Opm - para Salvar e Resgatar!

9 Um baile romantico? Talvez


Notas iniciais
Titulo orrivel desse cap, mas não me ocorreu outro. Finalmente esta chegando na parte que eu quero, mas ainda vai demorar T-T. Principalmente se meu anime me permitir sair do lugar ¬¬. Como por exemplo, era para esse cap estar pronto e postado a um tempão, mas me distrai com outra fic e acabei esquecendo dessa. Mas ficou um dos meus melhores caps, e só um aviso antes de começar.

Dave, amigo da anne e chará do meu irmão (que também chama gabriel [ps: o nome naum tem nada haver com o apelido né?]) acho melhor você ler isso antes de começar a ler já que de acordo com a inner e com o que a anne ta me falando é melhor naum ver a cenas romanticas entre ela e o Nick ok?

ps²: anne naum me mate se ele naum souber do que estou falando e sobrar para você explicar, é um favor que estou fazendo a ele e diria isso para seu amigo dark também, mas como ele naum lé...

Vamos para a fic de uma vez:

OPM – Para salvar e resgatar!

Acordou no dia seguinte totalmente irritada. Estava se sentindo tão cômoda e quente naquela cama, bem crente que estava na sua e quando abri os olhos se vê em um quarto completamente desconhecido. Depois sente alguma coisa rodeando seu corpo com força e a pressionando com um corpo quente e forte. Quando olha para baixo se encontra com dois braços de pele morena e bem musculosos, mas não exagerados e visivelmente masculinos, e quando se vira para ver de quem é se depara com nada mais nada menos que Deimos.

Claro que não deixou essa barato. Como ele ousa abraçá-la enquanto dormia?! Ah! Mas dera o merecido dele quando dera um forte murro no rosto dele o jogando para fora da cama. Saiu do quarto batendo o pé de fúria e foi até o seu que não estava muito distante e dando graças a deus por não ter ninguém no corredor.Quando entrou no seu quarto Anne já não estava mais então aproveitou o momento para tomar um bom banho quente e vestir sua roupa para começar o dia.

Não foi um banho muito demorado, tudo o que precisou para se sentir limpa e com um melhor humor. Logo que saiu vestiu uma blusa branca de mangas compridas, um bermudão que chegava até um pouco abaixo de seus joelhos, colocou suas botas e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo alto. Não era muita coisa, uma roupa bem simples para ficar confortável durante o dia, mais nada.

Saiu di quarto e começou a caminhar distraidamente pelos corredores, apenas deixando o pensamento vagar em varias coisas diferentes. Cada missão que passou, cada momento junto a seus amigos, cada momento triste, sua vida antes de chegar ali. De certo modo sentia falta de sua família, sabia que eles já deviam estar na casa nova que teriam em Guanhães e que deviam estar se divertindo muito nela. Será que sentiam sua falta? Faria alguma diferença estar com sua família ou não? Sempre fora muito quieta e talvez nem percebessem a presença dela de vez em quando, isso poderia afetar em alguma coisa?

De repente uma esfera de metal apareceu bem na sua frente, devia ser do tamanho de uma bola de beisebol, mas logo perdeu esse formato para dar origem a um pequeno monitor que apareceu a imagem de Dok que tinha um ligeiro sorriso no rosto e usava seu habitual jaleco branco.

— Luly, temos uma nova missão para vocês. – disse ele pelo monitor. – Compareça o mais rápido possível na sala de controle.

Logo o monitor voltou a ser uma esfera de metal e saiu voando do lugar indo na direção da sala do grande computador, que devia ser a sala de controle. Dok fora aquele que criara todos os equipamentos de alta tecnologia da OPM junto com Speed, então ele gostava de usar nomes técnicos que ele mesmo dera a suas invenções. A pequena esfera azul que tinha na cabeça como se fosse um terceiro olho indiano era criação dele e ele gostava de chamá-la de ACAD que significava Armadura de Combate Altamente Desenvolvida. Luly gostara do coiote junto com Anne, desde que os conheceram naquela sala cheia de parafernálias que mal dava para andar.

Caminhou calmamente pelos corredores da OPM, estava distraída e pensando em sua família. Quando chegara naquela cidade pequena, depois de viver oito anos em uma capital as coisas foram meio tensas. Sua mãe trabalhava de mais e sempre chegava estressada em casa, seu pai estressado por natureza apesar de ter momentos que era bem engraçado e divertido. Naquela época sentia que ninguém prestava atenção no que fazia e ter que lidar com uma escola nova nunca é fácil. Foi uma fase deprimente e até pensara em coisas que não eram muito sensatas, mas como toda fase essa passou e passara a ter uma vida mais alegre com sua família apesar de ainda se sentir uma pouco excluída do lugar.

De repente sentiu como trombava em alguém, perdeu o equilíbrio ligeiramente e cambaleou para trás, seja quem for que tivesse trombado tinha um corpo duro igual pedra. Quando voltou a se equilibrar completamente levou uma mão a cabeça que doera com o choque e permanecera de olhos fechados.

— Desculpa, não estava prestando atenção. – falou enquanto esfregava levemente a cabeça e logo depois abria os olhos se encontrando com uma garota alta de cabelos loiros ondulados e olhos de um verde musgo. Reconhecia aquela imagem e devia dizer que não lhe agradava em nada. – Ah! É você. Retiro as desculpas.

— Mas que falta de educação. – falou a garota com um sorriso divertido no rosto, mostrando seus afiados dentes caninos. Luly a mirou sem muito interesse, queria apenas chegar logo a sala do computador para receber a missão. – Devia aprender a respeitar seus superiores.

— Uma coisa que aprendi a marra na vida é que só se deve respeitar aquele que merece. – rebateu Luly mirando a garota com uma cara de poucos amigos. Não estava com paciência para aquilo. – E devo dizer que você não é alguém que mereça.

— Pois pelo menos eu sou popular, todos me rodeiam e falam bem de mim. Diferente de certas pessoas que causam más impressões. – falou sarcástica com um olhar acusado. Luly rodou os olhos voltando a caminhar, dando a volta na garota e seguindo seu caminho como se nada tivesse acontecido. – E não vai ser eu a ficar sem par no baile da OPM.

Luly parou no lugar no mesmo instante, mas ao contrario do que Clariza pensava não era por causa do que ela havia falado sobre o par, mas sim com relação a esse baile. Do que aquela garota poderia estar falando? Se perguntava curiosa. Nunca havia ido em um baile e se fosse para usar um vestido, principalmente odiando essas coisas, não iria de jeito nenhum, mas a curiosidade que sentia era muita e sempre gostava de ficar informada das coisas.

— De que baile você esta falando? – perguntou se virando ligeiramente para trás. Não era de falar sem encarar a pessoa e por isso, mesmo não querendo virara para ver a reação de Clariza. A garota estava irritada por não ser o que esperava, principalmente ao notar o tom de curiosidade na voz da garota. Grunhiu ligeiramente e deu as costas para Luly que continuava mirando-a.

