Opm - para Salvar e Resgatar!
8 Trocando de corpo com um Unicornio?
Notas iniciais
OPM – Para salvar e resgatar!
Não tinha coisa melhor do que ouvir musica, isso era garantido e com aquele livro na mão tão absorta no que acontecia no mesmo era mais que boa a sensação. Estava sentada de cabeça para baixo no sofá, o celular tocando suas musicas favoritas e lendo um dos livros que Dok e Speed deram quando souberam de seu gosto por causa fantasiosas que já não eram tão fantasiosas assim. Estava usando o fone de ouvido com o som em uma altura que bastava para tampar qualquer outro ruído do quarto, o celular estava no bolso de sua calça jeans. Aproveitara que não tinha ninguém para lhe provocar e começara a usar as roupas do seu jeito, mais escuras e pesadas. No caso de hoje era um caça jeans negra com alguns rasgados no joelho, uma blusa justa sem mangas azul marinho, suas típicas botas já que não gostava de ficar mudando de sapato o tempo todo e para finalizar uma luva negra que não cobria os dedos que encontrara no armário. Esse sim era seu estilo, um mais neutro e sombrio.
Anne estava praticamente jogada no outro sofá mexendo sem parar em seu celular soltando alguns risinhos de vez em quando. Desde que descobrira que aquele pequeno aparelho podia acessar a net e ainda por cima ter uma net mais que veloz não conseguia parar de mexer nele. Como Luly ela não gostava de roupas muito chamativas ou de cores muito claras, não era a toa que se consideravam gêmeas já que seus gostos eram muito parecidos. Ela usava uma blusa vermelha de mangas compridas, um short jeans negro e as mesmas botas que Luly usava.
As duas estavam ai a bastante tempo, sem mover nenhum músculo. Desde que voltaram da missão no México tudo o que fizeram foi descansar um pouco e logo depois arrumar alguma coisa para passar o tempo. Luly baixou suas musicas favoritas e como não queria apenas ficar olhando para o tempo pegou um livro e começou a ler. Anne descobriu a internet do celular por Luly que mostrou até como entrar e agora não conseguia despregar do mesmo.
Deimos e Nick entraram na sala junto com Kioro que miou perto de Luly pedindo carinho, mas ela não escutou e continuou lendo seu livro como se nada tivesse mudado. Anne também não percebera a presença de outras pessoas e continuara com os olhos vidrados no celular mechando em sabe se lá o que. Kioro frustrado por ser ignorado, pulou no sofá e colocou as duas patas no peito de Luly, fazendo com que sua cabeça ficasse na frente da garota que parou de ler no mesmo instante e sorriu ligeiramente. Deixando o livro de lado passou a mão na cabeça de Kioro fazendo o mesmo ronronar satisfeito por finalmente receber o carinho que queria.
Logo Deimos colocou na frente de Luly ficando com o rosto bem encima do dela, mas como ela estava de cabeça para baixo era como e ela visse o rosto dele ao contrario. Viu a boca dele se mexer, mas realmente não ouvia nada. Adorava isso, sempre lhe encanto apenas observar as pessoas, ver o que faziam ou o que deixavam de fazer, mas adorava mais ainda observar os lábios de cada um se moverem enquanto falavam. Era estranho, muitas vezes via imperfeições ou ações estranhas nas bocas das pessoas, mas a de Deimos era praticamente perfeita. Quando ele falava ele mal abria a boca parecendo estar falando com calma e sem elevar muito a voz, os lábios finos dele não tinham nenhuma rachadura ou imperfeição e os movimentos que fazia não eram nada constrangedores.
Irritado o garoto tirou um de seus fones fazendo a musica que escutava ser ouvida até mesmo estando distante do objeto que balançava pendurado no sofá. Será que essa garota não sabia que poderia ficar surda com isso?
— Poderia me ouvir? – perguntou a mirando de maneira reprovativa. A garota sorriu e negou com a cabeça balançando suas pernas nas costas do sofá. Seu sorriso era infantil e palhaço como costumava ser na maior parte das vezes, mas o garoto não conseguia evitar notar algo mais naquilo. Como ela estava de cabeça para baixo os longos cabelos da garota escorriam pelo chão dando uma aparência meio irreal, como se fosse uma boneca jogada de qualquer jeito no sofá com o sorriso petrificado em seu rosto. Será que ela era realmente real?
— O que esta fazendo? – perguntou Nick quando chegou perto de Anne e tirou ousadamente o celular de sua mão vendo como na tela mostrada alguns pequenos vídeos que se repetiam algumas vezes e logo abaixo ou bem acima tinham escritos desde engraçados até os mais dramáticos. – O que é isso?
— É o Tumblr, agora me devolve logo isso! – exclamou Anne tentando pegar o celular de volta, mas Nick logo tirou o celular de seu alcance e fazendo quase cair do sofá. Com uma cara fechada ela pensava com força se matava aquele garoto por interrompê-la ou se apenas continuava tentando pegar o celular. – Nick me devolve isso agora.
