Os Acordes Do Amor
14 Contra as possibilidades II
Notas iniciais
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Espero que gostem do capitulo, eu gostei muito de escrevê-lo, tá um pouco grande espero que não se importem.
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Não vou prolongar aqui, falo lá em baixo.
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Beijoooos, boa leitura!
Em itálico são pensamentos.
Seattle
Renesmee havia passado dois dias em busca assídua e frustrada por sua filha. Primeiro foi ao hospital no qual dera a luz, nada puderam te dizer, no máximo a hora do nascimento e a equipe de assistência social presente no dia. Claire junto a Nessie procuraram até a noite pelos prováveis assistentes responsáveis pelo encaminhamento da menina a um abrigo, sendo assim as duas estavam em uma nova busca para descobrir para qual orfanato a menina havia sido levada e se ainda estava lá.
A tarde estava com um sol que esquentava significativamente os corpos, havia muita gente a passeio na região, estava uma vista admirável aquele dia mas para Renesmee todo ele foi agitado.
Renesmee e Claire não saíram do instituto em busca da assistência social, permaneceram sentadas por horas ao banco lustrado de madeira, a fome foi passageira diante da ansiedade de ambas. Finalmente uma morena de longos cachos no cabelo, de pele clara tanto quanto Renesmee fitou-as e chamou-as para a imensa mesa com três computadores e mais duas atendentes com a mesma postura erguida e profissional. Claire e Renesmee caminharam enfocando a muher altiva que as aguardava.
- Em que posso ajudar? — Perguntou Norah, com uma face amena e um tom amistoso.
- Eu gostaria de saber onde minha filha está, em que orfanato se encontra? — Renesmee respondeu em tom aflito.
Norah ergueu brevemente uma das sobrancelhas em arrogância, Nessie de tão nervosa só via uma solução na sua frente e não o jeito presunçoso que a morena lhe dirigia.
- Bem não posso lhe fornecer essa informação, e nem ninguém, se sua filha está em um orfanato é que a rejeitou certo? — Norah explicou com descaso, a reação de Nessie foi balançar freneticamente a cabeça negando a afirmativa da mulher.
- Eu nem sabia que ela existia.. — Renesmee tentou argumentar e Norah manteve sua pose altiva. — Quer dizer me tiraram ela e...Por favor eu preciso encontrá-la. — Renesmee suplica com a voz alta chamando a atenção das pessoas ao redor, bateu sem cautela ambas as palmas na grande mesa em que Norah estava apoiada a fazendo retroceder um passo, chamando ainda mais atenção as outras pessoas que também estavam em atendimento.
- Então? — Renesmee inquiriu com um olhar impertinente para Norah que teve um medo ligeiramente relampejar em seus olhos diante da conduta da mulher a frente.
Então a morena respirou fundo e voltou-se para a mesa a medida que Rneesmee se desencostava e tentava controlar os nervos.
- O que posso fazer por você é te dar esses formulários e você preenchê-los. — Disse Norah pegando uma pilha de papéis de dentro de uma das gavetas acopladas a mesa e entregando nas mãos de Renesmee.
Nessie observou os papeis atônita assim como Claire que fitava a pilha de papeis nas mãos da amiga.
- E eu vou conseguir achar minha filha só com isso? — Perguntou Renesmee duvidosa, folheando os formulários em suas mãos.
-Depois de entregá-los poderá levar meses, você não é a única mãe arrependida no mundo, há protocolos a seguir e gente na frente, primeira os preencha, entregue-os e aguarde. — Norah respondeu arrogante outra vez, fazendo o sangue de Renesmee ferver com o descaso da morena.
- Não é possível. — Renesmee rugiu, batendo outra vez na mesa fazendo Norah retroceder seus passos novamente.
- Ness se acalme. — Claire tentou amenizar, puxando a amiga delicadamente para afastar-se do local de atendimento.
- Claire não estou acreditando nisso. — Renesmee vociferou, apertando os formulários em seus dedos. — Essa cretina está de brincadeira. — Ela resmungou fulminando Norah com o olhar.
- Nessie também não é assim. — Claire também nervosa porém mais controlada tentou chamá-la,mas Renesmee ignorou e foi novamente falar com Norah.
- Escuta, não é possível que não tenha um método mais fácil, já perdi anos da minha vida e ainda esperar meses e ainda sim ficar na incerteza. — Renesmee cuspiu cada palavras em Norah que suspirou e contentou:
- Senhora, já lhe passei formulários e lhe expliquei o protocolo, é a única forma que sei, por favor contenha-se. — Norah disse em tom profissional sendo observada por suas colegas que também assistiam as pessoas ao lado de Renesmee.
- Senhora ela está dizendo o correto não conseguirá nada sem preencher esses formulários. — Disse uma outra atendente mais baixa e aparentemente mais simpática que Norah, era ruiva e com cabelos naturalmente cacheados que vinham até o ombro.
O tom ameno da ruiva fez Renesmee respirar fundo e baixar o olhar, ela fitou os papeis nas mãos e sentiu um bolo amargo acumular em sua garganta e um aperto em seu peito sua ânsia de encontrar Alicia a estava consumindo. Renesmee fitou as duas mulheres a sua frente por um momento deixou o desespero cessar e colocou-se irritadiça, esboçou um falso sorriso e agradeceu logo virando-se para Claire que a aguardava e então soltou o ar com impaciência pela discussão anterior com Norah.
Renesmee saiu de lá arrasada, Claire carregava os formulários para ela em uma mão enquanto a outra a abraçava afim de dar apoio a amiga.
[...]
Na tarde de sábado, após um passeio forçado e enfadonho pela cidade imposto por Claire, Renesmee estava sentada em uma mesa da praça de alimentação de um shopping na companhia de Claire que esperava fervorosamente que a amiga devorasse o sanduíche a frente, mas não foi o que aconteceu.