— Apenas um pequeno evento para comemorar o aniversário da organização. – falou enquanto balançava os cabelos loiros de um lado para o outro de uma maneira que muitos garotos considerariam atraente, mas que fez Luly ter um forte enjôo. – Como integrante você deveria saber.

A garota logo desapareceu do lugar deixando Luly com aquela ligeira curiosidade na boca, um gosto ruim de se ter para falar a verdade. Continuou seu caminho pensando em como deveria ser esse baile. O motivo já sabia, mas por que ninguém avisara sobre ele? Não que quisesse ir, na verdade por que deveria ir se não sabia dançar, se sentia incomoda em salto alto e não gostava de vestidos? Era praticamente ridículo ir a uma festa dessas, iria ficar apenas parada vendo as pessoas dançarem e isso sempre a fazia se sentir um pouco incomoda.

Chegou na sala de controle e se deparou já com seus amigos nela junto com Roger que já estava sentado na frente do enorme computador mostrando a eles o local que seria a próxima missão. Era uma enorme campina, parecia ser perto de montanhas já que via alguns picos ao longe da imagem que estava apresentada na tela.

— E ai? Qual é a missão? – perguntou se colocando do lado de Anne fazendo todos se sobressaltarem um pouco pelo susto. Era a mesma coisa que acontecia em casa. Por ter passos leves e sorrateiros, toda vez que chegava em algum lugar ninguém notava sua presença até começar a falar ou alguém olhar para ela. Era divertido ver os outros assustando com isso.

— Uma ninfa pediu para vocês tomarem conta do bebê dela enquanto ela vai em uma reunião do conselho das ninfas. – falou Roger com um ligeiro sorriso no rosto. Luly levantou uma sobrancelha, não esperava uma missão tão simples como esse, afinal eles já era de ranking B ou A.

— Por que temos que servir de babá? – perguntou Deimos resignado cruzando os braços na frente do peito e franzindo o cenho. – Não dá para pedir a um grupo de classe D ou C?

— A ninfa quer os melhores cuidando de seu bebê e como vocês eram novamente os únicos disponíveis então vou ter que mandar vocês. – respondeu Roger em um tom autoritário fazendo o garoto bufar e revirar os olhos. – Como é uma missão fácil vocês não devem demorar muito, então podem ir.

Os quatro assentiram, apesar de um pouco desanimados. Depois de todas as aventuras emocionantes que tiveram essa não era de alegrar muito os ânimos. Bom, pelo menos quanto mais rápido terminassem com isso, mais rápido voltariam.

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Se encontravam em uma pequena casa construída naquela vasta campina e que fora fortemente camuflada por magia. Era uma casa simples de madeira com as janelas de vidro delicadas e parecendo estar sempre muito bem limpas, tinha apenas um andar, mas parecia ser muito aconchegante. Dentro da casa existiam apenas dois quartos, uma para a ninfa e o outro para seu bebê, tinha também a cozinha que era pequena, a sala que só cabia umas oito pessoa e nada mais e finalmente um banheiro. As ninfas eram bem simples, não gostavam de coisas exageradas.

Os garotos estavam sentados no pequeno sofá da sala apenas esperando que a ninfa trouxesse seu pequeno filho para que eles cuidassem dele. Em pouco tempo a ninfa aparecera na sala carregando um pequeno manto onde dentro tinha uma criança, uma pequena menina de meses de vida com os cabelos prateados iguais aos de sua mãe e os olhos cinzas, a pele pálida e macia brilhava com os leves raios do sol que entravam na casa, seus risos por causa da ligeira caricia da mãe eram contagiantes e enchiam o ar fazendo o clima no mesmo ficar leve e pacifico. Era realmente uma gracinha a pequena.

— Seu nome é Megan, e precisa de um cuidado bem grande. – falou a ninfa entregando a pequena para Anne que a segurou com cuidado, olhando bem detalhadamente para o rosto infantil e delicado da criança que a mirava com curiosidade. Luly se aproximou olhando também para a pequena que analisava tudo a sua volta. – Não vou demorar, por isso só preciso que fiquem com ela até o por do sol.

Todos assentiram e logo a ninfa desapareceu deixando os quatro sozinhos com a criança. Como o local onde eles estavam era bem isolado, em uma parte distante dos Alpes Suiços, não achavam que teriam muitos problemas em cuidar da pequena. A mesma mirava Anne com atenção como se alguma coisa nela lhe tivesse atraído, e logo depois de alguns minutos a pequena começou a rir erguendo seus bracinhos na direção da garota que sorriu ao ver a reação.

— Ela gostou de você Anne. – falou Luly sorrindo ao ver sua amiga brincando com a pequena que ria sem parar. Não conseguia se lembrar dos tempos que seu irmão era um bebê e não o chato que tinha agora, mas tinha ainda aligeira impressão de que conseguiria cuidar de uma criança daquela idade. Anne devia estar mais que feliz com aquilo, já que por ter ganhado uma “irmã” quando sua mãe casou de novo ela se sentira orgulhosa de ser uma irmã mais velha, e agora era a mesma coisa só que com uma criança um pouco diferente.

De repente a pequena parou e fez uma cara de choro, Anne olhou estranhada para a pequena que logo começou a chorar. A garota, um pouco desesperada começou a balançar levemente a pequena de um lado para o outro tentando acalmá-la, mas logo sentiu como o estomago da pequena tremia ligeiramente indicando que ela estava com fome.

- Segura ela um pouco para mim Luly? –perguntou entregando a pequena para Luly, o que fez a pequena parar um pouco de chorar para ver quem a estava carregando dessa vez. – Vou pegar algo para ele comer. Nick pode me ajudar?

O vampiro assentiu indo com a garota até a pequena cozinha da sala deixando Luly sentada no sofá distraindo a pequena enquanto Deimos apenas observava. Por ser um demônio sua função era mais para matar do que a vida, mas a muito tempo deixara esse ramo e agora lá estava ele, apreciando uma vida recém nascida. Era uma mudança um pouco estranha, principalmente depois das varias coisas que já vira. Luly percebera o olhar de Deimos, sorriu e se levantou do sofá indo em sua direção.

— Quer carregá-la? – perguntou com um singelo sorriso no rosto. Carregar um bebê era algo simplesmente inexplicável, era como se você tivesse uma vida em suas mãos, uma vida indefesa e frágil. Não conseguia nem imaginar o que uma mãe sentia em ter um filho dentro de se.

— Ficou maluca? – perguntou Deimos desviando o olhar e fazendo a garota ficar confundida. – Sou a criatura que todos temem. Se eu a carregar é provável que comece a chorar mais do que quando esta com muita dor.

