Os Acordes Do Amor

34 Nossos Sonhos


Notas iniciais
Oláaa babies. Eu sei que demorei, mil perdões. Mas como já havia informado, estava com os dias corridos demais e agitados. Levei um tepo para me acostumar ao novo emprego horario rsrs, mas agora tá tranquilo. Graças a Deus, está tudo tranquilo rsrs Não vou enrolar aqui, vou terminar de responder aos reviews passados. Espero que gostem =) boa leitura.

O sol generoso e raro de Forks iluminava a larga garagem de Sam, onde o som da bateria era estridente no ambiente, os meninos falavam alto e os risos ecoavam por todo o lugar.

––– De novo tio Seth ––– Josh pediu dando pulinhos em frente a bateria onde o moreno mais novo da banda permanecia.

––– É, de novo. ––– Reforçou Sean ladeando o amigo, ambos assim acabaram por tampar Seth ainda sentado em seu lugar.

A banda tentava gravar o som mais impecável possível, começando pela percussão. Seth estava na segunda tentativa de fazer um solo exímio ––– na opinião das crianças já havia conseguido –––, no entanto ele mesmo e os companheiros esperavam melhorar.

––– Só mais uma Seth pra garantir. ––– Paul sugeriu sem tirar os olhos da tela do computador aberto a sua frente.

No mesmo instante as crianças vibraram satisfeitas, todavia Rachel apareceu para frustrá-las.

––– Nada disso vocês vão almoçar. ––– Rachel disse ao adentrar a garagem e em seguida conduziu as crianças para fora com ela.

––– E a gente Rachel? ––– Perguntou Quil queixoso antes que a morena sumisse de sua vista.

Rachel virou-se ––– estando adiante do portão aberto ––– e sorriu gentilmente para os homens que olhavam para ela com olhares pidões denotando a fome que sentiam.

––– Vocês também. Andem. ––– falou sorridente.

Os homens não esperaram mais.

Saíram mais que depressa em direção à casa de Sam, pois já passava de uma hora da tarde e eles desde a manhã daquele domingo permaneciam detidos em aperfeiçoar a gravação das músicas.

A casa de Sam era média e arejada, a sala tinha paredes em cor de pérola, possuía duas grandes janelas ––– quando abertas permitiam o ar fresco e o sol aprazível entrar ––– e havia um clima agradável no exterior preenchendo o ambiente.

Não era o costumeiro frio e úmido, inusitadamente o dia estava claro e reconfortante pelo exibido sol entre as nuvens.

Os outros adultos completaram totalmente a mesa de seis lugares enquanto Quil e Seth acompanharam as crianças comendo sentados no sofá.

––– E a guarda da Alícia? ––– Emily comentou puxando conversa com Renesmee que estava a sua direita enquanto os rapazes discutiam sobre graves e agudos, abafando a conversa que a morena iniciava.

––– Vamos ter uma audiência essa semana, estamos com boas esperanças. ––– Nessie respondeu sorrindo.

Emily lhe deu um sorriso satisfeito.

––– Comigo lá e a Ness agora trabalhando, o que mais implica é a comprovação da falsificação. ––– Jacob meteu-se no papo das duas a sua esquerda.

––– Dará tudo certo. ––– Rachel sentada à frente da cunhada comentou.

Não demorou e Jacob voltou para a conversa com seus amigos e em alguns segundos Renesmee suspirou deixando o talher repousar em seu prato e uma expressão sonhadora adornar seu rosto contente.

––– Eu não vejo a hora de poder colocar minha filha para dormir todos os dias. ––– falou manhosa e as outras riram, porém complacentes.

––– Eu imagino. Josh é minha vida e não sei o que eu faria sem ele. ––– Rachel particularizou olhando brevemente para o filho distraído a poucos metros.

Renesmee acompanhou seu olhar e outro suspiro lhe escapou. Dessa vez de ansiedade e apreensão.

