Os Últimos Feiticeiros
7 Capítulo 6: As Montanhas de Creigiog
Notas iniciais
Anninka e Solveig ficaram sem palavras diante do enorme esqueleto, o feito de Rurik Foínix foi incrível. Ele é conhecido como Rurik, o filho da Fênix em outros reinos. Existem duas canções sobre seu feito. A canção feita em Ancestral Islands é a mais conhecida, Rurik tinha 38 anos quando morreu. Istrid foi enterrada na cripta da família Foinix, o pingente que foi encontrado no corpo de Rurik foi enterrado com ela. O pingente era uma Fênix que Rurik deu de presente um dia antes do casamento da Princesa, que terminou de maneira trágica.
— Bestraffning... A serpente realmente existia em nosso plano. É inacreditável, era realmente enorme — disse Anninka sentindo um pouco de medo.
— Mesmo sendo um feiticeiro... Enfrentar um ser gigantesco e sozinho é difícil de imaginar. A cidade em ruínas, mostra que foi uma batalha extrema — disse Solveig que ficou extremamente impressionado
— Rurik foi provavelmente um caso especial... Alguns dizem que sua espada Mystic Fury aumentou seu poder mágico — disse Ingrid, ela sabia sobre a história de Rurik através dos livros e das vezes que Dione falava sobre ele.
— O que aconteceu com a espada de Rurik? Essa arma certamente foi guardada depois da batalha — disse Solveig, ele conhece a qualidade de uma boa arma só de vê-la.
— Depois da batalha. Eles recuperaram o corpo de Rurik e Istrid. Rurik estava ao lado da espada e segurava o pingente de Istrid. dizem que ele conseguiu recuperar o pingente antes de cair e morrer. A espada foi passada de geração em geração, tornou-se uma herança dos Reis de Ancestral Islands. Atualmente está com o Rei Adônis — disse Ingrid, mas ela nunca viu Adônis desembainhar a espada que pertencia a Rurik.
— Acredito que com a guerra que se aproxima, em breve veremos o Rei Adônis usando esta espada... Se ela for tão poderosa quanto a história descreve, será de grande ajuda — disse Anninka, ela se preocupa com o futuro do continente.
— Infelizmente, essa guerra é inevitável... Mas mudando de assunto, vamos voltar para o castelo, está quase escuro — disse Ingrid olhando para o céu — Agradeço o convite, adorei passar o dia com você e o Solveig.
— Agradecemos a sua companhia Ingrid. Aprendemos muito com você hoje — disse Anninka tocando o ombro de Ingrid.
Um dia se passou desde a chegada do grupo em Ancestral Islands. Ainda é de manhã quando Erik finalmente abriu os olhos. Ele olhou para o lado da cama e viu Sigrid sentada ao lado de sua cama. Ela está segurando sua mão. Sigrid não saiu do lado de Erik a noite toda, ela rezou até adormecer de cansaço. Erik começou a acariciar o cabelo ruivo de Sigrid, mas não disse uma palavra. Ele não queria acordar Sigrid, que dorme tão profundamente. O sol entrou pela janela e iluminou o quarto. Sigrid então acordou e sentiu as carícias de Erik em seu cabelo. Ela se levantou rapidamente, olhou nos olhos de Erik e começou a chorar de alegria, abraçou-o com força e Erik a envolveu em seus braços.
— Erik! Você está se sentindo bem? — disse Sigrid chorando.
— Sim. Estou bem Sigrid... Estou feliz em te ver... Mas estou com muita fome e cansaço. Afinal, onde estamos? O que aconteceu comigo? Minha última lembrança foi daquela mulher esquisita me beijando... — disse Erik bem devagar, ele ainda está fraco.
— Erik aconteceu tantas coisas... Depois que você desmaiou, conseguimos escapar para Ancestral Islands... Com a ajuda de Christer. Vou te contar tudo, mas primeiro você precisa se alimentar. Vou pedir que sirvam comida — disse Sigrid, ainda chorando.
— Estamos em Ancestral Islands? Precisamos mesmo conversar um monte de coisas... O reino de Sunrise Lands tornou-se uma terra contaminada, não se parece em nada com o reino em que crescemos — disse Erik tristemente.
— Baldor e seu filho... Com aqueles seres. Eles estão destruindo tudo que nossos ancestrais construíram... — disse Sigrid fechando o punho com raiva — Vou avisar Adônis e os outros que você acordou e está bem.
