Notas iniciais
Boa leitura.

— Ran-Ran... – Reiji cutucava as costas de Ranmaru, que continuava a dormir sobre ele. – Ran-Ran, está na hora de acordar. Myu-chan e Ai-Ai irão chegar daqui a pouco e eu queria estar usando minhas calças quando esse momento chegasse.

—Deixa eu dormir mais um pouco, Reiji. — pediu o apertando mais em seus braços, parecia sonolento e sem vontade nenhuma de se mexer.

— Ran-Ran. – Reiji mordeu a sua orelha. – Não dá mais tempo de fazer mochi, mas se Myu-chan e Ai-Ai chegarem eu estarei sem calça. Você quer que eles me vejam cheio de marcas suas?

Ranmaru fez um barulho com a boca mostrando o quão estava irritado em acordar, e agora não iria comer mochi. Saiu de cima do menor, e o olhou o ajeitando.

—Você vai fazer mochi para mim. — disse o fazendo se sentar em seu colo — Eu estou com fome, seja bonzinho. — Ranmaru disse dando um selinho demorado no menor.

— Poderia fazer, se você me soltasse! – o moreno sorria com a audácia de Ranmaru em mandá-lo cozinhar. Pelo o que lembrava, Ranmaru ficava em suas mãos quando ele fazia carne assada. – Mas se ficarmos assim mais tempo levará tempo para fazermos mochi!

— Está bem. — disse se levantando e pondo Reiji no chão. — Irei tomar banho. — disse seguindo para o banheiro, se despindo no meio do caminho.

— Ran-Ran é mal mesmo... – Reiji reclamou logo atrás. – Fica me seduzindo, assim não vou fazer mochi, vou ficar querendo acompanhar no banho!

— Então vem... — disse parando na porta do banheiro só para olhá-lo — Você é rápido na cozinha e ainda falta algum tempo antes deles chegarem. Então vem! Vai ser rapidinho. — pediu tirando a última peça.

O sorriso de Reiji somente fez crescer, seus olhos escureceram e ele começou a retirar a roupa rapidamente, jogando-as em todas as partes. Quando terminou de ficar nu, mostrando todas as marcas deixadas, ele correu para Ranmaru e pulou no colo deste o abraçando.

Contudo antes que pudessem fazer algo, houve uma batida na porta, depois outra. A pessoa no outro lado deveria estar ansiosa logo para entrar.

— Aff... Vai entrando! Eu já vou. — Ranmaru falou colocando o castanho no chão e foi até a cama pegando uma toalha se enrolando, e assim que Reiji entrou no banheiro ele abriu a porta.

— Essa é maneira de atender a porta, Kurosaki? – Camus olhou com cara fechada para Ranmaru, de cima a baixo. – Que sem classe você é!

— Não me incomodo, desde que não deixe a gente do lado de fora. — disse Mikaze com sua expressão habitual fazendo Ranmaru fazer um ''tsc'' com a boca.

— Entrem, vou demorar! — disse vendo eles entrar e fechando a porta em seguida. — Irei tomar banho, vão fazer algo divertido enquanto isso. — falou indo para o banheiro. — Reiji, eles já chegaram! — disse vendo o menor ligar a ducha.

— Vocês irão tomar banho juntos!? – Camus gritou do lado de fora. Era lógico que ele perceberia. Se Reiji não saiu do quarto o dia inteiro e ela estava no banheiro e Ranmaru estava entrando lá de toalha avisando que demoraria a coisa não seria decente.

Reiji acabou sorrindo de dentro do banheiro ao escutar o grito de Camus, ele abraçou Ranmaru e piscou um olho para ele. De fora Camus levou um pequeno susto ao escutar um gemido e um baixo grito de Reiji.

— Ran-ran, não toque aí... – escutou Reiji dizer com a voz manhosa, então Camus se virou para Mikaze mais arrependido de ter ido para lá.

— Vamos embora, Ai. – ele pediu. – Estamos atrapalhando.

— Não, eu prefiro ficar! Além do mais Reiji fará comida. — Ai respondeu ouvindo os dois gemerem, só esperava não ter que esperar muito.

Mikaze o olhou, tinha algumas dúvidas sobre como agir em um relacionamento já que não teve nenhum. Havia pesquisado umas coisas na internet, mas algumas não achava que conseguiria fazer.

— Camus, onde você é mais sensível? — perguntou analisando o maior de forma que percebesse os detalhes, era como uma grande pesquisa a respeito do que Camus gostava.

— O que você está dizendo? – Camus estranhou aquela pergunta súbita de Mikaze e olhou novamente na direção da porta ao escutar mais gemidos. Ele queria ir embora, ele não queria ficar ali e ser testemunha daquela orgia, mas Mikaze não parecia afetado com isso. – Eu não sei, nunca soube. – Ele sabia o de Ai, que era bem atrás da nuca, porém ele não sabia o dele.

