Os Acordes Do Amor
36 Os acordes do Amor
Notas iniciais

O bipe que se propagava em toda a sala o qual estava soando do aparelho do ultrassom era uma agradável música para o casal presente e de mãos dadas, já para a menina sentada atrás da mesinha da médica era uma euforia.
Alícia apenas ouvia o ruído baixo e frenético vendo parte da tela na qual algo se mexia, no entanto estava adorando poder ouvir o que a doutora nomeou como o "coraçãozinho do seu irmão ou irmã".
––– Esse aqui é seu bebê. ––– a medica falava conforme apontava a pequena macha mais clara e em movimento contínuo na tela da máquina –––, está crescendo de forma regular... ––– continuava ela, porém os olhos e atenção do casal não estavam totalmente nela.
Não havia palavras para isso.
As lágrimas que minutos atrás Renesmee freou, no momento em que ela ouviu o apressado batimento preenchendo a sala, desceram de forma torrencial.
Assim como também Jacob sorria e deixava as grossas lágrimas de alegria sumirem no seu encantado sorriso.
Era indescritível a emoção sentida. O som peculiar e pouco claro evidenciava o que até o momento era apenas falado.
Havia uma vida dentro da mulher deitada na maca e esse ser crescia, e de alguma forma o pequeno feto já se mostrava, ocorrendo ali o primeiro contato ––– entre pais, filho e irmã, é claro ––– deixando as emoções à flor da pele de cada um.
–––... Diferente de nosso primeiro exame Renesmee, ele não é mais um embrião, mas oficialmente um feto. Este estágio é importantíssimo, porque é nele que os órgãos do bebê estão se formando de fato... ––– A doutora permanecia percorrendo com o aparelho na barriga levemente delgada de Renesmee enquanto tagarelava e explicava o que os pais estavam vendo.
Poderia ver o que seriam bracinhos, orelhas, pernas, e olhos. A média ainda explicava a maturação do genital, contudo Jacob não ouvia sua voz, se encontrava entretido demais naquelas batidas leves, embora elas preenchessem toda a sala de forma graciosa.
Os olhos negros do homem tinham pupilas delatadas e eram brilhosos, embevecidos, mesmo não tendo noção do que era aqueles desenhos na tela, ele sabia que era seu filho e era isso que importava, estava ouvindo um batimento saudável de alguém que logo estaria em seus baços.
Instantaneamente o mesmo sentimento de ansiedade que tomou conta de Jacob chegou a Renesmee de forma avassaladora.
A mulher era capaz de sentir o coração no peito trotar absurdamente, ela saltaria dali se possível, não desejou mais nada além de poder pegar seu bebê nos braços naquele momento e poder sentir com seus dedos cada parte que se formava em seu filho ––– ou filha –––.
Por fim a médica se calou e deixou os dois emocionados e chorosos se deleitarem no som que soava perfeitamente para Jacob e Nessie.
As batidas não paravam, não desciam o ritmo. Um perfeito acorde, Jacob diria se não estivesse tão ocupado em venerar a imagem e o primeiro som do seu bebê.
******
Renesmee suspirava muito calmamente e satisfeita após mais um ataque bem sucedido a Jacob no meio da noite.
A gravidez estava tornando seu apetite sexual em algo incontrolável, o que levava Jacob a agradecer imensamente por essas mudanças gestacionais.
O moreno estava sentado com suas costas repousadas em um travesseiro em pé, enquanto abrigava a noiva nua e sorridente sentada entre suas pernas e com a cabeça em seu peito, Jacob fazia carinhos suaves e contínuos nos cabelos castanhos.
Entretanto Renesmee deu um pequeno pulo de susto ––– sustentando o corpo nos cotovelos ––– quando Jacob se apartou de seu corpo, levantou e saiu em direção à cômoda em frente à cama.
––– Jake o que você está fazendo? ––– Nessie questionou sorrindo ao ver o moreno nu revirando as gavetas.
––– Shh, amor você já verá. ––– Jacob disse assim que encontrou numa das gavetas da cômoda um gravador.
––– Um gravador? Sério Jake? ––– A morena perguntou em dúvida vendo o moreno se aproximar dela encostando o aparelho no lado esquerdo de seu peito.
Porém Jacob não a contestou, estava ocupado demais tentando capturar algo de dentro do peito da mulher da sua vida.
––– Jake... ––– ela tentou chamá-lo outra vez em um sussurro.
––– Shh amor só fique quietinha e não fale. ––– ele disse e em seguida pressionou a tecla para iniciar uma gravação.
Renesmee permaneceu imóvel e calada como ele pediu e o seguiu observando compenetrado em algo e um minuto depois o moreno desligou o gravador com um sorriso satisfeito nos lábios.
Jacob então ergueu a vista e se encontrou com o olhar interrogativo da mulher de olhos brilhantes e de cor de chocolate.
––– Já pode me dizer a sua ideia Sr. Black? Antes que eu comece a pensar que ficou maluco! –––Nessie disse rindo olhando-o de forma divertida.
––– Isso aqui. ––– o moreno disse mostrando o aparelho e apertando o botão reproduzir em seguida. ––– Tem o mais lindo dos acordes do amor, do nosso amor. ––– ele falou baixo enquanto Renesmee ouvia os próprios batimentos saindo do aparelho.
