Notas iniciais
Boa leitura! ;)

O loiro em questão olhou para trás e achou estranho, ele sentiu como se alguém tivesse falando dele. Ele não ligou muito e voltou a fazer o seu caminho. Ele já tinha conversado com a Nanami, ela se encontrava preocupada com ele, falando sobre a sua tristeza. Ele, Jinguji Ren, triste? Improvável, somente estava com o peito destruído, mas isso iria se recuperar rapidamente.

Não era a primeira vez que seu coração tinha sido retorcido daquele jeito, ambas as vezes por Masato. Ele ficaria bem. Ele tinha falado para Nanami que estava bem. Notou nos olhos dela que ela não acreditava, mas sorrindo como sempre ela poderia acreditar.

Todos acreditavam.

Ele poderia sobreviver a isso muito bem, não se importaria com as palavras de uns ou o olhar insuportável que Ranmaru o dava.

— Kajima... – disse para si ao ver a menina circulando. O seu desejo era de voltar e enfrentar outra coisa. Ele nunca se imaginou fugindo de uma menina. Quando ele deu um passo para longe dela, ele parou. Se ele nunca fugiu de uma menina não seria hoje. – Ele se virou e seguiu até ela sorrindo. – Lady Kajima. – parou em frente a ela. – Faz muito tempo que não a vejo, senti falta de olhar para o seu lindo rosto.

A menina se assustou com a abordagem. Olhou o sujeito Jinguji Ren seu rival, fechou a feição.

— O que deseja? — perguntou soando meio áspera, não que ela não achava o loiro lindo, pelo contrario, mas seu noivo era mais importante — Preciso achar meu noivo, você não o viu? — perguntou usando uma de suas expressões doces.

— Realmente precisa dele? – Ren continuou sorrindo, apesar de que agora tinha colocado a mão na parede como apoio. – Tem a mim inteiro para você nesse momento, my princess.

— Sim, eu preciso somente dele. — disse ignorando a astucia do loiro — Nós conversamos hoje de manhã e bem ele vai pedir minha mão no próximo final de semana, se quiser ir... Ah é! Você não pode, o pai de Masayan não permitiria. — disse sorrindo de lado — É uma pena... Até! — disse se afastando.

— Kajima... – ele a seguiu, sempre com o sorriso no rosto para não estar abalado com isso. Só queria que a dor diminuísse ao invés de aumentar desse jeito em saber do casamento. Masato não deveria ter feito isso com ele. Ter se entregado a paixão, chorado em seus braços e falado coisas que dominassem a sua mente no mesmo dia que tinha dito a ela que lhe pediria a mão. – O que o pai de Masato poderia fazer quanto a isso? – a puxou para si. – Tem certeza que somente Masato a interessa? – passou os dedos por sua pele. – Eu poderia suprir todas as suas necessidades que ele não poderia lhe dar.

— Não me toque, esta jogando muito sujo, sabia? — disse dando um passo para manter distância. — Olha eu já disse que somente Masayan importa para mim! — falava séria. — Por que não vai atrás do seu rebanho e nos deixa em paz? — fez uma pausa. – E respondendo sua pergunta será na casa do Masayan, toda a família estará lá. Você é proibido de entrar, por isso nos poupe de escândalos. — disse.

— É? – ele voltou a segurá-la. – Sou proibido? – a encarou. – Como você é intima, não? Sabe que sou proibido, sabe de tanta coisa de mim!

— A deixe em paz, Jinguji! — disse uma voz baixa vinda atrás de Ren. – Kajima. — Masato se aproximou dos dois e pegou a mão dela e a trazendo delicadamente para seu lado. — Com licença. — disse sem olhar para o loiro.

— Já vai fugir Hijirikawa? – Ren sorria, mas dessa vez somente de lado. Encarava o de cabelos azuis se perguntando se Ranmaru estava por perto. A ultima vez que tinha visto os dois eles tinham se retirado da sala. – Tem medo que eu lhe roube a noiva?

— Você não conseguiria. — disse Kajima olhando o loiro de rabo de olho. — Como meu noivo disse anteriormente, nos deixe em paz! — puxou o maior, o loiro nem deveria estar ali aliciando seu noivo.

— Kajima, princess. – Ren a encarou. – Eu tenho a capacidade de conseguir tudo que quero. – lentamente se aproximou dela e não olhou para Masato, se olhasse seria pior. Ele tocou no queixo dela e sorriu. – Se eu te quiser, eu posso tê-la!

— Chega Jinguji! — disse Masato irritado aquilo estava sendo torturante — Nos deixa em paz! — pediu ainda sem olhá-lo e seguindo em frente, deixaria a garota na ala das meninas e depois voltaria para arrumar suas coisas.

— Como sempre fugindo, Hijirikawa. – Ren avisou ao longe. – Com sempre se distanciando como se nada estivesse acontecendo. Tão hipócrita, tão perfeito na sua vidinha de casado, na sua família feliz. — falava cada vez mais alto. – Sabe mesmo o que está fazendo?

Masato podia responder, mas não quis seguiu corredor a fora. Não trocou muitas palavras com Kajima a deixou na ala feminina e seguiu para seu dormitório. Tinha que arrumar suas coisas. Seguiu para seu lado e começou a arrumar, sentia tanta dor, ainda mais por ter que fazer isso que não queria, como ficar perto e longe ao mesmo tempo.