— Posso descobrir? — pediu o olhando. Camus havia ficado um pouco nervoso com o comentário, ele nunca teve interesse em tocar em ninguém, mas depois que Camus se confessou ele despertou interesse em se conhecer e conhecer Camus melhor. Mesmo que não gostasse de toques, com Camus era diferente, se sentia bem, por isso se deixava ser tocado.

O maior levantou uma sobrancelha. Se Ai queria descobrir isso queria dizer que ele o tocaria por livre e espontânea vontade. Isso foi bem interessante na sua mente e seria bem mais se eles estivessem no quarto deles e não ali, escutando os seus colegas se agarrarem sem pudor nenhum, mesmo com visitas. Ele queria estar a vontade com Ai.

— Pode. – fechou os olhos incentivando Mikaze o tocá-lo.

Mikaze se aproximou de Camus, não sabia o que fazer primeiro. Primeiro tocou na cabeça descendo a mão para o rosto. Aquilo era diferente, geralmente o maior que o tocava, mas ele sentia a necessidade de fazer algo em troca. A mão delicada colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e desceu os dedos pelo pescoço, fez pequenos círculos com os dedos.

— Gosta? — perguntou aproximando os lábios do rosto de Camus. — Se não gostar eu paro. — disse tocando os lábios de Camus com os próprios lábios foi descendo, assim como o outro fazia nele, até parar na camisa que ele usava.

— Gosto. – O sussurro de Camus atingiu o seu ouvido e assim como o calor de sua mão quando tocou em seu cabelo. Ele estava de olhos fechados e tinha um sorriso de lado quando acariciou a orelha de Mikaze.

— Hum... Não! — disse soltando um pequeno gemido de repente ficou bem molinho. — Eu faço isso. — disse passando uma mão por cima da camisa de Camus passando os dedos finos pela barriga bem definida. Estranho, sua barriga sempre foi lisa. Sentiu-se ruborizar.

— Ai. – Camus tocou em seu rosto de leve, sua voz falha e melodiosa. Ele levantou a cabeça de Mikaze, com os dedos apoiados em seu queixo. Seus olhos estavam negros e seu sorriso estava quase sumido, mas sua respiração estava falha. – Não precisa fazer isso, você não está acostumado. Não precisa ir além do que você consegue ir. – falou, acariciando o rosto e seguindo até o cabelo, afundando os dedos nos fios. – Ainda mais, não estamos em nosso quarto apesar de estar muito bom.

—Tudo bem. — disse baixo, mas não queria parar, pois ele estava gostando. O silêncio durou uns segundos para ser quebrado por Ranmaru e Reiji, que saíram do banheiro enrolados em tolhas.

— Vou só me trocar. — disse Kurosaki indo até o guarda roupa escolhendo uma peça. — Não demoramos não, é? Reiji fará comida enquanto nóss três jogamos. — avisou.

— Vocês não têm respeito pelas visitas? – Camus perguntou consertando a roupa e se sentando melhor.

— Myu-chan, estávamos brincando com vocês! – Reiji sorriu procurando uma roupa limpa. – Se estivesse fazendo algo de verdade teríamos demorado mais tempo lá. – Colocou uma língua para fora. – E pelo o que vi, vocês se divertiram também aqui!

— Não quero comentar nossa intimidade aqui. – Camus tinha pedido, e usando da educação no momento. O melhor seria não terem ido para aquele quarto, talvez Mikaze tivesse tido daquela ideia lá e eles poderiam ter feito algum avanço. Se tivessem continuado bem ali, o clima teria sido cortado no momento que aqueles dois tivessem retornado. A relação era somente deles e não publica, para qualquer um ver ou escutar. Priorizava muito Mikaze somente para si.

— Tudo bem, já estou feliz por ver vocês dois juntos. – Kotobuki sorria para eles dois orgulhosamente. – Você deve estar muito feliz, Myu-chan!

— E você nas nuvens com esse idiota, Kotobuki. – o outro volveu e Reiji sorriu ainda mais feliz ao confirmar com a cabeça e olhar para Ranmaru. – Ainda me pergunto, porque o Kurosaki? Não tinha alguém melhor?

— Cala boca Camus, eu digo o mesmo para o Ai. — Ranmaru disse pondo a parte de baixo. — Ele poderia ter conseguido qualquer um. Você sabe que tem uns que tem medo, mas outros são apaixonados pelo Ai. — disse terminando de se vestir. — Não deixaria ninguém namorar o Reiji. — disse olhando para o menor. — Quer dizer tentaria ao menos.

— Quantos anos mesmo que vocês não ficaram juntos por causa dessa sua cabeça oca que não sabia que não sentia? – Camus o questionou. – Quem sabe quem Reiji ficou nesse período, pelo o que eu saiba, ele já tinha beijado antes. Isso quer dizer que ele já esteve com alguém antes.