A cada minuto mais, sua expectativa aumentava para ter Alícia definitivamente em seus braços.

*****

Alguns dias depois

Era manhã de pouca chuva e o frio não era fraco, pois se trata das seis da manhã.

Por outro lado dentro do pequeno quarto, estava longe de esfriar.

Se dependesse do casal que o habitava.

Jacob beijava o pescoço de Nessie e acariciava sua barriga por debaixo da blusa.

Renesmee –––- sentada no colo de Jacob ––– ansiava por tirar a camisa do moreno, o que não demorou a acontecer. Em seguida ele capturou seus lábios dando lhe mais uma vez um beijo feroz.

Com as mãos nervosas Jacob tirou o blusão dela e a deitou no colchão não deixando de acariciar a pele macia do seu abdômen nu.

Em resposta aos seus beijos no pescoço Jacob recebia mordidas leves em seus ombros e só depois Renesmee beijava-os.

Logo as bocas se encontraram selando um beijo voluptuoso com línguas afoitas para se sentirem.

Contudo, após poucos segundos o toque do telefone de Jake cruzou o soneto dos gemidos do casal excitado.

––– Não acredito. ––– Resmungou Jacob que descia a boca pelo colo da amada já chegando ao abdômen dela outra vez.

Renesmee soltou um risinho e permaneceu acariciando os cabelos de Jake, mas agora era carinhoso e não impetuoso.

––– É melhor atender. ––– ela sugeriu em um sopro.

Jacob contrariado pegou o aparelho observando consternado Renesmee sentar e puxar a coberta sobre o corpo.

Afinal fazia frio e não havia mais o corpo quente dele sobre ela.

––– Fala Paul. Bom dia pra você. ––– Jacob atendeu ao identificar o numero.

Ele encostou-se aos travesseiros e trouxe Renesmee para se acomodar entre suas pernas, relaxando as costas dela em seu peito.

––– Bom dia. Desculpa ligar agora Jake. Espero não ter te atrapalhado.

––– Não, tudo bem. ––– falou ameno acariciando os cabelos de Nessie.

––– O Chris ligou, quer conversar com a banda hoje em um almoço.

––– Hoje?

––– Sim, e acho que ele tá afim nos levar a gravadora. Achei-o bastante decidido, sei lá.

––– Tá falando sério? ––– O corpo de Jacob oscilou de excitação pela notícia e Renesmee percebendo afastou-se sorrindo.

––– Sim. Ele vai sair da cidade em poucos dias, e não queria partir sem acertar as coisas com a banda. ––– relatou Paul prestativo. ––– Foi o que ele me disse, mano. E pelo que entendi, essas coisas são boas, né?

Jacob gargalhou e Renesmee apenas achava maravilhosa a empolgação de Jacob na breve conversa com o cunhado, sem ao menos saber o que era.

––– Vamos saber hoje. ––– Jake contestou animado

––– Não se atrase hein. ––– Paul disse antes de desligar.

––– O que houve amor?

––– Chris quer conversar com a gente ainda hoje.

––– Será que ele gostou do CD que vocês mandaram? ––– Nessie inquiriu com seus olhos brilhando de ansiedade.

––– Não sei amor. Paul acha que sim, teremos que almoçar com ele pra saber. ––– respondeu abraçando-a afetuosamente.

––– Então vá se arrumar, eu também preciso ir para o trabalho. ––– Renesmee o incentivou levantando-se e depositando um beijo nos lábios do moreno antes de ir aprontar-se.

*****

Renesmee saía com sua amiga do colégio, o frio já era vigoroso o suficiente ás sete da noite para dispensar casacos e tocas.

Assim com as mãos imersas no bolso do casaco bege Renesmee ––– como sua amiga de cabelos cacheados ––– saiu do trabalho.

Ao erguer os olhos Nessie encontrou o homem que amava ––– encostado em uma moto vermelha ––– sorrindo para ela mostrando todos os dentes, acalentado sua alma e acelerando seu coração.