Segundos depois Ren abriu a porta do quarto e o encontrou lá. Ele o encarou e seguiu sem medo algum na sua direção e segurou a sua mão.

— Covarde. – tirou as coisas de sua mão. – Covarde. – o encarou. – Está fazendo como sempre fez, fugir. Tem tanto medo de mim assim?

Masato passou a tremer.

— Se... Eu fosse covarde, eu jamais te deixaria, pois eu precisei de coragem para deixar tudo, por uma vidinha medíocre, uma farsa de família feliz! — disse o olhando pela primeira vez no dia. Ren os viu perfeitamente, um azul triste naqueles olhos. — Eu não fugi antes, era proibido de vê-lo! — completou.

— Já me disse isso, sobre proibição. – Ren o largou e se distanciou. Falou sobre ser proibido, somente não tinha respondido o porquê. Talvez por serem famílias rivais, talvez por ser uma má influência. Qualquer coisa. – Se não é covardia, isso tudo significa o que? – apontou para as coisas. – Não aguenta ficar perto de mim?

— Não! — respondeu se sentando no degrau. — Não consigo, me machuca muito. — voltou a abaixar o olhar.

— Isso para mim é ser covarde. – Ren não o olhou, seguiu andando pelo quarto, olhando para todas as direções. – Você me pediu para ficar longe, para esquecer se não você sairia. Eu estava vivendo sobre uma ameaça de ter longe e quando eu resolvo... Você quer se distanciar. – olhou para Masato. – Não precisa sair do quarto, nada irá mudar o que já aconteceu.

— Ser... Covarde, eu desisti de tudo que eu quero Ren. — sussurrou estava muito ferido, ele sabia que tinha culpa por não fazer Jinguji feliz, mas ele estava pegando pesado, ele não estava compreendendo a situação, havia mais pessoas no meio.

— E no fim estamos aqui, você noivo e eu... – o loiro respirou profundamente e passou a mão pelo cabelo. – Nunca achei que algo parecido aconteceria comigo. – olhou para a janela, perdido nos próprios pensamentos. Ficou longos segundos calado até se virar e olhar para Masato. – Prometo deixar você em paz se me prometer que não sairá desse quarto. – era uma promessa falsa, pois ele tinha uma pressentimento que não conseguiria ficar longe Masato. Sofreria com o noivado dele.

Hijirikawa o olhou e depois pensou no que poderia acontecer se ficasse ali, não queria que o loiro o deixasse em paz, sabia que era errado, mas ele também era humano.

— Sabe, eu vim antes de você para ver este aposento, e eu sabia que ia ficar com você. — disse olhando para o chão. — Eu poderia ter mudado, mas eu quis ficar porque finalmente eu ficaria perto de você. — falava em um tom baixo. — Você é muito importante para mim, eu não queria que fosse assim, mas eu não posso mudar meu destino medíocre e hipócrita. — sentiu seus olhos ficarem molhados.

Ren o olhou atentamente e se sentou na cama, encarando Masato astutamente. O sorriso estava lá porque ele sabia que Masato o queria do mesmo jeito que o queria. Hijirikawa estava questionando o seu destino, isso queria dizer que ele poderia mudar, só faltava um pouco de coragem.

— Quando eu disse que poderia te roubar juntamente com a sua irmã eu não estava brincando. – o encarou. – Mas eu te deixarei em paz, mas se lembre da promessa que fez a little lady sobre você ficar sempre comigo.

— Eu sei desta promessa, eu não vou quebra-la e eu não tenho a intenção de sair do seu lado. — disse se levantando e indo ate a gaveta e pegando uma coisa. — Mas não pense que nos roubar resolveria. — se aproximou do loiro. — Mai, precisa ficar perto da nossa mãe, eu não quero sair de perto dela e se você fizesse isso nós não nos formaríamos. Seria ruim para todos. — disse parando a frente dele. — Tente entender!

— Estou tentando o máximo entender. – o loiro levantou uma mão e tocou em sua cintura. Os dedos traçando o tecido de cima para baixo. – Mas não entendo. – confessou e trouxe Masato para perto de si, encostando o rosto na barriga dele, fechando os olhos perdido. – Jamais senti essa necessidade antes de estar perto de algo sem ser você. Sinto algo sufocante em saber que viverá sua vida com outra pessoa.

— Ren... Eu penso a mesma coisa. — disse baixo pondo um colar no pescoço dele, o pingente era um anel, todo trabalhado com ouro branco e uma safira lindamente esculpida. Queria ficar com ele, o abraçando assim, mas não podia como tudo em sua vida.

— O que é isso? – o loiro tocou na joia, encarando aquilo interrogativamente. Seus olhos azuis se levantaram e sua mão segurou mais firme na cintura fina.

— Isso é a herança que minha avó me deu. — disse analisando o anel — Não sei se lembra dela, enfim ela me passou isso. — falava baixo. — Para eu dar para a pessoa mais importante para mim, eu não me sentiria bem dando isso para Kajima, por isso eu quero que fique com você.

— A pessoa mais importante. – Ren repetiu as palavras e tocou a joia.

