vou embora na quinta, vamos Nessie, a quanto tempo não nos divertimos? — Claire já estava anciosa.

– É você tem razão, precisamos nos distrair. — Renesmee concordou sorrindo. — Mas o que faremos o resto da semana? — ela sorriu divertida e demonstrou curiosidade.

– Ah amiga, lá tem umas trilhas legais, na casa da minha tia tem piscina, podemos ir ao cinema, e fazer tudo que não tinhamos tempo para fazer aqui. — Claire explicava animada.

– Tudo bem amiga, vamos... — Renesmee estava entusiasmada, mas seu pai interrompeu exatamente como elas haviam previsto.

– Nessie, tem certeza que irá? Eu não conheço aquele lugar, mas acho um tanto perigoso vocês pegarem estrada essa hora e você ficar tantos dias em um local desconhecido. — Ele explicava devagar e Claire cada vez mais se fazendo de triste.

– Pai, já fui lá uma vez com a Claire. — Renesmee contou outra mentira. — É muito tranquilo e agradável e além do mais já sou adulta, sei me cuidar. — ela disse por fim.

– Edward,o que tem demais? Renesmee é adulta e responsável. — Bella sempre intercedendo, tentando fazer seu marido entender que a garotinha dele cresceu.

– Ah, e como vai a essas horas ? — Edward indagou prepotente já que Renesmee não estava de carro.

– Eu vou levá-las. — Mike se ofereceu, nenhum deles o tinha reparado ali. Ele também estava no "rolo".

Edward pensou por breves segundos, fitou a filha , a esposa e logo Mike que mantinha-se sereno.

– Ok, vá Renesmee, não vou reclamar- Edward disse, sua filha deu um sorriso largo em agradecimento, ela não gostava de fazer as coisas em discordância com seus pais. Claire deu um grito histérico, fazendo Bella e Edward arregalarem os olhos. Renesmee não se importou, bom que ela não berrou um palavrão como costumava fazer, pelo menos aos seus pais ela respeitava.

– Vamos logo, precisamos passar em casa e pegar algumas coisas né. — Claire disse para Renesmee que concordou.

– Tenha cuidado filha. — Edward disse com carinho como se falasse com uma criança.

Renesmee ruborizou, seu pai era protetor demais, porém sorriu simpática para ele.

– Ok, podemos ir? — Perguntou ela para Claire que assentiu radiante.

– Tchau, eu ligo pra vocês ao chegar. — Renesmee se despediu dos pais e foi com Claire até Mike que já esperava por elas frente a seu carro.

University Place ( Bar )

– Jake você tá pronto? Tá na hora, cara. — Seth gritava nervoso para o primo.

– Estou só me sinto nervoso, mas... — Jake finalmente saiu do banheiro e junto com Seth foi se juntar aos outros rapazes da banda que estavam no balcão do bar.

Jacob era o vocalista e guitarrista, Quil lhe ajudava com uma segunda guitarra, Seth ficava na bateria, Paul ficava com o teclado e Sam dominava o baixo.

– Qual é Jake? Tava retocando a maquiagem? — Paul zuou o amigo, que lhe mostrou o dedo do meio em resposta.

– Não idiota, só estava nervoso, já viu quanta gente tem aqui? — Jake explicou, espiando as pessoas que estavam a cerca do palco.

Não era muita gente afinal o lugar não era refinado, não era muito conhecido, mas era um bar de música ao vivo e foi o melhor que os meninos conseguiram arrumar para divulgar seu trabalho. Fazendo trabalhos extras os cincos arcavam com os gastos da banda. Eles sempre se apresentavam em festinhas de conhecidos, bares em Forks de poucos clientes e com pouco espaço para seus instrumentos eram o que conseguiam de melhor até aquele momento. Afinal quem daria crédito a cinco rapazes jovens com jean surrado e jaquetas de couro, levando guitarras e violões nas costas e um velho carro que como os instrumentos era de segunda mão? Eram rockeiros drogados a vistas de muitos, mas para cada um deles o sucesso com a música era um sonho que ambos almejavam e ali perante de toda aquela gente, apesar de pequena, sentiam que a realização de seus sonhos estava mais próxima.

– Nossa será que vão gostar? — o pânico de Jacob passou para Seth — E se tacarem tomates podres na gente? — O menino arregalou os olhos de medo e seus amigos lhe encararam carrancudos.