— Porque quer estragar meu momento? Se nós não tivéssemos ajudado, você e Ai não estariam juntos. Então é melhor ficar calado. — disse se sentando na frente dos dois.

— Pelo o que me lembre, foi eu que beijei Ai sem ser empurrado por vocês! – Camus colocou uma mão no peito ao falar. – E você preferiu dançar ridiculamente do que se confessar, foi tão idiota que não utilizou minha ajuda!

— Resumindo, eu o ajudei! Você as vezes me impressiona, consegue ser muito idiota. Mais do que costumo pensar, enfim... — Ranmaru olhou para os dois. — Vamos jogar vinte e um! — pegou uma caixinha que estava num canto da mesa.

— Não acredito que estou brigando com um acéfalo. – Camus levou as mãos sobre a sua testa, respirando profundamente. Seus olhos se direcionaram para o calado Reiji e o via sorrindo feliz para eles.

Kotobuki poderia escutar a discussão deles a vontade que permaneceria feliz e sorridente daquele jeito. Estava feliz pelo amigo, pois ele agora transmitia muita alegria. Ele também estava muito feliz, estava com Mikaze e isso lhe deixava exuberantemente feliz. Por isso, sem ter vergonha já que estavam entre casais, ele pegou a mão de Ai.

Kurosaki olhou para Camus com a feição fechada, agora estava irritado com o mais novo apelido dado.

—Reiji, vou entrar na natação com você! — Ranmaru disse desistindo de jogar com os outros.

— Vai? – Reiji o olhou interrogativamente. – Achei que odiasse esportes. – o rapaz sorriu. – Mas estou feliz com isso.

— Kotobuki, você é cego? – Camus tirou os olhos de Ai para focá-los em Reiji. – Ele somente irá entrar na natação para ficar de olho em você! – ao terminar de falar, ambos olharam para Ranmaru.

— Só vou entrar por que terei um tempo livre. — disse dando de ombros só olhando para Reiji. — Não tenho interesse em permanecer no conselho. — falava sério.

— Não? – Camus ficou surpreso.

— Ran-Ran... – Reiji colocou uma mão no queixo e continuou sorrindo analisando o outro. – Não precisa entrar na natação para ficar de olho em mim, serei sempre fiel a você. E não precisa se retirar do conselho só por brigar com Myu-chan. E por mais que queira fazer a atividade, você poderia conciliar ambos.

— Eu não quero ficar lá! Ele e Ai são tudo ali, em outras palavras sou substituível. Vou ser mais útil ficando com você. — respondeu em seu tom habitual.

— Francamente, Ran-Ran... Não parece você. – Reiji o encarou mais um pouco. – Nós não precisamos estar o tempo todo juntos, já estamos no mesmo quarto. – sorriu. – Também tenho meu estágio na enfermaria.

— Kurosaki é um idiota mesmo em achar que é inútil no conselho. – Camus cruzou os braços. – A função dele é importante para o conselho, ser tesoureiro exige alguém de confiança e eu confio nele. Afinal, o tesoureiro tem a função fiscalizar todas as verbas que a escola recebe e como estão sendo usadas. Não há alguém melhor para isso do que alguém como Kurosaki.

— Que lindo. – Reiji sorriu para Camus, despertando uma áurea boa. – Você elogiou o Ran-Ran. – com essas palavras Camus virou o rosto.

—Tenho certeza que isso é o máximo que consegue dizer. Mas mesmo se eu não for para a natação eu não vou ficar mais no conselho, não tenho saco para aguentar tantas ofensas diárias. — Ranmaru se deitou no tapete enquanto falava. — Eu vou fazer outra coisa então, Camus você é muito eficiente para procurar outra pessoa. — disse.

— Ranmaru, não adianta você se fazer de vítima, se quer um pedido de desculpa espere sentado. Camus não fará isso! — disse Mikaze olhando para o amigo. — Você sabe que é necessário lá conosco, se não quiser não espere que eu implore. — falou frio.

— Bom, Kurosaki... – Camus ainda estava de braços cruzados e com as feições irritadas ao conversar com Ranmaru. – Obteve a atenção que queria, agora deixe de falar besteiras. Você irá permanecer no conselho. Até parece que lá seria a mesma coisa sem você!

— Você tem um problema sério em achar que sabe de tudo, mas não é assim que funciona! — Ranmaru disse sério. — Reiji, quero comer. — pediu.

— Reiji também estou com fome — disse Mikaze. Aqueles dois tinham problemas e iriam resolver, mas por enquanto iria comer algo. Até porque não se podia misturar trabalho com a amizade. — Vai demorar? — perguntou.

— Não, não vai. – Reiji se levantou e seguiu para preparar o lanche. Olhou para trás e suspirou. Ranmaru e Camus não se resolviam mesmo. Eles eram amigos, mas tinha que colocar limites nas coisas que falavam. – Vocês poderiam se comportar mais?