- Nessie, precisa se alimentar. — Ela argumentou vendo amiga bebericar o suco de laranja.
Mas a cabeça de Renesmee estava longe.
Renesmee estava em Nova Iorque há 8 anos, em uma sala de observação em um hospital de emergência, despertar ali deparando-se com o olhar aflito de sua mãe em cima foi assustador. Os gritos de Bella pela enfermagem a trouxeram a órbita, estava mesmo em um hospital. Nessie se auto avaliou ainda estava com seu conjunto de moletom, havia um frasco de soro suspenso que corria por um escalpe chegando a sua veia. Renesmee, assombrada, arregalava os olhos gradativamente ao perceber sua situação.
- Filha, que susto, como se sente? — Bella perguntou assim que entrou esbaforida sentando-se ao lado da filha acariciando sua face.
- Bem — Renemee respondeu em um suspiro observando ao redor da sala. Havia ainda mais duas pessoas além dela na grande ala de observação, uma mulher dormindo e outra tão quieta que se não fosse os olhos abertos poderiam dizer que estava morta.
- Como se sente? — A enfermeira de meia idade e sorriso simpático lhe perguntou em um tom profissional.
- Um pouco assustada mas bem. — Renesmee respondeu com o cenho franzido observando novamente o soro que lhe sustentava. — O que aconteceu? — Indagou ela diretamente a sua mãe.
- Ah querida você desmaiou e ficamos preocupados, eu quase infartei. — Bella explicou agoniada lembrando da sensação de desespero ao ver sua filha desfalecido no colo de seu marido.
- A senhorita teve um queda brusca de pressão, realizamos alguns exames e o médico analisou e pediu novos exames creio que daqui meia hora ele dará um diagnóstico então você poderá voltar para casa.- Explicou a enfermeira observando o soro que pingava — É o tempo dessa bolsa acabar. — disse ela voltando o olhar para Renesmee lhe oferecendo um sorriso afável.
- Seu pai está preocupado — Bella comentou e Renesmee fez uma carranca lastimável.
- Não me importa, se ele realmente se importasse comigo não teria feito o que vez, o odeio. — Disse ela firme, cruzando os braços sobre os peitos, só então percebeu que os seios doíam, mas preferiu não comentar.
Bella apenas balançou a cabeça, a entendia perfeitamente e ficou conversando bobagens com sua filha até a mesma pegar no sono, logo ela foi até o marido no corredor e ali esperaram o médico aparecer com os exames.
E em pouco mais de meia hora Renesmee sonolenta abriu os olhos e viu que ninguém lhe observava, olhou para cima e o soro não mais gotejava, sorriu esperançosa de ir para casa e então um homem de branco, alto e cabelos grisalhos entrou e dirigiu-se a ela, parando ao fim da cama.
- Renesmee? — Ele perguntou simpático sem tirar os olhos dos papéis que trazia nas mãos.
A garota murmurou um "sim" e o médico lhe sorriu.
- Sou o Doutor Jeremy Hastings e te acompanhei desde que chegou a aqui há algumas horas. — Ele se apresentou. — Como se sente agora? — Ele indagou.
Renesmee engoliu em seco para não bufar impaciente diante a frase repetitiva que todos lhe direcionavam e respondeu:
- Bem, um pouco tonta e confusa. — disse ela com sinceridade.
O médico assentiu ainda sorrindo.
- Mais alguma coisa? — Perguntou ele tranquilo e atencioso.
Renesmee mordeu levemente os lábios indecisa e então confessou:
- Meus seios doem um pouco. — O seu tom era tão baixo que o médico precisou aproximar-se mais para ouvir.
Jeremy apenas sorriu e assentiu.
- Você tem se alimentado bem, Renesmee? — Seu tom e seu olhar eram tão atenciosos que Renesmee respondeu automaticamente.
- Não, eu não sinto muita fome. — ela disse baixo, mordendo os lábios novamente fitando as próprias mãos repousadas em seu colo.
- Não sente fome? — O médico franziu a testa, inquiriu cético sem deixa de fitar sua paciente.
Renesmee desviou os olhos para a paciente que antes acordada, agora dormia.
- Na verdade... — Ela começou sem fitar o médico. — Sinto fome mas eu não tenho vontade de comer. — Completou fitando as mãos novamente.
- Porque não tem vontade de comer? — O médico manteve sua postura ereta e o tom profissional esperando uma resposta.
- Eu estou passando por uns problemas e... — Renesmee resolveu desabafar levantando seus olhos abatidos para o médico. — Não tive vontade de fazer muita coisa. — acrescentou com a voz diminuída.
Jeremy assentiu e contestou:
- Você me parece está em um estágio inicial de depressão, está dormindo bem?
- Sim, geralmente durmo bastante e bem pesado. — Renesmee respondeu franzindo o cenho, normalmente tinha um sono leve e devido aos problemas era esperado que não tivesse sono.
- Está com a pressão muito baixa, Renesmee, precisa se alimentar, você teve uma queda brusca e no seu estado isso não é favorável. — Explicou ele calmamente.
- Onde está minha mãe? — Renesmee perguntou suavemente em súbito, estava cansada e confusa. O médico sorriu mais uma vez.
- Pedi que ficasse uns minutos lá fora eu precisava falar com você a sós. — Respondeu ele amável e Renesmee assentiu contrariada.
-Estou muito doente? — Perguntou de repente alarmada.
O medico então alargou o sorriso.
- Não querida, está em um estado delicado mas precisa se cuidar.
Renesmee teve seus olhos cobertos de confusão.
- Você está grávida Renesmee, não pode ter essas quedas de pressão, assim como uma alta pressão provoca sério risco em uma gravidez, uma baixa pressão também exigirá muitos cuidados durante a gestação. — o medico disse calmo e a pele pálida de Renesmee gelou.