– Cale a boca, Seth. — Os meninos disseram em uníssono. E Teddy o dono do bar veio ao encontro dos rapazes.

– Entrem quando quiserem, mas façam valer a pena a chance que dei a vocês, se vacilarem não terão outra chance. — O homem mal humorado se foi e a música ambiente que tocava parou fazendo as dezenas de pessoas do local encarar o palco esperando a atração.

– Então é agora. — Jake suspirou e encarou esperançoso para cada um.

– Qual é pessoal? Somos ou não somos a melhor alcatéia de todas? — Quil disse divertido, espantando o medo de errar. Alcatéia era como chamavam a banda, por causa das lendas de La Push, onde ficava a praia favorita deles.

– Somos. — todos gritaram juntos entre risos caminhando para o palco.

– É somos, os lobos mais ferozes que eles já viram. — Seth comentou sorindo. Seus amigos fecharam o sorriso e apenas lhe encararam reprovando o comentário desnescessário.

– Ah, seus chatos. — Seth reclamou. Sempre implicavam com ele de alguma forma, afinal era bem mais novo que os outros.

Sam lentamente adentrou no palco sendo seguido por Jake, Paul, Quil e Seth, um de cada vez se poscicionou e encarou a platéia que olhava curiosa.

[...]

Música: https://www.youtube.com/watch?v=jJr05fgKHa8

(ignorem o violino no ínicio da música)

Quil começou com os tons de introdução da música, Jake logo acompanhou suas notas e logo os dois fizeram o coro da música cantando e tocando animadamente.

Eu quebro, me apodero, eu vivo, eu perco
Eu suplico, eu estou vazio, eu estou morto, confuso,
Eu encontrarei você

Jake então com sua respiração irregular parou para reparar na platéia, aparentemente não estavam entediados, estavam até animados. Assim que mudou as notas, controlou lentamente sua respiração e passou para o pimeiro verso, seu coração pareceu acalmar, e o nervosismo passou a não incomodá-lo.

O que é o amor e pra que ele serve?
Estou preso do lado de fora de uma porta aberta
E ninguém veio me buscar ainda

P.o.v Jacob

Eu parei de prestar atenção na platéia, me concentrei na música. E pela primeira vez me senti difeerente ao cantá-la, apesar de seu tempo em primeira pessoa, não imaginei em cantá-la para alguem. Mas era essa a minha sensação.

Eu nunca tenho uma segunda chance
Eu sou bem vindo em suas fantasias
Se ela for só um faz de conta

Era estranho me sentir calmo por dentro, geralmente me sinto afoito, toco e canto exagerado, mas ali passei a cantar apenas alto com vontade, acompanhei cada nota. Mas meu coração? Esatva tranquilo, apesar de acelerado, estava sereno como se esperasse realmente algo bem melhor chegar. Fechei os olhos, era como se o som me tocasse de verdade, como se algo no exterior estivesse vindo me encontrar.

Oh o que é o amor e pra que serve?
Oh me leve de volta e me faça mais
Oh me leve de volta e me faça mais

Abri os olhos e foquei a plateia com atenção dessa vez estavam mais entusiasmados com a música, parecia está agradando, estavam dançando. Senti muito mais que satisfação com aquilo, no meu interior algo mais forte me comfortava. Uma paz inexplicável.
Todos acompanharam o coro dessa vez. Em cima dopalco nos olhamos e sorrimos empolgados, cantamos e dançamos apenas sentindo a música. Voltei-me para a platéia com um largo sorriso, e retornei à letra da canção.

Uma vez que você está aqui, você nunca irá embora
Oh, uma vez que você está aqui, você nunca irá embora
Descendo no frio lá fora
Um pedaço de mim que eu não posso segurar
Te amo quanto mais te libero
Eu parto fora desta porta aberta

Me veio um frenesi de contentamento. Isso era possível? Me perguntei sem foco no olhar apenas sentindo um júbilo que me fez abrir um enorme sorriso.

Me segure como se eu fosse embora
Oh, me segure como se eu fosse embora
Oh, me segure como se eu fosse embora

Meu peito subia e descia, era como se eu pudesse explodir, espalhando o que eu sentia no meu coração aos demais.

Eu quebro, me apodero, eu vivo, eu perco
Eu suplico, eu estou vazio, eu estou morto, confuso,
Eu encontrarei você

Sentia-me fora dali por um momento,estava louco para correr a alguma lugar, sorri com meu ímpeto de ir onde eu não sabia, estava realmente confuso com as sensações de ansiedade, tranquilidade e contentamento que se aposaram de mim naquele momento.