Mesmo com a ligeira penumbra era possível a mulher contemplar o brilho do desenho daqueles lábios.

Renesmee se perguntou quando o sorriso de Jacob deixaria de incendiar seu peito como fazia no momento.

Continuou sorrindo para ele e logo chegou à conclusão que aquele calor perduraria enquanto ele a amasse. Tendo os olhos dele no seu Renesmee soube o incontável tempo que isso seria.

Isso se houvesse fim.

Sobre a duração dos sentimentos de Jacob? Ela duvidou que fosse pouca olhando os orbes tão intensos que a venerava conforme ela se aproximava.

Renesmee alargou o sorriso que dava e teve uma só certeza no momento:

Ele a amava incondicionalmente assim como ela a ele.

Essa certeza bastava para ela.

––– Rose obrigada pela carona, mas vou com o Jake. ––– Nessie disse olhando brevemente a amiga e retornou a caminhar em direção ao homem ansioso.

Rose assentiu e com um aceno de mão saudou Jacob recebendo a mesma resposta.

Sem demora Renesmee adiantou-se e abraçou o moreno que possuía um perfume forte (inebriante). Ela amava seu cheiro natural e sua colônia, com pressa aspirou aquele aroma confortante, sorrindo em seguida de forma satisfeita por inalar essência tão adorada por ela.

––– Não esperava você tão cedo. ––– Ela comentou antes de lhe dar um rápido beijo nos lábios.

––– É, até que as coisas foram rápidas. ––– Jacob retrucou de forma lenta e com tom baixo.

––– Amor como foi com o produtor? ––– Renesmee perguntou afoita e ao mesmo tempo cautelosa.

Jacob abaixou os olhos e curvou os lábios levemente para baixo.

––– Jacob...? ––– Renesmee murmurou diante do olhar tristonho do amado.

––– Ele adorou. ––– Jake falou repentinamente e depois sorriu largamente.

––– Quê?

––– Ele vai gravar com a gente. Ele adorou nossas músicas, Ness. ––– Jacob anunciou saltitante e risonho.

––– Vocês vão... ––– Renesmee concluía sorridente.

––– Gravar nosso primeiro CD. ––– Jake completou jubiloso.

Os olhos do moreno brilhavam de ansiedade e felicidade. Ele Rodopiou a mulher em seus braços e lhe deu um longo e molhado beijo.

––– Estou muito feliz Jacob, finalmente. ––– ela vibrou antes de prender o rosto másculo entre suas mãos e beijar lhe a boca mais uma vez.

––– Eu sei, eu sei, às vezes parece mentira. ––– ele a soltou devagar voltando a apoiar-se na moto.

––– E essa moto? ––– Renesmee inquiriu curiosa ao colocar os olhos sobre a lataria vermelha e brilhosa.

––– É do Quil. ––– informou com um sorriso enviesado. ––– Ele trouxe algumas coisas dele na mochila também, parece querer ficar por aqui, já até arrumou um emprego. ––– Jacob contou enquanto admirava a belezinha do amigo.

Renesmee ficou surpresa.

––– Ele deixou a loja? De vez?

––– Sim e fiquei feliz, já estava na hora do Quil tomar um rumo. ––– Jacob replicou sorrindo, realmente feliz pelo amigo.

––– Espera ––– Nessie fez uma expressão reflexiva e voltou a encarar o homem –––, ele já tem onde morar? ––– Franziu o cenho e cruzou os braços.

O moreno deixou um risinho sair e esclareceu:

––– Não, eu disse pra ele ficar na nossa casinha, mas ele já tem onde ficar. Pelo menos nos próximos dias. ––– Jacob mostrou um pequeno enigmático e logo Renesmee compreendeu.

––– Hum e eu imagino que a Claire vá sumir agora, já que terá companhia no apartamento. ––– falou sarcástica.