Não tinham saídos palavras sobre “eu te amo” em nenhuma das bocas, mas aquela joia ele julgava ser muito cara. Uma herança deixada para Masato para entregar para a pessoa mais importante. Masato já lhe tinha lhe dado algo mais preciso que o anel. E por isso o puxou para si e se deitou com ele naquela cama. Não o acariciou de forma sugestiva ao algo parecido. Somente o abraçou sobre aquela cama e sentiu o cheiro nos fios azuis. Masato tinha se entregado para ele, dado a sua primeira vez.

Não era a primeira vez que tirava a pureza de alguém. As garotas se entregavam porque era ele, porque ele era bonito, rico e sedutor. Para ter a ideia que “Minha primeira vez foi com Jinguji Ren”, um prêmio. Não ligava muito para isso, ambas as partes tinham interesse nisso. Mas a primeira vez de Masato foi diferente. O primeiro beijo foi diferente. E agora aquela joia.

Masato até o via como um príncipe.

Um príncipe que poderia salvá-lo. Irônico como estava tentando fazer isso e Masato não permitia. E mais irônico ainda quando menos esperava e queria ele acabava se apaixonando. Contudo ele deveria estar muito perdido por achar que se apaixonou agora. Apertando Masato em seus braços ele não tinha como negar que desde sua infância esteve apaixonado.

— Eu quero você! – disse. Descendo a mão pelas costas. – Somente você e esquecer do mundo.

Masato poderia sair, mas não tinha forças. Sentia o cheiro de Jinguji o dominando ele não conseguia mais fugir.

— Jinguji, por favor não comece. — pediu com a voz baixa. — Você prometeu. — disse pondo a mão no peito do maior e olhando-o nos olhos. — Assim como prometi que não sairia daqui.

Ren suspirou. Agora ele sempre teria que se conter e não tocar, não beijar. Ele não conseguiria isso. Masato dormia bem ali ao lado, isso seria tentador demais. Só que não o queria mais longe. Não o queria fora daquele quarto. O casamento já o deixaria distante, se Masato saísse do quarto já não poderia vê-lo jamais.

Retirou as mãos sobre ele e o deixou de lado. Seus olhos foram ocultados pelo cabelo, suas mãos estavam fixas nos próprios joelhos se controlando. Levantou-se e jogou o cabelo sorrindo, sentindo o colar tilintar em seu peito. O escondeu sob as suas vestis. Ele não olhou para Masato, pois cavaria a própria sepultura. Esfregou as mãos e ficou andando pelo quarto, pensativo até segurar um dos seus dardos.

— Como queria. – disse distante, olhando o objeto e o jogando para se acalmar.

— UTA —

Ranmaru analisava os últimos papeis quando jogou as mãos para cima sinalizando que havia terminado seu trabalho. Levantou o olhar e viu uma coisa engraçada, Camus estava hipnotizado olhando para Ai que organizar umas pastas. Aquele Camus, sempre foi meio babão pelo Mikaze.

— Mikaze vem aqui! — pediu Kurosaki com um sorriso de lado, Mikaze levantou uma sobrancelha. — Ah qual é?! Não farei nada. — disse se levantando.

Mikaze o olhou suspeitando de algo por isso não foi.

— Eu sei que vai fazer alguma estupidez, me recuso, por que não adianta o trabalho de amanha ao invés de brincar com a paciência das pessoas. — disse se levantando.

Kurosaki se aproximou do menor e segurou sua cintura o levantando.

Camus se levantou de sua poltrona e olhou para Ranmaru, um arrepio subindo junto com um sentimento ruim. Ele fechou o semblante e olhou para o outro.

— O que pensa que está fazendo, Kurosaki? – deu a volta na mesa e seguiu até eles. – Solte-o agora! – exigiu.

— Relaxa Myu-chan! — disse kurosaki o abraçando. — Tão fofinho. — disse sentindo uma aura negra crescer.

— Pare com isso. – Camus se aproximou e retirou Mikaze dos braços de Ranmaru e o colocou para trás de si, o protegendo. – Ele não é o tipo de pessoa que você vai tratar como outro. Ele merece respeito, Kurosaki.

— Calma, eu não faria nada com ele somos apenas amigos. — disse sorrindo de lado — Ate que enfim se mostrou. — viu Mikaze o olhar sério — Que é? Já sei que esta com Camus! – disse ao menor.

— Isso não te interessa, deixa de ser idiota e eu não gosto que me abracem. — disse. — Camus é o único que pode me abraçar – concluiu.

— Ah para com isso! Mas nunca pensei que você falaria isso. — disse meio surpreso — Vou ir ver o Reiji, hoje vai ser divertido. – disse. — As sete lá no nosso dormitório, precisamos marcar um encontro a quatro e Ai melhor pedir permissão, seria chato você não ir. — disse acenando um tchau e saindo do local.

— Idiota. – Camus rosnou e olhou para Ai, vendo se estava tudo bem com ele. Se não estava ferido ou outra coisa. Ele tinha que lidar com cada coisa hoje, com a felicidade de retribuição de toques por parte de Ai, ainda com esse lhe beijando com livre e espontânea vontade, depois teve que lidar com Natsuki o chamando de fofo e agora Ranmaru. – Está tudo bem com você? Aquele idiota, só porque Kotobuki está com ele agora ele pensa que pode agir assim.