Ela teve todos os músculos paralisados por uns segundos e as batidas do coração fraquejadas. Renesmee desfocou o olhar tendo a vista turva e uma ligeira tontura a assolou e pondo a mão trêmula na testa obrigou-se a concentrar seus pensamentos em uma pergunta: Como isso era possível?
- Como? Tem certeza Doutor. — Ela então sussurrou ainda processando o significado daquelas palavras. Estava grávida, o que significava que não estava sozinha e que tinha alguém dependente dela, mesmo sem compreender como havia acontecido, ela instintivamente colocou a mão no ventre sentindo um arrepio em sua espinha, havia uma criança ali.
- Como? — ela repetiu a pergunta fitando o médico.
- Bem, você chegou aqui desacordada, logo com os exames realizados notou-se uma anemia forte, mas também umas alterações comumente provocadas por uma gravidez, repeti os testes e realizei um beta para ter certeza. — Ele explicava tranquilamente. — Com os seus sintomas não posso lhe dizer o tempo mas não deve ser muito além que 4 semanas. — Jeremy sorriu mais uma vez. — Parabéns, mamãe.
- Mas eu... — Renesmee ainda estarrecida e incrédula tentava buscar uma explicação coerente.
- Você tem uma vida sexual ativa?
Renesmee levou uns segundos para responder.
- Não muito, eu... — Ela não conseguiu terminar a frase estava pensando no que acontecera de errado enquanto estava com Jacob.
- Se protegeu da última vez?
Renesmee logo negou com a cabeça, as memórias estavam vívidas em sua cabeça.
- Mas eu tomava injeções a cada trimestre, como pode? — Ela questionou sorrindo nervosamente ambígua.
Jeremy sorriu de novo, e Renesmee teve vontade de trucidá-lo por tantos sorrisos.
-Fez uso de algum medicamento no ultimo mês?
- Não, só... — Renesmee então lembrou-se do breve resfriado. — Tomei um anti-gripal durante uma semana. — Respondeu ela sem dá importância ao fato.
E o medico sorriu outra vez a fazendo não esconder uma careta impaciente.
- Diante de sua gestação, devo presumir que o medicamento que achou ser um simples anti gripal era um antibiótico, o que lhe deixou vulnerável, não poderia tomá-lo assim. — Advertiu o médico. — Em todo caso, antibióticos competem com os anticoncepcionais no organismo, não se pode utilizá-los juntos, anticoncepcionais são desviados de seus alvos no organismo e não fazem efeito. — Jeremy a explicou e Renesmee apenas assentiu com um esboço de sorriso nos lábios.
- Obrigada. — Ela sussurrou, fitando as próprias mãos sobre o ventre.
- Então, pedirei a seus pais que entrem. — Anunciou ele. — Você entendeu triplicar os cuidados de agora em diante? — Questionou eloquente.
Renesmee assentiu fitando-o.
- Logo pedirei a um obstetra vir lhe examinar, ele lhe prescreverá exames específicos, e lhe passará uma dieta ideal, com licença — Disse ele virando-se para sair.
- Doutor Hastings? — Renesmee o chamou e ele virou-se para ela.
- Sim?
- Chame apenas a minha mãe por favor. — Ela pediu em tom baixo mas com um brilho no olhar e um singelo sorriso nos lábios.
Renesmee nem viu o médico sair, apertou levemente ambas as mãos sobre o ventre e sentiu uma alegria espalhar-se em seu corpo oriunda de seu coração indo para suas palmas com as quais ela alisou carinhosamente o ventre pensando que ali crescia um fruto dos momentos mais intensos, felizes e radiantes de sua vida, agora não era só o amor incondicional que ligava ela a Jacob também havia uma vida entre eles, Renesmee extasiou-se com aquele pensamento e cerrou os olhos sentindo seu próprio coração se acelerar, e imaginando que sob suas mãos e dentro de seu corpo um pequeno coração também batia, coração esse que em parte também pertencia a Jacob.
- Terra chamando Nessie. — Claire pela terceira vez estalava os dedos frente aos olhos desfocados da amiga.
Renesmee então piscou repetidas vezes encarando Claire, voltando a realidade. Sorriu fraco e emotiva.
- O que houve? — Perguntou Claire docemente repousando uma de suas mãos sobre o ombro de Renesmee.
Nessie por sua vez apenas suspirou e relaxou na cadeira,houve um silêncio confortável até que ela soltasse um riso ruidoso.
- Sabe o que pensei quando descobri que estava grávida? — Ela indagou sorrindo e Claire ergueu as sobrancelha interessada para que ela continuasse. — Que eu deveria lutar pelo Jake, que realmente valia apena afinal não era apenas o amor que me ligava a ele existia uma vida entre nós e deveríamos ficar juntos. — Renesmee disse mergulhada nas lembranças e Claire sorriu esperando que ela concluísse. — Mas quando me disseram que minha filha havia morrido toda a esperança se foi de dentro se mim, Claire eu achei que estivesse errada esse tempo todo, e então resolvi tentar esquecer. — acrescentou chorosa.
- E conseguiu? — Claire perguntou fitando seus olhos levemente mareados e cintilantes.
- Nem um minuto. — Respondeu chorosa, deixando que uma lágrima grossa rolasse.
- Devia procurar o Jacob. — Claire sugeriu espontaneamente fazendo Renesmee que limpava a lágrima com uma mão estancasse naquela posição.
- Isso mesmo, procurá-lo,caramba Nessie essa menina é filha dele nada mais justo que ele saiba o que está acontecendo. — Claire explicou.
Renesmee cerrou ligeiramente os olhos e fitou para a amiga seriamente.
- Claire eu quero me concentrar na minha filha, por favor não fale mais do Jake. — Renesmee pediu a encarando com suplica.
Claire assentiu e sorriu, a deixaria em paz, por hora.
[...]
O médio apartamento de Claire ainda encontrava-se devidamente arrumado com tons pastéis e adornos extremamente coloridos dando um tom extremamente jovial em toda residência. Então a morena indo pelo estreito e extenso corredor, levava duas xícaras a mão com chocolate quente e creme, uma roxa e uma coral.