— Mais do que eu estou comportado? – volveu Camus. – O problema aqui é que eu acho que sei de tudo e Kurosaki é completamente fora desse fato, não sabe que está no mesmo patamar que eu!

— Como é de se esperar. — disse Ranmaru fechando os olhos para poder sentir o cheiro da comida melhor, sempre fazia isso quando Reiji cozinhava.

— Vocês vão continuar assim mesmo? — perguntou Mikaze olhando para Reiji — Só para ter certeza, pois depois terei me acostumar com a criancice dos dois.

— Se essa pessoa continuar falando que vai sair do conselho por esse motivo... – Camus descruzou o braço e olhou para Mikaze. – Mas se estiver lhe incomodando, eu paro nesse momento.

— Está tudo bem, eu costumo não me importar, mas vocês dois são meus amigos e são amigos também. Por isso não devem ficar desta maneira um com o outro, porque isso vai afetar outras pessoas que incluem eu e Reiji, então não é mais só um problema entre os dois e sim entre os quatro. Se pudermos resolver logo, eu agradeceria. — disse olhando de Camus a Ranmaru.

— Você está me assustando Ai, primeiro ficou com raiva e agora mostrando preocupação. Você está evoluindo, daqui a pouco se torna um ser humano completo. – disse Kurosaki olhando para o menor.

— Ele é humano! – Camus o defendeu. – Essa somente é a maneira dele. – então ele se calou e olhou para Ranmaru de cara fechada. – Pelo Ai, eu te peço desculpas pelas minhas palavras hostis e lhe peço que permaneça no conselho. – com essa até Reiji deixou as coisas caírem.

— Obrigado. — disse Mikaze olhando para Camus. — Pronto Ranmaru, agora não tem mais o que dizer. — observou o de cabelo cinza se levantar.

— O que o Ai não consegue fazer com o nosso presidente. — disse Kurosaki ajudando Reiji a arrumar a mesa.

— Você também, Ran-Ran. – Reiji tocou em seu braço, olhando em seus olhos. – Myu-chan lhe pediu desculpas, ele também merece retorno, não? – sorriu e virou Ranmaru para a direção de Camus.

— Não farei isso. — disse Kurosaki se sentando — Eu não fiz nada demais. — concluiu começando a se servir.

— Ran-Ran. – Reiji o seguiu. – Você não agiu muito diferente dele. – o moreno segurou em seu braço e beijou o seu rosto. – Faça por mim então.

— Por que está me pedindo isso? Eu não o provoquei, nem fiz nada do tipo, você está sendo injusto comigo Reiji! — cruzou os braços.

— Ran-Ran... – Reiji brincou com o seu rosto. – Não minta para mim, você também o provoca que eu sei. – beijou mais uma vez o seu rosto. – Hein... É só pedir desculpas, Myu-chan que é cabeça dura e lhe pediu perdão e ainda pediu para ficar no conselho.

— ... — Ranmaru virando o rosto. — Para com isso Reiji. — disse irritado, não com os beijos do menor, mas pela a situação. — Foi mal! — disse sem olhar para Camus, mas estava irritado que não havia feito nada desta vez.

— Isso mesmo, agora a sua resposta sobre permanecer no conselho. – Reiji continuava o persuadindo e beijou o seu pescoço para incentivá-lo mais. – Myu-chan lhe pediu educadamente e elogiou o seu trabalho.

— Reiji, não farei mais nada. — disse o segurando e o afastando um pouco. Ele estava acostumado a ser chamado de idiota por Camus, mas o pior foi Reiji que sempre foi doce afirmar aquilo. — Vamos comer! — começou a comer.

Mikaze olhou os três balançando a cabeça, aqueles dois eram complicados, o tempo ajudaria. Passou a comer também, estava com fome e a comida de Reiji era milagrosa.

Reiji negou com a cabeça olhando para Ranmaru e se afastou um pouco mais, não iria atrapalhar. Observando as feições de Camus, este tinha ficado um pouco decepcionado por não escutar o que queria. Kotobuki estava torcendo que eles se resolvessem.

— UTA –

Na manhã seguinte, Tokiya estava sentindo um calor perto do rosto, depois um frio e depois novamente o calor. Ele estava descansando tão bem, sentindo um carinho na cabeça para depois sentir novamente o calor perto do rosto.

Aos poucos abriu os olhos para entender o que estava acontecendo, se sentou escutando uma voz alegre. Ao se virar viu Otoya.

— O que está fazendo Otoya? — perguntou, vendo este tão próximo e em cima de sua cama será que ele havia dormido lá? Esperava que não.

— Estava te acordando. – O ruivo sorriu e arrumou o seu cabelo e balançou o ursinho panda na sua frente rindo. – Você chegou tarde ontem, deve estar muito cansado, pois dormiu até agora. Aí quando fui te acordar fiquei com dó, estava dormindo tão bonitinho.