— Esta tudo bem...já terminei, eu vou indo para o dormitório — disse Mikaze em tom calmo, como se nada tivesse acontecido. — Ranmaru... Por isso Reiji não foi, eu passei no quarto dele e ele estava andando esquisito.- pensou. — Você vem? -perguntou.

— Reiji andando esquisito... – Camus se surpreendeu. Era por isso que Ranmaru estava sorrindo feito idiota. Ele e Reiji tinham... — ele não queria imaginar acena, por isso balançou a cabeça. – Você vai para o quarto deles na hora marcada?

— Vou gosto de ficar com eles. — disse dando de ombros. — Bem, eu vou indo vou tomar banho — disse se afastando, ele não costumava falar o que ia fazer, mas estava fazendo muitas coisas que não tinha acostume ultimamente.

— UTA —

Quando Ranmaru entrou no quarto, ele não encontrou Reiji deitado na cama e nenhum lugar no quarto. Quando se virou ele foi atacado por trás, braços e pernas o circularam e as mãos cobriram os seus olhos.

— É um assalto, me entregue seu coração ou te encherei de beijos molhados e babados que você não irá gostar. – uma voz risonha veio até o seu ouvido.

— Reiji!! — disse o carregando até a cama e o jogando lá. — Como foi seu dia? — perguntou mordendo o pescoço do menor de leve. — O meu foi um saco. — disse olhando nos olhos alegres do outro.

— O meu foi chato. – esticou os braços sorrindo. – Tive que reaprender a andar. – se sentou roubando um beijo de Ranmaru e ficou em pé na cama. Ele deveria estar muito agoniado de estar no quarto sem fazer nada. Pois ele estava pulando sobre a cama e sobre Ranmaru. – Ai-Ai veio me visitar, mas ainda estava mancando. Eu já estava saindo, falar para o sensei que não estava bem. – mordeu a orelha dele. – Senti falta do mundo de fora. Como estão os calouros?

— Bem, sobre o Camus e Ai virão mais tarde. Eu os chamei para passar o tempo. – disse apertando a cintura de Reiji e descendo uma mão para o bumbum do menor cautelosamente. — Dói? — perguntou apertando levemente.

— Ainda arde um pouco. – Reiji o respondeu, fazendo uma pequena careta de dor e segurou o seu rosto para olhá-lo. – Que bom que eles virão, mas e meus calouros, Ran-Ran?

— Os seus estão bem, os de Mikaze passaram no teste. — ele não queria muito falar sobre isso, mas enfim, Reiji estava preocupado. — Ren e Masato estão nada bem, mas só poderei ajuda-los se pedirem a mim. — indicou acariciando a cintura de Reiji.

— Ran-Ran somente da um passo adiante quando a outra parte dá? – Reiji afundou os dedos em seu cabelo, massageando suavemente até dar um beijo em sua testa. – Vou dar o meu jeitinho quando sair. – o abraçou. – Devemos ficar separados quando Myu-chan chegar com Ai-Ai, não é?

— Não, eles já sabem, assim como eu sei que ele e Ai estão juntos. — disse fechando os olhos apreciando o toque do menor passou a acariciar as nádegas do menor. — Não te machuquei muito, né? — perguntou preocupado.

— Eu estava querendo tanto que esquecia a dor na hora. – o moreno confessou e sorriu, achando curioso que enquanto ele acariciava a cabeça de Ranmaru enquanto esse acariciava o seu bumbum. – Nada fora do comum. – fechou os olhos. – Eu desconfiava que aqueles dois estivessem juntos. – desceu os dedos até o pescoço de Ranmaru. – Diga novamente aquilo que você me disse naquela hora. – ele pediu com olhos pidões.

— Que eu te amo? — disse tocando no rosto de Reiji e beijando lhe a cabeça.

— Sim! – Reiji sorriu mais feliz e o abraçou forte. – Estou tão feliz. – sussurrava beijando a cabeça de Ranmaru também. – Esperei tanto por isso. – ria. – Agora estou realizado. Eu jurava que nunca escutaria isso de você. – confessava. – Eu sempre me perguntava se era certo manter esse sentimento para com o meu melhor amigo.

— Me desculpa, mas agora eu só pertenço a você, pode me castigar por não ter correspondido antes. — disse abrindo os olhos e pegou as mãos de Reiji colocando em seu peito — Você pode ter liberdade de me tocar. — disse — Seja egoísta comigo! — pediu

— Ran-Ran é engraçado! – Reiji acabou por rir e encostar a cabeça no ombro dele. – Você sabe que não é de meu perfil castigar ninguém. – o abraçou. – E tenho agora todo o tempo no mundo para tocar em você, sem medo nenhum. – olhou em seus olhos. – E estar em sua cama sem ser escondido.

— Você se escondia na minha cama? — perguntou com um sorriso pervertido. — Anda Reiji mexe em mim! — pediu pegando a mão de Reiji e passando pelo seu corpo.