Jacob deu uma gargalhada e subiu na moto.

––– Vem pequena, deixe-os. Os dois precisam de juízo.

Ele mesmo sentado na moto alta curvou-se e deu um beijo gostoso e lento em Nessie a deixando com vontade de mais.

––– É verdade. ––– Renesmee murmurou sem ter certeza sobre o que conversavam.

Os lábios do moreno ainda repousavam sobre os seus e o calor do homem resvalava em sua pele, fazendo-a transpirar por desejo.

––– E nós precisamos ficar sozinhos. ––– Jacob pontuou rapidamente com malícia ajudando Renesmee a apoiar-se em sua garupa para em seguida partir sem demora em direção à casa.

*****

Um mês depois

https://www.youtube.com/watch?v=jJr05fgKHa8

––– Aaah ––– Renesmee bradou batendo palmas.

––– Que foi? ––– Rose perguntou e Nessie somente aumentou o rádio da sala de professores.

––– É a música do Jacob. ––– Renesmee ébria, por fim respondeu.

––– Eu gostei. ––– Rose contestou sorrindo ao ouvir a primeira estrofe.

Renesmee sentou em um sofá, embevecida com o som. Seus olhos se encontravam flamejantes de orgulho.

Há quilômetros dali...

––– É a música do meu pai. É meu pai cantando. ––– Alícia declarou dando saltos pela sala de música do orfanato.

Crianças distraídas com instrumentos musicais até então se juntaram a garotinha eufórica em frente ao rádio no canto da sala.

Prontamente Alícia enchia a boca de júbilo ao explicar que a canção havia sido escrita, estava sendo cantada e tocada por seu pai e tios.

Seu contentamento ultrapassava seus olhos castanhos e brilhantes.

De todos os rádios que ouviam a música havia uns que levavam mais emoção e felicidade aos ouvintes.

Como Bella em suas compras no supermercado ouvindo na rádio ou Jacob no carro indo para casa.

Jacob bradava de felicidade, era primeira vez que se ouvia e sabia que inimagináveis pessoas o ouviam também e só quando parou para enfim tomar fôlego ––– uma vez que cantava com ele mesmo ––– notou as lágrimas que desciam de felicidade. Claro, ele não estava diferente de seus companheiros.

Seth que acabava de chegar a casa ligou o rádio a pedido da namorada e chorava feito uma criança e o sorriso tomava toda a face, ele era abraçado e adulado por sua mãe e irmã.

Paul não se importava de ainda está em uma loja cheia de compradores, expressava sua alegria com gritos e risadas, seus amigos de trabalhos também estavam satisfeitos, pois eles sabiam de todo o esforço de Paul para chegar ali.

Sean e Josh não se encontravam distintos de Alicia, pulavam e cantavam escutando a rádio na casa de Rachel enquanto Emily junto à morena também comemorava.

Sam mesmo calado ria claramente ao reconhecer a sua música na rádio do posto onde abastecia o seu carro. Realizado e orgulhoso.

Quil era outro que percebia as lágrimas descerem e morrerem no sorriso escancarado, no novo emprego ––– em uma grande rede de artigos esportivos ––– ele sentia que o coração queria sair do peito pelo sentimento glorioso de ouvir a própria música em uma rádio estadual pela primeira vez.

******

Era meio do mês de setembro, fim de tarde e começo de uma chuva preguiçosa.

Jacob e Renesmee estavam reunidos com o advogado na sala de seu amplo escritório.

O homem magro beirando os quarenta anos e no principio da calvície, mantinha sua face amigável para o casal ansioso sentado frente a sua mesa.

O advogado andava para lá e para cá buscando papéis e deixava uma pilha deles sobre a mesa quando Renesmee eufórica perguntou:

––– A guarda saiu ou não?

––– Renesmee... ––– Jacob a repreendeu suavemente acariciando as mãos dela com delicadeza.