Nessie sorriu embevecida pela criação e o fitou com tanto amor e tanto ardor no olhar que Jacob sentiu-se tremendamente impelido a largar o aparelho na cômoda ao lado da cama e beijar a mulher que amava com a mesma paixão e intensidade contida nos olhos marrons.
E na noite seguinte após cantar uma canção para Alícia, Jacob foi até o quarto e retornou com o mesmo gravador da outra noite e sua filha o interrogou:
––– O que é isso pai? ––– a voz meiga e infantil soou e Jacob sorriu sentando-se outra vez na beirada da cama de Aly.
––– Deite-se querida. ––– Ele pediu e posicionou o aparelho do lado esquerdo do peito da menina através do fino pijama de flanela.
––– Está fazendo o quê? ––– Alícia perguntou risonha, achando graça da feição concentrada do pai.
––– Fique em silêncio por um minuto amor, eu já vou acabar. ––– ele advertiu começando a gravação.
E depois de aproximadamente um minuto Jacob deixou Alícia ouvir os próprios batimentos no aparelho, do mesmo jeito que tinha feito com Renesmee.
––– Pra quê isso pai? ––– Alícia curiosa inquiriu pondo o aparelho para reproduzir outra vez.
––– Surpresa, gatinha. ––– Jacob respondeu e piscou um dos olhos, dando um sorriso travesso para a filha, pegou o gravador e disse: ––– Boa noite, durma bem.
––– Mas pai, eu quero saber. ––– Aly retrucou vendo o pai se encaminhar para a porta.
Jacob riu.
––– Você verá, prometo que mostrarei quando ficar pronta. ––– ele avisou.
––– Pronta? ––– a voz de Alícia foi aguda de tanto fascino, assim como seu olhar. ––– É uma música, pai?
Jacob relaxou os ombros, por fim e sorriu encantado.
––– Você é muito esperta, vou te dar uma tarefa também. ––– deliberou suavemente antes de dar mais um beijo em sua filha e sair deixando a garota aos pulos e comemorações no quarto.
Alícia ficou ansiosa para ver o trabalho do pai.
Algumas semanas depois...
No céu havia poucas nuvens no fim da tarde de um sábado, uma coloração de lilás e azul adornava o alto da cidade de Seattle, e na pequena igreja ––– tradicional, porém modernizada com suas paredes claras e janelas envidraçadas –––, muitos aguardavam finalmente a entrada da noiva.
Havia muitas flores cor de pêssego nos limites dos corredores laterais montados em arranjos; já no central tinha pétalas emoldurando o grande tapete vermelho colocado ao meio entre as duas fileiras de bancos de madeira e no altar, além dos padrinhos ––– Rachel, Paul, Quil, Claire, Sam, Emily, Leah e Seth ––– estavam uma mãe muito emocionada e ansiosa ––– Bella ––– e um noivo que não parava de ir e vir diante do celebrante que já estava cansado de acompanhá-lo de um lado a outro.
––– Mano se acalme. ––– Rachel sugeriu entre risos, ela estava na ponta da fileira esquerda de padrinhos e seu irmão por segundos parou a sua frente.
Então Jacob sorriu nervoso, assentiu e desceu dois pequenos degraus, tentando parar em sua posição. Contudo, foi em vão, dentro de um minuto o moreno voltou a transladar diante dos poucos convidados.
Não havia atraso, somente há dois minutos a cerimônia havia começado. Entretanto, Jake não se aguentava de esperar, e quando o homem achou que começaria sua andança outra vez o teclado passou a ser tocado suavemente.
Jacob levou seu olhar para a porta, a igreja não era tão extensa, todavia ele teve a impressão de que Renesmee estava muito longe dele.
Longe demais, pois ele queria tomá-la para si.
Estava linda.
O olhar de ônix do noivo cintilava, suas mãos trêmulas se laçaram em suas costas, e as pernas oscilantes batiam de forma tênue.
A partir deste momento, a vida começou.
A partir deste momento, você é o único.
Bem ao seu lado é onde eu pertenço
Deste momento em diante
Renesmee ficou por poucos segundos sorridente e maravilhada com a igreja adornada e os convidados de pé para recebê-la e logo começou a caminhar.
A partir deste momento, eu fui abençoada
Eu vivo somente pela sua felicidade
Em seu vestido branco de seda havia uma singela calda, sem mangas e sem anáguas, ele caía perfeitamente em suas curvas, tendo algumas pedras abaixo dos seios e alças cruzadas, permitindo parte de suas costas ficassem a amostra.
E pelo seu amor eu daria meu último suspiro
Deste momento em diante.
Seus cabelos estavam presos à nuca e uma grande franja emoldurava a alva e emocionada face, um leve lápis delineava os olhos cintilantes e apaixonados focados no homem ansioso no altar.
Eu dou minha mão para você com todo o meu coração
Eu mal posso esperar para viver minha vida com você, mal posso esperar para começar.