Tokiya o olhou meio atordoado, era impressão sua ou o ruivo estava se oferecendo? Balançou a cabeça afastando os pensamentos.

— Eu estou bem! — se sentou. — Ainda não se arrumou? — perguntou se levantando, não sairei atrasado. — falava entrando no banheiro.

— Mesmo quando acordo cedo você sempre questiona algo. – Otoya reclamou um pouco, levando o seu urso de volta para a sua escrivaninha. – Eu vou conseguir arrumar cedo. – arrumou o urso e seguiu até a porta do banheiro. – Neah, Tokiya... Vamos sair no próximo final de semana?

— Não poderei, terei um assunto a resolver. — disse se despindo e ligando o chuveiro. — Você está gostando daquela tal de Nanami? — perguntou curioso entrando debaixo do chuveiro.

— Eu? – o ruivo ficou vermelho, ainda permanecendo na porta e sacudindo a cabeça. Foi pego de surpresa pela pergunta, pois ele estava pensando sobre Tokiya sempre andar ocupado. – Não pense nisso... Ela é minha amiga. – balançava as mãos. – Ela é legal e a considero muito. – olhou para o chão mais envergonhado, não sabia como explicar. – Ela não era o nosso assunto. Quero dizer... Ela entraria depois. – coçou a cabeça constrangido. – Queria que você saísse com agente.

— Não estou interessado em conhecê-la! — disse frio deixando a agua quente relaxar seu corpo. — Lamento, mas isso eu não irei fazer. — começou a lavar a cabeça.

— Por que não? – o ruivo o olhou triste. – Ela é legal, Tokiya. – sua voz saia manhosa agora. – Considere o meu convite, você poderá pedir um dia de folga no seu emprego de meio período. Será divertido, eu compro doces para você! – ofereceu. – O que você gostaria que eu te desse para que você fosse?

— ...-Tokiya pensou algo, mas Otoya não faria. — Nada! Por isso me deixe em paz, eu irei me atrasar! — se virou para olhar o ruivo. — Entendeu? — olhou nos olhos do menor.

— Mas eu te dou qualquer coisa! – o ruivo deus mais alguns passos para perto e juntando as mãos. – Neah, Tokiya... Neah... Por favor!

— Não, não Otoya. Não está vendo que estou em pleno banho? — perguntou tentando fazer o ruivo parar e ver que ele estava nu. — Eu já disse que não quero conhecê-la. — disse sério.

— Tokiya... – o menino abaixou a cabeça desistindo. Não entendia como alguém nunca tinha tempo para nada tendo um emprego de meio período. E ele sempre vivia cansado. Porém levantou e sorriu para Tokiya. – Eu não vou desistir de você! — falou sem perceber como a frase soou. Seguiu para porta do banheiro. – Não vou sair do seu pé até que decida ir com agente. – avisou e saiu do banheiro.

— Pode esperar, eu não vou mudar de ideia. — Tokiya avisou em um bom som para o outro ouvir. Otoya o estava tentando com aquela carinha fofa. Ele tinha que falar daquele jeito? Não queria nem pensar o porquê estar dando tanto valor ao ruivo.

— Vai sim! – o outro gritou de fora do banheiro. – Vou ficar no pé de Tokiya-kun... – Otoya começou a falar de modo cortante. – Vou ficar o dia inteiro no pé dele até ele ir comigo. — ele ria e depois de segundos de silencio, Tokiya levou um susto ao ter a voz de Otoya novamente perto dele. – Neah, Tokiya?! – Otoya tinha voltado para o banheiro, estava com a toalha sobre a cabeça, como um manto e estava completamente nu o encarando.

— OTOYA! — disse se virando e encontrando o menor nu. — O que pensa que está fazendo? — perguntou o olhando sem entender o que ele queria estando daquele jeito.

Sentiu algo diferente, seu corpo tinha ficado elétrico ao ver o corpo do outro nu e dourado a sua frente, pernas levemente definidas e arredondadas que davam vontade de tocar.

— Eu? – o ruivo piscou confuso e tombou a cabeça. – Você costuma demorar no banho. – sorriu. – Estou esperando você sair para eu entrar no chuveiro. Se eu não fizer isso você vai demorar. – Deu um passo à frente. – A água está quente?

— Está bem fria. — disse se ruborizando levemente. — É para esperar lá fora! Eu preciso do meu espaço. — disse o olhando. — Dá para esperar lá fora? — pediu.

— Não! – Otoya continuou sorrindo. – Vou ficar bem aqui, esperando você! – ele deu as costas a Tokiya, ainda com a toalha na cabeça, mostrando as costas fundas e o bumbum redondo e cheinho, movendo a cada passo que dava. Ele pegou um banco que tinha no banheiro e voltou, colocando perto do chuveiro e se sentando, olhando para Tokiya. – Vai sair comigo?