— E se eu não quiser? – perguntou o garoto com um ligeiro sorriso no rosto e mirando atentamente a reação da garota. Não era do seu costume ser brincalhão dessa maneira, normalmente deixava isso para Deimos, mas com ela tudo era diferente.
No caso de Anne, ela estava ficando vermelha de fúria, ninguém a interrompia sem levar algo em troca. Sem nenhum aviso pulou no garoto com um intento frustrado de tentar pegar o celular, mas acabou levando a ambos ao chão. Anne acabara caindo encima do garoto que ficara de costas para o chão e frente a frente com a garota que tinha seu rosto a poucos centímetros do seu. A garota que fechara os olhos quando caíra os abriu só para sentir seu rosto corar por causa da proximidade que tinha com o garoto enquanto o mesmo não sabia como agir em uma situação daquelas. Inconscientemente os dois iam se aproximando e quando estavam prestes a quebrar a distancia que sobrava...
— Que lindo! – exclamou Deimos em um tom divertido fazendo os dois caídos no chão corarem fortemente e se separarem rapidamente ao mesmo tempo que desviavam o rosto para lados opostos.
— Mas que droga Deimos! Por que tinha que atrapalhar esse momento tão lindo?! – exclamou irritada Luly ainda de cabeça para baixo mirando de maneira reprovativa o garoto que ainda tinha um sorriso divertido no rosto.
— Simplesmente porque adoro ver as outras pessoas ficarem constrangidas. – disse se aproximando do rosto de Luly, colocando uma mão em seu rosto e sorrindo maliciosamente. A garota corou ligeiramente e miravam atentamente o que o garoto poderia fazer, sabia que ele poderia beijá-la, mas ainda não tinha certeza.
Sua cabeça dava voltas e mais voltas pensando se o empurrava ou se deixava rolar. Afinal que garota não queria um beijo, principalmente dar seu primeiro? Mas Luly tinha um certo problema com isso. Um: não sabia o que pensar sobre o assunto. Dois: deixaria aquele garoto roubar seu primeiro beijo sem que nem gostava dele daquela maneira? Pois sim, podiam ser amigos, mas ela não queria nada mais já que já sofrera uma vez por ter confundido amizade com gostar.
Só foi despertar de seus devaneios quando o garoto estava a apenas alguns milímetros de roçar seus lábios. Mas quando tinha quase certeza que ele iria beijá-la viu como se afastava e sorria maliciosamente, como se mostrasse que o mesmo que aconteceu com Nick e Anne ele fizera com ela. Furiosa, se ajeitou no sofá deixando Kioro sentando no mesmo e se levantou indo até Deimos e segurando a gola de sua blusa, a puxando para baixo junto com o rosto do garoto. Dois poderiam jogar esse jogo e ela sabia muito bem como fazer isso, principalmente já tendo tido uma amostra do seu efeito. Deixou seus rostos bem próximos, a milímetros um do outro e quando viu Deimos cair na tentação e se aproximar mais de si se afastou lentamente dele e voltou a se sentar no sofá acariciando Kioro que ria sem controle da cara que o garoto tinha feito.
— Acho que sou melhor que você. – disse Luly em um tom zombeteiro mirando atentamente o garoto que ainda se encontrava um pouco atordoado com o que tinha acontecido. Anne havia se sentado no sofá e ria da cena com muita liberdade apesar de ainda ter ficado com uma enorme vontade de acabar com a raça de Deimos por ter interrompido a cena que tivera com Nick. Corou, isso significava que gostava dele?
— Que tal fazermos uma aposta para provar isso? – propôs Deimos vendo sua chance de irritar a garota. Luly o mirou curiosa igual a todos no lugar vendo como Deimos sorria ligeiramente, um sorriso um tanto sinistro para a opinião de muitos ali. – Jogaremos qualquer jogo que tiver por aqui, quem ganhar fica com o outro como escrevo até o fim do dia da sua cidade.
Luly pensou, não seria uma má idéia tê-lo como seu escravo pessoal, na verdade seria até mesmo engraçado vê-lo ter que realizar qualquer um de seus pedidos. Sem mais o que pensar aceitou a proposta indo direto para o armário pegar um jogo que vira por lá um dia desses. Tirou do armário o que parecia uma caixa branca cheia de círculos coloridos onde tinha escrito em letras aparentes o nome Twister.
— Esse vai ser o jogo. – disse mostrando a caixa e sorrindo malevolamente, lembrava de quando jogava isso na escola e tinha que admitir que era uma das melhores. – Um jogo de contorcionismo, quem cair primeiro perde.
O garoto sorriu e pegou a caixa da mão da menina enquanto os outros três no quarto apenas observavam muito atentamente cada movimento que faziam. Deimos abriu a caixa e colocou o tapete do jogo no chão, um tapete com quatro fileiras cada uma de uma cor e com seis círculos. Eram azuis, verdes, amarelos e vermelhos cada um em sua própria fileira. Luly entregou uma roleta para Anne que só esperava os dois se posicionarem para começar o jogo. Os dois tiraram os sapatos e o jogo começou.