Você e eu nunca nos separaremos
Meus sonhos se tornaram realidade por causa de você
Renesmee caminhava calmamente, porém conforme a melodia adentrava seu âmago, seu peito se aquecia mais, as mãos ––– segurando um arranjo de copos de leite ––– suavam, o sorriso permaneceu congelado em seu rosto.
A partir deste momento, enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu te prometo isso.
Não há nada que eu não conceda
Deste momento em diante
A noiva deteve pouca de sua atenção nos adornos da igreja, os quais Rachel e Claire arrumaram com tanta vontade. Nessie veria a decoração com calma depois, pois no momento em que caminhava para o altar ao som da música entoada pela pequena orquestra contratada ela somente via o homem de terno grafite no altar.
Você é a razão pela qual eu acredito no amor
E você é a resposta às minhas orações aos céus
Tudo que precisamos é só de nós dois
O coração de Jacob paria pular no peito, ele sorria extasiado pela beleza estonteante em que encontrou em sua noiva e no sentimento de júbilo ao ver a mulher que amava indo para ele em meio a uma igreja decorada e reservada para eles.
Tal como sonhara.
Meus sonhos se tornaram realidade por causa de você
Por outro lado, Renesmee achava graça e encantamento de seu futuro marido. Cabelos cortados e penteados ––– como ela nunca havia visto –––, a barba devidamente feita ––– coisa rara –––, e mesmo assim ele era o homem mais atraente que ela já conhecera, ela sorria abertamente e emocionada, com o peito acelerado.
A partir deste momento, enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu te prometo isso.
Não há nada que eu não conceda
A partir deste momento
Renesmee achou que o coração sairia pela boca quando Jacob se aproximou e entrelaçou seus braços, fitando seus olhos tão devotamente.
Seu sentimento foi o de querer congelar aquele momento ––– em que Jacob lhe deu um beijo na bochecha, acariciou sua mão e sorrindo ébrio para ela a levou até o altar e ajoelhou-se juntamente a ela –––.
Eu vou te amar enquanto eu viver
Deste momento em diante
O olhar do moreno não abandonou o seu nem por um segundo, o sorriso dele ––– o seu favorito ––– estava lá, estampado, brilhante e caloroso.
Renesmee desejou ter aquela imagem para sempre gravada em sua mente. E mesmo que estivessem sendo filmados, tudo o que aquela noiva queria era poder sentir aquela mansidão e regozijo em seu coração a cada vez que visse ou se lembrasse daquela cena, exatamente como sentia no momento.
A partir daquele momento estaria casada com Jacob. Viveria para sempre para ele, estava em uma cerimônia simbólica e importante.
E ela gostaria de sentir aquela sensação para sempre. De estar sempre renovando a união com o homem de sua vida.
Jacob manteve um de seus braços entrelaçado ao dela e com a outra mão ele permaneceu acariciando as mãos trêmulas da noiva.
O coração do homem batia com força e ligeireza e o sorriso não fugia de sua face. Ele olhou outra vez para a mulher ao seu lado.
Ele a amava demais, chegava apertar o peito de tanto amor que tinha por ela.
Renesmee respirava profundamente e pesado por sentir o olhar de Jacob –– como sempre –– impetuoso, amoroso e devoto –– queimar sobre ela, deu um risinho, o fitou o admirando rapidamente e voltou a olhar para frente refletindo na evidência de que nunca deixaria de ter o coração acelerado só por estar ao lado do moreno.
Após algumas citações bíblicas pelo celebrante e uma oração para abençoar o casal, as testemunhas ––– Paul, Rachel, Quil e Claire ––– assinaram os papeis legais e em seguida novas notas soaram.
Renesmee levou ambas as mãos à boca ao ouvir os próprios batimentos na melodia, conseguiu reconhecer então o frenético e fraco batimento de seu filho o qual levava no ventre e um batimento jovial que certamente ela cogitou ser de Alícia.
No mesmo instante ela olhou para Jacob com os olhos mareados, ele sorria solidário e apaixonado para ela. Renesmee o beijaria ali se não fossem chamar tanta atenção, os batimentos permaneceram, mesmo quando notas de um piano invadiu a música, as notas eram perfeitamente tocadas e sincronizadas com a melodia calma, Renesmee sabia o que aquilo queria dizer.
O que significava aqueles acordes.
Segurando uma lágrima com alguns dedos de uma mão ––– tendo a outra agarrada a de Jacob ––– Renesmee virou-se outra vez e uma Alícia adorada por participar do momento adentrava de braços dados com Sean pelo tapete vermelho.
Alícia, ao contrário de sua mãe olhava cada flor, cada convidado, cada arranjo em copos de leite colocados em cantos da igreja.
A garota vestia um tradicional vestido de dama, levemente rodado e com uma simples coroa em seu cabelo cacheado.
Josh vinha atrás de Aly e Sean com um terninho ––– exatamente uma miniatura do de Jacob –––, com seus braços esticados e em suas mãos ele levava uma almofada marfim de cetim onde estavam as duas alianças douradas.
Aly parou atrás de sua mãe e Sean atrás de Jacob e então Josh parou no meio dos noivos e aguardou enquanto Jacob e Renesmee faziam seus votos.