— Sabe... – começou a garota voltando seu olhar para a pequena em seus braços. – Dizem que os bebês são os seres mais inocentes e puros do mundo. Quando nascem não tem idéia do bem e do mal e fazem as coisas sem saber exatamente o que é isso que estão fazendo. Ela não sabe o que você é e não vai te julgar por isso.

Luly cuidadosamente colocou a pequena nos braços do garoto que no inicio pegou a pequena com hesitação. Ele estava um pouco desajeitado, mas logo ajeitou a pequena em seus braços e a mirou com atenção, vendo como aqueles olhos cinzas o miravam confusos e cheios de curiosidade. Ficou com medo dela começar a chorar, que ela tivesse medo dele, mas Megan sorriu poucos segundos depois e se aconchegou em seus braços bocejando de sono.

— Eu te falei. – disse Luly chamando a atenção do garoto que ainda se encontrava um pouco atordoado pelo o que acontecera. – Ela não vai te julgar, porque não sabe nada de você. Ela apenas vai saber aquilo que sente com a primeira impressão e ao parecer não é uma coisa ruim.

Deimos não falou nada. Sua atenção estava na pequena que brincava com a manta que tinha em volta de seu corpo. Era tão estranho... Carregar uma vida em suas mãos e não querer eliminá-la... Era estranho... Saber que estava com uma alma bem perto de si e não querer devorá-la como costumava fazer. Na verdade tudo o que queria era proteger, proteger aquele pequeno ser que acabara de receber a dádiva da vida. Será que... Já não era mais o mesmo demônio que era antes?

— Pronto. – falou Anne entrando na sala com uma mamadeira nas mãos com leite na mesma. Nick saiu logo atrás dela com o rosto ligeiramente corado. A garota pegou a pequena dos braços de Deimos com cuidado e deu a mamadeira para a mesma que bebeu o leite com vontade, engolindo rapidamente o liquido. – Nossa! Ela estava com fome mesmo.

O tempo foi se passando e o sol já estava prestes a se pôr. As garotas estavam no quarto de Megan brincando com a mesma enquanto Deimos e Nick se encontravam do lado de fora da casa apenas mirando o céu mudar de cor lentamente. O quarto da pequena era pequeno, mas mesmo assim cabiam umas cinco pessoas lá dentro. Tinha seu berço, com um pequeno pendurado encima com pequenos objetos de cristal com formas de borboletas, fadas e algumas estrelas e um armário com as coisas da pequena, mais nada. A pequena estava deitada no berço enquanto Anne balançava a sua frente o fazendo a pequena rir.

— Ela é muito linda. – falou Anne ainda brincando com a pequena que ria sem parar.

— Ai saudade de quando meu irmão era apenas um bebê. – falou Luly divertida sentada no chão apenas observando a pequena mexer os braços na direção do enfeite encima de seu berço e ria sem parar.

— Você acha que seus pais sentem sua falta? – perguntou Anne de repente com um semblante triste no rosto. O rosto de Luly também ficou um pouco triste ao ouvir aquilo.

— Não sei. – respondeu voltando seu olhar para o teto. – Gosto de pensar que sim.

Anne apenas soltou um leve “hum”. Já faziam vários dias que estavam morando na OPM e não reclamavam nem um pouco, mas sentiam falta de suas famílias ou até mesmo de seus amigos. Claro que todos pensavam que elas tinham ido para um internato, mas será que sentiam a saudades delas também?

De repente Megan começou a chorar fazendo as duas garotas estranharem e miraram a pequena com atenção. Não havias motivos para que estivesse chorando daquela maneira, até que de repente a casa inteira se estremeceu e um barulho estrondoso ecoou pelo ar. As duas se entreolharam, LuLy rapidamente se levantou e foi até a porta, mas quando esta perto de sair da mesma olhou para trás para encarar sua amiga.

— Fique aqui com ela que eu vou ver o que esta acontecendo. – falou e Anne assentiu. Luly logo saiu do quarto correndo pelo estreito corredor e indo até a sala.

Pelas janelas pode ver uma fumaça negra tampar completamente sua visão do belo campo que tinha do lado de fora. Quando já ia correr até a porta para abri-la e ver o que estava acontecendo a mesma caiu no chão revelando do outro lado quatro homens com uniformes cheios de equipamentos pesados e usando um óculos com as lentes um pouco esverdeadas que serviam para ver os criptos. No peito de um deles conseguiu ver um emblema prateado com um E vermelho virado para o lado ao contrario e não pode evitar amaldiçoar mil vezes em sua mente ao perceber que eram da empresa Evil.

Com agilidade desviou do golpe de um deles e logo dera um murro em seu estomago, aproveitando o impulso que ele teve quando correu até ela para fazer o soco ser mais potente. Mas quando ia dar a volta para correr e poder avisar a Anne, um deles pulou encima de si, fazendo cair de cara no chão enquanto ele a imobilizava. Então fez a única coisa que pensou para avisar sua amiga: gritou.

O grito chegou ao quarto onde estava Anne que foi rapidamente até a porta onde viu três homens se aproximando com bastões elétricos na mão. Rapidamente fechou a porta e a trancou ouvindo logo em seguida como fortes batidas eram proliferadas contra a porta que não agüentaria por muito tempo. Foi até a pequena que chorava sem parar e a carregou com cuidado tentando fazer com que ficasse em silencio. Olhava para todos os lados procurando uma maneira de salvar a pequena.

— O que esta esperando? – perguntou o holograma de Inner que acabara de aparecer no quarto. – Esconde logo essa garota antes que eles abram a porta. Ou melhor a derrubem.

Odiava admitir, mas Inner tinha razão. Rapidamente correu até o armário e o abriu deixando com cuidado a pequena lá dentro, de uma maneira que não ficasse desconfortável. A mesma parou de chorar por alguns instantes a mirou, como se soubesse que ela não se esconderia junto com ela.

— Fique quietinha tá? – perguntou com doçura para a garota sorrindo com tristeza. – Vou cuidar disso.

Logo a garota fechou o armário deixando apenas uma pequena brecha aberta para o bebê não se sufocar. Logo depois foi para perto do berço, mas no mesmo instante a porta caiu no chão fazendo os homens entrarem. Seu corpo ficou travado no lugar por causa do susto. Não tinha chance contra três homens fortes e bem treinados e teria que manter uma distancia bem segura daqueles bastões elétricos.

— Fale onde você colocou o bebê, garota, e não te machucamos muito. – falou um dos homens em um tom autoritário. Anne afastou um passo e mirou atentamente os bastões cintilarem nas mãos deles. Tinha duas escolhas de armas, ou pegava sua armadura que estava como um terceiro olho indiano na testa, ou transformava sua pulseira em um canhão de raios gama.

— Não sei onde ele esta. – mentiu tentando arrumar uma maneira de pegar sua armadura sem que os homens percebessem, mas era um pouco difícil.