Primeiro começou com algo simples, pé direito no vermelho, nada muito complicado, mas com o passar das rodadas as coisas iam ficando um pouco mais apertadas. Os dois tinham que passar o braço ou a perna por baixo do outro para poder alcançar o circulo que queriam, algumas vezes um ficava por cima do outro ou até mesmo com os corpos muito juntos, mas o mais freqüente eram as posições desconfortáveis e constrangedoras que normalmente eram obrigados a permanecer até Anne rodar a roleta mais uma vez, coisa que estava ficando cada vez mais devagar já que ela passara a conversar com Nick que estava sentado do seu lado.
Agora as coisas estavam o seguinte, um de frente para o outro, Luly com uma mão no vermelho e outra no verde e com um pé no vermelho e outro no verde, ficando apoiada de costas para o tapete, Deimos se encontrava encima dela com as mãos e os pés na mesmas cores que a garota. Uma posição não muito agradável, mas que já estavam a alguns minutos. Luly começava a ficar nervosa, já ficara em posições ruins nesse jogo, mas normalmente só duravam poucos minutos, mas Anne estava muito absorta conversando com Nick e parecia ter se esquecido do jogo.
— Não me diga que vai desistir. – comentou Deimos sorrindo maliciosamente enquanto via a garota tremer ligeiramente e se mexer incomoda debaixo de si. Ela o mirou, raivosa, com o cenho mais que franzido e as bochechas um pouco infladas fazendo o garoto rir um pouco.
— Nunca! – respondeu. Admitia, era uma garota orgulhosa e nunca desistiria, principalmente jogando com um garoto daqueles. Desistir era sua própria morte, sendo a aposta do jeito que era sua humilhação seria clara. Engoliu todo o nervosismo que sentiu e mirou a Anne.
Não gostava de ofender sua amiga, mas em sua mente aparecia varias maldições contra ela que mal sabia que tinham tantas. Como ela poderia esquecer de um jogo que estava acontecendo bem na sua frente? Simples, quando se conversava com uma pessoa que se gostava tudo a sua volta desaparecia e só ficava os dois e era exatamente isso que acontecia com Anne. Em um certo momento Nick comentou algo sobre aquilo que ela e Deimos fazia era ridículo e Anne concordou completamente e enquanto iam surgindo mais comentários sobre os dois, mais o assunto vinha e mais os dois iam ficando distraídos e mais Anne se esquecia de girar a roleta.
Bufou, queria tanto chamar a atenção da garota, mas tinha pena de quebrar aquele momento que ela estava tendo com Nick. Os dois riam e conversavam com animação. Anne até virara o corpo para ficar frente a frente com ele enquanto ele tinha um braço no encosto do sofá e o tronco ligeiramente inclinado na direção da garota. O assunto que discutiam parecia ser bom já que Anne não parava de rir ou falar enquanto Nick sorria ligeiramente e falava apenas de vez em quando.
— Não se distraia baixinha, vai acabar perdendo assim. – comentou Deimos fazendo a garota virar o rosto para vê-lo. Ficara realmente distraída observando Anne e Nick, até mesmo esquecera o fato de que Deimos se encontrava quase completamente encima de si.
— Já disse para parar de me chamar assim! – falou o mirando diretamente nos olhos. Aqueles olhos roxos estranhos que parecia guardar algum segredo e que mesmo com o sorriso no rosto, parecia que a felicidade nunca chegava até seus olhos que eram normalmente cheios de melancolia e nostalgia.
- Mas você é, o que posso fazer? – disse ele brincalhão vendo atentamente como ela franzia ainda mais o cenho. Era engraçado vê-la daquela maneira e se perguntava quando teria coragem de conversar com ela sem ser em brincadeiras ou insultos. Sabia que ela era uma garota inteligente pelo fato de a observar durante dias, mas quando chegava perto dela para conversar sua garganta dava um nó e finalmente quando se disfasia só saía besteira.
— Podia começar parando de falar isso. Sei que sou baixinho, mas não precisa ficar falando isso a cada instante. – disse abaixando a cabeça ligeiramente voltando aos seus tempos de escola onde baixinha virara sua marca. Todos com que estudara passaram seu tamanho e começaram a caçoar de sua cara por causa disso, no inicio não gostava, mas depois aceitou o fato. – Sem falar que você é o único que não me chama pelo meu apelido.
Esse ultimo murmuro dela ele quase não ouvira, mas mesmo assim ficara impressionado com o fato dela se incomodar com isso. Sorriu, essa seria uma ótima oportunidade de ganhar. Aproveitou que ela estava distraída em seus próprios pensamentos e aproximou seu rosto do pescoço da garota.
— Lu-Ly. – soletrou perto de seu ouvido fazendo a garota se estremecer e perder por um instante o equilíbrio, mas que fora o suficiente para fazê-la escorregar e cair de costas no tapete do jogo dando como vencedor a Deimos que não pode evitar rir com a cena.