Sendo Jacob o primeiro a falar não olhando nada além dos olhos cor de chocolate:
––– Renesmee, eu juro que sempre estarei ao teu lado, eu darei qualquer coisa e todas as coisas pra te fazer feliz, haja o que houver, eu sempre me importarei com você, e cuidarei de você, enquanto eu viver. ––– e após lhe dar a aliança ele beijou-lhe a palma da mão.
Renesmee respirou fundo e assim como Jacob manteve os olhos fixados um no outro.
––– Jacob, eu prometo que vou estar com você sempre, vou te esperar sempre. Prometo te fazer feliz como você me faz. Na fraqueza e na força, felicidade e tristeza, no melhor, no pior, eu te amarei a cada batida do meu coração. ––– E igualmente ela colocou a aliança em Jacob e beijou-lhe a palma.
Na hora do beijo nem Jacob e nem Renesmee se importaram com a plateia, o homem enlaçou a cintura daquela que agora era oficialmente sua esposa e colou os lábios de forma faminta e a beijou como se não houvesse a vida toda para isso.
Renesmee correspondeu com a mesma intensidade, notando todo o calor do moreno e toda sua sede, sentindo-se tão amada e completa naquele momento.
******
Dois meses depois
––– Aqui ficará o berço, e ali a cômoda, e do lado de cá a poltrona e os ursos... ––– Renesmee gesticulava de um lado a outro enquanto girava seus calcanhares dentro do cômodo ainda branco gelo.
Ela e Jacob estavam no singelo quartinho que em breve abrigaria o filho mais novo do casal.
Jacob ria escorado no batente de madeira do quarto, era a quinta vez em que Renesmee planejava a arrumação, cinco opções diferente.
O moreno achava graça de todo o plano de sua esposa, pois ele não conseguia visualizar nada olhando para as quatro paredes brancas e a janela de persiana também branca.
––– Tenho certeza que você deixará perfeito. ––– ele segredou a abraçando por trás e dando-lhe um beijo em sua nuca exposta.
Renesmee tinha os cabelos presos no alto da cabeça em um coque mal feito, suas roupas eram folgadas ––– apenas uma camiseta comprida e legging –––, pois se sentia bastante desconfortável com roupas justas nesse último mês.
Entretanto a mulher sequer virou-se para o marido, apenas permaneceu a observar um canto ponderando mentalmente o que seria melhor; o abajur que vira em uma loja na semana anterior ou o colorido conjunto de cabides que Rachel já havia lhe dado há um mês.
A casa era nova, ficando no centro de Seattle, era simples e mediana. Possuía três quartos, sendo o maior destinado ao casal, um grande banheiro, uma grande sala ––– podendo ter dois ambientes ––– e uma cozinha acoplada a uma área de serviço.
O quintal rodeado por arbustos e coberto por grama era modesto, porém com toda certeza caberia a família inteira.
Naquela tarde de sexta feira ––– na qual Jacob pediu folga para ajudar Nessie arrumar as coisas na nova casa ––– Alícia estava com Bella e Suplicia em algum shopping.
Aly teria uma festinha de uma colega no fim de semana, e por isso, as duas mais velhas se designaram a levar a pequena as compras e depois levá-la até Sarah e seus pais adotivos, para as duas terminarem a noite em uma bela pizzaria onde Nessie e Jacob também estariam.
Nada poderia estar dando mais certo. Tudo estava em seu devido lugar.
A não ser, as coisas empacotadas do casal, claro.
––– Amor, temos os outros cômodos para arrumar. ––– Jacob a lembrou. ––– Nem terminamos a sala. ––– completou desanimado soltando-a.
Renesmee por sua vez, ao menos respondeu, andou mais um pouco e murmurou:
––– O abajur, com certeza.
Levou a mão ao queixo refletindo com ela mesma mais uma vez.
––– Acho que pintarei de verde. ––– suas palavras foram convictas e ela sorriu satisfeita. ––– O que acha Jacob? ––– perguntou analisando as paredes, imaginando um tema para a pintura, sem nem olhar ao moreno.
Jake suspirou cansado, todavia havia um sorriso em sua face. Ele então olhou para as paredes e franziu a testa refletindo com afinco sobre o assunto.
––– Nessie. ––– ele a chamou.
––– Hum? ––– foi tudo o que ela disse enquanto imaginava um jardim desenhado nas paredes.
––– Porque não decoramos em azul?
No mesmo segundo Renesmee girou o corpo e o encarou com olhos arregalados.
––– Como assim Jake? Não podemos, pode ser menina e minha filha não terá o quarto azul. ––– ela pontuou pondo as mãos no quadril, se mostrando irredutível.
––– Será menino Nessie, já disse. –––– ele respondeu tranquilo e logo se colocou a pensar em um tema para o quarto, sendo esse masculino.
Renesmee revirou os olhos e começou a andar para a saída do quarto.
––– Não é porque sonhou com um menino que será menino Jake. ––– ela contestou. ––– Só teremos certeza após a consulta. ––– justificou rumando pelo corredor em direção à sala sendo seguida por Jacob.
––– Eu tenho certeza que é menino. ––– o moreno cantarolou.
––– E se for menina? ––– Nessie o indagou erguendo uma sobrancelha.