— Não minta menina! Sabemos que ele esta por aqui em algum lugar. – falou o homem se preparando para usar seu bastão. Anne, vendo que tinha que pensar rápido transformou sua pulseira em um canhão e apontou para os homens que pararam no lugar.

— Mesmo que saiba lógico que não diria a vocês. – respondeu e logo atirou acertando um dos homens que foi lançado para longe. Então um deles se adiantou indo até ela, mas Anne conseguira mirar novamente e acertá-lo o lançado na parede.

O outro então se aproximou, mas diferente de seus parceiros ele conseguira desviar do ataque de Anne e tentara acertá-la com seu bastão. Por pouco Anne não é atingida, apesar do bastão ter passado bem perto de sua testa fazendo um risco vermelho na mesma. Se afastou um pouco e tentou pegar o pequeno objeto que tinha na testa, mas ao tentar fazer isso o homem mexeu o bastão em sua direção mais uma vez, dando tempo apenas para Anne levantar o braço onde estava o canhão e se defender com o mesmo. Mas a corrente elétrica do bastão passou pelo canhão e se espalhou por seu corpo fazendo que gritara com força.

Caiu no chão pesadamente sentindo o corpo todo arder por causa do choque. O homem a pegou pelo pescoço e a ergueu com muita facilidade interrompendo sua respiração. Se contorceu mesmo sentindo muita dor e mirou o homem que parecia não se importar nem um pouco com o fato de estar matando uma garota adolescente.

— Agora me diga onde está o bebê – falou em um tom divertido e autoritário. Pensando rápido levou uma mão até a esfera em sua testa a tirando e apertando com força, fazendo um brilho vermelho sair da mesma e que o metal que a compunha envolvesse seu corpo em uma armadura com um vidro no capacete da cor negra. O homem a soltou no mesmo instante enquanto a garota caía de pé no chão, mas com as penas um pouco bambas.

— Nunca vão pegá-lo. Eu não vou deixar! – Anne correu até onde o homem estava, desviando do bastão e acertando-o com um murro nas costas. Foi até ele novamente segurou o colarinho de sua blusa o levantando levemente, mas ela não percebera que um dos homens tinha se levantando e ia em sua direção.

Antes que ela pudesse se dar conta ele acertou um dos bastões em suas costas a fazendo largar o outro homem que caiu pesadamente no chão. A garota cambaleou para frente sentindo todo seu corpo dolorido, mas não teve tempo nem de pensar nas dores já que o homem tentou mais uma vez acertá-la com o bastão, mas dessa vez ela conseguiu esquivar. Agora eram dois tentando acertá-la e cada vez ficava mais difícil esquivar. Precisava de ajuda urgente.

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Na sala Luly ainda se encontrava imobilizada pelo homem. Se contorcia o máximo que podia, mas não parecia estar adiantando muito. Afinal o homem devia ser o dobro de seu tamanho e o triplo de sua maça muscular, não tinha a menor chance de escapar dele. De repente sentiu como o peso do homem desaparecia de suas costas e estava livre novamente. Quando virou seu rosto para ver quem era se deparou com uma cena impressionante. Deimos erguia aquele homem do chão como se não pesasse nada, ele o segurava pela gola da camisa e com apenas uma mão. Não que Deimos fosse muito menor que aquele homem, mas sua maça era metade da dele o que dava uma desvantagem para o garoto, mas lá estava ele o carregando como se tudo fosse ao contrario.

O demônio mirou sem emoção o homem e logo o tacou para fora da casa enquanto Luly mirava aquilo com os olhos arregalados de surpresa. E o garoto tinha seus poderes selados? Quanta força ele tinha em seu total? Engoliu em seco, não queria descobrir isso de jeito nenhum.

— Tudo bem? – perguntou o garoto se ajoelhando perto de onde estava assentiu ainda um pouco impressionada com o que tinha visto e se levantou. Em um estalido se lembrou de Anne no quarto com aqueles três homens.

Rapidamente se levantou, sentindo uma ligeira tontura por causa da velocidade que fez isso e logo depois correu até o quarto onde ela estava, pulando sobre um homem caído no meio do corredor e entrando no quarto, vendo como mais dois homens tentavam acertar de todas as maneiras possíveis sua amiga que fazia de tudo para desviar. O mais rápido que conseguiu transformou sua pulseira em um canhão e atirou em um dos homens o tingindo em cheio e logo depois atirando no outro que também foi atingido e desmaiou.

Anne sorriu para ela e logo se deixou cair de joelhos no chão enquanto Luly se aproximava preocupada e se ajoelhava do lado dela curando seus ferimentos. No mesmo instante Deimos entrou no quarto com Nick, o primeiro pegou os dois homens desmaiados e os levou para fora onde estava o helicóptero que tinham vindo, enquanto isso Nick ouvira um leve chorinho vindo do armário semi aberto, foi direto para o mesmo e pegou a pequena que estava la dentro a abraçando com delicadeza enquanto mirou preocupado a Anne que continuava com ferimentos feios de queimaduras.

— Ai! – exclamou a garota ao sentir como Luly tocava levemente um desses ferimentos, a mesma pediu desculpas e logo voltou a seu trabalho, tomando cuidado para não tocar mais em nenhum machucado. Anne se virou para ver Nick segurando a pequena e sorriu levemente, ainda com uma ligeira expressão de dor. O garoto se aproximou e se ajoelhou perto da garota afastando um pouco a pequena de si e fazendo a mesma mirar a Anne com aqueles olhinhos marejados. – Tudo bem pequena, tudo já terminou.

A pequena fechou a cara mais uma vez e voltou a chorar enquanto Anne sorria ligeiramente e carregava a mesma com cuidado a abraçando com delicadeza. Deimos acabara de chegar no lugar e ficou lado a lado com Luly que mirava a cena com um sorriso estampado no rosto, Nick que estava do lado de Anne apenas passou um braço por seu ombro tentando confortá-la.

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Tudo já tinha terminado e a pequena bebê já tinha sido entregue a sua mãe que voltara um pouco preocupada ao saber que sua casa tinha sido atacada. A pequena se despedira de Anne com um pequeno chorinho de tristeza, mas logo a entregou um pequeno pingente onde tinha o formato de uma ninfa com um longo vestido e suas asas grandes muito parecida com as de fadas bem abertas e reluzentes.

Agora os garotos estavam de volta a sede, Luly jogada no sofá lendo um livro e ouvindo musica enquanto Anne se encontrava novamente mexendo em seu em seu Tumblr. As duas distraídas e sem querer mais nada da vida, já tinham tido sua dose de aventuras no dia e agora queriam descansar. Bom... Essa era a idéia até Deimos e Nick entrarem no quarto com as roupas formais, ternos e sapatos sociais, Nick tinha seu cabelo bronzeado em um topete mais organizado enquanto Deimos apenas ajeitara um pouco seus cabelos bagunçados. Anne levantou uma sobrancelha ao ver aquilo.