— Isso não vale! – gritou a garota se sentando no tapete enquanto o garoto se levantava e continuava a rir. Anne e Nick pararam de conversar e miraram os dois sem entender. – Você trapaceou!
— A culpa não é minha se você se distraiu. – falou inocentemente, mas com um sorriso divertido no rosto enquanto a garota cruzava os braços irritada e o mirava com as bochechas infladas.
— Ele tem razão Luly. – falou Kioro com um ligeiro sorriso no rosto.
— Você tá de que lado!! – gritou a garota mirando de maneira reprovativa seu gato que apenas riu. Anne e Nick não entendiam nada do que estava acontecendo já que em meio a sua conversa haviam ficado completamente alienados do que acontecia a sua volta. De repente a porta se abriu revelando a Speed que entrou velozmente no quarto e parou entre os garotos.
— Tem uma nova missão para vocês. – falou com sua típica voz acelerada e passando de um lado para outro no quarto. – Roger esta esperando vocês na sala do computador nesse segundo.
E logo depois o papa-léguas desapareceu porta a fora. Os quatro se levantaram e forma até a porta, Kioro rapidamente pulou no ombro de Luly e foi com eles. Alguns minutos depois eles já se encontravam na enorme sala do computador que já mostrava uma cidade bem movimentada e cheia de prédios com luzes coloridas fazendo propagando.
— Japão? – perguntou Nick quando entrou na sala e viu a imagem da grande cidade, muito conhecida pelo visto. Se trava de nada mais nada menos que Tókio. Os olhos de Luly cintilaram com a idéia de ir para lá, era seu sonho que pensara que nunca iria se realizar. — O que tem por lá? Pensei que todos os criptos tinham sido afugentados quando começaram a se desenvolver.
— Um unicórnio acabou sendo perseguido e tirado de seu lar e agora se encontra em Tókio ainda tentando escapar. – falou Roger mostrando no monitor a imagem de um cavalo alto, de pelo branco com a crina um pouco prateada e um chifre bem no centro de sua testa, também branco, mas que reluzia com outras cores quando estava no sol. – Ele esta perdido nessa cidade e precisa de ajuda.
— Vamos logo salvá-lo! – exclamou Anne pegando o braço de sua amiga e a puxando de volta para o corredor, correndo até o local do tele-transporte. Os que ficaram para trás miraram tudo aquilo surpresos e abestalhados, essa seria uma larga missão.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
No meio daquela enorme cidade com varias pessoas andando para lá e para cá não era de se impressionar que um unicórnio se sentisse perdido. Luly pulava de um lado para o outro tentando ver tudo o que podia enquanto os outros a seguiam de perto para não se perder no meio dessa multidão que andava pelas ruas.
— De acordo com as informações que Roger nos deu o unicórnio esta a uns vinte quilômetros de onde estamos. – falou Anne mirando seu celular que tinha o mapa de toda a cidade. – Queria que pelo menos ele estivesse mais perto para não termos que procurar por todos os cantos dessa cidade.
— Olhe pelo lado positivo. – disse Luly se virando para encarar seus amigos com um grande sorriso no rosto. – Vamos poder ver toda a cidade e talvez encontrar alguma coisa interessante. Tipo um lindo boneco do Hitsugaya-kun!
— Kyaaa!! Quero também! – exclamou Anne também empolgada ao ouvir o nome do garoto. – E quem sabe não encontro do Riku também! Ai isso seria um sonho.
— Qual é essas cismas suas com esses personagens? – perguntou Nick mirando de maneira desconcertada a Anne que não parava de pensar em seu boneco do Riku. Por alguma razão não se sentia cômodo com aquilo apesar de saber que era apenas um boneco não gostou do jeito como ela falou aquilo.
— Simplesmente são os mais lindos personagens de um jogo e de um anime. – respondeu Anne sem mirar o garoto e continuando a andar de maneira sonhadora. Nick franziu o cenho e apressou o passo enquanto Deimos se aproximava de Luly e fazia algumas petições, sempre a lembrando que agora ela teria que seguir tudo o que ele falava.
Anne, ainda distraída, andava pelas ruas sem notar para onde seus amigos se dirigiam e quando trombou em uma pessoa sua mente voltou a realidade a fazendo perceber que não mais estava com seus amigos, os mesmos haviam sumido do alcance de sua vista e agora se encontrava perdida nas ruas daquela cidade. Olhou o celular, mas a única coisa que via no mapa era o ponto que indicava a localização do unicórnio que se movia na direção em que estava. Ótimo, agora se encontrava perdida em plena rua de Tókio. As coisa podiam piorar?
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
Se distraíra brigando com Deimos e agora não sabia onde estava sua amiga. Anne havia desaparecido e já não podiam ver onde estava, talvez tivesse passado do lado deles e eles não a tenham visto e nem ela a eles, tinham varias possibilidades com aquele tanto de pessoa na rua, só tentava evitar pensar nas piores. Olhava para todos os lados a procurando, mas tudo o que via eram pessoas estranhas que passavam sem se importar com eles, os ignorando e seguindo o caminho que tinham que ir. Nem mesmo Deimos e Nick que eram mais altos conseguiam ver onde a garota estava.