Jacob suspirou.
––– Não me importa.
––– Então não posso pintar o quarto dela de azul. ––– concluiu obvia, sentando no sofá branco.
Todos os outros cômodos já estavam pintados, restava somente o quarto do bebê. No entanto na ultima ultra –– para a frustação de todos –– a médica disse que não via o sexo, mas que na próxima consulta conseguiria.
Sendo assim decidiram fazer a pintura de acordo com o sexo.
Mas isso não impedia o fato de Renesmee sempre que possível ir até o quartinho e imaginar paredes pintadas, móveis, brinquedos e, sobretudo o bercinho com um lindo e cheiroso bebê dentro dele.
––– Esperaremos até a consulta, então. Falta tão pouco. Combinado? ––– Jacob sugeriu pulando algumas caixas e sentando-se a seu lado.
––– Mas eu queria tanto começar logo... ––– ela choramingou.
––– Amor, é só mais algumas semanas. ––– ele explicou.
Renesmee manteve sua careta contrariada e cruzou os braços sobre a barriga aparente.
––– Que tal me ajudar a desempacotar as coisas? Hum? ––– Jacob sugeriu.
––– Não quero. ––– falou ela como uma criança birrenta.
––– Poxa amor... ––– ele reclamou manhoso inclinando-se e beijando o pescoço de Renesmee, subindo para sua orelha beijando, mordendo e lambendo.
Renesmee prendeu o riso até onde deu, e logo se afundou no sofá e congelou um sorriso à proporção que Jacob acariciava sua protuberância no abdômen por baixo da camisa.
O moreno beijaria a boca de sua amada com fervor se essa não desse uma breve gargalhada e segurasse sua mão exatamente onde estava.
––– O que foi Ness? ––– perguntou risonho e curioso.
––– Não sentiu? ––– ela inquiriu.
––– O que? ––– Jacob pareceu um pouco assustado.
––– Ele ou ela mexeu aqui dentro. ––– Renesmee respondeu e sentou-se um pouco abobada. ––– Parece agitado. ––– ela ficou concentrada com a mão na barriga esperando experimentar outra vez.
––– Não é cedo para mexer? ––– Jacob enrugou a testa confuso.
––– Alícia mexia com cinco meses. ––– ela declarou e deu de ombros. ––– Ás vezes esse é mais agitado. ––– conjecturou. ––– Realmente não sentiu? ––– Nessie fitou o marido.
Jacob negou com a cabeça, um pouco desanimado levando a mão outra vez ao ventre de Renesmee na esperança de sentir algo.
––– Parece uma borboletinha. ––– Renesmee ria ao contar. ––– Tá mexendo sim, mas acho que só eu sinto. ––– ela pensou vendo a cara de consternado do moreno.
––– Isso não é justo. ––– Jacob resmungou, forjando uma braveza.
––– Mais um pouco e estará chutando, aí você sentirá. ––– Nessie garantiu a ele e lhe deu um beijo na bochecha.
Jacob por outro lado permaneceu sentado com a face séria, mas Renesmee sabia que era encenação.
––– Amor, você fazia algo... ––– ela mencionou, simulando inocência.
Jacob somente moveu seus olhos sem virar-se, Renesmee tinha uma sobrancelha erguida e um sorriso levado.
––– Fazia? ––– ele indagou ainda sério.
––– Arram. ––– respondeu e aproximou-se até ficar a centímetros dos lábios dele.
––– Acho que iria me beijar. ––– ela falou e lhe mordiscou aos lábios.
––– Ia?
O moreno já sorria e a deitava com cuidado no sofá, antes de beijá-la e ajeitá-la para que ficasse de lado.
Durante aquela tarde fresca Jacob e Renesmee se curtiram bastante antes de enfim terminarem de ajeitar as coisas e se encontrarem com Alícia.
*****
Ultimamente Jacob andava atarefado de mais, quando não saía do trabalho ou pedia folga para ajudar Renesmee em algo ou cuidar de Alícia, era para tocar com a banda no estúdio, paralelamente a sua nova –– e maravilhosa –– vida a gravação do primeiro disco estava a todo vapor.
A fim de descansar, a família Black chegou mais cedo a casa. Chovia lentamente, contudo era agradável a brisa fria.
Alícia tirou as sandálias e foi direto a parte posterior da casa, observando a chuva de longe.
–– Filha vem para cá, está frio aí fora. –– Jacob advertiu da porta traseira, observando Alícia muito próxima a borda da cobertura da varanda, estando a ponto de se embrenhar na chuva.
–– Gosto da chuva. –– declarou a menina sorridente, entrando na chuva.
Jacob cogitou ir até lá e fazer a filha entrar, mas Alícia estava tão contente, tão alheia fazendo um tipo de dança na chuva que ele ficou com pena de tirá-la dali.
–– Ah Deus, Alícia, entre! –– Renesmee gritou chegando à porta da varanda, ficando ao lado de Jacob.
–– Amor deixe um pouco, ela gosta. –– Jacob interviu admirando a felicidade da menina ao dançar na chuva.
–– Ela vai ficar doente. –– advertiu Renesmee bastante aflita vendo a filha pisotear a grama encharcada com vontade e sorrir por isso.