Claire entrou em seu próprio quarto onde Renesmee descansava sob o sofá cama cor de pêssego posto por elas mesmas ao lado da janela, o quarto não era dos menores mas com o sofá ali ficava bem pequeno para duas pessoas, porém Claire ignorou a dificuldade para chegar até a amiga, e sentou-se a beira do sofá cama, onde Nessie encontrava-se sentada com um cobertor verde sobre as penas e os olhos vidrados no pátio do condomínio de Claire onde havia um belo pinheiro, via através do vidro da janela embasada pela garoa lenta que caía naquela noite frio de sábado.
- Nessie? — Claire chamou cautelosamente não sabia em que a amiga estava pensando e não queria assustá-la.
Renesmee levou una segundos para captar a voz de Claire e virou-se para a morena dos olhos azuis com um sorriso amistoso nos lábios.
- Estava tão pensativa. — Claire comentou sorrindo oferecendo a ela a xícara coral. Renesmee alargou o sorriso pegando a caneca com cuidado.
- Estava aqui pensando... — Começou ela endireitando-se para que Claire pudesse sentar ao seu lado com sua caneca roxa.- Se o Jake estivesse aqui as coisas seriam um pouco mais fáceis. — Renesmee comentou casual continuando a mirar através da janela observando um casal abraçado adentrar o prédio.
Claire a observou, Renesmee não tinha um olhar melancólico apenas desanimado talvez fosse a impossibilidade de sua ideia ser concreta no momento.
- Mantenho minha ideia, talvez possa procurá-lo ainda. — Claire sugeriu enquanto dava o primeiro gole em sua bebida quente e Renesmee fazia o mesmo.
- Claire eu não tenho coragem para ir lá, e dizer o quê? — indagou- Que senti a falta dele todos esses anos e que estou em cólicas porque descobri que nossa filha está por aí só Deus sabe onde e eu preciso dele mais do que nunca? — Renesmee disparou as palavras consternada.
— Você teve essa coragem uma vez lembra?
- Sim, mas eu estava grávida e tinha esperança, sonhos, Claire não os tenho mias. — respondeu pondo mais uma vez a xícara em sua boca, bebericando o liquido quente.
- O que mudou? Porque você está aqui procurando por sua filha que você não tem a mínima ideia de onde esteja?
- Mas irei achar um jeito de encontrá-la. — Nessie afirmou.
- E o Jake?
- Ele deve me odiar, Claire, eu praticamente o abandonei ele deve ter ficado tão decepcionado que resolveu me esquecer. — Concluiu, Renesmee com os olhos sombrios pelo pensamento.
- Será? — Claire pós em dúvidas seus devaneios.
- Quando fui a Forks ele já não estava, nem a Rachel, nem ninguém. — Renesmee disse desanimada e deu de ombros fitando a xícara em suas mãos.
- Já pensou que ele poderia ter feito uma viagem e logo estaria de volta? — Claire deduziu entusiasmada e Renesmee riu amarga com a faceta da amiga.
- Claire eu estava com cinco meses, você estava comigo, sabe que minha gravidez era de risco eu não poderia ficar pelas ruas esperando que ele aparecesse por lá. — Renesmee explicou e Claire suspirou derrotada.
- Ainda acho que deva procurá-lo agora. — Balbuciou ela.
- Quem sabe um dia eu o encontre. — Nessie esboçou um sorriso. E um silêncio formou se no quarto até que ambos estivessem com as canecas vazias e Renesmee voltou a fitar o exterior através da janela.
Sentiu-se sufocar, enxergava o sorriso de Jacob em seus olhos, Renesmee encolheu-se não por frio e sim um arrepio incomodo em seu corpo e veio uma terrível vontade de chorar.
- Sinto a falta dele, Claire. — Renesmee choramingou deitando no colo de Claire que lhe acomodou.
- Por isso acho que deva procurar o jake, talvez com ele possa ter ocorrido o mesmo já pensou, ele ainda pode amar você, já pensou nessa hipótese? — Claire falava tranquila e amena.
Renesmee ficou um pouco perdida no turbilhão de pensamentos.
- Vou deixar o destino me levar dessa vez. — Deliberou ela após alguns minutos de silêncio, Claire até imaginou que ela estvaa dormindo, mas não Nessie apenas refletia nas possibilidades a sua frente.
Claire por sua vez manteve uma ruga de confusão em sua testa.
- A primeira vez que cheguei ao Jacob foi o destino que me levou até lá de uma forma ou de outra e então será assim que o encontrarei novamente. — Explicou ela erguendo-se e sorriso para Claire que retribuiu.
La Push
Na comemoração do aniversário de Paul, todos estavam reunidos no humilde quintal debaixo do céu negro e estrelado. Jessica empencada em Jacob às vezes lançava um sorriso a Collin, um loiro namorado de Leah. A morena por sua vez lhe fulminava com o olhar cruel. Mas fora isso, tudo corria bem.
Jake conversava animado com seus amigos, Paul sustentava o filho sonolento nos braços, enquanto participava da conversa corriqueira. Seth estava empolgado com sua nova namorada dava mais atenção a tímida garota ruiva, mas não deixava de dar seu palpite algumas vezes. Collin também participava da conversa assim como Sam, Embry e mais cinco homens bem entrosados, nem todos tinham companheiras de fato, mas os que tinham elas estavam ali conversando animadamente em paralelo a conversa deles.
O trivial ali era Quil que tocava um simples violão com canções da aposentada e amada banda que um dia foi composta por cinco melhores amigos. O som das cordas mais a brisa gelada trazia calma ao lugar, relaxando a todos.
Logo Paul percebeu Josh pesar demais em seus braços e constatou que o menino dormia. Tão prontamente Rachel saiu sorrindo do lado de Emily, a índia esposa de Sam e foi até o marido.
