Operação babá

3 Chapther three


Miyako P.O.V On

Parece que quando ficamos em paz, destruímos os digimaus, pacificamos as terras, vem mais uma, parece que tudo se encaminha pra mais uma batalha, mas primeiro precisamos encontrar o inimigo.

Fico pensando em mil razões pra essa maluquice e cada uma faz menos sentido que a outra.

Vingança, tá bem o Ken fez muita merda no passado, mas se redimiu, quem fez essa macumba, feitiço, ah sei lá… Não deveria ter pensado nisso enquanto o Kaiser tava tocando o terror, a parte que não faz sentido nessa possibilidade é o envolvimento do Daisuke, se é algum digimon se vingando do Kaiser então o que o pastel tem haver?

Fato que os dois estão dando muito trabalho, choram, mamam, fazem a maior sujeira quando comem, não falam mais e nem andam, e o pior é que eu quero ver como vou dizer pra família do Ken que não poderemos ir ao jantar na casa dos tios dele em Osaka, já é agora no fim de semana, o que eu faço, o que eu digo? O Ken me deixou numa fria, eu sei o que é certo, mas não posso entregar os pontos assim sem ao menos ter tentado, tento imaginar a cara dos dois se vissem a fofura que o filho se tornou, não posso chegar em Tamashi e dizer “toma que o filho é seu”. Enquanto eu refletia eu fazia careta e balançava o chocalho, Kami como é kawaii, os olhinhos índigos curiosos com os ursinhos pendurados no alto do carrinho, eu até conversava com ele como se eu estivesse entendendo, mesmo eu só escutando babuseios e gritinhos agudos.

Hikari também parecia derretida com o Daisuke nos braços, o Taichi tava empurrando o carrinho cheio de Digimons e a Hikari carregando, ri muito daquilo, Agumon, Tailmon, Gabumon, Biyomon, até o Patamon na parte de cima do carrinho… Ok é esquisito, eu e a minha amiga estamos basicamente criando nossos namorados.

Eu não sei se ele me ouviu, se entendeu, mas de dentro do carrinho ele me encarava com uma atenção… Aw eu to muito derretida o Ken deu uma risadinha tão cuti.

Miyako P.O.V Off

— Bom gente, chegamos a cidade do princípio! Aponta Takeru.

— Aqui Dai, agora você pode ir brincar. Hikari coloca o ruivo no chão que era acolchoado.

— O que pretende fazer Miyako-Chan? Pergunta Koushiro vendo a violacea tirando o macacão e deixando Ken mais a vontade de boddy.

— Ah… Kami não podemos esconder isso pra sempre. Ken a olha curioso.

— “Pra sempre, será que isso não é reversível”?

— Creio que pra tudo tem um jeito, mas obviamente não podemos nos esconder as férias inteiras aqui com eles, Miyako o Ken já possui um histórico de desaparecimento, mais um desses iria deixar os pais deles em depressão.

— Eu sei Koushiro-San, até agora esse jantar em família me atormenta, invés de mais um prato eles vão ter que colocar um cadeirão. Miyako se senta com Ken no colo. _ E você vai lá brincar, Wormmon fica de olho no Ken. Pede a violacea soltando o pequeno.

— Vamos brincar Kenzinho. Wormmon o chama empolgado e só depois vê o parceiro engatinhando.

— Acho que ele não sabe andar, ae é só colocar um pé depois o outro. Ensina Hawkmon arrancando risos de Koushiro e Miyako.

— Hawkmon, o Ken deve estar com uns oito meses, não anda, só com ajuda. Miyako segura Ken pelas mãos e caminha junto até se deparar com Elecmon e Patamon.

— Eu não disse, dois digiescolhidos viraram bebês, Elecmon sabe de alguma história de bolinho encantado? Pergunta Patamon.

— Encantado? Elecmon reflete, a última vez que ouvi falar de um alimento encantado foi quando o Takeru leu Branca de neve para os bebês Digimons.