–– Deixe-a, ela está se divertindo mais do que na pizzaria, ela adora chuva. –– o homem constatou com um sorriso bobo nos lábios.
Sentia-se tremendamente satisfeito quando Renesmee ou Alícia se mostravam felizes e dispersas, ele ficava feliz em ver a felicidade de ambas.
–– Já está bom, ela pode entrar. –– Renesmee retrucou apoiando uma mão na lombar e outra sobre o ventre –– Alícia! –– a mãe gritou outra vez e a garota se virou para ela.
–– Entre amor, poderá ficar doente. –– Nessie super protetora e delicada falou com a filha.
Alícia deu mais uns pulinho e, então esperou algumas gotas a mais aterrissarem em seu rosto lhe proporcionando uma das sensações que mais gostava e logo obedeceu a mãe e entrou.
Muito satisfeita de sua primeira dança na chuva!
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Jacob mal enxergava a escuridão no exterior do carro, suas pálpebras ainda pesavam mesmo ele ––– as 04h00minhrs da manhã ––– tendo ido a uma feira ––– esta ainda sendo montada ––– buscar morangos verdes.
Não de vejo, mas sim verdinhos, verdinhos. Como Renesmee ansiava sentada no sofá de casa.
Jacob deixou seu sedan estacionado em frente à casa de persianas brancas nas janelas, e paredes flamingo.
O homem passou pela cerca, passou entre dois jarros de flores no hall de entrada ––– sob uma cobertura de madeira branca ––– e por fim abriu a porta clara encontrando sua mulher grávida com olhos bem abertos, ávida pelos morangos que ele trazia nas sacolas.
Renesmee nem o cumprimentou, arremeteu a sacola com suas mãos e a abriu inalando o perfume dos pequeninos morangos.
Apressadamente foi até a cozinha e os depositou em um prato na bancada. Em seguida os lavou, e buscou sal, geleia e limão.
Ao ver sua esposa preparar o "lanche" Jacob fez uma careta, pois duvidou que aquilo fosse ficar bom.
Os morangos pequenos e de cor esverdeadas lhe pareciam sem gosto, o sal iria bem. Contudo Jacob mostrou-se horrorizado em ver Renesmee mergulhar um bocado dos morangos na geleia e em seguida jogar um punhado de sal e limão.
––– Nessie, você tem certeza que quer comer isso? ––– Ele perguntou e aproximou-se devagar.
A imagem era apavorante, todavia Renesmee nem respondeu e partiu para os morangos e os provou.
Jacob aguardou uma careta, ou algo assim. No entanto Renesmee apenas gemeu de prazer por provar aquilo.
––– Isso tá bom?
––– Uma delícia Jake. ––– ela gemeu outra vez e continuou a pegar um morango com o garfo adicionar, sal, geleia e limão e levá-lo a boca para depois mastigá-lo com deleite e vontade.
Jacob suspirou e foi em busca de algo mais saboroso. Ele achou na geladeira ––– na qual já continha três fotos de ultras do bebê na porta––– a jarra de suco de maça, feita no jantar e se serviu, achou o pote de biscoito na dispensa e sentou-se ao lado de Renesmee.
Os únicos sons que Renesmee fazia era a sonoplastia de sua satisfação por realizar o desejo que lhe veio na madrugada.
Morangos, morangos... Verdes e com sal... Geleia e uma porção de limão.
Parecia um manjar dos Deuses para ela que saboreava o prato.
Jacob bocejou, pois o sono que aparentemente havia ido embora, parecia estar voltando com ele ali apesar de estar ouvindo os murmúrios de prazer de sua esposa.
Não obstante, Jacob despertou com um levantar repentino de Renesmee. Acompanhou curiosamente sua ida até a pia, a busca por um copo generoso de água, Renesmee colocar o mesmo junto ao parto vazio e em seguida a mesma de forma insinuante sentar em seu colo.
Jacob balançou a cabeça negativamente, dando um leve sorriso.
––– Não vai me beijar, vai? ––– ele sondou.
––– E se eu beijar? ––– ela brincou acariciando o seu peitoral.
––– Isso não estava com a cara muito boa Ness. ––– respondeu ele alisando as coxas nuas da esposa enquanto ela lhe beijava o pescoço.
––– Você vai gostar. ––– Renesmee murmurou em seu ouvido antes de lhe morder a orelha e em seguida atacar sua boca com seus lábios sedentos.
Realmente Jacob não sentiu nenhuma repulsa pelo ao contrário ajeitou Renesmee em seu colo ––– pondo uma perna dela de cada lado, com muita cautela, pois sua barriga era de seis meses ––– e correspondeu avidamente ao beijo lascivo.
Tinha um gosto agridoce e levemente ácido, a língua da mulher sondava a sua com brutalidade não lhe dando tempo de processar qual sabor se sobressaía mais, o doce da geleia, o sal dos morangos ou o azedo do limão. Jacob só sabia que precisava de mais daquela boca, daqueles lábios macios e afoitos.
Era a segunda vez em que Renesmee lhe acordava, lhe pedia algo incomum e após consumir lhe atacava com beijos vorazes e os induzia a um sexo alucinante para em seguida dormir como um anjo na cama do casal.