— Não, já disse que não! — disse gravando na memória. Otoya parecia uma mulher de tão bem delineado balançou a cabeça. — Se continuar com isso irei te ignorar.

— Não conseguiria me ignorar. – O ruivo riu esticando os braços. – Antes você me daria medo, mas eu sei que tem um coração gentil, então não irá me ignorar. – parou com as mãos segurando a toalha sobre a cabeça. – E eu chamaria sua atenção caso isso ocorresse.

— Que seja. — disse fechando os olhos terminando de se enxaguar, em seguida saindo e enrolando a toalha na cintura. — Bom banho! — falou saindo do banheiro.

— Tokiya, quando terminar de se vestir me espere para sairmos juntos. – Otoya pediu se levantando do banco, mas ao ver que Tokiya não confirmou ele correu atrás. – Neah, Tokiya... Quando terminar... – tocou no ombro de Tokiya. – Me espera quando terminar, tudo bem?

— Não demore ou vou te deixar. — avisou arrumando a calça. Otoya era muito insistente e não gostava de pessoas assim, mas ele não conseguia se afastar do ruivo estressante.

O ruivo sorriu e correu para o banheiro, sem dizer mais nada.

— UTA –

Reiji estava andando pelos corredores, seguindo ao lado de Ranmaru. A noite passada foi meio complicada depois do pedido de desculpas de ambas as partes. Ranamru e Camus eram cabeças duras, discutiam o tempo todo por terem opiniões diferentes, mas eram muito amigos.

A dúvida mesmo era se Ranmaru permaneceria no conselho. Ele não via motivo para Ranmaru sair, por mais que ele dissesse que era maltratado, Ranmaru também aprontava algumas para Camus.

O mais engraçado era que Camus estava mais calmo em volta de Ai. Por mais que ele brigasse, se Ai comentasse algo, Camus respirava profundamente e ficava calado. Camus estava totalmente nas mãos de Mikaze, isso fez Reiji sorrir.

Ao se virar para Ranmaru para comentar ele olhou dois loiros abraçados no corredor. Achava divertido que Natsuki demonstrasse carinho para Syo, mas eles tinham que se conter nos corredores. O difícil seria para Natsuki, ele parecia feliz em abraçar e beijar o rosto de Syo.

— Esses dois deveriam se conter. — disse Ranmaru seguindo para o refeitório. — Hoje depois da sua aula eu vou te buscar para irmos para clube de natação. — avisou olhando para o menor em seu lado.

— Não será necessário! – Reiji o olhou e sorriu. Ele queria muito segurar a mão de Ranmaru, mas se fizesse isso eles chamariam muita atenção igual os outros dois loiros. – Mas aceito sua companhia, caso não lhe atrapalhe no conselho. – olhou para frente. – Embora pense o contrário, Myu-chan e Ai-Ai precisam muito de você! Sem você lá para deixar as coisas mais leves e equilibradas.

— Eu te busco no final da aula. — disse olhando sério para Reiji e logo em seguida suavizou a expressão. — Não se preocupe, quanto ao conselho eu vejo o que farei depois. — voltou a andar e entrar no refeitório.

— Tudo bem! – Reiji o seguiu e sorriu ao andar na direção de Ai e Camus. Ambos como sempre comendo em silêncio, sozinhos e mantendo as outras pessoas afastadas. Era interessante como algumas meninas e rapazes olhavam para eles com interesse e eles nem sequer retribuíam o olhar. Era a mesma coisa que acontecia com Ranmaru. Eles costumavam chamar atenção, mas eram até que um quarteto individualista.

— UTA –

Ren estava passando a mão na testa de Masato, ele estava com febre. Seus olhos estavam preocupados. Masato já estava fraco na noite passada, quando eles estavam dormindo juntos, sentiu Masato tremer e ficar quente.

Agora ele estava deitado e fraco demais para ir a aula.

— Tudo bem se eu for? – perguntou arrumando as cobertas. – Eu poderia ficar e cuidar de você!

—Tudo bem, mas é melhor chamar um enfermeiro. Não quero que meu pai reclame depois. — percebeu que era melhor não ter falado isso. — Obrigado por cuidar de mim. — agradeceu fechando os olhos.

— Irei trazer alguém. – Ren arrumou as suas cobertas e seus olhos ficaram atentos a aquilo. Masato sobre a sua cama, os olhos baixos, a bochecha vermelha. – Enquanto isso fique aqui na minha cama, meu aroma irá te lembrar que estarei ao seu lado. – piscou um olho sorrindo e beijando a testa pálida do Hijirikawa, depois desceu para os lábios. – Estarei de volta.