— Acha mesmo que ela pode ter passado por nós? – perguntou Deimos voltando a ver Luly que ficava na ponta dos pés tentando ver por cima das cabeças das pessoas.
— Pode ter sido qualquer coisa. Ela pode ter parado de andar para ver alguma coisa e se perdeu de nós, ou talvez tenha se adiantado e acabou sumindo entre as pessoas ai a frente. – falou ainda procurando a garota com a vista, mas sem achar nada. Estava começando a se preocupar. – Ela pode estar em qualquer lugar dessa cidade.
— Não dá para achá-la pelo celular? – perguntou Nick com um tom de voz também preocupado. Não devia ter se afastado da garota por um simples ciúme idiota e por uma coisa tão besta, a culpa era toda sua.
Luly pegou o celular e olhou para sua tela onde tinha, igual ao de Anne, um mapa de toda aquela cidade. Mas a única coisa que via era ruas e mais ruas e nada mais. Podia ver o pontinho que representava o unicórnio, mas sua amiga mesmo não podia ver nada. Ao que tudo indicava a onda eletromagnética que tive no labirinto do minotauro e a que acrescentou com os lobisomens incapacitaram completamente os dispositivos de rastreamento que tinha colocado em seus amigos.
— Não, não posso encontrá-la. – disse por fim com um tom de tristeza enquanto colocava o celular de volta no bolso. Era frustrante pensar que haviam perdido sua amiga e não podiam fazer nada apara achá-la. De repente ouviu o barulho de um leve trotar que ia aumentando lentamente. Olhou para a rua que estava a apenas alguns metros de onde estava e viu passando por cima dos carros que estavam ali, fugindo rapidamente de duas harpias que o perseguiam incessantemente. – Vamos!
Era obvio que o unicórnio que não parecia muito mais que um filhote precisaria de ajuda e rápido, mas os três tinham em mente só uma coisa, que sua amiga estivesse bem e que pudesse encontrá-la enquanto ajudavam o unicórnio.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*
Andava procurando seus amigos entra a multidão que a rodeava. Trombava de vez em quando e dizia uma das únicas palavras que sabia em japonês “gomenasai”. Em sua mente tentava o máximo possível manter a calma e não sair gritando por ai. Foi então que ouviu o leve trotar de cascos a fazendo virar o rosto para a rua e ver um belo unicórnio pequeno e branquinho de olhos reluzentes e azuis safira. O unicórnio a mirou por um instante e logo se esquivou das harpias que o seguiam, as fazendo embolarem uma na outra e rodar chão a fora.
O unicórnio então foi em sua direção ficando parado a sua frente com os olhos mirando diretamente os seus. Essa serve. Ouviu ele dizer em pensamentos e logo o sentiu encostar a ponta de seu chifre em sua testa, a fazendo ficar paralisada no lugar. Tudo a sua volta começou a girar e de repente tudo negro. Sacudiu a cabeça tentando recuperar o foco, mas logo que o fez sentiu algumas coisas pontiagudas fincarem em suas costas, penetrando em sua carne com facilidade e a fazendo se sentir um pouco incomoda.
Sacudiu fortemente seu corpo, batendo os cascos no chão enquanto via que a sua frente seu corpo corria para longe, com uma cara amedrontada e desesperada. Um minuto! Cascos?! Ela mesma correndo para longe com medo?! O que estava acontecendo?!
Pela primeira vez se fixou no que era e viu que agora tinha quatro longas pernas de cavalo de pelo branco e seu corpo tinha ficado alongado para trás enquanto em seu traseiro se rebatia uma cauda peluda. Como diabos havia virado uma cavalo? Ou mais especificamente um unicórnio, já que podia ver levemente o chifre que tinha na testa.
Sacudiu-se com força jogando uma das harpias em suas costas para longe enquanto a outra ainda se mantinha bem presa em suas costas fazendo o liquido quente escapar pelas mesmas. Isso doía e muito. Tentou de tudo para tirar essa ultima harpia de suas costas, mas tudo o que conseguiu foi escorregar e cair no chão pesadamente enquanto a harpia a pressionava com mais força no chão, sibilando bem perto de seu rosto.
A harpia então pegou uma pequena seringa que estava no bolso do short humano que usava e aplicou o liquido em seu pescoço fazendo com que a tontura a dominasse e pouco a pouco fosse perdendo a visão. Sua respiração agitada pela luta agora estava se tranqüilizando para cair em um sono profundo onde duvidara que poderia acordar.
Isso não poderia estar acontecendo.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*
Estavam correndo o mais rápido que conseguiam, podiam ver aquelas criaturas com corpos humanos, pés de pássaro, rosto meio humano e meio pássaro com as asas emplumadas presas nas mãos voando para longe, levando consigo um pequeno unicórnio desmaiado e ferido. Não estavam muito longe do local e logo chegariam e poderiam até mesmo impedir aquela criaturas de levarem o pobre animal.