A mulher o encarou, aflita e mortal de certa forma.

Se possível ela iria sacudir o homem esguio até que ele lhe respondesse e a confortasse. Caso Jacob a censurasse outra vez também sofreria consequências.

––– Deixe-o, ele falará. ––– O moreno tentou acalmar a amada.

O advogado, por fim sentou e noticiou:

––– Saiu sim. Vocês podem buscar Alícia quando quiserem.

Renesmee arfou ao ouvir aquelas palavras tão sonhadas. Um breve grito ultrapassou sua garganta sem ela notar.

Jacob sorridente demais para mover os lábios apenas a levantou e a abraçou fortemente.

Ao soltá-la o homem reparou o quanto Renesmee chorava e sorria ao mesmo tempo, mas ele não estava de um jeito distinto ao dela.

Seu peito rugia fortemente, e agora mais que nunca queria encontrar sua pequena menina.

Assim como ele, a ansiedade de Renesmee somente intensificou com a notícia. Ela passou a esfregar ambas as mãos e em seguida sacudi-las ao ar para depois levar a boca que permanecia escancarada, tentando conter o ímpeto de sair correndo de encontro à filha.

––– Parabéns. ––– o homem simpático ainda sentado em sua cadeira disse, sem ter certeza que seria ouvido.

O casal se abraçava novamente e declaravam as emoções através dos olhos que estavam conectados e fixos um no outro.

Jacob mantinha sua testa colada a dela enquanto acariciava seu rosto com devoção, Renesmee segurava com afinco os braços do moreno que a acalmava ––– um pouco ––– com o carinho.

As batidas dos corações estavam harmônicas e sincronizadas, fortemente desenfreadas.

Os sorrisos incontidos e vastos, os músculos trêmulos e o sangue fervilhando.

Exatamente iguais.

Tudo o que Renesmee e Jacob queriam desesperadamente eram dar a notícia a Alícia.

Nova Iorque, um dia depois.

Edward Cullen levava seu esguio e frágil corpo para fora de sua sala, já eram quase três da tarde, mas a empresa parecia em fim de expediente.

Muitos de seus funcionários já haviam sido dispensados, as dívidas acumuladas pela má administração durante um ano tinham causado fins devastadores.

O homem dos olhos azuis e melancólicos levou a magricela mão aos cabelos cor de bronze e soltou uma respiração cansada ao observar sua empresa tão vazia, logo sentiu celular tocar no bolso.

––– Sim? ––– respondeu simpático ao identificar que era sua esposa ao telefone.

––– Edward? ––– ela parecia aflita ––– Está tudo bem por aí?

––– Sim, claro. E como vão as coisas aí?

––– Bem. ––– Bella sustentou um pouco do silencio ponderando consigo mesma mais uma vez sobre como abordar o assunto. ––– E... Sobre isso, preciso lhe contar... ––– Bella declarava cautelosa e Edward a ouvia atentamente, todavia sua atenção foi roubada por um jovem próximo aos 33 anos que metido em um impecável terno se aproximou elegantemente.

––– Bella só uns segundos. ––– Edward tirou o aparelho do ouvido. ––– Pois não? ––– perguntou gentil ao homem que observava a antessala reparando a falta de uma secretária e a porta atrás do empresário que com uma singela faixa identificava a presidência e abaixo vinha o nome Edward Cullen gravado nela.

––– É Edward Cullen?

––– Sim ––– assentiu o mais velho ––– O que deseja?

––– Sou um oficial de justiça, e o senhor foi indiciado e precisará comparecer ao estado de Seattle neste endereço e nesta data e hora. ––– advertiu o mais jovem lhe estendendo uma carta oficial.

Edward puxou o ar sem qualquer sutileza e aquiesceu lentamente, voltando-se ao telefone.

––– Bella... ––– Edward ficou indeciso entre perguntar o obvio ou lhe contar a verdade.