P.o.v Jacob off

Os aplausos causaram uma exaltação nos rapazes que sorriram largamente, agradecendo ao público.

– Eu acho que gostaram, cara, olha. — Seth comentou ainda ouvindo os assobios e pedidos de mais.

– O que você acha, cantamos mais uma? — Jake perguntou animado, mas sua ansiedade ia além daquele lugar.

– Vou ver se o Teddy deixa. — Sam olhou rapidamente para o velho que assentiu, os meninos alargaram o sorrriso novamente, e se colocaram em suas posiçãoes para iniciar mais uma canção.

[...]

– Nossa, olha isso. — Quil dizia mostrando o bolo de dinheiro que ganharam da platéia como gratificação. — Dá para nossa passagem.

Eles estavam planejando ir a Los Angeles, onde Paul tinha alguns conhecidos.

– Se juntar com o que a gente já tem dá sim. — Jake disse analisando a quantia.

Eles se conheceram na pequena cidade de Forks. Paul, Jacob e Sam estudavam juntos desde crianças, Quil sempre foi vizinho de Jacob e Seth que era primo de Jacob. Paul morava em La Push, e os outros em Forks . Quil e Jake há anos trabalhavam em uma loja de artigos esportivos no centro de Forks. Paul traballhava como vendedor em uma loja de carros usado perto deles e Sam trabalhava em uma pequena construtora como operário em Port Angeles.

Eles caminharam para o Rabbit 86 que dividiam, graças ao trabalho de Paul. Quil, Jake e Seth atrás, Paul estava no carona enquanto Sam dirigia.

– Acho que depois daqui, Los Angeles é moleza. — Sam disse animado.

– Ah, não sei eu ainda vou ficar nervoso. — Seth comentou.

– Seth mas o combinado era esse, depois daqui, se desse certo... — Jake suspirou antes de continuar — Iriam mais longe, começando por Los Angeles. — O moreno alargou o sorriso.

– Mas como vamos tocar lá? — Seth indagou.

– Vou tentar uns amigos de bar, acho que posso conseguir um bem grande como esse dessa noite. — Paul respondeu, ele tinha bastante conhecidos, ele que havia conseguido o recinto daquela noite.

– Ah já estou até imgiando, agente rico, vendendo cds, muitas mulheres aos nossos pés, todo mundo nos gritando, vai ser demais. — Quil disparou as palavras antes de abrir uma lata de cerveja.

– Quil agente mal ganhou uns trocados em um bar e você já está pensando em cds e mulheres? — Sam riu do amigo.

– Ué há poucos meses agente só estava na sua garagem Sam e olhe para nós, viajamos, fomos aplaudidos e pediram mais uma canção, podemos sim chegar a sermos ídolos. — Seth retrucou pegando uma cerveja.

– Bom não viajando como o Quil — Jake deu um sorriso de lado sacana para o amigo que lhe fez uma careta — Mas o Seth está ccerto desde que começamos já evoluímos muito, acredito sim que conseguiremos em breve muito mais. — Jake disse confiante sorrindo. — Tive uma boa sensação enquanto tocava no palco, acredito em nosso sucesso. — Jacob compeltou. Os outros berraram de exaltação, e levaram suas bebidas a boca.

– Ah, o que vocês acham de uma festa agora? — Sam perguntou após uns minutos sem tirar os olhos da estrada.

– Por mim beleza. — Jake concordou, abrindo mais uma cerveja.

Os outros também assentiram.

– E onde é? — Quil perguntou.

– La push...- Sam respondeu sugestivo arquenando uma das sombrancelhas e propositalemte encarando os amigos pelo retrovisor.

Jake deixou escapar um sorriso maroto, Seth sorriu como uma criança frente ao monte de chocolate e Quil perguntou afobado:

–La push? Um luau? Você quer dizer aquelas festas de muita bebida, muita mulher, muita comida, muita mulher, musica e mui...- Quil tagarelava até Jake interromper impaciente.

– É Quil , que outro tipo de festa haveria lá? — Jake revirou os olhos de tédio. — E pode baixando o fogo, a ultima vez que fomos a alguma festa em La push você só não foi morto de porrada porque eu e o Paul estavamos lá pra te salvar.

– É o Jake tá certo garanhão, vê se quando for atrás de uma mulher, procura saber quem é o marido dela. — Sam falou o olhando pelo retrovisor.

