Notas iniciais
Voltei e digamos que este é um capítulo especial aonde nossas histórias começam a se entrelaçar Agradeço aos poucos leitores que acompanham essa história, afinal eu tenho muito carinho por ela apesar de não ser uma das minhas mais populares. Então Boa Leitura

Adentrei o local aonde eu passara uma grande parte da minha infância como praticamente escrava, mas agora eu estava crescida, tanto psicologicamente quanto no quesito de idade.... Agora eu sou praticamente uma mulher, porém estava longe de esquecer de onde vim e que ainda haviam crianças passando por todos os sufocos que eu passei.

Ultimamente estava me dedicando a tarefas mais produtivas do que apenas correr em corridas de pods, com a ajuda do chefe da guarda que me treinou durante aqueles anos, estava me metendo para tentar resolver dá forma mais pacífica os conflitos de Allyndea como contrabando, escravidão e etc.

Um dia eu percebi que não poderia esperar mais, então tomei um batalhão de soldados do palácio e fomos até o orfanato que usava trabalho infantil para enriquecer o crápula que dizia “acolher as crianças por pura generosidade”.

—No que posso ajuda-la senhorita? — Me perguntou assim que entrei na loja, não pareceu me reconhecer sem os trapos esfarrapados, será que eu havia mudado tanto assim?

—Você poderia por obséquio libertar todas as crianças, as quais explora em favor do seu ganho pessoal- digo logo sem rodeios enquanto os soldados vão entrando no local- Não achou que eu deixaria essa tremenda injustiça por isso mesmo, achou Chefe Cool?

—Você! — Me apontou o dedo com a voz acusatória- È aquela pestinha loira e rebelde, quem você acha que é para voltar aqui me ditando ordens?

O Mesmo apontou um blaster para mim, os soldados iriam intervir, mas eu apenas fiz um sinal para que não o fizessem, estavam surpresos em o quanto eu estava tranquila mesmo tendo uma arma apontada para minha cabeça.

Apenas saquei o meu sabre de luz o acendendo imediatamente, precisei segurar a risada quando vi a expressão incrédula ao ter seu blaster partido no meio por uma lâmina laser azul e brilhante.

Depois daquilo, ele não fizera mais nenhuma objeção, afinal eu o deixara completamente impotente, havia conversado com Alioth e tínhamos combinado de ajudar aquelas crianças até conseguirem se restabelecer em um lar melhor.

—Respondendo sua pergunta Chefe Cool- me virei para responde-lo quando estava prestes a sair- Eu sou uma Jedi!

***

O Silêncio da Noite era ensurdecedor.

Estava à beira do abismo, conseguia sentir o brilho do infinito lá embaixo, a me chamar, a me atrair com sua beleza e misterioso deleite.

Ouvi um suspiro e percebi que não estava sozinha, ajustando os meus olhos a escuridão, consegui enxergar um homem aparentemente da minha idade, cujos cabelos negros como a noite voavam devido ao vento noturno, estava de olhos fechados e respirando desregulamente, percebi que ao contrário de mim, não estava resistindo, estava a se deixar levar pelo chamado da noite.

—Não faça isso- o puxei pelo pulso quando o vi colocar um pé para fora do firmamento com a tensão de pular.

Ele abriu os olhos azuis e me olhou com uma expressão surpresa, deveria pensar estar sozinho em meio ao infinito em sua plenitude.

—Não sou do tipo impulsivo- respondeu desviando os olhos de mim de volta para baixo- Mas é difícil resistir.

—Eu entendo, a noite é linda- concordei com um sorriso

—É mais do que linda, é serenidade-respondeu- Também é libertadora.

—Quem é você? — Perguntei curiosa

—Nesse momento? — Me indagou olhando-me nos olhos- Ninguém, não sou nada perante a grandeza do infinito...E quem eu sou durante o dia não importa.

O Observei perplexa, havia algo sobre aquele desconhecido que me instigava e me atraía mais do que o que pairava sob nós dois, também sabia que ele não iria me dizer quem era ou qualquer coisa sobre si próprio, e de certa forma era aquilo que tornava a presença dele refrescante.