Então Sigrid foi ao quarto de Anninka e disse a ela que Erik acordou, Anninka ficou tão feliz que rapidamente pulou da cama e foi se vestir. Sigrid foi ao quarto de Solveig que já havia acordado, Sigrid contou a ele sobre Erik e pediu a Solveig que mandasse os cozinheiros levarem comida para o quarto de Erik. Solveig ficou animado e correu para a cozinha. Sigrid foi para o quarto do Rei Adônis e da Rainha Dione. Do lado de fora do quarto, ela avisou que Erik já está acordado, Adônis ficou feliz e mandou ela chamar Ingrid para examinar Erik e começou a se vestir. Enquanto tenta acordar Dione. Ainda é cedo, muitos no castelo estão dormindo. Minutos depois, Anninka entrou no quarto de Erik, correu para a cama e o abraçou com força e Erik a abraçou com força também.
— Erik! Você deixou todo mundo preocupado... Achei que íamos perder você também. Estou muito feliz — disse Anninka, com os olhos lacrimejando.
— Sinto muito, Anninka... Eu não queria preocupá-la... Por que você disse "me perder também", alguém morreu? — perguntou Erik temendo más notícias.
— Christer se sacrificou... Graças a ele estamos vivos... Gostaria de tê-lo salvado, mas fui atingida e desmaiei como você viu — disse Anninka tristemente.
— Eu... eu fui um fardo para todos. Christer morreu por minha culpa, por culpa do meu descuido... Você não teve culpa Anninka — disse Erik totalmente abalado.
— Não se culpe, Erik... O sacrifício de Christer não foi em vão. Agora temos uma chance de nos fortalecer, Elliott e aqueles seres vão atacar Ancestral Islands em breve, tenho certeza — disse Anninka tentando fazer com que Erik não se sentisse culpado.
Erik ficou em silêncio e não disse nada sobre Christer. Poucos minutos depois, Sigrid entrou no quarto com Solveig e os criados que começaram a servir a comida de Erik. Solveig abraçou Erik com força e sentou-se em uma das cadeiras do quarto, Sigrid fez o mesmo e esperou que Erik se alimentasse. Então Adônis, Dione e Ingrid entraram no quarto. Todos saudaram Adônis e Dione.
— Vossa Majestade Adônis Foínix! Vossa Majestade Dione Monókeros! Lady Ingrid Grýpas — disse Sigrid apresentando a Erik, ele só conhecia Adônis e Dione pelo nome, mas nunca os conheceu pessoalmente.
— É uma honra conhecê-los! Obrigado por nos receber. Sei que me ajudaram, mas não sei o que aconteceu... Só que meu querido amigo morreu — disse Erik com muito respeito e em tom muito triste.
— Fico feliz em vê-lo vivo e bem Erik, precisamos conversar seriamente... Mas primeiro Lady Ingrid vai examinar seu corpo. Contaremos tudo enquanto isso — disse Adônis bastante sério.
— Também estou feliz em ver você bem. Erik você foi amaldiçoado pela mulher que o beijou, Sigrid e Ingrid ajudaram a desfazer essa maldição, seu corpo é muito resistente também, Sassafras te ajudou em Fjern Dal — disse Dione, ela ficou impressionada com a resistência de Erik.
— A magia da minha irmã foi essencial, o corpo dele está bem, sem sequela — disse Ingrid terminando de examinar Erik — mas um dia de descanso e você ficará totalmente bem.
