Os Últimos De Nós
4 Capítulo 4 - Sangue na Estrada
Notas iniciais
Desculpem a demora! *w*
Esperamos que gostem do capítulo e mandem reviews para fazer nossa felicidade! =D UHSUHAUS'
Boa leitura! (:
Capítulo 4 – Sangue na Estrada
“- Eu também te amo, muito! — respondeu Santana chorando e logo depois deu um tiro no peito de Brittany, que morreu sorrindo por ouvir que Santana a amava.”
E nesse meio tempo Santana não notou o que ocorria ao seu redor. Não notou os tiros recomeçarem. Não notou os apelos de Joseph. Não notou os gritos de Nathan. Simplesmente... Não notou. Porque Brittany merecia mais que isso. Ela merecia um velório, merecia algo que mostrasse o quão boa ela era – isso se existisse. Ela merecia mais do que ficar num quarto de um hospital cheio de Walkers.
– Santana?! Santana, pelo amor de Deus! Nós temos que ver o que é isso! Temos que sair daqui antes que mais walkers entrem e acabem com tudo! – Disse Nathan desesperado ajudando Joseph a retirar os armários que colocaram para prender a porta. Porém Santana continuava na mesma posição: sentada ao lado de Brittany, abraçando-a e chorando como se o mundo estivesse acabando – o que é muito irônico, por que realmente estava.
– SANTANA! VAMOS! LEVANTA DAÍ! – Gritou Nathan. Agora não estava apenas desesperado, e sim irritado. – NÃO HÁ MAIS NADA QUE VOCÊ POSSA FAZER POR ELA! VAMOS! – Gritou novamente. Parece que agora Santana ouviu e começou a se afastar de Brittany bem lentamente e, para a surpresa de todos, beijou os cabelos sedosos da loira e pegou o lençol que estava jogado no fim da maca. Arrumou-a como podia e foi cobrindo-a delicadamente, chorando cada vez mais. Ao que parece Nathan se comoveu com a cena e parou com suas tentativas desesperadas de organizar algo, porém Joseph se quer olhou para o que ocorria. Ele estava liberando a porta e chamou a atenção de Nathan para ajudá-lo enquanto Santana retirava um pingente de unicórnio do bolso e colocava-o sobre o coração da loira que um dia foi uma garota pura, delicada e inteligente. Uma garota admirável. Sua garota.
– Venham, vamos sair desse lugar! Santana, nós podemos usar aquela maca do corredor pra bloquear a porta, se você quiser.... Nathan, procure saber de onde veio o som dos tiros, mas fique no corredor. Vem Santana, não há mais nada que possamos fazer nessas condições. – Disse Joseph aflito procurando arquitetar um plano para conseguirem fugir daquele hospital, o que, no momento, parecia impossível.
Santana saiu da sala por algum milagre e foi ajudar a bloquear a porta, enquanto Nathan olhava desesperado para todas as direções, já que o barulho dos tiros estava ficando mais alto a cada segundo. Ele também se perguntava como pessoas teriam tantas balas num apocalipse zumbi, onde eles não tinham se quer armas apropriadas e só os facões davam para todos.
Nathan pulou de susto quando ouviu um tiro vindo do final do corredor. Os três se olharam assustados e correram em direção à escada – era a saída mais rápida no momento. Porém para a total surpresa dos mesmos a escada estava bloqueada por uma grade onde havia no mínimo sete walkers procurando um pedaço de qualquer pessoa que seja. Todos se assustaram, mas Joseph segurou Nathan e Santana antes que os dois fossem pegos. Correram para a direção dos elevadores e Nathan apertou o botão de um deles, que revelou cerca de três walkers dentro. Nathan matou um e Joseph matou os outros dois, enquanto Santana estava tentando apressá-los para dentro do elevador quando viu uma garota loira de cabelos curtos, um asiático de cabelos negros e um negro alto que estava com o braço direito arranhado e sangrando.
Santana se assustou com a quantidade de Walkers que estavam entrando no corredor e pulou para o elevador, arrastando Joseph e Nathan junto. Mas Joseph o segurou.
– JOSEPH, VOCÊ É LOUCO?! NÓS VAMOS MORRER AQUI! SOLTA ESSA PORTA! – Gritava Nathan desesperado enquanto Santana batia nas mãos de Joseph para a porta se fechar.