— Ran-Ran... – o outro segurou os seus braços e o encarou. Ranmaru estava desejando muito ser tocado por ele. Sempre cogitou o contrario, na verdade desejou o contrário, ele ser tocado por Ranmaru. – Eu me escondia... – começou a contar enquanto apertava o antebraço de Ranmaru e os dedos massageavam. – A primeira vez que fiz isso, eu somente queria sentir o seu cheiro no travesseiro, depois com o tempo a coisa foi fugindo do meu controle e de repente me via suado sobre a sua cama. Ficava tão desesperado para você não descobrir que eu cuidava de arrumar sua cama e de lavar os seus lençóis por causa disso.

Kurosaki estava pasmo, seu pequeno era bem danado, sempre soube que atrás de toda aquela inocência havia uma grande malicia, achava bom não ser o único depravado entre os dois. O jeito que Reiji o tocava era relaxante.

— Então, hoje você fará mochi para mim? — pediu voltando a fechar os olhos para descansar um pouco, Reiji era sempre muito atencioso com ele andando de um lado para outro ao seu lado. Por que não percebeu antes?

— Irei fazer mochi para vocês. – piscou um olhou e o deitou sobre a cama, acariciando os ombros descendo até o peito. – Se lembre de que Myu-chan e Ai-ai virão! – avisou, seguindo até os braços para depois as mãos irem até o tórax, era como uma massagem. – Farei mais um pouco para Tokki e Otoyan... – sorriu para si.

— Só para mim! — disse rosnando ficando por cima do menor — Você é meu! — disse lhe dando um selinho. — Não gosto de dividir o que é meu, entendeu? — perguntou descendo os beijos na pele macia – Perfeito! — sussurrou descendo os beijos por cima da blusa, pondo uma mão por baixo e apertando os botões.

— Ran-Ran... – o que estava por debaixo fechou os olhos. – Somente dividir os mochis, não estou me dividindo! – tocou em seu braço. – Você sabe que eu sou somente seu, eu somente cozinho para os outros, mas meu coração é somente seu!

— Hum! – rosnou voltando a lhe beijar, queria passar o resto da tarde assim, beijando seu amado. Ele estava amando nunca pensou que amaria alguém daquele jeito — Você vai dormir comigo todos os dias, não é? — disse — Amo seu cheiro. — sussurrou descendo e ficando no tórax e dando chupões leves lá. enquanto outra mão estimulava o membro do menor.

— Ran-Ran, não deixe marcas. – Reiji pedia com os olhos fechados, parado recebendo o carinho e suspirando em prazer. – Eu irei fazer natação, não seria bom. – avisou, suas mãos indo até os cabelos.

— Use muita roupa longa! — disse continuando com os beijos, em seguida desceu a calça do menor e a cueca em seguida mostrando o membro pulsante – Lindo... — disse o pondo na boca.

— Natação não tem graça se for com roupa longa. – Reiji brincou fechando os olhos, sua cabeça se virou e ele suspirou levando a mão até a boca. – Seja delicado comigo. – pedia. – Ainda estou me recuperando.

—Tem toda graça possível. — disse Ranmaru tirando o membro da boca e o lambendo. — Você é o primeiro que eu tenho vontade de fazer isso, eu não curto brincar com o pênis de ninguém a não ser o meu. — disse mordendo a virilha de Reiji.

— Você é o meu primeiro em tudo, então não irei reclamar da maneira educada que falou. – o outro ria com o pensamento que Ranmaru era carinhoso e ao mesmo tempo mantinha aquele jeito selvagem dele. – Ran-Ran, não me marque tanto. – pediu novamente. – Ran-Ran... – tentou se levantar, e segurar-lhe o rosto. – Ran-Ran, está me marcando em lugares impróprios.

— Pertence a mim agora. — disse kurosaki mostrando os lábios molhados e vermelhos, logo voltou a sugar o membro do outro de forma mais rápida e possessiva.

O outro estava se contorcendo e gemendo. Ele estava perdendo os sentidos com isso, com a possessão de Ranmaru. Quando deu por si, ele não pode mais se segurar e se liberou nos lábios de Ranmaru, encolhendo-se na cama e tomando ar. Ranmaru se levantou olhou o rostinho vermelho de seu pequeno e depois foi no banheiro limpar a boca, não tinha nojo de Reiji, mas iria beija-lo e não queria que o menor provasse do próprio gosto

— Meu pequeno. — disse subindo na cama e se jogando em cima dele e escondendo o rosto no pescoço do menor — Vou dormir, só me acorde mais tarde. — pediu o abraçando, queria descansar ao menos um pouco naquela posição.

— Ran-Ran é um aproveitador! – abraçou Ranmaru, cansado e curtindo sentir o coração do maior bater. – Aproveita de meu corpo e depois vai dormir. – também fechou os olhos. – Mandando em mim! – bocejou, desejando acordar para se arrumar, bem antes que Camus chegasse com Ai.

—UTA-

Quando Ren largou seus dardos para atender a porta, ele esperava que fosse algo bem importante que fosse acabar com aquele silencio insuportável que estava ocorrendo em seu quarto. Somente que a encomenda foi melhor do que esperava.

Ver que Natsuki estava parado em sua porta, com aquele sorriso habitual e feliz dele. Levantando um cesto com biscoitos com uma mão e com a outra segurava Syo, o carregando para dentro do quarto. Pelo menos eles ajudariam a quebrar o clima estranho que estava ocorrendo no quarto.