– Ah vocês são umas malas, eu hein. E daí que ela era casada? Sinal que o marido dela come mal, o que posso fazer, se sou tudo de bom. — Quil respondeu presunçoso.

Paul virou-se para trás:

– É tudo de bom, o marido dela pode não comer direito mas tem o dobro do seu tamanho...

– E bate que uma beleza, ainda não esqueci as porradas que levei por sua causa. — Jake terminou e Quil bufou e deu um ultimo gole na bebiba. Enquanto os outros riam da derrota dele.

–Hei — Seth pareceu lembrar de algo recebendo atenção dos outros. — Será que vamos pegar a festa ainda? Afinal estamos longe... — Ele perguntou confuso observando que ainda estavam na Rodovia.

– É o moleque tá certo.- Quil concordou antes que Sam se pronunciasse.

– Garotos relaxem, a noite é uma criança — Sam respondeu calmo porém com um sorriso libertino.

Seth e Quil se entreolharam confusos.

Sam apenas arqueou a sombrancelha sugestivo.

– Ah Porra a festa dura até de manhã — Jake respondeu obivio e jovial. — Chegaremos no ápice. — Declarou ele de forma arrojada.

– Hey Jake. — Paul o chamou virando-se novamente para trás.

– Sim.

– Sua irmã já chegou? — Ele perguntou referindo-se a Rachel que estava fora por motivos de trabalho.

– Não. Porquê? — Jacob franziu o cenho pelo interesse repentino de Paul em Rachel.

– Ela poderia ir na festa conosco, mas já que não, deixa quieto. — Ele disse por fim e Jacob estreitou os olhos desconfiados.

– Tá afim da Rach? — Ele foi direto.

– Não só perguntei. — Paul respondeu sem interesse fitando a lata de cerveja em suas mãos.

Jacob o fitou incrédulo e então ele confessou:

– Tá eu tava pensando em ficar com ela sim, sabe desde a ultima vez que fomos juntos a praia... Se não houvesse problema pra você. — Paul respndeu o fitando sério.

Jacob pareceu pensar por breves segundos e respondeu:

– Não cara, que isso? Pode pegar, sabe que não tenho essas coisas comigo né? Não esquenta. — Jake disse com um sorriso maldoso levando sua bebiba a boca.

– Sério? -Paul arregalou os olhos e Jake assentiu.

Paul estava alarmado, Jacob era ciumento demais, principalmente com Rachel.

– Me dá o numero do celular dela então, vou ligar e perguntar quando ela volta já vou trabalhando o caso até a gente combinar para sair. — Paul disse animado e alheio a qualquer coisa a seu redor com um largo sorriso.

Jake tirou o celular do bolso calmamente, deu o bendito número.

– Você acha que é muito tarde para ligar? — Paul hesitou em ligar ao conferir a hora, já era quase onze horas da noite.

– A Rachel costuma dormir tarde. — Jacob contestou sem muito interesse na questão.

Paul logo efetuou a chamada, enquanto Jacob segurava o riso.

– Alô. — uma voz masculina e rude atendeu do outro lado.

Paul sobressaltou-se e sussurrou para Jake:

– Tem certeza que é esse número? — Jake apenas confirmou com a cabeça e lhe fez um gesto de prosseguir.

– Quem é?

– Err... é o telefone da Rachel? — Paul perguntou

– Quem tá falando?

– É um amigo...

Os meninos já riam dentro do carro imaginando o que estava acontecendo.

– Ela está dormindo, deixa recado. — O homem era grosso do outro lado.

– Não, eu ligo depois, obrigado.

Paul desligou e olhou furioso para Jake que o fitou inocente.

–Que foi?

– QUE FOI? A PORRA DE UM HOMEM ME ATENDEU, SUPER ESTUPIDO POR SINAL. QUE NÚMERO É ESSE JAKE? QUEM É ESSE CARA?

– Ué esse é o número da Rachel, ah e o cara deve ser o namorado dela, sabe ele é ciumento, eles sempre viajam juntos.- Jake disse tranquilamente e os meninos gargalharam da cara de bobo que o Paul tinha.

– JACOB VOCÊ É UM FILHO DA PUTA. PORQUE NÃO DISSE QUE ELA ESTAVA COM ALGUÉM, EU NÃO LIGAVA, NEM PENSAVA MAIS EM SAIR COM ELA, PORRA TAVA PENSANDO O QUÊ? . — Paul esbravejou.