Jacob somente cochilava mais uma hora e seguia para o trabalho.
Naquela quinta não foi diferente. A não ser o fato de que naquele dia seria lançamento do CD da banda de Jacob.
Entretanto o moreno não pensou nas responsabilidades do dia quando ergueu a esposa de seu colo e ainda acariciando seu corpo por debaixo da camisola a conduziu até o quarto deles.
Jacob a sentou na beirada da cama e enquanto a beijava e acariciava seus seios, Renesmee com mãos afoitas livrava-se na calça do homem ––– o qual não levava a cueca ––– e quando esse sentou ao seu lado e explorou seu pescoço com os lábios, línguas e dentes, ela reivindicou a retirada da camisa, e logo foi atendida.
Apreciando os beijos de Jacob descer de sua clavícula em direção aos seios, Renesmee brincava com a ereção do moreno em suas mãos tirando suspiros do homem que vez ou outra gemia em sua pele.
Os seios dela estavam sensíveis e significativamente maiores, e Jake os castigava com seus lábios, a camisola estava aglomerada no quadril da morena, e ela não tardou em livrar-se da peça.
Jacob a envolveu novamente em um beijo fogoso, capturando os seios redondos e fartos com suas mãos e depois resvalando com suas palmas até o centro inchado e encharcado da esposa.
Renesmee abafou um grito na boca do moreno quando este lhe penetrou um dedo e em seguida passou a acariciar vigorosamente suas dobras.
As mãos de Nessie passeavam quentes e ávidas pela estrutura larga e musculosa de Jacob, devolvendo as provocações no membro pulsante, quente e duro, levando o dono da ereção a grunhir quando as suas pequenas mãos finalmente se fecharam sobre a extensão do sexo dele.
Sem mais perda de tempo Jacob a ajudou a deitar-se no meio da cama e apoiou-se nos próprios braços para beijá-la tomando todo o cuidado para não deixar um peso sequer de seu corpo descer sobre ela.
Rapidamente e cautelosamente Jacob a colocou de lado, de costas para ele, e beijou-lhe a orelha de forma obscena conforme enchia sua mão com o traseiro dela massageando-o e aconchegando-se ao corpo dela, permitindo a Nessie sentir toda a sua excitação.
––– Jacob. ––– miou ela empinando-se buscando mais contato com o membro do homem.
Jacob arrastou suas mãos para o centro da garota e a mesma soltou um gritinho com as carícias recebidas. Ela estava chorosa por ele, seu quadril movia-se como podia.
A respiração de Renesmee só aumentava ––– o que a tornava mais custosa ––– a cada vez que Jacob intensificava os movimentos de seus dedos ao mesmo tempo em que acariciava lhe a pele do pescoço, ombro e nuca com lábios nervosos.
Renesmee tinha sua cabeça sobre o outro braço de Jacob e era esse que ela segurava com força conforme gemia e pendia a cabeça para trás. Quando sentiu o falo do marido se posicionar em sua entrada aí mesmo que o ar lhe faltou e ela ajeitou-se como pode para recebê-lo.
Uma vez lá dentro Jacob precisava controlar- se para não arremeter com força, mesmo que Renesmee pedisse ––– e ela pedia ––– ele segurava ao máximo para não se enterrar com ardor. Jacob tinha todo o cuidado de empurrar seu sexo no interior quente de Nessie com uma dureza controlada e com rapidez para depois rebolar chegando ao fundo de forma prazerosamente lenta arrancando murmúrios e arrepios da garota.
Quando sentiu seu membro sendo tragado violentamente por ela, Jacob sabia que ela estava perto e ele também estava perto... Perto de perder o controle. Sendo assim as ultimas estocadas foram mais fortes e mais fervorosas, sendo essas no ápice da loucura e prazer do casal que foram juntos as nuvens, fechando os olhos e estremecendo o corpo deixando altos gemidos saírem pelas bocas, explodindo ambos exatamente ao mesmo tempo.
Mais tarde quando Renesmee despertou, sentindo-se preguiçosa como em todas as manhãs, notando a fragrância do perfume de Jacob no ar e nada mais sobre o seu corpo que um fino lençol.
Ela verificou o relógio na cabeceira e já passava das dez, ela se levantou, colocou um vestido leve de cor violeta e se lamentou por ter perdido a hora de levantar Alícia.
Contudo ao ir até o quarto da filha ––– no qual possuía papel de parede rósea com lindas fadinhas–––, a cama estava feita e havia um bilhete sobre ela. Renesmee sorriu abertamente e abriu o papel dobrado.
Amor, eu levei a Aly para a escola. Não se preocupe.
Não se esqueça da hora da saída.
Após o trabalho vou à gravadora com os rapazes.
Qualquer coisa não hesite em me ligar.
Eu te amo. J.
Sorridente e faceira Nessie balançou a cabeça negativamente pensando como Jacob não havia dormido nada aquela noite e ainda assim preocupava-se em tomar suas responsabilidades antes mesmo das dele. Ela resolveu tomar logo um banho antes do almoço, pois daria aula à uma da tarde. Entretanto assim que saiu do banheiro, ainda com uma toalha enrolada nos cabelos, tocaram a companhia.