— Trouxe biscoitos caseiros e trouxe Syo-chan! – colocou o baixinho no chão. – Vocês pareciam tristes, comida sempre anima todo mundo.

— Interessante. – Ren sorriu se aproximando e olhando para Syo. – Então você já pode se casar com Natsuki. Baixinho, ele sabe cozinhar!

— Cala a boca, Ren!- disse em tom irritado, desta vez ele não iria proibir Natsuki de dar os biscoitos, pois tinha ajudado a fazer.

— Eu farei chá então para acompanhar. — disse Masato se levantando para por água no fogo. — disse indo para seu minifogão.

— Que ótimo. – Natsuki deixou o cesto sobre uma mesa e olhou para eles. – Estão melhores?

— Eu sempre estive perfeitamente bem. – Ren levantou o queixo. – Eu não estava doente, só não queria comparecer a aula.

— Esse tipo de coisa não será bom para o seu futuro. – Natsuki advertiu se aproximando.

— Meu futuro nada tem haver com a escola. – Ren continuava sorrindo, colocando as mãos no bolso e parando ao lado de Syo, com um ar de superioridade. – Com minha aparência eu posso conquistar espaço na mídia, como desejado, fazer trabalhos como modelo, ser cantor. Não há nenhum problema no que devo ser, contando que use minha imagem.

— Mesmo assim a escola é importante. – o outro loiro de óculos sinalizou e olhou em direção a Masato. – Está melhor, Masa-chan?

— Sim, eu só precisava me focar. — disse arrumando a mesa, Ren estava sendo muito negligente com o futuro dele, mas infelizmente não poderia optar, pois não tinha nada a ver com o loiro.

— Então estão melhores, fico feliz com isso. – o rapaz de óculos olhou para todos sorrindo. – Então o lanche será melhor ainda.

— E vocês dois? – Ren apontou para eles. Estava a fim de se divertir. – Resolveram o que tinham de resolver?

— Sim, Mikaze-senpai me irritou, mas já passou. — disse Syo se sentando do lado de Masato. — E vocês conseguiram compor alguma coisa? Eu e Natsuki estamos quase terminando. — disse olhando o contraste na decoração.

— Eu não estou falando das tarefas, baixinho. – Ren sorriu ainda mais quando Natsuki o olhou curioso. – Estou falando a sua virgindade! – foi direto.

— Ren! — disse elevando a voz — Você é idiota ou o que? Eu não vou falar sobre isso. — disse ficando extremamente vermelho.

— Oh! – o loiro o encarou e depois olhou para Natsuki sorrindo. – Pelo jeito vocês fizeram nada, não é? Achei que depois de minha dica resultaria em algo. Você tem que agir, Natsuki.

— Eu prometi ao Syo-chan que eu o esperaria ficar preparado. – Natsuki não parecia afetado pelas palavras, parecia lidar com o assunto com espontaneidade.

— Pelo que fiquei sabendo, você estava muito preparado para isso. – Ren insinuou o encarando. – O baixinho deve estar se divertindo muito com você!

— Jinguji, por favor, não interfira nos assuntos alheios. — Masato disse pondo o bule de chá na mesa. — Eu não terminei ainda porque tive outros assuntos para resolver.

— Tipo seu casamento — disse Syo olhando para Masato. — Esta correndo um boato na escola que você e a Kajima estão prometidos. — disse.

Ren rapidamente perdeu o sorriso, mas virou o rosto e passou a mão pelo cabelo. Natsuki o olhou rapidamente, mas deu de ombros e olhou para Masato.

— Se Masa-chan vai casar, acho que ele irá usar as roupas tradicionais para o casamento. – ele se referia ao kimono que o noivo usaria, assim como o Kimono diferente da noiva e o fato de ela trocar de roupa quatro vezes no casamento. – Seria muito fofo. Eu já imaginei Syo-chan com o Kimono do noivo, mas ele ficaria melhor de noiva. Vou fazer um kimono de noiva para ele. – disse animado.

— Ambos os casamentos seriam uma piada. – Ren deixou escapar.

— Não fale assim dos outros Jinguji, se nós... — Masato já ia fazer besteira por isso respirou fundo. — Não desrespeite assim os outros — pediu.

— As pessoas tem uma necessidade tão insignificante de casar. – Ren deu de ombros e começou a atirar os dardos. – Gasta muito dinheiro com festas, bebidas, roupas para no fim se separarem. – insinuou algo.

— Se houver amor o casamento resiste! – Natsuki defendeu a ideia do casamento.

— Se você acredita que há! – Ren o olhou e sorriu. – Se você acredita faria um kimono tradicional de noiva para Syo, para se casar com ele?

— Syo-chan e eu nos casaríamos e viveríamos felizes porque amamos um ao outro. – Natsuki continuou defendendo e abraçou o baixinho em questão.

— Isso mesmo o casamento de vocês iria sobreviver porque há amor. – Ren sorriu para os dois e olhou para Masato. – Não é, Hijirikawa?

— Jinguji... — disse baixo. Estava chateado com aquela situação também, ele não queria se casar também, estava sendo obrigado. Será que ele não entendia isso? — Se vocês não têm nenhum impedimento, não vejo o porquê de não se casarem. — disse.

