Organização: Caçadores de Monstros (interativa)
5 Olhar mortal - parte final
Notas iniciais
Uma pequena criança de cabelos castanhos,olhos cinzas e uma pele clara estava deitada na cama, sua mãe, uma mulher ruiva de olhos cinzas (provavelmente, ele puxou os olhos dela) colocava ele para dormir.
–Mãe, aonde ta o papai? — perguntou a criança.
–Alexsander, o papai ta no trabalho, meu filho. Ele volta hoje — disse a mãe, dando um beijo na testa do jovem.
– Mãe, por que o pai sempre sai com o titio John para trabalhar?(John não é tio de Alex, mas Alex sempre chamou ele assim, John é uma especie de tio de consideração para Alexsander)
– Querido, eles trabalham juntos. — disse a mãe do jovem.
–E você, mamãe? — perguntou a jovem criança.
–Eu faço o mesmo que seu pai, mas eu parei depois que você nasceu. — disse ela sorrindo. Alexsander soltou um sorriso.
–Quando eu crescer, vou ser que nem o papai. — disse ele. Sua mãe logo solta um leve sorriso.
–Claro que vai. Agora vai dormir. — disse ela. — Te amo. — disse sua mãe, saindo do quarto de seu filho.
A mãe de Alexsander vai para a sala e fica pensando, ate Adam Walker(pai de Alexsander) entrar no local. Ele tinha cabelos castanhos e olhos castanhos, uma pele clara e usava uma jaqueta de couro.
–Louise! — disse Adam. Ele estava ferido.
–Meu Deus, Adam, o que aconteceu?
–Pegue Alexsander e saia daqui! — disse Adam. O jovem Alexsander escutou a voz de seu pai, aparentemente falando com sua mãe. Ele logo levantou da cama animado para falar com seu pai, mas ao abrir um pouco a porta, uma criatura usando um manto negro entrou no local. Adam pegou sua pistola e atirou na criatura, mas aparentemente não teve efeito.
A criatura logo pegou seu pai pelo pescoço...
Alexsander acordava assustado, ele detestava sonhar com aquilo, com aquele dia. Ele logo coça seu cabelo castanho bagunçado, que não estava com seu penteado original, pois Alexsander sempre acordava de cabelo bagunçado. As luzes estavam desligadas e John não estava na outra cama de solteiro. Logo, a porta do quarto se abre, e Alex consegue vê que já era dia, John adentra com uma sacola e duas cervejas.
–Olá, Alexsander, levante. — diz John, tirando um hambúrguer da sacola e entregando para Alexsander. Alexsander era viciado em hambúrgueres.
–Já esta de manhã? — perguntou Alex.
–São dez é meia, sendo mais exato. — disse John. — Mas não me surpreendo, você passa noites acordado. — disse John, abrindo uma garrafa de cerveja e entregando a Alexsander.Alexsander logo morte o hambúrguer.
–Descobriu algo? — perguntou ele.
–Sim, hoje, um jovem de vinte anos foi encontrado morto, sem marca de tiro, mordida, facada, sem marca de agressões e adivinha...
–Pupilas dilatadas?
–Sim. — disse John.
–Não pode ser. — disse Alexsander, bebendo um pouco da cerveja.
–O nome do jovem era Christian.
–Que nome de boiola. — disse Alexsander bebendo a cerveja.
–Olha, vai na pericia procurar alguma coisa nos corpos enquanto eu vou na biblioteca procurar mais sobre essa cobra.
–Basilisco. — disse Alexsander. — É simples, é só a gente pegar uma espada gryffindor. — disse Alexsander, sorrindo. Mas John não entendeu a piada. — Esquece.
(...)
Alexsander parava com seu carro em frente a pericia, ele logo sai do carro e adentra o local.
–Policial...- diz ele para o policial. — Mostre-me o corpo que encontraram morto hoje de Christian.
–Nossa. Primeiro veio a mulher do FBI, agora a policia estadual novamente. Estão levando esse caso muito a sério.- disse o policial, Alexsander ficou confuso. Mas logo o policial levou ele para o lugar aonde estava o corpo, e ele logo reconhece a mulher que viu na cena de crime antes, ela logo olhou Alexsander.
–Você...? — diz ele.
–Policial, esse é um caso para o FBI, deixe a policia estadual fora disso.
–Policial, nos de licença. — disse Alexsander. O policial logo sai. — Quer mesmo que eu acredite que você é do FBI? Mostre seu distintivo.
A mulher logo finge que não escutou nada. Alex segura a raiva e mantem a calma e a paciência.
–Olha, não costumo ser paciente...- disse Alexsander.
–Nossa, eu nem tinha notado. — diz ela, ainda investigando o corpo. A mulher logo se assusta ao olhar os olhos da vítima. — Eu sabia...- sussurrou ela.
–Sim, as pupilas estão dilatadas. Só notou agora? — diz Alexsander. — Olha, é melhor você ficar fora disso, isso é mais do que só um simples caso de morte.
A mulher logo fez uma expressão de confusa e olha para Alexsander.
–Eu sei. Vamos ver, você é um Walker? — disse ela.
–Como...?
–Acredito que isso é um basilisco. — disse ela. — Tem ideia de como matar?
–Talvez com a espada gryffindor. — diz Alexsander sorrindo de sua piada, a mulher logo faz uma expressão de confusa. — Ninguém leu Harry Potter? — disse Alexsander.
–Olha, agora não é hora para brincadeira. — disse ela, indo se retirar.
–Ei, qual é seu nome? — perguntou Alexsander.
–Alice. — diz ela se retirando. Alexsander logo se retira do local e entra no seu carro. Ele logo pega o celular e liga para John.
–Alo? — atendeu John.
–Achou algo?