– Não Nathan! Não posso deixar essas pessoas morrendo aqui... EI, VOCÊS! VENHAM LOGO! – Gritou para os três que ainda estavam no fim do corredor. Infelizmente um deles se distraiu e levou uma mordida na garganta, jorrando sangue pelo chão enquanto o grito de dor ecoava pelo prédio antigo. Os outros dois estavam correndo, mas a loira parou assim que ouviu o grito, fazendo o rapaz bater contra ela e os dois quase irem ao chão. O garoto a puxou pela cintura e foi arrastando-a até o elevador, onde Joseph matou dois walkers antes da porta se fechar completamente.
Todos estavam ofegantes no elevador enquanto a loira estava se recuperando do susto de ver seu amigo sendo mordido. Joseph queria perguntar o nome deles, já que poderiam ser uma ameaça ao grupo, mas a principal preocupação de todos naquele hospital era apenas viver. O elevador estava quase chegando ao térreo quando a loira se levantou em um pulo, secou o rosto, retirou uma faca da bota e recarregou a arma. Todos pareciam ter acordado do susto quando viram o térreo vazio, graças aos tiros que os levaram até o segundo andar. Nathan começou a correr na frente para ver até que ponto estava vazio e como poderiam fazer para chegar ao ônibus que estava do outro lado do muro, pelo que tinham visto do quarto onde Brittany estava.
Nathan espiou pela janela de onde um dia foi a recepção e viu uns dez walkers, pelo o que ele pôde contar até ter que fechar a persiana e se esconder para pensar, afinal eles teriam que sair dali. E bem rápido!
– Os dois sabem manusear bem os facões, certo? Precisaremos ser rápidos se ainda quisermos sair disso com vida. Pelo o que eu vi lá em cima o ônibus está parado do outro lado do muro, logo ao lado do portão. Contei uns dez walkers até conseguirmos sair, portanto é melhor correr e matar apenas os necessários. Não fiquem parados para lutar com eles, podem vir mais Walkers e é melhor nós sairmos daqui agora antes que sejamos mordidos. – Disse Nathan mandando um olhar disfarçado para ver se algum dos dois estava mordido ou arranhado. Aparentemente estava tudo bem, então fez um sinal para que os outros o seguissem e pegassem seus facões. Nathan e Joseph foram na frente enquanto Santana os cobria, matando apenas um ou dois walkers. Os outros dois ficaram cobrindo Santana e protegendo a retaguarda do grupo. Andavam devagar, passos curtos e silenciosos, olhavam para todos os lados, estavam assustados, é claro! Afinal, nunca tinham enfrentado uma horda tão grande. Era insano sair correndo e ir para o ônibus, Nathan hesitou e por alguns segundo cogitou nessa opção, mas depois "voltou" a si e percebeu que se fizesse isso, colocaria a vida de todos em perigo. O medo, o medo era insuportável, a incerteza também, ninguém sabia qual sentimento era mais forte: O medo ou a incerteza? Mas sabiam que os dois não eram uma boa combinação. Dianna mal conseguia segurar sua faca, tremia por inteiro, ela ainda não havia ingerido o fato de que seu amigo havia morrido e que logo se transformaria em "um deles", que começaria a grunhir, cambalear e ir atrás de carne humana. Glenn estava em silêncio... Um silêncio que podemos classificar como anormal, já que ele é uma pessoa que fala muito. Finalmente chegaram até a entrada, podiam avistar o portão e uma pequena parte do ônibus.
– Rápido! O ônibus está lá, vamos! — sussurrou Joseph puxando Nathan pela sua camiseta do Red Hot Chili Peppers e Santana pela sua jaqueta de couro vermelho.
– Dianna, Glenn! Vamos, estamos quase lá! — sussurrou Santana empurrando os dois.
Joseph parou do nada e todos se perguntavam mentalmente o porquê, até que os grunhidos dos walkers ficaram cada vez mais altos. Todos olharam para trás e viram uma horda saindo da antiga recepção do hospital, caindo das janelas do segundo andar, vindo do pequeno jardim da residência ao lado. Dianna gritou e todos começaram a correr. Ao chegarem à rua, encontraram outra horda de zumbis batendo nas portas e nas janelas do ônibus, como uma sincronia. Era possível ver através do vidro sujo Blair e Megan segurando as portas, Claire chorando desesperada apertando sua pelúcia e Taylor agachada em frente a Kevin, que tinha o pulso sangrando incontrolavelmente.