— Ren você esta falando isso por que Masato não aceitou você. — Syo disse olhando o loiro atirar dardos. — Você é muito pervertido para ele. — disse olhando agora para Masato.

Ren parou de atirar os dados, porém ficou encarando o alvo sem se virar para eles dois.

— Então é isso! – Natsuki olhou para Syo. – Agora entendi os olhares de Ren-cha para Masa-chan. – sorriu. – Ele está...

— Não! – Ren o cortou e olhou para eles dois sorrindo e girando os dados nos dedos. – Eu estou surpreso que vocês chegaram mesmo a cogitar algo entre Hijirikawa e eu.

— Mas você...

— Eu gosto do meu rebanho. – Ren cortou Natsuki. – Gosto de estar livre, sentir a paixão de cada uma.

— Ren está ferido. – Natsuki o encarou ao comentar. Ren buscava sorrir e comentar das garotas quando seus olhos estavam ficando cada vez mais negros.

— Difícil me ferir. – o outro loiro continuava sorrindo. – Enfim, ficaremos falando sobre mim ou sobre o casamento de vocês? – ele mudou de assunto. – Só vocês mesmo que ficarão aqui? Ou o Ichi e o Otoya virão também?

Masato o olhou com uma feição triste, Ren não iria assumir nada até porque ele era o rei entre as meninas, abaixou a cabeça e se sentou perto de Natsuki, começando a servir os visitantes.

— Mas... — Syo calou a boca viu como Masato havia ficado era melhor calado para não magoá-lo mais. — Natsuki amanha é sua aula de culinária junto com Masato. — disse mudando de assunto. — Falando sobre os outros Otoya está ocupado e Ichinose não esta na escola. — disse tomando um pouco de chá.

— Ocupado é? – Ren se virou para voltar ao seu exercício mental de atirar dardos. – Seria interessante se eles estivessem aqui. Atormentar Ichi usando o Otoya.

— Hum, eu acho que eles estão ficando, pois dormiram agarradinhos. — disse Syo se lembrando da noite que dormira no quarto dos dois. — Ah! E o Otoya cantou para ele dormir. — disse.

— Muito feio, baixinho. – Ren sorriu para ele. – Compartilhar da intimidade dos outros enquanto deixou Natsuki na mão.

— Ren-chan... – Natsuki continuava sorrindo. – Syo-chan só teve pequenos problemas a resolver, não teve culpa. E pense positivo, ele viu uma cena linda. Tokiya deve ficar bem calminho com Otoya cantando para ele.

— Ichi vai acabar se ferrando com isso. – Ren levantou uma sobrancelha ao definir isso na mente. – Se vocês acreditam mesmo que eles dois estão juntos, como vocês esperam que deva estar a mente do Ichi ao escutar dos alunos daqui que Otoya está com o irmão gêmeo dele?

— Não sei, eu acho que ele ta mal, o que podemos fazer e ficar ao lado deles. — disse Syo terminando de tomar chá. — Masato, está tudo bem? Está trêmulo. — perguntou Syo preocupado.

— Sim, eu só preciso descansar. — disse baixo, ele sentia que não estava bem, mas não queria preocupar ninguém. — O que pensaram em escrever na composição? — perguntou para se distrair.

— Eu penso sobre escrever sobre alguém que me protege. – o de óculos comentou. – É como se eu sentisse que alguém me protegesse.

— Interessante. – Ren o olhou. – Ichi deve estar escrevendo sobre amores proibidos e o coração partido em ver a pessoa que ama com outro.

— Por que acha isso? – Natsuki o olhou atentamente, achando estranho Ren supor algo de Tokiya.

— Porque se eu fosse ele, eu escreveria sobre isso. – virou o rosto largando os dardos de lado e se sentou sobre a sua cama encarando Masato de forma intensa. – Suponho que Hijirikawa vá escrever sobre sentimentos confusos e abandonos de amor.

— Eu nao sei, estava escrevendo sobre memórias de infância. — disse se sentindo um pouco zonzo, não entendia o porquê, pois havia tomado seus remédios. Era melhor tentar se controlar, pegou a xícara e tomou um pouco de chá.

— Mas é para ser juntos, vocês dois. — disse Syo olhando Masato, este não parecia bem. — Natsuki e eu nos damos muito bem, só nos dois. — disse não queria Satsuki voltasse e era exatamente dele que Natsuki falava quando se sentia protegido.

— Hijirikawa é autossuficiente e um gênio para escrever. – pensando assim, Ren parecia elogiar Masato. – Minha capacidade e companhia somente iriam atrapalhá-lo. – dessa vez tinha um ponto de sarcasmo.

— Mas acho que seria melhor fazerem juntos. — disse Syo analisando Masato. — Pode ir descansar Masato, Na-chan e eu estamos indo. — disse agradecendo a comida. — Vem Na-chan! — disse o chamando.

— Não se esqueçam de comer meus biscoitos para melhorar – Natsuki avisou saindo com Syo do quarto.

Quando eles saíram, Ren olhou para Masato e seguiu até ele até parar em frente a ele.

— Não tomou as suas vitaminas? – perguntou casualmente. – Aposto que não tomou leite, devo buscar para você?