— Não faz isso... — Masato pediu voltando a abrir os olhos e fitar os de Ren — Você disse que não faria isso, então por favor... — falava. — Traz pão de melão para mim antes da aula, por favor. — pediu meio sem jeito, não queria fazer ninguém de empregado, mas nessas circunstâncias.

— Entendi, pão de melão. – beijou-o mais uma vez, dessa vez no pescoço sentindo a temperatura. Ele não deveria fazer, mas Masato daquele jeito pedia muito um carinho com o olhar. – Irei trazer leite também. – levantou e seguiu para a porta. – Não saia e não deixe ninguém entrar, como está fraco é perigoso você sair. – avisou. – É melhor continuar deitado para evitar desmaiar. – abriu a porta e antes de sair disse. – Até daqui a pouco. – então saiu do quarto.

Quando ele saiu do quarto não foi novidade que sua presença pelos corredores era muito admirada. As pessoas acostumavam a sentir inveja dele, respeito ou admiração. As vezes aparecia algum fanboy querendo se aproximar, foi nessas vezes que ele experimentou o calor do corpo de um outro homem. Era muito diferente, não lhe causava uma excitação necessária e era mais difícil de conseguir tirar prazer no meio da dor.

Mas com Masato foi completamente diferente. Cada segundo o seduzia mais e mais. Até mesmo agora doente o estava seduzindo. Parou os pensamentos ao ver que próximo ali o Ichinose caminhava com o alegre Otoya ao seu lado. O ruivo parecia falar o dobro ou até mesmo o triplo que o Ichinose. Olhando ao longe eles pareciam amigos, mas se olhar como os olhos de Tokiya brilhavam ao olhar o sorriso de Otoya ele poderia saber o que era, mesmo que no final Tokiya desviasse o olhar.

— Otoya e Ichi... – se aproximou sorrindo. – Como vai o casal mais amado da escola?

— Bem! – Otoya respondeu sorrindo e Ren levantou uma sobrancelha olhando dessa vez para Tokiya.

— Isso, não lhe apetece. — Tokiya disse meio pasmo com a resposta de Otoya. — Melhor ficar quieto Otoya, não quer ser falado pela escola inteira de novo quer? — perguntou o olhando — Cadê o Hijirikawa? Sempre estão juntos. — comentou não o vendo ao lado de Ren.

— Não é que nós andemos muito juntos. – Ren deu de ombros. – Ele está indisposto, como um favor irei pegar o café para ele. – olhou para o ruivo sorrindo. – Quem sempre estão juntos são vocês dois, Otoya ajudaria se caso você ficasse doente, não é Ichi?

— Eu não sairia do lado da cama dele. – Otoya respondeu.

— Ohhh... – o sorriso do loiro aumentava cada vez mais. – Cuidaria dele...

— Quieto Jinguiji, vamos Otoya! — disse com uma expressão séria. Ren sempre o provocava quando tinha chance, o que era quase sempre, mas Otoya também estava o atormentando.

— Vocês irão para o refeitório? Posso acompanhá-los? – sugeriu seguindo Otoya. Ele tinha notado que tirava um pouco mais de reação de Tokiya quando mexia com Otoya. – Deixar vocês sozinhos seria perigoso.

— Mas nunca aconteceu nada de perigoso quando ficamos sozinhos. – O ruivo piscou confuso e foi puxado para perto de Ren, com as mãos sobre o seu ombro.

— Vocês dormiram juntos. – sussurrou em seu ouvido.

— Jinguji! — Tokiya o olhou com cara de poucos amigos — Será que pode parar de nos rondar? Se quiser venha, mas não fique se metendo em assuntos que não são seus! — disse — Passarei mais tarde para ver Hijirikawa. — avisou olhando de Ren a Otoya e voltando a seguir.

— Ichi é muito sem graça. – Ren disse seguindo eles, ainda próximo a Otoya que tinha virado o rosto constrangido. Talvez sobre o assunto de terem dormido juntos. – Me diga, Otoya... Ichi é sempre tão ranzinza quando estão sozinhos?

— Ele é preocupado comigo. – Otoya respondeu automaticamente. – Ele é gentil.

— Oh, então ele não te machuca! – Ren sorriu e Otoya não entendeu muito bem aquilo. Suas sobrancelhas ficaram franzidas.

— Por que ele me machucaria? – perguntou. – Ele é meu amigo!

— Deixa disso Jinguji, não vai conseguir nada com isso. — Tokiya continuava sério. — Vem Otoya, ou se preferir fique com ele eu não posso me atrasar para aula. — disse olhando uma última vez se afastando.

— Pelo jeito você ainda é virgem, Otoya! – Ren sorriu quando o ruivo se afastou dele vermelho e balançando os braços. Ele balançou os braços falando nada com nada e correu atrás de Tokiya, tão vermelho que se confundia com o seu cabelo. Ren negou com a cabeça e seguiu para o refeitório. Não tinha se esquecido de sua tarefa.