– Joseph! Rápido, me dê um impulso, podemos entrar pela entrada de ar do ônibus.
Joseph entrelaçou seus dedos e Nathan colocou seu pé sob eles, Joseph o levantou e Nathan com uma ligeira dificuldade conseguiu subir. Em seguida Santana subiu, logo após Dianna e por fim Glenn. Nathan estendeu sua mão e Joseph a pegou, subiu rapidamente e quase foi abocanhado por um walker.
– Ah meu Deus! Glenn, você está vendo?! Os Johnsons! Eram tão bons... Eles adoravam animais e agora estão devorando cachorros! — gritou Dianna com lágrimas nos olhos.
– Dianna, você precisa aceitar o fato de que estamos num apocalipse zumbi! Tudo mudou. — respondeu Santana tentando "consertar" os ânimos por ali.
– Gente, por favor, precisamos nos focar no que interessa! — falou Nathan colocando suas pernas na entrada de ar.
– Vamos, vocês precisam se apressar se querem realmente sobreviver! — gritou Joseph puxando Dianna e tirando-a do seu transe.
Todos entraram no ônibus. Nathan abraçou Claire e a pegou no colo, tentando acalmá-la, depois, foi até Taylor e perguntou com um enorme sorriso no rosto:
– O Taylor! O que aconteceu com o Kevin?
– O curativo se soltou e o pulso dele começou a sangrar. Alguns walkers chegaram aqui por causa do sangue e outros por causa dos gritos da Claire. — contou Taylor sem levantar os olhos para Nathan ou nem sequer abraçá-lo por estar vivo. Ela queria abraçá-lo, mas o orgulho foi mais forte. Nathan, percebendo que Taylor não queria falar com ele, foi ajudar Megan junto com Santana. Megan estava ofegante, quase chorando, mas ela não queria que pensassem que ela é fraca, então segurou as lágrimas e colocou toda a força do seu corpo nos seus braços e continuou segurando a porta.
– Você está bem Blair? — perguntou Joseph.
– É claro que não! Estou segurando uma droga de porta para que os walkers não entrem e meu filho não para de sangrar! Você realmente tem a cara de pau de perguntar se estou bem? — gritou Blair exibindo uma face de indignação e descontrole.
– Sai daí garotinha. Deixa que eu seguro essa porta. — pediu Glenn para Megan com um ligeiro sorriso no olhar.
– Pode deixar, eu aguento. — respondeu Megan com uma face um pouco indignada.
– Não, você não vai aguentar pra sempre! — falou Glenn puxando Megan e tomando seu lugar para segurar a porta.
Dianna estava ali, parada, olhando todos ao seu redor fazendo alguma coisa... Se sentiu inútil, invisível e impotente. Taylor estava cuidando de Kevin, Nathan e Santana acalmavam Claire, Glenn e Megan seguravam a porta da frente e Joseph e Blair a porta de trás. Sentiu vontade de pegar sua faca e cortar seu pescoço, assim estaria livre de todo aquele inferno.
"Inútil, faz alguma coisa!". Essa frase repetia e repetia na mente de Dianna, até que ela percebeu que dois walkers estavam conseguindo subir no ônibus pela porta trancada de trás, alguma coisa a empurrou e ela correu até o banco do motorista, fez ligação direta e deu partida. Incontáveis walkers foram atropelados. Todos ainda estavam pasmos com a atitude de Dianna, até ela mesma estava pasma. Glenn, Megan, Blair e Joseph saíram de perto das portas, Blair foi verificar se Kevin estava melhor, Megan fez o mesmo, Glenn sentou no banco do passageiro sem falar nada, pegou na mão de Dianna e disse:
– Ei, vai ficar tudo bem, ok?
Dianna abaixou sua cabeça e começou a chorar. Joseph a tirou do banco do motorista delicadamente e a colocou sentada no banco logo atrás de Glenn, Dianna colocou seus pés no banco, abaixou a cabeça até os joelhos e voltou a chorar. Joseph agora dirigia. Não sabia pra onde. Ninguém sabia... Mas seguiam o sangue na estrada.