Quando Renesmee abriu, viu sua mãe com a face um pouco preocupada. Sabia que Bella tinha ido à Nova Iorque e imaginou que ficaria lá por um tempo, pois Edward apesar de estar em uma prisão domiciliar precisava de cuidados, contudo Isabella estava ali denotando ––– contrariada ––– sua aflição para a filha.
Bella não gostaria de levar preocupação a Renesmee, mas era sua melhor amiga e talvez, só talvez ela lhe ajudasse. Na verdade Bella estava um pouco incerta sobre o que fazia.
Muito calmamente, Renesmee deixou sua mãe entrar e sentar-se no sofá. Secando os cabelos ainda de forma tranquila Renesmee sentou ao lado de sua mãe.
––– O que aconteceu mãe?
––– Nessie me desculpa vir, mas... ––– Bella respondia hesitante.
––– Pode falar, ficaria chateada se não me procurasse. ––– Renesmee afirmou largando a toalha ao lado e pegando a mão de sua mãe com as suas.
––– Você está bem? O bebê tá bem? ––– Bella perguntou com um ligeiro sorriso.
––– Sim, ele está ótimo. ––– Renesmee respondeu orgulhosa.
––– Ele? ––– Bella abriu os olhos. ––– É menino?
––– Sim. ––– Nessie reafirmou com o sorriso vasto e os olhos brilhando.
––– Fico muito contente, filha. O Jake deve estar nas nuvens. ––– a mais velha comentou.
––– Está. Já encomendou todos os móveis e os desenhos de carros infantis para as paredes. ––– a gestante contou entre risos sobre os feitos do marido.
––– Por falar nele, o CD já saiu? ––– Bella questionou.
––– Ficou terminado hoje, o Chris está prevendo uma boa venda. Jacob vai lá mais tarde para saber de alguma novidade. ––– noticiou.
––– Espero que tenham muito sucesso. ––– Bella desejou.
––– Já têm mamãe. ––– Nessie retrucou sorrindo. ––– Quil e Seth sofrem perseguições aonde vão pelas mulheres e é impossível sair com Jacob sem que um grupo de pessoas nos observe e venha nos perguntar se ele é realmente o vocalista da banda ou sobre o bebê. ––– ela pôs os olhos em branco. ––– Rachel e Emily dizem que com elas e os meninos acontece o mesmo, desde que a banda apareceu no programa de domingo à tarde. –––. Concluiu risonha.
––– Você está feliz. ––– Bella constatou com um brilho satisfeito no olhar ao ver a filha tão alegre.
––– Muito, mãe. ––– Renesmee assegurou. ––– E você me parece preocupadíssima, o que aconteceu? ––– ela indagou fitando séria a sua mãe.
Bella então soltou o ar com violência e perdeu o brilho do olhar.
––– É o Edward. ––– Bella falou com um olhar aflito para a filha.
Renesmee fez uma careta.
––– O que tem ele? ––– a garota dissimulou o desconforto.
––– Foi para o hospital na noite passada. Precisa de um novo tratamento... ––– Bella mordeu os lábios e Renesmee lhe deu um sorriso frouxo.
––– E o que mais, mãe?
––– A empresa está falida Ness, nós não temos dinheiro para pagar. ––– declarou com a voz chorosa.
Por quase um minuto se fez silêncio.
––– Como estão vivendo? ––– Renesmee investigou com o cenho franzido.
––– Há um pouco no banco ainda, mas está acabando.
Renesmee suspirou pesadamente.
––– Ah mamãe, gostaria de ajudá-la. ––– disse.
––– Não poderia me arrumar um emprego? ––– inquiriu esperançosa.
Nessie deu um sorriso amargo.
––– Posso tentar...
––– Seu pai precisa do tratamento.
A palavra “pai” causou um arrepio gelado na espinha de Renesmee.
––– Eu vou tentar ajudar mãe, mas não prometo. Poderia te dar o dinheiro, mas dependo de Jacob para tomar algumas decisões. ––– respondeu com cautela.
––– Eu entendo filha. Eu só vim porque também não posso largá-lo em um hospital até morrer, não me perdoaria por castigá-lo desse jeito. ––– Bella justificou. –– Mas se arrumasse um emprego já seria o começo.
––– Se eu ajudar mãe será por você, para te tirar esse peso das costas, não por ele. ––– Renesmee advertiu seriamente.
Bella anuiu e umedeceu os lábios.
––– Eu compreendo. Não tiro sua razão e lamento muito ter que recorrer a você filha, mas você e Edward eram tudo que eu tinha e agora, bem... ––– ela resfolegou ––– há muito tempo só há nós duas não é verdade? ––– finalizou em um tom ligeiramente amargo.
––– Oh mãe. ––– Renesmee a abraçou. ––– Não me importo em ajudá-la, mesmo que ajudá-lo faça parte do pacote para te ver bem, o farei. Você não teve culpa de nada o que ele fez, não merece essa culpa. Não se preocupe. ––– ela garantiu a mãe antes de beija-lhe a bochecha.
––– Obrigada.
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