––– Jacob e Renesmee conseguiram a guarda, Edward. Você tá sendo acusado de falsificação de documento e...

Edward suspirou pesadamente.

––– Te ligo depois, sim?

O empresário guardou o aparelho no bolso do paletó ciano, estava um pouco atônito, contudo assinou onde o homem adiante lhe indicava.

Edward retornou rastejando até sua sala. Sentia-se um pouco tonto. Precisaria de um bom advogado, entretanto ele já estava com isso em mente.

Imaginava que cedo ou tarde Renesmee conseguiria a guarda de Alícia e então por consequência lhe chamariam para depoimento e posteriormente sua prisão.

A menos que seu advogado fosse muito bom, continuaria ––– justamente, admitia ––– na prisão por um longo tempo.

*****

Seattle, alguns dias depois.

Alicia nunca teve um sorriso tão grande como naquele sábado.

Seus delicados lábios emolduravam o reluzente e contagioso sorriso branco, recebido por herança paterna. Seus olhos amendoados brilhavam e Aly não sabia explicar o nó na garganta acompanhado por um desenfrear do coração juntamente a inquietação dos músculos de seu pequeno corpo, todavia ela só entendia o quanto estava feliz e satisfeita por finalmente poder deixar o abrigo.

Com orgulho ela arrastava sua mochila com carrinho para fora do instituto ao lado de Nahuel.

Há pouco haviam chegado Jacob, Renesmee e Nahuel ao encalço.

Seus pais traziam uma face emocionada, e Alícia ao menos quis saber o motivo da visita ou do sorriso embevecido de ambos, correu para eles. Ali mesmo sob o céu cinzento, a claridade levemente úmida, o clima confortável, tudo estava ótimo para a garotinha de seus recém-completados nove anos.

––– Estava com saudades. ––– manifestou-se, agarrando as mãos de seus pais. Uma dada a cada um.

––– Nós também. ––– Renesmee respondeu e Aly percebeu que havia uma lágrima no canto de um de seus olhos.

––– O que aconteceu mamãe?

A face de Alícia estava preocupada e fixada em sua mãe, mas foi Jacob que a respondeu:

––– Nós já podemos te levar pra casa princesa, não morará mais aqui. – esclareceu sorridente.

Alícia levou as mãos à boca, pois seus lábios formaram um O perfeito. Seus olhos sustentaram um anseio crescente e sem qualquer permissão lhe desceram as lágrimas.

A moreninha somente sentiu o corpo ser embalado por um calor divino. Eram os braços de sua mãe, tão calorosos e confortáveis que ali Alícia franziu o cenho por não entender como passou tanto tempo sem ele.

No entanto ela sabia que agora, finalmente não ficaria mais sem aquele carinho.

Jacob engoliu um bolo de saliva, percebendo o nó na garganta, sufocando a vontade de chorar. O moreno sustentou o sorriso ébrio, negava-se a chorar (outra vez), queria manter a imagem firme diante das meninas choronas a sua frente.

E então seu riso foi largo e ruidoso. Renesmee flexionava minimamente os joelhos, os braços de Alícia já estavam compridos o suficiente para rodearem as costelas da mãe. Só então Jacob reparou que sua filha crescia, apesar do seu ar inteiramente infantil, sua foz doce e sua pequena estrutura, ela crescia saudável e perfeitamente.

Ele era incapaz de pedir algo mais que isso. Estava orgulhoso por sua filha e satisfeito com a mulher que amava.

Por fim a emoção o venceu, e uma gota grossa desceu de seu olho, depois dela seguiram outras ainda em silêncio. Jacob tampouco se importou, estava muito distraído contemplando aquelas que ele amava se abraçarem e sorrirem um a para outra, tão felizes e encantadas.

Nahuel por sua vez chegou suavemente ao lado do moreno e lhe deu uma leve tapa como cumprimento.

