Os 7 Cristais: Em busca das 7 safiras
28 Capítulo 28: Confrontando Fukeru-Tsuki
Enquanto isso, na casa do aldeão, todos tinham um mal pressentimento a respeito do que pudesse estar acontecendo no templo dos monges Tsuki. O grupo não sabiam ao certo a razão de sentirem assim, afinal, aqueles monges não tinham nada contra os guardiões, pelo contrário, um dos monges era integrante do conselho de guardiões.
Apesar disso, o grupo continuava inquieto, afinal, Tsuki não se dava bem com àqueles monges, e se a teoria de Tsuchii estivesse certa? E se ele realmente estivesse em perigo naquele templo? Se fosse o caso, a safira estaria com os monges? Eram tudo tão incerto que chegava a ser angustiante.
Pensativo, sobre a cama de um dos quartos, Tsuchii se encontrava preocupado com Midori, afinal, ela e os demais estavam demorando muito para voltar daquele templo, já estava anoitecendo.
O celular do mesmo não parava de bipar, notificando que mensagens estavam chegando no celular do mesmo. Ao ver do que se tratava, o mesmo viu que eram mensagens de Sakurai.
Ainda sem cabeça para conversar com a moça, o mesmo abaixou o celular, ignorando o fato da mesma estar mandando mensagens.
Encarando para o teto, ainda angustiado, o mesmo pensava em Midori, se a mesma daria conta de confrontar aqueles monges que tinha um nível de luta muito superior ao dela. O mesmo entrava em pânico quando pensava na possibilidade de perde-la.
O mesmo sabia que não era uma boa ideia ela continua viajando com eles. Mais uma vez, o detetive sentia como se estivesse colocando a vida de Midori em risco.
Tsuchii se sentia tão impotente, queria lutar ao lado da mesma, mas por usar um golpe sem aperfeiçoamento, acabou gastando muita energia. Além disso, isso piorou o ferimento que havia adquirido na luta contra Masao.
O mesmo agora se perguntava que tipo de guardião ele era, que tipo de detetive era tão imprudente ao ponto de usar um golpe de forma tão imprudente? Agora que Midori mais precisava dele, ele não podia ajuda-la.
— Midori, volte para mim…por favor…—Pensou angustiado
Enquanto isso, no país das neve, já era de madrugada. O tempo estava gelado, afinal, durante a tarde ocorreu uma leve nevasca na região. Plantas estavam cobertas de neve, assim como as árvores. Alguns animais procuravam cavernas para se manter aquecidos, enquanto outros se escondiam em seus ninhos.
Na casa de Fujiro, o silêncio tomava conta da moradia do Shiroi e sua família. Fuji dormia tranquilamente em seu quarto, enquanto que Kotaki dormia ao lado de seu marido, ainda com uma expressão serena em seu rosto.
No entanto, Fujiro começava a se virar, balançando a cabeça negativamente, dizendo as palavras “não”, “pare”, “por favor”. O mesmo estava tendo um pesadelo, com tudo o que já visto e feito durante a sua vida.
Aquelas cenas em seu pesadelo, trazia-lhe angustia, deixava-o desesperado, com pânico, ao ponto de transpirar, até que começou a aumentar os seus gritos.
Ao ouvir o marido gritar, Kotaki acordou assustada, virando-se rapidamente para o marido, que mais uma vez estava tendo pesadelos com o seu passado.
— Fujiro! Fujiro! –O chamou seriamente sacudindo-o
Não demorou para que o espadachim despertasse de seu pesadelo, ainda com os olhos arregalados. Ao ver que tudo era apenas um sonho, o mesmo se sentou sobre o futon, cobrindo o rosto, sentindo o suor escorrer em seu rosto.
— Continua tendo pesadelo, não é? –Perguntou Kotaki acariciando o seu braço –Fujiro…precisa esquecer isso
— Esquecer? E como eu posso esquecer? –Perguntou angustiado –Eu matei milhares de famílias inocentes com está espada. Eu matei a minha própria mãe, manchei o nome do meu clã –Soltou algumas lágrimas aflito
— Você estava sendo manipulado –Disse Kotaki abraçando-o –Fujiro, precisa se perdoar, só assim conseguirá paz
— Eu queria ser um pai melhor para o Fuji…e ser um marido melhor para você –Comentou sentindo-se culpado por quase não parar em casa por conta das suas missões
— Está cumprindo pena –Respondeu acariciando o seu rosto –Fujiro, nós estamos pagando as nossas dívidas com a sociedades. Estamos enfim recomeçando as nossas vidas, do jeito que queríamos, se lembra?