— Sim, as tomei, obrigado por se preocupar. — Masato se levantou também. — Eu só estou um pouco tonto, mas vai passar. — disse recolhendo as coisas e indo limpar. — Eu já tomei leite — falou baixo.

— Então o que você tem é emocional. – Ren o analisou e o seguiu de perto para se certificar que Masato não cairia. – Essa sua ideia está te adoecendo.

— Eu sei! — disse Masato baixo, ele nao sabia o que estava acontecendo. — Não era para eu estar assim, eu tenho me cuidado. Talvez eu tenha o mesmo destino da minha mãe, ficar num hospital. — disse – Sozinho... Eu acho que não mereço nada. Minha mãe está no hospital desde que Mai nasceu. — disse.

— Só porque o destino dela foi esse. – Ren o abraçou por trás e encostou a testa no ombro dele. – Não quer dizer que esse seja o seu destino, você viverá para sempre saudável, eu irei cuidar de você!

— Mas você... V.ai ficar com seu rebanho. — disse se sentindo apoiado no loiro — Eu agradeço por querer cuidar de mim. — disse terminando de limpar a louça, vou só me trocar, quer escrever a musica comigo? — perguntou, ainda estava ferido com o que o Ren havia dito sobre não terem nada. Mas realmente não tinham.

— Quero fazer outras coisas com você, mas se escrever música é o que deseja eu tenho que me contentar. – Ren o abraçou mais um pouco, beijando em seu pescoço e se afastou indo até a sua cama. – Te espero na minha cama, Masato! – olhou por sobre o ombro e piscou um olho.

— Mas, não vamos escrever na mesa? — disse indo pegar o papel e indo até o lado de Ren. — Bem, você que ler? — perguntou estendendo o papel, voltando a se sentir tonto e teve que se sentar.

— Melhor na minha cama e juntos, para dar mais ideias para a música. – puxou Masato para o seu colo, acariciando o seu rosto e beijando a sua bochecha. – Não quer descansar? Você está mal ainda, fazer essa tarefa irá te tirar forças.

— Não, Jinguji o que esta fazendo? — perguntou ele estava no colo de Ren não era assim que tinha que ser. — Eu vou ficar bem! — disse tentando sair do colo do maior — Jinguji se concentra. — pediu.

— Será melhor assim. – Ren sorriu.

Ele foi até o centro da cama, sempre puxando Masato com ele, até encostar as costas contra a cabeceira e deixar Masato no meio de suas pernas, de costas para ele e apoiando o corpo contra o seu peito. Pegou o papel e colocou nas mãos de Masato e apoiou o queixo em seu ombro.

— Pronto. – sussurrou no ouvido do de cabelo azul. – Estou cuidando de você e ao mesmo tempo fazendo trabalho.

— Isso! Tudo bem Jinguji, só não passe dos limites. — pediu — O que acha da música até agora? Pode mudar e acrescentar. — disse mostrando o papel a ele.

— Perfeito. – passou os lábios pelo nódulo da orelha. – Tudo que sai de suas mãos sempre sai perfeito.

— Jinguji, por favor, para com isso. — pediu se sentindo quente e constrangido. — É melhor eu ir dormir então já que você está deste jeito — disse.

— Dormir, certo. – Ren sorriu e se arrumou melhor, deitando-se e virando Masato para si, segurando sua cintura com uma mão e o outro braço passando pelos ombros. – Dormir será melhor para você! E viu? Estou vestido. – encarou os olhos.

— Ren, eu quero ir para minha cama. — pediu tentando se afastar do maior, Jinguji estava o vencendo por insistência, até que ele não estava querendo sair também, mas ele não podia permitir que o loiro o tocasse.

— Não estou fazendo nada de errado, estou cuidando de você somente. – o loiro sorria, acariciando as suas costas. – Cuidarei de você melhor aqui! – beijou o canto dos seus olhos. – Não se preocupe.

— Nao faça mesmo! — disse era melhor concordar, ele estava meio fraco e Ren poderia cuidar dele, mesmo ele achando que aquilo só piorava — Sem beijos, ficaremos como quando éramos pequenos, sem malicia. — disse fechando os olhos — Obrigado!- disse baixo.

Se Ren fosse pensar em ficar como eles ficavam quando eram crianças, ele deveria ter deixado Masato na outra cama e se distanciado. Sem beijos e sem malicia, ele fazia isso quando ele dormia com Masato quando eram crianças.

O seu pequeno amigo frágil pegava na sua mão para dormir, talvez para se proteger de pesadelos, ou para se sentir protegido e seguro perto de alguém. Enquanto ele ficava horas, acordado vendo Masato dormir, de olho em sua respiração, zelando e o protegendo e quando a loucura lhe batia, ele beijava a testa de seu amigo.

Nos tempos atuais, lembrando-se disso ele não sabia definir quando foi que se apaixonou pelo Masato, mas sabia que esse amor esteve lá durante anos. E também soube que ele estava tão ferrado como Tokiya por estar amando alguém que estaria com outra pessoa.

Notas finais
Agradecemos a leitura até aqui!! XD As coisas irão esquentar!! Esperamos que estejam gostando. Alguma sugestão, critica e comentário? :)