Luly estava concentrada, com sua visão sempre nas harpias se afastando, por isso não percebeu quando uma pessoa, correndo na direção oposta a sua, apareceu a sua frente e trombou com seu corpo. Quando se deu conta já estava no chão com a bunda latejando de dor por causa da queda e a sua frente se encontrava Anne que estava com o mesmo rosto dolorido que ela por causa da queda.
— Anne? – pronunciou Nick surpreso a ajudando a se levantar enquanto Deimos ajudava a Luly. A garota de cabelos negros parecia amedrontada, olhava de um lado para o outro como se alguma coisa ruim fosse acontecer, mas ao parecer a única que havia percebido isso era Luly que mirava suspeitosamente a garota que supostamente era sua amiga. – Que bom que te encontramos! Temos que ir ajudar aquele unicórnio antes que o levem para a base da Evil.
— Não temos que ir para longe daquelas harpias horrorosas e assustadoras. – falou apontando para o lado oposto ao que os garotos antes corriam. Todos ficaram confusos, Anne não era de agir assim principalmente quando se tratava de ajudar a algum cripto. Luly se aproximou e com um enorme sorriso ficou frente a frente com a garota.
— Anne, você não vai acreditar no lindo boneco do Riku que eu vi em uma loja. – disse em um tom casual e animado que estranhou muito a Deimos e Nick que não sabiam o que isso tinha haver com o que estavam fazendo. A suposta Anne mirou curiosamente a garota a sua frente, sem entender do que ela falava.
— Quem? – perguntou confusa e no mesmo instante o sorriso de Luly sumiu sendo substituído por uma cara seria. Os três ali não entendiam nada, realmente estranhavam a atitude da garota.
— Você não é a Anne. – falou por fim em um tom decidido e firme. Deimos e Nick arregalaram os olhos ao ouvir aquilo, não podia acreditar que a própria Luly estava duvidando do que estava bem diante dos olhos dela.
— Como não pode ser ela? Não tem como não ser. – falou Nick mirando a “Anne” de cima abaixo tentando ver alguma falha, mas não tinha nada. Usava a mesma roupa, tinham a mesma aparência, o que indicava que não era ela?
— Simples, conheço minha amiga e tenho certeza que a Anne que conheço nunca recusaria resgatar um cripto, principalmente esse sendo um unicórnio. Já que ela os adora pelo fato de que todos os usuários do Tumblr serem chamados assim. – falou Luly seria mirando atentamente a garota a sua frente que tinha certeza que não era sua amiga. – E mais uma coisa. A Anne piraria se descobrisse que tem um boneco do Riku em alguma loja, é o personagem favorito dela em um jogo que ela ama. Agora me diga, quem é você?
— Meu nome é Sophie e realmente não sou sua amiga. – falou a garota com um tom um pouco tímido e inocente. – Na verdade eu sou aquele unicórnio. Quando vi essa garota que é amiga de vocês pensei que era uma ótima maneira da escapar das harpias que me perseguiam, então troquei de corpo com ela.
— Quer dizer que a Anne é... – Nick não pode terminar. Todos olharam para o ponto que devia ser as harpias se afastando no céu e sentiram um enorme aperto no peito. Agora sua amiga corria perigo.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
Começou a acordar lentamente, sentindo uma enorme dor nas costas e uma grande tontura em sua cabeça. Levantou a cabeça e olhou envolta, vendo inicialmente tudo borrado e logo depois uma sala escura e grande, com paredes de metal e com nada mais do que ela mesma. Estava dentro de uma jaula pelo o que pode notar e mais a frente tinha uma porta que estava aberta deixando entrar um pouco de luz e mostrando um cômodo mais claro, de paredes brancas e cheios de equipamentos eletrônicos.
Levantou-se e se focou mais naquela pequena porta onde podia ver duas pessoas, uma mulher com uma roupa bem ajustada e curta e um homem de jaleco branco com uma prancheta na mão. Com um pouco mais de esforço viu preso na camisa da mulher um símbolo de prata com um E vermelho ao contrario o que só significava uma coisa: foi capturada pela empresa Evil.
Ótimo se já não bastasse ter sido transformada em um unicórnio (coisa que não reclamava muito) era capturada pela empresa do mal pela qual lutava fortemente. Ah! Mas isso não ia ficar assim não! Afastou-se da porta da jaula e logo correu até a mesma tentando inutilmente romper a tranca e abrir a mesma. Um pouco atordoada, tentou mais uma vez, mas apenas dera a mesma coisa.
Cansada e dolorida, se deixou cair no chão. Como sairia daí agora? Talvez se tivesse suas coisas poderia até ter uma chance, mas tudo ficara em seu corpo que por acaso saíra correndo de onde estava. Suspirou, não tinha a mínima chance de escapar, não sem ajuda.