— Eu te amo –Segurou o seu rosto com carinho
— Eu também te amo –Soltou um leve sorriso, segurando as suas mãos
Enquanto isso, no território Shiroi, enterrado na antiga casa de Shiroi Hajime, que agora só existia destroços do massacre realizados pelos assassinos em complô com Hajime. Naquela região, vestindo uma capa de frio, Kaguya observava os destroços.
Agora a mesma caminhava pelo o que eram as antigas ruas do clã Shiroi, recordando de sua infância, adolescência, ao lado de seus melhores amigos e pai do seu filho, ainda carregando uma grande dor em seu peito.
Não demorou para que a mesma sentisse a energia do filho próximo à ela. Ao notar que a mãe havia sentido a sua presença, Renji desceu da árvore perguntando:
— O que faz aqui?
— Estou recordando de algumas coisas
— Era aqui, não é? O território Shiroi…
— Não apenas o território Shiroi, mas o meu verdadeiro lar –Respondeu com um leve sorriso
— O meu pai…ele também era um Shiroi? –Perguntou ainda ao seu lado
— Não –Respondeu sem hesitar – Quando o Yasuo chegou ao país da neve, ele era um menino. O exército do raio convocou pré-adolescente para batalhar em território Shiroi, o seu pai era um desses meninos
— Que horrível –Repudiou o ato do governo do raio –Como podem?
— É irônico, pois no dia deste massacre, eu perdi os meus pais e o conheci –Soltou um sorriso irônico –Ele estava escondido de baixo da neve, para não participar do confronto
— E não morreu?!
— Por muito pouco, não –Respondeu –Foi resgatado pela mestra de Hikari. O levamos para o palácio, onde ele explicou a sua situação para o senhor Hiroi, líder da época. A partir deste dia, ele começou a carregar o sobrenome Shiroi em seu nome
— Uau…que história –Comentou surpreso
— É –Concordou encarando o solo –Há muitas histórias por de baixo dessa neve –Comentou
Enquanto isso, no templo dos monges Tsuki, Akio e Midori seguiam em silêncio, ainda tentando localizar a energia da safira da lua. Não demorou para que Midori questionasse o guardião:
— Já conseguiu localizar a energia da joia?
— Está bem fraca, mas acho que está no andar de cima –Sussurrou –Midori, pode ser perigoso, que continuar mesmo assim? –Questionou seriamente
— Sim, não se preocupe –Respondeu confiante de si
Ainda que silenciosamente, ambos subiam as escadas do templo, despistando os monges do templo. Akio estava surpreso com coragem de Midori. O guardião sabia que a mesma tinha uma valentia dentro de si, mas não imaginou que fosse deste magnitude, ao ponto da mesma aceitar enfrentar monges Tsuki.
Agora o mesmo soltava uma meio sorriso, enquanto corria, seguindo a energia da safira. Será que era por conta dessa coragem que Tsuchii havia se apaixonado pela jovem? Era bem provável.
Por alguma razão, o jeito de Midori lembrava muito a forma de sua esposa lidar com certas situações. O mesmo agora se pegava pensando no que aconteceria se ambas sentassem para conversar. Com certeza concordariam em muitos pontos.
Enquanto isso, Midori só pensava em recuperar a safira dos monges. A mesma queria mostrar ao detetive que era capaz de resolver um caso sem ele.
Ao chegar no andar, Akio sentiu a energia da safira, ainda enfraquecida mais próxima.
— Está em uma destas sala –Avisou fechando os olhos tentando localiza-la –A do meio –Avisou
Logo Midori abriu a porta com um chute, antes que Akio pedisse para a mesma ir com calma. Não demorou para que ambos vissem sentado atrás de uma mesa, ainda segurando a safira da lua, admirando-a, Fukeru-Tsuki, que agora comentava:
— Não é bela? Tão opaca e ao mesmo tempo brilhante
— Fukeru-Tsuki, sabemos do que fez ao Tsuki –Respondeu Midori seriamente vestindo as luvas –Nos devolva a safira da lua
— Hein? Uma menina viajando com os guardiões? –Perguntou soltando uma risada debochada –Já ouvi dizer que Shirois e imperadores já acompanharam guardiões em busca das joias, mas uma menina? Me diga garota, ao menos já sabe o que quer da sua vida?
— Não me subestime!