- Eu o levo. — disse Rachel ajeitando-se para pegar o filho nos braços.
Antes de adentrar pela porta dos fundos Rachel sentiu Jacob ao seu encalço.
- Tem mais cerveja? — O moreno perguntou a irmã enquanto abria a porta para ela passar com Josh.
- Sim, na geladeira pode ir pegando enquanto o coloco no quarto. — Rachel respondeu encaminhando-se para o estreito corredor a direita sumindo das vistas de Jacob entrando no primeiro quarto que pertencia a Josh.
Jacob recolhia as latas na geladeira quando percebeu que tinha companhia pela voz irritadiça que vinha da porta.
- Jacob eu não acredito que você voltou com aquela cretina aguada — Veio Leah em seus generosos 24 anos, ostentando belas curvas em seu corpo mulato. Leah perdia para Rachel em poucos centímetros de altura somente. Ainda caminhando petulante para Jake, Leah disse:
- Qual seu problema Jacob? — A mulata então parou em frente ao primo, com suas mãos na cintura sustentando uma postura enfezada.
Jacob terminou de colocar as bebidas sobre a mesa.
— Leah, é complicado,ok? — Jacob suspirou sentando-se em uma cadeira de madeira que havia ali.
- Complicado? — Leah rebateu azeda — Complicado é olhar para aquela cara de vadia que ela tem e ainda tem coragem de dirigir a mim como" Lee" . — Leah usou um tom aborrecido com Jake.
- Olha Jacob, se você não tirar daqui a sua namorada que nesse momento está se exibindo para o meu namorado, eu mesmo farei. — Leah o intimou.
- Leah. — Jacob gemeu impacientemente com as repreensões daquela noite, pois Rachel que vinha do corredor o fitava desgostosa como fazia de vez em quando desde de que ele chegara e com o olhar dava razão a prima.
- Rachel, não concorda o quão estúpido ele está sendo ficando com essa biscate? -Leah prepotente manteve os braços cruzados esperando uma resposta de Rachel.
A morena apenas relaxou o corpo e sentou-se ao lado de seu irmão enquanto dizia:
- Bom eu não gosto de me meter na vida do Jake. — Ela virou-se para Leah que logo sentou ao seu lado. — Mas eu não acho que a Jessica seja a solução de seus problemas Jacob. — Completou fitando o irmão com seriedade.
Jacob olhou de Leah para Rachel e bufou derrotado.
- Sabe que começo a sentir falta de quando vocês brigavam. — Retrucou em tom ácido recebendo um olhar de repreensão de ambas.
— Jacob não pedirei que a largue, mas pense meu irmão, vocês não deram certo uma vez e você sabe porque, por qual motivo daria certo agora? -Rachel argumentava fitando Jacob que ouvindo atento brincava com uma latinha de cerveja na mão. — Jake, você tá perdendo seu tempo e dando falsas esperanças a ela, se a está usando para esquecer Renesmee te aconselho a parar por aí, porque ela teve a chance de te conquistar, não acredito que o faça agora. — Concluiu eloquente.
Jacob fechou os olhos por breve segundos, sentiu uma breve vertigem por tantos pontos em sua vida e escolhas que naquele momento pareceram todas erradas.
- Rachel admiro sua compreensão, mas o Jacob tem que aprender escolher mulher que preste. — Leah manifestou-se. — Primeiro a patricinha que o abandonou sem pestanejar e agora essa aguada que só sabe se exibir. -Leah expôs seus pensamentos espontaneamente e logo recebeu um olhar de repreensão de Rachel. — Desculpa sei que gosta da garota da praia, mas você não pode se fechar. — Ela abaixou um pouco o tom ao falar com o primo — Mas também não deveria se abrir logo para aquela biscate né. -Leah disparou palavras em seu típico tom incivil que era prórpio dela.
- Eu estou confuso. — Jacob reclamou nervoso ao passar as mãos sem cuidado pelos cabelos e os puxaram com força.
Jared um dos amigos que vivia naquela região, com sua pele mais clara que a de Jacob e seu corpo esguio adentrou a cozinha quebrando o desagradável silêncio formado pelos três.
- As cervejas? — perguntou sorrindo.
- Aqui, eu te ajudo a levar. — Jacob passou a dividir as latas com Jared sobre os olhares de Leah e Rachel, quando sentiu o coração perder uma batida e as mãos tremeram agarrando uma lata com força a fim de não deixá-la cair.
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Quil estava tocando a música que fizera pensando em Renesmee assim que percebeu que jamais voltaria a vê-la.
- Aí, o Quil tem merda na cabeça? — Leah reclamou bufando.
- Jake você tá bem? — Rachel indagou preocupada com seu irmão.
Esta noite, o céu acima
Jacob somente puxou o ar com força e cerrou os olhos.
Me lembra de você, amor
Soltou o ar ainda com olhos fechados e balbuciou:
- Está tudo bem. — Disse ele
Andando através do inverno
Onde todas as estrelas brilham
Subiu as pálpebras devagar fitando Rachel e Leah preocupadas o fitando.
O anjo na escada
Irá lhe dizer que eu estava lá sob a luz da varanda da frente
Em uma noite misteriosa
Sua irmã com os pequenos olhos negros levemente repuxado e Leah com grandes orbes negras averiguando se realmente Jacob não iria surtar.
Estive sentado vendo a vida passar sobre mim
Jacob sentiu o coração parar por um segundo.
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas
Imagino o que aconteceria se eu deixasse tudo isso para trás.
O vento estaria atrás de mim? Eu conseguiria te tirar da minha cabeça?
Desta vez
Jared apenas sorriu ajudando Jacob a levar as bebidas para fora, ele podia não está totalmente inteirado no assunto em questão mas conhecia o suficiente para saber o que aquela música representava.