— Ótimo. Bom trabalho Ingrid, Sigrid e minha querida Dione. Erik primeiro, vamos contar o que aconteceu em Sunrise Lands logo após o seu resgate... Esses seres eu tenho certeza que são do continente Néo Kósmo. Resumindo no ano de 863 do quarto milênio, o Rei Asteros Foínix foi informado de um naufrágio na costa da ilha Emporikós Kólpos. Ao procurar por sobreviventes, algo assustou a população local, uma parte da embarcação que chegou à costa era enorme, muito diferente dos navios da época. Os corpos que chegaram a costa assustaram ainda mais a população. São como os nossos corpos... Mas as orelhas são pontudas, a pele é muito branca. Até que encontraram dois dos seres que sobreviveram ao naufrágio. Eles não expressaram nenhuma reação e não tentaram escapar da captura dos guardas. Algo mais surpreendente aconteceu... Eles falam a nossa língua. Um deles revelou que é de outro continente e queria falar com o líder ou Rei local. Os guardas não perderam tempo, levaram os seres ao castelo para falar com o Rei Asteros Foínix. O ser revelou a Asteros que seu nome é Elthalion, que veio de um continente distante e sua cidade natal se chama Merethyl. Ele disse ao Rei que nesta cidade eles vivem com humanos em paz e que sua raça é élfica, então eles são diferentes, elfos são mais habilidosos que os humanos e vivem muito mais, podendo viver por milênios. O elfo então disse ao Rei que ele é um feiticeiro e estava em uma missão tentando explorar seu próprio continente, mas foi pego por uma tempestade e conseguiu usar sua magia para salvar a ele e seu amigo Aranil. O Rei Asteros tornou-se muito amigo dos dois elfos, ele aprendeu muito sobre o outro continente. Elthalion disse ao Rei que precisava retornar a Merethyl, mas os navios de Ancestral Islands não seriam capazes de cruzar o grande mar e também os marinheiros de Ancestral Islands não sabiam viajar para tão longe. Asteros pediu aos elfos que ensinassem a construir grandes embarcações, ele queria ir junto para ver este continente. Demorou meses para construir um navio capaz de cruzar o grande mar, o Rei Asteros foi o primeiro a pisar em Néo Kósmo e batizou o continente com esse nome. Assim começou a relação de Ancestral Islands e Néo Kósmo. Asteros prometeu manter segredo do resto do continente por medo, pois o povo de Ancestral Islands estavam com medo até de uma invasão e algo o surpreendeu em sua visita, metade da população élfica é capaz de usar magia. Néo Kósmo é inexplorado até hoje, então provavelmente sabemos que outras raças vivem nas partes inexploradas. Isso explica os seres que estão em Sunrise Lands... Como chegaram aqui, que é o mistério — concluiu Adônis, revelando toda a história da descoberta de Néo Kósmo.
— Muita informação ao mesmo tempo... Um continente inexplorado, diferentes raças. Mas algo me intrigou, eles são capazes de usar magia, algo que mesmo para nós não é tão simples, já que de cada dez crianças, duas ou três podem usar magia... Isso é considerado algo único e exclusivo em nosso continente. Pensando bem, o Rei Asteros fez bem em manter isso em segredo. O ser com o rosto de esqueleto que me derrotou em Sunrise Lands, ele está de alguma forma conectado a Baldor e Alexander... É uma longa história — disse Erik, totalmente intrigado com tanta informação.
— Você então entendeu o ponto de vista do Rei Asteros... Essa informação era confidencial, os únicos que sabiam desse segredo eram os reinos de Fjern Dal e Ancestral Islands. Mas depois de tudo que aconteceu em nosso continente, as únicas pessoas que não podem saber esse segredo são os humanos corruptos. A mulher que te amaldiçoou é uma Necromancer, ela é bastante perigosa, sua magia é rara mesmo dentro de feitiços raros, poucos livros têm informações sobre necromancia. É uma magia capaz de ressuscitar até os mortos e se comunicar com eles... Isso explica o fato de seu ex amigo estar vivo — disse Dione em tom sério e temendo o pior.
— Quando ela me beijou, meu corpo estremeceu e senti uma dor terrível até que perdi a consciência. Não me lembro de mais nada — disse Erik, ele sente medo dessa mulher.
— Pouco depois de você ficar inconsciente, fomos encurralados por Elliott e os seres... Christer então decidiu se sacrificar para que pudéssemos escapar imediatamente. Ele removeu o selo do poder e conseguiu segurar os inimigos... Foi então que fugimos para Fjern Dal. Com a ajuda de Sassafrás conseguimos trazê-lo para Rainha Dione aqui em Ancestral Islands — disse Sigrid, que se sente culpada pela morte de Christer.
— Anninka me contou sobre o sacrifício de Christer... Devemos nossas vidas a ele, precisamos derrotar esses seres e tirar os falsos Reis dos tronos de nossos ancestrais. Vamos recuperar o corpo de Christer assim que eu estiver totalmente recuperado vamos voltar para Ancestral Islands — disse Erik determinado.