— Midori –Chamou Akio se colocando a frente da mesma –Fukeru-Tsuki, o senhor sabe que tem não apenas o meu respeito, como o respeito de todos os demais guardiões. Não sei quais foram os problemas que o senhor teve com Tsuki; mas se trata de algo do passado. Hoje ele é uma guardião como todos nós, e está em missão. Nós precisamos destas safiras e dele
Ainda com uma risada debochada, Fukeru-Tsuki se levantava de sua cadeira, agora colocando a Safira da lua em seu bolso. Não demorou para que o mesmo se aproximasse do guardião das águas, ficando frente-a-frente com o mesmo.
— Conheço a sua história, Mizu Akio. Um exemplo de imperador, que seguiu à risca os passos do seu pai, imperado Mizu Mizuno –Soltou um risada debochada –Ele era um exemplo, não é?
— Posso afirmar que foi –Respondeu confiante de si
— Nunca contou nenhuma mentira, não é? Sempre foi um imperador sincero com o seu povo, sempre foi sincero com todos nós, não é? –Perguntou
— Não sei onde o senhor quer chegar –Respondeu se vendo farto daqueles questionamentos do monge
Agora o monge dava as costas ao imperador das águas, que agora o encarava caminhar até a janela de seu quarto. Midori não entendia do que ambos estavam falando, a conversa que o monge estava jogando para Akio era bastante suspeita.
— Me responda, guardião das águas, você sabe quem foi o guardião antecessor à você? Quem lhe passou esse poderes? –Perguntou ainda de costas
— O meu antecessor? Não…quero dizer…sempre soube que a minha avó era uma das guardiãs da era de Diamante, pensei que ela tivesse transferido esses poderes de alguma forma…
— Entendo…então o imperador não lhe contou não é mesmo? –Perguntou ainda de costas –Mizu Mizuno tinha um irmão mais velho, cujo o nome era Mizu Michiko. Este herdou os poderes de guardião da marechala das águas, e imperatriz, Azuya, em seus últimos minutos de vida
— O quê?
— Michiko estava sendo treinado para assumir o posto, lutava como ninguém de sua época. Os seus jatos de água eram tão fortes, que chegava distender os músculos de uma pessoa –Contou –No entanto, tudo mudou quando ele conheceu uma pessoa, uma guardiã. Ambos se encontravam as escondidas, eram acobertados por outro guardião e o líder dos Shirois
— O quê? –Se perguntou chocado, se recordando desta história, que já havia escutado em algum lugar
— Nós do conselho recebemos uma mensagem anônima denunciando o romance desses guardiões –Explicou –Neste mesmo momento, eu e mais dois integrantes no dirigimos até o templo da luz, onde eles se encontrariam, segundo a nossa fonte
— O que vocês…
— Ao chegar no templo, um dos membros o pegou abraçado com a guardiã da luz. Ele mesmo confessou que estava forçando a guardiã a dormir com ele, que dizia frases incomodas no ouvido dela. Desta forma, ele foi condenado à morte
— N-não pode ser…
— Akio…
— Antes da sua execução, ele passou os seus poderes para você, à pedido do imperador Mizu Mizuno
Akio agora se encontrava chocado com àquela história, então o “namorado” da mestra de Hikari, era o seu tio. Eles sequer eram namorados, ela foi forçada. Pensar que ele carregava o sangue de alguém tão desprezível em suas veias era doloroso.
— Vocês são um geração de guardiões sem honra, assim como a anterior –Respondeu Fukeru-Tsuki –Me entregue as safiras, vocês não tem direito sobre elas
Ao ouvir àquela história e aqueles argumentos do monge, tentando manipular os sentimentos do guardião das águas, com o seu orgulho de imperador, guardião, apenas para obter as joias que o grupo havia reunido.
— Você acha mesmo que vai ser fácil assim? Ralamos para reunir essas joias, e eu não pretendo entrega-las de mãos beijadas à um monge maluco, membro de conselho, ou seja lá o que você seja. Me entregue a safira da lua, agora! –Mandou autoritária
— Midori… -Chamou Akio como quem mandava ela se acalmar
— Akio, até agora você tem se mostrado um homem admirável –Respondeu se colocando em posição de batalha –Sabe, o Tsuchii mudou bastante depois que começou a escutar os seus conselhos –Soltou um sorriso confiante
— Midori
— Seja lá o que o guardião anterior fez, não tem nada a ver com você –Respondeu com um meio sorriso
Ao ouvir as palavras de Midori, Akio despertou, notando que a adolescente tinha razão, ele era ele, não tinha na a ver com o que o seu tio fez. Ele precisa pensar no presente, que agora era reunir as safiras e buscas pelos colares que abririam o caminho para Alpha e Rubrico.