De repente seu chifre começou a brilhar, como se tivesse escutado seus pedidos e logo um feixe de luz saiu dele e foi até a fechadura que de repente se abriu. Sem perder tempo abiu a porta e aproveitando que não tinha nenhum guarda e a outra porta estava aberta saiu correndo do lugar, passando pela mulher e pelo homem que, um pouco atordoados chamaram as harpias que não demoraram muito a sair do lugar que estavam para perseguir a garota.
A toda velocidade que conseguia Anne foi até a ultima porta do lugar se encontrando em um telhado de algum prédio dos vários que tinham em Tókio. Desesperada olhou para trás, vendo como as harpias estavam prestes a alcançá-la. Fechou os olhos com força e correu na direção da beirada do prédio torcendo para que conseguisse usar mais uma vez o poder do unicórnio. Passou alguns minutos e nada aconteceu, como se ainda estivesse andando sobre o terraço do prédio. Abriu os olhos e percebeu que na verdade estava “cavalgando” sobre o nada, flutuava encima de algumas casas e entre os prédios como se estivesse encima do solo firme.
Sorriu emocionada, mas não durou muito já que ouviu o forte sibilar das harpias que estavam a seu encalço. Tentou apressar o passo, mas ainda não tinha muita experiência no vôo e acabou ficando na mesma velocidade, enquanto as harpias pareciam apenas chegar mais perto. Quando estava decidida que esse era seu fim ouviu um forte piado, como o de um falcão ou outra ave de rapina. Olhou para o lado se encontrando com uma fênix mais ou menos do seu tamanho que se lançara com as afiadas garras preparadas nas harpias que foram jogadas uma contra a outra caindo daquela enorme altura que estavam.
Ola garota. Disse a ave em sua mente enquanto voava a seu lado com uma espécie de sorriso no rosto. Anne rapidamente identificou a voz como sendo a da pequena fênix que tinha ajudado quando Luly caiu no mar na Itália.
Como chegou até aqui? Perguntou um pouco surpresa. Pelo o que sabia era para essa pequena ave estar com a mãe na Alemanha, sem falar que já não era mais tão pequena e sim quase do tamanho de sua mãe.
Falei que apareceria quando pedisse minha ajuda. Respondeu com um ligeiro sorriso no rosto enquanto mirava atentamente a garota a seu lado.
Mas eu não chamei ninguém. Sem falar que troquei de corpo como estamos conversando pela mente? Perguntou um pouco confusa já pegando melhor o jeito de trotar no ar. Não era tão difícil como parecia.
Seu poder é mental e não corporal. Quando sua mente foi mudada de corpo seu poder foi junto com ela e sim você me chamou, mesmo que inconscientemente. Explicou com um tom parecido com o de um professor.
E por que posso usar os poderes do unicórnio? Perguntou novamente.
Porque o poder dele se encontra no chifre e não na mente. Por isso o chifre de um unicórnio é tão prestigiado. Falou a ave, mas quando Anne ia perguntar mais alguma coisa as duas ouviram um forte sibilar a suas costas. Quando se viraram viram as duas harpias voltando a ficar bem perto delas. Deixamos as perguntas para depois, por enquanto se concentre em apenas escapar.
Temos que encontrar meus amigos. Falou Anne olhando para todas as pessoas que se encontravam debaixo de onde estava.
Ali! Exclamou a ave mostrando um pequeno parque cheio de arvores com folhas de todos os tipos de cores, construções antigas de templos ou casas japonesas e finalmente, perto de um pequeno lago, quatro garotos, sendo que um deles era ela mesma.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
Estavam em um dos parques em Tókio ainda pensando em uma maneira de encontrar a Anne que havia desaparecido do mapa logo depois. Mas de repente ouviram um forte piado e ao olharem para cima perceberam que Anne, como um unicórnio, e uma fênix se aproximavam rapidamente com duas harpias bem perto de onde estavam. Sophie rapidamente se escondeu atrás de uma arvore enquanto os outros se preparavam para ajudar sua amiga.
Quando Anne colocou seus cascos na terra firme Luly tocou a pequena esfera azul que tinha em sua testa fazendo com que um impulso eletromagnético fosse liberado e fizesse as cóleras que as harpias usavam se desativarem e caírem de seus pescoços. As duas rapidamente pararam de perseguir a Anne e a fênix olhando para todos os lados, indo embora logo em seguida. Rapidamente todos se dirigia até Anne que se deixava cair no chão um pouco cansada.
— Anne? – perguntou Luly mirando o pequeno unicórnio. Queria ter certeza que era sua amiga e que não seria mais uma dessas mudanças de corpos ou sabe se lá o que.
— Eu mesmo. – falou com um pequeno sorriso no rosto. Luly suspirou aliviada e logo chamou Sophie que se aproximou lentamente de onde estavam. Quando a garota tocou levemente o chifre de Anne novamente a garota sentiu tudo girar e logo depois a escuridão.