As luzes de neon dos bares
E faróis dos carros
Começaram uma sinfonia
Dentro de mim
Os rapazes ao avistarem um Jacob inexpressivo acompanhar Jared com as bebidas, resolveram por entre olhares não tocar no assunto e continuaram a conversarem normal.
As coisas que eu deixei para trás
Têm derretido em minha mente
Jake com um singelo sorriso na boca então sentou novamente ao lado de Jessica que apreciava a música e nem reparou o estado catatônico do homem ao seu lado.
E agora há uma pureza
Dentro de mim
A mente de Jacob não estava ali, estava na musa da canção, seus cabelos espalhados em seu travesseiro o sorriso largo e estonteante, o som da risada doce, a melodia da voz, seu toque suave e macio em seu rosto ao despertar e então sem perceber Jacob bufou impaciente enquanto passava uma das mãos no cabelo parando na nuca apertando-a ali.
...
Imagino o que aconteceria se eu deixasse tudo isso para trás.
O vento estaria atrás de mim? Eu conseguiria te tirar da minha cabeça?
Desta vez
- Jake tudo bem? — Jessica perguntou mas Jacob nem a ouviu, ouvia ainda a voz de Renesmee em sua última ligação.
- Senti sua falta ao acordar, fez um friozinho a noite. — Disse ela manhosa, Jacob estava sentado ao sofá, somente com a calça de moletom que usara para dormir.
- É difícil dormir sem você aqui. — Confessou ele.
- Podia ter me ligado a noite. — observou Renesmee.
- Não queria te acorda, você dormi tão tranquilo. — Disse ele carinhoso.
- Mas eu não durmo tão bem assim, é que geralmente você me cansa. — Retrucou Nessie com um traço de malícia em sua voz.
Estive sentado vendo a vida passar sobre mim
Jacob então gargalhou.
Esperando um sonho entrar através das minhas cortinas
- Deve ser por isso que estou dormindo mal agora, sinto falta do seu corpo. — Respondeu Jacob rouco com sua voz carregada de malícia.
Imagino o que aconteceria se eu deixasse tudo isso para trás
O vento estaria atrás de mim? Eu conseguiria te tirar da minha cabeça?
- Ai Jake eu sinto tanto sua falta. — choramingou ela do outro lado da linha.
Dessa vez
- Vou contar cada minuto até você voltar. — Disse Jacob sério, seu coração estava apertado.
E na mesma expressão estava ele no meio de risos e cantorias.
- Você está legal Jacob? — Foi a vez de Seth perguntar aproximando-se pois a minutos havia observado o primo em silêncio.
Jacob apenas balançou a cabeça afirmando lançando um olhar questionador para Quil que parou de tocar a música.
- Claro que o Jake está bem, já superou essa né. — Disse Sam com um sorriso sarcástico sentando-se o lado de Jake.
- Sam você tá bêbado, vai com calma deixa o Jake em paz. — Seth pediu.
- O Jacob é sempre o coitadinho. — Debochou Sam virando uma lata de cerveja na boca.
Jacob apenas fingiu não ser ele o pivô da discussão.
- Tá Sam, eu sei que você sente falta do Jake na banda e todos nós sabemos que ele faz falta, mas não é o magoando que fará você se sentir melhor. — Paul interferiu sério no mesmo momento em que Quil deixou o violão e aproximou-se do amigo.
- Desculpa Jake, não tive a intenção é que eu gosto dessa. — Explicou-se constrangido.
- Você também, porque tocar a porra dessa música? — Reclamou Seth dirigindo um olhar acusatório para Quil.
Então Jacob levantou-se.
— Quil eu estou bem, você pode tocar o que quiser. — Disse calmo e afável para o amigo que abaixo a cabeça. — E Sam? — Jake virou para o amigo zangado que estava sentado e um pouco tonto por causa da bebida. Sam limitou-se a fitá-lo esperando que continuasse. — Você tá certo, eu superei isso nem me atinge mais. — Jacob então forçou um sorriso. — Sinto muito por ter prejudicado a banda. — ele lamentou-se fitando cada um dos amigos, primeiro Sam que demonstrava esta alheio ao fato naquele momento, depois Quil um pouco chateado com ele mesmo por acredita ser o culpado do clima tenso, logo Seth chateado pela situação e Paul que lhe ofereceu um sorriso compreensivo.
- Eu faria o mesmo no seu lugar Jake, você não tem que se desculpar por nada — Seth pronunciou com a voz baixa arrancando um sorriso de agradecimento de Jacob.
- Você fez o que achou melhor, eu tô contigo. — Confirmou Paul abraçando ligeiramente o cunhado. Por breves segundos os seis abalados observaram as pessoas ao redor, Leah, Emily e Rachel estavam com os braços cruzados observando a briga infrutífera que estava formada enquanto as outras pessoas observavam confusas principalmente Jessica.
- Jacob o que está havendo? — Perguntou ela levantando e indo até as costas do moreno e passou a acariciá-la até obter uma resposta porém quem lhe dirigiu a palavra foi um Sam sério e desnorteado:
- Jacob não contou porque parou de tocar? — Sua pergunta saiu com um tom ríspido que Jessica preferia ter ficado sem resposta.
- Sam por favor. — Pediu Jacob.
- Sam acho que a gente pode ir embora. -Deliberou Emily em frente ao marido o direcionando para o corredor que levaria ao portão.
Sam apenas resmungou mas não contestou a mulher, que dirigiu-se a Paul:
- Paul parabéns mais uma vez e me perdoe o Sam, você sabe como ele fica alterado...- Emily tentou se desculpar, estava um tanto chateada com a cena de Sam.
Paul limitou-se a sorrir e balançar a cabeça demonstrando que estava tudo bem.
- Rachel agente se fala, obrigada por tudo. — Emily dirigiu-se a morena enquanto Sam um pouco tonto despedia-se dos amigos, incluindo Jacob.