— Tem razão, Midori –Soltou um sorriso orgulhoso da detetive – Fukeru-Tsuki, pela última vez, devolva as safiras –Mandou invocando Ryu no Mizu
Ao sentir a energia do animal celestial, ainda debochado, o monge se virou para Akio, ainda custando a acreditar que ambos teriam coragem para enfrenta-lo. De fato, aquela geração de guardiões estava perdida.
— Acham mesmo que podem me vencer? –Perguntou invocando um espécie de Shakujõ, inferior ao que Tsuki tinha –Certo, se desejam assim, não tem nada o que eu possa fazer –Se colocou em posição de batalha
Logo Midori partiu para cima do adversário, pronta para acerta-lo com um soco, enquanto soltava um grito. No entanto, o monge Tsuki bloqueou o soco com a mão que estava livre, enquanto que com a outra, acertava o estômago da detetive, fazendo com que a mesma perdesse o ar.
Akio aproveitou a distração do monge e o atacou utilizando Ryu no Mizu, que agora engolia o Fukeru-Tsuki.
Dentro no animal celestial, o monge se encontrava sendo arrastados por uma forte corrente de água, dificultando o mesmo prender a respiração dentro daquele dragão. O mesmo agora solta a respiração, se afogando dentro do animal celestial, até ser expelido.
Ensopado, o monge, ainda soltando um gargalhada maléfica, se levantava ofegante, enquanto comentava:
— Isso está começando a ficar interessante –Encarou o guardião
Sem perder tempo, Midori partiu para cima do adversário novamente, com um chute, acertando a sua costela em cheio, fazendo-o soltar um grito de dor. Com o desiquilíbrio do mesmo por conta da dor, Akio sem perder tempo enfiou a mão em seu bolso e recuperou a safira.
Irado, Fukeru-Tsuki agarrou Midori pelo rabo de cavalo, acertando-a com uma joelhada no estômago, bem onde estava o ferimento que Kano havia causado.
A jovem agora sentia uma grande dor, sentindo o seu ferimento abrir, enquanto ela colocava sangue pela boca, caindo de joelhos.
— Midori! –Chamou Akio preocupado com a detetive –Miserável! –Partiu para cima do monge rapidamente, que agora desviava de seus golpes com facilidade
Fukeru-Tsuki não demorou ao segurar o braço de Akio, lança-lo contra a parede e pressionar o Shakujõ em seu pescoço, até que o mesmo começar a mudar de cor.
— Vamos imperador, porque não me mostra o seu verdadeiro poder? Sabemos da verdade sobre a sua família –Pressionou o Shakujõ com mais força em seu pescoço –Sua esposa, sua filha e sua irmã não estão aqui. Então me mostre, me mostre o ser de Alpha que habita em seu interior adormecido
Akio agora gritava, ainda sem ar, enquanto as suas pupilas redondas se transformavam em fendas. Escamas começavam a nascer em seu rosto, enquanto que em seu pescoço nasciam pequenas nadadeiras e brânquias. Suas unhas se tornavam garravas, enquanto seus dentes se encontravam afiados, como os de um tubarão.
Não demorou, o guardião o acertou com as garras, fazendo um profundo corte no peitoral do monge. Neste momento, por um descuido, este tirou o Shakujõ do pescoço do imperador, que agora avança ferozmente para cima do Fukeru-Tsuki.
O mesmo ainda que descontrolado, tentava atacar o monge, que agora sentia mais dificuldade para esquivar dos golpes. Não demorou para que este tivesse o seu peito arranhado pelas garras de Akio, que agora o encarava como um animal.
— Akio…o que…? –Perguntou Midori assustada
Fukeru-Tsuki não tinha com desviar daqueles golpes. Os movimentos de Akio eram incrivelmente rápidos, o mesmo se movimentava como uma serpente marinha, estava mais flexível do que antes, possibilitando desviar dos ataques do monge.
Ao ver que Akio estava prestes à matar o monge de uma forma tão horrível, a mesma reuniu forças para se levantar, e gritou:
— Akio, já chega! Já conseguimos a Safira! Vamos sair daqui!
O guardião não conseguia escutar a detetive, apenas continuava atacando Fukeru-Tsuki, que agora tinha dificuldades para desviar, devido aos ferimentos em seu corpo.