Despertei com uma estranha sensação estranha no meu peito, a qual não consegui identificar o que era, me sentia estranha, como se algo importante tivesse acontecido enquanto dormia e eu não tinha menor ideia do que, havia tido um sono profundo e sem sonhos apesar de uma sensação forte me gritar o contrário.

Porém não tardei a pensar naquilo, não quando Alioth se danou gritar o meu nome, meus instintos se aguçaram imediatamente, me fazendo sacar o sabre de luz e entrar em posição defensiva.

—Eu consegui- foi tudo o que ele disse com uma empolgação notável.

—Conseguiu o quê? — Questionei confusa

—Ava Skywalker você está pronta para conhecer as estrelas?

***

—Minha Santa Força! — Foi tudo o que eu consegui murmurar quando meus olhos pousaram no fundo preto cheio de estrelas, nebulosas e astros em geral, os mesmos que eu costumava ver durante a noite do meu planeta, agora me pareciam tão mais próximas e mais reais...Graças a Força eu tinha alguma noção do quanto a galáxia era vasta, puramente cósmica e enaltecida de energia.

Mas ver com os meus próprios olhos, era uma experiência completamente diferente...Olhar mais além, enxergar todos os pequenos mundos que possuíam vidas, culturas completamente diferentes das que conheço até o momento.... Não consegue deixar de me sentir abismada olhando pela janela para o infinito, que de repente me trouxe uma forte sensação de dejá vu, sentai como se já tivesse estado aqui antes, me sentia apenas familiar demais, o que era impossível.

—Então para inaugurar sua espaçonave.... Aonde vamos? — Perguntei tentando me distrair daquela sensação engraçada.

—Korriban — respondeu apoiando uma mão no meu ombro- Ou Moraband, a última rainha trocou o nome do planeta então tanto faz.

—Hmmm Korriban? Praticamente nosso vizinho.

—Exato, o único planeta com quem conseguíamos trocar contato antes dessa belezinha aqui- disse apontando para a nave em que estávamos- Usávamos um asteroide como ponto intermediário, o que é um saco.

—Por que estamos exatamente visitando nosso vizinho quando você poderia realizar o seu sonho de explorar a galáxia e descobrir novos planetas?

—Meu sonho pode esperar- respondeu dando de ombros- Minha irmã precisa de mim, há alguns anos não temos notícias dela e eu estou francamente preocupado.

—Eu entendo Alioth! E como é exatamente este planeta?

—Montanhoso- respondeu e abriu um sorriso- E sem um vestígio de água salgada.

—Então já é um bom começo.

***

—Está com frio? –Me perguntou preocupado enquanto tentávamos encontrar o caminho.... Sim! Estamos completamente perdidos! Porque havíamos pousado a nave no canto mais remoto do planeta para não chamar atenção.

—Um Pouco- digo cruzando os meus braços- Sair de um planeta tropical para um clima de montanha não foi a melhor das ideias.

Alioth apenas riu do meu resmungo e continuou em frente enquanto eu estava francamente tentando me localizar em um planeta completamente desconhecido e pela primeira vez a minha sensibilidade a Força não estava sendo muito útil.

—Não pode usar a Força para nos dizer o caminho?

—Não Alioth- respondi irritada- Não é assim que a Força funciona.

Eu sabia o que ele estava pensando: “Ava e suas crendices”, e de certa forma eu não podia culpa-lo por não entender a Força em si, não entender que é basicamente o tecido da galáxia que ele tenta admira.

Nesse quesito ninguém me entendia, e ás vezes eu me perguntava o porquê.... Não é possível apenas eu dentre milhões de vidas nesse universo ser a única a ter tal conexão e poder, não é? Estava mais uma vez refletindo quando um pressentimento de perigo súbito me atingiu através da Força.

—CUIDADO! — Gritei para Alioth, mas eu percebi que era tarde demais quando vários seres armados nos cercaram apontando suas pistolas para nós dois.

Ativei meu sabre de luz imediatamente puxando-o para trás de mim, e desviei os tiros que vinham em nossa direção, nossos abordadores pareceram atônitos em ver o brilho azul daquela arma e ficaram apontando em minha direção.