–Realmente, para matar um basilisco, é preciso fazer ele olhar para o espelho. — diz John.
–Ta, mas como vamos achar ele? Por que ele esta matando?
–Basiliscos são criaturas que gostam de matar sem motivos. E caso você não tenha percebido, nosso basilisco matou suas duas vítimas no mesmo local, hoje vamos matar esse desgraçado. — diz John desligando o celular.
–Calma aí, Blade. — diz Alexsander para si próprio.
(...)
Alexsander logo volta para o hotel e encontra John preparando tudo para matar a criatura.
–E se olharmos sem querer para os olhos dele? — perguntou Alexsander.
–Acho que óculos ou lentes vão servir para proteger você da morte. — diz John. — Mas, caso esteja com óculos ou lentes e olhar para os olhos dele, você fica incosciente por muito tempo.
–Quanto, mais ou menos?
–Alguns meses. — diz John entregando um óculos para Alexsander.
–Nossa...- diz Adam para si mesmo e colocando os óculos. Logo que John olha para Alexsander usando aqueles óculos de grau, ele ri da cara do Walker.
–Para de rir, porra. — diz Alexsander pegando uma pistola e guardando. — Cade os espelhos?
–Aqui. — John entrega um espelho para o Walker, e os dois logo vão para o carro.
(...)
Eles estacionam o carro perto do lugar aonde a criatura matou suas duas vítimas, e começam a esperar.
–Ta de sacanagem, John. Nem anoiteceu. — diz Alex.
–Cala boca, Walker. Vamos esperar. — diz John. Os dois então ficam horas esperando.
Onze horas e os dois visualizam um jovem maconheiro fumando naquele lugar.
–Eu mereço...- diz Alexsander saindo do carro.
–O que ta fazendo? — diz John.
–Não vamos deixar aquele jovem morrer.
–Ele vai servir de isca.
–Não usamos ninguém como isca! — diz Alexsander caminhando em direção ao jovem. — Ei, sai daqui, isso é hora de um garoto como você ta na rua?
–Qualé, mano, ta de sacanagem? Que da um tapa no louro não? — diz o jovem.
–Olha aqui, estou falando sé...- dizia Alexsander, ate perceber que o jovem caiu morto. Ele logo olha para traz e vê um homem parado. Alexsander coloca os óculos e esconde o espelho atrás de suas costas. Ele percebe que o homem vai abrir os olhos e então, por reflexo, fecha os olhos. O basilisco empurra Alexsander com uma força sobre-humana.
–Achei que você fosse literalmente uma cobra. — diz Alexsander para o basilisco, que segura em seu pescoço. John logo atira nas costas da criatura. O basilisco joga Alexsander em John, e os dois caem.
–Viu o que você fez? — diz John.
–Qual é, agora? — diz Alexsander, tentando levantar. O basilisco caminha em direção a eles.
–Ei! — grita uma voz feminina, o basilisco olha para traz e vê Alice segurando um espelho, o basilisco logo se assusta, e cai no chão, morto. Seu corpo começa a se transformar em poeira.
Alice caminha em direção dos caçadores e olha o espelho que eles estavam usando.
–Esse espelho não iria funcionar. — diz ela.
–E por que? — diz Alexsander, levantando.
–Não é um espelho qualquer, tem que ser um espelho mergulhado em água misturada com sal grosso.
–E quem disse que a gente não sabia? — diz Alexsander.
–A gente não sabia...- diz John. Alex olha para ele com uma cara de indignação.
–De qualquer jeito, vocês estariam mortos...- diz Alice, se retirando do local.
(...)
John e Alexsander estão arrumando suas malas, pois iriam sair já iriam sair da cidade.
–John...- diz Alexsander.
–Sim?
–O que matou o papai e a mamãe? — pergunta Alexsander, um pouco triste.
–Já conversamos sobre isso. Você não precisa saber. — diz John. — Agora coloca as malas no carro. — diz John. Alexsander logo leva as malas ao carro e olha para a lanchonete, que ficava próxima dali.
Ele logo caminha em direção a lanchonete, mas, ao entrar no local e sentar no balcão, ele vê Alice.
–Olha Alice. — diz ele. Ela logo percebe a presença do Walker e olha para ele.
–Sim?
–Obrigado. — sussurrou Alexsander. Ele era orgulhoso demais para isso.
–Tudo bem. — diz ela bebendo um refrigerante. Alexsander logo pede dois hambúrgueres para a viagem.
–Por que você esta nessa vida? — perguntou Alexsander. Alice olha para ele, sem responder. — Digo, você deve ter uns quinze, dezesseis anos.
–Meus pais, eles caçavam. — diz ela.
–E você costuma caçar por aqui perto? — diz ele. — Não acho que você dirija.
–Você esta sendo muito simpático para um Walker. — diz ela.
–Sei, estou surpreso comigo mesmo. — diz ele. Logo a mulher que o atendeu entrega os hambúrgueres para ele dentro de uma sacola. — Você quer vim?
–Ir com vocês...? — diz ela. — Por que?
–Rápido, antes que eu mude de ideia. Eu e John viajamos por todos os lados procurando casos. E não acho que você esta segura sozinha.
–Sim, tanto que eu matei o basilisco sozinha enquanto você e seu parceiro quase morreram. — diz ela, com um sorriso sarcástico.- Deixa pra próxima. — diz ela.
–Já vou indo. — diz ele pegando os hambúrgueres.
–Ate, Walker. — diz ela. Ele logo caminha ate o carro, aonde John estava esperando-o. Ele entra dentro do carro e entrega os hambúrgueres para John.
Vamos...- diz Alexsander colocando a música House Of The Rising Sun- The Animals, no som do seu carro e acelerando. Os dois logo saem da cidade.
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