— Não acho que seja uma boa ideia Erik... Me desculpe, mas atualmente você não está no nível dos seres que estão em Sunrise Lands. Vai ser muito arriscado voltar lá, estamos sobre um possível ataque... Tenho uma proposta para vocês — disse Adônis aconselhando Erik da melhor maneira.
— Não estamos realmente no nível deles, mas gostaria de recuperar o corpo de Christer. Rei Adônis com sua proposta, podemos fazer isso? — perguntou Erik esperançoso.
— Erik, em primeiro lugar. O que realmente aconteceu em Sunrise Lands, você ainda não nos contou, eu preciso ser informado de tudo — disse Adônis, olhando sério para Erik.
— Perdão! Rei Adônis, vou lhe contar tudo imediatamente, mas tenho que lhe contar tudo o que aconteceu dois anos antes de eu ser acusado do assassinato de Baldor — disse Erik, naquele momento ele ficou com uma expressão séria.
— Ótimo, vamos todos ouvir. No final vou te oferecer uma oferta — disse Adônis, ele não quer perder tempo.
Erik então começou a contar os eventos que o levaram a ser acusado de assassinato na morte do Rei Baldor, o Justo, dois anos antes de quase ser executado. Na época Baldor ajudou o Rei Tyorgrim Mečka. O Rei usurpador na conquista de Isete Fjell, eles já estavam começando a preparar o exército para a guerra contra Creigiog Mountains. Creigiog é um reino de difícil acesso, suas cidades ficam em montanhas gigantes, mas o exército está cada vez mais perto.
Em 171 do quinto milênio. Depois de ficar exilado, treinando em Sunrise Lands dentro de uma caverna, Erik decidiu que era hora de ir atrás de seus irmãos, foi para Creigiog Mountains em busca de Sigvard. Erik tinha 20 anos na época, seu cabelo é ruivo e comprido, batia em seu ombro. Ele usa armadura leve no peito, com proteção para o braço, calça preta, luvas e botas. Ele usa um capuz que esconde seu rosto e cabelo, Erik se veste todo de preto, carrega uma espada no cinto e uma pequena adaga. Em sua jornada, já dentro do reino de Creigiog, ele chegou em um pequeno vilarejo, antes das grandes cidades que ficam no topo das grandes montanhas. Entrou numa pequena tarbena, para descansar da longa viagem, sentou-se a uma das mesas, pediu alguma coisa para comer e uma caneca de cerveja. Foi então que percebeu que alguém estava olhando para ele na mesa dos fundos da taberna, um homem que ele não conseguia reconhecer por causa do capuz que esse homem usa. Erik tentou não se incomodar com a presença do homem, continuou a beber sua cerveja e comer. Erik saiu da taberna e começou a desamarrar seu cavalo, até que alguém se aproximou, Erik colocou a mão no punho da espada.
— Vejo que não é de Creigiog, o que você procura aqui? Fugindo da guerra — disse um homem estranho para Erik.
— Não te interessa. Melhor me deixar em paz e seguir seu caminho — disse Erik, olhando para o homem, então percebeu que era o mesmo que estava olhando para ele na taberna.
— Calma amigo, não vou te roubar, percebi que você não é daqui. Procurando por alguém? — disse o homem estranho.
Naquele momento, Erik puxou a adaga e colocou-a no pescoço do homem. Então o homem rapidamente agarrou o ombro de Erik e o jogou no chão, Erik largou a adaga, o homem sacou a espada quando atacou Erik foi surpreendido por Erik que lançou um feitiço que fez o ar sacudir o homem para longe.
— Puta merda! Você é um feiticeiro, precisamos sair daqui — disse o homem, visto que o barulho chamou a atenção do povo do vilarejo.
— Quem é você? Porque você está interessado em saber quem eu sou — disse Erik segurando a adaga.
— Siga-me, eu sei que você não vai confiar em mim, mas você pode me matar se eu fizer algo estranho — disse o homem, ele está nervoso.
Erik concordou e os dois deixaram o vilarejo a cavalo, ele seguiu o homem até uma cabana. Erik não ficou com medo, qualquer movimento repentino, ele poderia lançar um feitiço e escapar, mas de alguma forma ele confiou um pouco naquele homem.
— Chegamos, estou nesta cabana, sou um mercenário, percebi pelo seu jeito que não é daqui e que está procurando alguém. O povo de Creigiog não costuma encarar os outros por muito tempo — disse o estranho, parece ser uma pessoa muito vivida.
