Ordem dos magos.
2 Capítulo 1 - sequestrada
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– Sequestrada -
– Anna, não esqueça os trabalhos amanhã! – gritou meu professor de artes de dentro da sala para mim.
– Tudo bem, Senhor Drobway. – gritei de volta.
Saí da faculdade e fui para uma cafeteria pegar um cappuccino, e encontrar com minha amiga Emely, para estudar para os exames, quando fui atacada por dois homens encapuzados.
A última coisa que me lembro é de ver os dois homens, depois levei uma pancada na cabeça e acordei amarrada dentro de um esgoto.
– Ela está acordada. – disse um dos homens.
– Onde estou? E quem são vocês? – perguntei quase gritando apesar de minha cabeça estar latejando.
– Calma, Anna. Seu pai nos mandou até aqui, para te levar até ele. – disse o homem mais alto.
– Isso é impossível. – falei – Meus pais morreram tem quase dezesseis anos. Quem são vocês?
– Seus tios. – O outro homem falou, e ambos baixaram os capuzes que me impediam de ver seus rostos.
O mais alto era quase idêntico ao meu pai antes do acidente, já o outro era baixo, e ruivo.
– Espere... – falei baixo. Lembrava-me de ver esses dois em comemorações de aniversários, em natais e outras datas. – Então onde está meu pai? Por que ele mandou vocês?
– Cuidando do clã, ele não podia deixar o lugar. – disse o mais baixo. – a proposito me chamo Klaus, e esse é meu irmão, Caio.
– Anna, você tem que vir conosco. – disse Caio.
– Vamos, temos pouco tempo. – Klaus falou em um tom sério e desesperado.
– Não posso simplesmente ir com dois estranhos, para um lugar que eu nem sei onde fica, e nem sei se vou encontrar meu suposto pai morto. – falei em um tom frio.
– Se você não fosse quem você é, teria razão de dizer isso, agora vamos. – ordenou Caio. – Temos pouco tempo, estão atrás de você.
– Quem está atrás de mim? – perguntei.
– Lá te explicaremos melhor.
Klaus começou a entoar algo em latim, e então um portal de nevoa marrom, como areia do deserto surgiu na nossa frente. Os dois pularam nele me levando junto.
Depois de alguns segundos no portal, uma luz começou a me cegar, e então tudo acabou. A luz parou, o portal sumiu e chegamos a uma praça de uma pequena cidade, ninguém na praça parecia notar ou se importar com a gente, exceto por uma pequena menina, de quase 14 anos, ruiva.
– Você está atrasado. – ela disse séria olhando para Klaus.
– Desculpe, filha. – Klaus respondeu e deu um beijo na bochecha da menina. – Vamos.
Fomos até um casarão antigo no final de uma rua que provavelmente seria a principal da pequena cidade, ele ficava em cima de um morro.
O casarão tinha uma porta dupla incrivelmente grande, e quatro andares, e provavelmente uns vinte quartos, todas as janelas que eu podia ver tinham sacadas.
Entramos no casarão e vi um homem vestido todo de preto, da mesma forma que os outros dois estavam vestidos. O homem se virou, ele era igual a Caio, só que com cabelos grisalhos, quando seus olhos se encontraram com o meu, eu o reconheci, era Samuel, meu pai.
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