––– Nunca a vi tão feliz. ––– o assistente disse referindo-se a criança radiante que levava um brilho na face como nunca houve.

Jacob com um sorriso complacente de esguelha olhou para o homem a seu lado e o reparou limpar uma lágrima e sem demora voltou sua admiração a Nessie e Aly que agora riam de coisa nenhuma apenas de felicidade.

Ele e Renesmee levaram alguns dias tão-somente para arrumar as coisas no quarto do apartamento, tudo para Alícia.

E havia chegado a hora de levar a pequena menina.

Alícia deu um forte abraço em Jacob e saiu desesperada para catar suas coisas no quarto. Por outro lado ela precisaria de ajuda, sendo assim seus pais entraram junto com ela e Nahuel também foi para dentro do orfanato afim resolver algumas coisas na diretoria do instituto.

E conforme a noite caía Alícia atravessou a porta principal do orfanato com Nahual ao seu lado. O assistente ostentava seu sorriso sincero e contente enquanto acompanhava a garota.

No pátio Jacob colocava as bagagens da pequena em seu simples sedan, controlando-se ao máximo, pois o peito disparava e as pernas tremiam; seus lábios não mais voltavam ao lugar, simplesmente congelaram em um sorriso extasiado.

Renesmee alegre e notando lágrimas sendo formadas atrás de seus olhos, tão cintilantes, encontrou-se com Alícia no meio do caminho entre a criança e o pai.

As mãos da mulher estremeciam, e mesmo assim ela segurou com força as mãos diminutas de Aly e em seguida a abraçou intensamente logo a soltando.

––– Vamos para casa meu amor? ––– Renesmee inquiriu amena e um pouco oscilante.

Alícia balançou a cabeça freneticamente assentindo.

E outra vez às lágrimas rolaram. Em ambas.

****

Alícia levou horas para dormir, ficara encantada com o seu quarto redecorado no pequeno apartamento.

As paredes eram de um rosa bastante claro, as cortinas e lençóis lilás, os móveis eram novos e brancos. Havia muitos ursos, seu querido violão se encaixou muito bem no canto esquerdo ao lado de sua cama.

Mas foi no domingo quando Alícia realmente curtiu.

A casa de cipreste estava confortavelmente lotada. Não que houvesse uma multidão, mas seu singelo espaço comportava todos os conhecidos e amados de Alícia, até mesmo os Volturi e Cora se encontravam lá.

O céu tinha um belo tom de rosa e roxo, em um degrade tal como eram as cores que fascinavam Alícia.

Luzes haviam sido espalhadas pelo quintal, uma grande mesa perto da casa e muitas cadeiras espalhadas, além da correria das crianças que não sossegavam um minuto, os adultos se deparavam em risos pelo simples terreno.

A festa era unicamente e propositalmente para comemorar a boa nova: Alícia não sairia de perto de seus pais. Nunca mais.

Há muito as mulheres haviam substituído as comidas do almoço por deliciosos doces, e as crianças juntamente aos homens se fartaram.

Quil e Jacob intercalavam-se há quase uma hora para tocarem e cantarem, uma vez que todos ali presente queriam ouvir musica ao vivo e não mais a rádio local.

Considerando que o som tocado por eles agradava muito mais, a medida que as horas passavam os convidados da festa e Alícia se refastelavam com a festa.

A garotinha até pensou ser melhor que a festa de seu aniversário, pois além de toda sua família e amigos ––– ao contrario da sua festinha do mês anterior, até Sara estava lá! ––– ela também jazia inteiramente feliz.

Agora viveria com seus pais!

A lua já se apresentava, o ar gélido era gostoso, no entanto o céu ainda se descobria em cores claras, foi quando Jacob lançou um olhar significativo para aqueles próximos a ele:

Os seus amigos da banda e Alícia.