— Para que tanta reprodução rapazes? – perguntou confusa mirando os garotos que apenas se encontravam um pouco constrangidos e incômodos nas roupas.

— Para o baile que vai ter comemorando o aniversario da organização. – falou Luly que tirara um de seus fones para poder ouvir o que ocorria a sua volta. Ela então inclinou sua cabeça para trás e mirou acusadoramente os garotos. – Uma coisa que eles esqueceram de nos falar não é mesmo rapazes?

Os dois desviaram o rosto um pouco constrangidos. Não era a intenção deles esquecer essa data, mas as missões vinham com tanta freqüência que era difícil pensar em algum baile. Deimos pensou um pouco, se eles não tinham falado para elas, e Anne não sabia, como Luly conhecia sobre aquilo?

- E como você sabe sobre ele? – perguntou desconfiado. A garota voltou seu olhar para o livro, mas realmente não o via. Sua visão tinha ficado seria e sem emoção como aquele dia dos lobisomens.

— Antes de ir encontrar com vocês hoje trombei com a Clariza. – respondeu a garota como se não tivesse importância alguma. Seus amigos ficaram tensos só de ouvir o nome da garota. Ela e Luly não se davam nada bem e sabia que por causa dela Luly quase se tornaram uma garota sem emoções. – Ela acabou me falando sobre o baile como se fosse para se exibir dizendo que teria vários pares nele.

— Mas deixando isso de lado, vocês vão? — perguntou Nick tentando mudar rapidamente de assunto. Ninguém ali gostava dos assunto Clariza, principalmente Deimos que ficara uma fera desde que descobrira o motivo pelo qual os lobisomens trataram com tanta falta de educação a Luly.

— Fora de cogitação. – respondeu Luly no mesmo instante voltando a ler seu livro e colocando seu fone de volta no lugar para não ouvir mais sobre o assunto.

— Não sou muito de festas. – respondeu Anne voltando a mexer em seu celular. Os garotos se entreolharam e um pequeno sorriso surgiu no rosto de ambos, para logo deixar passar pela porta pequenas fadinhas que foram direto para Luly e Anne que se sobressaltaram com as mesmas.

— Mas o que é isso? – perguntou Luly vendo como as fadinhas a levantavam e a examinavam de cima a baixo, medindo seu tamanho e negando toda vez que viam sua roupa.

— Sabíamos que vocês nãos iam aceitar por isso pedimos um pequeno favor a Ninfa que ajudamos. – falou Deimos colocando as mãos no bolso e sorrindo divertido para as garotas que eram completamente remexidas pelas fadas.

— Ela nos emprestou essas fadinhas para assim elas arrumarem vocês duas para o baile que não importa vocês quererem ou não, vão ir. – disse Nick cruzando os braços e se dirigindo para a porta novamente junto com Deimos. – Saiam quando estiverem prontas ok?

Os dois saíram deixando as duas garotas para trás gritando histericamente. Os dois esperaram do lado de fora ouvindo as reclamações das duas garotas que definitivamente não queriam ir. Quando a porta finalmente abriu Anne usava um vestido verde-água, sem mangas, que deslizavam por seu corpo se ajustando na cintura, nos seios e no quadril até chegar as pernas onde escorriam um pouco mais largo que iam até seus joelhos. Tinha em seus pés delicadas sandálias brancas de salto alto enquanto dando a volta em seu corpo, deslizando pelos braços tinha um ligeiro chalé de um verde-água bem claro, praticamente transparente e com pontinhos brilhantes. Luly já usava um vestido que tinha apenas uma manga que começava pelo inicio do ombro e tinha uma ligação com a parte dos seios que ia em linha reta até abaixo do braço oposto, a manga era longa, tanto que chegava a tampar seus dedos. Ele era justo até seu quadril e depois descia por apenas um lado, deixando-o curto do lado direito e indo até o joelho no lado esquerdo, em sua cintura também tinha preso um delicado laço de um azul claro praticamente transparente que estava amarrado de lado e deixava suas partes que sobravam caídas do lado esquerdo de seu quadril. Seu vestido era da cor azul marinho e tinha nos pés um delicado sapato de salto alto da cor branca.

Anne tinha seu cabelo solto jogado um pouco para frente, caindo sobre os ombros enquanto Luly tinha o seu preso em um estranho coque que parecia fazer um redemoinho com seu cabelo e deixar suas pontas caídas nas costas, bem no inicio das mesmas, enquanto sua franja estava completamente solta caindo um pouco em seu olho esquerdo. As duas não estavam muito felizes com o que tinha acontecido e seus rostos demonstravam bem isso.

— Odeio vocês dois. – falou Luly os mirando com cara de poucos amigos para logo depois começarem a andar na direção do local onde seria a festa. Luly não sabia andar de jeito nenhum em um salto, evitava um sempre que podia e devia dizer que odiava ser obrigada a usar agora.

Quando chegaram e abriram a porta viram varias pessoas dançando umas com as outras, a musica alta ecoando por todo o lugar e algumas mesas de comida nos cantos da enorme sala que estavam. Era o salão principal, aquele que os dois garotos levaram as meninas quando chegaram, só que agora estava completamente enfeitado e praticamente lotado de pessoas, com um palco posto bem na frente de todo o lugar.

— Mais uma festa que ficarei em um canto sobrando. – disse Luly em um suspiro começando a andar para uma das partes onde ficavam a mesa de comida. Passou com um pouco de dificuldade das pessoas que rodeavam o lugar e dançavam no compasso da musica e chegou até a mesa de toalha branca por cima e cheia de comidas que variavam de salgados a doces. Pegou um dos vários doces que tinha na mesa e deu uma pequena mordida no mesmo virando a cabeça de maneira inconsciente para o lado. – Speed? Dok?

Os dois mencionados se viraram em sua direção e a miraram um pouco confusos e logo um sorriso apareceu no rosto dos dois ao verem a garota a poucos metros do lado deles. Dok usava um terno completamente negro, até mesmo a blusa debaixo do jaleco era negra, apenas a gravata que ficava em contraste por causa de sua cor vermelho vinho. Ele também usava as luvas negras tampando suas patas dianteiras que sempre ficavam como mãos já que andava como um humano normal. Speed usava a mesma coisa que seu amigo, variando apenas na blusa debaixo do jaleco que era vermelha se misturando muito com a gravata também vermelha, mas um pouco mais escura. As luvas dele também eram negras e sua calça tinha um pequeno buraco para passar a enorme cauda de papa-léguas.

— Pensei que não viriam a uma coisa dessas. – mencionou se aproximando dos dois com um sorriso no rosto. Pelo menos duas pessoas que poderia conversar durante a festa.