Todos ficam com uma gotinha.

— Acho que você vai ter que aguentar mais um pouquinho Kenzinho. Fala Wormmon.

Enquanto isso...

Iori encarava Takeru de longe, parecia que algo no parceiro de jogrees incomodava o herdeiro da confiança e sabedoria, o lutador de kendo olhava o loiro brincando com os pequenos Digimons e sussurrava “Eu não queria ter visto”. A música Till the world ends não saia mais da cabeça do lutador, aquela tarde que ambos foram a suas casas buscar os carrinhos e brinquedos, Iori não demorou mais de meia hora pra encontrar tudo, já que sua casa estava bem organizada ficou fácil encontrar tudo o que precisava, já Takeru demorou tanto pra responder as mensagens que o lutador de kendo mandou que o mesmo perdeu a paciência e foi ver se tinha algo errado ou se o amigo precisava de ajuda.

O jovem foi em direção ao apartamento do loiro, a porta estava meia aberta e parecia que o amigo não estava sozinho.

Ouviu a princípio bronca, parecia que Takeru pedia pra alguém não fazer mais esse tipo de surpresa, pois podia acabar mal, depois ouviu risinhos que pareciam de uma garota, de tanto o loiro repetir parecia que o nome ficou fixo em sua mente, Merry, tudo bem era normal todos os digiescolhidos estavam mais velhos e nessa fase de descobrir o amor, mas a informação que irritou Iori era que Takeru eram primos, o castanho presenciou um incesto, tinham luzes coloridas tomando o ambiente e Takeru dizia claramente que ambos eram primos e que se a família descobrisse eles iam se meter em sérios problemas,mas viu os corpos se movendo ao ritmo da música, ouvia os gemidos abafados.

Iori correu pra fora quando viu a garota baixando sensualmente as calças do loiro e ri dizendo “É nosso segredinho, priminho… Eu não conto, você não conta e nós nos divertimos”.

— “A tia Nancy não vai descobrir, estamos fazendo direitinho”. Provoca o loiro zombando arrancando risos.

—“ Assim que se fala, me mostra o que aprendeu”.

Então antigamente os primos Takaishi Ishida se odiavam e agora um deles amava tanto a prima á ponto de jogarem com a inteligência da família, ninguém percebeu nada? Iori refletia vendo o amigo correndo e brincando, a vontade era de expor que viu a brincadeira dos priminhos.

— Por quanto tempo vai fingir? Resmunga Iori.

— Quem ta fingindo Iori-Kun? Pergunta Joe chegando próximo ao mais novo junto com Yamato.

— Yamato-San, que história era aquela das bonecas que você e o Takeru destruiam? Pergunta o mais novo.

— Coisa de pivete, eu e o Takeru gostávamos de atazanar as pestes da Merry que deve estar mais ou menos na idade do Takeru e a mais insuportável de todas Stefani, tem a idade do Joe, mas é uma praga insuportável, graças a deus depois do divórcio nunca mais a vimos. Yamato resmunga.

— “Você não viu, parece que alguém não contou sobre a visita”. Pensa Iori.

Um pouco afastado, os bebês Digimons estão todos curiosos com a novidade, já tinham visto os humanos, mas nunca tão pequenos e sem saber pronunciar um simples oi.

Daisuke segurava um YukimiBotamon, e babuziava tentando conversar deixando o pequeno completamente confuso.

— Ele não sabe falar?Questiona o digimon.

— Ele desaprendeu. Hikari explica.

Wormmon teve um pouco de ciúmes quando viu o parceiro cercado de Leafmon, Mimi contorna bem a situação.

Veemon fazia caretas, a princípio Daisuke só o encarou curioso e acabou rindo.

— Aqui Dai, dadinho. Veemon joga um dado de pelúcia e quando o ruivo pega já leva o objeto a boca.