No mesmo instante Alícia correu para dentro de casa, as outras pessoas ––– antes ––– dispersas aglomeraram-se ao redor de Jacob, com indução dos meninos e com certa curiosidade divertida, incluindo as crianças ––– agitadas ––– pararam perto de Jacob para saber qual a atração viria.

O moreno estava sentado em uma cadeira bem ao centro do quintal, onde há mais de hora tocava e divertia-se com os demais.

Dois minutos depois Alícia trouxe sua mãe ––– anteriormente na sala da casa com Rachel ––– e a colocou dentro do circulo curioso, bem de frente para Jacob.

Renesmee sorria um pouco confusa, porém seus olhos não desviaram dos de Jacob.

Ele fitava a mulher a sua frente com devoção. Ignorou os amigos ao fundo ––– estes se afastaram o mínimo para não sufocá-los –––.

Renesmee estava linda naquele dia. Os cabelos castanhos e o vestido verde dançavam com o vento a deixando deslumbrante aos olhos dele.

Sem desviar o olhar de Nessie Jacob anunciou:

––– Ér... ––– Jacob deixou o violão de lado e coçou a garganta chamando a atenção de todos ––– Eu queria cantar uma música. ––– rolou os olhos para todos e os deteve em Nessie outra vez. ––– Para a Renesmee. ––– acrescentou dando lhe seu sorriso mais travesso.

Todos ovacionaram e Renesmee sentiu a face queimar, mas ainda sim assumiu um largo e amável sorriso.

––– Não é nova, mas essa é especial para nós dois, então eu gostaria de cantar ela agora. ––– explicou enquanto todos já faziam silêncios ansiosos para ouvirem a musica.

Ele, portanto começou a entoar a música que havia feito para a mulher amada há anos, todos sorriram enlevados. Bela, Emily e Rachel deixaram a lágrima rolar pela emoção.

Entretanto era Renesmee quem tinha o peito cheio, a alma alegre o sorriso fascinado e apaixonado na face, seus solhos mareados permaneceram presos ao negro intenso e doce de Jacob.

O olhar do homem transmitia assim como cada palavra dita o amor que sentia por ela.

Quando terminou por fim, ignorando uma lágrima solitária Jacob deixou o violão de lado e ajoelhou-se em frente a ela.

Todos sem exceção deixaram o sorriso acrescer na face. Renesmee chorava e ria ao mesmo tempo, colocou ambas as mãos sobre a boca prevendo o que viria.

Ela esqueceu-se de tudo ao seu redor, tendo a sensação de estar só com Jacob ali e, deste modo somente ouviu a voz de Jake ressoar cadenciadamente e um pouco tremula:

––– Qualquer um aqui tem a noção do quanto eu te amo, sendo assim eu não vejo problemas de falar isso na frente deles. ––– o moreno puxou o ar profundamente e mergulhou no chocolate quente dos olhos de Renesmee. ––– Eu não vejo a hora de viver e estar com você, desde que te conheci eu não me vejo sem você, nesse caso eu quero fazer as coisas direitas, você merece o melhor minha Ness. ––– ele puxou uma caixa vermelha e aveludada do bolso, logo o choro de Renesmee era ruidoso igualmente o seu riso nervoso.

Jacob abriu a caixa revelando duas alianças reluzentes e o coração de Nessie apenas desenfreou mais com a visão, ela tragou a saliva, no entanto seus olhos não abandonavam a ônix à frente.

Sentindo a mão de Renesmee estremecer ––– uma vez que a segurava com a sua mão livre ––– Jacob resfolegou e prosseguiu:

––– Você aceita que esse humilde homem aqui tente o melhor pra te fazer feliz? ––– o seu sorriso oscilava por seu estado ansioso, semelhante a sua voz quando continuou: ––– Casa comigo Nessie?

Notas finais
E aí o que acharam??? Tá acabandooooo Vou sentir saudades hein. Esperando o comentário de vocês. Ah o próximo está quase pronto, não vai demorar como esse . ;) beijinhooooos