Notas iniciais
Um capitulo beeeeem pequinininho prs vocÇes :3 hauehhauehaue

A Rainha Gelada tinha deixado o Marshall realmente desapontado, não só por ter tentado fazer atos forçados comigo, como por ter desaparecido sem ter deixado as menores explicações para ele.

Marshall se encontrava ajoelhado ao meu lado, sua expressão séria estava me deixando um pouco desconfortável.

–Consegue andar?

Murmurou o vampiro, abri a boca para responder, mas ele parecia já saber a resposta, pegou meu braço direito e colocou de forma surpreendentemente delicada sobre seus ombros, passou o braço pela minha cintura me erguendo.

Desviei o olhar sentindo uma pontada de vergonha por estar transparecendo minha fraqueza para ele.

Marshall flutuou comigo pelos corredores silenciosos e empoeirados sem pronunciar uma palavra, apenas alguns resmungos tranquilizantes sobre a falta de juízo que vinha da cabeça congelada da Rainha.

Chegamos no meu quarto que estava sem qualquer tipo de iluminação, ele me sentou na cama e por algum motivo, sem nenhuma explicação sentou-se ao meu lado, porém entre nossos corpos não havia espaços vazios, ele mantinha a cabeça baixa e as mãos cruzadas sob o colo.

–Marshall?

Perguntei corado inclinando levemente a cabeça para tentar visualizar o seu rosto.

–Desculpe por Simone...

Sibilou ele, processei em minha mente rapidamente que Simone era a Rainha Gelada.

–Ah, você não precisa se desculpar, ela que é uma tarada sem vergo...

Me interrompi na mesma hora sem terminar a frase e me arrependi com todas as minhas forças de ter chingado a Gelada na frente de Marshall, para ele provavelmente a Rainha Gelada era mais mãe do que Hunssietta.

Marshall virou o rosto para mim, me olhava com uma expressão ameaçadora estampada nos olhos.

Seu rosto estava a apenas alguns centímetros do meu, eu engoli em seco esperando por um soco bem merecido no meio da cara.

Mas Marshall fez algo que me deixou mais surpreso do que eu ficaria se tivesse levado um simples e doloroso soco, ele passou a mão pelo meu pescoço e inclinou a cabeça minha respiração se misturou com a sua enquanto ele se aproximava ainda mais de mim, meus olhos caíram sob seus lábios já semiabertos, em uma fração de segundo meus lábios estavam perfeitamente encaixados nos seus.

Meu coração estava tão acelerado que parecia querer saltar, permanecíamos em um beijo imóvel, mas logo Marshall movimentou lentamente a cabeça sem soltar-me do seu beijo, sua mão acariciava meus cabelos da nuca, me fazendo arrepiar, logo eu retribuía o beijo, coloquei as duas mãos rapidamente em sua nuca, nos deixando ainda mais próximos se é que isso era possível.

Senti um onda de arrepios em meu corpo ao sentir a língua dele invadir e explorar minha boca, envolvi o pescoço dele com meus braços retribuindo o beijo envolvente da mesma forma de que ele.

Nossos movimentos se tornaram mais intensos, Marshall libertou meus lábios e empurrou meus ombros para que eu me deitasse na cama, depois disso deitou-se em cima de mim, com os braços ao redor da minha cintura e voltou a me beijar intensamente, passando a mão na lateral do meu corpo, eu estava ficando sem ar, e o peso do corpo de Marshall estava me incomodando devido a dor nos meus joelhos.

Parei de beijá-lo e voltei a cabeça para cima respirando ofegante, o rosto de Marshall permaneceu colado em meu pescoço, meu peito subia e descia rapidamente enquanto eu tentava recuperar o ar que tinha sido roubado dos meus pulmões durante o beijo intenso.

–Está doendo não é?

Ele sussurrou em meu ouvido me deixando mais arrepiado do que eu já estava.

–S-sim...

Marshall saiu de cima de mim sentando na cama, logo em seguida se levantou e começou a andar até a saída do quarto.

Uma lágrima escorreu por meu rosto, respirei fundo e sentei na cama, decidi dizer a ele o que eu realmente sentia.

–Marshall!

Gritei com os olhos fechados e o rosto corado.

Eu continuava com os olhos fechados, mas pude ouvir que o som de seus passos cessaram o que significava que ele parou de andar em direção a porta.

–Marshal eu... eu... Eu te amo...

Cobri o rosto com as mãos constrangido.

–Desculpe... não posso mais esconder isso de você, por favor me diga oque sente por mim, mesmo que seja ódio, eu tenho o direito de saber!

Gritei com raiva de mim mesmo.

Houve um breve silencio, senti minhas mãos serem tiradas do meu rosto, me obriguei a abrir os olhos e dar de cara com ele.

Marshall não disse nada, apenas me deu um leve e doce beijo, depois olhou em meus olhos e disse sorrindo:

–Isso responde a sua pergunta?

Notas finais
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