– Filho, você está bem?! — perguntava Blair sem parar.
– Estou mãe, só estou com sono... — respondeu Kevin com a voz fraca.
– Kevin, você não pode dormir agora, não agora. — aconselhou Taylor demonstrando preocupação.
– Taylor, muito obrigada por ajudar meu filho! — agradeceu Blair virando-se para Taylor.
–Não foi nada Blair, estamos juntos nessa agora, é cada um ajudando o outro. — disse Taylor abraçando Blair.
– Olha, eu sempre gostei de você, do seu estilo, da sua personalidade, das suas atitudes... Eu e meu marido sempre planejávamos ter outro filho, queríamos uma menina, mas... Bom, queria que soubesse que você é a filha que eu não tive. — falou Blair sorrindo com lágrimas nos olhos. Taylor ficou sem resposta... Ninguém nunca havia lhe elogiado assim. Agora ela tinha uma mãe!
Nathan percebeu que Santana estava distante de todos, sentada no fundo do ônibus, olhando alguma coisa em sua mão. Nathan colocou Claire no chão e ela foi se sentar com Megan que ficaram conversando sobre assuntos aleatórios. Chegou até o fundo do ônibus e sentou-se ao lado de Santana, que fez um olhar de timidez e tristeza, Santana tentou esconder o que estava vendo, mas Nathan perguntou:
– O que você está vendo? Posso ver também?
– É uma coisa muito pessoal. Não quero mostrar e não devo mostrar pra ninguém. — respondeu Santana com aspereza.
– Mas nós somos amigos agora, certo? — disse Nathan tentando "decifrar" Santana.
– É, mas...
– Vai me mostra.
Santana tirou do bolso de sua jaqueta uma foto sua e de Brittany, a última foto que haviam tirado antes do inferno se instalar na Terra.
– Que foto linda! — respondeu Nathan com um longo sorriso no rosto fazendo com que Santana sorrisse.
Taylor ouviu Santana rindo e olhou para os dois no fundo, sorrindo. Por um segundo, preferiu que Nathan estivesse chorando, uma parte obscura de Taylor tomou conta de seus pensamentos. Ela não acreditava que estava sentindo ciúme, ela que sempre fora uma pessoa que nunca precisou de ninguém, além de achar insano se apaixonar ou sentir desejo sexual por alguém durante um apocalipse zumbi, Taylor não sabia o que sentia naquele momento, uma mistura de ódio, paixão, ciúme, orgulho e tristeza, Taylor imaginou-se indo até lá e puxando Nathan para longe de Santana, mas ela não se humilharia tanto, ainda lhe restava um pingo de amor-próprio. Ela imaginava tudo isso, mas sem mover um músculo.
Lá na frente, Glenn mostrava para Joseph o caminho de onde ele, Dianna e Michael se escondiam.
– Porque vocês vieram até o hospital? — perguntou Blair intrigada.
– Michael tinha asma e suas bombinhas haviam acabado. Precisávamos de mais para caso a asma atacasse. — respondeu Glenn olhando para o céu estrelado.
– Sinto muito pela sua perda. — disse Blair com uma expressão de solidariedade.
– Obrigado. — depois de uma pausa Glenn continuou – Ele não merecia isso... Nos ajudou tanto quando mais precisamos! Mas... Infelizmente não há mais nada a se fazer.
Dito isso Glenn fechou os olhos e encostou a cabeça no banco, tentando impedir que as lágrimas escapassem. Dianna abaixou a cabeça por alguns segundos e depois voltou a olhar a estrada com um olhar vidrado. Um silêncio mórbido se instalou naquele lugar.
Viraram a direita, como Glenn tinha dito antes de terem aquela conversa, e encontraram uma casa amarela bem antiga com as janelas aparentemente trancadas e um carro estacionado na frente, o que fez Joseph encostar o ônibus entre a calçada e a rua. Joseph abriu a porta do ônibus e ninguém se moveu até Glenn tomar a iniciativa e puxar seu facão do piso do ônibus. Ele desceu cuidadosamente, olhou a rua e passou pelo carro para entrar na casa, porém foi surpreendido por um Walker que “correu” na sua direção. Com o susto Glenn quase derrubou seu facão, mas se recuperou antes mesmo que Joseph pudesse tomar seu lugar e cravou o facão na cabeça do mesmo. Todos assustaram um pouco com a cena, já que Glenn poderia ter sido mordido e Dianna não aguentaria perder mais um amigo daquele jeito.