Não demorou, Hikari entrou na sala, visualizando Akio completamente descontrolado, atacando o monge, enquanto que Midori estava de joelhos no chão, ensanguentada.
— Midori! O que aconteceu? –Perguntou ajudando-a
— O Akio, tem alguma coisa acontecendo com ele –Respondeu seriamente –Eu não sei o que é, mas ele está parecendo um animal…
— Que estranho…isso nunca aconteceu antes –Comentou seriamente –Já ouvi dizer que a irmã dele estava aprendendo a controlar os poderes que havia herdado da mãe; não imaginei que ele…
— O que vamos fazer? Ele terá problemas com o conselho se matar o Fukeru-Tsuki
— Já vamos ter problemas com o conselho de qualquer jeito –Respondeu se levantando –Acho que eu sou a que está menos ferida de nós três
Não demorou para que Midori notasse que a coxa de Hikari estava sangrando, manchando a sua capa branca. Isso preocupou a detetive, será que a guardiã da luz conseguiria para ambos sozinha? Com aqueles ferimentos? Esse era um ponto que levava Midori à se preocupar.
Enquanto Akio atacava Fukeru-Tsuki, Hikari aproveitou a distração do monge, invocou o seu báculo, acertando-o na cabeça. Imediatamente, o monge caiu inconsciente no chão, deixando Hikari frente a frente com Akio, que a encarava como se fosse uma presa.
— Akio, eu não quero te machucar –Avisou notando que o mesmo estava prestes a avançar – Akio! –O viu avançar
Com dificuldades a mesma o lançou para trás, enquanto o mesmo solta um silvo agressivo, como uma serpente prestes a atacar a sua presa. A mesma agora prendia o guardião na parede, usando o seu báculo, usando autoridade:
— Precisa se lembrar de quem você é, Akio! Lembre-se que você é guardião, marido, pai! Seja lá o que esteja tomando conta de você, não pode ser mais forte do que o amor que você por sua família! Se continua assim vai acabar se matando!
O mesmo agora arregalava os olhos, ao se lembrar de sua esposa e filha. Aos poucos, as escamas iam desaparecendo de seu rosto, enquanto o mesmo acontecia com as barbatanas e brânquias. A sua pupila voltava a ficar redonda, enquanto o mesmo olhava a sua volta, se questionando sobre o que havia acontecido.
Ao ver Hikari diante de si, o mesmo estranhou, afinal, era para a mesma estar com o Tsuki. Ao notar que o guardião havia voltado ao normal, a mesma o soltou, ainda perguntando:
— Você está bem?
— Sim…acho que sim… -Respondeu ainda confuso –Esses ferimentos no Fukeru-Tsuki…
— Depois conversamos sobre isso…
— Não será necessário –Respondeu suspirando, ainda passando pela guardiã da luz –Acho que não estou treinado o suficiente, não é? –Perguntou visualizando os arranhões que causou no membro do conselho de guardiões
— Ele te provocou –Respondeu Midori –Teve o que merecia
Não demorou, Hikari se recordou do Shakujõ de Tsuki, que estava ali na sala do monge. Logo a mesma viu no canto da parede, algo enrolado em um tecido. A mesma agora caminhava em direção ao objeto, e puxava levemente o tecido. Ao verificar que era o Shakujõ de Tsuki, a mesma o envolveu novamente no tecido, o pegou e perguntou:
— Vocês estão com a safira?
— Sim –Respondeu Akio colocando Midori em suas costas
— É melhor sairmos daqui –Avisou a detetive seriamente –Antes que apareçam reforços
Não demorou para que o trio retornasse à casa do aldeão, onde os demais estão hospedados.
Ao chegar no local, feridos, Ayaka os atendeu imediatamente, na sala mesmo. Ao ouvir os riscos que Midori havia corrido para salvar Tsuki, recuperar a joia e o Shakujõ, o guardião da terra se sentiu extremamente incomodado, afinal, ele era um guardião, ele que tinha que correr esses riscos.
Enquanto Ayaka fazia os curativo no estômago de Midori, a mesma notava o incomodo de Tsuchii, que agora tinha a sua cara emburrada. Não demorou para que todos escutasse o celular do detetive bipar, notificando que havia chegado uma nova mensagem.
Ao pegar o celular e ver de quem se tratava, o mesmo voltou a guarda-lo no bolso, ainda emburrado, surpreendendo todos que ali estavam.
Assim que terminou de fazer o curativo no trio que havia retornado do templo dos monges Tsuki, cada um se dirigiu para o seu quarto. É claro que não havia quarto para todos, por isso teriam que dividir.