Jacob elevou os ombros e respondeu:

– Você não perguntou, só me pediu o numero. — ele disse sem importância mas rindo do amigo. — Não pensei só fiz o que você pediu, não reclama.

Paul bufou de raiva na hora, mas depois passou e os meninos foram conversando, zoando e brincando o resto do caminho.

[...]

As sombras das árvores da beira da estrada assustavam um pouco, mas o assobio suave do vento reconfortava. Mike dirigia um tanto cauteloso, estava tudo muito calmo, calmo demais.
– Preciso contar uma coisa para vocês — Renesmee se pronunciou no breve silêncio que se formou no interior do carro após longos minutos de conversa sobre banalidades.

– Diz Amiga — Claire mostrou-se anciosa para Renesmee que estava no banco da frente ao lado de Mike.

– Uma universidade em Nova Iorque me convidou para cursar lá e a Filarmônica de NY sempre faz concertos lá e chamam alguns alunos para tocar com eles, é minha chance, eu sempre esperei por uma coisa assim. — Renesme proferia cada palavra com júbilo.

– Nessie isso é otimo. — Molly disse animada, uma amiga deles que também pegou carona para festa, que não seeria em Forks na casa das primas de Claire como haviam dito e seria sim em La Push.

– Amiga, você vai morar em Nova Iorque? — Claire estava afoita, seus olhos estavam brilhando de felicidade pela amiga. — Claro que vai né, ah que emoção. Você vai fazer muito sucesso e eu vou dizer assim para as pessoas: Está vendo aquela que é a mais bonita da orquetra? A que está arrazando no piano, pois ela é MINHA BEST. — Claire declarouu batendo palmas orgulhosa da amiga.

– Eu também estou contente por isso,mas ainda estou decidindo. — Renesmee disse em um muxoxo.

Mike franziu o cenho e perguntou confuso:

–Porquê?

Molly e Claire repetiram a pergunta desanimadas.

– Meu pai sempre implica com minhas decisões e ele quer que eu vá para faculdade de direito, ele não me deixará em paz até que o faça. — Renesmee desabafou aborrecida pela situação.

– Renesmee isso sempre acontece, já te disse que seu pai está errado. Tudo bem que ele queira te dar conselhos e você o respeitar, mas ele não pode ditar sua vida, é egoísmo se não for um pecado e está te fazendo mal. — Claire pronunciou-se séria.

– A Claire tem razão. — Mike concordou fitando Renesmee por breves segundos.

– Eu sei e isso está me sufocando, eu tenho meus sonhos e minha vida, mas não posso cravar uma guerra com ele, é meu pai. — Renesmee contestou esmorecida.

Molly e Mike apenas curvaram os lábios descontentes, não queriam incentivar Renesmee a brigar com seu pai, por mais errado que ele estivesse. Mas Claire tornou a contestar inconformada:

– Nessie, eu sei que ele é se pai, mas a vida é completamente sua e feita de suas escolhas, você não pode viver para o seu pai, precisa viver para você — Claire a olhava preocupada — Senão minha amiga, você nunca será completamente feliz. — ela disse com pesar.

Renesmee estava fraca para pensar em argumentos que tirasse a razão de Claire, se caso houvesse algum. Ela limitou-se a sorrir em agradecimento a amiga pela preocupação e recebeu outro sorriso em troca. O silêncio tomou conta do interior do carro, Renesmee escostou-se em sua janela fitando a paisagem e não se moveu. Claire a conhecia bem demais, sabia que sentia-se incompleta, que estava cansada de todo aquele manual de vida que era imposto a ela, pela sociedade ao seu redor e por princípios de seu pai. Renesmee já estava com estafa de tudo aquelo, o que tinha já não era mais o suficiente.

Após horas de viagem Mike avistou uma casa pequena, cor de palha no centro de um pequeno terreno gramado, que Claire anunciou ser a casa de suas primas.

– É aqui mesmo Claire? — Mike perguntou observando a casinha, receoso ao ver a calmaria do lugar. As únicas luzes acessas eram a pública a mais de um metro de distância da casa, e as luzes da varanda.

– É aqui sim. — disse Claire animada.

– Está tudo tão escuro. — Estranhou Molly

– Vou esperar vocês aqui no carro. -Mike disse tranquilo retirando o cinto de segurança ao parar o carro em frente a casa.