Quando ele entrou estava quase vazia, a lanchonete se mantinha com algumas pessoas e alunos. Quando andou, imediatamente atraiu as suas seguidoras. Deu a atenção devida quando pegou o pão de melão e um vidro de leite. Quando ele seguiu para a saída com elas lhe seguindo, seus olhos foram diretamente para a mesa dos senpais. Eles tinham se levantado e provavelmente estavam indo para a sala.

Ele se aproximou de um especifico e parou a sua frente sorrindo enquanto as meninas suspiravam.

— Reiji-senpai. – sorriu docemente. – Poderia me acompanhar até meu quarto?

— Não demore. — disse Mikaze olhando suspeito para Jinguji. — Daqui a pouco nossa aula começa. — disse terminando de comer.

— O que você fez.. — Ranmaru iria perguntar, mas Camus estava ali. — Não demore. — Só repetiu a mesma coisa que Mikaze disse.

— Tudo bem pessoal. – Reiji sorriu para eles e olhou para o loiro. – Precisa de mim para?

— Segredo... – Ren sorriu de lado em um modo sedutor, fazendo algumas garotas suspirarem.

Eles seguiram e Reiji olhou para trás uma última vez ao perceber que Ren pediu para que as “ovelhinhas” comparecessem a aula enquanto ele resolveria um pequeno assunto com o senpai. E quando eles chegaram no quarto de Ren e este abriu a porta, Reiji ficou parado na entrada um pouco pasmo ao ver Ren ir até a cama que se fosse analisar pelas personalidades seria dele, mas quem estava deitado lá era Masato.

Ele viu como o loiro se sentou na cama e tocou na testa de Masato com carinho. O levantando com delicadeza o fazendo beber o leite que tinha levado.

— Masa-chan está doente? – se aproximou olhando para os dois.

— Na verdade um pouco fraco. — Masato respondeu baixo – Kotobuki-senpai, acho que terei que ir na enfermaria. — disse fazendo careta ao terminar de tomar leite. — As vitaminas não estão surtindo tanto efeito.

— Começou a ficar assim rapidamente ou os efeitos vieram de vagar? – ele perguntou também se sentando na cama, tocando a testa de Masato e vendo como Ren dava o pão de melão na boca do rapaz. – E quais são os tipos de vitaminas que toma?

— Estão ali na gaveta. — disse apontando e pegando o pão da mão de Ren — Eu consigo fazer isso, obrigado. — disse olhando Ren. — O efeito vem decaindo, esses últimos dias não resultou em nada.

— Você toma eles a muito tempo? – Reiji perguntou se levantando e seguindo até a gaveta.

— Desde criança. – a resposta não veio de Masato, veio de Ren, o que fez Reiji sorrir de costas para eles quando abria a gaveta e via as vitaminas.

— Bem, eu não tenho permissão para receitar remédios. – pegou as vitaminas e as carregou para se aproximar dos meninos. – O sensei vai analisar você, mas talvez seja somente estresse. – avisou. – Consegue andar até a enfermaria ou precisa de ajuda?

— Eu o levo. – Ren ofereceu a ajuda. Ele se aproximou de Masato, passando o braço nas costas e o outro por debaixo dos joelhos e o levantou da cama. – Nos mostre o caminho, senpai!

— Jinguji! — Hijirikawa ia reclamar, mas o senpai estava próximo e aquilo ele achava que era somente dos dois. — Eu vou andado só preciso de apoio. — pediu.

— Hijirikawa, estou sendo cavalheiro! – Ren nem o olhou e seguiu um sorridente Reiji até a porta.

— Está tudo bem, direi a quem perguntar que Ren-chan está somente me ajudando. – Kotobuki sorriu mais ainda. – Guardarei o segredo de vocês.

— Está tudo bem, senpai! – Ren voltou com um sorriso de lado. – É somente dizer que sou o príncipe dele.

— Jinguji Me solta! — mandou, Masato pode não se ver o quão estava vermelho naquele momento, estava muito constrangido. — Me solta!

— Você se importa muito com o irão pensar, Hijirikawa. – Ren reclamou o colocando no chão e o segurou firme pela cintura, passando o braço de Masato pelos seus ombros. – Mas como queira, agora vamos. – Indicou seguindo atrás de Reiji, este estava sorrindo mais da conta andando com eles.

— Não é isso, não vou falar sobre isso agora. — disse baixo para o senpai não ouvir. — Só não quero que me vejam em uma situação complicada. — concluiu seguindo junto com Ren.

— Está comigo, está com mãos seguras. – Ren piscou um olho e sorriu de forma pervertida.

Notas finais
Agradecemos quem leu até aqui. Também agradecemos aos favoritos. Deixem comentários, opiniões e sugestões. Queremos muito saber como estamos indo com a história e o que podemos melhorar. Beijos!!! ;*