- Desculpa aí Jake. — Sam ostentou um sorriso genuínamente libertino. Jacob assentiu conhecia Sam e sabia o quão estressado ele era e tinha consciências da ira em que deixou Sam ao sair da banda.
Já afastando-se das pessoas para ir embora Sam virou-se para Jake:
- Vamos tocar em Port Angeles daqui a duas semanas, se quiser participar será bem vindo de volta. Nunca desista de sua música. — Jacob limitou-se a assentir.
Então Sam sorrindo saiu deixando todos os presente ali fitando Jacob com uma singela esperança no olhar, exceto por Jessica que estava a cada segundo mais ambígua.
— Porque não toca mais Jacob? — Perguntou ela séria para o moreno que estava com a cabeça fervendo demais para formular uma resposta razoável.
Assim que Sam saiu as coisas voltaram ao normal a conversa, bebedeira, música e risadas. Jessica aproveitou a distração dos outros para falar com Jacob.
— Então Jake porque não toca mais? — Sua postura era tão serena como sua face.
Jacob então apoiou se na parede lateral da casa, um tanto afastado das pessoas e da música, percebeu que não poderia mentir, mas a verdade é que Jacob não queria mais confusões.
Por fim respirou fundo, fitou Jessica com certo desanimo e começou a contar desde quando conheceu Renesmee, editando e muito as coisas mas deixando claro que os dias que passou com ela foram os melhores da sua vida.
Faziam quatro meses, quatro miseráveis meses que Jacob havia visto o olhar de sua amada pela ultima vez. Em um estado automático Jacob aprontava as malas para ir a Los Angeles.
Deveria está animado afinal era lá que o amor de sua vida estava, não? Isso ele pensou, mas seu coração trotava absurdamente pedindo que ele ficasse ali, que esperasse mas ao mesmo tempo sua mente insistia em fazer as coisas assim como planejado e esperar encontrar Renesmee naquela grande cidade.
Todos estavam com as malas prontas incluindo Leah, Emily e Rachel que queriam aproveitar a viagem e a banda é claro.
Em Los Angeles os oito estavam deslumbrados com tanta agitação, o bairro em que conseguiram uma hospedagem era humilde mas ainda sim regado de bom gosto. Casas bem tratadas, jardins perfeitamente verdes, flores diversas, clima quente mas com uma linda imagem no céu.
Na aconchegante e humilde pousada, não teria quartos para todos, nem dinheiro para tanto aluguel então haviam decidido que dois quarto seriam suficiente para comodidade de todos. Em um quarto estavam hospedados Seth, Leah, Jacob e Quil. Paul, Rachel, Sam e Emily ficaram em outro quarto.
— Jacob aonde, vai? — Leah indagou jogando-se na cama do primo o observando buscar um casaco na mala ainda feita e vesti-lo.
- Por aí. — Ele limitou-se a responder, buscando o celular na cabeceira e depositando um beijo na testa de Leah.
- Vai procurá-la não é? — Leah perguntou desanimada, não estava segura que Jacob conseguiria achá-la.
O moreno apenas a fitou e Leah já sabia a resposta quando o viu cruzar a porta e partir.
Todos perceberam a ausência de Jacob, Leah informou o que tinha visto e assim como ela todos sabiam aonde Jake tinha ido.
Passou-se horas Paul resmungou bastante se houvesse ensaio aquela tarde iria brigar com Jacob pela irresponsabilidade.
Estavam todos reunidos no quarto designado para Leah, Seth, Jake e Quil. Dividiam uma terceira pizza acompanhada de refrigerante. Sam e Emily estavam sentados ao chão assim como Seth e Quil, Leah estava sentada em sua cama que era a do canto, Paul e Rachel ao lado estavam abraçados sentados sobre a cama de Seth.
As risadas altas eram ouvidas desde o corredor, mas Jacob ignorou os ruídos conhecidos ao adentrar abruptamente o quarto e jogar-se sobre a própria cama expondo uma carranca sombria como seus olhos negros e nublados pela dor.
- Jacob, o que houve? — Rachel perguntou preocupada, saltando sobre a cama de Quil e chegando a outro lado do quarto onde Jake estava prostrado sobre o colchão.
- O que aconteceu? — Sam perguntou de onde estava com o rosto sério.
- A encontrou? — Leah indagou com expectativa no olhar também indo até o moreno.
- Não está vendo que não? — Seth respondeu a irmã que o ignorou.
Jacob sentia o pulmão fraco e o coração se esforçando para manter um ritmo, era como se uma força externa apertasse sua garganta, estava sufocando.
- Jake diz o que aconteceu. — Rachel suplicou.
- Nunca mais vou vê-la. — Jacob respondeu devastado com o olhar deprimido sobre Rachel.
- Por que diz isso? — Paul perguntou o observando abraçar Rachel buscando por consolo.
- Eu tinha o endereço da casa dela, fui até lá. — Respondeu com a voz baixa, todos ali esperavam uma continuação. — A casa estava a venda. - completou sentindo o ar faltar e os músculos tremerem. Sua voz a partir dali sumiu, fitou a cada um que ali estava, todos com o assombro estampado na face.
- Mas ela não pode ter feito isso, como assim se mudou e não te avisou? Que vaca! — Leah exasperou-se.
- Leah! — Rachel ralhou com ela que cruzou os braços e ostentou um bico nos lábios, contrariada.
- Ela deve ter algum motivo... — Seth sussurrou.
Jacob soltou-se do abraço aconchegante de sua irmã e deixou o corpo cair para trás tendo suas costas repousadas no colchão, os murmúrios de seus amigos não lhe atingiam, não significativamente, estava ainda perplexo e buscando uma explicação lógica de está passando por aquilo.
- Acho melhor agente ir, ele deve está querendo ficar sozinho. — Emily disse baixo observando Jacob imóvel desde que deitara na cama.
Todos assentiram, apenas Rachel ficou relutante em deixar o irmão, aproximou-se dele beijando-lhe a bochecha sentindo um gosto salgado nos lábios por causa das lágrimas silenciosas que desciam dos olhos de Jacob.