— Na verdade não viríamos, mas Roger disse que devíamos vir para caso alguns dos equipamentos de som ou de luzes derem problema, coisa que eu duvido muito já que fomos nós que construímos. – disse Dok com um sorriso no rosto enquanto Speed estava alguns passos de onde estava estranhamente calado. – Mas e você? Também pensamos que não viria já que você não parece curtir muito essas coisas.

— Deimos e Nick obrigaram eu e Anne a vir nessa festa e ainda me fizeram vestir essa porcaria. – disse apontando para o vestido que estava usando enquanto colocava uma cara de asco. Realmente não lhe agradava nada esse tipo de roupa. – Na verdade nem sei o que vou fazer aqui se nem sei dançar.

— Pois então aprendemos. – falou uma voz atrás dela e quando se virou se deparou com Anne sorrindo ligeiramente. Luly sorriu para ela e logo as duas puxaram Speed e Dok par a pista de dança. Anne ficara com Dok enquanto Luly acabara puxando Speed. Como a musica não era muito rápida o papa-léguas teve um pouco de dificuldade para seguir o ritmo enquanto Luly também estava um pouco nervosa, não querendo pisar no é de ninguém.

— Acho que isso não ta dando muito certo. – comentou a garota com um sorriso no rosto e olhando para seus pés. Speed deu uma ligeira risada e respirou fundo.

— Não consigo me mover tão lentamente, é como se estivesse indo contra minha natureza. – comentou ele também sorrindo.

— Então faremos o seguinte. Marcaremos nossos passos para assim não ficarmos os dois sem saber como agir. – propôs a garota fazendo os dois pararem para começar novamente. – Um, dois, três. Um, dois, três. Um, dois, três. – primeiro começaram lentamente contando um passo atrás do outro até pegarem o ritmo e apressarem um pouco mais.

Não era tão complicado quando se seguia apenas uma passada como quando se dizia direi, esquerda, direita, esquerda. Chegou um momento que nenhum dos dois precisou mais olhar para baixo e na hora de trocar de parceiro era só seguir o mesmo esquema já que como a musica não era rápida o estilo de dança não variava nem um pouco.

— Me empresta ela um pouco? – perguntou Deimos segurando a mão de Luly e a puxando para longe de Dok que apenas sorriu em resposta. A garota, um pouco desconcertada mirou envolta para procurar ajuda, mas Anne também tinha sido puxada por Nick e estavam do outro lado da pista de dança. Suspirou derrotada um pouco antes de sentir como Deimos a levantava ligeiramente colocando seus pés encima dos dele. – Você é muito levinha sabia?

— Obrigada pelo elogio. – disse a garota sem mirá-lo. Seu tamanho realmente era uma coisa que desprezava, parecia uma boneca perto dele e o pior de tudo é que perto dele, com ele a segurando daquela maneira, parecia mais uma criança do que uma adolescente. Isso era uma humilhação.

— Com raiva por que? – perguntou o garoto levando uma mão até o queixo dela o levantando levemente para que ela o mirasse. Um ligeiro vermelho apareceu em seu rosto ao ver como a pele pálida do garoto parecia reluzir com aquelas luzes cintilantes. Afinal, quem foi a inteligência que tinha que fazê-la ser parceira de uma coisa que tanto gostava? E por que tinha que ser um garoto? Não podia ser uma menina para serem apenas amigas? Odiava muito sua vida. – Ou será que esta apenas envergonhada?

— Não é da sua conta como estou ou como deixei de estar. – falou virando o rosto para o lado com brutalidade para fazer a mão do garoto sai de debaixo de seu queixo. Não estava com raiva dele, só não podia se pertir sentir o que estava sentindo.

— Não devia ficar tão nervosa. – disse o garoto voltando a pegar o queixo dela e puxando seu rosto para mais perto. Não iria deixar essa chance escapar, pela primeira vez conhecia alguém que não tinha medo dele, a primeira pessoa que o enfrentava sem dar para trás, a primeira pessoa que o havia encantado completamente, não deixaria isso passar. – Estamos aqui para nos divertir afinal das contas.

O rosto da garota corou ao ver a proximidade que estava, mais alguns centímetros e perderia seu BV antes do que queria, ou talvez quisesse perdê-lo nesse momento, mas não admitia para se mesma. Rapidamente o empurrou de leve e se afastou um pouco mexendo em seu cérebro para arrumar um desculpa para sair de lá.

— Se me dá licença vou pegar algo para beber. – disse e logo entrando no meio da multidão indo até uma das mesas. Se apoiou na mesma e respirou fundo pegando um dos copos de refrigerante que tinha no lugar. Isso não era exatamente o que pretendia, mas o quanto mais distante ficasse daquele garoto melhor seria para sua sanidade mental. – Isso não esta nada legal.

— Por que você não quer que esteja. – falou uma voz atrás dela a fazendo se virar e se encontrar com sua amiga Anne que tinha um sorriso no rosto. Ela ficou lado a lado com a garota a mirando um pouco estranhada enquanto a mesma bebia pouco a pouco o refrigerante. – Por que não deixou que rolasse? Você é a mais romântica de nós duas e quem esta se dando bem nesse assuntou sou eu. O que esta acontecendo?

— Um dia eu te conta a historia, por enquanto deixa eu me virar para não passar de amizade com o Deimos ok? – deu mais um gole em seu refrigerante fazendo uma pequena gota de saliva escorrer pelo canto de seus lábios. Estava mais com sede do que imaginava...

Anne também pegou um copo para se e deu uma pequena saboreada no mesmo. Não entendia sua amiga algumas vezes, podiam ser o mais parecidas que fosse, mas tinha ocasiões em que Luly era realmente um enigma. De repente duas garotas passaram na frente delas e por estarem distraídas as duas nem notaram quem era, mas não demorou muito para a atenção delas voltarem para as garotas já que uma delas deixou derramar o conteúdo de seu copo todo no vestido de Anne que a única coisa que pode fazer foi se apertar mais na mesa e olhar o estrago que tinha feito.

— Ops, que desastrada. – disse a garota com um tom falso de lamento. Era na verdade a amiga gata de Clariza, ela usava um vestido rosa que mostrava toda as costas e que ia apenas na metade das cochas sendo um pouco rodado, sapatos de salto alto também rosas e luvas da mesma cor que só iam até os pulsos. – Mas não se preocupe, esse vestido só servia como pano de chão mesmo.

— Ora sua... – Luly já ia para cima da garota quando Anne a segurou, estava em um clima de festa e não queria estragar tudo apesar de estar morrendo de vontade de meter um murro na cara dessa garota. – Tenha mais respeito, nem estávamos ligando para vocês.

— Claro que não estavam. – falou Clariza que tinha um vestido vermelho vivo que ia até o tornozelo do lado direito e era completamente descoberto do esquerdo, nos seios ele deixava grande para a mostra, e não pegava os ombros, mas rodeavam o pescoço e amarravam na nuca. Os sapatos que usavam era de um prateado que reluzia na luz e chegava até metade de sua canela. – Afinal vocês estavam dançando com aqueles otarios do laboratório.