– Não vamos demorar gatinho, só vou me vestir e a meninas irão se instalar. — Claire disse amena enquanto saia do carro.

Mike então arriou seu banco para trás e relaxou, pelo jeito a coisa ia demorar.

Realmente Molly, Claire e Renesmee não demoraram para ajeitar suas coisas no pequeno quarto que dividiriam. Renesmee já havia falado com seus pais, mas ainda faltava Claire se arrumar.

– Vamos ver, isso não, isso não... — Claire retirava as roupas do armário em madeira de uma das suas primas e descartava as peças em cima de uma das duas camas do quarto enorme. — Isso aqui também não serve...

Molly e Renesmee estavam sentadas na cama em que Claire não jogava roupas, rindo do seu jeito de procurar algo para vestir. As duas já estavam prontas, Molly com um vestido longo verde com um casaco de linho na cor branco e Renesmee com uma blusa azul marinho de alças, uma saia longa confortável na cor creme, uma jaqueta de couro na mesmo cor da blusa e um gorro de lã branco, as duas estavam com cabelos soltos e sapatilhas.

– Claire, só falta você, já jogou tanta roupa legal nessa cama — Renesmee censurou a amiga — Aliás porque não se vestiu em casa?

– Nessie querida eu quero estar deslumbrante, tem cada homem em La Push... — Claire suspirou enquanto mordia os lábios pensando nas figuras masculinas que haviam lá. Já tinha estado naquela praia havia anos.

Molly e Renesmee riram do jeito dela de falar.

– Claire você é linda, chama atenção de qualquer um, ponha um vestido desses e vamos. — Molly apontou para o vetsido que vestia.

– Hum, não. Vou achar algo muito especial por aqui, eu tenho que achar. — Claire continuou com atenção nas roupas.

– Claire suas primas não brigarão pela bagunça? — Renesmee perguntou fitando o monte de roupa espalhadas pelo quarto.

– Rá. — Claire forçou uma risada. — Minhas primas liberaram a casa e provavelmente não dormirão aqui esta noite, então relax meninas, a casa é nossa. — Claire contestou dançando sem música completamente animada.

– Como sabe que não dormirão em casa? — Molly indagou.

– As primas da Claire são bem liberais e loucas. — Renesmee logo respondeu achando graça — Saem na noite, bebem, dançam com alguém, transam com ele e voltam para casa no dia seguinte como se nada tivesse acontecido. — Renesmee explicou.

– Minhas primas não são loucas, ok? — Claire as defendeu analisando uma blusinha com interesse. — Sabem aproveitar a vida. — Ela afirmou para Renesmee que lhe mostrou a lingua em resposta. — Acho que até eu vou seguir esse protocolo hoje. — Claire sugeriu com um sorriso sapeca jogando duas peças de roupas em Renesmee.

– Claire, não se transa com alguém que acabou de conhecer ainda mais em esses tipos de festas. — Molly ralhou com a amiga.

– Que isso Claire? — Renesmee indagou segurando no alto as duas peças que Claire lhe jogou. Uma camisa branca de renda e uma calça preta de helanca.

– Molly meu bem a quanto tempo não transa com alguém? — Claire perguntou a ela pegando um punhado de roupa que havia jogado na cama e arremesando em seguida dentro do armário.

– Isso é pergunta? — Molly alarmou-se, não estava acostumada ao jeitto de Claire, Renesmee só observava o papo rindo.

– Claro que é, uma curiosidade normal. — Claire respondeu casual ainda "guardando" as roupas. — Se faz tanto tempo assim, você deveria considerar a opção de aproveitar um homem de verdade pelo menos por uma noite. — Ela proferia as palavras calmamente.

– Não é assim que se pergunta essas coisas Claire. — Molly estava ficando vermelha como tomate.

– Ok. — Claire por fim devolveu as roupas ao armário, fechou as portas do mesmo e sentou-se entre as meninas. — Quer que eu pergunte como? Querida Molly qual o espaço de tempo você e outro indivíduo de sexo oposto não trocam caricias e contatos íntimos? — Claire sorriu sarcástica e a morena permaneceu estática com olhos arregalados.

Renesmee gargalhava, Claire a divertia com esse jeito atrevido de levar tudo na vida.

– E você? — Claire virou-se para Renesmee com um sorriso ancioso nos lábios.

Foi a vez dela ficar alarmada e sem fala.

– Eu o que Claire Young? — Respondeu Renesmee azeda.

