Opposites
7 Capítulo 7
Notas iniciais
(Pov Marshall Lee)
Já era “manhã” na Noitosfera, eu não pregara o olho a noite inteira, passara a noite interia tentando aceitar conscientemente o que meu corpo presenciou, Não era possível que o rosado sentisse por mim o mesmo que eu sentia a tanto tempo por ele.
Aquela noite tentadora confirmava claramente nossos sentimentos, queria sentir os lábios quentes e doces de Gumball, sua pele macia tinha realmente gosto de chiclete de morango, involuntariamente lambi meu lábio inferior buscando novamente o sabor de sua pele, eu sentia novamente e a vontade avassaladora de sentir corpo pequeno de Gumball por debaixo do meu, o prazer que senti quando nossas línguas se movimentavam em perfeita sincronia explorando as cavidades um do outro.
Aqueles pensamentos me deixavam cada vez mais exitado, mantinha os olhos fechados e murmurava o nome dele baixo.
Senti algo se erguer abaixo da minha cintura, olhei para baixo vendo a ereção.
–Merda... Não posso ficar assim toda a vez que penso nele
Coloquei a mão sob o membro para abaixá-lo do que nada adiantou.
Eu tinha algo importante a fazer agora, sentei na cama e peguei um cigarro que estava pousado na cabeceira ao lado direito da minha cama, o segurei entre os dedos do meio e o indicador e o levei aos lábios contraídos, com a outra mão peguei o isqueiro e acendi o cigarro.
Rolei na cama indo para o lado oposto que eu estava, em direção a outra mesinha de cabeceira onde peguei meu notebook.
Sentei de pernas cruzadas enquanto fumava e abria o notebook, comecei a abrir vários arquivos que eu guardara desde que descobri que alguém estava frequentemente tentava matar o Gumball, o MEU Gumball.
Cerrei o punho e continuei reunindo o máximo de informações que eu conseguia, a primeira vez que o misterioso infeliz havia tentado acabar com o Gumball fora a alguns dias atrás, eu não sabia exatamente quando já que o tempo passava mais rápido na Noitosfera, mas foi no dia que o rosado quase me flagrou o espionando no meio da noite.
“O que posso fazer se sou um pervertido?”
Aquele pensamento me fez rir, porem logo fiquei sério novamente ao lembrar o ocorrido de depois, tirei o cigarro da boca e soprei a fumaça espessa, repeti esse processo várias vezes lembrando de quando o Gumball desmaiou no meio do pátio, quando eu o levara de volta ao quarto, descobri que o milk-shake que ele sempre tomava antes de dormir havia sido envenenado por alguém.
E eu estava disposto a descobrir quem.
A porta do meu quarto se abriu e se ouviu uma tosse abafada, olhei para ver quem entrara.
Era Ethan, ele movimentou as mãos freneticamente ao redor do rosto afim de afastar a fumaça cinzenta que provinha do meu cigarro e infestava o ar em todo o quarto.
–Caralho Lee! Pra que essa revolta toda hoje?
Ele riu desdenhosamente e sentou ao meu lado.
Ethan também era um vampiro, e meu melhor amigo, as características físicas dele eram bem diferentes das minhas, ele possuía cabelos ruivos e lisos, que chegavam um pouco antes dos ombros, exóticos olhos amarelados, sua pele era tão pálida quando a minha, suas presas eram duplas tanto as superiores quanto as inferiores.
–O filho da puta tentou envenenar o rosado de novo
Expliquei tirando o cigarro da boca e soprando a fumaça na cara de Ethan, o que me rendeu um soco no ombro e mais tosses frenéticas vindas dele, quando parou de tossir perguntou:
–Primeiro com o milk-shake, agora foram o que?
–Agora tentaram o envenenar com morangos
Ethan revirou os olhos parecendo decepcionado.
–Que desperdício, esse “assassino” é meio burro não é? Tem medo de sujar as mãos, seria bem mais fácil se ele simplesmente o esfaqueasse... Ai!
Ethan foi interrompido por mim com um puxão na orelha pontuda dele.
Rimos um pouco antes de voltar a tentar descobrir o possível “assassino” do príncipe.
Ethan era a única pessoa no mundo que sabia minha paixão desenfreada pelo príncipe doce, nós éramos amigos de infância e fomos criados como irmãos, minha preferência sexual era apenas de conhecimento dele e agora de Gumball também.
–Espera, como descobriu que os morangos foram envenenados?
Ele coçou o queixo flutuando de cabeça para baixo.
–Eu não tinha notado os morangos lá até ontem de noite...
–Porque foi lá ontem de noite?
Ethan esboçou um sorriso malicioso.
Expliquei a ele desde o ocorrido com Simone até a hora que Gumball adormeceu e eu vi os morangos.
Ethan pareceu nem prestar atenção nos fatos mais importantes que seria saber quem tentara o envenenar, ficou histérico quando eu o contei a parte do beijo.
–Wouu! Finalmente rolou? Mais e aí? Foi só beijo ou vocês transaram? Me conta! O Gumball é sexy mesmo?
–Cala a boca Ethan! Você está parecendo uma garota fujoshi, aliais você é gay?
–Em primeiro lugar não sou uma garota, muito menos fujoshi! Em segundo lugar também não sou gay, só estou curioso
Ele ria maliciosamente enquanto me cutucava de forma irritante, me fazendo empurrá-lo de cima da cama.
–Cara você é muito ranzinza
Ele resmungou.
Ignorei Ethan resmungando o resto do dia, apenas me concentrando nos diversos arquivos no meu notebook, observei as filmagens das câmeras daquele dia, devo ter as checado umas vinte vezes, mas nenhum sinal de quem levou os morangos, também havia contatado os servos da casa, mas ninguém sabia de nada.
Ou omitiam os fatos e escondiam o culpado.
Eu vou encontrar quem está por trás disso, e quando eu achar vou fazer essa pessoa se arrepender de ter mexido com o meu Gumball.
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