Cessaram os tiros e pularam todos em cima de mim, eram tantos que apenas com uma arma não dava para afastar todos, além de ser difícil me defender quando estou tentando não matar meus atacantes, uma morte causaria uma perturbação na Força, o que me abalaria por inteira já que ainda estou nova na minha percepção e tudo me é muito intenso.

Um dos infelizes chutou as minhas costas me fazendo perder o equilíbrio, enquanto outro puxava firmemente me cabelo, o que me causou uma dor alucinante que me fez perder a noção da realidade e quando a recuperei estava caída de bruços no chão.

Ainda estava com o sabre de luz na mão só que desligado e precisava encontrar outra maneira de me defender, comecei a levitar pedras e usa-las como um escudo o que com certeza pegou os atacantes de surpresa que se afastaram de mim.

Respirei aliviada, as batidas do meu coração se acalmando aos poucos, até que ouvi um grito e um sentimento de medo e desespero que me sufocou...Alioth me gritava enquanto estava sendo levado, até que recebeu um tiro de uma arma de atordoamento perdendo a consciência.

Me levantei imediatamente comecei a correr atrás dele avidamente sem tomar pausa para respirar, até que vi um deles levar a mão livre ao bolso. A Metal arma brilhava com a luz do sol e a ponta tentando apontar para mim sem uma direção definida.

Disparou.

Tudo em um segundo, talvez menos, minha mente só registrou o que havia acontecido quando senti uma dor insuportável na perna que me impediu de continuar correndo e me levou de volta para o chão, arfando e assustada.

—Contrabandistas saqueadores- ouvi uma voz masculina deveras familiar, mas não fazia ideia de onde- Você tem sorte, eles têm uma mira pobre, ainda mais em movimento.

Levantei a cabeça para olhar para quem se dirigira a mim, e me encontrei olhando para um homem jovem de cabelos pretos escuros como o plano de fundo do espaço e olhos tão azuis quanto os oceanos límpidos de Allyndea.

—Quem é você? — Perguntei simplesmente abismada por aquela sensação de familiaridade esquisita.

—Alguém que estava seguindo os rastros desse grupo há um tempo, e graças a dois idiotas que brotaram no meio da parte mais perigosa do planeta do nada, meu esforço foi por água abaixo.

—Por que estava seguindo contrabandistas?

—Digamos que eu tenho um assunto para resolver- respondeu vagamente olhando para o meu sabre de luz- Seu amiguinho não teve tanta sorte quanto você, não é?

—Eu preciso resgata-lo.... Não posso perder tempo.

—Não seja imprudente garota- revirou os olhos- Não pense que vai conseguir resgatar alguém sem elaborar um plano primeiro.

Ofereceu a mão como ajuda para levantar e eu aceitei sendo erguida para cima de volta sobre o equilíbrio dos meus pés, mas aquele toque despertou algo em mim inesperado, houve um clique na minha mente e em um instante me lembrei dos meus sonhos, esses em que o homem à minha frente aparecia...Percebi os olhos azuis dele se dispersarem por um momento antes de dar lugar a um brilho de realização, soube na hora que ele havia sentido a mesma coisa.

—Droga! È você! — Murmuramos ambos em uníssono e eu soltei uma risada, era uma sensação engraçada que me embriagava me fazendo esquecer o que havia acontecido há alguns minutos e por que eu estava tão aflita antes.

—Eu sou Ava- me apresentei ainda sem soltar a mão dele- Ava Skywalker.

—Eu não me lembro de ter perguntado- respondeu ele com frieza, mas depois retribui com um sorrisinho- Mas prazer Ava Skywalker.

—E você? Nem pessoalmente, vai me dizer o seu nome?

—Por que quer tanto saber? — Me questionou intrigado- Eu já te disse, não sou ninguém.

—Vamos lá, todo mundo é alguém, todo mundo possui um nome- insisti- Por que está tão na defensiva?

—Já te disseram que você é muito insistente loira? — Retrucou e depois suspirou se dando por vencido- Liam!

-Só Liam?

—Não vai conseguir mais do que isso- me respondeu com indiferença- Também não gosto de gente curiosa.

—Então acho que vamos nos dar bem só Liam.

Notas finais
Foi isso, bye Até o Próximo Capítulo