Quando o silêncio reinou no quarto Jacob acabou-se nas lágrimas e gritos, seu corpo doía, sua mente doía, seu coração e sua alma doíam.
Após um mês que estavam ali, ficaram satisfeitos com o resultado dos shows. A música ao qual Jacob compôs na noite em que foi deixado sozinho naquele quarto causava frênesi em todo o público que ouvia. A música era meticulosamente ensaiada todos os dias em um grande galpão que arrumaram.
O ensaio já tinha se tornado uma tortura desde que Renesmee saiu de sua vida, aquela musica então o destrossava, era a décima vez que não conseguiam chegar ao final da canção por que Jacob a parava. O moreno sentia o coração rasgar, uma angustia exalar de si próprio. Sentiu que estando ali era como se esperasse que Renesmee o ouvisse alguma hora, o que ele sabia que não iria acontecer, então fitou o violão nas mãos e decidiu:
- Já chega. — Disse tirando o instrumento das mãos os depositando em um suporte.
- Quê? — Quil indagou sem entender.
- Não aguento mais. — Jacob disse abrindo os braços em sinal de rendição.
- O que pensa em fazer? — Perguntou Paul.
- Eu vou embora daqui, eu vou não sei pra onde mas eu quero esquecer tudo isso. — Ele respondeu fitando tudo ao redor.
- Não acredito que vai desistir da banda. — Sam o fitava incrédulo.
- Jake isso aqui é seu sonho.- Seth disse amuado fazendo como Jake olhando ao redor.
Jacob o encarou com um triste sorriso e balançou a cabeça lentamente, não tinha mais certeza se seria feliz se seguisse por ali, sem ela nunca estaria completo.
- Não é justo eu atrapalhar vocês com a minha melancolia, estarão melhor sem mim. — argumentou.
- Não seja ridículo, não deixe uma garota sem coração destruir a sua vida Jacob. — Sam disse rudemente.
- Ela destruiu quando foi embora, só isso já bastou para acabar comigo. — Jacob respondeu pegando sua mochila no canto e preparando-se para partir.
- JACOB ESCUTA. — Sam gritou o sacolejando. — Está fazendo merda.
- VOCÊ NÃO SABE COMO ME SINTO CANSADO, ANGUSTIADO CADA DIA MAIS, E TOCAR ME FAZ PENSAR NELA E ISSO ME MATA CADA VEZ MAIS, NÃO ENTENDE?. — Jacob gritava a medida que encarava Sam mais de perto.
- Sam deixa ele, ele sabe o que tá fazendo. — Paul disse sério metendo-se entre os dois.
- Ele vai acabar com a banda se sair. — Sam argumentou ainda com o tom alto.
- Ele vai acabar se matando se ficar, não vê que está infeliz, dê um tempo pra ele. — Paul cuspiu as palavras em cima de Sam.
O moreno alto e carrancudo fitou Jacob com aversão e Paul com impaciência.
- Que se dane. — Sam disse partindo para a porta do galpão inconformado com a decisão do amigo.
— Então quer dizer que você parou de tocar por uma garota mimada? — Jessica perguntou incrédula e sarcástica, o olhar altivo de Jacob foi capaz de lhe responder. — e porque daquela discussão a pouco? — A loira agora estava com os braços cruzados e a face ruborizada de fúria.
- A música que tocava foi a última que fiz e toquei e tudo isso pensando nela. — Respondeu o moreno cansado da conversa. -Jessica eu acho que não tem necessidade de você saber de tudo isso, acho que você já entendeu a dor que sinto com esse assunto. — Ele acrescentou.
A loira apenas suspirou e disse em um tom baixo:
- Eu queria ir embora se não se importa.
Jacob então desencostou-se da parede e forçou um sorriso simpático para Jessica. O moreno bem queria ficar mais um puoco, porém estava na companhia da loira e nem ele mesmo queria sua presença aquela noite, a única companhia que ele gostaria estava fora de seu alcance então ele não faria questão aquela hora se ficava ou ia embora. Despediu-se de amigos, sua irmã e Paul, Jake deixou um singelo beijo em Josh antes de ir embora.
O caminho de volta foi tão silencioso quanto o de ida, a diferença era que dessa vez Jessica sabia onde Jacob estava com a cabeça e sentia-se mal por isso. Sentia-se como uma intrusa na vida de Jacob, pela primeira vez desde que aceitou a condição de que Jake jamais a amaria refletiu que bem no fundo ela tinha um resquício de esperança que aquilo mudasse, mas partir daquela noite estaria se extinguindo a cada olhar distante de Jacob.
- Você ainda a ama. — O sussurro de Jessica não foi uma pergunta.
Jacob havia parado em frente ao seu prédio em Port Angeles, já era madrugada. O moreno engoliu um bolo de saliva e fitou a loira, acariciou seu rosto e deu uma breve afirmação com a cabeça.
Jessica suspirou e uma vontade de chorar lhe apossou, gostava dele.
- Você merece alguém que te ame, que seja capaz de te amar. — Jacob disse fitando os olhos azuis e mareados a sua frente. Jessica sorriu pela sinceridade e carinho que Jake sempre teve com ela, depositou um beijo suave na bochecha de Jacob que retribuiu o gesto dela e a observou entrar no condomínio.
Notas finais
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Comentem
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Bem um recadinho IMPORTANTE:
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Eu queria por um spoiler aqui do proximo capitulo, mas ele ainda está no esboço então vou adiantar alguns assuntos.
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Para quem queria saber mais da Alicia verá no proximo capitulo.
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Se alguem tiver curiosidade em saber como o Edward descobriu a gravidez e sua reação, também será no proximo capitulo, além de mais algumas lacunas que serão preenchidas, não todas acredito, mas pelo menos as mais importantes.
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Bem acho que é tudo rsrs
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Até breve.
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