Glenn limpou um pouco seu facão na roupa do Walker e seguiu para a porta da casa, dessa vez mais atento com walkers que poderiam aparecer. Agarrou uma madeira na parte de baixo da porta e foi puxando até a porta ficar com um buraco do tamanho médio de uma criança, onde dava para todos passarem razoavelmente. Ele entrou seguido por Dianna e todos hesitaram até Taylor entrar.
Depois que todos estavam acomodados numa mesa de onde um dia foi a cozinha, Glenn começou hesitantemente a falar.
– Olha, eu acho melhor nós passarmos a noite aqui... Quero dizer, nós estamos aqui há uma semana e nenhum Walker conseguiu entrar até agora. Por hora é melhor ficarmos aqui e amanhã decidimos o que podemos fazer.
– Glenn está certo. Eu já estava cogitando essa ideia, mas não sabia se seria bem aceita... Vocês estão de acordo? Nós poderíamos buscar mantimentos, roupas e cobertores no ônibus e passar a noite aqui. – Disse Joseph com uma expressão um pouco incerta. Ao ver que todos concordaram com a cabeça Joseph abriu um sorriso aliviado.
– Então vamos buscar o que precisaremos? – Disse ao se levantar sendo logo seguido por Nathan, Taylor, Santana, Glenn e Dianna, que já estava mais estabilizada agora.
Os cinco passaram pelo mesmo vão da porta e chegaram ao ônibus sem nenhum problema. Cada um deles ajudou a pegar as malar – agora arrumadas – e o que eles conseguiram resgatar dos enlatados que tinham e levaram para dentro da casa em menos de meia hora, matando apenas um Walker que estava caído perto de uma lixeira três casas a frente.
Blair e Dianna ficaram conversando e preparando os enlatados e os macarrões instantâneos que Glenn havia pego alguns dias atrás enquanto os outros arrumavam a casa evitando fazer o mínimo barulho possível. Santana e Nathan estavam arrumando a sala, Joseph e Taylor os quartos e as crianças estavam sentadas no canto da cozinha conversando, exceto Kevin que estava quieto apenas olhando a mãe.
Por volta de quarenta minutos depois todos já haviam acabado de jantar, então Dianna e Santana ficaram para organizar as coisas na cozinha e Joseph pediu para Taylor e Nathan irem à parte de trás da casa ver se havia algum Walker por perto. Nathan se levantou e pegou seu facão e Taylor o seguiu hesitante. Andaram pela casa, passaram pelo banheiro de visitas e encontraram uma porta. Nathan empurrou-a e a abriu, dando passagem a Taylor. A loira foi para o lado esquerdo do quintal e ele para o lado direito. Os dois em um silêncio constrangedor, até que Nathan percebeu que não teria outra chance para falar com ela assim tão cedo, então chegou mais perto e perguntou hesitante:
– Taylor... Eu fiz alguma coisa para você?
– Não Nathan! Continue procurando, se tiver algum Walker por aqui ele não vai esperar você parar para fofocar feito uma velha. – Disse Taylor seca.
– Já olhei o lado direito e não achei nada, então será que você pode falar comigo? – Nathan disse irritado com uma expressão de confusão em seu rosto.
– Não, não posso. Você terminou de olhar seu lado, mas eu não terminei de olhar o meu. – Taylor disse se esquivando cada vez que Nathan tentava chegar mais perto, até que o moreno se irritou e agarrou o braço dela, que com o susto deixou o facão cair no chão.
– Será que agora dá para você falar comigo? – Disse Nathan irritado.
– Desculpe Nathan, mas não dá! – Disse Taylor com lágrimas nos olhos. Vendo o estado da garota Nathan amoleceu seu aperto e Taylor conseguiu se soltar e correr para dentro chorando, deixando um Nathan arrependido, magoado e confuso olhando para a escuridão da noite.
Notas finais
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P.S.: Nós imaginamos a Quinn como Dianna, então... (:
Beeeeeeeeeijos ;*
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