— Mercenário? Certo. Mas ainda não entendo o que você quer comigo, se o povo de Creigiog não costuma encarar tanto. Então que porra você estava fazendo na taberna olhando para mim — disse Erik, sem entender.
— Se você está procurando alguém, eu posso te ajudar, olhei um pouco para você, mas você estava olhando para mim, amigo. Bom, eu posso te ajudar. Eu sei tudo dentro de Creigiog e não apenas aqui. Tenho vários contatos. Você é um feiticeiro, a que família você pertence? — disse o estranho, ele não perde tempo.
— Não sou seu amigo, sua presença me incomodou. Você nem se apresentou ainda e está oferecendo seus serviços, ótimo — disse Erik, rindo.
— Perdão! Meu Senhor, meu nome é Juksemaker. Me perdoe também por incomodar você — disse o homem chamado Juksemaker, sendo irônico.
— Juksemaker? "Trapaceiro", que nome criativo... Meu nome é Das Rote, mas obrigado Senhor Juksemaker não vou precisar dos seus serviços — disse Erik se preparando para subir no cavalo.
— Ok, começamos errado. Meu nome é Solveig, meu apelido no submundo é Juksemaker. Eu posso guiá-lo dentro do reino. Sei que os membros das famílias primordiais não conhecem bem os outros reinos, podemos negociar — disse Juksemaker, revelando seu nome verdadeiro, foi assim que Erik conheceu Solveig.
— Solveig. Ok, meu nome é Erik por enquanto, acho melhor esconder meu sobrenome, pelo menos até que eu confie em você... Na verdade, eu não sei muito sobre o reino. Você poderia me ajudar a chegar a Grýtt Land? — disse Erik, ele ainda não confia em Solveig mas precisa de ajuda para encontrar Sigvard.
— Erik, não vou insistir em saber seu sobrenome, mas posso ajudá-lo, conheço Grýtt Land melhor do que o próprio Rei de Creigiog, é uma viagem de um dia. Podemos sair amanhã de manhã, você pode dormir na minha cabana, tenho um colchão de palha sobrando ou alugue um quarto na hospedagem. Mas não é tão confortável assim, acredite — disse Solveig, ele não parece um cara mau intencionado.
— Aceito seu convite, mas se tentar me roubar ou me capturar, juro que mato você, Solveig... — disse Erik em tom sério.
— Relaxe, esta cabana não é tão confortável, mas servirá — disse Solveig, rindo.
Os dois amarraram os cavalos e entraram na cabana, já estava escurecendo. Erik colocou a espada ao lado da cama de palha e se deitou, Solveig pegou uma garrafa de vodka e ofereceu a Erik, mas ele recusou. Então Erik depois de um tempo começou a dormir, ele estava cansado da longa jornada de Sunrise Lands para Creigiog. Solveig continuou bebendo vodka até adormecer. Pela manhã Solveig já havia preparado os cavalos, acordou Erik com pão e cerveja, Erik se surpreendeu e comeu. Ele passou a confiar um pouco em Solveig.
— A estrada para Grýtt Land é um pouco perigosa, mas acredito que no momento está muito movimentada, várias pessoas estão fugindo de Isete que foi recentemente conquistada. Não vamos ter problemas — disse Solveig, bastante confiante.
— Você é habilidoso, acredito que não teremos problemas. Há quanto tempo você é um mercenário do submundo? — perguntou Erik, muito curioso.
— Fui criado para ser um assassino... Não me julgue, afinal tenho que sobreviver — disse Solveig montando no cavalo.
— Eu não julgo ninguém, até achar que é necessário julgar... — disse Erik, montando em seu cavalo.
— Compreendo. Você não parece um nobre, falando assim — disse Solveig olhando nos olhos de Erik.
— Não importa. Vamos rápido! Não podemos perder tempo — disse Erik, os dois começaram a cavalgar até Grýtt Land.
A estrada é calma e tranquila, o clima é agradável, Erik ficou admirando as belas paisagens, as montanhas de longe, Creigiog é um lugar montanhoso, todas as grandes cidades ficam no topo das montanhas. Os habitantes de Creigiog são calmos, mas não gostam muito de viajantes estrangeiros. Naquela época, o Rei Eileif Sfinks, já estava preparado para a guerra.
Erik será capaz de encontrar seu irmão Sigvard no meio da guerra que se aproxima de Creigiog Mountains.
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