— Olha como fala! – gritou Anne soltando Luly e se preparando para um bom murro na cara. – Eles são nossos amigos e muito do que eles fazem vocês não fariam nem a metade, sem falar que são eles que inventam esses aparelhos que vocês usam nas missões.

— Aquelas bugigangas inúteis? – falou a garota gata sorrindo de maneira burlesca e soltando uma gargalhada irônica. – Não precisamos daquilo, são penas ferro velho e mais nada. Apenas os humanos fraquinhos usam.

— Agora saiam da nossa frente antes que chamemos o caminhão de lixo. – Clariza empurrou Luly fazendo a mesma cair no chão sentada, mas a mesma não deixou barato e logo que voltou a abrir os olhos que tinha fechado por causa da queda, mandou o copo direto na cara de Clariza, e sendo o mesmo de um vidro não muito forte se partiu bem no rosto da garota fazendo os cacos perfurarem sua pele com potencia e fazendo com que o liquido no mesmo se derramasse todo na mesma.

Anne também não perdeu tempo e tacou o conteúdo de seu copo bem no rosto da garota gato e logo depois levou o punho livre na direção de seu rosto acertando em cheio no meio da cara, fazendo a garota ser impulsionada para trás e cair sentada no chão com as mãos no rosto e lamentando de dor. Mas por causa da força e raiva que tinha colocado naquilo, a outra mão também se apertou em um punho fazendo o copo que estava em sua mão se quebrasse e cortasse um pouco sua pele.

— Isso é para aprenderem a não falar mau dos nossos amigos! – gritou Anne ainda com o punho fechado e mirando raivosa as duas garotas. Luly se levantou também e as mirou da mesma maneira que Anne estava fazendo, pronta para continuar a briga, mas alguém segurou seus ombros e a puxou para trás a chocando com um corpo bem maior que o seu.

Anne também ia voltar a brigar, mas como Luly alguém a puxou para trás e começou a afastá-la do lugar. As duas saíram reclamando sem parar, sendo arrastadas pelos dois garotos que tentavam abrir passagem pela multidão e entrar em um lugar isolado. Quando finalmente encontraram uma porta mandaram as duas garotas para dentro, entrando logo depois e fechando a porta. Era uma sala vazia e pela falta de luz estava completamente escuro, salvo pela claridade que vinha da enorme janela que dava vista para o universo um pouco alem da terra.

— Vocês são doidas?! – exclamou Deimos mirando as duas que ainda estavam furiosas com o que tinha acontecido. – Não bastou da primeira vez tinham que armar briga de novo?

— Foram elas que começaram!! – rebateu Anne apontando para a porta, mas logo voltou a ver sua mão que estava com alguns cacos de vidro presos nela. Começou a tirar um por um tentando não reclamar muito da dor. – Tentamos até evitar, mas elas provocam.

— Pois saiam de perto!! – gritou Deimos. Mais uma briga dessas e elas acabariam sendo expulsas.

— Por que ao invés de defender seu idolozinho não faz algo que presta e fica do nosso lado!!! – gritou Luly já com a paciência acabada. Sempre que via algo errado seu sangue fervia e sua vontade era de sair distribuindo murro para todos os lados, mas se contentava em gritar mesmo. – Pelo menos uma vez na sua vida confia na sua equipe!

— Não estávamos falando de confiança, mas sim de que se continuarem aprontando confusão assim vão acabar sendo expulsas. – rebateu Nick em um tom mais calmo tentando fazer as duas entenderem.

— Não tem problema, eu falo que a culpa foi minha e só eu vou ser expulsa!! – gritou Luly mais uma vez. Anne a mirou com uma cara desconcertada e já estava preste a retrucar, mas Luly tomou sua frente. – Não me importa o que aconteça comigo, e sim Anne não vou deixar que você seja expulsa desse lugar, mas se puder defender meus amigos enquanto ainda tenho chance então vou brigar até mesmo com o líder dessa porcaria!!! Pois diferente de vocês eu não levo desaforo para casa!!! Essa faze minha já passou!!

Luly saiu do quarto batendo o pé com força no chão e resmungando mais algumas maldições. Deimos suspirou e foi atrás da garota enquanto Nick e Anne ficavam no quarto sozinhos. A garota suspirou e foi até a janela que estava ali perto. Sua mão estava dolorida por causa dos machucados e ainda tinha a impressão que tinha cacos de vidro na mesma. Fora isso ainda sentia o ódio pelo o que havia dito Clariza e sua amiguinha gata, mas não poderiam fazer nada se não seriam expulsas. De repente sentiu como um braço passou por seu ombro de uma maneira tranqüilizadora. Olhou para o lado se encontrando com Nick que tinha um ligeiro sorriso no rosto.

O garoto queria apenas tranqüilizá-la, mas se esquecera do sangue que ainda escorria pela mão da garota por causa dos cortes e agora que estava perto o suficiente dela para sentir completamente o cheiro delicioso do sangue dela. Respirou fundo já não podendo resistir mais, seus olhos ficaram de um vermelho brilhante reluzindo na escuridão do quarto enquanto seus caninos aumentavam para fora da boca. Segurou delicadamente o pulso da garota e levou a mão da mesma até seu rosto, respirando profundamente o cheiro do sangue e logo depois passando sua língua pelo local onde o mesmo escorria.

Anne só conseguiu abrir a boca para soltar um suspiro enquanto Nick passava a língua por cada canto que tinha rastro de sangue em sua mão. Reclamar? Para que? Sempre gostara dos vampiros e no que era mais viciada era nas mordidas. Sentia como Nick subia lentamente o rosto por seu braço logo depois de terminar de lamber todo o sangue que tinha em sua mão, agora ele se dirigia para o pescoço que no momento estava praticamente todo descoberto. Ele roçou a ponta de seus caninos na pele de seu pescoço passando calafrios por todo seu corpo e logo depois a tão esperada mordida.

Letamente ele perfurou sua carne com aqueles dentes afiados fazendo o sangue sair livremente do mesmo, permitindo que ele o beba sem problemas. Os olhos da garota ficaram nublados pelo prazer que passava por seu corpo e tudo o que conseguiu foi passar a mão livre pelas costas do garoto o aproximando mais de si. Suas pernas tremiam e seu coração parecia que queria saltar para fora, mas mesmo assim um sorriso genuíno apareceu em seu rosto, mostrando que aquilo não a desagradava nem um pouco.

O garoto se separou ligeiramente dela e a mirou diretamente nos olhos. Os dele ainda tinham aquela cor avermelhada brilhante que pareciam ter hipnotizado a garota como nunca antes fizera. Logo ele juntou os lábios dos dois em um beijo apaixonado e sincero onde a garota pode sentir o gosto metálico de seu próprio sangue.