– Porra quer que eu repita tudo mesmo? — Claire perguntou contrariada — Ok, Querida Renesmee qual o espaço de tempo você e outro individuo de ... — Claire repetia pausadamente, mas Renesmee lhe interrompeu batendo em seu braço com a roupa que ainda segurava.

– Me responde pra quê isso? — Renesmee referia-se as peças em sua mão, desviando do assunto.

– É o que vou vestir. — Claire rapidamente respondeu pegando as peças da mão dela. — Agora responde, a quanto tempo você não dá para alguem? — Claire perguntou com olhos anciosos.

Renesmee teve sua expressão alterada para amuada.

– Já te falei Claire. — Ela disse seca e Claire pareceu lembrar de algo.

– Nessie depois daquela vez, você não dormiu com ninguém? — Claire indagou assombrada. — Claro que não senão teria me contado. — ela murmurou pra si mesma e séria fitou a amiga com atenção. — Amiga perdão eu esqueci completamente disso. — Claire afagou os braços de Renesmee que sorriu triste.

Molly nada entendia.

Claire e Renesmee se referiam a meses atrás, ao dia em que Renesmee acabou cedendo ao ex-namorado e ficando com ele um mês depois que já tinham terminado. Nessie sentiu-se péssima no dia seguinte, já não gostava dele, não viu um sentido na recaída, além de um alívio para o desejo carnal de ambos.

– Nessie não fica assim, todo mundo tem uma recaída, um surto de loucora, é normal. — Claire animava a amiga que agora já sorria com mais vontade.

– Eu sei, é só que é algo que eu não gostaria de ter feito, não mesmo. — Renesmee confessou. — Me senti bem estranha. — Renesmee fez uma careta divertida.

– Mas até que ele era gostoso. — Claire declarou levantando-se.

– Claire! — Renesmee a advertiu rindo.

– É verdade, vai negar que o cara é bom de cama. — Claire perguntou e Renesmee hesitou por uns segundos. — Não tente negar, quando era apaixonada por ele o achava maravilhoso.

– Não nego, mas quando acabou até isso pra mim também não teve tanta graça. — Renesmee comentou sem interesse no assunto elevando os ombros.

– Amiga, você está precisando de uma boa transa sabia, acho que o tempo está te fazendo perder gosto pela coisa. — Claire declarou perssuasiva.

– Claire, não vou dá para o primeiro que eu ver, se é isso que você está insinuando. — Renesmee retrucou a acusando.

– Não estou insinuando nada senhorita Cullen, mas acho que você deve burlar as regras de vez em quando. — Claire sugeriu fazendo-se de inocente e deu uma piscadela para a amiga que apenas sorriu derrotada em resposta.

– Claire, não sentirá frio? — Molly intrometeu-se fitando as peças na mão da morena.

– Hum, vou levar um casaco. — Claire respondeu elevando os ombros e foi ao banheiro vestir-se.

Enfim saíram de casa, Mike cochilava no carro, porém foi acordado por elas. No caminho Renesmee foi pensando nas palavras da amiga, o que aconteceria se quebrasse algumas regras? Não que ela já não tivesse mudado muito de seus conceitos de comportamento, mas Renesmee necessitava de algo mais, algo que a consumisse, algo que a fizesse esquecer do mundo de condições que ela vivia, principalmente aquela noite especial em que sentia que algo bradava em seu peito louco para sair. Renesmee só não sabia o que era.


Notas finais
Como eu disse fiz com muito carinho *-*
Tá bem grande, ne rsrs
Espero comentários, se não como vou saber se querem que eu continue? =/
Se não tiver comentarios não dá pra postar galerinha ;)
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Mas eu espero que tenham gostado. E ah tenho umas fotos para esse cap. ;)
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aah e esqueci quando coloquei a introdução hehe
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Renesmee: http://lh5.googleusercontent.com/-adjqxAKTxEU/USb6Ae2JojI/AAAAAAAAANU/TOjVkMZKNVo/s512/ness.jpg
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Alicia: http://lh4.googleusercontent.com/-9hM9LNxaeII/USbysz5C_ZI/AAAAAAAAANM/0Y-pJddDpjQ/s401/Alicia1.jpg
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http://lh6.googleusercontent.com/-bQ_3EXL1Wf0/USbyqpnxtHI/AAAAAAAAANE/AH1TZP_s5TQ/s512/aly.jpg
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Beijooos amores até o proximo