Abriu os olhos torcendo para que estivesse em seu corpo e ao ver bem a sua frente o unicórnio sorriu feliz, sabendo que estava de volta em seu corpo. Com cuidado Luly curou os ferimentos nas costas do pequeno unicórnio que ficara um tempo descansando até se despedir dos garotos.
Mas antes de partir ele dera um pequeno pingente a Anne, um pingente com o formato de um cavalo com a pata dianteira levantada e dobrada para trás e com a cabeça para baixo, com seu chifre apontado para o chão. Anne agradeceu seu presente e colocou na pulseira que Luly lhe dera, junto com os outros que tinha.
Logo que o pequeno unicórnio fora embora o grupo também fora levando consigo mais um amigo. A fênix que diminuíra seu tamanho para poder acompanhar Anne de volta para a sede da OPM.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
— Que droga, não consegui o meu boneco do Hitsu! – exclamou Luly resignada enquanto colocava na mesa a comida que Deimos pedira para ela trazer. Como ainda faltavam algumas horas para que a aposta tivesse seu fim ela tinha que fazer tudo o que ele mandasse ainda e devia dizer que não era nada agradável.
— Então o que é isso aqui? – perguntou Deimos segurando em sua mão um boneco de pelúcia de um garoto de cabelos brancos arrepiados, os olhos verdes piscina, o rosto serio e com uma roupa preta e branca com o numero dez escrito em japonês nas costas.
— Onde você o conseguiu?! – perguntou Luly com o queixo caído e mirando atentamente o boneco que Deimos tinha na mão.
— Quando você foi para o parque com a Sophie e eu e o Nick ficamos para trás eu vi uma loja onde vendia esses bonequinhos estúpidos. Então como você estava tão empolgada em tê-lo decide comprá-lo. – falou Deimos sem dar muita importância, mas tinha o rosto ligeiramente corado e os olhos virados para outro lado.
Nick então tacou um boneco na direção de Anne que ao pegá-lo e mirá-lo com atenção percebeu que era um garoto de cabelos prateados indo até o ombro, as roupas de uma mistura de negro, amarelo e azul, o rosto serio e os olhos de um verde água bem claro. Gritou de emoção e abraçou o boneco de pelúcia com força ao ver que era seu amado Riku.
— Me dá! – disse Luly tentando pegar o boneco do Hitsugaya, mas Deimos o tirou de seu alcance e sorriu maliciosamente para ela, e só com isso ela já sabia que tinha algo bem ruim por trás disso tudo.
— Te dou depois que você realizar meu ultimo pedido como seu mestre. – falou aumentando ainda mais o sorriso. Luly sentiu um calafrio percorrer seu corpo, isso não seria nada bom. – Você vai ter que dormir essa noite comigo.
— Mas nem a pau! – gritou Luly cruzando os braços e virou o rosto ligeiramente corado para o lado. Não pagava esse mico, nem faria essa loucura. Afinal ele era um demônio e poderia fazer qualquer coisa com ela.
— Ora, vamos! Não farei nada, eu juro! – falou sincero, mas mesmo assim não conseguiu convencê-la o forçando a usar uma arma que sabia que daria certo. – É uma pena ter que devolver esse boneco então.
Luly mirou desejosa o boneco e só a idéia de tê-lo tão perto e perdê-lo a incomodava. Em um suspiro cedeu ao pedido de Deimos que sorriu satisfeito e se levantou puxando a garota para fora do quarto. Nick suspirou negativamente e começou a andar na direção da porta também, mas quando já ia sair Anne o abraçou por trás e lhe deu um ligeiro beijo na bochecha sussurrando um “obrigada”.
Não podia evitar sorrir com aquilo e sair até mesmo um pouco grogue do quarto para ir até o seu. Anne abraçou mais seu boneco e se deitou na cama se preparando para dormir, depois de umas cinco horas virando de um lado para o outro.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
Saiu do banheiro já pronto para se deitar. Usava apenas uma calça um pouco larga para dormir, queria fazer a garota ficar constrangida com o rosto encantadoramente corado, mas quando olhou para cama se deparou com a garota já dormindo abraçada confortavelmente ao boneco que ganhara. Sorriu inconscientemente ao ver o quão infantil parecia, principalmente usando aquele short curto e aquela camiseta que mais parecia uma camisola no corpo dela.
Deitou-se cuidadosamente do lado que lhe sobrava da cama que estava de costas para a garota e logo depois virou o rosto para vê-la. Parecia tão encantadora dormindo que não pode evitar passar o braço sobre ela e acariciar o delicado rosto da garota que soltou um leve suspiro. Abraçou-se a ela e fechou os olhos para dormir.
Ela podia não gostar dele mais do que como uma amigo, sim sabia disso só pelo jeito que ela o mirava, mas prometia a se mesmo que a iria conquistar. A mostraria que podia ser melhor do que ela via agora, que podia ser tudo o que ela queria e um pouco mais. Ela veria, veria o quanto ele gostava dela e o quanto era capaz de dar por ela.
Fale com o autor