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

Caminhava a passos pesados pela multidão do lugar, a única coisa que queria era ficar sozinha para respirar e ponderar um pouco sobre o que aconteceu, mas enquanto passava perto de uma porta sentiu como alguém lhe segurava, abria a porta e a mandava lá para dentro. Cambaleou um pouco e voltou a ver quem que havia a mando para dentro daquele lugar escuro. Bufou ao perceber que era Deimos que fechara a porta logo em seguida e a mirou com aqueles olhos reluzentes.

— Por que não pode esperar eu explicar as coisas antes de sair dando gritos para todos os lados? – perguntou o garoto calmo se aproximando dela lentamente. Luly se afastava do garoto, ainda irritada e com a cara fechada.

— Porque não quero ouvir você defendendo aquela garota infernal!! – gritou tentando dar a volta no garoto para sair daquele lugar escuro, mas ele a segurou com força e a fez voltar, para que assim pudesse encará-lo como deveria.

— Só não quero que você vá embora!! – rebateu o garoto segurando os ombros dela com força e a mirando diretamente nos olhos. Queria que ela entendesse o que sentia e assim terminasse com essa birra inútil. – Se continuar tendo essas discussões com a Clariza ela vai acabar arrumando um jeito de te expulsar! Eu não suportaria se isso rolasse!

— Agora ficou apegado a mim? Antes você não me suportava, odiava quando eu implicava com você, parecia querer arrancar meu braço quando cheguei e implicou comigo porque estava me divertindo com você!! – rebateu um a garota um pouco corada, sabia o que aquilo significava, só não conseguia acreditar. – Desde que cheguei você nem liga para o que eu faço ou deixei de fazer!!

— Ta enganada! Desde que te vi eu percebo o que você faz, não consigo parar de perceber. – falou um pouco mais calmo se aproximando da garota lentamente. Nervosa, Luly mordeu o lábio inferior com força tentando não dizer mais nada que denunciasse esse seu nervosismo, mas por fazer isso com muita força um pouco de sua pele se feriu, fazendo uma pequena gota de sangue escorrer pelo mesmo.

Deimos, ao sentir o cheiro do sangue não teve tempo de controlar suas reações e quando percebeu já estava lambendo a pequena gota de sangue no lábio da garota, subindo lentamente até selar seus lábios com o da garota que se encontrava em estado de choque no momento. O beijo já começara intenso, com o garoto bebendo o sangue que escapava de sua ferida e fazendo com que mais saísse do mesmo. A garoto já não sabia mais que reação tomar, aquele era seu primeiro beijo e tudo estava indo muito depressa.

De repente ela sentiu a parede em sãs costas e as mãos do garoto prendendo seus pulsos com força enquanto continuava a beijá-la com ferocidade. Fechou os olhos com força tentando pensar que aquilo não estava acontecendo daquela maneira, que não estava ocorrendo tudo tão rápido, mas uma opressão no peito a fez abrir os olhos rapidamente. Deimos agora beijava seu pescoço enquanto parecia sugar alguma coisa de dentro de seu corpo, não era sangue como fazia com os lábios, era algo bem mais importante. Tinha que fazê-lo parar, suas forças estavam quase se esgotando e sabia que se não fizesse alguma coisa logo aquilo iria ter um fim trágico.

— D-deimos. – chamou com a foz quebrada e abafada por causa da forte opressão que sentia no peito. O garoto pareceu acordar do traze e se separou rapidamente dela, ambos com as respirações agitadas, mas Luly acabou caindo no chão por causa da falta de energia que estava sentindo.

— D-desculpe. – disse o garoto um pouco envergonhado desviando o olhar rapidamente. Seus punhos estavam fechados com força e em sua mente se passavam varias maldições contra se mesmo. – Faz muito tempo que não bebo sangue o como uma alma. Não pude me controlar.

— Tudo bem. – falou a garota se apoiando na parede para tentar se levantar, mas suas pernas estavam bambas e suas forças quase no zero. Nunca se sentira tão cansada e esgotada como estava agora. – Só me ajude a levantar e vamos sair daqui.

O garoto apenas assentiu e ajudou Luly a se levantar a tirando do quarto no mesmo instante e a levando para levá-la até a grande animação que tinha do outro lado. A garota só queria ir para seu quarto e tirar um bom cochilo, mas ao parecer isso não seria possível no instante. Do outro lado Nick e Anne saiam do quarto que estavam, os dois de mãos dadas e sorrindo de maneira cúmplice.

— Agora iremos anunciar a equipe que teve o maior desempenho esse ano em nossa organização! – exclamou Roger no palco na frente de todos. A musica fora diminuída e todos prestavam atenção no que ele falava. Luly pode ver como Clariza, que estava a poucos metros de onde estava, sorria de maneira egocêntrica como se já dissesse: “isso é meu”. Suspirou, queria sair dali! – Os ganhadores foram a mais nova equipe daqui e que teve seu desenvolvimento tão rápido que no primeiro dia já resolvia missões de ranking A. Dêem uma salva de palmas para os agentes: Anne, Luana, Deimos e Nick!!

Os quatro foram pegos de surpreso. Em meio a tantas palmas eles não sabiam como reagir, não esperavam que aquele premio fosse entregue exatamente para eles. Bem que tinham se esforçado muito, mas não justificava o fato de ganharem algo tão grande. Eles então se aproximaram do palco e subiram no mesmo com Anne e Luly recebendo um troféu que tinha em seu topo as letras OPM, tudo de ouro, com uma Plaquinha em baixo com o nome de todos os componentes do grupo e uma pequena dedicatória.

As duas garotas levantaram o troféu com animo, ouvindo as palmas e gritos de todos. Luly pode ver ao longe como Clariza ficava mais irritada do que nunca e saía de perto batendo o pé, olhou para o lado e viu Anne segurando a mão de Nick com força enquanto ria e mostrava o troféu. Sorriu, talvez não fosse tanta perda de tempo ter vindo nesse baile afinal.

Notas finais
Falando serio adorei o final que acabamos com a cara daquelas duas sem vergonha u.u! Ninguém fala mau dos nossos amigos e sai como se não tivesse feito nada!! hehehehe, mas como eu estava falando, estou tomando nojo daquelas duas e olha que fui eu que as criei e para aqueles que querem ver a Luly (yo) com o Deimos (*¬*) vão perceber o porque o estou evitando no próximo cap ^^. Mas naum se preocupem logo isso passa. *e anne pare de delirar com a cena entre você e o Nick, vai acabar matando a Inner ai* deixa ela sonhar! Ela tem todo o direito disso *a Inner tambem tem o direito de se manter sã* Pra que? Eu naum sou sã olha como estou! *não vai querer que eu comente vai?* logico que naum ¬¬.
Até o proximo cap ^^.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.