— Aw acho que ele gostou… Ta divertido é ruivinho? Hikari falava com uma voz infantil tirando algumas letras das palavras, pegou o chocalho e ficou balançando.

— “Hikari-Chan, porque está falando errado, eu to entendendo tudo o que diz”. Daisuke tentava explicar.

— Vamos papar uma frutinha, uma maçãzinha bem gostosa. A castanha raspava a maçã fazendo Daisuke virar a cara.

Ken também não gostou da colherada de banana amassada.

— “Bah será que tudo tem que vir mastigado? Parece o almoço”.

Ken colocava uma parte pra fora e engolia outra.

— Olha o avião. Miyako trazia mais uma colherada e Ken fecha a boca. _ Você prefere um mingau morninho? Pergunta Miyako vendo Ken se afastando, só não conseguiu ir longe porque Wormmon o segurou com a teia.

— “Wormmon, me solta isso não tem graça”. Ken reclamava e chora pra sair dali.

— Calma Kenzinho, eu tô te machucando? A Miyako- Chan só vai te dar um leitinho, deita ele aqui Miyako-Chan é macio. Indica Wormmon.

Ken só parou de chorar quando sentiu o sabor do mingau.

“Miyako levanta, vamos… não temos tempo pra isso a caverna fica ali”. Ken tentava se levantar e a violacea e Hikari trocam um olhar de dúvidas.

— Não pequenos agora vocês vão tomar Tetê e nanar.

— “Eu não to com sono Hikari-Chan”. Daisuke negava mas boceja e se aconchega nos seios da namorada.

—Tô termina o mama, eu to derretida Miyako, tão frágil, kawaii.

— É e eu to com a corda no pescoço, mas tomara que passe logo.

— Vai passar Miyako-Chan, Hikari tira a fraldinha de pano e seca a boquinha, e o nina, infelizmente balança um pouco o bebê após a mamada o que ela não sabia era que isso o faz gorfar.

Após se limpar a castanha retornava.

Miyako e Hikari aceitaram a sugestão dos Digimons e colocaram a mantinha e os travesseiros deles no acolchoado da cidade do princípio e os colocaram ali deitados, no começo quiseram abrir o berreiro, mas foram calados com a chupeta, e Veemon junto com Wormmon ficaram de babá deles, ficaram do lado dos pequenos.

— “Soneca, mingau, chupeta… Pra mim chega anda Ken ninguém… Ichijouji… isso é hora de dormir? Pergunta o ruivo olhando o bebê dos cabelos indigos chupando a chupeta e cheirando a ponta da mantinha dormindo.

— Tem que ficar quietinho Dai-Kun, se você não quer dormir podemos brincar então! Vem eu ajudo você. Veemon coloca o parceiro de pé.

— ”Você tá quase do tamanho de um X-veemon”.

Veemon chutava a bola de leve e Daisuke rindo agarrava e caia deitado por cima, ora colocava a redonda na boca.

Somente no colo do cunhado, na hora de ir embora o ruivo finalmente pegou no sono, alguns Digimon aproveitaram o carrinho vazio e voltaram dormindo enfim foram trocados foram postos no berço.

— “Miyako-Chan eu não posso dormir com você”? Pergunta Ken.

— Aqui seu lindo pega a pepeta, você tava mimindo até agora, a gente tem que ir ver se ao menos encontramos respostas. Miyako e Hikari cobriam os meninos com o cobertor infantil e deixaram uma música de ninar no quarto.

Na sala…

— Por quanto tempo vai manter a farsa Takeru? Pergunta direto o caçula.

— aww… Que farsa Iori-Kun? Pergunta Takeru com uma gotinha.

— Você sabe! Exige o lutador de kendo.

— Iori-Kun não sei do que está falando! Takeru da de ombros e pega Patamon adormecido nos braços e o leva para seu colchão inflável.

— “Disfarce a vontade Takeru, sua mãe não pode ser tola como pensa. Iori pensava encarando Takeru.