No caso, os ficou divido da seguinte forma: Sayo e Ayaka no primeiro quarto; Hikari e Taiyoo no segundo quarto; Midori no terceiro; Tsuki no quarto; Akio e Tsuchii no quinto.
Agora no quarto de Sayo e Ayaka, ambas se preparavam para dormir, e enquanto isso conversavam sobre o dia sobrecarregado que haviam tido. Sayo agora vestia a sua camisola, enquanto comentava:
— Dessa vez eles se arrebentaram, não é?
— Eles precisam ser mais cuidadoso –Comentou Ayaka se trocando também –Se a Midori continuar se ferindo desse jeito, onde Kano causou aquele ferimento, pode ter sérios problemas –Disse seriamente
— Problemas? –Perguntou se sentando na cama –Ao que se refere? –Questionou preocupada
— Pode chegar à um ponto que não tenha mais como cicatrizar, desta forma, à cada golpe na região, o ferimento se abrirá com facilidade, e pode até levar a uma hemorragia –Respondeu seriamente
— Essa não –Respondeu Sayo cobrindo os lábios, agora preocupada com a detetive
— E não é só isso, o Tsuki foi muito ferido no templo, não sei se conseguirá se recuperar até Masao atacar novamente –Comentou preocupada
— Então, no caso, seriam duas pessoas à menos para lutar –Respondeu seriamente –A Hikari também está com ferimento fundo na perna, não é? O Tsuchii utilizou muita energia, não está em condições agora
— Os únicos que estão em condições de lutar, somos: eu, você, Akio e Taiyoo –Respondeu a guardiã do vento seriamente se sentando no colchão
— Vamos dar o nosso melhor, está na nossa vez -Respondeu Sayo confiante
Enquanto isso, no quarto de Akio e Tsuchii, o mesmo notava o detetive um tanto emburrado, como se estivesse chateado com algo. Não demorou para o guardião das águas ver o amigo se levantar do colchão, ainda nervoso e se retirar do quarto.
— Ué? –Perguntou o guardião das águas sem entender nada
Não demorou para que o guardião da terra caminhasse até o quarto da detetive, ainda irado. Sem pedir permissão para entrar, o mesmo abriu a porta, flagrando-a apenas de sutiã.
Ainda corada, cobrindo os seus seios, Midori perguntava nervosa:
— O que você está fazendo, seu idiota?! Saí daqui!
— No que você estava pensando?! –Perguntou enfurecido caminhando até a mesma, sem se importa com o estado que a mesma se encontrava –Era para eu estar lá! Quem pertence a área investigativa sou eu, você é só da pesquisa! Será que não entende?! –Perguntou segurando-a pelo braço
— O que? Ei! Me solta! –Se soltou do mesmo –Ainda com essa besteira? Vê se cresce, Tsuchii! –Mandou esquecendo que estava apenas de shorts e sutiã
— Crescer? Me parece muito maduro ir resgatar um guardião, ainda ferida, né? Você podia ter morrido lá, sabia? Podia, sei lá…! Você está me deixando maluco! –Deu as costas colocando as mãos no rosto
— Está sendo ridículo –Respondeu dando as costas para o detetive emburrada –Eu sei cuidar de mim
— Há casos que você não sabe lidar! Nem todos os casos são como os da agência, Midori –Respondeu se virando para a mesma –Não estamos falando de bandidos, traficantes, sequestradores, estamos falando de seres divinos, com um poder além da nossa compreensão, estamos falando de seres de outros mundos! Será que não entende?! Está se arriscando!
— E o que você esperava?! Que eu me preparasse para os exames de admissão para ficar atrás de uma mesa, Tsuchii? Você nunca vai entender a minha posição! Você ainda me vê como a menina que você conheceu, mas eu não sou mais tão indefesa, então pare de se preocupar –Mandou aborrecida
Ao ouvir Midori colocando os seus sentimentos daquela forma, Tsuchii a escarou enfurecido. Será que a mesma não via que o mesmo ficava angustiado com àquela situação? Como conseguia ser tão fria? O mesmo não conseguia entender a jovem.
Ainda contrariado com a posição da ex-namorada, o mesmo deu as costas a mesma, caminhando até a saída do quarto, ainda de cabeça baixa. Logo o detetive abriu a porta, e se retirou ainda calado.
Emburrada, Midori jogava a blusa sobre a cama, enquanto se sentava-se nela, se perguntando:
— Qual é o problema dele?
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